Com um percurso profissional predominantemente na banca, no Grupo CGD (Caixa Geral de Depósitos), marcado previamente por duas empresas com funções em controlo de gestão e com o estatuto de trabalhador estudante, quando terminou o curso de gestão de empresas, ingressou na banca comercial e lá permaneceu durante quatro anos. Posteriormente mudou para a banca de investimento (aonde ficou 18 anos), apostando na diversificação de experiências institucionais e na acumulação de conhecimentos técnicos. No período inicial na banca, decidiu tirar duas pós-graduações, uma em gestão de instituições financeiras e outra em “corporate finance”, para mais uma vez sustentar a experiência que ia tendo com uma parte teórica. Conta que foi dessa forma que conseguia entender o porquê de fazer as coisas de determinado modo.

“Estas várias passagens profissionais culminaram num ainda maior desafio quando decidi sair da banca de investimento aos 50 anos, para implementar um projeto que aí tinha iniciado, mas agora poderia lançá-lo com a dose de criatividade ajustada às necessidades de mercado e sem os constrangimentos próprios de uma grande instituição.

Não podemos esquecer que o take-off é violento pois a exigência aumenta de um modo exponencial, na medida em que temos de ser estrategas, correr os nossos próprios riscos e ter a noção de que não podemos contar com ninguém além de quem está absolutamente envolvido no projeto.

Diria que eu como várias pessoas que estão na sua zona de conforto, uma mudança destas é um “choque térmico “ repleto de emoções fortes.

Aconselho-o a quem não tem problemas cardíacos, sobretudo aos 50 anos que já começa a ser uma idade crítica”, lembra a nossa interlocutora.

Ana acredita que apenas deve fazer algo do género quem tiver “características de personalidade que revelem uma dose de irreverência QB, muita persistência, iniciativa, coragem, espirito flexível e revolucionário. Sendo que a chave de tudo é acreditar em si mesmo, em Deus e nunca desistir”.

Afirma que para si o impossível não existe, desde que “a pessoa sinta que tem o background e a força que se requer para o desafio que se pretende”.

IHNCAM Advisory

A génese do projeto passa por uma empresa de Assessoria Financeira que é um híbrido entre a banca de investimento e uma consultora. Oferecem serviços completos de A a Z e atuam em quatro grandes áreas de negócio:

Angariação de funding;

Compra e Venda de Empresas;

Consultoria de Gestão;

Apoio a investidores nacionais e internacionais.

O nome “IHNCAM Advisory” resulta da conjugação das iniciais do nome da sua fundadora e dos dois sócios, professores no ISEG.

De forma a implementar um projeto com a filosofia pretendida, Ana Rocha Homem certificou-se de “fazer a fusão entre pessoas com valências de banca de investimento e de uma instituição que tem como propósito ensinar a técnica que todos os que por lá passaram aprenderam. A promoção do ensino, (além do rigor técnico inquestionável) permite estarmos na crista da onda nas metodologias utilizadas que sustentam os Planos de Negócio e as Avaliações que elaboramos para os nossos clientes”.

A DIFERENÇA QUE É SER MULHER

 “A sociedade quer muito que não haja nenhuma discriminação e tem havido grandes esforços para o efeito.

Há que registar que o papel da Mulher na sociedade é tanto mais exigente quanto maior for a amplitude da sua responsabilidade.

Há claramente um desajustamento entre a tolerância que se tem com os homens face ás mulheres em vários contextos e isso é um julgamento social que resulta de uma cultura enraizada ao longo de várias gerações.

Não me querendo alargar em mais nenhuma consideração, apenas quero exprimir que adoro ser mulher”, conclui a nossa entrevistada.