“O presidente do Governo, Pedro Sánchez, deu instruções para que Espanha cumpra os seus compromissos internacionais em matéria de crises humanitárias”, segundo um comunicado do executivo espanhol.

O comunicado acrescenta que Pedro Sánchez deu instruções para que Espanha acolha num porto espanhol o barco Aquarius com mais de 600 migrantes a bordo.

Há, no entanto, um segundo barco à espera de solução. É um navio da guarda-costeira italiana, com 790 migrantes a bordo, que aguarda desde domingo que lhe seja atribuído um porto em Itália.

“É nossa obrigação ajudar a evitar uma catástrofe humanitária e oferecer um porto seguro a estas pessoas, cumprindo desta forma com as obrigações do Direito Internacional”, sublinha Madrid.

A notícia é conhecida horas depois de se saber que a comida a bordo era escassa. “Temos água e comida para todos, mas só para esta segunda-feira, porque já não vai ser suficiente para amanhã” (terça-feira), disse o médico norte-americano, David Beversluis, entrevistado pela agência EFE, acrescentando que “isso é o mais importante” neste momento.

O Governo de Itália recusou no domingo autorizar o navio Aquarius, da organização não-governamental (ONG) francesa SOS Mediterranée, a desembarcar num porto italiano os migrantes, resgatados do mar em várias operações durante o sábado.

Por ordem das autoridades italianas, o navio mantém-se em alto mar, a 35 milhas de Itália e a 27 milhas de Malta, segundo a SOS Mediterranée.

Itália defende que deve ser Malta a acolher os migrantes, entre os quais há 123 menores, mas Malta sustenta que a responsabilidade é de Itália porque as operações de salvamento dos migrantes ocorreram numa zona marítima coordenada por Roma.