Human League, Plastic People e Cavaliers of Fun completam o cartaz do primeiro de três dias deste festival na vila minhota do concelho de Caminha, que teve a primeira edição em 1965 e, após vários interregnos, recuperou a periodicidade anual em 2014.

Este ano, a organização assume Vilar de Mouros como “um festival para gente madura” e “crescida”, esperando subir a fasquia dos 26 mil espetadores de 2017 até “pelo menos 30 mil pessoas” nos três dias do evento.

O recinto abre pelas 17h00, o início dos concertos está marcado para as 19h00 ou 19h30 e a música prolonga-se até às 03h00 ou 03h30, num espaço que foi reforçado com “mais áreas de conforto e restauração”, zonas de jogos e transferes gratuitos para praias daquela zona do distrito de Viana do Castelo, revelou na terça-feira Diogo Leite, um dos organizadores.

O cartaz desta noite termina, pelas 01h50, com uma das primeiras paragens da digressão de comemoração dos 40 anos dos Bauhaus, a banda de pós-punk e rock gótico fundada em Inglaterra em 1978 e que se separou em 1983, deixando para a história músicas como “Kick in the Eye”, “Bela Lugosi’s Dead” ou “She’s in Parties”.

A voz de Peter Murphy, uma das forças dos Bauhaus, junta-se agora ao baixista que esteve na fundação da banda, David J, para uma digressão que promete levar ao palco os clássicos e todo o primeiro álbum da banda, “In The Flat Field” (1980), revela o ‘site’ oficial do ex-vocalista.

A passagem dos Bauhaus pelo festival de Paredes de Coura, também no Minho, em 2006, foi a última vez que a banda esteve em palco, como contou David J à edição de março da revista inglesa Mojo.

A rutura tornou-se inevitável antes daquela apresentação, mas era preciso terminar a digressão, recordou David J, descrevendo que, perto do fim, quando tocaram “All We Ever Wanted Was Everything”, “a multidão cantou o refrão como um cântico de futebol”, a banda parou de tocar e “chovia a cântaros, como se tudo aquilo fizesse parte de uma tumultuosa cena final de um filme”.

Antes deste reencontro, o palco principal recebe The Pretenders, pelas 00h15.

Formada em Inglaterra no final da década de 1970 e liderados pela americana Chrissie Hynde, a banda regressa a Vilar de Mouros, onde esteve em 1999, para apresentar o décimo trabalho de originais, “Alone”, produzido por Dan Auerbach dos Black Keys.

Pelas 21h25, Vilar de Mouros recebe Public Image Ltd, ou PiL, para apresentar o novo álbum do projeto fundado no fim da década de 1970 por John Lydon, também conhecido por Johnny Rotten, quando era vocalista dos Sex-Pistols.

Segue-se, pelas 22h50, The Human League, de Philip Oakey, referência do movimento New Wave desde o início da década de 1980, que tem hinos como “Human”, “Don’t You Want Me”, “(Keep Feeling) Fascination” ou “Open Your Heart”.

A música começa às 19h30 com Cavaliers of Fun a levar à vila minhota um projeto iniciado em 2009, em Londres, onde Ricco Vitali desenvolveu aquilo a que decidiu chamar de “pop tropical futurista”.

Às 20h25, é a vez de subirem ao palco o punk, rock e o new wave dos Plastic People, de Alcobaça.