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Ana Rita Silva

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Lectra Fashion PLM 4.0 classificada como número um pelos especialistas da indústria

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A Lectra, a parceira tecnológica de empresas que utilizam tecidos e couros, recebeu a pontuação máxima no recente estudo de referência da WhichPLM relativamente à mais recente solução Lectra Fashion PLM 4.0.

A solução adaptada à Indústria 4.0 foi louvada pela fonte independente de consultoria gratuita para as indústrias de RFA e CPG por proporcionar uma “experiência de utilizador fantástica” fornecida numa estrutura com todas as funcionalidades e modular, adaptável a negócios de média e grande dimensão e disponível a um nível de preço atrativo.

Disponível em três configurações de entrada desenvolvidas para processos específicos da indústria da moda (Design to Source, Develop to Source e Develop to Manufacture), a Lectra Fashion PLM 4.0 personifica a missão da Lectra de capacitar as empresas da moda para navegar pelos desafios e oportunidades da Indústria 4.0. A Lectra Fashion PLM 4.0 obteve uma classificação acima da média da indústria em 32 das 44 áreas funcionais que a WhichPLM estabeleceu e avaliou. A plataforma foi avaliada como sendo uma solução fundamental que liga os processos, sistemas e cadeias de fornecimento. Recorrendo a ensinamentos da aprendizagem automática, a solução equipa os utilizadores com ferramentas que lhe permitem trabalhar de forma mais eficiente e acelerar o processo de desenvolvimento do produto.

” A Lectra Fashion PLM 4.0 representa, na opinião da WhichPLM, o culminar de uma viagem de várias décadas para ligar as marcas e os retalhistas com as suas cadeias de fornecimento e para construir um conjunto abrangente e integral de soluções integradas que podem ser adaptadas e configuradas para praticamente todos os modelos de negócio,” declarou Mark Harrop, CEO e fundador da WhichPLM.
A WhichPLM Supplier Evaluation é uma avaliação global anual de soluções PLM atualmente no mercado. Os especialistas avaliam as soluções com base em critérios como, por exemplo, competências do fornecedor e conhecimento da indústria, plano e desenvolvimento, visão executiva e feedback do cliente. Nas palavras da WhichPLM, a Lectra Fashion PLM 4.0, que conquistou 3,75 estrelas das cinco possíveis, pontuação acima da média da indústria, “tem um preço adequado, com todas as funcionalidades, tem uma excecional experiência de utilizador que é consistente em todos os módulos, e é vendida e suportada por uma empresa que compreende pormenorizadamente o futuro da indústria.”

A Lectra foi amplamente louvada pela sua pesquisa e desenvolvimento constantes para melhorar a experiência de utilizador ano após ano. “Para sermos absolutamente claros, consideramos esta como a melhor forma possível de abordar o design UX e UI moderno”, acrescenta Mark Harrop. A Lectra Fashion PLM 4.0 obteve pontuações superiores aos concorrentes em mais dez áreas, incluindo integração com Adobe Illustrator, ferramentas de design 3D, gestão BOM, bibliotecas, custos com rentabilidades de materiais avançadas e interface de utilizador gráfico. Em termos de configurabilidade, a Lectra foi valorizada pelo desenvolvimento das Lectra Easy Tools, que permitem aos implementadores e aos utilizadores a gestão de blocos de dados padrão, adicionar novos, exportar configurações e muito mais, tornando o processo de integração muito mais rápido e fácil.

Empowering customers through industrial intelligence 2/2

Graças a um circuito ativo de feedback do cliente, a Lectra tornou também a interface de utilizador da solução mais acessível e intuitiva. Estas alterações incluem uma página inicial que se adapta automaticamente ao comportamento do utilizador, funcionalidade de pesquisa consistente, integrações claras entre módulos e soluções, novo estilo das páginas de visão geral e de detalhes do produto e uma nova função “adicionar ao carrinho” que possibilita que os utilizadores organizem as suas cargas de trabalho.

“Temos muito orgulho da nossa classificação, pois este estudo foi realizado por especialistas reputados com mais de 30 anos de experiência em PDM & PLM da moda. Ao estarmos orientados para a experiência de utilizador, passámos o poder aos nossos clientes, que foram a força motriz por trás destes melhoramentos. Como resultado, conseguimos desenvolver um produto que se adequa perfeitamente às suas necessidades de negócio numa base individual. A nossa classificação significa que iremos continuar a trabalhar nessa direção,” Céline Choussy Bedouet, diretora de marketing e comunicações da Lectra.

Burger King doa hambúrgueres a cão com doença terminal

cadeia de fast food Burger King quis proporcionar um bom resto de vida a um cão com uma doença terminal, até que este eventualmente morra, dessa forma declarou que lhe vai dar cheeseburgers gratuitos para sempre.

Sendo que o sempre de Cody, um arraçado de boxer-labrador está entre o um e três meses, pois foi esse o tempo que lhe deram de vida depois de ter sido descoberto que tinha uma forma de cancro nos ossos.

“O veterinário disse-nos para o levarmos para casa até que as coisas piorassem. Então decidimos que queríamos fazer do resto da vida dele o melhor possível”, explicou o dono Alec Karcher, de 22 anos ao jornal Metro, revelando que nos últimos dois meses têm dado ao animal cheeseburgers diários seja em casa ou em algum restaurante de fast food.

“É uma maneira de lhe demonstrarmos amor e apreciação por ter sido um cão tão bom ao longo dos anos e ajuda-o a tomar os medicamentos todas as noites”, disse.

Quando se dirigiram ao Burguer King, em Ohio, nos Estados Unidos, no domingo passado, para irem buscar a dose diária de Cody, a empregada brincou com o facto de pedirem um hamburger simples, acabaram por contar a história triste do seu amigo de quatro patas.

Segundo Alec, a mulher foi ao interior do balcão, falou com o gerente do restaurante e uns minutos depois voltou a informar que os cheeseburgers de Cody seriam grátis naquele restaurante até que ele morresse.

O dono partilhou a história no Twitter e a cadeia de fast food respondeu agradecendo a Alec por os deixar fazer algo por Cody.

A Defendideias vence em São Paulo o prémio ‘The Winner Awards 2018’

Este reconhecimento é conferido pela “Magazine Top International Business”, com actuação no mercado publicitário há 15 anos e circulação em mais de 40 países, na versão digital Apple e Android. “The Winner Awards” é considerado um dos reconhecimentos empresariais mais importantes por reunir líderes empresariais e empresas que contribuem para o crescimento do seu país nas mais variadas categorias.  Para escolher os vencedores, houve um processo criterioso de avaliação. A primeira fase consistiu em indicação, por meio de citação livre, por profissionais do mercado a nível internacional. Os mais indicados nessa etapa, em cada categoria, passaram por aprovação dos Comités Executivo e Deliberativo da “Magazine Top International Business”, que realizaram entrevistas, análises de carreira e análises de projectos em ‘blind review’.

Para Cilene Correia, fundadora e directora geral da Defendideias, o prémio reforça a experiência e o compromisso da marca com a qualidade e excelência em tudo o que fazemos. “É uma honra e uma imensa alegria saber que somos reconhecidos internacionalmente pela qualidade, rigor, excelência e inovação enquanto empresa Angolana com produção nacional”, destaca a executiva que, acompanhada pela sua coordenadora geral / designer Inês Andrade, recebeu o prémio em nome da empresa. Salientamos que este é o segundo prémio internacional concedido no corrente ano. Em Março, a Defendideias foi laureada com o “Prémio Internacional BID para a Qualidade, Excelência, Inovação e Liderança” na classe ‘Ouro’, prémio esse entregue em cerimónia decorrida em Frankfurt, Alemanha. Claramente, uma motivação adicional para esta equipa de trabalho que todos os dias se esforça em levar o nome de Angola e a sua bandeira aos quatro cantos do mundo.

 

A Puzzle, marca de créditos do Banco BNI Europa, lança campanha digital com a assinatura dJomba

O objetivo da campanha é fazer chegar os valores da marca a todos os que procuram mais independência, no momento de pedir crédito – mais rapidez, facilidade, transparência e, mais importante, um processo 100 % online.

A dJomba*, agência que desde 2017 trabalha a marca Puzzle, explica que a campanha nasceu da ideia de que ninguém melhor do que os trabalhadores independentes para mostrar os dramas de pedir um crédito. Na verdade, este é o grupo de clientes com mais dificuldade em conseguir obter crédito junto da generalidade da Banca e instituições financeiras. Mas para a Puzzle é um target importantíssimo desde o primeiro dia.

O resultado é uma campanha 100% digital, com conteúdos criados por freelancers, a quem foram lançados vários “briefs”, dando origem a vários conteúdos comprados pela marca, que resultaram em anúncios aparentemente nativos ao Instagram.

Para Gonçalo Santos, Director de Crédito Online do Banco BNI Europa, este é o tipo de campanha que melhor personifica o ADN da Puzzle – uma marca que pretende estar próxima dos seus clientes através de inovação tecnológica constante e de campanhas nativas digitais, sobretudo através de social media como Instagram ou Facebook.

Filipe Girão, Director de Negócios da dJomba*, realça ainda que esta é uma daquelas campanhas que só um cliente como a Puzzle arriscaria fazer, não só pela disrupção criativa, mas também estratégica.

O poder da cor nas empresas e o Feng Shui

A cor afeta profundamente o comportamento humano. No nosso cérebro, as cores podem despertar certas sensações e por isso, as cores têm significados diferentes.

No mundo consumista as cores são uma poderosa ferramenta que influenciam os consumidores nas mais diversas industrias. Uma escolha errada da cor de uma marca, ou produto, pode culminar em resultados antagónicos aos idealizados.

Numa consulta de Feng Shui o consultor estuda e analisa as caraterísticas das cores e o seu impato, de forma a que exista sintonia entre o propósito da empresa e as cores utilizadas, sugerindo alterações quando necessário. Segue uma breve descrição, das caraterísticas das cores e da sua influência.

AMARELO

Cor da concentração e da comunicação o amarelo é muito associado à tolerância e à sabedoria. Acelera a energia, por isso é uma boa escolha para estimular a alegria e espontaneidade. Transmite uma sensação de vivacidade e representa o elemento terra e sua estabilidade.

AZUL

O azul transmite tranquilidade, harmonia e paz. O azul escuro simboliza as profundezas das águas do mar, a sabedoria, o poder da intuição e do inconsciente. O azul claro, simboliza paz e espiritualidade angelical. O azul esverdeado é muito positivo, associado à natureza e ao elemento madeira que representa juventude e desenvolvimento.

VERDE

O verde representa o elemento madeira, representa o alavancar de projetos, realizar sonhos, conquistar objetivos e iniciar novas etapas.

ROXO

O roxo, criado através da mistura de vermelho e azul sugere um equilíbrio entre amor e sabedoria, paixão e razão, mente e espírito. Roxo é uma cor associada às energias da compaixão e das boas ações. Inspira dignidade, autoridade e respeito. O roxo tem uma conotação espiritual forte e pode representar o silêncio e a meditação.

CASTANHO

O castanho significa maturidade, consciência e responsabilidade. Está ainda associada ao conforto, estabilidade, resistência e simplicidade.

VERMELHO

O vermelho simboliza força, vigor, energia, paixão, ação, calor. Vermelho traz vitalidade e eleva a autoestima das pessoas. O vermelho é a cor do sucesso e da fama.

ROSA

Rosa é a cor do amor, da felicidade, do romance e representa intenções puras. Rosa é a mistura do vermelho com o branco, representando a união da terra e do céu, do material e do espiritual. É considerada uma variação do vermelho, contendo uma forma suave de energia yang (masculina) expressando alegria e jovialidade.

CINZENTO

O cinzento, simboliza o equilíbrio dos opostos: preto e branco se misturam para criar essa cor que pode ser um símbolo de equilíbrio e solução de conflitos. Por um lado, pode parecer simples, triste, sóbrio ou neutro demais, no entanto, pode ser uma cor moderna, harmoniosa, chique e marcante.

PRETO

Preto é a cor do elemento água e representa sabedoria, profundidade inteletual, despertar de insights e forte conexão espiritual. Nos ambientes é uma cor que indica sensação de profundidade. O preto pode ser muito elegante e sofisticado, no entanto, se for usado em excesso pode ser uma cor que torna as pessoas sombrias, deprimidas e pessimistas. O ideal é combinar o preto com cores neutras.

BRANCO

O branco representa o elemento metal e propicia criatividade. A cor da paz, da pureza, da espiritualidade e da limpeza.

Um ambiente branco proporciona frescura, calma e dá ideia de maior espaço, proporcionando a sensação de liberdade.

DOURADO/PRATEADO

No Feng Shui o dourado e o prateado, estão associados ao elemento Metal. O dourado é considerado quente e favorece a atração de riqueza e prosperidade. O prateado pode ser considerado uma cor fria e favorece o sucesso. Estas duas cores ajudam a criar uma imagem de poder e bom gosto.

Vanda Boavida, Professora e consultora de Feng Shui

www.vandaboavida.com

Cimeira CPLP debate medidas únicas sobre mobilidade de cidadãos

“Nunca tivemos condições políticas tão boas como agora para avançarmos sobre este dossiê”, comentou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, salientando a “grande vontade política” dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para concretizar “o sonho das populações dos nove Estados membros de uma livre circulação de pessoas e bens”.

No dia em que a CPLP celebra 22 anos, a cimeira arranca em Santa Maria com a sessão solene de abertura, pelas 17:00 locais (mais duas horas em Lisboa).

Cabe ao Presidente brasileiro, Michel Temer, a primeira intervenção, assinalando o fim da presidência rotativa da CPLP pelo Brasil, que será assumida pelas autoridades cabo-verdianas, seguindo-se uma declaração do Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Depois, falam todos os restantes chefes de Estado e de Governo presentes na cimeira: João Lourenço (Angola); José Mário Vaz (Guiné-Bissau); Teodoro Obiang Nguema (Guiné Equatorial); Filipe Nyusi (Moçambique); Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal) e Evaristo Carvalho (São Tomé e Príncipe).

Timor-Leste não estará representado pelo chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, que cancelou a sua deslocação a Cabo Verde devido ao impasse com o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, após a sua recusa em dar posse a um grupo de membros do novo executivo timorense. Caberá ao ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor-Leste, Dionísio Babo, representar o Presidente timorense.

De seguida, intervém um representante da Assembleia Parlamentar da CPLP e a secretária-executiva da organização, Maria do Carmo Silveira, bem como representantes dos observadores associados.

No final do dia, o Presidente cabo-verdiano oferece um jantar aos chefes de Estado e de Governo.

Para quarta-feira fica reservado o debate político e a aprovação das propostas e da Declaração de Santa Maria.

Nesta cimeira deverá ser eleito o novo secretário-executivo da CPLP, designado por Portugal, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, para o biénio 2019-2020.

Além da CPLP, haverá outro aniversariante a celebrar: o primeiro-ministro português, António Costa, cumpre hoje 57 anos.

Durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, com o lema “Cultura, Pessoas e Oceanos”, Cabo Verde vai assumir o exercício da presidência desta organização, durante o período de dois anos.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste são os Estados-membros da CPLP.

Morreu João Semedo, antigo líder do Bloco de Esquerda

João Semedo perdeu esta terça-feira a batalha contra o cancro. O antigo líder do Bloco de Esquerda morreu hoje, aos 67 anos.

“Tive a vida que escolhi, a vida que quis, não tenho nada de que me arrependa no que foi importante”, disse João Semedo, numa das últimas entrevistas, destaca o site Esquerda.net numa nota de pesar.

João Semedo tinha apenas 16 anos quando a política lhe ‘piscou o olho’ e aos 21 entrou para o PCP, por ser a única forma de combater o fascismo, a PIDE e a guerra colonial, e de lutar pela liberdade, a democracia, eleições livres e o fim do colonialismo.

Um partido que deixaria nos anos 90 por considerar que estava “esgotado” para passar a erguer a bandeira do Bloco de Esquerda. Depois de uma década como deputado, em 2013, a doença bateu-lhe à porta e roubou-lhe a voz. Partilhou a liderança do Bloco de Esquerda, entre 2012 e 2014, com Catarina Martins, numa altura frágil do partido

Fez da eutanásia uma das suas últimas bandeiras, que defendeu até à última. “Não é Deus que nos tira a vida, é a doença incurável e fatal”, afirmou em entrevista ao Notícias ao Minuto em abril do último ano, ano em que ainda chegaria a ser candidato autárquico ao Porto. Uma corrida que acabaria por abandonar  a meio devido a uma recaída. Entendia que “o natural seria as Esquerdas unirem-se” na Invicta.

Com António Arnaut, que também nos deixou este ano, João Semedo batalhava, também, noutra frente: salvar o Serviço Nacional de Saúde. Com esse lema, juntos apresentaram o livro ‘Salvar o SNS’, que propunha uma nova lei de bases para a saúde.

Membro da direção do movimento cívico ‘Direito a morrer com dignidade’, João Semedo nasceu a 20 de junho de 1951, em Lisboa, cidade onde frequentou o Liceu Camões e onde se veio a licenciar, na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1975.

João Semedo fundou, em 2003, com outros ex-dirigentes do PCP, o Movimento da Renovação Comunista. No ano seguinte, aceitou o convite de Miguel Portas para integrar como independente as listas do Bloco para o Parlamento Europeu.

A aproximação ao Bloco de Esquerda prosseguiu com a participação de João Semedo nas listas às legislativas pelo Porto e acaba por se tornar deputado, substituindo João Teixeira Lopes, em março de 2006.

Semedo acabou por aderir ao Bloco de Esquerda em 2007 e protagonizou candidaturas autárquicas em Gondomar (enquanto independente em 2005), Gaia (2009) e Lisboa (2013).

Catarina Martins, atual líder do Bloco de Esquerda, presta homenagem a João Semedo, no dia da sua despedida, agradecendo-lhe. “Obrigada, João”, escreve, partilhando uma fotografia dos dois.

Destaques PV 76

As radiações ao serviço da ciência e da sociedade

O Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares, C2TN, é uma unidade de investigação relativamente recente, criada em 2013 no Campus Tecnológico e Nuclear do Instituto Superior Técnico. O C2TN tem uma estratégia muito bem definida que incide em investigação fundamental e aplicada, formação avançada, atividades de divulgação de âmbito científico e tecnológico nas ciências e tecnologias nucleares, assim como na prestação de serviços especializados para a comunidade.  É um Centro de referência ao nível nacional e internacional cujas atividades de forte impacto societal se concentram nas temáticas das Ciências da Vida e da Saúde, Proteção Radiológica, Ciências da Terra, Ambiente e Património Cultural e Materiais Avançados.

A Revista Pontos de Vista visitou uma amostra dos laboratórios que fazem parte do C2TN. Através da voz de investigadores do Centro passemos, portanto, à apresentação de alguns dos laboratórios de cada área de intervenção. E deixamos uma questão: Qual o contributo direto das atividades do C2TN quer para a ciência quer para a sociedade?

“O ALFABETO DAS RADIAÇÕES”

Pedro Vaz, Presidente da Comissão Executiva, fez uma visita guiada à equipa da Revista Pontos de Vista a alguns do vasto número de laboratórios deste Centro. No caminho passámos pelo edifício que alberga o único Reator Português de Investigação, construído exclusivamente para fins de investigação científica em 1961, na origem deste Campus.

Pedro Vaz começa por explicar que, sendo este Centro pluridisciplinar, estão presentes biólogos, físicos, químicos, geólogos e engenheiros entre os 150 investigadores, técnicos e estudantes de Doutoramento e de Mestrado que aqui trabalham.

De entre as unidades de investigação do Instituto Superior Técnico, o C2TN é a que dispõe de um conjunto único de competências, infraestruturas e equipamentos, para aplicação das radiações ionizantes e técnicas nucleares.

Existem interfaces impactantes com instituições de vários sectores económicos e sociais, incluindo hospitais, empresas dos sectores da saúde, agro-alimentar, arqueologia e património cultural, associações, câmaras municipais e museus. Assim sendo, para além de uma unidade de investigação, o C2TN é um prestador de serviços em vários sectores da sociedade, estando envolvido em ações de educação, treino e formação avançada.

Da medicina à eletrónica, as aplicações das radiações e das técnicas nucleares são inúmeras… daí o lema “Radiações ao serviço da Sociedade e da Ciência”.

Dulce Belo, Vogal da Comissão Executiva do C2TN, vai mais longe e afirma: “queremos dar a conhecer à sociedade em geral, a utilidade da investigação que desenvolvemos e desconstruir a imagem do Cientista excêntrico, mostrando que, os que aqui trabalham fazem-no, todos os dias, em prol de uma sociedade melhor”, começa por referir esta investigadora acrescentando que, a participação em Feiras de divulgação científicas, a criação do Blog “O Alfabeto das Radiações” e a presença assídua nas Redes Sociais têm sido uma das apostas fortes desta Comissão Executiva para atingir esse objectivo. Atenta ao que se passa em todo Sistema Científico e Tecnológico Nacional, lamenta a situação generalizada de vínculo laboral precário dos Investigadores mais jovens, acrescentando no entanto que, sensíveis a este problema social, os órgãos de gestão do C2TN têm apoiado os seus investigadores nestas circunstâncias”.

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MATERIAIS AVANÇADOS

Manuel Almeida apresenta-nos os trabalhos realizados em materiais avançados, produzidos e caracterizados através de uma combinação rara de diferentes técnicas nucleares e não-nucleares, quer de preparação, quer de caracterização.

O centro tem a possibilidade de ter muito baixas temperaturas através do único liquefator de hélio do país. O hélio é a substância com o ponto de ebulição mais baixo sendo utilizado em estudos a baixa temperatura ou que envolvam a criação de campos magnéticos intensos.

Capturado em jazidas de gás natural, o hélio é transportado, ainda em estado gasoso, até ao Campus, onde é liquefeito e guardado em recipientes, a –269 °C ou 4,2 K (grau kelvin), uma temperatura muito próxima do zero absoluto (–273,15 °C).  O hélio líquido produzido é direccionado para os diversos laboratórios permitindo, localmente, a realização de experiências combinando condições extremas de baixas temperaturas com campos magnéticos intensos que podem atingir 18 T (tesla) (cerca de 400 mil vezes o valor do campo magnético terrestre).

“Há toda uma série de técnicas de caracterização de materiais e de estudos que só podem ser feitos recorrendo a baixas temperaturas e campos magnéticos altos. Temos uma combinação de baixas temperaturas até 0,3 K, acrescenta o investigador para quem “os apoios para a investigação não são os desejáveis, temos sempre mais ambição, no entanto, temos conseguido manter os trabalhos de investigação com laboratórios únicos no país e equipados com tecnologia de ponta”.

Manuel Almeida mostrou-nos, ainda, três laboratórios: um de propriedades de transporte elétrico; outro dedicado às propriedades magnéticas; e o de Espectroscopia Mössbauer. Nestes últimos são estudados diferentes materiais, desde sintéticos com propriedades magnéticas até amostras naturais. João Carlos Waerenborgh, responsável deste laboratório, dá exemplos dos trabalhos realizados, desde o reaproveitamento das escombreiras das minas, até à deteção da concentração em solos de possíveis metais perigosos para a saúde humana. Explica ainda, que a técnica utilizada para a caracterização mineralógica e geológica dos materiais é a mesma utilizada nas sondas enviadas para Marte. A espectrometria Mössbauer é uma técnica nuclear que tem sido desenvolvida no C2TN no âmbito de aplicações nas áreas dos Materiais e nas Ciências da Terra.

Passemos a um dos laboratórios de magnetómetro, utilizado para o estudo de materiais relevantes para áreas como a computação quântica, os computadores do futuro. Laura Pereira, responsável deste laboratório, fala da combinação rara das medidas a temperaturas ultra-baixas, 0,3 K e sob campo magnético até 7 T. Os materiais aqui caracterizados são relevantes para diferentes áreas, desde materiais avançados para a electrónica, saúde, ambiente e recursos minerais, com potenciais aplicações no quotidiano da sociedade.

No laboratório de criostatos com magnetos, Elsa Lopes fala das medidas aqui feitas de propriedades de transporte eléctrico através da combinação de baixa temperatura até 0,3 K e de campos magnéticos elevados até 18 T permitindo estudar efeitos quânticos nas propriedades e caracterizar materiais com grande potencial de aplicação como os termoelétricos ou os supercondutores.

AMBIENTE E PATRIMÓNIO CULTURAL

Paula Carreira falou-nos da utilização de isótopos ambientais, estáveis e radioativos (trítio e carbono 14 por exemplo), em estudos de hidrologia, bem como da relação com o património cultural e arqueológico. A aplicação de teores em trítio e de carbono-14 (método de datação de sistemas hídricos subterrâneos) permite não apenas conhecer a idade dos recursos, mas mais importante o tempo de renovação dessas reservas. Estas aplicações são extremamente úteis e podem ser utilizadas para o benefício da sociedade, dando uma resposta aplicada a problemas presentes no nosso dia a dia, como o simples facto de onde vem a água potável nas torneiras das nossas casas.

“Aqui temos a capacidade e a tecnologia para estudar e dar respostas práticas a questões relacionadas com o nosso quotidiano e com a proteção dos recursos hídricos”, afirma Paula Carreira.

O uso de isótopos ambientais juntamente com parâmetros geoquímicos permite a identificação da origem da mineralização das águas. Por exemplo, em zonas costeiras distingue-se os processos de intrusão marinha dos de dissolução de minerais evaporíticos, que em casos extremos pode originar a degradação dos recursos hídricos. Salientou ainda que através destas técnicas é possível identificar as fontes poluidoras e os processos responsáveis.

Isabel Dias salientou, em relação à temática do Ambiente e do Património Cultural, que no Laboratório de Datação por Luminescência, de que é responsável, se desenvolvem atividades com grande impacto social. “Somos, inclusive, procurados por diversas entidades particulares e públicas, nacionais e internacionais. E é essa a mensagem que queremos transmitir, que o nosso trabalho é útil para a sociedade”. O laboratório está disponível para as comunidades arqueológica, histórica, geomorfológica e geológica. Este método avalia o tempo que passou desde a última vez que os materiais cristalinos foram expostos à luz ou aquecidos, como por exemplo quando uma peça de cerâmica ou um artefacto arqueológico foi produzido/aquecido. A datação por luminescência combina dosimetria retrospetiva com dosimetria ambiental.

Miguel Reis explica-nos que, nos aceleradores de partículas do Campus, se fazem estudos aplicados e investigação fundamental. Uma das técnicas disponíveis, o PIXE, Particle-induced X-ray Emission, sendo uma técnica de identificação dos elementos químicos presentes num material ou amostra, foi usada para caracterizar amostras de partículas filtradas do ar em estudos de controlo ambiental. Presentemente, no Laboratório de Caracterização e Especiação de Aerossóis, faz-se uso do sistema de PIXE de alta resolução com dispersão em energia (HRHE-PIXE) para desenvolver uma técnica capaz de determinar, de forma eficiente, a natureza dos compostos químicos em que os elementos em suspensão no ar se encontram, porque essa natureza tem uma grande influência na sua toxicidade. Desde 2008 que este sistema é capaz de separar as linhas normalmente sobrepostas e permitir a observação de transições com informação química. Sendo o primeiro sistema de PIXE com estas capacidades a ser instalado a nível mundial, em paralelo com os desenvolvimentos fundamentais a decorrer, tem sido usado em aplicações geológicas e estudos de recursos minerais.

SAÚDE

As atividades nesta área incluem o desenvolvimento e avaliação pré-clínica de compostos radioactivos para aplicações de diagnóstico ou terapia em medicina nuclear. António Paulo explica, em termos práticos, esta atividade. O desenvolvimento destes compostos radioativos, os radiofármacos, tem por objetivo a sua administração a doentes para detetar ou tratar diversas patologias. Quando o radiofármaco se localiza num determinado órgão ou tumor, dependendo do tipo de radioisótopo, a radiação permite a sua visualização ou a sua eliminação (no caso dos tumores). Estamos a falar de desenvolvimento e inovação científicas e tecnológicas com implicações em patologias diversas, nomeadamente, Parkinson, Alzheimer, cancros diversos e doenças cardiovasculares.

O objetivo é desenvolver novos radiofármacos que tenham interesse para aplicações de diagnóstico e de terapia em medicina nuclear personalizada, que é a medicina do futuro. “Combinamos diagnóstico com terapia ajustados a cada paciente. A combinação de valências que temos é única no país”, adianta o investigador.

Com diversos laboratórios dedicados ao estudo de compostos radioativos, no C2TN avaliam-se quais as novas moléculas com potencial para utilização clínica, quer seja para diagnóstico ou terapêutica em medicina nuclear.

Pedro Vaz, fala-nos das actividades que visam assegurar a Qualidade e Segurança dos Cuidados de Saúde envolvendo a utilização das radiações ionizantes em procedimentos médicos, para efeitos de diagnóstico e terapêutica, nas valências Radiodiagnóstico, Procedimentos de Intervenção, em Medicina Nuclear e em Radioterapia. Uma equipa pluridisciplinar estuda os efeitos biológicos das radiações ionizantes (radiobiologia) e as doses em órgãos e tecidos nos procedimentos referidos, para avaliar o risco de cancro e outras doenças induzidas pela radiação ionizante. O objetivo é evitar que utentes e doentes sejam indevidamente expostos a radiações ionizantes, com ênfase em crianças (exposições pediátricas) em exames de Tomografia Computorizada, exames de mamografia para a deteção do cancro da mama e exames de Medicina Nuclear para patologias diversas do foro oncológico, cardiológico e neurodegenerativo (Alzheimer, Parkinson) e doenças renais, entre outras. Aspetos tais como o cálculo de doses no volume dos tumores e em órgãos e tecidos sãos adjacentes, são também alvo de estudo.

TECNOLOGIA DAS RADIAÇÕES IONIZANTES

Visitou-se também a Instalação de Radiações Ionizantes – IRIS e o Laboratório de Ensaios Tecnológicos em Áreas Limpas – LETAL, vocacionados para a investigação e desenvolvimento da aplicação de radiações ionizantes a produtos e materiais diversos.

Na IRIS, o responsável António Falcão mostra o equipamento experimental de irradiação gama e o acelerador LINAC que produz feixes de electrões e raios X. Pedro Santos fala do trabalho em curso que inclui o tratamento e valorização de efluentes, descontaminação de alimentos, inativação de vírus humanos que persistem no ambiente e o processamento de materiais macromoleculares de base polimérica. Explica que o tratamento por irradiação tem vantagens para o ambiente e para a saúde humana face aos tratamentos convencionais, que requerem a adição de compostos químicos ou biológicos que, em regra, são tóxicos e deixam resíduos.

No LETAL é realizada investigação e serviços relacionados com o processamento por radiação ionizante. Nomeadamente na avaliação da carga microbiana e/ou das propriedades físicas e químicas dos produtos, como explica Sandra Cabo Verde, Investigadora na área das Tecnologias de Radiação Ionizante. Realça que esta é uma das áreas em que o C2TN detém competência única no sistema científico nacional e que tem um enorme impacto societal, pois permite abordar questões de Saúde Pública, Segurança Alimentar e Sustentabilidade Ambiental, entre outras.


C2TN em números

 

86 Investigadores doutorados

30 Estudantes de doutoramento

> 30 Estudantes de mestrado e licenciatura

160 Publicações científicas(em revistas da especialidade, média anual)

 Colaboração e/ou parcerias com centenas de instituições nacionais (saúde, indústria, ambiente, agroalimentar, serviços, energia, associações profissionais, municípios, museus, escolas, etc.)

Forte internacionalização com centenas de centros de investigação e universidades à escala global em redes e projetos científicos

Participação frequente em ações de divulgação científica e disseminação de resultados científicos

“Fazemos o melhor que podemos, mas falhamos sempre em algum lado”

Formada pela Universidade Católica Portuguesa, Sofia Campos começou o seu percurso profissional numa empresa pioneira no desenvolvimento de projetos de energias renováveis em Portugal, juntando-se à equipa como responsável pela estruturação do financiamento a parques eólicos.

Pouco depois, Sofia Campos faz uma pausa na carreira. Atualmente mãe de três filhos, Sofia foi mãe muito cedo. “Parei dois anos para me dedicar aos meus filhos e estar mais disponível para ser mãe. Foi uma opção que tive de tomar”, começa por referir a nossa entrevistada.

Durante esse período, Sofia frequentou dois cursos, a nível nacional e internacional, e, passados dois anos, depois de ter o terceiro filho, começa a trabalhar numa empresa developer de energias renováveis como gestora de projetos. É nesta altura que começa a viajar bastante, passando muito tempo fora de casa e de Portugal. Quando a organização sofre uma reestruturação sai da empresa e começa a trabalhar na Banca no departamento de análise de crédito e de financiamentos estruturados. Contudo, um ano depois, percebe que trabalhar na Banca não era o que a realizava. “Sentia que precisava de mais, de algo “palpável”. Por isso quis regressar para as empresas de engenharia, um mundo muito mais fascinante para mim”, afirma Sofia Campos.

É nesta altura que integra a equipa do departamento de energias renováveis de uma empresa do setor da engenharia de forte componente tecnológica. Passados alguns anos é promovida para a área de desenvolvimento do negócio internacional do grupo e é quando se muda para a África do Sul para arrancar com a operação do grupo. “A minha vida sofre uma mudança radical. Numa fase inicial fui para a África do Sul sozinha e só mais tarde é que a minha família se junta a mim”, relembra Sofia Campos.

Entretanto, o grupo faz a aquisição de uma empresa na África do Sul e Sofia assume a posição de CFO, ficando responsável por quase todos os departamentos administrativos. Quando essa organização começa a fechar as suas sucursais internacionais, Sofia tem de tomar uma decisão. É quando projeta, com o seu atual sócio, uma empresa direcionada para projetos na Etiópia: a Live Wire.

No mercado há dois anos, a Live Wire é uma empresa que se dedica a projetos na área das linhas de transmissão, com o objetivo de trabalhar em países africanos. “Tem sido uma experiência rica, com momentos de muita alegria, mas também de dor. É aliciante a experiência de vida que se ganha, o contacto com culturas diferentes, mas também é desafiante a tomada de decisões diárias, a qual é sempre um momento de dúvida e de incertezas por não sabermos o verdadeiro impacto das mesmas. No entanto, é bom poder implementar na empresa a forma como vejo o mundo, os meus valores e a forma como idealizo como uma empresa deve funcionar”, refere Sofia Campos para quem Portugal está agora incluído na estratégia da empresa, sendo o próximo passo encontrar parceiros portugueses para trabalhar o mercado da Etiópia.

“EM MUITOS MOMENTOS SENTI QUE NÃO TINHA VOZ”

“Definitivamente tenho um tratamento diferente pelo facto de ser mulher. Quer pela negativa, quer pela positiva. Não há meio-termo”, afirma Sofia Campos.

Desde que ingressou no mercado de trabalho, Sofia esteve sempre ligada ao desenvolvimento de negócios em empresas de infraestruturas, uma área que ainda é vista como sendo uma área masculina, um mundo para homens. “São dois fatores muito fortes: ser mulher no mundo dos negócios e ser mulher num setor que ainda é vincadamente marcado pela presença masculina. Sou um peixe fora de água”, explica a nossa entrevistada.

Acrescenta ainda que, neste “mundo de homens”, existem homens que consideram que Sofia não pertence ali, pelo facto de ser mulher, menosprezando as suas capacidades. Contudo, também existem homens que a vêm como uma mais-valia e uma “lufada de ar fresco” por ter uma visão diferente para a solução de problemas. “Senti muitas vezes que não interessava o que se dizia, mas sim quem o dizia. Em muitos momentos senti que não tinha voz”, elucida-nos Sofia Campos.

Sofia Campos explica ainda que África do Sul é um país bastante progressista no que diz respeito à igualdade de género, no entanto, na Etiópia, um país ainda bastante dominado pelos homens, sente que ainda existe uma falta de confiança nas capacidades das mulheres. “Preciso de algum tempo para ganhar a sua confiança e para ter credibilidade. Preciso de me esforçar mais do que um homem para conseguir “conquistar” este mercado. Mas é possível. É uma questão de resiliência, persistência e profissionalismo. Demora algum tempo, mas sinto que tenho conseguido ser bem-sucedida e conseguido ganhar o respeito por parte do homem durante o meu percurso profissional”, acrescenta a nossa interlocutora.

Durante o seu percurso muitas pessoas perguntaram-lhe como é que conseguia conciliar a vida profissional com a família. A sua resposta era: não consigo. “Fazemos o melhor que podemos, mas falhamos sempre nalgum lado. Tentamos que seja o melhor possível, mas nunca é uma situação perfeita. Há sempre sacrificados numa altura ou noutra. E a razão pela qual quero realçar isto é porque há outras mulheres na mesma situação que eu e que vivem cheias de sentimento de culpa quando têm que fazer esta gestão entre a carreira e a família. Acho que acaba por ser uma utopia dizer-se que se consegue fazer perfeitamente a gestão entre a carreira e a família”, conclui Sofia Campos.

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