Ricardo Robles não resistiu à polémica em torno do seu prédio em Alfama, que comprou por 347 mil euros e tentou vender por 5,7 milhões, e informou a coordenadora do Bloco de Esquerda da sua intenção de renunciar aos cargos que ocupa.

Numa nota publicada no site oficial do Bloco de Esquerda, Ricardo Robles refere que informou ontem, domingo, Catarina Martins da sua decisão de renunciar aos cargos de vereador na Câmara Municipal de Lisboa e de membro da comissão coordenadora da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda.

“Uma opção privada, forçada por constrangimentos familiares que expliquei e no respeito pelas regras legais, revelou-se um problema político real e criou um enorme constrangimento à minha intervenção como vereador”, lê-se no comunicado.

Na mesma nota, Ricardo Robles diz que se trata de uma “decisão pessoal” que optou por tomar “com o objetivo de criar as melhores condições para o prosseguimento da luta do Bloco pelo direito à cidade”.

Recorde-se que a polémica rebentou, na sexta-feira, com uma notícia do Jornal Económico que dava conta da intenção de Ricardo Robles de vender um edifício em Alfama avaliado em 5,7 milhões de euros, quando o havia comprado por 347 mil euros.

Nesse mesmo dia, o bloquista fez uma comunicação no seu perfil do Facebook e, posteriormente, deu uma conferência de imprensa na qual garantiu ter agido de “forma exemplar”.

No entanto, o facto de uma das suas bandeiras durante a campanha eleitoral, para as eleições autárquicas de outubro, ter sido a luta contra a especulação imobiliária em Lisboa levou Robles a ser alvo de várias e pesadas críticas.

Três dias após o início da polémica, o bloquista decidiu colocar um ponto final ao renunciar aos cargos de vereador e membro da comissão coordenadora da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda.