Gateway City Comics o sítio onde todos os super heróis se encontram

Desde pequena que Susana Serra é aficionada por banda desenhada. Do sonho à realidade, construiu uma loja que, no mínimo, é original. Venha agora conhecer a Gateway City Comics.

260

 

Como surgiu a ideia de criar um espaço dedicado à BD, aos heróis e vilões?

Desde que me lembro, que sou fã de BD, as minhas primeiras memórias são do tempo em que lia os Mickey que a minha mãe me comprava na papelaria da esquina. Nesse tempo lia tudo: Disney, a Mónica, Mafalda. Nos meus teens passei para o Asterix, Tintim, Lucky Luke e depois para a Marvel e a DC.

Das minhas pesquisas em lojas de comics em Portugal nunca consegui encontrar nenhuma que me oferecesse tudo o que queria e foi dai que nasceu a ideia de ser eu a criá-la.

Para além dos livros também têm outros produtos para os amantes de BD?

A ideia quando formei a Gateway foi a de disponibilizar um espaço com todos os produtos relacionados com a BD. Neste momento temos as figuras, o merchandising ligado às histórias, filmes e livros, os colecionáveis que todos adoramos e que fingimos ser para os nossos filhos (mas na realidade são mesmo é para nós) e uma seleção de trabalhos realizados por autores portugueses no nosso portuguese corner.

Estes produtos incluem os Universos Marvel e DC Comics bem como Anime, Mangá e temas alternativos como Adventure Time, Asterix ou Game of Thrones.

Para construir o negócio quanto tempo levou e como foi?

A ideia surgiu na minha cabeça há vários anos evoluindo com a maturidade e com o tempo. No início era apenas um sonho que se foi materializando com a experiência em gestão de negócios, os estudos de empreendedorismo realizados durante o MBA e com análises ao mercado.

No início de 2017, decidi que era o momento de avançar, começando por formar a equipa da Gateway em conjunto com a minha irmã, Rute Serra, sócia no negócio e nessa altura desafiámos a Soraia Pinto que nos trouxe a sua larga experiência em marketing e produção

Desde a escolha do local onde seria a loja, ao fornecedor do nosso website, passando pelo valor de investimento para o stock inicial, tudo fez parte de um grande desafio divertido de superar. Como em todos os inícios de negócio passámos muitas noites em frente a uma folha de excell e muitos dias a bater “perna na rua” tudo regado, ocasionalmente, com umas boas risadas.

No nosso curto tempo de vida, efetuámos, ainda, parcerias que consideramos terem sido vitais para o nosso crescimento tais como as que realizámos com a Feel, que nos dá apoio na gestão de redes sociais e marketing, com a Jumping Clay, que faz produtos exclusivos para nós e a Comic Hearts.

De que forma trabalham a visibilidade da loja e da marca Gateway?

A nossa marca é o nosso maior bem passando a estratégia para a sua visibilidade por várias ações que desenvolvemos no dia-a-dia.

A principal prende-se com o espaço da loja que nunca quisemos que fosse apenas isso, mas sim um espaço agradável para os fãs, onde pudessem desfrutar de um ponto de encontro não só de conversas como de amigos com pontos de interesse comuns ou colocarem-se a par das últimas novidades.

Este ponto de encontro materializou-se com o facto de sermos anfitriões de sessões de autógrafos de autores portugueses e estrangeiros, de termos realizado em Maio o evento do Free Comic Book Day associando um Artist Alley de quase 30 artistas e com a realização do Flea Market onde qualquer pessoa que tenha produtos relacionados com BD possa vir trocá-los ou vendê-los.

Como complemento temos ainda a participação em eventos nacionais dos quais se destacam o IberAnime e a Comic Con onde levamos não só um espaço de venda, mas um espaço de demonstrações e atuações dos nossos parceiros num ambiente descontraído que é no fundo, aquilo que nos destaca.

Qual é o público-alvo da Gateway?

Somos um ponto de encontro para todos os fãs. Desde o pequenino que acabou de descobrir os filmes de super heróis até aos que ainda sentem saudades dos livros do Tintim ou do Mickey.

Todos precisamos de heróis?

Costumo dizer que há milhares de anos, as tribos rodeavam uma fogueira ao final do dia o que proporcionou a atividade de contar histórias. Gosto de pensar que estas primeiras histórias eram contos sobre heróis e sobre feitos inéditos que eram na altura um remédio para as feridas psicológicas das pessoas dessa época e promoviam, a força e resiliência dos membros da tribo.

Não tenho dúvida de que os humanos de hoje têm muitas semelhanças com estas tribos. Numa altura em que a crise económica é um fator que pesa sobre os nossos ombros e em que a sociedade tem desafios que parecem impossíveis de superar como são exemplo as alterações climáticas, somos com certeza atraídos por histórias de heróis porque nos consolam e nos curam.