Inicio Autores Posts por Ana Rita Silva

Ana Rita Silva

3280 POSTS 0 COMENTÁRIOS

E o primeiro país a ilegalizar a diferença salarial é… a Islândia!

Desde 1 de Janeiro que a Islândia se tornou o primeiro país do mundo onde é ilegal pagar mais aos homens que às mulheres. Segundo a legislação que entrou em vigor, as empresas privadas e do governo que tenham mais de 25 funcionários terão de obter certificação oficial em como seguem as políticas de salários iguais entre homens e mulheres. Os organismos que não as seguirem, terão de pagar multas.

“É um mecanismo para assegurar que os homens e mulheres são pagos igualmente”, afirmou à Al Jazeera Dagny Osk Aradottir Pind, da Associação Islandesa pelos Direitos da Mulher. “Já temos legislação que defende que as mulheres devem ser tão bem pagas como os homens mas ainda temos uma grande diferença salarial.”

A lei foi anunciada a 8 de Março de 2016, o Dia da Mulher. Foi votada a favor pela coligação centro-direita e pela oposição. Quase 50% dos membros do parlamento islandês são mulheres.

“As mulheres falam disto há décadas e eu acho mesmo que conseguimos chamar a atenção, e chegar ao ponto em que as pessoas percebem que a legislação que tínhamos em vigor não funcionava e que precisávamos de fazer algo mais”, sublinhou Pind.

Segundo o Fórum Económico Mundial, a Islândia é o país mais bem cotado quanto à igualdade salarial entre géneros. Até 2022, a Islândia comprometeu-se a erradicar a diferença salarial entre homens e mulheres.

Em Portugal, as mulheres ganham em média menos 16,7% do que os homens, de acordo com a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

O aumento generalizado de preços é sinónimo de “preocupação” para PCP

“Os aumentos que se estão a verificar limitam o impacto da melhoria mais significativa das condições de vida da população que, pela intervenção do PCP e pela luta dos trabalhadores e das populações, foram conquistadas nos dois últimos anos”, lê-se em comunicado, no qual se enumera “desde os transportes públicos às portagens, do pão às rendas da habitação, do serviço postal às comissões bancárias”.

Para os dirigentes comunistas, “o Governo PS continua a optar por não libertar o país dos constrangimentos impostos pela União Europeia e o grande capital, que atingem as condições de vida de grande parte da população”.

No setor da energia, “o PCP chama a atenção para o facto de em 2017 o Governo não ter cumprido a Lei do Orçamento do Estado (OE) no que concerne à redução do preço do gás de botija, bem como uma posterior resolução” comunista aprovada no parlamento, “no mesmo sentido”, continua o texto, defendendo “medidas concretas que permitam reduzir o preço do GPL” (gás liquefeito de petróleo) em botija e canalizado, “com a instituição de um regime de preços máximos”.

Para o PCP, “há muito por onde cortar nos avultados lucros da EDP, da REN e de outras eletroprodutoras”, nomeadamente “integrando nos cortes as verbas ilegalmente obtidas nos CMEC (Contratos de Manutenção de Equilíbrio Contratual), vulgo rendas, transpondo para as elétricas os custos do défice tarifário, fazendo a REN suportar os custos de novas redes ou eliminando os custos da garantia de potência”.

“Teria sido possível, fossem outras as opções do Governo, impedir o aumento de 2,5% do custo dos transportes públicos, alargar a regulação dos preços a todo o setor elétrico e impor uma baixa global à custa dos lucros das empresas, travar novas subidas nos custos dos serviços bancários, congelar uma parte significativa dos custos dos serviços públicos prestados, tal como foi feito, por iniciativa do PCP, com as propinas do Ensino Superior”, lê-se ainda.

Escritor israelita Aharon Appelfeld e sobrevivente do Holocausto morreu

sua obra, consagrada em grande parte à vida dos judeus na Europa, antes e durante o Holocausto, foi traduzida para várias línguas.

Nascido em 1932, numa vila perto de Czernowitz, cidade romena atualmente pertencente à Ucrânia, no seio de uma família judia, foi deportado com o pai para um campo, enquanto a sua mãe foi assassinada pelos nazis.

Aharon Appelfeld escapou sozinho, em 1942, e sobreviveu nas florestas, “adotado por um gangue de criminosos ucranianos”.

Recolhido depois pelos soviéticos, tornou-se “empregado de cozinha”, durante nove meses, para o Exército Vermelho, que abandonou em 1945. Um ano depois, emigrou para a Palestina.

“Ninguém queria órfãos na Europa, o único lugar para onde poderíamos ir era a Palestina”, disse o escritor à AFP, numa entrevista, em 2010.

Em 1957, Aharon Appelfeld encontrou o seu pai, também sobrevivente do nazismo, em Israel.

O seu primeiro livro foi publicado em 1962 e foi seguido por mais de 40 títulos, entre romances e coleções de poemas.

Na sua autobiografia, “Story of a Life” (1999), conta como sobreviveu ao Holocausto.

A obra, com o título “Fragmentos de Uma Vida”, foi publicada em Portugal pela Civilização, em 2005.

Galardoado com prémios em todo o mundo, o escritor recebeu nomeadamente o prestigiante Prémio Israel, em 1983, o Prémio Nelly Sachs das letras alemãs, em 2005, e o Prémio Médicis Estrangeiro, em 2004, pela sua autobiografia.

Aharon Appelfeld recusou-se a ser classificado como um escritor do Holocausto, mesmo tendo dado voz aos que não sobreviveram.

“Não se pode ser um escritor de morte. A escrita pressupõe que se está vivo”, disse à AFP.

Professor de literatura da Universidade Ben Gurion em Beersheva, no sul de Israel, desde 1979 até à reforma, publicou o seu último romance há alguns meses.

Amigo do escritor judeu americano Philip Roth, Aharon Appelfeld foi transformado numa personagem de ficção do romance “Operação Shylock”.

O ministro da Cultura israelita, Miri Regev, lamentou o desaparecimento do romancista, afirmando que “deixa histórias de vida que permanecerão na nossa memória coletiva e pessoal”.

FCP Lidera campeonato português após vitória frente ao Feirense e empate do clássico

O FC Porto entrou em 2018 como se despediu de 2017 e segue embalado na melhor sequência de vitórias desta temporada – já se contam sete, distribuídas pelas quatro competições em que se encontra envolvido. Na noite desta quarta-feira, no Estádio Marcolino de Castro, bateu o Feirense por 2-1, com golos de Aboubakar e Felipe, num jogo em que sai líder da Liga e com fortes razões de queixa do trio de arbitragem liderado por Fábio Veríssimo, que perdoou três expulsões à equipa da casa e ainda um penálti sobre Marcano.

Sérgio Conceição apresentou em Santa Maria da Feira um onze com cinco alterações relativamente àquele que alinhou de início no passado sábado frente ao Paços de Ferreira, para a Taça da Liga (3-2). José Sá reocupou o lugar na baliza para liderar uma defesa à qual também voltou Felipe; ao meio-campo regressou Danilo, que cumpriu castigo na Mata Real; e no ataque, Corona e Aboubakar recuperaram a titularidade.

Os Dragões entraram a mandar no jogo, apostando na profundidade para chegar rapidamente à última linha de definição, mas encontraram pela frente um adversário muito compacto, com os setores muito próximos e bem organizado defensivamente. A muralha feirense resistiu até o inevitável Aboubakar aparecer: Brahimi ganhou uma bola na esquerda e assistiu o camaronês para o 50.º golo com a camisola azul e branca, o 24.º golo na temporada e o 13.º na Liga (22m).

A vantagem, porém, durou apenas quatro minutos, porque, na sequência de um livre, Luís Rocha ganhou a bola nas alturas e devolveu o empate ao marcador (26m). A partir daí, a equipa de Santa Maria da Feira baixou o bloco, o FC Porto sentiu mais dificuldades em chegar junto da baliza de Caio e até ao intervalo só conseguiu fazê-lo com perigo por duas ocasiões, que o guarda-redes brasileiro resolveu com duas boas intervenções: primeiro num remate de Brahimi (28m) e depois num livre frontal de Alex Telles (36m), nascido de uma falta violenta cometida à entrada da área sobre o extremo argelino, mas que Fábio Veríssimo decidiu punir apenas com um cartão amarelo. Pouco antes, o árbitro de Leiria já tinha estado em evidência ao não expulsar Kakuba por outra falta sobre Brahimi às margens da lei (32m).

Sem Herrera, a cumprir castigo, faltava aos portistas quem construísse jogo, Sérgio Conceição percebeu isso e, no início da segunda parte, lançou Óliver para o lugar de André André (57m), já depois de ter visto Fábio Veríssimo não ter assinalado grande penalidade por falta de João Silva sobre Marcano (52m), que daria o segundo amarelo ao avançado local. A verdade é que, apesar de conceder o domínio territorial ao FC Porto, o Feirense estava confortável no jogo, conseguia controlar as ações dos portistas, tapando-lhes o caminho para a baliza de Caio. Sérgio Conceição voltou a mexer, colocando Soares no lugar de Corona, mas acabou por ser um defesa a resolver um problema que ameaçava tornar-se bicudo: Alex Telles bateu o canto e Felipe subiu ao terceiro andar para cabecear, de forma fulminante, para o fundo das redes (76m).

A partir daí, Fábio Veríssimo voltou a entrar em ação: o juiz de Leiria começou por exibir um cartão amarelo a Soares por supostamente simular uma falta que, de facto, existiu (79m); depois, expulsou Felipe por acumulação de amarelos (83m), quando antes não revelou o mesmo critério em relação a Tiago Silva, que, já com um amarelo, cometeu uma falta sobre Óliver também merecedora de ação disciplinar (69m); e, já no tempo de compensação, amarelou Marcano por uma falta que mais ninguém viu (90+5m). Os três pontos foram mesmo conseguidos contra tudo e contra todos.

Texto em: http://www.fcporto.pt/pt/noticias/Pages/jogador-1-pos-feirense-fc-porto-16jor-liga-nos.aspx

Em 2017 morreram mais de 500 pessoas nas estradas portuguesas

De acordo com os números disponibilizados no ‘site’ da ANSR, que contabilizam a última semana de 2017 e têm dados acumulados de todo o ano, morreram nas estradas portuguesas 509 pessoas, mais 64 do que em 2016 (12,5%).

Foram registados 130.157 acidentes nas estradas (127.210 em 2016) e 2.181 feridos graves (2.102).

Os dados da ANSR, que se referem a Portugal continental e são ainda provisórios, indicam que dos acidentes resultaram no ano passado 41.591 feridos ligeiros, contra os 39.121 registados no ano anterior.

Só na última semana do ano (entre 22 e 31 de dezembro) foram registados pelas autoridades 15 vítimas mortais e 56 feridos graves.

Os dados acumulados do ano indicam que o distrito com mais acidentes registados foi o de Lisboa (26.698), seguido do Porto (23.606), Braga (10.980), Faro (10.752), Aveiro (10.416) e Setúbal (10.147).

O Porto lidera em número de vítimas mortais, com 68 registadas em 2017, seguido dos distritos de Setúbal (56), Lisboa (51), Aveiro (44) e Santarém (43).

Já o distrito com mais feridos graves registados em 2017 nas estradas portuguesas foi Lisboa (311), seguido de Faro (192), Setúbal (189), Santarém (186) e Porto (170).

Segundo anunciou em dezembro o ministro da Administração Interna, o Governo quer já no início deste ano definir objetivos para reduzir a sinistralidade rodoviária e refletir sobre qual a intervenção necessária nos atropelamentos, álcool e acidentes com motociclos, os três principais fatores de risco.

Para o ministro, Portugal tem números “absolutamente inaceitáveis de atropelamentos nas áreas urbanas”, sendo necessário “identificar as causas e circunstâncias e agir sobre elas”.

Já chegou a Portugal o primeiro carregador Tesla

Os portugueses que já tenham um Tesla podem (finalmente) desfrutar da primeira estação de carregadores Surpercharger da marca no nosso país.

Em comunicado, a Tesla adianta que não se ficará por aqui, estando já em vias de construir a segunda estação de carregadores Supercharger em Portugal. A localização desta segunda estação já é conhecida, estando planeada para o L’And Vineyards, em Montemor-o-Novo, a caminho de Espanha.

Ainda que os carros da Tesla possam ser carregados em quaisquer pontos de carregamento para veículos elétricos, os carregadores Supercharger continuam a ser a forma mais rápida de o fazer. Numa questão de 30 minutos é possível abastacer um veículo da marca com energia suficiente para 270 quilómetros de autonomia.

Aquecimento global, o que é mais alarmante?

O que provoca o aquecimento global? Por exemplo, segundo dados de especialistas, entre 1901 e 2010 o nível médio das águas do mar subiu 19 centímetros e existem previsões para que continue a subir cerca de 28 a 82 centímetros até 2100.

Como acontece? – O aquecimento global resulta de um aumento médio da temperatura da Terra devido ao uso excessivo de gases como dióxido de carbono e metano. Estes gases são importantes para a sobrevivência da espécie humana na Terra, contudo, a emissão excessiva está a colocar o planeta em risco.

Na atmosfera – Os gases como o dióxido de carbono e óxido nitroso permanecem na atmosfera terrestre durante vários anos, o que torna impossível eliminar por completo o problema do aquecimento global durante várias décadas.

“O tempo de agir como um patrão acabou”, é o aviso da Turquia à Europa

“Se a UE aprender a respeitar a Turquia em 2018 e a vê-la como um parceiro do mesmo nível, e na perspetiva de ser (no futuro) um pleno membro da UE, então as nossas relações bilaterais serão muito mais fortes”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, em declarações ao jornal turco Hurriyet.

“O tempo de agir como um patrão acabou. A UE começou a entender isso”, prosseguiu o chefe da diplomacia turca.

Mevlut Cavusoglu afirmou que a Turquia iniciou novas diligências para conseguir a isenção de vistos para os cidadãos turcos que desejam viajar para a Europa, matéria que Ancara e Bruxelas negoceiam há vários anos. E avançou que o governo turco irá apresentar em breve novas propostas ao bloco europeu sobre este dossiê.

Sobre o ano que passou, o ministro turco admitiu que 2017 foi um ano problemático para as relações com a UE, mas também para as relações com os Estados Unidos.

“Vou falar com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão no dia 06 de janeiro [sábado]. Não temos nenhum problema com a Alemanha, embora a Alemanha e alguns outros países tenham problemas connosco, mas não dizem quais. Queremos levar as nossas relações com a Alemanha para um nível melhor”, referiu Mevlut Cavusoglu.

“O ano de 2017 também foi problemático para as nossas relações com os Estados Unidos. Mas, apesar de tudo, os Estados Unidos são nossos aliados na NATO. Deveríamos ter boas relações, mas isso depende dos Estados Unidos. Se se comportarem mal connosco, iremos responder com a mesma moeda”, concluiu o chefe da diplomacia turca.

Novas tabelas de retenção de IRS já foram publicadas

É previsível que os salários de janeiro já sejam calculados de acordo com os novos valores apresentados pelo Governo e previstos pelo Orçamento do Estado para 2018.

As novas tabelas já podem ser consultadas no site do Diário da República e é possível comparar com a tabela do ano passado que está acessível aqui.

Recorde-se que, no relatório que acompanhou a proposta de Orçamento do Estado para 2018, o Governo escrevia que “o efeito conjunto da reformulação dos escalões de IRS e da alteração das regras do mínimo de existência permitirá devolver aos portugueses cerca de 385 milhões de euros”.

Em 2018, o número de escalões de IRS passa de cinco para sete, sendo desdobrados os atuais segundo e terceiro escalões para beneficiar sobretudo os contribuintes destes níveis de rendimentos.

Assim, serão tributados a 14,5% quem ganha até 7.091 euros, a 23% quem tem rendimentos anuais entre aquele valor e os 10.700 euros, a 28,5% os que auferem entre 10.700 e 20.261 euros, a 35% o intervalo de rendimentos entre os 20.261 e os 25 mil euros e a 37% os entre os 25 mil e os 36.856 euros.

Nos dois últimos escalões mantiveram-se as taxas mas modelaram-se os limites de rendimento: a taxa dos contribuintes que ganham entre os 36.856 euros e os 80.640 fica nos 45% e a dos que ganham mais do que 80.640 euros fica nos 48%.

Imprensa chinesa ignora protestos no Irão

Diário do Povo garantiu que o governo iraniano tem uma “capacidade monumental” para controlar a situação e lembrou que as atuais manifestações têm menor dimensão do que outras ocorridas no passado.

“Em 2009, três milhões de pessoas a protestar nas ruas de Teerão não conseguiram sequer abalar o governo. Agora há talvez menos de 3.000 pessoas. O que é que eles podem fazer”, questinou o jornal.

Sobre os mesmos protestos, um outro jornal do grupo do Diário do Povo escreveu que os países não têm que seguir todos o mesmo modelo político.

“Não cabe ao Ocidente decidir quais são os melhores sistemas de governação”, afirmou o Global Times em editorial.

“O padrão estabelecido pelo Ocidente provoca apenas sangue e dor e não é do interesse geral dos povos nos países em desenvolvimento”, acrescentou.

As manifestações iniciaram-se a 28 de dezembro em Machhad, no nordeste do país, em protesto contra as dificuldades económicas e o regime, e propagaram-se rapidamente a outras zonas do país. De acordo com a televisão estatal iraniana, já morreram 21 pessoas e mais de 450 foram detidas.

O Irão é um aliado estratégico das China na expansão dos seus interesses além-fronteiras através do gigantesco projeto de infraestruturas “Nova Rota da Seda”, que visa ligar a China aos restantes países da Ásia, Europa e África, através de portos, estradas, redes ferroviárias e aeroportos.

Apesar de a China ter aderido há duas décadas à economia de mercado, abandonando o sistema de planificação central dos Estados socialistas, o “papel dirigente” do PCC continua a ser “um princípio cardeal”.

O governo chinês garante que nunca copiará um sistema político ocidental e rejeita a noção tradicional de direitos humanos definida na Declaração Universal e Constituições dos países ocidentais.

EMPRESAS

Tecnologia