Em apenas 15 anos de atividade em Espanha, a Howden Iberia tornou-se o 5º Corretor de Seguros no “ranking” do mercado espanhol. No entanto, “no momento atual, creio que já podemos considerar o 4º no ranking, ainda que tal se concretize apenas nos apuramentos do próximo fecho de exercício”, começa por referir Américo Oliveira.

A Howden Iberia é parte do Hyperion Insurance Group, sendo este, no panorama internacional, a maior organização independente de corretagem e subscrição (MGAs) de seguros. A principal característica deste grupo é a forte personalização das relações com os clientes.

A Howden é um operador global focado na captação de talentos locais para oferecer ao mercado soluções especializadas e serviços de qualidade premium. A organização usa como lema a expressão “We know how”, para evidenciar a sua capacidade de gerar novas soluções e encontrar respostas eficientes em domínios de especialidade, sem prejuízo de também atuar transversalmente em todos os domínios da atividade seguradora.

Em Setembro de 2016 a Howden decide avançar com a criação de uma sucursal em Portugal. “A globalização ibérica faz todo o sentido. A opção de começar de base zero é o melhor caminho quando, como é o caso, se pretende criar uma oferta diferenciada. É o percurso mais direto para implantar um modo de estar que aproveite a potência dos recursos já existentes na organização”, explica o nosso entrevistado.

“Naturalmente que isso significa um percurso mais lento na aquisição de um volume de operações importante e na formação de uma carteira de negócios, mas estou certo que a marca Howden se tornará uma referência importante no mercado segurador português num curto espaço de tempo”, reforça ainda.

O PAPEL DO INTERMEDIÁRIO DE CRÉDITO

Este domínio particular é um bom exemplo da capacidade e da diferença da Howden Portugal e Américo Oliveira explica-nos o que vai mudar. No geral, trata-se de uma regulamentação nova que a supervisão do Banco de Portugal lançou para ordenar e dar segurança aos consumidores que recorrem a operações de crédito nas suas aquisições de consumo ou de imobiliário de habitação. Uma quantidade de operadores disponibilizam aos clientes os seus serviços de aconselhamento e de mediação na colocação de crédito junto das instituições financeiras, e com este enquadramento legal essa atividade passa a ser regulamentada. Os consumidores passam a lidar com entidades que têm formação adequada e que reúnem características de idoneidade e de desempenho para a prestação de um serviço eficiente e seguro. É por isso que, para além das condições técnicas e de idoneidade que são requeridas para licenciar a atividade dos intermediários, se introduziu a obrigatoriedade de que tenham um seguro de Responsabilidade Civil Profissional – este permitirá aos clientes, que eventualmente sejam lesados por qualquer erro ou falha profissional cometida pelo Intermediário de Crédito, poderem ser ressarcidos dos danos que essa má prestação lhes provoque. Este é o espírito e a letra da lei que determina a obrigatoriedade deste seguro em defesa dos direitos dos clientes contraentes de crédito.

No entanto, como refere o nosso entrevistado, tratando-se de um seguro novo que não estava disponível no mercado segurador, a resposta do mercado para estas solicitações novas é normalmente lenta, e poucos seguradores têm oferta especializada no domínio da RC Profissional.

No espaço de dois meses, a Howden obteve suporte no mercado internacional para este fim e montou todo o processo de distribuição, estando já a comercializar soluções especificamente desenhadas para esta exigência.

“O FATOR TEMPO É MUITO IMPORTANTE”

Segundo a nova lei, os intermediários de crédito deverão completar o seu processo de autorização e registo para o exercício desta atividade até ao final do ano, sob pena de não poderem continuar a exercer a referida atividade. Assim, o fator tempo é muito importante. O processo de registo e licenciamento requer algum tempo – o Banco de Portugal tem 90 dias para se pronunciar sobre os pedidos recebidos, razão pela qual é importante que os interessados tratem do necessário com a maior antecedência possível.

Américo Oliveira alerta que é importante esclarecer que quaisquer outros seguros de Responsabilidade Civil Profissional de que os intermediários sejam titulares não servem para este enquadramento legal específico. “Temos conhecimento de que o Banco de Portugal já começou a notificar alguns operadores que entregaram os seus processos de candidatura sem o seguro específico. Algumas associações profissionais tiveram o cuidado de, atempadamente, estudar e analisar este tema, transmitindo aos seus associados a informação adequada. Posso citar os casos da ASFAC (Associação das Instituições de crédito especializado) e da ACAP (Associação  Automóvel de Portugal) que, na sequência desse tratamento, recomendaram aos seus associados a solução comercializada pela Howden em condições preferenciais de preço e facilidade de subscrição”, adianta-nos Américo Oliveira.

DEFESA DO CONSUMIDOR

Eles são o foco desta nova regulamentação. “Como já referimos, o legislador preocupou-se em criar condições que garantam a competência e a idoneidade de quem desempenha as funções de intermediário de crédito, para que os clientes possam confiar na qualidade dos serviços que adquirem”, reforça o nosso entrevistado.

O seguro surge para ressarcir os eventuais prejuízos que os clientes possam sofrer quando, apesar de tudo, ainda ocorrerem erros ou falhas profissionais dos intermediários. Quem não reunir estas condições não pode continuar a atuar como intermediário de crédito – condição de segurança que só beneficia os clientes.

Para os intermediários, houve a preocupação de criar condições que permitissem facilidade de acesso e nível de preço comportável. “Estes intermediários de menor volume são seguramente a esmagadora maioria – basta pensar nas vendas a crédito de automóveis, eletrodomésticos, equipamentos eletrónicos, etc., para ter noção do elevado número de operadores. A expectativa de um volume de adesão elevado permitiu antecipar um efeito de escala para tornar os preços acessíveis”, refere Américo Oliveira.

No plano processual foi feito um grande esforço de simplificação dos processos, chegando ao nível de permitir a subscrição online e padrões de serviço de 48 horas.

No caso dos operadores de maior volume, continua a ser necessário fazer uma análise casuística, mas, ainda assim, com tempos de resposta otimizados.

“Estamos convictos, em todos os sentidos, de estar a oferecer a melhor solução disponível no mercado para o seguro obrigatório de Responsabilidade Civil Profissional dos Intermediários de Crédito”, afirma Américo Oliveira, e conclui: “fazia sentido, para nós, criar um processo de subscrição do produto que fosse expedito e automatizado por forma a facilitar o acesso a todos os operadores e a preços acessíveis por consideramos que os intermediários de crédito são operadores de pequena dimensão. A nossa intervenção passa, portanto, por identificar a necessidade do mercado e promover um produto adequado com uma abordagem de proximidade para criar condições adequadas”.