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Ana Rita Silva

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Singapura: Uber estará a cobrar viagens que não existiram?

Se é utilizador da Uber é melhor que esteja atento à sua atividade na aplicação de transporte e ao extrato do cartão de crédito. Isto porque conta o Independent que uma série de utilizadores da Uber está a queixar-se de terem sido cobradas viagens que nunca foram feitas.

O caso ganha contornos insólitos quando se verifica que a maioria dos utilizadores vítima deste erro parece residir em Singapura, com as viagens a terem lugar em outros países como os EUA e o Reino Unido.

Uma das utilizadores a queixar-se do caso é Daphne Maia Loo, que publicou na sua página de Facebook uma fotografia das suas transações bancárias e que mostra uma transação de valor equivalente a cerca de 174 euros. Loo garante que há outras 15 transações semelhantes.

Confrontada com este caso, a Uber reagiu por via de um representante que procurou “garantir ao público que a informação de pagamento é encriptada”, procurando assim deitar por terra qualquer hipótese de ter existido acesso ilícito aos dados dos clientes. Desta forma, a Uber apela aos utilizadores que “mantenham bons hábitos na salvaguarda da informação pessoal de segurança”.

Aministia Interncional considera que o que se passa na Birmânia é equivalente a Apartheid

Uma investigação conduzida pela Amnistia Internacional (AI) nos últimos dois anos revela a forma como “as autoridades restringem de forma severa praticamente todos os aspetos da vida dos rohingyas no Estado de Rakhine e como os confinam ao que constitui uma existência de gueto, na qual têm de lutar para aceder a assistência médica, educação e, nalgumas regiões, até para sair das próprias aldeias”.

“A situação atual cumpre todos os requisitos da definição legal do crime contra a humanidade que é o apartheid”, indica o relatório “Numa jaula sem teto – Apartheid no Estado de Rakhine em Myanmar”, divulgado hoje pela organização não-governamental (ONG) para os direitos humanos, com sede em Nova Iorque.

De acordo com Anna Neistat, diretora de investigação da AI, “as autoridades de Myanmar estão a manter segregadas e intimidadas as mulheres, os homens e as crianças rohingya num sistema desumanizante de apartheid”, no qual os seus “direitos são violados diariamente”.

Neistat sublinha que “a repressão tem vindo a agravar-se nos últimos anos”, em especial no decorrer de uma recente vaga de violência na qual “as forças de segurança [de Myanmar] mataram rohingyas, queimaram aldeias inteiras e levaram mais de 600 mil pessoas a fugir pela fronteira para o Bangladesh”.

“Este sistema foi desenhado para tornar a vida dos rohingyas o mais humilhante e desesperado possível. A brutal campanha de limpeza étnica das forças de segurança nos últimos três meses é só mais uma manifestação extrema desta atitude repugnante”, escreve a AI no relatório.

A ONG recorda que os rohingya têm vindo a enfrentar “discriminação sistemática e patrocinada pelo governo desde há décadas”, mas sublinha que “a repressão deste tipo intensificou-se drasticamente desde 2012”, quando a violência entre as comunidades budista e muçulmana se alastrou a todo o Estado de Rakhine.

“Os rohingya no Estado de Rakhine estão, basicamente, isolados do mundo exterior e enfrentam fortes restrições à sua liberdade de movimento, que os confinam às suas aldeias e vilas. Estas restrições são aplicadas através de uma intrincada rede de leis nacionais, “ordenamento local” e políticas aplicadas por responsáveis estatais que demonstram abertamente um comportamento racista”, adianta a Amnistia.

O regulamento em vigor no Estado de Rakhine exige que os “estrangeiros” e as pessoas “de raça Bengali [um termo pejorativo para os rohingya]” tenham uma autorização especial para viajar entre as principais vilas e, em alguns locais no norte do Estado, até de aldeia para aldeia.

Noutras zonas do centro do Estado, os rohingya são mantidos presos nas suas aldeias e campos de deslocados. Em alguns locais não estão autorizados a usar as estradas, estando limitados a viajar por rio e apenas de e para outras aldeias muçulmanas, relata a AI.

Aqueles que conseguem obter autorização para viajar são “constantemente ameaçados, molestados, forçados a pagar subornos, fisicamente atacados ou detidos”.

De acordo com a Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid e com o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o apartheid é definido como um crime contra a humanidade que abrange um vasto leque de atos, cometido no contexto de um regime institucionalizado de opressão sistemática e domínio de um grupo racial sobre qualquer outro grupo ou grupos, com a intenção de manter esse próprio regime.

Os atos específicos cometidos neste contexto vão desde a violência física direta dos assassínios, das violações e da tortura até aos atos administrativos e legislativos desenhados para impedir um povo ou etnia de participar politicamente, socialmente e economicamente na vida de um país.

“O Estado de Rakhine é uma cena de crime. Este já era o caso antes da horrorosa campanha militar de violência dos últimos três meses. Este sistema abjeto de discriminação e segregação está em todos os aspetos da vida dos rohingyas e, caso não sejam tomadas medidas imediatas para o desmantelar, vai manter-se muito para lá do fim da campanha militar”, salientou Anna Neistat.

A Grécia e o que restou depois do mau tempo

Há pelo menos 15 vítimas mortais a registar, a que se junta um cenário de destruição.

A objetiva da Reuters mostra-nos como carros, casas e ruas não foram poupadas. E dá-nos ainda um vislumbre do esforço que muitos gregos terão pela frente, par reconstruir a sua vida.

Veja as imagens:

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Air France Press evolui e torna-se Air France Play!

Imprensa, vídeo e música numa única aplicação

A Air France Play é uma aplicação (app) que oferece conteúdos ricos e variados e os coloca à disposição dos clientes da companhia com uma reserva num voo Air France. O conjunto desses conteúdos está disponível a partir das 30 horas antes da partida do voo. Os clientes podem desfrutar de uma ampla diversidade de entretenimentos, tais como:

  • Jornais e revistas : uma grande panóplia de títulos franceses e internacionais colocados à disposição gratuitamente logo que são postos à venda nos quiosques, tais como Le Monde, The New York Times International ou China News Weekly;
  • Vídeos : uma grande seleção de filmes*, programas de TV*, desenhos animados*, programas de atualidade e documentários como a France 24 e a Euronews, para serem consultados em voo ;
  • Músicas : uma seleção de playlists da Air France Music a descobrir ou redescobrir.

Entre essas ofertas, encontram-se disponíveis a qualquer momento a Air France Magazine e os podcasts musicais, mesmo sem reserva.

Um momento de descontração e a viagem começa

  1. Descarregue a app no seu smartphone ou tablet ;
  2. Desde as 30 horas antes da partida do seu voo, faça o login com a sua referência de reserva ou o seu número de cartão Flying Blue para aceder aos conteúdos ;
  3. Descarregue a sua seleção de imprensa, músicas e vídeos ;
  4. Consulte os seus downloads a qualquer momento, com ou sem ligação : antes, durante ou após o voo.

A oferta Air France na ponta dos dedos

Antes, durante ou após a viagem, a Air France coloca à disposição dos seus clientes diversas aplicações gratuitas para smartphone e tablet :

  • A app Air France : a companheira indispensável de viagem

Organize a sua viagem em poucos cliques : adquirir um bilhete, exibir o seu cartão de embarque e aceder ao avião, gerir o seu Flying Blue, consultar o horário de voo.

  • A app Air France Music : descontração e prazer

A arte de viajar segundo a Air France é também um convite à viagem através dos sentidos. Ao propor a bordo dos seus aviões seleções músicas que convidam a sonhar, a descontrair e a regenerar, a Air France coloca à disposição todas as faixas e conteúdos raros, alguns dos exclusivos, de artistas de todo o mundo, reconhecidos e a descobrir.

  • A app Air France Play : a viagem começa

Antes do seu voo, descarregue gratuitamente no seu smartphone ou tablet os jornais e revistas, vídeos e podcasts musicais. A partir das 30 horas antes da sua partida, aceda à sua conta Air France ou Flying Blue com a referência de reserva e componha um programa de entretenimento à medida dos seus desejos.

*Oferta disponível para voos com uma duração igual ou superior a 2 horas entre a França e a Europa (incluindo as rotas portuguesas), África do Norte ou Israel, bem como nos voos no âmbito da rede regional das Caraíbas.

Marcelo considera que o jornalismo português atual tem “cores escuras”

Marcelo Rebelo de Sousa falava na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta, realizada num hotel em Lisboa, durante a qual ouviu um dos premiados, o fotógrafo catalão Enric Vives-Rubio, agora no desemprego, relatar que saiu do jornal Público “sem direito a nenhum tipo de indemnização, nem agradecimento”, após onze anos a trabalhar a recibos verdes.

O chefe de Estado, que em 2016 tinha alertado para a “situação económica e financeira particularmente difícil no mundo dos meios de comunicação clássicos”, afirmou querer “adensar as cores escuras” com que pintou há um ano o panorama nacional deste setor.

“Saímos da crise das finanças públicas, ou estamos a sair, crescemos mais do que esperávamos, o emprego aumentou, mas mais alguns jornais morreram, ou sofreram agruras para sobreviver, jornalistas foram despedidos, as tiragens mirraram até valores inimagináveis, as rádios conheceram limitações enormes na sua viabilidade quotidiana, as televisões, elas próprias, enfrentam desafios muito complexos”, descreveu.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a todos os que, “heroicamente, porque o heroísmo também se faz com a pena, a palavra e a imagem, teimam em manter viva e prestigiada a liberdade de imprensa em dias de aperto ou mesmo de sufoco”.

“A imprevisibilidade continua a atingir a vida de número elevado dos que persistem em afirmar o direito constitucional a informar”, lamentou o Presidente da República, defendendo que “importa prosseguir a luta” porque “sem informação o forte não há democracia forte”.

Numa curta intervenção, de cerca de cinco minutos, o chefe de Estado lamentou também o atraso na eleição dos novos titulares da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, devido à “ausência de consensos substanciais, primeiro, e expressos em votos, depois”, numa alusão à votação de outubro em que os candidatos não obtiveram os dois terços necessários.

Nesta cerimónia foram entregues os Prémios Gazeta 2016 a Enric Vives-Rubio, (Fotografia), a Teresa Abecasis e João Carlos Malta, da Rádio Renascença (Multimédia), a Isabel Meira, da TSF (Rádio), a Luciana Leiderfarb, do Expresso (Imprensa) e a Margarida Metello (Televisão).

José Quitério, que foi crítico gastronómico no Expresso durante quase 40 anos, recebeu o Prémio Gazeta de Mérito, atribuído pelo Clube de Jornalistas, com o patrocínio do banco Santander Totta.

No seu discurso de agradecimento, o ex-jornalista do Público Enric Vives-Rubio, que vestia uma t-shirt com a palavra “democracia”, começou por cumprimentar o Presidente da República em catalão, afirmando ser a língua do seu país.

“Recebo este prémio desde o desemprego. Em julho deste ano, o jornal Público dispensou os meus serviços por estar a lutar pelos meus direitos laborais. Desde 2005, o que dá onze anos, estive a recibos verdes, uma situação laboral precária”, relatou, em seguida.

Enric Vives-Rubio acrescentou que saiu do jornal “da maneira mais desagradável possível e sem direito a nenhum tipo de indemnização, nem agradecimento pelos anos compartilhados”, ou seja, “com uma mão à frente e a outra atrás”.

Combustíveis: Há boas notícias!

Na semana seguinte a ter atingido os preços mais altos dos últimos dois anos e meio, a gasolina vai sofrer uma revisão em baixa nos postos de abastecimento nacionais.

As contas do Economia ao Minuto feitas com base nas cotações de mercado disponibilizadas pela Bloomberg apontam para uma queda de um cêntimo e meio a dois cêntimos por litro no preço da gasolina, um valor que deverá ultrapassar a descida do gasóleo.

O combustível mais utilizado em Portugal poderá ficar cerca de um cêntimo por litro mais barato, também graças à variação nos mercados internacionais.

O gasóleo deverá assim afastar-se da barreira dos 1,3 euros por litro em alguns locais e a gasolina volta a cair para menos de 1,5 euros em vários postos de abastecimento.

Nuno Rebelo + “Não – Músicos Ensemble” no Teatro-Cine apresentação com participação da comunidade local

O “Não-Músicos Ensemble” é um projeto cujas apresentações públicas se fazem com a participação da comunidade local: o ensemble constitui-se com quem esteja disposto e disponível para participar, gente com poucos ou nenhuns conhecimentos musicais, que tiveram disponibilidade para participar num workshop com a duração de uma semana e vontade de viver a experiência da música, em espetáculo.

O desafio foi o de criar uma peça musical para apresentação em concerto, que consiga ser interessante desde o primeiro ao último minuto, sem escrever uma única melodia ou definir uma única nota, recorrendo apenas à organização de eventos sonoros e seu resultado cénico. Contando, acima de tudo, com a disponibilidade, generosidade e empenho de quem nela participa e com  direção artística de Nuno Rebelo.

Na primeira parte deste espetáculo, Nuno Rebelo apresenta-se a solo, num pequeno concerto de música improvisada onde as técnicas experimentais aplicadas à guitarra elétrica nos transportarão para um universo sonoro pouco habitual neste instrumento.

Nuno Rebelo

Nuno Rebelo nasceu em Torres Vedras, em 1960. Formado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, desde muito cedo se dedicou exclusivamente à música, sendo autodidata nesta área. Durante a década de 80 destacou-se na música Pop, integrando os “Streetkids” (1980-82) e dirigindo os “Mler ife Dada” (1983-89). De 1990 a 92 dirigiu o grupo instrumental “Plopoplot Pot” e, entre 93 e 95, a “Poliploc Orkeshtra.
No cinema, criou música para filmes de José Nascimento, Edgar Pera, Ricardo Rezende, Jorge António, Jorge Paixão da Costa, entre outros. No teatro, criou música para encenações de José Wallenstein, João Garcia Miguel, Paulo Filipe Monteiro, António Feio e Águeda Sena. Na área da dança, criou música para coreografias de Mark Tompkins, Vera Mantero, Constanza Brncic, João Fiadeiro, Paulo Ribeiro, Aldara Bizarro, Cosmin Manolescu, Malpelo, entre outros.

Trabalhou com músicos como Agusti Fernandez, Agusti Martinez,  Albert Cirera, Alexander Frangenheim, Alfredo Costa Monteiro, Damo Suzuki, DJ OLive, Eric M, Ferran Fages, Francesco Cusa, Fried Dahn, Gianni Gebbia, Graham Haynes, Gregg Moore, Hilmar Jensson, Hiroshi Kobayashi, Jakob Draminsky Hojmark, Jean-Marc Montera, Joan Saura, John Bisset, Kato Hideki, Le Quan Ninh, Liba Vilavecchia, Michael Moore, Michael Vatcher, Paolo Angeli, Peter Kowald, Phillipe Aubry, Shelley Hirsch, Tom Chant, Matt Davis, Victor Nubla, Vincent Peter, Xavier Maristany, bem como com a maioria dos improvisadores portugueses, destacando-se as suas colaborações frequentes com o violinista Carlos Zingaro e com o baterista Marco Franco.

Tem lecionado workshops de técnicas experimentais para guitarra elétrica, improvisação livre, improvisação estruturada, esculturas sonoras e música com a comunidade.

Os bilhetes custam 5 euros e estarão disponíveis  no Teatro-Cine de Torres Vedras para compra às terças e sextas das 09h00 às 13h00 e 14h00 às 17h00 a partir das 18h00 em dias de espetáculo com uma lotação de 400 pessoas.

“Juntos pela Catalunha” é a lista liderada por Puigdemont

Segundo a imprensa espanhola, o número dois dessa lista será o presidente da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sánchez, preso desde 16 de outubro por suspeitas de crime de sedição no quadro do processo de independência da Catalunha.

O Conselho Nacional do PDeCAT deu na quarta-feira carta-branca à direção do partido e a Carles Puigdemont para prepararem a lista que considerarem mais adequada para concorrer às eleições regionais, que decorrem daqui a pouco mais de um mês.

O ex-presidente do governo catalão conseguiu assim convencer o seu partido a formar uma lista abrangente, que penetre no eleitorado de outras forças políticas.

“Disse ao PDeCAT que preciso de fazer uma lista que é mais minha do que do partido para que o maior número de pessoas se sintam representadas”, disse Puigdemont à El Punt-Avui TV.

A proposta foi feita depois de os partidos independentistas não terem conseguido chegar a acordo sobre a apresentação de uma lista comum, como em 2015.

Nas eleições regionais anteriores, a Convergência Democrática da Catalunha (agora PDeCAT) formou uma coligação com a Esquerda Revolucionária Catalã (ERC) com o nome de “Juntos pelo Sim”, com o objetivo de declarar a independência da região.

Na mesma entrevista, Carles Puigdemont disse que pretende apresentar-se no parlamento catalão para tomar posse no caso de ser eleito deputado nas eleições de 21 de dezembro.

O líder separatista considerou que “seria uma anomalia democrática muito grave que deputados não possam tomar posse por estarem privados da liberdade por terem defendido as ideias que os levaram a ser escolhidos para deputados”.

Puigdemont afirmou ainda que irá fazer campanha eleitoral a partir de Bruxelas, onde está acompanhado por mais quatro ex-membros do seu governo.

Os cinco vão ser ouvidos na sexta-feira, na capital belga, numa primeira audiência de um processo de extradição pedido pela justiça espanhola que já deteve, como medida cautelar, outros oito ministros regionais acusados pelo Ministério Público de crimes de rebelião, sedição e peculato.

As eleições de 21 de dezembro foram convocadas pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, em 27 de outubro passado, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont.

Os partidos separatistas ganharam as eleições regionais em 2015, o que lhes permitiu formar um governo que organizou um referendo de autodeterminação em 01 de outubro último que foi considerado ilegal pelo Estado espanhol.

Expôs no Louvre, ilustra contos dos Irmãos Grimm e é português

No capítulo das fábulas infantis, os irmãos Grimm são uma referência incontornável. As histórias destes dois autores do século XIX, como a Cinderela, Branca de Neve ou Rapunzel, nasceram do folclore alemão e sofreram, ao longo dos anos, várias mutações que lhe retiraram o lado mais sombrio. Tiago Azevedo arquiteto e pintor português, quer reavivar essa componente por via da sua pintura e, através do seu livro, levá-la até ao público geral.

‘Os Contos dos Irmãos Grimm’, lançado esta quinta-feira no Palácio Foz, em Lisboa, é um conjunto de onze contos daqueles autores alemães, traduzidos na íntegra dos originais e ilustrados por uma série de quadros a óleo de Tiago Azevedo, sobre estas personagens das fábulas, com a intenção de “voltar a colocar a histórias no seu ambiente de origem”. “E, claro, mostrá-las da forma como eu sempre as vi”, acrescenta o artista, em conversa com o Notícias ao Minuto.

A arte de Tiago Azevedo, enquadrada no surrealismo pop, é marcada pelo uso de “técnicas clássicas e misturadas com componentes contemporâneas, da cultura pop”, como a música ou a moda. A sua inspiração, para esta série de retratos vem do mundo fantástico, como o descrito pelos irmãos Grimm ou por Hans Christian Andersen (que poderá ser tema de um próximo capítulo).

As pinturas do autor também vão beber, no entanto, à arte sacra, existindo já um conjunto de dez personagens da Bíblia que integrarão uma nova série.

“Reduzi o meu horário enquanto arquiteto para me poder dedicar mais à pintura”

Tiago Azevedo nasceu nos Açores e foi estudar arquitetura para Lisboa, numa altura em que a pintura não era bem vista como uma carreira profissional viável. “Apesar de ter aquela ideia de que era um curso bastante técnico, dentro da arquitetura consegui encontrar ferramentas que me conseguiram aproximar bastante da pintura”, sublinha, destacando, no entanto, que a pintura sempre foi a sua verdadeira paixão.

Uma vez na Alemanha, já a trabalhar, arriscou. “Reduzi o meu horário enquanto arquiteto para me poder dedicar cada vez mais à pintura”, relembra, acrescentando que “o folclore alemão começou a despertar a paixão pelo fantástico e pelos contos”. O resultado é a série de retratos que ilustra o livro.

Tomou o seu rumo, foi tomando proporções cada vez maiores, fui tendo cada vez mais sucesso até chegar a um ponto em que a pintura tomou conta da minha vida. Não foi de um dia para o outro, foi um processo que demorou quase dois anos

Aos 32 anos, Tiago já expôs em salas de Paris (no Carrossel do Louvre), Nova Iorque ou Cannes. Foi convidado, inclusive, a expor na Galeria La Pigna, no Vaticano. “O convite surgiu depois do Louvre, essas exposições mudaram a minha carreira completamente. E consegui-as através das redes sociais”, explica-nos.

“A minha obra começou a ficar conhecida na internet e depois surgiram convites para expor no Carrossel do Louvre, convites para Nova Iorque e, a partir de conhecimentos, surgiu então esse convite para expor no Vaticano”, acrescenta.

Notícias ao MinutoAlgumas das exposições feitas pelo autor© Imagens cedidas pelo autor

Questionado sobre se ambiciona regressar a Portugal, Tiago não hesita: “É uma coisa que vislumbro no horizonte mas, antes disso, ainda há muita coisa para acontecer”.

“Tenho algumas exposições agora previstas para Portugal, nomeadamente na minha terra natal, nos Açores. Seria uma honra também expor em sítios como o CCB, como Serralves, mas a nossa terra natal será sempre especial. Regresso em definitivo, para já, não”, concretiza.

Notícias ao Minuto‘Os Contos dos Irmãos Grimm’© Imagens cedidas pelo autor

O livro, editado pela Chiado Editora, é lançado, hoje, dia 16 de novembro, no Palácio Foz, em Lisboa, e custa 16 euros. No seu canal de YouTube, Tiago Azevedo publica com frequência vídeos com as suas técnicas de pintura, bem como biografias dos grandes mestres de arte, desde Frida Kahlo até Salvador Dali e Albrecht Dürer, numa série de episódios dedicados à história de arte.

Singapura cessa relações comerciais com Coreia do Norte

A informação é reportada pela Reuters, que teve acesso a uma nota  enviada para as autoridades alfandegárias de Singapura.

A cidade-estado asiática é atualmente a sétima maior parceira comercial da Coreia do Norte.

Apesar de tudo, a ministra dos negócios estrangeiros, Vivian Balakrishnan, salientou que Singapura não quer cortar todos os canais de conversações diplomáticas com os norte-coreanos. Esta decisão de suspender relações comerciais, porém, é mais um golpe na já de si frágil economia do país.

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