De que forma é que a Movijovem tem vindo a perpetuar este desiderato?

A Movijovem, ciente da missão que o seu objeto social encerra, tem colocado a sua rede continental de turismo juvenil, constituída por 42 pousadas de juventude ao serviço da mobilidade e das necessidades dos jovens, nacionais e estrangeiros, proporcionando-lhes experiências junto do património cultural, histórico e natural do nosso país, mas também das realidades urbanas e rurais, de praia e de natureza. É por termos sempre presente essa responsabilidade e o interesse público que ela reveste que trabalhamos todos os dias para contribuir para a sua mobilidade a preços competitivos, com produtos e serviços inovadores, mas acima de tudo para que o quotidiano da Movijovem seja um poderoso instrumento de enriquecimento social, educativo, cultural, desportivo e recreativo daqueles que a procuram e nela confiam.

No passado dia 22 de janeiro foi eleito como o novo presidente da Movijovem. O que representou para si esta vitória e quais os planos/projetos que se propõe cumprir?

A eleição como novo presidente da Movijovem representa um desafio que está ancorado numa estratégia, para o período 2018-2020, que tem como mote três E’s: Explorar, Envolver, Evoluir.

Nortearemos a nossa ação, com o envolvimento de todos os colaboradores da Movijovem, no sentido de afirmar as Pousadas de Juventude como hub para o desenvolvimento económico, social e ambiental, em todo o território, colocando as energias e o potencial desta rede, dentro do quadro da sua missão, no posicionamento de Portugal como um dos destinos turísticos mais competitivos e sustentáveis do mundo.

De que forma pretende prosseguir com o aumento da vossa atividade comercial no sentido de reforçar a missão social?

Queremos tirar o máximo proveito das novas tecnologias, de novos conceitos e abordagens comerciais, de modo a dispor paulatinamente de uma rede moderna e inovadora. Os jovens e os adultos portugueses são os mais conectados à internet na Europa. É por isso que temos de responder às transformações da sociedade, simplificando processos, modernizando a nossa organização e diversificar os serviços que prestamos. Por outro lado, a nossa atividade comercial passa igualmente pela reorientação da estratégia do Cartão Jovem EYC, efetivando o seu papel enquanto programa de política pública de juventude. A conjugação destas orientações permitirá aumentar a atividade comercial sem, contudo, colocar em causa a qualidade do serviço já prestado, que faz da Movijovem uma referência.

Em 2017, a Movijovem atingiu os melhores resultados de atividade desde a sua fundação, com as Pousadas de Juventude a registarem 489.000 dormidas, o Cartão Jovem EYC 173.000 unidades e o INTRA_RAIL mais de 1.500 unidades. Com estes números tão positivos, acredita que é possível fazer melhor?

De facto, estamos a falar de excelentes resultados de atividade que orgulham a Movijovem pelo reconhecimento público das marcas e dos produtos que estão à sua gestão. Acreditamos que podemos ir ainda mais longe, aumentando a atividade das Pousadas de Juventude, apostando na comunicação e marketing, na estruturação do produto, na fidelização de novos clientes e na redução da sazonalidade. Vamos continuar a investir na ativação promocional do INTRA_RAIL, que entre outras ações, terá em Cascais – Capital Europeia da Juventude 2018 um grande momento de destaque, através da realização de um INTRA_RAIL Live Trip promocional. Como tive oportunidade de referir anteriormente, estamos igualmente apostados na reorientação da estratégia do Cartão Jovem EYC, que consistirá na sua modernização e promoção do envolvimento dos jovens em novos processos e projetos de formação pessoal, social e profissional, nomeadamente, implementando uma App e a tecnologia NFC à gestão de utilizações, dinamizando, assim, o portal web criando, por conseguinte, um sistema de reporte, avaliação e inovação permanente.

A Movijovem é membro de diversas organizações europeias e internacionais, entre as quais a EYCA (European Youth Card Association) e IYHF (International Youth Hostel Federation). A cooperação internacional será um dos pontos mais fortes da sua liderança?

Vamos continuar a aprofundar e a promover a cooperação. A Movijovem tem para com as diversas organizações europeias e internacionais de que é membro o entendimento de que o seu estatuto de fundador comporta um comprometimento acrescido. Essa visão traduz-se em ações como a coorganização da 34.ª Conferência Anual e Assembleia Geral da EYCA, que se realizará em Cascais – Capital Europeia da Juventude 2018 e na realização, em Lisboa, de uma reunião da Direção da EYCA, mas também, no estabelecimento de formas e protocolos de cooperação com outras organizações congéneres, ao nível da Hostelling Internacional, como é o caso do recentemente celebrado com a Rede Espanhola de Albergues Juvenis e que visa a promoção conjunta do património cultural no destino ibérico. Este último caso reflete, ainda, a nossa aposta na segmentação do mercado ibérico e europeu como alavanca de crescimento, sem descurar outros mercados internacionais, designadamente, o do Brasil, dos Estados Unidos e da Ásia.

A terminar, que mensagem lhe aprazaria deixar? 

Permita-me deixar duas mensagens que me parecem muito importantes. Estamos no início de um ciclo de intenso trabalho na Movijovem, num momento em que o país e a Europa celebram o Ano Europeu do Património Cultural. E nesse contexto, a primeira mensagem que quero deixar é um convite a todas e a todos que neste ano, individualmente ou em grupo, queiram explorar e desfrutar do imenso património material e imaterial que constitui a identidade do nosso país e do nosso povo. A segunda mensagem é essencialmente de agradecimento aos que fazem da Movijovem uma entidade de excelência na área da mobilidade juvenil e aos que confiam na Movijovem, nos seus serviços e nos seus produtos. É essa confiança, bem patente nos resultados da atividade da cooperativa, e o trabalho incansável dos nossos colaboradores que nos animam e inspiram na nossa missão junto dos jovens portugueses e estrangeiros, no fundo, a fazer-lhes viver Portugal.