“O crescimento passa pela qualificação das pessoas”

Pedro Silva, Managing Director da OPCO, abordou o crescimento da marca no domínio da formação e qualificação na indústria automóvel, onde percebemos que, entre outros, o grande desafio passa pela sustentabilidade do crescimento, através da qualificação das pessoas.

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A OPCO deu início à sua atividade há cerca de 12 anos, mais concretamente em 2006. Desta forma, que balanço é possível perpetuar da vossa orgânica ao longo destes 12 anos e de que forma se foram adaptando às mudanças e vicissitudes do mercado?

De facto, surgimos em 2006, na altura sob outra designação, tendo-nos tornado independentes em 2015, já com créditos firmados no mercado, nomeadamente através da ligação à VDA QMC, ligação essa que culminou este ano, com a realização da primeira conferência VDA em Portugal. De forma geral, foi esta dinâmica, reforçada após 2015, que nos permitiu crescer e continuamente oferecer soluções inovadoras à indústria. Também a relação de longa data com vários clientes, com os quais também crescemos muito, têm sido os fatores diferenciadores. Isto, claro, sempre muito suportado pelos nossos profissionais, internos ou externos.

Como definiria atualmente a indústria automóvel em Portugal e quais são as principais prioridades para a mesma num futuro próximo?

Por tudo o que temos presenciado podemos dizer que a indústria tem mudado muito, felizmente para melhor. Esta mudança passa por dois grandes grupos: as empresas que cresceram enormemente, a todos os níveis, desde há 25, 30 anos e que hoje marcam presença significativa na indústria ou, outro grupo, mais recente, constituído por empresas que transitam de outras áreas da indústria para o fornecimento de produtos automóvel.

Este crescimento acarreta, principalmente, a necessidade de pessoal qualificado pelo que, um dos pontos prioritários, passa claramente pela gestão do conhecimento e gestão das competências.

No âmbito da formação e qualificação na indústria automóvel, quais são os principais desafios deste setor?

O grande desafio, na nossa opinião, passa exatamente pela sustentabilidade do crescimento, através da qualificação das pessoas. Vemos, felizmente, já algumas movimentações, envolvendo as empresas, as organizações e as universidades, no sentido de aumentar a oferta de cursos e, assim, alimentar a procura existente.

Qual tem sido o papel da OPCO no âmbito da qualificação e formação no setor da indústria automóvel?

Da nossa parte, temos atuado em várias frentes. Desde a nossa oferta interna, na qual estamos em constante inovação a nível de temas, passando pelo contínuo estabelecimento de ligações com as principais organizações da indústria automóvel e pelo estabelecimento de parcerias a nível de universidades e politécnicos onde contamos, muito em breve, iniciar novas atividades.

A formação e a especialização entram nesta fase como essenciais para um maior desenvolvimento? Qual é a oferta da OPCO neste sentido?

A nossa oferta é, neste momento, bastante abrangente, desde as áreas da qualidade, às áreas da produtividade, nas várias normas de referência na indústria. Temos tido uma atividade constante a nível das qualificações de auditores, gestores de projeto ou pessoal operacional. A nossa oferta é, neste momento, bastante abrangente e transversal à indústria.

De que forma é que a OPCO tem, como principal preocupação, trazer para Portugal o que de melhor existe na área? Como o perpetuam?

Até há bem pouco tempo, para obter algumas qualificações, teríamos de ir lá fora. Atualmente, tal já não é, de todo, necessário, pelo contrário, temos várias situações de profissionais que vêm de fora obter essas qualificações connosco, em Portugal. Temos, neste momento, já implementados ou em fase de proposta, projetos com países Europeus, mas também com Marrocos, Tunísia, México ou Brasil, para referir alguns. Podemos claramente dizer que já passámos a fronteira de ir buscar lá fora, para a fase de levar lá para fora o que de melhor cá fazemos.

De que forma é que a Inovação tem sido essencial para a OPCO no domínio da formação e da qualificação na indústria automóvel?

Tem sido fundamental. Temos clientes que ainda escolhem com base no preço, simplesmente, mas o nosso mercado não passa por aí, passa essencialmente por organizações que escolhem com base no valor. Podemos dizer que tem sido devido a essa inovação, seja em termos de conteúdos, abordagens ou pedagogia, que temos, ano após ano, crescido, a todos os níveis.

Quais são os principais desafios da OPCO neste domínio e o que espera num futuro próximo da Indústria Automóvel?

Os desafios estão identificados e passam por temas como novas normas, novos sistemas de gestão, os quais estamos já a desenvolver. Acreditamos que serão essas novas áreas que farão a diferença, a médio prazo.

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