O que significa conquistar o Selo de Excelência da APAT?

Conquistar o Selo de Excelência da APAT é o mesmo que obter um atestado de qualidade, credibilidade, fiabilidade e segurança dos serviços prestados, por ter conseguido preencher determinados requisitos estabelecidos pela APAT (previstos nos seus estatutos e regulamento interno).

Que requisitos têm de cumprir as empresas para fazerem parte da associação?

Uma empresa que exerça a atividade transitária, para se tornar nossa associada, terá, antes do mais, de submeter a sua candidatura junto dos serviços da APAT, através do preenchimento do boletim de inscrição disponível no nosso site, fazendo prova de que se encontra legalmente constituída e habilitada a exercer a atividade ou as atividades a que se pretende dedicar, sendo que as empresas que exerçam a atividade transitária têm de estar devidamente licenciadas pelo IMT. A estes requisitos, acresce a obrigação de subscrever e cumprir o código de conduta em vigor.

Após a apresentação da documentação probatória necessária do preenchimento dos requisitos supra enunciados, a candidata ficará ainda sujeita ao crivo da Direção que poderá exigir dos interessados e/ou solicitar a terceiros, elementos de informação havidos por necessários à comprovação dos requisitos invocados.

A título excecional, admitimos pré-adesões a associados, de empresas ainda não licenciadas, desde que preencham o boletim de inscrição e nos requeiram auxílio nos processos junto do IMT com vista ao licenciamento.

Os transitários começam a ganhar cada vez mais relevância no mercado global, tendo em conta fatores como a economia e o ambiente. Que papel assume a APAT NESTE paradigma cada vez mais evidente?

A APAT, enquanto defensora legítima dos interesses das empresas suas associadas, tem procurado ser um marco na representação nacional sustentando e defendendo os seus associados e a atividade que prosseguem como elementos fundamentais da cadeia de abastecimento. Para tanto, tem procurado estreitar a cooperação com todos os associados de forma a ajudar e a promover serviços de Excelência que conduzam à permanente melhoria e inovação da Cadeia de Distribuição e Logística das mercadorias transacionadas, acrescentando-lhes as
mais-valias daí decorrentes. Estamos, portanto, focados na divulgação e dignificação da atividade transitaria, da atividade de transportes rápidos ou de carga expresso, do transporte multimodal, da atividade operadores logísticos e/ou de armazenagem e distribuição e, bem assim, de outros operadores de transporte de algum modo relacionados com a organização do transporte de mercadorias, e na inerente defesa dos interesses dos associados junto da Tutela e demais Entidades Públicas e Privadas.

Que importância considera que o Selo Excelência tem junto do consumidor?

O perfil dos consumidores está em franca mudança, conforme tem sido profusamente debatido a par da Revolução 4.0, daí que para um consumidor cada vez mais exigente, seja relevante obter informação acrescida sobre quem possa prestar um serviço de valor acrescentado com Excelência. O Selo de Excelência é, precisamente, uma ferramenta/certificado que atesta uma maior aptidão para acompanhar as exigências cada vez maiores de elevados parâmetros para o correto funcionamento da cadeia de abastecimento. Por este motivo, acreditamos que esta distinção representa um enorme contributo e um fator de grande utilidade para o consumidor (empresa exportadora/importadora), na escolha do seu parceiro Transitário.

Atualmente quais são os maiores desafios do setor?

Este setor enfrenta vários e diversos desafios. Na carga área, por exemplo, há já demasiado tempo que as infraestruturas aeroportuárias estão desadequadas, meios de rastreio desajustados e falta de estratégia de investimento no setor influenciam negativamente a competitividade das empresas portuguesas transitárias. De igual modo, no transporte marítimo, as greves constantes de estivadores nos portos têm ditado o desvio de carga para outros portos/países europeus em detrimento.

Os novos desafios prendem-se agora também com a indústria 4.0, onde a digitalização é a palavra de ordem.

Ano após ano, a APAT tem demonstrado o seu compromisso e disponibilidade para contribuir, com determinação e empenho, para a implementação de soluções eficazes, e manter uma voz ativa em prol das empresas transitárias, nossas associadas.

No entanto, é com profunda desilusão que assistimos a uma certa relutância à implementação das mudanças necessárias no setor. Acreditamos que esse impasse não será, certamente, por falta de diagnóstico, mas por nítida falta de interesse e ação por parte das entidades competentes.

O sistema de transporte de mercadorias, em geral, encontra-se em processo de adequação ao século XXI, enfrentando, por isso, inúmeros desafios, nomeadamente do foro ecológico, digital e de interoperabilidade.

Estes desafios, se bem encaminhados, poderão resultar em oportunidades inovadoras, mais amigas do ambiente, eficientes e seguras.

Na prossecução destas megatendências, tal como temos amplamente divulgado, a Comissão Europeia decretou o ano de 2018 como o “Ano da Multimodalidade”, que será o mesmo que dizer o “Ano do Transitário”, pois este é quem apresenta as soluções de transporte mais adequadas aos diferentes tipos de mercadoria, articulando todos os modos de transporte de modo a obter maior eficiência.

Ora, o aumento de eficiência do transporte de mercadorias e das cadeias logísticas através da digitalização e simplificação administrativa é, e será, naturalmente, potenciado pela digitalização que, por sua vez, não se limita a novas tecnologias, mas também ao intercâmbio de dados e que, de “mãos dadas” com a automação e i.A, irá transformar não apenas este setor, mas o mundo em geral.

Sem prejuízo, a digitalização dos documentos, a devida regulamentação, bem como os incentivos/apoios que vierem a ser concedidos, assumirão um papel preponderante no cumprimento das metas estabelecidas e na almejada mudança na cadeia logística e, bem assim, no assegurar do não comprometimento da (necessária) competitividade e sustentabilidade.

O “cliente” será a maior força motriz das inovações que se farão sentir e o “Transitário” o seu parceiro ideal.

Assim, será de esperar que a Tutela e demais Autoridades, no seu todo, não se alheem desta realidade, se mostrem mais cooperantes e eficazes, acompanhando as tendências que, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, serão os ditames do futuro.

Quais são, neste momento, as prioridades da associação?

Nos termos do programa de ação apresentado pelos renovados Corpos Sociais, eleitos no passado dia 21 de março, destacam-se como pontos essenciais da nossa ação futura, as seguintes:

– Uma representatividade proativa junto da Tutela, das Autoridades, de outras Associações e Entidades de relevância para o setor.

– A elevação dos serviços prestados pela Associação, apostando, nomeadamente, na implementação de um sistema de gestão de qualidade, na criação e dinamização de ações de formação e consultoria conjunta e de implementação de processos no âmbito do RGPD (proteção de dados) e, ainda, num programa de consultoria para certificação AEO.

– A promoção da comunicação interna e externa, estendendo a distribuição física da Revista APAT ao plano digital procurando assim abranger os PALOP, e criando um blogue APAT.

Posto isto, na prossecução dos seus desígnios estatutários e estratégias delineadas, perante as inúmeras mudanças com impacto na atividade logística que se antecipam, a APAT vai continuar a desenvolver esforços na ajuda e suporte a todos os associados para que encarem os constrangimentos que se sucedem, como desafios a vencer.

O nosso objetivo é muito simplesmente ajudar ao sucesso dos nossos associados. Sem receio de termos de trabalhar para atingir esse objetivo maior. E sobretudo mantendo um elevado patamar de exigência sobre quem tem poder de decisão no panorama logístico nacional.

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