Ter nacionalidade portuguesa no exterior é hoje para os profissionais de saúde um benefício. Dos vários argumentos, os dois mais ditos por quem pretende uma experiência internacional variam entre a possibilidade de progressão na carreira de forma mais rápida e a remuneração bem distinta da praticada em Portugal.

Uma das mais-valias da Vitae Professionals é a multidisciplinaridade da equipa que conta com psicólogos, advogados, tradutores, especialistas em línguas, enfermeiros, professores, sociólogos e técnicos de saúde. “Conseguimos albergar toda a necessidade que um profissional de saúde tem para trabalhar fora, até porque grande parte da nossa equipa já passou pelo processo de tralhar em outros países e por isso podem ajudar melhor os candidatos sendo testemunhos privilegiados, explica o especialista. Um enorme apoio prestado pela empresa é também conseguirem que em todos os casos seja dado o apoio na tradução de documentos… em toda a burocracia.

Quase com oito anos de existência, a empresa tem crescido e, neste momento, recruta para qualquer área do setor da saúde.

Bons candidatos

Recrutar profissionais de saúde é um trabalho delicado e que prevê análises específicas: “acima de tudo porque estamos a selecionar candidatos que irão cuidar de pessoas”.

Por isso e, segundo Marcos Ferreira, a empatia é uma das características mais importantes, aliada a um gosto pela profissão. Ser bastante resistente devido às situações que enfrentam também é de extrema importância. “No fundo, são avaliadas as competências técnicas mas olhamos para as competências emocionais como sendo fator preponderante na escolha”.

A idade não é um fator eliminatório até porque a candidata mais velha que já recrutaram tinha 63 anos. “Era uma pessoa que estava em fim de carreira em Portugal mas que se sentiu estagnada durante muitos anos e decidiu ir para o Reino Unido para ter uma experiência diferente”.

Os países do norte da Europa e ocidental são os que têm uma grande lacuna de profissionais de saúde. Não conseguem formar o número suficiente de profissionais para prestar os cuidados necessários à sua população.

“Em Portugal há mais de dez anos que as carreiras nos hospitais públicos estão congeladas, noutros países a progressão acontece e sentem-se mais valorizados”, aponta Marcos Ferreira como um dos motivos que mais leva portugueses a escolherem o estrangeiro para fazer carreira.

Sendo que a questão monetária não é a principal. “ninguém vai tornar-se rico para o Reino Unido ou para a Irlanda, vão pela empregabilidade, formação contínua, reconhecimento e realização profissional”.

Portugal apresenta características muito fortes em termos de formação, o que faz com que países como a Irlanda e o Reino Unido olhem para os portugueses como pessoas com uma formação capaz de suprir as suas necessidades.

Para quem vai para fora pode deparar-se com diferenças, por exemplo, ao nível da estrutura das equipas: “cá ainda existe a concentração da tomada de decisões na figura do médico. Lá fora isso não acontece, o médico é parte de uma equipa cujas opiniões são tão válidas quanto as de um técnico ou enfermeiro, trabalham todos em conjunto”.

Todos os candidatos são válidos

“Raramente desistimos de um candidato, já esperei dois anos até conseguir colocar uma pessoa em determinada vaga. Nunca a mandámos embora. Se alguém chega até nós e verificamos que precisa de algum tipo de formação complementar, encaminhámo-la nesse sentido até que as suas competências estejam trabalhadas de modo a enveredar pelo caminho certo. Por sabermos escolher os melhores candidatos, estamos, neste momento, entre as empresas que mais recruta pessoal permanente para o NHS, Serviço Nacional de Saúde. Trabalhamos com hospitais do norte ao sul que nos procuram porque sabem como trabalhamos com todos os candidatos e que tiramos deles o melhor”.

A Vitae Professionals assume-se, por isso, como uma empresa além do simples recrutamento que auxilia, até no processo de transferência do país com questões burocráticas, de certificações. “Não somos apenas uma empresa de recrutamento, damos formação em línguas, em suporte básico de vida ou, ainda, em cuidados de saúde. além da formação ainda temos um departamento de tradução e de certificações que potencia a facilidade e rapidez dos processos. Quando saímos para um outro país existe uma burocracia imensa”.

Apesar de apetecível numa primeira instância, nem todas as pessoas são talhadas para trabalhar fora. Marcos Ferreira explica que quando se apercebem que um candidato poderá não se adaptar a uma vida no exterior que o alertam.