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Ana Rita Silva

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Carca de um terço dos jovens portugueses não terminou o secundário

Três em cada dez portugueses entre os 25 e os 43 anos não concluíram o ensino secundário, segundo dados do relatório internacional relativos a 2016, que colocam Portugal entre os últimos de uma lista dos 35 países da OCDE.

Com taxas de escolaridade inferiores a Portugal encontram-se apenas o México, onde a maioria dos jovens adultos (52%) não concluiu o secundário; a Turquia, com uma taxa de 44% de insucesso escolar; e a Espanha, onde 34% dos jovens também não terminaram os estudos.

Apesar de continuar longe das médias da OCDE (15%) e da União Europeia (14%), Portugal destaca-se como o país que mais melhorou nos últimos tempos: Em 2011, a maioria dos jovens adultos portugueses (56%) não tinha terminado o secundário e, em apenas cinco anos, houve uma redução de 26 pontos percentuais.

Mas ainda existe um longo caminho por percorrer, em especial entre os homens, já que 38% dos rapazes entre os 25 e os 34 anos nunca chegaram a terminar o ensino obrigatório, contra 23% das raparigas.

Esta diferença de 14 pontos percentuais “é a maior de todos os países da OCDE”, revela o relatório hoje divulgado, que mostra que na OCDE a diferença entre sexos é de apenas três pontos percentuais.

Em Portugal, este fosso mantém-se nos restantes níveis de ensino e, apesar de as mulheres estudarem mais, os homens conseguem salários mais elevados: “As mulheres ganham menos independentemente do seu nível educacional e a diferença é maior em Portugal do que na média da OCDE”, lê-se no relatório.

No total da população portuguesa, um em cada quatro adultos não conseguiu terminar o ensino obrigatório, o que representa mais do dobro da média da OCDE. Entre os mais jovens, a situação não é tão dramática e tem melhorado muito nos últimos anos: se em 2007 mais de metade não tinha o diploma do 12.º ano, em 2017 já eram 70%.

O relatório associa a baixa escolaridade à desigualdade salarial, um drama a que o país não escapa: “Portugal tem uma das maiores percentagens de adultos sem o ensino secundário de todos os países da OCDE e está acima da média das desigualdades salariais”.

Outro dos aspetos novamente analisados é a relação entre o meio socioeconómico das famílias e as oportunidades de acesso e sucesso académico.

No acesso ao ensino, o relatório aponta a importância das creches ou de estar com educadores desde tenra idade e revela que em Portugal as crianças favorecidas continuam a ter mais sorte.

A diferença entre a percentagem de crianças nas creches ou infantários cujas mães concluíram o ensino superior e as crianças cujas mães não passaram da escolaridade obrigatória é de 17 pontos percentuais. Uma diferença também muito acima da média da OCDE (10 pontos percentuais).

Tem havido um aumento de investimento na educação destinada aos mais pequenos: Entre 2005 e 2016 a taxa de matrícula de crianças até aos três anos passou de 64% para 83% e entre as crianças de 4 anos aumentou de 79% para 90%.

O investimento na educação pré-escolar representa cerca de 0,6% do PIB português, uma percentagem semelhante à média dos países da OCDE e da União Europeia. No entanto, o custo médio de um aluno em Portugal ronda os 6 mil euros anuais e a média na OCDE passa os 7.250 euros.

Além disso, a participação de verbas privadas no ensino pré-escolar em Portugal é bastante elevada (36% contra 64% de investimento estatal), sendo 20 pontos percentuais acima da média da OCDE, refere o relatório sublinhando a importância de as famílias terem acesso à educação.

O relatório aponta ainda para uma diminuição de educadores (menos 9% entre 2005 e 2016) e um aumento de crianças nas escolas, que se traduziu um rácio de um professor para cada 17 crianças que frequentavam o pré-escolar em 2016, ou seja, mais três do que a média da OCDE.

Tailândia: Polícia cancela fórum sobre abuso de direitos humanos dos rohingya

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), uma dezena de polícias chegaram ao Clube de Correspondentes Estrangeiros da Tailândia (FCCT, na sigla em ingês), em Banguecoque, onde ia decorrer o fórum, e ordenaram aos membros do painel que não falassem.

Entre os oradores destacava-se Tun Khin, um proeminente ativista rohingya baseado no Reino Unido, Kobsak Chutikul, um ex-diplomata tailandês e Kingsley Abbott, representante do grupo de defesa dos direitos humanos, Comissão Internacional de Juristas.

No mês passado, investigadores da ONU pediram à justiça internacional para investigar e julgar o chefe do exército birmanês e cinco oficiais por “genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra” contra a minoria rohingya.

Na base desta decisão estão centenas de entrevistas a rohingyas e imagens de satélite que a equipa, criada há seis meses pelo Conselho de Direitos Humanos apoiado pela ONU, compilou na sequência dos relatos dos crimes, que incluem violações, destruição de várias aldeias, escravização e assassínios de crianças.

Sob o tema “Vão os oficiais de Myanmar [antiga Birmânia] enfrentar a justiça por crimes internacionais?”, o fórum foi cancelado por ameaçar “as relações externas e dar a terceiros a oportunidade de criar desassossego”, justificou a polícia.

O coronel Thawatkiat Jindakuansanong disse aos organizadores: “Não estamos a pedir. Estamos a ordenar o cancelamento do evento”.

O presidente do FCCT, Dominic Faulder, expressou a sua “enorme deceção” por as autoridades tailandesas terem cancelado mais um programa do clube.

De acordo com a AP, esta deverá ser a sexta vez que a polícia tailandesa cancelou um dos programas do FCCT, desde que os militares tomaram o poder no país, em 2014.

A doação de ovócitos explicada tim tim por tim tim

Estima-se que em Portugal a infertilidade conjugal (não obtenção de gravidez ao final de um ano) possa atingir perto de 15 % dos casais em idade reprodutiva. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que estes valores são uma questão de Saúde Pública, que tem aumentado nas últimas décadas devido a vários motivos dos quais se salientam o adiar da maternidade que tem implicações na idade da mulher quando decide ter um filho, mas também a exposição cada vez maior das populações a poluentes e substâncias tóxicas (tabaco, álcool e drogas), o sedentarismo, e a alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis.

A cada dia cresce a indicação para doação de ovócitos (gâmeta feminino) nas mulheres que não conseguem obter uma gravidez com os seus próprios ovócitos. Isso pode ocorrer por diversas causas, envolvendo factores genéticos, ausência ou insuficiência congénita dos ovários, eliminação cirúrgica dos ovários, tratamentos de quimioterapia em doenças oncológicas, abortos espontâneos de repetição, incompatibilidade genética, insucesso repetido em tentativas de Fertilização in Vitro (FIV) ou Microinjecção (ICSI), ou situações relacionadas com o envelhecimento ovárico natural ou precoce (falência ovárica / menopausa – antes dos 45 anos), entre outros factores.

Entre todas as causas referidas, podemos destacar a insuficiência/falência ovárica em mulheres com idade acima dos 35 anos e sobretudo acima dos 43 anos, como o principal motivo da indicação para doação de ovócitos. Este facto está relacionado sobretudo com as grandes mudanças que ocorreram nos últimos anos com o comportamento social da mulher, que se prepara arduamente para obter êxito no campo profissional e ao adiar a maternidade em benefício da estabilidade no mercado de trabalho, a mulher opta por engravidar quando o processo de falência/ insuficiência ovárica já foi iniciado.

A doação de ovócitos é um dos métodos de tratamento indicados para solucionar estes problemas na mulher e tem taxas de sucesso que rondam os 50-55%.

O tratamento na prática é a utilização da técnica de ICSI ou FIV usando ovócitos de uma dadora, realizando-se habitualmente um ciclo “a fresco”, ou seja a dadora e a receptora fazem os seus tratamentos na mesma altura até à colheita dos ovócitos para fertilizar. 
Antes de iniciar o tratamento, os ciclos da dadora e da receptora têm que ser sincronizados, recorrendo-se para isso à pílula ou a outras hormonas.

Neste processo, a dadora recebe medicação, semelhante à usada nas mulheres que efectuam uma FIV, com o objectivo de estimular os ovários a produzirem mais ovócitos do que num ciclo normal. Paralelamente, a receptora recebe tratamento hormonal (comprimidos de estrogénio) que começa no início de uma menstruação e que têm como objectivo fazer espessar o endométrio (mucosa que reveste o útero). Nos últimos dias do ciclo de tratamento utiliza-se também progesterona via vaginal para ajudar a preparar o endométrio para o processo de implantação do embrião. O espessamento do endométrio é avaliado através de uma ou mais ecografias endovaginais.

No dia em que se realiza a colheita dos ovócitos, é feita também uma colheita de esperma. Na grande maioria dos casos os ovócitos são fertilizados através de microinjecção (ICSI) e a sua fertilização é observada no dia seguinte e o desenvolvimento dos embriões é acompanhado durante alguns dias, antes de estes serem transferidos para o útero. A transferência de um ou dois embriões para o útero da receptora é feita com recurso a um cateter maleável e é normalmente um procedimento indolor. 
Se existirem embriões de boa qualidade que não são transferidos, estes podem ser criopreservados (“congelados”) para uso posterior pelo casal receptor. Este procedimento evita a necessidade de recorrer a uma nova dadora, diminuindo o tempo de espera e os custos dos tratamentos.

Habitualmente, como referi anteriormente, este tipo de ciclo de tratamento é realizado “a fresco”, porém tem-se constatado cada vez mais a necessidade de recorrer a gâmetas criopreservados armazenados em bancos de ovócitos. Esta circunstância tem-se verificado devido à progressiva procura por este recurso terapêutico e também devido aos enormes progressos, a que temos assistido, nos métodos de criopreservação (actualmente é usada a vitrificação), que têm permitido taxas de sobrevivência dos gâmetas, após o “descongelamento”, cada vez mais elevadas (85-90%) e taxas de gravidez praticamente idênticas às verificadas nos tratamentos “a fresco”.

Não obstante os prometedores avanços (técnico-científicos e legislativos) que se têm verificado nesta área da Medicina, continua a constatar-se uma lacuna grave nos apoios aos casais que necessitam desde tipo de tratamentos, visto que o recurso a doação de ovócitos é oneroso e não é disponibilizado nos Centros Públicos de Medicina de Reprodução. É evidente em Portugal a ausência de uma verdadeira política de Saúde da Reprodução, verificando-se uma carência chocante de estímulos e apoios concretos à maternidade e fertilidade.

Gostaria de salientar algumas recomendações que considero fundamentais para conseguirmos alterar esta realidade (um número cada vez maior de casais inférteis e cada vez mais necessidade da utilização de ovócitos doados) que se tem agravado nos últimos anos, realçando a utilidade do rastreio ginecológico regular da mulher e da fertilidade do casal, a relevância da idade da mulher no que respeita à altura da decisão de ter o primeiro filho, a importância de não esperar demasiado tempo em tentativas para obter uma gravidez, por exemplo, acima dos 35 anos é aconselhável ao final de oito meses de tentativas de engravidar sem sucesso, recorrer a uma consulta de infertilidade.

Este tipo de tratamentos não são a solução mágica ou infalível para todos os problemas da fertilidade e a capacidade de engravidar e de dar à luz uma criança saudável depende igualmente e talvez mais duma boa saúde físico-ginecológica e mental da mulher, saúde que é fundamental cuidar e preservar.

SELEÇÃO E AVALIAÇÃO DA DADORA

Os óvulos só podem ser doados por mulheres saudáveis com idades entre os 18 e 35 anos, segundo critérios rigorosos e enquadramento legal definido pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).

Requisitos para ser dadora:

  • Idade entre 18 a 35 anos
  • Função ovárica normal
  • Bom estado físico e mental
  • Não padecer de doenças genéticas ou infecciosas,
  • Não ter antecedentes familiares de doenças genéticas ou infecciosas.

Para determinar se uma mulher é saudável e está em condições de proceder à doação, é fundamental uma criteriosa avaliação das mulheres candidatas.

Todas elas efectuam uma consulta de psicologia onde são discutidos de forma confidencial, aspectos psicológicos, pessoais ou sociais referentes ao procedimento da doação. O objectivo é o entendimento de todos os factores envolvidos de modo a permitir um consentimento informado. Nesta entrevista são debatidos elementos relacionados com a motivação e implicações sociais, éticas e legais associadas à doação. Simultaneamente são fornecidas todas as informações gerais sobre o processo.

As potenciais dadoras preenchem também um questionário clínico que respeita os princípios legais de compromisso de honra e que será numa fase posterior esmiuçado e avaliado na consulta médica.

Todas as dadoras realizam um exame ginecológico completo, que inclui uma ecografia pélvica, que permite confirmar a normalidade do seu aparelho reprodutor e efectuam também análises sanguíneas, nomeadamente para confirmar a inexistência de hepatite B e C, VIH (Sida), Sífilis, entre outras.

Durante a consulta é feito o despiste de doenças genéticas e hereditárias conhecidas, quer na dadora quer na sua família. É feita também uma análise dos cromossomas (cariótipo), com vista à identificação de anomalias cromossómicas que possam ser transmissíveis, podendo-se também pesquisar mutações ou pré-mutações genéticas (exemplo: X Frágil, fibrose quística). Não existem na actualidade testes para pesquisar todas as doenças genéticas possíveis.

Os exames realizados possibilitam analisar a saúde da dadora, mas também avaliar a sua capacidade para poder engravidar futuramente.

Os aspectos económicos não são e não devem ser o principal motivo da doação. Assim um número apreciável de candidatas a este processo já são dadoras de sangue ou de medula óssea. A dadora de óvulos recebe uma compensação financeira que não depende do número ou da qualidade dos ovócitos obtidos. Esta quantia é para compensar o tempo gasto, os incómodos associados à administração das injecções e ao tratamento, despesas com deslocações e as possíveis faltas ao trabalho durante todo o processo.

A clínica onde é realizado o projecto de doação deve sempre ter como objectivo que a dadora conceba o processo de doação como uma valorização pessoal e como uma prática altruísta, por um lado, mas que simultaneamente esteja bem informada de todas as particularidades do tratamento e dos seus riscos.

Quaisquer que tenham sido os motivos para doar ovócitos, as dadoras nunca devem esquecer que os casais ficarão eternamente gratos por essa decisão.

O CICLO DE TRATAMENTO DA DADORA

Os procedimentos médicos são idênticos aos que são realizados numa Fertilização in Vitro (FIV).

Num ciclo de doação pretende-se estimular os ovários a produzirem mais ovócitos do que num ciclo normal, com recurso a medicação similar à utilizada nas mulheres que realizam uma FIV. Antes de iniciar o tratamento, os ciclos da dadora e da receptora têm que ser sincronizados, utilizando-se para esse objectivo uma pílula ou outros medicamentos hormonais. O tratamento da dadora tem uma duração 15 a 17 dias, a maioria do qual corresponde ao período de administração dos medicamentos. Assim normalmente no segundo ou terceiro dia da menstruação do ciclo de tratamento inicia-se uma estimulação dos ovários com hormonas injectáveis (gonadotrofinas) que permitem o crescimento de um número maior de folículos (pequenos sacos de líquido no interior dos quais se encontram os ovócitos ou óvulos).

As injecções subcutâneas são administradas diariamente pela própria dadora durante cerca de nove a doze dias, de uma forma simples, com recurso a um dispositivo semelhante ao usado pelos diabéticos para a administração de insulina. Durante este período são realizadas duas a três ecografias ginecológicas com sonda vaginal para determinar o grau de resposta dos ovários.

Após o amadurecimento dos folículos é administrada uma injecção subcutânea que liberta os ovócitos para o líquido folicular e cerca de 36 horas depois procede-se à sua punção para colheita dos óvulos. Este procedimento, que demora aproximadamente 30 minutos é guiado por ecografia pélvica endovaginal, sob sedação ou anestesia para evitar a dor e desconforto. Após a colheita dos ovócitos a dadora fica sob vigilância cerca de duas a três horas (não tem que ficar internada para o dia seguinte), e pode ao ter alta fazer a sua vida praticamente normal.

O processo de fertilização continua no laboratório, onde os ovócitos obtidos são fertilizados com esperma do marido do casal receptor. Dos embriões resultantes, um ou dois são posteriormente implantados no útero da receptora.

A dadora terá a sua menstruação dentro de sete a dez dias e o sistema hormonal e o ciclo menstrual voltam ao normal rapidamente. Um mês após a concretização da doação é feita uma consulta médica de seguimento e onde são também colhidas as opiniões da dadora sobre o todo processo.

OS RISCOS DA DOAÇÃO DE OVÓCITOS

Desde 1983, ano em que se iniciaram, os tratamentos com doação de ovócitos tem vindo a aumentar exponencialmente de tal forma que actualmente são realizados por ano em todo o mundo, milhares de ciclos de doação, por se tratar de um processo cujos riscos são muito pequenos e controláveis. A doação não prejudica a fertilidade da dadora, uma vez que o número de ovócitos extraídos é reduzido. O tratamento pode causar em alguns casos cansaço e cefaleias e as injecções podem provocar um ardor transitório no local da administração. Nos últimos dias do tratamento podem ocorrer um certo aumento de volume e dor abdominal. Algumas dadoras podem desenvolver uma hiper-reacção dos ovários ao efeito dos medicamentos, denominada hiper-estimulação, no entanto este risco é minimizado com a realização das ecografias de controlo da resposta ovárica e com alterações na medicação. Durante a punção dos ovários há um risco mínimo de infecção ou de hemorragia (menor que 1 em cada 1000 casos). O uso da pílula ou de dispositivo intra-uterino não são contra-indicações para o tratamento, mas durante o tratamento é feita uma pausa de um ciclo na toma da pílula.

Algumas mulheres referem ansiedade durante o processo, relacionada com a responsabilidade de realizar correctamente as injecções, expectativas sobre a quantidade e qualidade dos seus óvulos e em relação ao desejo/receio do sucesso/ insucesso do tratamento.

Todos os estudos feitos com mulheres que fizeram doação de ovócitos revelam não existirem riscos de perturbação psicológica futura, mesmo em mulheres que não tinham tido filhos.

ASPETOS BENÉFICOS DA DOAÇÃO DE OVÓCITOS

A grande maioria das dadoras menciona que a doação lhes proporcionou uma enorme satisfação pessoal, por terem sido úteis e altruístas com os casais que necessitam de algo que elas podem proporcionar. Este sentimento leva a que seja frequente uma dadora querer repetir a doação.

Por outro lado, o facto de se proceder a um exame ginecológico e médico da dadora, pode ajudar a diagnosticar e a prevenir situações que mais tarde poderiam comprometer a sua fertilidade.

 

ASPETOS ÉTICOS E LEGAIS

As clínicas que realizam este tipo de tratamentos devem cumprir todos os requisitos legais e as recomendações do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), assim como a Directiva Europeia sobre Tecidos.

Todos os resultados dos exames são comunicados às próprias e caso não sejam aceites como dadoras, por razões médicas, são explicados os motivos. As dadoras são informadas que os seus ovócitos são exclusivamente utilizados para ajudar outras mulheres a ultrapassar os seus problemas de fertilidade e que não tem quaisquer direitos ou obrigações quanto à gravidez da receptora ou da criança nascida em resultado da doação. De acordo com o Código Civil Português a mulher que dá à luz é sempre considerada como a mãe legal da criança.

Recentemente na sequência do Acórdão n.º225/2018 do Tribunal Constitucional, de 24 de Abril de 2018, que eliminou o regime da confidencialidade dos dadores de gâmetas, o CNPMA recomendou aos Centros de Procriação Medicamente Assistida que os dadores e os casais receptores fossem questionados acerca da sua vontade de concretizar o tratamento, sabendo que a confidencialidade da identidade civil de quem faz a doação deixou de estar garantida.

Tanto a dadora como o casal recetor analisam e assinam os documentos no quais está explicitada toda a informação recebida e no qual afirmam o seu consentimento para o processo de doação.

Este ano serão lançados pelo menos 60 novos discos de música portuguesa

Numa ronda por várias editoras e agências que representam músicos e bandas, a agência Lusa contabilizou mais de 60 trabalhos discográficos a editar nas próximas semanas até ao final do ano.

Entre as estreias, contam-se os projetos Montanhas Azuis, que junta os guitarristas Norberto Lobo e Bruno Pernadas e o multi-instrumentista Marco Franco, ainda sem data definida, e Canções de Roda, com os cantores Ana Bacalhau, Jorge Benvinda, Sérgio Godinho e Vitorino, previsto para outubro.

Já esta semana são editados os primeiros álbuns de Selma Uamusse, ‘Mati’; do trio luso-americano de música eletrónica de dança Niagara, ‘Apologia’; de Cacilhas, projeto que junta Casper Clausen (Liima) e Shela (Riding Pânico), ‘Cacilhas’; e dos Grand Sun, ‘The Plastic People of the Universe’.

Ainda para setembro são esperados novos discos de Carlão (‘Entretenimento’), do baterista João Pais Filipe (homónimo), da guitarrista Luísa Amaro (‘Mar Magalhães’), do projeto dedicado ao cante alentejano Magano (homónimo), dos Cave Story (‘Punk Academics’) e dos Madrepaz (‘Bonanza’).

O quarteto de concertinas Danças Ocultas lançará também em setembro ‘Dentro desse mar’, gravado no Brasil com produção do violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum.

Ao fim de seis anos de ausência, Boss AC regressa aos discos em outubro, no mesmo mês em que o pianista Júlio Resende lança ‘Cinderella Cyborg’, Manel Cruz edita ‘Cães e ossos’ e Gimba desvenda ‘Ponto G’.

Também em outubro haverá novidades discográficas do guitarrista Flak (‘Cidade Fantástica’), de Old Jerusalem (‘Chapels’) e registos de Anaquim (‘O quarto de Anaquim’), Salto (‘Férias em família’), Keep Razors Sharp (‘Overcome’), dos D’Alva, de António Zambujo e de Luísa Sobral, estes ainda sem título anunciado.

É em outubro que Lince, nome artístico da cantora Sofia Ribeiro, edita o álbum de estreia, tal como Palas, o projeto a solo de Filipe Palas, dos Smix Smox Smux e Máquina Del Amor, e se estreia o projeto infantil Rosebobon.

Para novembro, estão previstos os novos trabalhos de veteranos como Carlos do Carmo e Pedro Abrunhosa, de Tony Carreira, e de projetos mais recentes como First Breath After Coma, Jasmim e Jibóia.

Este ano, é esperada ainda a edição de uma coletânea dedicada a José Mário Branco, a cumprir 50 anos de carreira, com Ermo, Batida, Osso Vaidoso, Primeira Dama, João Grosso, Guta Naki, Marfa, Luca Argel, Suzana Ralha e os Gambozinos.

Entre os vários discos que deverão chegar às lojas antes de 2019 estão o disco de estreia de Joana Espadinha, a edição integral do repertório de Maria Teresa de Noronha e novos trabalhos de Stereossauro, Tape Junk, Conjunto Corona, do contrabaixista João Hasselberg, em dose dupla, de Tiago Cavaco, S. Pedro e dos Belle Chase Hotel, 18 anos depois de terem lançado ‘La toilette des étoiles’.

Ainda até ao final de 2018 deverá ser editado um álbum do projeto Oupa, criado em 2015 como uma residência artística no bairro do Cerco, no Porto, enquanto iniciativa do pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto e que contou com a participação de artistas como Capicua, D-One, André Tentúgal e Vasco Mendes, entre muitos outros.

Chuva e trovoada deixam nove distritos em alerta

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco estão sob aviso amarelo devido à previsão de aguaceiros por vezes fortes e de granizo e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas e rajadas fortes, especialmente nas regiões montanhosas.

O aviso amarelo está em vigor desde as 07:30 e termina às 22:00 de hoje.

Segundo o IPMA, o aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, é emitido quando há uma “situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica”.

Incêndio no Museu Nacional do Rio apaga 200 anos de História

Este incêndio, que não causou vítimas, destruiu o arquivo histórico do museu onde eram guardados 200 anos de história do país.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que um contrato de revitalização do Museu Nacional foi assinado em junho, mas não houve tempo para que o projeto pudesse acontecer e para que a “tragédia” fosse evitada.

As imagens do incêndio de grandes dimensões são agora partilhadas nas redes sociais, onde os internautas lamentam a tragédia.

Vem aí o Galaxy S10 em cinco cores

página Ice Universe no Twitter fez uma publicação onde afirma que o Galaxy S10 será lançado com um total de cinco cores.

De acordo com a publicação da página (que costuma acertar com este tipo de rumores) o Galaxy S10 estará disponível em preto, branco, verde, prateado e rosa. De notar que, apesar destas cores marcarem o lançamento, nem todas poderão estar presentes em todos os países.

Pouco se sabe ainda sobre o Galaxy S10 mas, de acordo com os últimos rumores, será o primeiro smartphone da Samsung a ter uma câmara tripla.

CP: Três greves na próxima semana causarão “fortes perturbações”

Face aos serviços mínimos decretados, a CP publicou na sua página da internet a operação que se realizará nos dias dos protestos dos trabalhadores da empresa Infraestruturas de Portugal (IP) — 27 (segunda-feira), 29 (quarta-feira) e 31 de agosto (sexta-feira).

No seu site, a Fertagus também indicou quais os comboios que serão realizados nas paralisações dos trabalhadores, que reivindicam, nomeadamente, o reconhecimento oficial das carreiras de supervisão e de operação de circulação ferroviária e da permanência geral de infraestruturas ferroviárias dos centros de comando operacional da IP do Porto, Lisboa e Setúbal.

Entre as solicitações estão ainda questões salariais e a exigência à IP e ao Governo de uma “postura de boa fé negocial que permita a negociação coletiva”, segundo os pré-avisos de greve consultados pela agência Lusa.

A APROFER criticou a “prática reiterada de recurso à sabotagem das negociações, através de simulação de entendimentos e acordos escritos, que tardam a ser cumpridos e que resultam na degradação das relações laborais, no poder arbitrário de conduta no funcionamento dos postos de trabalho, na degradação da saúde dos trabalhadores e por fim na banalização de tratamento, num processo de trabalho, do qual dependem a segurança e a pontualidade” da ferrovia.

Na ata do passado dia 17 sobre os serviços mínimos para as paralisações que decorrem entre as 00:00 e as 24:00, lê-se que a IP tinha considerado que os serviços mínimos incluídos nos pré-avisos de greve “não são suficientes” para “suprir as necessidades sociais impreteríveis”.

A empresa apresentou uma proposta para disponibilizar “cerca de 25% dos canais de circulação aos operadores na ferrovia” até devido ao esperado “maior fluxo no transporte de passageiros, principalmente no dia 31 de agosto, sexta-feira”.

As partes concordaram com essa definição de serviços mínimos, que acabaram também por incluir comboios de transporte de mercadorias perigosas, comboios de socorro, o transporte diário de combustível para o aeroporto de Faro e os serviços que garantem a alimentação elétrica permanente da catenária.

Ficam abrangidos por estas greves os operadores ferroviários CP, Fertagus, Medway e Takargo.

Portugal em risco muito elevado de exposição aos UV

Em risco muito elevado estão os distritos de Braga, Porto, Bragança, Vila Real, Viseu, Coimbra, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Évora, Beja e Faro) e ainda Funchal e Porto Santo (arquipélago da Madeira) e as ilhas Terceira e Faial (grupo central dos Açores).

O distrito de Aveiro, no continente, e as ilhas de S. Miguel e Flores, nos Açores estão hoje em risco elevado de exposição à radiação UV.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se temporariamente muito nublado no litoral oeste até meio da manhã e vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste a partir do início da tarde, com rajadas até 60 quilómetros por hora.

Nas terras altas, vento soprará moderado a forte de norte, sendo de nordeste no interior Norte e Centro até ao início da manhã e a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral e pequena subida da temperatura máxima no litoral Norte e Centro.

As temperaturas mínimas no continente vão variar entre os 14 graus (Bragança, Braga e Porto) e os 24 (em Faro) e as máximas entre os 25 (em Aveiro) e os 38 (em Évora).

Para a Madeira, o IPMA prevê céu pouco nublado e vento fraco a moderado de nordeste.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 23 e os 29 graus.

O IPMA prevê para as ilhas das Flores e Corvo (grupo ocidental dos Açores) períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos na madrugada e manhã e vento leste moderado, tornando-se bonançoso.

Para as ilhas Graciosa, S. Jorge, Faial, Pico e Terceira (grupo central) prevê-se céu muito nublado com boas abertas e vento fraco a bonançoso do quadrante leste.

Nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria prevê-se períodos de céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento fraco a bonançoso de nordeste.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 21 e os 28 graus, na Horta entre os 21 e os 27, em Angra do Heroísmo entre os 20 e os 26 e em Ponta Delgada entre os 20 e os 27.

Há uma nova técnica para comer menos, dizem os cientistas

Frequentemente, é por falta de controlo que não conseguimos dizer não à sobremesa ou que acabamos por comer uma dose maior que a que realmente precisavamos, por exemplo.

Tal é um comportamento estudado a nível psicológico há várias décadas por ser bastante comum o comportamento de se optar por uma fatia de bolo em vez de uma maçã ou passar uma tarde no sofá em vez de ir ao ginásio, aponta o Scientific American.

Em anteriores estudos, foi provado que uma forma de ajudar a ter maior controlo sobre si próprio é quando as vantagens de cada feito estão à vista ou quando há pessoas envolvidas de certa forma – por exemplo, quando a participação num certo projeto pode ajudar no avanço de algum estudo sobre a cura de determinada doença.

A par dos incentivos de que o ser humano carece em situações destas, os rituais também parecem ajudar, como aponta o estudo aqui referido. Falamos por exemplo de preparar o almoço sempre da mesma forma, da realização de alguma atividade ao acordar ou do uso de um certo acessório antes de algum evento importante para o individuo. Os rituais reduzem a ansiedade e melhoram a performance em certas atividades. Se eles também servem para melhorar o auto-controlo a hora de comer, foi o que quis saber o grupo de investigação.

Na experiência, não foi pedido a nenhum participante que comesse menos, apenas que mantivessem um ritual antes de cada refeição, durante cinco dias. O ritual em questão consistia em utilizar uma apponde era pedido que se indicasse todos os ingredientes a usar nas três principais refeições do dia.

De facto, aqueles que seguiram o ritual diminuíram o consumo de calorias no geral, bem como de açúcar, comparativamente aos que não utilizaram a app.

Apontam os especialistas que, quando é ganho o hábito de se realizar determinada tarefa antes de cada refeição, o indivíduo tende a tomar maior consciência e, consequentemente, fazer melhores escolhas acerca do que come.

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