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Ana Rita Silva

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Modelo do Instagram perde 50% da visão em, cirurgia para mudar a cor dos olhos

Nadinne Bruna é uma modelo argentina que tem feito do Instagram o seu canal para o sucesso. Porém agora é notícia por uma cirurgia que lhe custou mais de 50% da visão.

Nadinne, de 32 anos, vive em Miami mas viajou até à Colômbia para uma cirurgia plástica de quase três mil euros para mudar a cor dos olhos. A cirurgia seria feita com um desconto considerável, desde que a modelo fizesse posteriormente publicidade na sua conta no Instagram.

Conta o britânico Metro que a cirurgia implica a colocação de implantes de silicone coloridos junto à iris. A cirurgia, que é desaconselhada em vários países, como os EUA (como dá conta a KSAT), correu mal.

Em vez de uma coloração mais cinzenta dos olhos, como era objetivo da modelo, acabou por perder parte da visão.

Há uma menor probabilidade de sobrevivência para idosos depois dos 85 anos

Este estudo, desenvolvido pela Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit), comparou dados nacionais com os Espanha, França, Itália e Inglaterra, concluindo que, apesar de Portugal ter menos desigualdades, tem probabilidades de sobrevivência nesta faixa etária inferiores aos outros quatro países.

Esta investigação sublinha a “importância de reduzir as desigualdades socioeconómicas existentes no território europeu para se conseguir aumentar a longevidade da população mais idosa”, indicou a investigadora Ana Isabel Ribeiro, referida no comunicado do ISPUP.

Para chegar a estas conclusões a equipa avaliou a influência das condições socioeconómicas dos locais de residência (condições da habitação, a escolaridade e o desemprego, entre outros) na longevidade das pessoas idosas e na probabilidade de estas sobreviverem além dos 85 anos, nos cinco países europeus.

Os resultados mostram que os idosos que vivem em locais com maior privação socioeconómica têm menor probabilidade de atingirem idades mais avançadas.

Neste trabalho, publicado na revista científica “International Journal of Public Health”, verificou-se igualmente qual seria o aumento percentual em termos de sobrevivência de idosos se fossem eliminadas as diferenças socioeconómicas entre os locais e quantas mortes poderiam ser prevenidas se essas diferenças fossem reduzidas.

“Tomando a Europa como um todo, os homens que habitavam nas zonas mais favorecidas apresentavam uma probabilidade de sobrevivência de 37,4% e os que viviam em locais menos favorecidos de 32,4%”, explicou Ana Isabel Ribeiro, a primeira autora do artigo.

Segundo a investigadora, a eliminação das diferenças socioeconómicas entre os locais aumentaria a probabilidade de sobrevivência em 7,1%.

“E, se as atenuássemos apenas, teríamos um aumento de cerca de 1,6% na probabilidade de sobrevivência”, acrescentou.

Segundo o estudo, a remoção dessas diferenças, a nível europeu, levaria a um aumento de sobreviventes masculinos em cerca de 92 mil, enquanto os femininos subiriam para 282 mil.

Este trabalho, intitulado “Does community deprivation determine longevity after the age of 75? A cross-national analysis”, é também assinado pelos investigadores Elias Teixeira Krainski, Marilia Sá Carvalho, Guy Launoy, Carole Pornet e Maria de Fátima de Pina.

D. António Francisco dos Santos será o nome da nova ponte entre Porto e Gaia

Old city Porto at river Duoro, Oporto, Portugal.

O anúncio foi feito pelos presidentes das câmaras do Porto, Rui Moreira, e de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, durante a manhã de hoje no Laboratório Edgar Cardoso, equipamento próximo da ponte São João, que une os dois concelhos via ferroviária.

Matrículas nas escolas com novas regras

O despacho das matrículas para o ano letivo de 2018/2019, publicado hoje em Diário da República, pretende “reforçar os mecanismos de transparência e igualdade de oportunidades”, explica o Ministério da Educação.

Aquele diploma, que é publicado todos os anos pela tutela, traz novidades no que toca à residência e local de trabalho dos encarregados de educação, mas também tem novidades na lista de prioridades dos alunos no momento de inscrição.

“A residência e o local de trabalho do encarregado de educação só serão consideradas quando o aluno residir efetivamente com a pessoa que é encarregado de educação por delegação, o que deverá ser comprovado mediante os últimos dados relativos à composição do agregado familiar, validados pela Autoridade Tributária”, explica o gabinete de imprensa do ministério.

Com esta mudança, a tutela acredita que ficará reforçada a “transparência no âmbito da delegação da função de encarregado de educação”.

Além disso, “para impedir a eventual instrumentalização desta delegação de competências como forma de perverter as prioridades estabelecidas, a alteração de encarregado de educação no decurso do ano letivo passa a ser possível para casos excecionais, devidamente justificados e comprovados”.

Outra das novidades, que já tinha sido anunciada pela secretária de Estado no parlamento, está relacionada com a ordem de prioridades, que agora passa a ter em conta os alunos abrangidos pela Ação Social Escolar.

“Mantendo-se como critério de admissão a proximidade à escola da zona de residência ou do local de trabalho do encarregado de educação, passa a relevar-se como fator de desempate, o facto de o aluno estar abrangido pela Ação Social Escolar”, explica o ministério.

Assim, continuam a ter prioridade os alunos com Necessidades Educativas Especiais e os que têm irmãos na mesma escola, seguindo-se então a questão das moradas de residência e trabalho.

Sendo que, no próximo ano letivo, em caso de empate de dois alunos, os estudantes de contextos familiares economicamente mais desprotegidos passam a ter prioridade relativamente aos demais residentes.

A ideia desta mudança é reforçar o papel da Escola no combate a fenómenos de segregação social, segundo uma explicação da secretária de estado no parlamento.

No caso dos alunos do secundário, estes poderão indicar a sua preferência no que respeita às escolas (até um máximo de cinco escolas), mas também o curso em que pretendem ingressar.

“Esta possibilidade reforça o processo de tomada de decisão dos estudantes, permitindo-lhes a candidatura a mais do que uma modalidade”, segundo a tutela.

Airbus vai ter beliches, mas há um senão

Airbus uniu-se com a Zodiac Aerospace para criar beliches para os Airbus A330. O único senão é que estes vão ser construídos no porão de carga do avião.

As mini-cabines, ou módulos vão assentar diretamente no chão do porão, mas sem afetar o armazenamento de carga ou bagagem.

“Já recebemos feedback muito positivo de várias companhias aéreas durante as nossas primeiras experiências”, disse Geoff Pinner, chefe das operações de carga da Airbus à CNN.

Os designs disponibilizados pelas empresas demonstram filas de beliches em cada lado do corredor e algum espaço para famílias ou cuidados médicos.

Como será feito o uso dos beliches e o preço para o passageiro ainda estão por determinar, mas deverão ser utilizados em voos de longo curso.

Há mais de 1.300 Airbus A330 a operar pelo mundo ao momento. A empresa está também a pensar incluir os novos módulos nos aviões A350 XWB.

Novos momentos

 

Uma startup define-se, grosso modo, como uma organização que começa de novo, o verdadeiro arranque de um projecto ou a extensão para uma nova geografia. Por defeito, as startups têm um grau de risco e incerteza elevado, mas constituem verdadeiros laboratórios de empreendedorismo, de decisões, de iniciativa, de mudança.

Uma característica fundamental para o sucesso das organizações, consolidadas ou em fase de arranque, é uma forte liderança.

E esse é o tema que me leva a partilhar o momento do meu percurso profissional, que se cruzou com uma startup, na área da Saúde.

A liderança, numa visão holística, mas de acordo com as exigências actuais dos mercados, não seria diferente da visão de há alguns anos. Depois de percebermos que o líder deve dominar competências técnicas e não técnicas, assumir esta constatação como actual não seria algo desadequado. A questão torna-se mais complexa porquanto essas são as características necessárias para executar o trabalho de um líder, mas não o de saber liderar, num cenário actual mais complexo, com múltiplas e muito diferentes gerações numa organização.

Um dos factores que mais alterações exige no perfil de liderança é a velocidade de disseminação da informação. Falando num mundo digital, multicanal, é fundamental ter a capacidade de dar resposta a questões que surgem depressa e que exigem soluções igualmente rápidas. Então, ao líder não basta ser a pessoa que mais e melhor sabe do negócio. Liderar exige criar, gerir e influenciar as equipas de alta performance, não pelos seus conhecimentos, mas pela sua capacidade de levar as pessoas a dar o seu melhor. A liderança pelo exemplo não pode ser meramente técnica.

A gestão do risco desta startup foi assumida desde o início pela forma como foram envolvidas as pessoas na organização. Reunimos profissionais altamente experientes e qualificados, que assumiram a construção da organização com base no seu grau de expertise, da sua experiência, de provas dadas.

Então, ao assumirmos que o líder de uma organização já não precisa de deter competências técnicas superiores a qualquer colaborador, a mudança que se exige ao nível de competências emocionais é, no mínimo, desafiante. É normal não ter todas as respostas, a solução de todos os problemas. Afinal, é normal que os líderes sejam humanos. Para isso, terão de trabalhar mais em equipa, delegar funções, dar autonomia, ser humildes, ser empáticos, naturalmente.

Tudo isto para dizer que a maior preocupação de uma organização, seja startup ou já instalada nos mercados, são as pessoas, os Recursos Humanos, sem qualquer receio de dizer que as pessoas são Recursos das organizações, acrescentando que se trata do Recurso mais importante, e que merece maior rigor na sua gestão.

É importante saber escolher as pessoas certas para um projeto. E essas pessoas, as certas, são as que melhor se adequam ao perfil pretendido. São estas que se irão comprometer com a organização.

Se pensarmos no desenvolvimento tecnológico, facilmente percebemos que serão as competências técnicas que mais rapidamente serão substituídas pela Inteligência Artificial.

A Gestão das Emoções, num mundo em que trabalhamos em equipas com diferentes motivações, objectivos, é fundamental criar uma dinâmica de grupo própria, com valores comuns, respeitando as individualidades e sabendo retirar das pessoas o que de melhor têm para dar.

Num mundo em que os clientes são diversos, mutáveis, tecnicamente literados, as organizações de sucesso dependem da diversidade de sentimentos que influenciam os processos de decisão.

Finalmente, o que não muda é a necessidade de termos líderes capazes de formar novos líderes, e assegurar que as organizações são tendencialmente mais responsáveis, no que diz respeito ao seu objecto de negócio, mas também a nível Social, Ecológico, Igualitário, enfim, algo de que nos possamos orgulhar e mostrar às gerações vindouras.

Miguel Coelho

Embaixada do Brasil em Lisboa com protesto pela “defesa da democracia brasileira”

Desde o palco de uma carrinha de som da CGTP ecoaram canções de protesto e palavras de ordem, enquanto uma faixa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), “Solidariedade com o povo brasileiro. Pela democracia no Brasil” encabeçava o protesto.

Esta iniciativa foi organizada no seguimento de uma iniciativa do CPPC na sexta-feira também frente à embaixada brasileira e quando foi confirmada a ordem de prisão do antigo Presidente Lula da Silva dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT).

Nesse protesto, e que mobilizou algumas dezenas de pessoas, foi entregue um manifesto na embaixada que “repudia o golpe institucional”, expressa “viva solidariedade ao povo irmão brasileiro e à sua luta para salvaguardar os direitos e garantias democráticas” e apela à resistência “a um poder crescentemente repressivo e autoritário”.

Hoje, a adesão foi superior, e o manifesto foi lido perante mais de 100 pessoas, enquanto subiam ao palco, para breves intervenções, representantes de alguns dos 44 atuais subscritores: Filipe Ferreira do CPPC, Solange Pereira da Juventude Operária Católica (JOC), Rita Rato, deputada do PCP, Pedro Noronha, da Associação de amizade Portugal-Cuba, Kaoê Rodrigues, de uma associação de estudantes da Universidade Nova, Joaquim Correia do partido Os Verdes, Evones Santos, coordenadora do PT brasileiro em Lisboa, e Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.

“Queremos manifestar a nossa solidariedade com o povo brasileiro, que neste momento luta contra um golpe imposto pela extrema-direita e com Lula da Silva, que está claramente a ser um preso político no Brasil”, disse em declarações à Lusa o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, antes de subir à tribuna para condenar a prisão de Lula.

O líder da CGTP prometeu prosseguir a cooperação com as centrais sindicais do Brasil, com quem mantém relações próximas.

“O que está aqui em causa é um ataque à liberdade, à democracia, a direitos fundamentais do povo brasileiro, e também à política e os políticos. Mas é também um ataque aos direitos dos trabalhadores e ao movimento sindical”, assinalou.

“Esta ofensiva visa não só impedir que Lula se candidate, mas também procurar atacar direitos dos trabalhadores e a intervenção do movimento sindical enquanto elemento fundamental para a afirmação dos direitos dos trabalhadores, mas também da liberdade e democracia”, prosseguiu Arménio Carlos, para reclamar ainda a possibilidade de Lula se candidatar às próximas eleições presidenciais e “deixar no povo a decisão sobre o que deve ser o futuro do Brasil”.

Os discursos prosseguiam durante a concentração, entrecortados por palavras de ordem: “Fora Temer, Lula Livre”, “Democracia de novo com a força do povo”, Somos muitos, muitos mil, solidários com Brasil”, Fascistas, golpistas, não passarão” foram frases que ecoaram enquanto desfilavam os discursos.

Com uma bandeira do PT na mão e um cartaz de protesto colado ao corpo, Marcos Pinheiro, brasileiro, professor do ensino básico e secundário e em Portugal há 29 anos, também respondeu à chamada.

“O que me traz aqui hoje é defender Lula, o maior Presidente da história do Brasil, as injustiças cometidas pela expulsão de Dilma Rousseff e o erro arbitrário de um julgamento sem provas”, afirmou à Lusa.

Um Presidente que “trouxe a educação e tirou a fome de milhões e milhões e milhões de brasileiros”, afirma com convicção. “Temos de ter gratidão e respeito por esse Presidente”.

E mesmo que admita alguns erros nas “alianças” promovidas pelo PT no poder e que o “prejudicaram”, considera que a eleição de Lula significaria o regresso da “estabilidade” ao Brasil.

“É um homem de reconhecimento mundial, de uma força absoluta, com dignidade, e que pensa no povo do Brasil”, vincou.

Uma opinião em parte partilhada por Miriam Andrade Guimarães, também brasileira, professora universitária da universidade federal do Rio de Janeiro e que completa um doutoramento em Portugal na área da Educação.

“Estou aqui revoltada, desde 2003 com todas as forças populares apoiando o governo do PT, a burguesia brasileira não segurou a onda de perder por quatro vezes as eleições no Brasil”, sustenta, segurando com as duas mãos a bandeira vermelha do partido de Lula e Dilma.

Miriam considera que o “golpe” que afastou Dilma Rousseff do poder, a sucessora do Lula na presidência e “eleita com 54,5 milhões de votos”, também teve como objetivo retirar direitos aos trabalhadores e terminar com diversos programas educativos nas universidades, referindo-se a um “golpe internacional” com a colaboração das corporações mediáticas “que fazem inclusive que as pessoas não saibam que está a haver um golpe”.

A ativista do PT reconhece que o partido terá de fazer uma autocrítica, mas pelo facto de não ter sido eficaz na “formação política” dos cidadãos.

“Esquecemos essa metodologia que faria com que o nosso povo hoje tivesse a mesma força que tem o povo venezuelano, que vai para a rua e se insurge contra o golpe que está existindo lá, e também no Brasil”.

E numa referência à política de alianças que o PT privilegiou, a universitária recordou as características do sistema presidencial brasileiro.

“Se não tivermos a consciência que teremos de fazer essas alianças não chegamos ao poder. E só com a caneta, só com poder, pudemos fazer as transformações que o Brasil conheceu”, referiu, enquanto no palco improvisado Arménio Carlos encerrava as intervenções dos nove oradores convidados pela organização.

Israel em silêncio pela memória das 6 milhões de vítimas do Holocausto

Autocarros e automóveis pararam nas ruas e os israelitas saíram dos veículos e ficaram de cabeça baixa.

O dia sombrio também é marcado por cerimónias e memoriais em escolas e centros comunitários. Restaurantes e cafés fecham e as estações de TV e rádio apresentam programas com temas do Holocausto.

Um terço dos judeus de todo o mundo foram assassinados no Holocausto. A independência de Israel foi declarada em 1948 e centenas de milhares de sobreviventes fugiram para o pais.

90% das execuções de pena de morte ocorrem nas regiões do Médio Oriente e do Norte de África

No relatório, com dados relativos a 2017, a AI refere que das 933 execuções que conseguiu confirmar, 847 foram registadas naquelas duas regiões (contra as 856 em 2016), com o Irão (507 pessoas), Arábia Saudita (146) e Iraque a somarem 92% do total.

Segundo a AI, no mesmo ano, e nas duas regiões, 264 execuções da pena estiveram relacionadas com o crime de tráfico de droga, tendo sido também decretadas 619 sentenças de pena de morte (menos do que as 764 de 2016), com o Egito a liderar o total (402).

Das 933 execuções em 23 países, menos 4% do que em 2016 (1.032 execuções) e menos 39% do que em 2015 (1.634), a AI exclui os números das efetuadas na China, onde o assunto é considerado segredo de Estado.

É por isso que a AI refere que, numa análise regional – as regiões são definidas sob os critérios da AI -, a da Ásia/Pacífico é a que a instituição pensa onde ocorreu o maior número de execuções – “a verdadeira extensão das execuções é desconhecida, embora a AI acredite que sejam milhares”.

No relatório, a AI destaca que confirmou 93 casos de execução em nove países (130 em 11 Estados em 2016), com o Paquistão, Sri Lanka, Singapura, Bangladesh,

Índia, Indonésia e Tailândia são alguns dos que aplicaram a pena de morte, na grande maioria devido ao tráfico de droga.

Quanto ao número de sentenças de pena de morte, a AI confirmou 1.037 novos casos em 18 países, o que corresponde a uma ligeira descida em relação a 2016 -Bangladesh (273 novas punições), Sri Lanka (218) são os Estados com maior número.

Nas Américas, os Estados Unidos são, pelo nono ano consecutivo, o único país a concretizar as execuções, tendo a AI confirmado 23, enquanto as sentenças de pena de morte chegaram às 41.

Além dos Estados Unidos, apenas dois outros Estados aplicaram sentenciaram penas de morte nas Américas – Guiana e Trindade e Tobago. Noutro sentido, a Guatemala tornou-se o 142.º país do mundo a abolir a pena de morte na lei e na prática.

Na África Subsaariana apenas dois países aplicaram a pena de morte – Somália (24 casos) e Sudão do Sul (quatro) -, contra os cinco que o fizeram em 2016, facto que a AI destaca como “passos positivos” que poderão ter “um importante impacto” na redução das sentenças em todo o mundo.

O número de sentenças diminuiu de 1.086 em 2016 para 878 em 2017, com a Nigéria a deter a grande maioria de decisões judiciais. Pela positiva, acrescenta a AI, a Guiné-Conacri aboliu a pena de morte para todos os crimes e o Burkina Faso, Chade, Gâmbia e Quénia “deram passos importantes” no mesmo sentido.

“Os avanços registados na África Subsaariana reforçaram a sua posição como ‘farol de esperança’ para a abolição. A liderança dos países nesta região dá uma nova esperança para o fim desta punição cruel, desumana e degradante”, disse o secretário-geral da AI, Salil Shetty, lembrando que são 20 os Estados abolicionistas na sub-região.

Na Europa e na Ásia Central, a Bielorrússia foi o único país a executar sentenças de pena de morte, com duas execuções, enquanto foram decretadas outras quatro, que aguardam no “corredor da morte”.

No Cazaquistão há apenas um condenado à morte, que aguarda na prisão.

Cazaquistão, Federação Russa e Tajiquistão continuam a observar uma moratória sobre as execuções.

No universo dos nove Estados que integram a Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste aboliram a pena de morte a todos os crimes -, apenas a Guiné Equatorial mantém e pena capital na lei.

Trump diz: “Os mísseis estão a chegar”, à Síria

Com o clima de tensão na Síria a um nível sem precedentes, Donald Trump utilizou a rede social Twitter para afirmar que os mísseis “estão a chegar à Síria”, deixando um aviso a Moscovo.

Depois de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que chegou ao fim sem entendimentos entre Washington e Moscovo, Estados Unidos e Rússia continuam a trocar acusações relativamente à guerra na Síria, nomeadamente sobre o alegado ataque com armas químicas em Douma, que causou dezenas de mortos.

Trump, com o apoio do Reino Unido e da França, prometeu uma resposta, cuja iminência é cada vez maior, como confirmam os últimos tweets do presidente norte-americano.

“A Rússia diz que vai abater qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepara-te, Rússia, porque eles estão a chegar, suaves, novos e ‘inteligentes’. Não deviam ser aliados de um animal assassino que mata o seu povo com gás e desfruta com isso”, escreveu Trump.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Russia vows to shoot down any and all missiles fired at Syria. Get ready Russia, because they will be coming, nice and new and “smart!” You shouldn’t be partners with a Gas Killing Animal who kills his people and enjoys it!

Entretanto, um porta-voz do ministério russo dos Negócios Estrangeiros disse que o lançamento de mísseis contra a Síria poderá ser uma forma de os Estados Unido destruírem provas relativamente ao alegado ataque químicos. Para além disso, disse a mesma fonte citada pela Associated Press, os “mísseis inteligentes deveriam ser utilizados conta terroristas e não contra um governo legítimo”.

Cerca de 40 minutos depois do tweet em que Trump praticamente anuncia o lançamento de mísseis contra a Síria, o presidente norte-americano deixou uma possibilidade de trégua no ar: “vamos parar com a corrida ao armamento?”.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Our relationship with Russia is worse now than it has ever been, and that includes the Cold War. There is no reason for this. Russia needs us to help with their economy, something that would be very easy to do, and we need all nations to work together. Stop the arms race?

“A nossa relação com a Rússia está pior do que nunca, e isso inclui os tempos da Guerra Fria. Não há razão para isto. A Rússia precisa da nossa ajuda para a sua economia, algo que seria bastante fácil de fazer, e precisamos que todos as nações trabalhem em conjunto. Vamos parar com a corrida ao armamento?”, escreveu Trump.

Esta terça-feira, a Rússia afirmou que não vai tolerar um ataque contra a Síria e, nesse sentido, o embaixador russo no Líbano, Alexander Zasipkin, garantiu que qualquer míssil disparado contra o regime de Bashar al-Assad será intercetado. No entanto, esta resposta de Moscovo não parece ter surtido qualquer efeito em Trump, que, com o seu tweet, dá a entender que a intervenção militar vai mesmo acontecer e que, além disso, a Rússia não terá capacidade para interceptar os mísseis lançados.

A Síria e a Rússia negam o ataque químico atribuído ao regime de Assad, e já mostraram disponibilidade para receber a  Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), para que seja averiguada a utilização deste tipo de armamento. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que 500 pessoas revelaram sinais de exposição a químicos tóxicos após o ataque de sábado em Douma

O clima de tensão é de tal modo elevado que a Eurocontrol, organização europeia de segurança na navegação aérea, emitiu um alerta de aviação civil para possíveis ataques aéreos.

Em abril de 2017, recorde-se, Donald Trump bombardeou uma base militar da Síria na sequência de um ataque com gás sarin perpetrado pelo regime de Bashar al-Assad. Já na passada segunda-feira, outro aeroporto militar sírio foi alvo de um ataque, atribuído a Israel, que causou pelo menos 14 mortos, entre eles sete iranianos. O Irão é, ao lado da Rússia e do Hezbollah libanês, o maior aliado de Assad na região e há muito que Tel-Aviv e Teerão vivem numa ambiente de constante ameaça, o que contribui para o agudizar de uma guerra na Síria onde várias potência mundiais combatem entre si.

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