“Não existe sucesso sem trabalho e isto é o que me define”

Ana Inês Andrade é a Creative Designer da Defendideias e, em entrevista à Revista Pontos de Vista, conta como é fazer parte deste projeto e como tem crescido enquanto profissional e pessoa, assegurando que “não podia estar mais feliz com tudo o que já conquistei até hoje”.

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A Inês Andrade assume-se como a Designer da Defendideias. Começaria por perguntar como surge esta relação com a marca e que balanço é possível fazer da ligação com a mesma?

Sempre tive uma paixão por Angola. Cresci com as histórias da minha avó que me marcaram e que despoletaram este amor pelo país.

Depois de pisar pela primeira vez a terra vermelha de Angola, apercebi-me que tinha que honrar a terra da minha avó e decidi abraçar este projecto de corpo e alma. Não podia estar mais feliz com tudo o que já conquistei até hoje. Se hoje me fosse embora iria consciente de que deixei a minha marca.

O que é para si ser um elo importante no âmbito da dinâmica da Defendideias?

É ser tudo, o braço esquerdo e o direito. É olhar para a Defendideias como se fosse minha e dar o melhor de mim. Só assim é que os restantes colaboradores da equipa, que eu supervisiono, conseguem ver que também são especiais e orgulharem-se do que fazem diariamente.

E como surge o contato e a relação com Cilene Correia, CEO da Defendideias e mentora de todo o projeto? De que forma é que a vossa dinâmica enquanto personalidades tem sido essencial para que esta união seja positiva e de sucesso?

A nossa relação profissional iniciou-se após a minha licenciatura em Design com a execução da primeira peça: as chávenas da Independência de Angola em 2011. Isto aconteceu antes de decidir abraçar o projeto de corpo e alma em 2014.

Esta relação vive de dois lados: o profissional e o familiar, pelos laços de sangue que nos unem.  A dinâmica move-se pela existência de dois carateres quase opostos, um extravagante, ambicioso e emotivo; o outro racional, minucioso e criativo.  Assim sendo, conseguimos juntas encontrar pontos de vista diferentes, ideias que se complementam e consensos, para abarcar a diversidade da noção do “belo” espalhado pelo mundo.

Como mais que uma colaboradora da marca, como é que caracterizaria o seu contributo para o crescimento da Defendideias? De que forma é que se inspira para fazer a diferença?

Não existe sucesso sem trabalho e isto é o que me define. A entrega, a dedicação e a persistência são algumas das características que fazem parte de mim e do meu dia-a-dia.

Contribuo para a formação dos colaboradores para que possam desenvolver autonomamente o seu trabalho. Somos uma equipa integrada numa empresa com missão, valores e cultura que valorizamos.

Inspiro-me nas cores, na cultura, na música e na diversidade cultural. Sou amante das cores e adoro tudo o que sejam cores fortes e mistura de padrões. Não podia estar num lugar melhor para vivenciar esta experiência. Não vejo a arte enquanto concorrência, a arte é livre e eu tenho o meu estilo próprio e bem definido.

Nos produtos e imagens desenvolvidas por si para a marca, de que forma é que tenta que os mesmos tenham um pouco da personalidade de mentora deste projeto, Cilene Correia?

Nas peças, vou mais além do que é cultural, tento sempre passar uma história que faz parte das memórias da minha família. Muitas delas é a Cilene que me conta e eu transporto-as para uma peça que será sempre especial. Sinto que só assim é que faz sentido porque sei que também é a realidade de muito angolanos.

O que podemos continuar a esperar no futuro de Inês Andrade e da Defendideias?

Ainda me falta fazer muita coisa. Queremos lançar a linha dos fatos de banho que é algo que desejo muito fazer com a Defendideias e que prevemos concretizar brevemente. Sinto que nos próximos anos vamos poder desenvolver e inovar a produção angolana. Mostrar ao mundo que aqui existem pessoas capazes de contribuir para a divulgação da cultura angolana resultante da produção nacional.

Escolher a Defendideias é…? Que palavra descreveria melhor Cilene Correia?

Um desafio constante, sem dúvida.  Batalhadora, aquela que não desiste.