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Ana Rita Silva

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Empreendedorismo ágil A fórmula para o sucesso

Por um lado, a indumentária individual expressa inquestionavelmente a personalidade própria, promovendo-a. Em contrapartida, com o uso de uniformes há menos “rivalidade” entre crianças e jovens e como tal, menos necessidade de usar as roupas “certas”. Assim sendo, em escolas onde o uso de uniforme é obrigatório, há muito menos bullying. Por este motivo, apresentamos aqui a história de sucesso da Colex S.L. uma empresa de confeção situada no país vizinho que duplicou a capacidade e as vendas em apenas ano, através de uma compreensão clara das necessidades dos clientes, oferecendo vestuário personalizado e mantendo o ritmo dos investimentos em tecnologia.

Sob a sua forma atual, a empresa Colex Uniformes, SL (colexuniformes.com), com sede em Moncada i Reixac / Barcelona, foi fundada em 2005. Em 2016 foram fabricados mais de 200.000 uniformes, sendo este valor ultrapassado em 2017 para as 400.000 unidades. A duplicação da produção num ano foi possível graças ao foco atribuído ao produto, ao aumento das oportunidades de venda como resultado da política comercial e à capacidade de responder através de um aumento das instalações de produção. A implementação da tecnologia certa foi a base deste passo em frente.

Como tudo começou

Apesar de ser uma empresa liderada entretanto pela terceira geração, a Colex é uma empresa muito jovem que começou praticamente do zero: Os avós confecionavam capas têxteis para TVs, dado que havia empresas naquela área que fabricavam esses televisores. A partir do momento em que as proteções de Porexan substituíram estas capas, a pequena empresa começou a confecionar casacos escolares para venda em lojas especializadas. A segunda geração deu seguimento ao negócio, abrindo uma loja de uniformes escolares, sweatshirts e outro vestuário, concentrando-se agora também na venda a retalho.

Quando a terceira geração, liderada pelo atual proprietário Xavier Colmenero, assumiu o negócio, deu a volta por cima em apenas dois anos. A Colex aumentou significativamente as suas instalações, passando de uma cave de 40m2 para uma loja de 160m2. Em 2009, foi dado o próximo passo: atualmente a empresa reside nas imediações de Barcelona, onde foram recentemente anexados dois prédios para produção, armazenamento e administração perfazendo uma área total de 1 200m2. A Colex conta agora com cerca de 90 funcionários para cobrir o volume de produção atual.

O crescimento foi rápido mas sustentado, mantendo o foco no design, qualidade de produto e venda de uniformes escolares, descontinuando a venda na pequena loja original – embora muito recentemente as atividades de venda a retalho direto tenham sido iniciadas na loja online – a Colex Online Shop.

Uma nova dimensão de uniformes escolares.

Primeiro o produto: Precisamente por ser uma empresa muito jovem, com um proprietário e gerente de renome, relembrando a sua própria experiência dos dias de estudante, Xavier Colmenero sabia que teria uma oportunidade ao lançar os uniformes com uma nova abordagem. As crianças estavam entediadas com uniformes quase idênticos em todos os lugares, e cada vez mais as escolas aspiravam a distinguir as suas próprias roupas através de elementos de personalização.

“Capturamos a filosofia da escola e transferimo-la para o uniforme alterando golas, cores e design”, referiu Xavier Colmenero, gerente e fundador da empresa na sua forma atual.

A roupa standard para os alunos em Espanha era até recentemente um casaco às ricas, calça/saia cinza, com um polo branco e uma sweater azul-marinho ou castanha, mais um agasalho. Além da linha clássica, a Colex também oferece coleções diferentes, com detalhes que as tornam únicas. A Colex começou a lançar uniformes escolares trabalhando especialmente para as escolas públicas das redondezas, uma vez que este ramo está tradicionalmente ligado a fornecedores das proximidades, havendo apenas algumas grandes empresas a trabalhar à escala nacional.

Em 2008, surgiu a recessão econômica no país, os orçamentos familiares diminuíram e muitas escolas públicas, com a intervenção de associações de pais organizadas, tornaram-se menos exigentes em termos de uniformidade. Houve por exemplo uma proliferação de Sweatshirts de 9.95€ distribuídas por lojas de desporto low-cost como a Decathlon. A Colex estava então em fase de crescimento, conquistando novos clientes e quase não foi afetada pela recessão. A empresa começou a trabalhar com agrupamentos escolares compostos por várias escolas. Um agrupamento de 3 escolas pode ter até 1 500 estudantes com alunos de diferentes províncias ou comunidades.

A extensão das vendas para além da região da Catalunha representou o próximo passo empresarial subsequente para a Colex no novo milênio. A presença em feiras e congressos foi apenas uma das várias atividades para que isso acontecesse: Atualmente a Colex SL tem clientes em todas as províncias espanholas, incluindo as Ilhas Canárias, e também vende para o mercado externo. Na Guiné Equatorial, estabeleceu contatos com a França e países latino-americanos, onde Xavier Colmenero identificou oportunidades para um maior crescimento. Formar alianças estratégicas com empresas de diversos setores fez com que, coletivamente, esses parceiros pudessem oferecer soluções conjuntas às escolas, desde a uniformidade ao material para o desporto, passando pela logística e pelos serviços.

Três Canais de marketing

O mercado de uniformes escolares tem as suas particularidades. Xavier Colmenero explica que existem três canais de venda para o segmento:

O canal clássico com intermediário, pode ser uma loja ou um grossista especializado nas necessidades de um ou mais clientes. Eles recebem os pedidos e obtêm os artigos de fabricantes como a Colex.

A negociação direta entre escolas e fabricantes, que está ganhando força: as escolas montam a sua própria loja onde os pais podem comprar os uniformes e todos os materiais escolares. Nesse caso, o negócio é feito diretamente entre o fabricante e a escola.

A terceira opção, completamente nova é a venda online. Colocando os pais diretamente em contato com o fabricante. Esta é a fórmula complementar implementada pela Colex que chega a acordo com o fabricante, mas prefere não trabalhar como uma loja ou lidar com os pedidos. Em vez disso faz a compra no início da campanha, mas não lida com reabastecimentos ou compras adicionais ao longo do ano, que os pais delegam no fabricante através da loja online.

Desafios: Personalização, previsão e garantia de qualidade

O pico de atividade de produção de uniformes escolares vai de Maio a Outubro, incluindo as encomendas para o início do ano e os ajustes da previsão de pedidos, determinada pela quantidade de crianças que necessitam de sua primeira roupa, a procura de nova compra com a mudança de tamanho, sucesso ou fracasso em antecipação ao sortimento de tamanhos, etc.

“A diferença entre a indústria de moda e o mercado de uniformes escolares está na relativa previsibilidade dos volumes, no entanto, não há certezas absolutas”, explica Xavier Colmenero: o fabricante de uniformes trabalha com a procura e pedidos individuais, assim como programas baseados no número de alunos que a escola possui, faixas etárias e a distribuição aproximada dos tamanhos usuais.

Além da procura para produzir programas de vestuário personalizado com tudo o que é preciso e mantê-los em stock, a garantia de qualidade é fundamental também continuar a competir com as importações asiáticas com preços mais acessíveis.

O critério de qualidade aplica-se ao uniforme escolar sob todos os aspetos. “A t-shirt ou polo-shirt que todos nós vestimos não é usada com tanta frequência como a dos alunos na escola”, o empresário alerta-nos para o fato de que os uniformes escolares “são usados e lavados com frequência. Somos obrigados a produzir um produto de qualidade. Se desbotar ou estiver danificado a consequência é a devolução. Por exemplo, usamos os melhores zipes do mercado, cujo preço é dez vezes superior aos mais baratos. Eles têm que durar sob as mais duras condições…».

Investimento: recursos humanos e tecnologia

A evolução da Colex de um pequeno player para uma empresa forte, com altas expectativas de crescimento, foi apoiada por investimentos em equipamentos. “Sem a tecnologia contemporânea, não estaríamos onde estamos hoje”, enfatiza o nosso interlocutor. Enquanto que o departamento de costura, com exceção dos protótipos é tratado por empresas subcontratadas, as competências centrais são cobertas internamente na Colex: para otimizar o desenvolvimento de produtos, a modelagem e o corte, era necessário investir num software CAD com estendimento semiautomático.

Em 2016, o volume de produção cresceu ao ponto de ser necessário aumentar a aposta. Após uma avaliação cuidadosa, a escolha foi para o software e hardware da Gerber Technology: atualmente a Colex conta com o software de modelagem AccuMark PDS-GMS , um plotter e ainda com um equipamento fundamental que mobilizou as outras duas aquisições em prol da mais perfeita integração e compatibilidade: o GERBERcutter Paragon® HX.

O que é que a Colex mais valoriza na Gerber Technology – perguntamos: “Basicamente, a produtividade”, afirma Xavier Colmenero. “A máquina de corte Paragon trabalha a alta velocidade e é muito confiável. A manutenção não é barata, mas o custo é compensado pelo desempenho desse sistema automatizado de alto nível. Estamos também muito satisfeitos com o serviço e suporte fornecido pela equipa técnica da Gerber, que nos ajudou muitíssimo na integração de todos os sistemas nos nossos processos de trabalho”.

Foram feitos Investimentos adicionais em duas máquinas de bordar da Barudan e dois silkscreen, de quatro e doze cabeças, para integrar mais processos de personalização dos produtos no fluxo de trabalho. A implementação de um sistema ERP para melhorar o planeamento dos recursos da empresa é agora o próximo passo a dar para a Colex.

Adicionalmente, um dos segredos de qualquer negócio bem sucedido é os recursos humanos, enfatiza Xavier Colmenero. “Na Colex, estamos todos muito próximos e todos os nossos colaboradores estão altamente envolvidos em suas tarefas reais. Além disso, mantemos o nível de formação muito alto e – crescemos juntos”.

* O Christ’s Hospital School, em Londres, acredita-se ter sido o primeiro instituto educacional a usar uniformes escolares em 1552.

 

[Nota de rodapé:]

Este Case-Study foi-nos facultado
por Humberto Martinez, TEXTIL EXPRES,

www.aramo-editorial.com/aramo/  and Yvonne Heinen-Foudeh.

Medicina da reprodução em Portugal. Qual a evolução?

A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (S.P.M.R) é uma associação científica. Em que contexto surgiu a criação da mesma e com que propósitos?

A SPMR foi fundada há 40 anos com o objetivo de promover o conhecimento e a investigação científica na área da Medicina da Reprodução. Numa época em que a partilha de experiências entre os Centros nacionais e destes com os internacionais era mais difícil, foi decisivo o papel da Sociedade para que tal fosse possível.

 

O que se entende por Medicina da Reprodução e qual o contributo direto na mesma para a sociedade civil?

Medicina da Reprodução é a área das ciências médicas que se dedica ao estudo e tratamento da infertilidade bem como à promoção da fertilidade. São dois problemas complementares mas não sinónimos um do outro. Tem vindo a ganhar um protagonismo crescente em face do aumento da prevalência da infertilidade nas sociedades ocidentais, sobretudo relacionado com o estilo de vida das populações e da idade cada vez mais tardia em que se decide ter filhos. Este último ponto é particularmente sensível no caso da mulher, uma vez que o seu “relógio biológico” funciona a um ritmo muito mais acelerado do que no caso do homem. Para além do impacto emocional e de saúde em geral que a infertilidade representa em termos individuais, também se coloca o problema em termos de sociedade civil. Num país como o nosso, em que o número de nascimentos tem vindo a diminuir de forma consistente, o contributo da Medicina da Reprodução para esses nascimentos tem vindo a crescer. Em 2016, a percentagem de crianças nascidas após a utilização de técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) era já de 3% do total de nascimentos. A tendência é para que essa proporção aumente.

 

O desenvolvimento da Medicina da Reprodução permite aplicações cada vez mais amplas, quais são as consequências que daí advêm?

Esse é um assunto bastante complexo uma vez que a ciência tem sofrido uma evolução muito significativa nesta área. Se por um lado essa evolução tem permitido uma melhoria importante das taxas de sucesso dos tratamentos, a utilização das novas tecnologias poderia permitir a sua aplicação em áreas que a sociedade teria dificuldade em aceitar, nomeadamente por questões éticas. Felizmente Portugal é um bom exemplo de regulação desta atividade. A lei da PMA de 2006 veio estabelecer regras de conduta nesta área, tendo criado um órgão regulador para o efeito que é o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.

 

Assumiu recentemente o cargo de presidente da SPMR. Quais são os objetivos a que se propõe neste início de mandato?

A SPMR é uma instituição prestigiada com uma longa tradição de promoção do desenvolvimento e conhecimento científico. Nesse aspeto vai ser difícil melhorar porque sentimos que o seu papel é já muito relevante. Mesmo assim temos a ambição de pelo menos manter o patamar de qualidade. Para tal vamos criar uma bolsa de investigação que permita ajudar financeiramente a concretização de projetos com mérito científico na área da Medicina da Reprodução. Por outro lado sentimos que é dever da SPMR ter uma maior abertura para com a Sociedade Civil. Essa é uma das suas vocações. Começamos por lançar uma petição à Assembleia da República para alertar os deputados quanto à necessidade de criar nova legislação que permita ultrapassar os problemas que resultaram do recente acórdão do Tribunal Constitucional, que na prática levantou a questão da constitucionalidade do anonimato dos dadores de gâmetas e embriões, bem como da gestação de substituição. Por outro lado pretendemos fazer campanhas junto dos nossos jovens, nomeadamente universitários, que os alerte para dois importantes problemas: como cuidar da sua fertilidade e como ajudar a ultrapassar a escassez de dadores de gâmetas em Portugal, uma prática altruísta que em muito tem contribuído para a resolução de inúmeros casos de infertilidade.

 

Na relação com a sociedade, quais diria que são os maiores desafios que a SPMR tem de ultrapassar?

Creio que os maiores desafios estão na base das campanhas que temos em mente. Informar e sensibilizar os jovens para os problemas da fertilidade. Por serem tão importantes é que os considerámos prioritários.

 

O que é que a população portuguesa ainda desconhece sobre medicina de reprodução?

Eu quase colocaria a questão ao contrário! O que é que sabe sobre medicina da reprodução? Infelizmente ainda há um grande desconhecimento, nomeadamente do seu potencial e também das suas limitações.

 

 

“Se não poupar, devolvemos a diferença!”

Com a liberalização do mercado energético, os consumidores passaram a ser livres para escolher as companhias fornecedoras de energia e as tarifas que mais lhes conviessem. E, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) as tarifas de luz são mais baixas no mercado livre do que no regulado. Mas estarão os cidadãos suficientemente consciencializados ou informados sobre a sua liberdade de escolha e as opções existentes no mercado? No final de 2017, as famílias tinham ao dispor mais de 130 ofertas de eletricidade em mercado livre, num total de 16 comercializadores, de acordo com o relatório da ERSE.

A Elusa pretende assumir-se como a energia dos portugueses através da oferta da modalidade de contratação única no mercado europeu: a tarifa SEMCUSTO. No tarifário SEMCUSTO o preço final obtido é o somatório de todos os componentes regulados (todos os componentes regulados sem margem comercial) e da energia consumida ao preço de custo (por período publicados em OMIE Portugal por período consumido + perdas).

A comercializadora de energia que se rege pela prestação de serviços transparentes e a otimização de preços ajustados ao máximo nasceu em Portugal em 2004, mas é em 2015, aquando do processo de licenciamento, que começa a desenvolver o seu negócio, direcionado para pequenos consumidores. Em 2017 é adquirida por um grupo multinacional com bastante experiência nos mercados português e espanhol e que vem com o objetivo e a ideia revolucionária de prestar um serviço personalizado ao cliente ao invés de vender apenas energia.

Com uma vertente altamente direcionada para a assessoria, a Elusa presta apoio aos seus clientes para saberem quais são os custos associados à energia. Este é mesmo um dos grandes desafios da Elusa, gerar confiança e difundir informação aos clientes para que saibam como baixar o seu consumo. “Este é um trabalho constante que a Elusa desenvolve junto dos clientes, tendo por base as tecnologias e as parcerias com entidades externas que também nos apoiam a prestar esta informação para chegar ao maior número possível de clientes. A prestação de informação é um benefício para todos e temos de fazer este trabalho”, refere Eurico Sobral, Diretor de Operações da Elusa.

TARIFA ÚNICA SEM CUSTO

Para José Maria Delgado, Diretor Executivo da Elusa, o mercado português é um mercado bastante transparente, devido, em muito, à intervenção da ERSE que tem vindo a disponibilizar e a trabalhar no sentido de oferecer informação bastante distinta aos consumidores sobre as ofertas tanto do mercado regulado como do mercado livre. A verdade é que o mercado livre representou em maio cerca de 94% do consumo total em Portugal Continental, segundo a ERSE.

Apresentando as vantagens que o mercado livre oferece ao cliente face ao mercado regulado, José Maria Delgado fala da diferenciação da Elusa e da oferta, tanto aos clientes particulares como aos clientes empresariais, de uma tarifa altamente competitiva que se traduz na melhor oferta dentro do mercado português e europeu. “Garantimos que os nossos clientes irão poupar e caso isso não aconteça comprometemo-nos a devolver o dinheiro”, começa por explicar o nosso entrevistado.

Operando no segmento doméstico e empresarial, na Elusa todas as tarifas de eletricidade são criadas para obter a melhor poupança aos seus clientes.

É o exemplo da tarifa sem custo com a qual a Elusa se apresenta no mercado. E como é que funciona esta tarifa sem custo? Deve estar a questionar-se. “Oferecemos ao cliente a possibilidade de lhe fornecer energia sem nenhuma margem comercial. É algo inovador e é o nosso produto estrela por oferecer o melhor preço do mercado”, acrescenta o Diretor Executivo da Elusa.

A Elusa quer prestar um serviço altamente personalizado e transparente ao cliente através desta tarifa única SEMCUSTO. “Dedicamo-nos a comercializar apenas energia”, diz-nos, ainda, José Maria Delgado.

A par da tarifa SEMCUSTO, a Elusa diferencia-se no mercado livre pelo facto de ser a única empresa no mercado português que oferece uma conta certa e sem acertos. No tarifário Conta Certa os preços apresentados incluem impostos e taxas, sem margem comercial. É feito um cálculo do consumo do cliente para estabelecer a conta certa adequada.

“Dentro do setor da energia existem poucas oportunidades de inovação, mas a Elusa quer fazer algo distinto porque se faz o mesmo que os demais, então será igual aos demais. Assim, temos apostado na diferenciação com um modelo de negócio que tem atraído clientes particulares e empresariais de grande envergadura. O nosso objetivo não é angariar o maior número possível de clientes, mas sim deixar os nossos clientes satisfeitos e com a certeza de que não irão mudar de comercializadora pelo facto de a nossa tarifa ser competitiva e transparente”, afirma José Maria Delgado.

Prova da presença sólida e diferenciadora da Elusa no mercado são as adjudicações que tem vindo a angariar em sede de concursos públicos, contando inclusive já com uma carteira considerável de contratação no setor público.

“Somos fornecedores públicos de serviços de energia o que dá uma forte confiança aos clientes por sermos uma empresa idónea”, refere Ricardo Alarcão, Gestor de Projeto na Elusa, que nos elucida, ainda, sobre o foco da comercializadora na eficiência energética, um serviço que tem vindo a complementar os serviços de eletricidade prestados pela Elusa.

Com o lema “crescemos juntos com os nossos clientes”, a Elusa dispõe de um gabinete técnico apetrechado para realizar estudos e o levantamento, de norte a sul do país, de situações com a possibilidade da substituição de infraestruturas com maior eficiência energética. Este serviço vai ao encontro do programa 2020 e de outros incentivos da União Europeia para a sustentabilidade energética. Trata-se de uma verdadeira transformação estratégica no setor da energia, com o intuito de reduzir a dependência energética, optando pela produção de energia, bem como pela redução de consumo energético, através da implementação de sistemas integrados de redução de consumo.

Ainda, em 2020, com as novas normativas europeias e com a mudança das denominações da EDP Comercial, Distribuição e Produção, bem como da mudança da concessão atribuída à EDP, prevê-se uma mudança no mercado com a entrada de novos players com impacto na diversificação do negócio e na economia.

Os municípios são os detentores da concessão da distribuição de energia elétrica em baixa tensão, atribuída à EDP Distribuição por um período de 20 anos, que termina em momentos diferentes entre 2016 e 2026 (Porto, Cascais, Arouca são os últimos), mas a maioria dos contratos com a empresa do grupo EDP chega ao fim entre 2021 e 2022.

No âmbito da liberalização do mercado energético, as autarquias podem optar pela exploração direta da distribuição de eletricidade em baixa tensão ou pela concessão e, caso decidam, podem atribuir a novos operadores.

Em resumo, a Elusa encontra-se atenta às tendências e tem vindo a demonstrar capacidade de adaptação e inovação tais que permitem um desenvolvimento sustentado.

 

Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto apresenta 1ª Edição de Curso Património e Paisagem. Gestão, Análise, Projeto

DOCENTES

Teresa Cunha Ferreira (FAUP; Coordenação); Teresa Portela Marques (FCUP); Maria Leonor Botelho (FLUP); Xavier Romão (FEUP)

FUNCIONAMENTO

A Unidade de Formação organiza-se em quatro linhas programáticas: Património Arquitetónico e Urbano, Paisagem Cultural, Análise de Riscos e Gestão de Património. O trabalho prático seguirá o formato de um concurso de ideias simulando uma situação real, sendo avaliado por um júri composto pelos docentes e por especialistas externos. São previstas diferentes atividades como trabalho de campo, participação em seminários internacionais (Fórum do Porto. Património e Paisagem, 27 de Novembro de 2018), workshop intercalar com convidados nacionais e internacionais, elaboração de uma exposição virtual e/ou exposição final de painéis síntese.

DESTINATÁRIOS

Estudantes da U. Porto de diferentes áreas disciplinares (Arquitetura, História de Arte, Arquitetura Paisagista, Engenharias, e áreas afins), incluindo estudantes de mobilidade. Creditável como unidade curricular de opção U. Porto (2º ciclo), unidade curricular singular (suplemento ao diploma) ou unidade de formação contínua/curso livre (3 ECTS).

LINHAS PROGRAMÁTICAS:


– Património: evolução do conceito e significados contemporâneos.

– Teorias de intervenção no construído: perspetiva histórica e debate atual.

-Metodologias e ferramentas de análise, diagnóstico e intervenção no construído.

-Práticas de intervenção: reabilitação, conservação e manutenção. Exemplos nacionais e internacionais.

PAISAGEM CULTURAL

-Paisagens Culturais – A Convenção para a Proteção do Património Mundial Natural e Cultural e as orientações para a inclusão na lista do Património Mundial (1972); a Carta de Florença sobre a Salvaguarda dos Jardins Históricos (1981) .

-Interpretação e apresentação de paisagens culturais. Exemplos de conservação e recuperação.

-Planos de gestão e salvaguarda.

GESTÃO DO PATRIMÓNIO

-Gestão cultural e patrimonial.

-Organismos, cartas, recomendações e legislação. Contexto nacional e internacional.

-Comunicação, educação e divulgação do património.

AVALIAÇÂO DE RISCOS

-Análise e gestão de riscos em património edificado. Diretivas para a elaboração de um plano de gestão de riscos.

– A prevenção como ferramenta de gestão de riscos em património edificado.

-Evolução histórica dos principais materiais e sistemas construtivos; recomendações para a inspeção, diagnóstico e intervenção estrutural.

OBJETIVOS

– Sensibilizar para a importância do caráter multidisciplinar do estudo do património

– Adquirir conhecimentos sobre teorias, metodologias e práticas de intervenção no construído e na paisagem

– Desenvolver metodologias de análise sobre preexistências arquitetónicas e paisagísticas

– Aprofundar conhecimentos sobre reabilitação, conservação e restauro, considerando a sua evolução histórica e as práticas contemporâneas

– Analisar criticamente as cartas e convenções internacionais, a legislação portuguesa e suas aplicações;

– Desenvolver competências no domínio do projeto de arquitetura e da paisagem

– Reconhecer e aplicar diversos modelos de gestão integrada do património (cartas de risco, planos de gestão e de manutenção, entre outros)

– Explorar novas ferramentas, tecnologias e práticas pedagógicas (vídeo, fotografia, workshop, exposição virtual)

IERA torna a procriação médica assistida em algo muito mais do que alcançar uma gravidez

Hoje, a tecnologia dita a melhoria contínua da procriação médica assistida em Portugal.

O Instituto de Reprodução Assistida, em Lisboa, tem vindo a crescer e a proporcionar aos pacientes uma experiência totalmente individualizada, uma vez que, segundo Sara Arruda, “é uma questão fundamental para que as pessoas se sintam bem e em segurança”.

Nos últimos tempos a tecnologia tem sido o grande aliado da evolução na área, tornando o processo mais qualitativo. Na IERA existem equipamentos como a Geri, uma incubadora com sistema time-lapse que “permite, 24 sobre 24 horas, avaliar o desenvolvimento dos embriões desde a fecundação. Isso faz com que tenhamos acesso a imagens em pontos temporais que antes, sem esta tecnologia, não conseguíamos aceder. No passado fazia-se uma avaliação diária aos embriões, hoje podemos observá-los a toda a hora e classificá-los melhor quanto à sua qualidade. Melhor qualidade significa maior probabilidade de gerar uma gravidez”, explica Mafalda Rato.

Mas como é que se inicia o processo? “Num primeiro momento é traçada a história clínica do casal ou da mulher (no caso de mulheres que querem ser mães e que não tenham um companheiro), análises cínicas gerais, avaliado o estado das trompas do falópio com recurso a um contraste visível em ecografia (totalmente indolor), bem como avaliada a parte hormonal e o útero, a vários níveis. Feito o diagnóstico, posteriormente, é perceber qual o tratamento a seguir”, elucida Eduardo Rosa.

“Para gerir expectativas da melhor forma possível temos uma psicóloga a trabalhar connosco porque, apesar de todo o carinho que colocamos no nosso trabalho, existe uma taxa de insucesso e essa parte também nos compete”, afirma Eduardo Rosa.

“A psicologia é um grande suporte mas até chegar lá é necessário um acompanhamento e esse acompanhamento é realizado desde o início, o que ajuda a gerir melhor as expectativas em caso de insucesso”, completa Sara Arruda.

Segundo Mafalda Rato, algo que não é falado com a frequência devida é a questão de como lidar com o insucesso. Em caso de abortos de repetição, a partir do terceiro aborto seguido a mulher é considerada infértil. “Com tecnologia que hoje temos disponível, um dos nossos pontos fortes é também o tratamento individualizado. Cada mulher é uma mulher”, acrescenta Sara Arruda.

A QUESTÃO  DA DOAÇÃO DE OVÓCITOS

Ao que parece a doação de esperma é algo tido como mais natural na sociedade portuguesa, por outro lado, a doação de óvulos continua a ser alvo de preconceito.

O preconceito e o desconhecimento da técnica em si são dois fatores importantes na doação de gâmetas femininos, como explica o Dr. Eduardo Rosa:

“O preconceito associado à doação de óvulos vem da cultura. Portugal nunca teve muito esta prática. “Mas os meus filhos vão andar por aí? Não!”

“Todos os meses as mulheres perdem naturalmente ovócitos, logo não vai afetar a sua fertilidade Desde as 20 semanas de vida da mulher que esta perde os seus ovócitos de forma natural. Em Portugal, as mulheres podem doar ovócitos até três vezes. O tratamento, apesar de ter alguma complexidade, tentamos torná-lo simples e completamente seguro, com doses hormonais mais baixas. É feito um check-up ginecológico e podem ter acesso, caso pretendam, a informações como a existência de doenças genéticas”, explica Eduardo Rosa.

“A população ainda não está educada nesse sentido e as pessoas que consideram que estão a doar os seus bebés não são candidatas”, diz Mafalda Rato.

OS MAIORES DESAFIOS  DE QUEM TRABALHA COM PMA

Para Eduardo Rosa, o maior desafio prende-se com a questão da personalização e de individualizar cada mulher, de forma a escolher o melhor tratamento.

Já Mafalda Rato explica que do ponto de vista da embriologia é a questão de as pessoas confiarem na tecnologia ao ponto de a mesma poder substituir o natural. Por isso, em laboratório, tudo tem que ser minucioso de forma a maximizar este resultado. Temos cada vez mais tecnologia mas é preciso saber fazer o equilíbrio entre as expectativas que a sociedade deposita na própria tecnologia.

Sara Arruda fala ainda dos desafios relacionados a parte psicológica. “Saber lidar com as emoções e sentimentos das pessoas. Não é fácil… chegam cá muitas vezes já com um grande historial. É preciso fazê-las sentir em segurança. Neste projeto, para além da tecnologia, queremos personalizar ao máximo o atendimento a cada pessoa”, completa.

Entrevista a José Antonio Domínguez Arroyo, Diretor Médico do IERA

Qual tem sido a evolução da procriação medicamente assistida em Portugal?

Em Portugal a evolução da PMA não é diferente do resto dos países ocidentais. Os tratamentos dos problemas de infertilidade foram iniciados cá com a introdução da Inseminação Intra – uterina (IIU), pelo Professor Doutor Alberto Barros na Faculdade de Medicina do Porto.

Em 1978, começou a realizar-se a Fertilização in vitro (FIV), que resultou no nascimento da primeira criança resultante deste procedimento em Inglaterra. Em Portugal o primeiro ciclo de FIV foi realizado em 1985, no Hospital de Santa Maria, Faculdade de Medicina de Lisboa (equipa dirigida pelo Professor Doutor Pereira Coelho). A primeira criança nascida foi no ano 1986.

A primeira Injeção Intracitoplasmática de um espermatozoide no ovócito (ICSI) realizada com sucesso foi descrita em 1992 e rapidamente começou a ser utilizada em quase todos os centros, sobretudo em casais em que o homem era estéril.

Atualmente, existem centros por quase todo o país, e embora tenha havido um ligeiro aumento do número de ciclos de inseminação e de FIV efetuados por ano, estes são ainda insuficientes para responder ao elevado número de casais que procuram ajuda.

Atualmente existem aproximadamente 30 centros de PMA no país, públicos e privados.

 

A infertilidade é doença. Esta é uma afirmação do conhecimento geral?

A infertilidade foi declarada uma doença pela WHO em 2010 e afeta milhões de pessoas em todo o mundo, de tal forma que as estimativas sugerem que entre 10 a 15% dos casais em idade reprodutiva sejam inférteis. A infertilidade é, cada vez mais, considerada uma doença com relevância em termos de saúde pública, com consequências sociais, económicas e psicológicas.

 

Em que casos é que a procriação medicamente assistida é mais frequente?

As principais causas de infertilidade dividem-se em quatro grandes grupos: fator masculino (35%), disfunção ovulatória (20%), patologia das trompas de falópio e do útero (20%) e endometriose (10%). No entanto, podem ocorrer situações em que não seja possível definir uma causa, o que se denomina de infertilidade idiopática/ inexplicada, em 10-15% dos casais.

Cada um destes grupos beneficia das diferentes modalidades de tratamento existentes. Considera-se que qualquer casal que não utilize métodos contracetivos, se após um ano não conseguir engravidar, seja candidato a um estudo básico de fertilidade e este tempo é ainda mais curto em certas circunstâncias, como a suspeita de um fator masculino devido aos antecedentes, distúrbios ovulatórios, patologia pélvica conhecida anteriormente e especialmente a idade de mulheres com mais de 35 anos

 

Atualmente, que técnicas estão disponíveis? Que efeitos secundários tem cada uma delas?

Basicamente, podemos fazer dois grandes grupos de tratamentos. Aqueles que são feitos com gametas (óvulos e espermatozoides) próprias e aqueles que são feitos com gametas doadas. Para qualquer um deles será usada a Indução da Ovulação (IO) e Inseminação Intra Uterina (IIU), a Indução da Ovulação (IO), Fertilização in vitro (FIV) e Injeção Intracitoplasmática de um espermatozoide no ovócito (ICSI).

No caso da Indução da Ovulação para IIU, os tratamentos têm o objetivo de desenvolver menos de três folículos para que os efeitos colaterais sejam mínimos. Para a FIV o objetivo é desencadear a ovulação múltipla e, portanto, é possível que durante a estimulação surjam mais desconfortos relacionados com o crescimento ovárico e dos níveis suprafisiológicos de estradiol, mas em qualquer caso, são efeitos colaterais que desaparecem após a punção. Contudo, este desenvolvimento também pode conduzir ao síndrome de hiperestimulação do ovário, principal problema associado à indução da ovulação múltipla. Mas este risco tem sido minimizado nos últimos anos graças aos novos protocolos para desencadear a ovulação e a melhoria das técnicas de vitrificação embrionária e ovocitária com transferências diferidas para ciclos não estimulados.

Um outro problema associado às técnicas de PMA é a probabilidade acrescida de gestação múltipla. Para isso, temos vindo a restringir o número de embriões transferidos.

 

Em Portugal a PMA já conta 30 anos de existência mas nos últimos 15 anos quais foram as técnicas que mais se destacaram?

Basicamente, podemos dizer que todas as técnicas associadas à PMA evoluíram, tanto em termos de diagnóstico como de tratamento.

Todos os dias, a ultrassonografia é de melhor qualidade e a ultrassonografia 3D permite diagnósticos melhores em patologias como malformações uterinas, adenomiose, endometriose, etc.

Os tratamentos de estimulação também estão a mudar e novos protocolos têm surgido direcionados para mulheres com baixa reserva, para a preservação da fertilidade, respondedores elevados e para desencadear a ovulação.

Mas os avanços mais notáveis ​​que poderíamos dizer foram produzidos pelo aparecimento da vitrificação de oócitos e/ou embriões, que substituiu e melhorou o congelamento lento e que quase eliminou o risco de hiperestimulação.

Outro campo que avançou muito nestes está relacionado com estudos genéticos destinados tanto a embriões quanto a pacientes antes de iniciar qualquer tratamento de reprodução.

 

Na sua opinião, quais serão, num futuro próximo, os passos da PMA?

Sem dúvida que serão os avanços no campo da genética, tanto em pacientes, como em embriões e em tecidos como o endométrio, continuarão a evoluir
e será mais barato a cada dia o que nos fará ter melhores índices de taxas de gravidez, menos falhas de implantação e menores taxas de aborto.
Acho que no futuro generalizaremos a transferência de um único embrião com um teste genético que descarta alterações cromossómicas, já que estas são as causas mais frequentes de insucesso do processo reprodutivo, especialmente em mulheres mais velhas.

Estudos de outras facetas do embrião como a função da energia embrionária (escore mitocondrial) permitirão, provavelmente, uma melhor compreensão do implante embrionário.

A terapia com células-tronco e a regeneração tecidual com fatores de crescimento provavelmente melhorarão a estimulação e a implantação.

Para outras técnicas em pesquisa, como a transferência nuclear, reprogramação e manipulação genética ou transplante uterino, que sem dúvida evoluirá muito rapidamente, terão um longo caminho a percorrer para serem incorporados no nosso arsenal terapêutico, especialmente para os aspetos éticos e morais que surgem com eles.

 

 

 

 

Vitae Professionals recruta, empreende e forma candidatos na área da saúde

Ter nacionalidade portuguesa no exterior é hoje para os profissionais de saúde um benefício. Dos vários argumentos, os dois mais ditos por quem pretende uma experiência internacional variam entre a possibilidade de progressão na carreira de forma mais rápida e a remuneração bem distinta da praticada em Portugal.

Uma das mais-valias da Vitae Professionals é a multidisciplinaridade da equipa que conta com psicólogos, advogados, tradutores, especialistas em línguas, enfermeiros, professores, sociólogos e técnicos de saúde. “Conseguimos albergar toda a necessidade que um profissional de saúde tem para trabalhar fora, até porque grande parte da nossa equipa já passou pelo processo de tralhar em outros países e por isso podem ajudar melhor os candidatos sendo testemunhos privilegiados, explica o especialista. Um enorme apoio prestado pela empresa é também conseguirem que em todos os casos seja dado o apoio na tradução de documentos… em toda a burocracia.

Quase com oito anos de existência, a empresa tem crescido e, neste momento, recruta para qualquer área do setor da saúde.

Bons candidatos

Recrutar profissionais de saúde é um trabalho delicado e que prevê análises específicas: “acima de tudo porque estamos a selecionar candidatos que irão cuidar de pessoas”.

Por isso e, segundo Marcos Ferreira, a empatia é uma das características mais importantes, aliada a um gosto pela profissão. Ser bastante resistente devido às situações que enfrentam também é de extrema importância. “No fundo, são avaliadas as competências técnicas mas olhamos para as competências emocionais como sendo fator preponderante na escolha”.

A idade não é um fator eliminatório até porque a candidata mais velha que já recrutaram tinha 63 anos. “Era uma pessoa que estava em fim de carreira em Portugal mas que se sentiu estagnada durante muitos anos e decidiu ir para o Reino Unido para ter uma experiência diferente”.

Os países do norte da Europa e ocidental são os que têm uma grande lacuna de profissionais de saúde. Não conseguem formar o número suficiente de profissionais para prestar os cuidados necessários à sua população.

“Em Portugal há mais de dez anos que as carreiras nos hospitais públicos estão congeladas, noutros países a progressão acontece e sentem-se mais valorizados”, aponta Marcos Ferreira como um dos motivos que mais leva portugueses a escolherem o estrangeiro para fazer carreira.

Sendo que a questão monetária não é a principal. “ninguém vai tornar-se rico para o Reino Unido ou para a Irlanda, vão pela empregabilidade, formação contínua, reconhecimento e realização profissional”.

Portugal apresenta características muito fortes em termos de formação, o que faz com que países como a Irlanda e o Reino Unido olhem para os portugueses como pessoas com uma formação capaz de suprir as suas necessidades.

Para quem vai para fora pode deparar-se com diferenças, por exemplo, ao nível da estrutura das equipas: “cá ainda existe a concentração da tomada de decisões na figura do médico. Lá fora isso não acontece, o médico é parte de uma equipa cujas opiniões são tão válidas quanto as de um técnico ou enfermeiro, trabalham todos em conjunto”.

Todos os candidatos são válidos

“Raramente desistimos de um candidato, já esperei dois anos até conseguir colocar uma pessoa em determinada vaga. Nunca a mandámos embora. Se alguém chega até nós e verificamos que precisa de algum tipo de formação complementar, encaminhámo-la nesse sentido até que as suas competências estejam trabalhadas de modo a enveredar pelo caminho certo. Por sabermos escolher os melhores candidatos, estamos, neste momento, entre as empresas que mais recruta pessoal permanente para o NHS, Serviço Nacional de Saúde. Trabalhamos com hospitais do norte ao sul que nos procuram porque sabem como trabalhamos com todos os candidatos e que tiramos deles o melhor”.

A Vitae Professionals assume-se, por isso, como uma empresa além do simples recrutamento que auxilia, até no processo de transferência do país com questões burocráticas, de certificações. “Não somos apenas uma empresa de recrutamento, damos formação em línguas, em suporte básico de vida ou, ainda, em cuidados de saúde. além da formação ainda temos um departamento de tradução e de certificações que potencia a facilidade e rapidez dos processos. Quando saímos para um outro país existe uma burocracia imensa”.

Apesar de apetecível numa primeira instância, nem todas as pessoas são talhadas para trabalhar fora. Marcos Ferreira explica que quando se apercebem que um candidato poderá não se adaptar a uma vida no exterior que o alertam.

“A mulher está mais libertadora”

Talvez por causa da sua essência ou porque teve a sorte de ter liderado boas equipas, Rosa Maria Aranha viu o seu percurso profissional tomar o seu rumo sem percalços ou obstáculos pelo facto de ser mulher e, principalmente, pelo facto de ser uma mulher na liderança. Durante largos anos teve a seu cargo a direção de recursos humanos e jurídica numa empresa em que os trabalhadores eram, maioritariamente, homens. “Os homens que dependiam de mim hierarquicamente sempre me aceitaram e cumpriram escrupulosamente os seus deveres. Nas reuniões de direção era a única mulher presente e nunca me senti inferiorizada nem marginalizada, aliás sempre fui valorizada pela capacidade de liderança e de resolução dos problemas e conflitos no mundo empresarial. Mas também fui uma felizarda por ter encontrado uma excelente equipa e colegas de trabalho”.

As mulheres empreendedoras têm vindo a alcançar cada vez mais lugares de topo no mundo dos negócios, o que, para Rosa Maria Aranha, demonstra que “a mulher está mais libertadora e é mais respeitada pelo mundo dos homens, pela capacidade que possuem de liderança e de fazerem uma multiplicidade de atos em simultâneo, nomeadamente serem mães, empresárias e gestoras de multinacionais, em que o trabalho das mulheres é reconhecido e valorizado mundialmente”.

Rosa Maria Aranha acrescenta ainda que, quer pela cultura que as mulheres possuem quer pela sua capacidade de conhecimento a nível empresarial, face às formações que as mesmas obtêm, os indicadores demonstram que as empresas são melhores geridas pelas mulheres, revelando-se que o mundo empresarial, ultimamente, é grande parte composto por mulheres.

Quando questionada sobre liderança e as diferenças entre a liderança feminina e masculina, a nossa entrevistada não tem dúvidas que a mulher tem certas características que lhe permite ser melhor líder em certos aspetos.

Considera, ainda, que um líder já nasce com as características e a sensibilidade para ser um bom líder. Características estas que passam pela empatia, pelo exemplo e pelo tratamento igual entre todos. A forma de Rosa Maria Aranha ver as suas equipas refletem, em muito, a sua forma de ser e estar: comunicativa e altruísta, a nossa entrevistada mantém uma relação de proximidade onde a comunicação e empatia prevalecem. “É muito importante saber ouvir”, afirma. “Em dado momento da minha vida dei por mim a ouvir, a dar força e coragem e a prestar apoio moral e social bem como aconselhamento jurídico a amigas que viviam situações verdadeiramente dramáticas de violência doméstica. Deparei-me com mulheres, de diferentes estratos sociais, em situações de limite. Foi aí que o destino se encarregou de me mostrar que a minha missão e o caminho a seguir seria outro bem diferente, o de ajudar, promover e prestar apoio social e dar aconselhamento jurídico às mulheres vítimas de violência, daí a criação do projeto Stop Violência Contra Mulheres”, explica-nos Rosa Maria Aranha.

Desde a criação do projeto que Rosa Maria Aranha tenho vindo a ser confrontada com mulheres “desprovidas de qualidade de mulher, decorrente de violência exercida nelas e sobre elas”. No entanto realça que, apesar de ser pouco a pouco, as mulheres começam a ter coragem e a colmatar os medos e a vergonha, lutando sem receios pela sua dignidade de mulher, razão pela qual solicitam cada vez mais o apoio e aconselhamento na defesa dos seus direitos, em casos em que são vítimas de violência doméstica, que se apresenta de diversos modos.

Sendo a igualdade do género uma questão de direitos humanos, para Rosa Maria Aranha torna-se importante, nos dias de hoje, promover a igualdade de oportunidades e educar-se para os valores de pluralismo e da igualdade entre homens e mulheres. “A mulher não deve ser vista como ser diferente do homem, pois embora diferentes biologicamente, ambos são seres pensantes, em que nenhum deles é superior ou diferente do outro. Ambos têm os mesmos instrumentos e capacidade para, na sociedade, serem respeitados, quer a nível pessoal quer profissional”, remata Rosa Maria Aranha que deixa, ainda, um alerta: “urge, indubitavelmente, colmatar as questões sociais que diferem os homens das mulheres negativamente e que têm vindo, pouco a pouco, a ser revogadas por ambos os sexos. No entanto, deve desenvolver-se um esforço para a eliminação da discriminação do género, coadjuvantes das relações de intimidade focadas pela desigualdade e pela violência”.

 

 

Castro Marim Golfe & Country Club continua a investir e a somar preferências

Com que produtos e serviços se distingue o Resort Castro Marim Golfe & Country Club?

O Castro Marim Golfe & Country Club é um empreendimento com 224 hectares. Como âncora tem um campo de golfe com 27 buracos com vistas fantásticas para a Serra, para o Rio Guadiana e para o Oceano Atlântico, e, nos últimos anos, tem vindo a crescer, em dimensão e em qualidade e, agora, a nossa oferta passa também pelo alojamento, pela restauração, ginásio, loja de golfe e pelas aulas de golfe, bem como por uma componente imobiliária.

Em termos de alojamento, o nosso aldeamento turístico “The Village”, funciona nos mesmos moldes de um hotel, os serviços que prestamos são precisamente aqueles que um hotel, com uma receção, um bar, uma zona de entretenimento com três piscinas, um snack-bar próprio. Também disponibilizamos room service, porque, aproveitando o serviço de take away do Club House, fazemos entregas diretas às moradias aldeamento turístico.

Ao longo do tempo, o empreendimento tem demonstrado um crescimento exponencial. 2017, como foi?

Felizmente, desde que assumimos a gestão, o empreendimento tem vindo a crescer todos os anos. 2017 foi, sem dúvida, o melhor ano de sempre do empreendimento, quer no que respeita ao número de voltas de golfe, ao número de dormidas, com mais eventos, o que se refletiu ao nível das receitas.

Quais foram os investimentos que destacaria dos últimos dois anos?

Nos últimos dois anos, investimos por exemplo na renovação da nossa frota de buggies, de forma a poder prestar um melhor serviço ao cliente. Ao nível dos campos de golfe também fizemos alguns melhoramentos para aperfeiçoar a performance dos greens, bem como o melhoramento dos acessos e caminhos de buggy, nova sinalética no campo.

Em termos de infraestruturas melhorámos os passeios tornando-os mais acessíveis, criámos mais área de ciclovia, melhoramos a iluminação pública e os arranjos paisagísticos com o intuito de valorizar o empreendimento e o serviço à disposição do Cliente.

Que outros estão previstos para breve?

Trabalhamos diariamente para evoluir e nessa perspetiva estamos a ultimar toda a nova decoração do club house, com a criação de mais um espaço de restauração o “Quinta do Guadiana Bistro” que aproveita as magnificas vistas do terraço para os campos de golfe, para a foz do Rio Guadiana e para o Oceano Atlântico e nos traz um menu renovado com ofertas bastante apetitosas.

Estamos, igualmente, a trabalhar em investimentos de natureza mais macro como a construção de um hotel de 5 estrelas dentro do empreendimento e a construção de mais um loteamento. Esperamos até ao final do presente ano estar em condições de poder avançar com ambos os investimentos.

Também apostaram em formação ao fundar a Academia de Golfe Christy O’Connor. Fale-nos um pouco sobre este projeto…

É verdade! Em Março de 2016, lançámos a Christy O’Connor Golf Academy em parceria com o Profissional de Golfe Peter O’Connor, filho de uma das maiores lenda do Golfe Irlandês, que ainda hoje detém o record de 10 presenças na Ryder Cup.

Em conjunto, desenvolvemos toda a zona do empreendimento destinada à aprendizagem do Golfe, melhorando e modernizando as infraestruturas já existentes. Para além dos grupos que durante as suas férias desfrutam das nossas instalações e aprendem golfe, recebemos também nos meses de Janeiro a Março, um Colégio de Golfe Inglês que visa a formação de futuros jogadores profissionais.

A Academia tem por objetivo fomentar, igualmente, a prática na comunidade local, em particular nos mais jovens, destacando, por exemplo, o protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Castro Marim para a prática do golfe, a título gratuito, por crianças do projeto Ferias Ativas levada a cabo pelo Município!

A responsabilidade social também entra no Castro Marim Golfe & Country Club. Que iniciativas já elaboraram neste sentido?

Entendemos que entidades como a nossa tem um papel fundamental em questões de responsabilidade social. Por isso, levamos a cabo várias iniciativas no sentido de apoiar várias associações locais em projetos de cariz social.

Referi acima, o protocolo com o Município de Castro Marim, mas também as crianças e jovens do CATL da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, os infantários do Azinhal e da Altura. Procuramos que todas possam ter uma experiência diferente e que acima de tudo se divirtam. Procuramos, igualmente, na medida das nossas possibilidades ajudar associações desportivas do concelho, assim como instituições de proteção de natureza dos animais, destacando o Canil e Gatil pelo excelente trabalho que levam a cabo.

Atualmente, quais são as problemáticas com que o golfe tem de lidar na região do Algarve?

Como já referi algumas vezes, os bons resultados turísticos do Algarve têm esbatido alguns problemas que subsistem, mas que apenas se notam menos, não desapareceram. Falo por exemplo, do efeito das portagens na Via do Infante, que restringe a mobilidade na região, com claro prejuízo para os campos dos extremos do Algarve como por exemplo o nosso.

O IVA do golfe a 23% continua a ser um problema, uma vez que nos retira a competitividade face aos destinos concorrentes. Repare que esta percentagem de IVA conjugada com a retoma de destinos concorrentes, como a Turquia, Tunísia, Egipto que sofreram com a questão da primavera árabe ou mesmo a nossa vizinha Espanha criará a curto prazo dificuldades que sentiremos bem mais do que temos vindo a sentir e que já estamos a assistir com um abrandamento da procura em 2018. Nessa perspetiva, a redução do IVA do Golfe para a taxa intermédia, já seria uma grande ajuda para a competitividade do Golfe.

 

Saber tirar partido das “coincidências” para alcançar metas

Iniciou a sua carreira como consultor financeiro em 2002 na maior empresa americana (AIG). Hoje, olhando para trás já passaram 16 anos. Que análise faz da sua carreira?

Os Grandes Grupos americanos selecionam pelo compromisso com a excelência e acredito que foi o facto de sempre ter desenvolvido características de rigor, disciplina, dedicação e resiliência ao ter praticado desporto de competição desde desportos de combate, ao Pentatlo, Ténis, karts, entre outros, que me ajudou a conquistar o meu lugar entre os melhores em Portugal durante cinco anos consecutivos.

Esse estatuto qualificou-me para formações nacionais e internacionais que foram determinantes para a minha carreira. Embora reconheça o mérito de vários mentores na minha formação, desde os meus professores, atletas olímpicos, diretores, coaches e até mesmo
pessoas que embora não tenham cargos de destaque, me inspiraram a fazer bem feita a nossa tarefa, tenho de confessar que com quem mais aprendi durante toda a minha carreira foi com os clientes! Especialmente os mais complicados e rigorosos e que mais exigiram e exigem até hoje.

Passados 16 anos de constante aprendizagem verifico que tenho ainda maior motivação e determinação para abraçar projetos de criação de Legado para as diferentes famílias com as quais trabalho em soluções de crescimento de património, de financiamento ou de expansão das suas competências ou área de negócio através da consultoria de gestão e da facilidade de networking que desenvolvi.

Como surgiu a PT Visa e que fatores diferenciadores veio a mesma trazer ao mercado?

Portugal é o país mais interessante para quem procura obter a sua segunda residência, através do investimento em imobiliário, não apenas pela oportunidade de conhecer um dos países que melhor combina a paz e tranquilidade, fruto de ser uma população pequena e amável, com a facilidade de criar negócios internacionais por pertencer à Europa e pelas relações diplomáticas que Portugal tem com a todas as grandes economias mundiais em particular com as ex-colónias, do Brasil e de Angola.

É inquestionável que vamos receber nos próximos anos milhares de candidatos a investimento em imobiliário em Portugal especialmente devido ao famoso Golden Visa. Por esse motivo pretendo ter uma participação ativa no desenvolvimento do imobiliário em Portugal, em particular para a reconstrução dos nossos centros históricos que são o legado de um povo centenário.

A PT Visa foi a empresa que lancei no Dubai em conjunto com um grande empresário, com uma vasta experiência em negócios internacionais. O Dubai é um excelente mercado, pois temos acesso a uma classe de profissionais que só têm a possibilidade de residir no Dubai através de um visto de trabalho. Em especial as famílias que aceitaram o desafio profissional por estarem desagradadas com a situação política e social do seu país e não têm qualquer intenção de regressar, mas sabem que a sua estadia no Dubai está condicionada ao visto de trabalho e que terão de ter um plano. A Europa é um destino apetecível para qualquer família com posses e Portugal é um dos países mais procurados pelos reformados.

É também CEO e fundador da PGA Consultoria, qual é o foco da empresa?

A PGA Consultoria foi criada em 2008 com um conceito de “boutique” oferecendo aos clientes a possibilidade de ter acesso a uma equipa familiar com capacidade de propor soluções em todas as áreas financeiras. A forma de garantir um leque tão variado de soluções é o facto de ter desenvolvido parcerias em áreas complementares e indicar ao cliente uma equipa de parceiros com mais de 100 colaboradores. Assim conseguimos combinar a criação de estratégias de crescimento de património, com as melhores soluções de financiamento, de contabilidade e jurídicas de apoio à criação ou desenvolvimento de negócios próprios.

O DNA da PGA é ser recompensado pela criação de soluções, pelo que não cobramos qualquer fee ao nossos clientes, pois temos a nossa remuneração garantida através de bancos e seguradoras quando encontramos a solução que satisfaz o cliente. A exceção é a consultoria de negociação para aquisição de imóveis onde cobramos 11% do valor que conseguimos reduzir ao valor do bem (ex. Se o cliente pretende um imóvel de 1M€ e conseguimos que ele seja vendido por 900.000€ cobramos ao cliente 11.000€). Por trabalharmos muito com clientes estrangeiros este é um serviço que é muito solicitado.

Uma vez que temos uma formação financeira com origem num grupo segurador do ramo vida, preparamos sempre para os nossos clientes soluções de poupança que integram a criação de uma salvaguarda para o próprio (em caso de doenças graves ou acidentes) ou para a família em caso de fatalidade que permitam que os objetivos financeiros estejam sempre garantidos. Sabemos através dos exemplos reais que acompanhamos que existem regras que determinam o sucesso. Como diz a célebre frase: “Se falhas em planear, planeias em falhar.”

Enquanto consultor financeiro, quais diria que são os seus principais desafios? De que forma os contorna?

O maior desafio de qualquer consultor é conquistar a confiança dos novos clientes. É fundamental entender a dimensão da nossa responsabilidade no desenvolvimento do património das famílias com as quais trabalhamos para subir a “escada da fidelização do cliente” – segundo Michael Morrow MDRT é conquistar um potencial cliente até que fique embaixador do nosso negócio.

O facto de o cliente decidir alterar a sua estratégia sem qualquer racional, pela redução de custos ou pela alocação de capital a extravagâncias de momento, vai comprometer o resultado no nosso trabalho. Infelizmente, na minha carreira, já tive de gerir algumas situações desagradáveis que obrigaram a família a alterar a sua realidade drasticamente. A grande maioria dos clientes da PGA não eram ricos quando começámos a trabalhar, mas a esmagadora maioria tem hoje uma condição financeira muito mais confortável e próxima dos seus objetivos. Em alguns casos, os clientes conquistaram mesmo um outro nível de vida.

Já deve ter reparado que falo muito em família, pois considero que para alcançar um objetivo TODA a família deve estar comprometida. Uma das estratégias que utilizo é baseada no trabalho de Sunny Lee, que aborda a transformação das crianças de “Money Monsters em Money Masters” através de pequenas técnicas que levam à motivação para as suas poupanças pessoais.

Como consegue gerir a sua agenda de forma a trabalhar clientes internacionais e portugueses. Quais as diferenças mais marcantes entre eles?

Antes de mais quero agradecer à minha mãe que desde cedo me deu a capacidade de comunicar em inglês de forma fluente. Como já teve oportunidade de ver, o site da PGA, e da PT Visa bem como toda a comunicação que faço no Linked In está em inglês, pois mais de 70% dos novos clientes são estrangeiros. Apresentamos um serviço dedicado por estarmos disponíveis para nos adaptar aos horários do cliente e devo confessar que já tivemos inúmeras chamadas de video fora de horas, de forma a estar disponíveis no horário confortável para os clientes (ex. China, Austrália e Brasil).

Para que a comunicação com os clientes através de video chamada seja realmente eficiente, temos de ter a capacidade de entender as necessidades reais do cliente e conseguir fazer a ponte para os seus objetivos em particular na seleção dos imóveis, poupanças ou financiamentos.

Neste momento está a escrever um livro… Podemos saber sobre o quê e como surgiu essa iniciativa?

Penso que escrever um livro está no imaginário de cada pessoa. Infelizmente a maioria das pessoas não encontrou ainda a sua missão ou o seu projeto de vida e por esse motivo não realizou esse desejo de escrever um livro.

Antes de iniciar a minha carreira na atividade financeira, iniciei a minha formação espiritual com um guia que acompanho até hoje e que me ensinou a conseguir tirar partido das “coincidências” para alcançar a paz interior e a realização pessoal. Tenho adaptado muito desse conhecimento na minha atividade, pois trabalho com pessoas todos os dias e em regra a nossa realidade é condicionada pela nossa forma de pensar e agir perante os desafios da vida.

Devo porém reconhecer que quando participei pela primeira vez no MDRT (“Million Dollar Round Table”) em 2017, depois do acidente quase mortal em Dezembro de 2016, a minha posição face ao meu negócio, face aos meus clientes e face ao mercado de advisory financeiro ficou totalmente alterada. Ao receber o Mentoring dos melhores consultores financeiros do Mundo, que por sua vez aprendem também diretamente com algumas das maiores fortunas a nível mundial, aconteceu o que chamam de “AHA MOMENT” – o momento em que com todo o conhecimento que temos, a experiência que desenvolvemos parece ficar consolidada na forma de pensar, de agir e de falar.

Por entender o privilégio que tenho tido com formações, viagens, amigos, clientes e em especial de um casamento de mais de 20 anos, decidi que este era o momento de partilhar essa aprendizagem de forma mais global. A única limitação que temos de perceber é o TEMPO. Por muito recompensador que seja participar na criação de soluções para clientes e partilhar da felicidade das suas conquistas, existe um momento em que devemos “partilhar sem olhar a quem”. Esse foi o momento em que decidi escrever este livro: “Coincidências que Acontecem a Pessoas de Sucesso”.

O aumento de trabalho que temos recebido na PGA e na PT Visa fez atrasar o lançamento do livro, esse facto tem sido positivo por ter recebido cada vez mais partilhas interessantes de pessoas que estão neste momento a conseguir alcançar os seus objetivos e a conquistar os seus sonhos.

Que outros projetos se avizinham?

Depois de iniciar o Fundo de Investimento e lançar o livro, irei iniciar a academia on-line para empreendedores que procuram financiar os seus negócios a nível internacional e que estão disponíveis para gerir as suas empresas em plataformas on-line para que seja possível qualquer investidor a nível mundial ter acesso a informação em tempo real. Já temos algumas inscrições na plataforma da sevens.guru e pedimos desculpa pela demora no arranque da academia, mas prometemos que serão premiados com descontos e vídeos grátis na altura do lançamento que prevemos para o final do ano.

 

 

 

Empresários recorrem cada vez mais a conselhos dos contabilistas

Em que ano foi fundado o gabinete e qual é a principal missão com que foi criado?

A “SRS Consulting, Lda.” foi criada em Novembro de 2017. Resultou da fusão de dois gabinetes, a ESCRITEX, de Fernando Ferreira, com 32 anos de existência e a SRS – Consultores de Gestão, com seis anos de existência. A nossa principal missão é sermos uma clara mais-valia para os nossos clientes.

Vivemos numa época marcada pelo digital e a contabilidade não fica de fora neste processo. O que pensa sobre a transformação digital a que assistimos?

A evolução é sempre benefica se usada de forma produtiva. Na nossa área torna-se importante estar atualizado e investir cada vez mais em sistemas informáticos que reduzem a probabilidade de erro humano e, claramente, ajudam a tornar a informação cada vez credivel. A evolução nesta área será cada vez mais intensa, uma vez que no mercado temos cada vez mais software houses interessadas neste nicho de mercado.

O contabilista é uma figura fundamental na gestão de uma empresa. Como é lidar com várias empresas ao mesmo tempo?

Um desafio. Temos vários setores de atividade e necessidades diferentes, o que nos obriga a estarmos atentos às alterações e exigências de cada setor e de cada cliente. Não existem dois clientes iguais.

A legislação em constante mudança prevê que os contabilistas estejam sempre atualizados, de que forma se mantêm sempre em cima do acontecimento no SRS Consulting?

Na SRS – Consulting procuramos estar atentos às alterações legislativas constantes, quer através da OCC, quer atraves da APECA da qual somos associados. Este é um aspeto muito importante no nosso trabalho, que procuramos estar sempre atentos, não só as alterações fiscais como a alterações legislativas nos sectores que os nossos clientes estão inseridos.

A formação contínua é uma questão importante? Porquê?

Como formadora, reconheço que nesta área é muito importante a formação constante dos nossos colaboradores. Temos constantes alterações fiscais, e aspetos normativos que é importante, os nossos colaboradores estarem a par delas. Neste campo, contamos com as formações da OCC e da APECA.

Quais são os maiores desafios de um escritório de contabilidade?

O nosso maior desafio é conseguir dar um constante acompanhamento aos nossos clientes, e estar sempre um passo à frente das necessidades deles.

Que perspetivas fazem parte da vossa estratégia a médio-longo prazo?

Procuramos ter uma posição cada vez mais relevante no mercado, queremos ser reconhecidos pela qualidade dos nossos serviços e como uma mais-valia para os nossos clientes.

Como caracteriza 2018 em termos de recuperação económica das empresas?

No ano de 2018 nota-se uma recuperação económica, em vários setores, mas é de salientar que o fator turismo tem sido uma grande ajuda para a maioria das empresas. A maior parte dos empresários, agora, são mais cautelosos nas decisões de gestão que tomam, e procuram muitas vezes o conselho do CC na tomada de decisão.

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