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Ana Rita Silva

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Um estudo indica que as sobrancelhas contribuem para uma melhor comunicação interpessoal

Ricardo Miguel Godinho, investigador do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArHEB) da Ualg, foi um dos investigadores envolvidos no estudo que analisou a arcada supraciliar de um crânio hominídeo fóssil icónico pertencente à coleção do Museu de História Natural de Londres, adiantou a UAlg em comunicado.

Segundo o estudo, o facto de as arcadas supraciliares se terem tornado mais pequenas devido à evolução da testa para uma forma mais vertical e suave, tornando as sobrancelhas mais visíveis e capazes de uma maior amplitude de movimentos, permitiu o desenvolvimento da comunicação não-verbal.

A comunicação não-verbal através dos movimentos das sobrancelhas, essencial na transmissão de emoções como a simpatia ou o reconhecimento terá permitido, segundo os investigadores, “uma maior compreensão e cooperação entre pessoas, essencial para a formação de redes sociais de grande dimensão”.

As espécies humanas ancestrais tinham arcadas supraciliares muito proeminentes, que poderiam funcionar como um sinal de dominância e agressividade, embora as teorias mais comuns relacionassem a sua presença com fatores espaciais, para ocupar o espaço entre a caixa craniana e as órbitas, ou mastigatórios, para a estabilização do crânio durante a mastigação.

O crânio utilizado no estudo, analisado através de técnicas computacionais de engenharia e denominado Kabwe 1, pertence àquela que é considerada por muitos como a nossa espécie ancestral, a “Homo heidelbergensis”, que terá existido há 600.000 a 200.000 anos.

Este estudo contribui para o debate acerca da razão porque outros hominídeos, incluindo a espécie “Homo heidelbergensis”, tinham arcadas supraciliares tão protuberantes, enquanto os “Homo sapiens” têm uma testa vertical com arcadas reduzidas.

Segundo Paul O’Higgins, da Universidade de York e coautor do artigo, “a função de comunicação não-verbal refinada da nossa testa terá inicialmente sido um efeito colateral da redução do tamanho das nossas caras nos últimos 100.000 anos”.

Este processo de redução facial acelerou nos últimos 10.000 a 20.000 anos, quando mudámos de caçadores recoletores para agricultores, um estilo de vida que resultou em menos atividade física e numa dieta menos variada e mais mole, refere.

De acordo com Penny Spikins, também professora da Universidade de York e coautora do artigo, os movimentos das sobrancelhas “permitem-nos expressar emoções complexas assim como perceber as emoções dos outros”.

Por outro lado, foi já demonstrado que pessoas que têm o movimento das sobrancelhas limitado devido, por exemplo, à aplicação de botox “são menos capazes de causar empatia e de se identificarem com as emoções de outros”.

O estudo, publicado na revista “Nature Ecology & Evolution”, foi parcialmente financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Pelo menos 100 mortos em queda de avião na Argélia

Um avião militar com duas centenas de pessoas, presumivelmente todas pertencentes ao ramo militar, e equipamento caiu perto do aeroporto de Boufarik, na Argélia, causando pelo menos 100 mortos.

Vários meios de comunicação avançam que não haverá sobreviventes, no entanto essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.

No local, estão 14 ambulâncias e dez viaturas dos bombeiros, apoiadas por 130 operacionais, sendo que dezenas de corpos estão a ser retirados do local do incidente, conta o The Sun citando meios de comunicação locais.

Segundo o Alg24, a aeronave tinha com destino Bechar e caiu minutos depois de ter descolado, pelas 08h00, com mais de 200 soldados a bordo.

As estradas em redor do aeroporto estão encerradas.

Mark Zuckerberg interrgado no Senado e surpreende

Mark Zuckerberg foi ontem interrogado pelo Congresso dos EUA, uma oportunidade para explicar e responder a questões relacionadas com o caso da Cambridge Analytica mas também para ‘deitar por terra’ algumas suspeitas de longa data sobre a rede social.

Entre elas está a teoria da conspiração que o Facebook espia conversas através do microfone do Facebook. “Sim ou não, o Facebook usa áudio obtido através dos dispositivos móveis para ter mais informação pessoal sobre os seus utilizadores?”, questionou o senador Gary Peters. Na hora de responder, conta o The Verge que Zuckerberg não perdeu a oportunidade de esclarecer o assunto.

“Senador, deixe-me ser claro, estás a falar de uma teoria da conspiração que está a circular e que diz que ouvimos o que se está a passar pelo microfone [do seu smartphone] e usamos [a informação] para anúncios. Para ser claro, permitimos que as pessoas filmem vídeos nos seus dispositivos e os partilhem, e esses vídeos têm áudio, portanto fazê-lo enquanto está a filmar um vídeo, gravamo-lo e usamo-lo para tornar o serviço melhor garantindo que os seus vídeos têm áudio, mas penso que isso é claro. Só queria ter a certeza que era claro sobre isso”, respondeu Zuckerberg.

Apenas cinco países respeitam critérios da ONU relativo a ajuda pública

Segundo os dados do relatório do Comité de Ajuda Pública ao Desenvolvimento da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2017, a APD atingiu a soma de 146.600 milhões de dólares (quase 120.000 milhões de euros), valor que 0,6% abaixo do que foi concedido em 2016.

Os dados indicam que Portugal aumentou a APD de 0,17%, em 2016, para 0,18%, em 2017 – um aumento de 343 milhões de dólares (279 milhões de euros) para 378 milhões de dólares (307 milhões de euros) — abaixo da média dos países doadores, que se situa nos 0,31% do RNB.

Em termos absolutos, a APD teve um ligeiro recuo em relação a 2016, mas, se se tiver em conta as despesas de 2017 em favor dos refugiados (14,2 mil milhões de dólares — 11,6 mil milhões de euros), igualmente em baixa de 13,6%, o APD propriamente dito sobre um pouco (1,1%), indica o relatório.

Em 2017, com 26 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), os países menos avançados (PMA) receberam mais 4% do que no ano anterior, obtendo, porém, uma parte minoritária (30%) do envelope global.

Os fundos destinados ao continente africano, por seu lado, aumentaram 3%, atingindo os 29 mil milhões de dólares (23,6 mil milhões de euros).

Da parte dos doadores, e em volume financeiro, os Estados Unidos são o país que mais dinheiro disponibilizaram, com 35 mil milhões de dólares (28,4 mil milhões de euros), à frente da Alemanha (24 mil milhões de dólares — 19,5 mil milhões de euros), Reino Unido (18 mil milhões de dólares — 14,6 mil milhões de euros), Japão (11,5 mil milhões de dólares — 9,35 mil milhões de euros) e França (11,3 mil milhões de dólares — 9,2 mil milhões de euros).

Em relação ao Rendimento Nacional Bruto (RNB), a generosidade dos países altera totalmente a classificação.

Apenas a Suécia (1,01%), Luxemburgo (1%), Noruega 0,99%), Dinamarca (0,72%) e Reino Unido (0,7%) atingiram os 0,7% do RNB tal como definiram as Nações Unidas para que se concretizem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODS).

Foi nesse sentido que o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, ao apresentar os resultados, insistiu no facto de a APD “ainda não ser suficiente”.

“Os países doadores devem aproveitar o atual período de crescimento económico para intensificar os esforços e assegurar que a ajuda chegue aos países mais necessitados, uma vez que o APD é a forma mais rápida de se manter a estabilidade e o crescimento inclusivo”, sustentou.

LUSA

OK! teleseguros reconhecida com Prémio Cinco Estrelas

Recentemente a OK! teleseguros foi reconhecida com o Prémio Cinco Estrelas, o que representa esta nomeação?

Este prémio é o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de 20 anos. São 20 anos de experiência no mercado segurador, 20 anos a inovar para simplificar a vida dos clientes e a construir, com eles, uma relação sólida e de confiança.

O Prémio Cinco Estrelas é um sistema de avaliação de produtos, serviços, marcas. Que fatores diferenciadores tem demostrado a OK! teleseguros no mercado que tem contribuído para um posicionamento de destaque?

A nossa visão passa por prestar um serviço de excelência, tornando o seguro num produto simples, acessível e inovador, suportado pelas novas tecnologias.

O nosso foco tem estado, desde sempre, no desenvolvimento de soluções inovadoras, que colocam as novas tecnologias ao serviço dos nossos clientes, de forma a respondermos e anteciparmos as suas necessidades e expetativas e simplificarmos a sua relação com os seguros e a seguradora, permitindo assim uma maior comodidade, simplicidade e autonomia no acesso à simulação, à contratação e à gestão das apólices de seguro, por parte dos mesmos.

Acredito que aquilo que nos diferencia é o facto de termos vindo a ser pioneiros na disponibilização de produtos e serviços realmente inovadores e valorizados pelos consumidores. São disso exemplos o OK! GPS, baseado no conceito “Pay As Your Drive” (PAYD), que utiliza a tecnologia telemática e de georreferenciação, permitindo a localização do veículo, em tempo real, em caso de sinistro ou furto ou roubo e que pressupõe a devolução de parte do prémio pago, consoante o comportamento de condução do cliente, o OK! Gestual, um serviço pioneiro que disponibiliza aos clientes surdos um atendimento personalizado em Língua Gestual Portuguesa, por videochamada e o OK! Saúde GO, um programa associado ao nosso seguro de saúde, baseado no conceito “Pay As You Live” (PAYL), que tem como principal objetivo incentivar a adoção de um estilo de vida mais saudável, através da atribuição de um desconto no prémio do seguro de saúde consoante o n.º de km ’s percorridos.

No setor dos seguros, quais diria que são hoje os maiores desafios?

A rápida evolução tecnológica, assente em dispositivos ligados à Cloud (Internet of Things), na inteligência artificial e na automatização (Machine Learning), cria um conjunto de desafios, mas também de oportunidades, para o setor segurador, assim como a crescente consciencialização económica e ecológica, que está a mudar o paradigma da mobilidade, que passará, cada vez mais, pelos veículos movidos por energias renováveis; pelos veículos autónomos e pela adoção de sistemas de partilha de veículos, que assentam no conceito da economia partilhada, e que irão com certeza redefinir o modelo de negócio das seguradoras.

Que estratégias têm feito parte da marca para os contornar?

Dando seguimento à nossa estratégia de inovação assente nas novas tecnologias, apostámos na área da mobilidade sustentável aliada às novas tecnologias e lançámos, em julho de 2017, o OK! Auto elétricos, o primeiro seguro destinado exclusivamente a veículos 100% elétricos (carros e motos), que nos veio posicionar, uma vez mais, como pioneira no mercado segurador.

Numa primeira fase, criámos condições para a atribuição de um desconto especial na subscrição de seguros para este segmento de veículos, contribuindo assim para o incentivo que está a ser feito para uma mobilidade mais sustentável e inteligente. Numa segunda fase, reforçámos os benefícios do seguro OK! Auto elétricos, através da oferta de garantias completamente adaptadas às necessidades destes veículos e de parcerias que permitem aos nossos clientes usufruir de descontos em produtos e serviços relacionados com as áreas das energias renováveis e da mobilidade sustentável.

Quais foram os avanços mais significativos no universo dos seguros e que marcaram de forma concreta uma mudança?

As novas gerações estão a trazer uma nova forma de estar, em relação à qual não podemos passar ao lado. Num futuro em que as pessoas estarão sempre online, mas serão menos consumistas e mais recetivas à mutualização de bens e à partilha de serviços, valorizando o uso e a experiência em detrimento da posse, é fundamental começarmos a pensar em plataformas de ecossistema baseadas nos conceitos de “Pay Per Use” e “On Demand Insurance”, que disponibilizem um conjunto de serviços conectados que possam responder à necessidade de se encarar a mobilidade e a forma de estar dos novos consumidores de modo mais abrangente, e oferecer, ao cliente, uma experiência personalizada e integrada.

Neste momento quais são as prioridades da empresa e que novidades têm para apresentar a clientes ou a potenciais clientes?

Em 2018, vamos estar focados em potenciar aquilo que temos vindo a desenvolver nos últimos anos e melhorar a experiência do cliente nas nossas propriedades digitais.

Voe mais longe com a Lufthansa

Neste momento existem inovações de várias áreas que estão a mudar o mundo. O setor de aviação é um deles. No últimos anos, que aspetos mais significativos são de destacar neste sentido?

Frotas mais amigas do ambiente. O cliente no centro. Maior digitalização. Inovação.

A inovação é tão importante que a Lufthansa criou um Innovation Hub em Berlim que foi considerado o melhor Laboratório de Inovação na Alemanha pela revista de negócios “Capital” e pela empresa de consultadoria Infront Consulting de Hamburgo. O Innovation Hub da Lufthansa liga o maior grupo de companhias aéreas do mundo com os atores relevantes de ecossistemas globais de tecnologia. Motivado pela visão “We design the happy journey of tomorrow”, o Innovation Hub da Lufthansa trabalha soluções que fazem com que as viagens de amanhã sejam mais descomplicadas e eficientes. Entre outras coisas, inicia parcerias estratégicas entre as companhias aéreas do Grupo Lufthansa e importantes empresas digitais, desenvolvendo produtos e serviços inovadores que depois são introduzidos no grupo ou posicionados no mercado em empresas independentes com o foco em todos os viajantes. Trabalham centrados nas necessidades dos clientes, na validação empresarial de modelos de negócio e em cooperação estreita com os fundadores, investidores e start-ups existentes num contexto de viagem e mobilidade.

A Lufthansa opera mundialmente em transporte aéreo de passageiros, com logística para manutenção, reparo e operação, fornecendo também serviços de TI. De que soluções se tratam?

A Lufthansa Cargo é a empresa de logística do Grupo Lufthansa. Baseada em Frankfurt, a empresa é uma das maiores transportadoras aéreas de carga do mundo. Oferece aos clientes serviços de transporte de carga com prazos definidos a que se associam alta qualidade e segurança.

A Lufthansa Technik é a maior empresa mundial de serviços de manutenção, reparação e revisão (MRO) para aeronaves comerciais. O Grupo Lufthansa Technik é composto por 31 operações técnicas de manutenção em todo o mundo. A empresa tem interesses diretos e indiretos em 57 outras empresas. A Lufthansa Technik toma conta de 800 clientes em todo o mundo, especialmente companhias aéreas e empresas de leasing de aviões, mas também operadores de jatos VIP e clientes do setor público.

O Grupo LSG é o maior fornecedor de serviços de bordo do mundo. Tal inclui catering, vendas a bordo e entretenimento a bordo, equipamento de serviço a bordo e a logística associada, assim como serviços de consultadoria e operação das lounges de aeroporto.

A Lufthansa Systems GmbH & Co KG é uma das empresas líderes a nível mundial fornecedoras de serviços de IT para as companhias aéreas. A empresa tem um portfolio muito completo de serviços de consultadoria e de IT para a indústria global de aviação. Mais de 300 companhias aéreas são clientes da Lufthansa Systems e confiam nos seus conhecimentos tecnológicos atualizados. A empresa tem a sede em Raunheim, perto de Frankfurt/Main, com escritórios e filiais em 16 países.

 

Ao longo dos anos, que mudanças mais marcantes têm feito parte da estratégia da empresa?

Na última década, a Lufthansa tem investido vários mil milhões de euros por ano em novos aviões com maior eficácia no consumo de combustível, em novas cabinas, novos serviços digitais, novas lounges e no melhoramento do serviço a bordo e em terra, indo ao encontro das exigências dos clientes. Tais esforços deram frutos. A Lufthansa recebeu o prémio Platinum da International Air Transport Association (IATA) pelos seus serviços digitais e, em dezembro do ano passado, a classificação de 5 Estrelas do Skytrax – é a única companhia aérea europeia com 5 estrelas.

Foram feitos grandes esforços na digitalização, não só com uma nova app mas também com um variado leque de serviços digitais em terra e a bordo, com o objetivo de aumentar a utilização de oportunidades digitais, para assim desenvolver ofertas e serviços personalizados para os passageiros da Lufthansa.

E é também importante olhar mais longe: uma nova Business Class que irá ser instalada em 2020 no Boeing 777-9, e as novas – e ainda melhores –  Premium Economy e Economy Class – tudo isto é um exemplo de como o caminho da modernização não parou ainda e será seguido consistentemente no futuro.

As companhias low cost oferecem, à partida, preços mais baixos. De que forma se contorna a questão do preço mais baixo?

A Lufthansa é uma companhia aérea premium de rede. Nos últimos anos, a Lufthansa tem vindo a mudar a adaptar a sua estrutura de tarifas, indo ao encontro das necessidades do cliente. Dentro da Europa temos as tarifas conhecidas como “Light, Classic & Flex”. O cliente decide se quer viajar com ou sem bagagem de porão. Se pretender ter a possibilidade de reservar o assento antecipadamente ou ter mais flexibilidade para poder alterar a reserva. Ou se pretender ter Embarque Prioritário ou alteração gratuita da reserva. Estas tarifas aplicam-se em todas as companhias aéreas de placa giratória do Grupo Lufthansa: Lufthansa, Swiss e Austrian Airlines.

Pela primeira vez em 30 anos, a frota de aviões da Lufthansa mudou. O azul-escuro passou a ser a cor dominante. A que se deve esta mudança e que outras estão projetadas?

A alteração da imagem institucional tem provocado muita discussão, tanto dentro como fora da empresa. Eu diria que o amarelo da cauda era o ponto mais emotivo. No futuro, passaremos a usar o amarelo de forma mais direcionada. O amarelo da Lufthansa será aprimorado para uso em um contexto mais qualitativo e não quantitativo para proporcionar orientação, estimular e diferenciar ou infundir emoção.

Este ano, o grou está a celebrar o seu 100º aniversário como o símbolo da nossa marca. Decidimos usar esta ocasião para renovar os valores da nossa marca e atualizar a imagem da marca Lufthansa. O grou foi modificado pela última vez em 1989. Outros elementos de design, como tipo de letra e cores, também não foram alterados desde então. Isso, claro, fala pela qualidade do design atemporal, mas pensamos que não há melhor momento do que agora para nos reinventar e liderar a marca numa nova era.

Até agora, o grou azul aparecia num círculo amarelo na cauda dos aviões da Lufthansa – o “ovo frito”, como muitas vezes se dizia. Este disco amarelo não era usado em mais lado nenhum na Lufthansa! A nova cor primária da Lufthansa é o azul e agora aparece na cauda. O contraste resultante com o grou branco e brilhante é muito mais sofisticado, claro e ousado. Ao ampliar a área azul da cauda para a cabine do avião, a cauda e o grou parecem maiores.

Viajar com a Lufthansa é sinónimo de…?

Sendo pioneiras e inovadores na indústria da aviação, a Lufthansa está já há longo tempo empenhada na proteção ambiental e na sustentabilidade, operando uma frota com maior eficiência de combustível do mundo. Somos conhecidos pelos nossos serviços premium, tendo sido nomeados recentemente “Europe’s best airline” pelo Skytrax. Continuamos a abrir e a melhorar as nossas lounges em toda a nossa rede mundial de destinos

Adeus SIREVE, olá RERE!

O RERE sucede ao SIREVE. O SIREVE apareceu no âmbito de assistência financeira à República, na época o objetivo era diminuir o número de insolvências, que houvesse um mecanismo de recuperação de empresas… as empresas têm problemas e esses problemas refletem-se posteriormente nos stakeholders”, começa por explicar o advogado. “É evidente que quem tem créditos reage mal a perdões, parciais ou totais de juros. Decorridos estes cinco anos (2012 a 2017) constatou-se que havia pontos no SIREVE que careciam de melhorias.

RERE sucede ao SIREVE. O SIREVE apareceu no âmbito de assistência financeira à República, na época o objetivo era diminuir o número de insolvências, que houvesse um mecanismo de recuperação de empresas… as empresas têm problemas e esses problemas refletem-se posteriormente nos stakeholders”, começa por explicar o advogado. “É evidente que quem tem créditos reage mal a perdões, parciais ou totais de juros. Decorridos estes cinco anos (2012 a 2017) constatou-se que havia pontos no SIREVE que careciam de melhorias.

Ambos os programas, SIREVE e o RERE, são ferramentas uteis porque são extrajudiciais, o que permite aliviar os Tribunais – que estão lotados – e por conseguinte o RERE tem características benéficas nesse sentido”. RERE sucede ao SIREVE. O SIREVE apareceu no âmbito de assistência financeira à República, na época o objetivo era diminuir o número de insolvências, que houvesse um mecanismo de recuperação de empresas… as empresas têm problemas e esses problemas refletem-se posteriormente nos stakeholders”, começa por explicar o advogado. “É evidente que quem tem créditos reage mal a perdões, parciais ou totais de juros. Decorridos estes cinco anos (2012 a 2017) constatou-se que havia pontos no SIREVE que careciam de melhorias.

O RERE é um processo universal (contrariamente ao PER), já que não tem de englobar todos os credores, embora a Segurança Social e a Autoridade Tributária tenham de estar englobadas obrigatoriamente. “Deposito esperança nesta figura”, assegura Filipe Barata. “O RERE é uma figura mais flexível, pelo menos tem na sua teoria essa intenção, depois na prática logo veremos se o é ou não”.

“Ter a Segurança Social e a Autoridade Tributária presentes nas negociações pode ser algo eficaz ou não, depende da capacidade do sistema para gerir os processos… estas duas entidades têm milhões deles. É difícil ter meios humanos pelo país fora disponíveis para estarem presentes e nos inúmeros processos ”, reflete.

 

ANTES DO RERE: PER E SIREVE

O SIREVE é um sistema extrajudicial, confidencial, onde se promovia um plano de reestruturação financeira tendo em vista a negociação da dívida com os credores, ou uma parte dos credores que aceitem participar. Sendo que o plano terá que ser aceite por dois terços dos credores participantes. O IAPMEI atuava como agente facilitador no processo negocial contribuindo para a resolução do acordo negocial, o que no RERE deixa de acontecer.

 

Relativamente ao PER, o mesmo é um Processo Especial de Revitalização, que necessita obrigatoriamente que todos os credores sejam convidados. Não é um processo confidencial e que é iniciado e encerrado pelo Tribunal. Tem que ser aprovado no mínimo por 50% dos credores e no caso de ser aprovado, será imposto pelo Tribunal.

 

“O RERE PODE SER MELHOR PARA TODOS”

“A vantagem para todos os envolvidos começa logo nos prazos. Ao correr fora dos tribunais o processo é mais célere, tem menos custos e é confidencial. Ainda é um estigma enorme estar em PER e nisso o RERE protege nesse sentido. É bastante mais maleável que o SIREVE, já que tem algumas alterações que são de aplaudir”, diz Filipe Barata.

O SIREVE tinha um âmbito mais limitado e era apenas aplicado a empresas e empresários em nome individual, o RERE aplica-se a um universo maior já que abrange mais entidades. “Há uma grande mudança de paradigma porque na figura do SIREVE tínhamos o IAPMEI como entidade tutelar ou responsável pelo processo. Para haver recurso ao RERE tem de haver uma declaração emitida por revisor de contas, que ateste que a sociedade não se encontra numa situação de insolvência e por outro lado o RERE pode estar ou não sujeito à figura de mediador. Pode haver representação dos credores através de um líder, escolhido pelos próprios credores. Todas estas alterações têm um valor acrescentado porque se podem traduzir em ganhos de tempo, sempre muito importante  para as empresas”.

Algo que não estava acautelado no SIREVE e que torna o RERE mais completo. Bens e serviços mínimos, como luz, água e telecomunicações, estão agora assegurados para o funcionamento da empresa, os prestadores destes serviços estão impedidos de interromper o seu fornecimento por dívidas prestadas anteriormente ao depósito do acordo de reestruturação.

 

 

O MEDIADOR

 

Artigo 35.º

 

Disposições transitórias

 

Pelo prazo de 18 meses a contar da entrada em vigor da presente lei, podem recorrer ao RERE devedores que estejam em situação de insolvência, aferida nos termos do n.º 3 do artigo 3.º, dispensando-se nesse caso a apresentação da declaração prevista na alínea a) do n.º 2 do artigo 19.º

 

“O mediador de recuperação de empresas é importante, uma vez que pode ajudar a compor conflitos”.

 

O Mediador deve dispor de uma licenciatura e de experiência profissional adequada ao exercício da atividade, deve ser uma pessoa idónea a nível pessoal e profissional. Administradores judiciais também podem exercer esta função, uma vez que, já exerciam funções similares nas empresas. Filipe Barata ressalva a importância do mediador  já que este pode fomentar um acordo de recuperação fora dos tribunais com os credores.

 

A figura do mediador de empresas foi uma das medidas aprovadas em Conselho de Ministros no âmbito do programa Capitalizar, tal como a criação do Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas (RERE).

 

O RERE vem substituir o atual SIREVE, que, segundo dados do Governo, teve pouca adesão (cerca de 220 acordos entre 2012 e 2016).

Na proposta de lei o Governo diz que se vai “limitar o acesso ao Programa Especial de Revitalização [PER] efetivamente a empresas em situação económica difícil ou em insolvência iminente”.

 

REALIDADE vs INTENÇÃO

“Não se trata só de boas intenções. Temos de atuar de acordo com os limites existentes. Estes diplomas nascem da concertação que é realizada dentro do setor e tendo presente a realidade do país e das empresas. Aqui é mais uma questão de adaptação e o RERE é, na minha opinião, mais adaptado ao nosso contexto socioeconómico atual do que era o SIREVE. Tem, uma outra grande vantagem que é, no caso de haver uma aprovação, por maioria, ser possível transitar do RERE para o PER, homologando este”, conclui o nosso entrevistado.

User Experience: Antes da tecnologia interessam as pessoas

A Tangível foi fundada em 2004 e foi pioneira em Portugal a trabalhar naquilo a que hoje chamamos User Experience (à época, falava-se mais de usabilidade), foi crescendo e o tema que era de nicho agora ganhou uma enorme relevância, em parte potenciado pela transformação digital a que assistimos nos nossos dias. Ao longo destes anos, a empresa desenvolveu mais de 100 projetos. A SPARK2D, fundada em 2015, foi criada por ex-colaboradores da Portugal Telecom, dotados de uma experiência bem consolidada em inovação tecnológica que se foca na transformação digital.

USER EXPERIENCE

Já alguma vez abandonou um site porque ele obrigava a um registo complexo ou por ser demasiado confuso, o que fazia com que a dada altura se perdesse do seu objetivo? Quantas vezes procurou uma informação que deveria estar mais visível, mas sem sucesso? Por que será que nos sentimos bem a visitar alguns sites e outros não?

Se tem um site, plataforma de e-commerce, uma app ou mesmo um serviço multicanal, está certamente preocupado em oferecer aos clientes uma ótima experiência, correto? Isso trazer-lhe-á imensos benefícios e como consequência o sucesso almejado.

s UX Designers procuram garantir que a interação do utilizador com o produto ou serviço seja a melhor possível. E isto consegue-se observando os utilizadores enquanto interagem com o produto ou serviço. Baseia-se também numa panóplia de técnicas como prototipagem rápida, eye tracking, analytics, etc.

“Para estarmos certos da melhor solução para as pessoas, temos de estudar o seu comportamento enquanto utilizam o produto ou serviço. Ou seja: vamos observá-las e entrevistá-las para depois desenharmos a melhor experiência adaptada às suas necessidades e expectativas”, explica José Campos.

A UX permite evitar desistências e aumentar as vendas, potenciar a satisfação e a retenção de clientes, aumentar a produtividade dos colaboradores, reduzir os custos de suporte a clientes. Segundo o fundador da Tangível, as empresas só têm a ganhar ao apostarem em UX. “As chefias das empresas têm cada vez mais sensibilidade para esta questão. Desde 2012 que a UX tem vindo a ser considerada crucial e um fator diferenciador”, refere André Carvalho que considera que se em tempos tiveram um papel extremamente pedagógico nas empresas, “hoje em dia começamos a encontrar clientes com os quais sabemos que podemos ir mais além. Portugal está ainda um pouco atrasado, mas a recuperar rapidamente. Por exemplo, temos poucos laboratórios de UX, algo muito comum noutros países – só em Londres existem 12”.

COMO FUNCIONA?

Depois de definidos os objetivos de negócio, os especialistas em UX iniciam um estudo imersivo no mundo do utilizador (observação no terreno, entrevistas, testes com utilizadores, etc). Desenham protótipos daquilo que será a experiência para o cliente, e testam-nos exaustivamente, num processo iterativo de melhoria e aperfeiçoamento. O resultado final é um produto ou serviço adaptado às necessidades e expectativas do cliente, cujo design se baseou em evidências factuais e em experimentação empírica.

“Estamos constantemente, enquanto utilizadores, a participar a testes de UX”, garante José Campos, referindo-se, por exemplo, aos testes A/B em que variantes de um site são testadas pelo nosso comportamento enquanto os utilizamos, sem nos apercebermos disso. “O investimento na experiência merece uma maior atenção, uma vez que o valor que a tecnologia nos dá é grande mas é a experiência final que garante os resultados. Se consigo fazer aquilo que pretendo em menos tempo e com menos esforço, é muito provável que vá ficar satisfeito”.

Usabilidade e UX focam-se num conjunto de técnicas e boas práticas que avaliam como os utilizadores aprendem e usam um produto para atingir os seus objetivos. A UX avalia ainda a satisfação dos utilizadores. As duas disciplinas encontram origens em três áreas distintas: tecnologias de informação, design e psicologia cognitiva. Por isso, se ainda não pensou em obter bons resultados através de uma boa usabilidade, comece a pensar nisso.

Apoio jurídico à internacionalização de empresas

Qual deve ser o papel do advogado e da respetiva sociedade de advogados no apoio dado/prestado às empresas para promover a internacionalização?

Sem dúvida que a internacionalização carece de apoio jurídico às empresas. Trata-se de um passo, simultaneamente, tão importante como arriscado. Nāo me refiro apenas à exportação de produtos. Aparentemente, trata-se, neste caso, de uma simples venda internacional. Porém, mesmo nestas situações é necessário conhecer os mecanismos envolventes do transporte, do seguro, da entrega da mercadoria, etc.

 Muitos procedimentos estão estandardizados por normas publicadas pela Câmara do Comércio Internacional que, em geral, são adotadas, como as cláusulas CIF e FOB. Mas isto não é suficiente. É necessário estabelecer qual a lei aplicável.

A ONU, através de uma instituição por ela criada, a UNCITRAL, que desempenha uma função de relevo no desenvolvimento do enquadramento jurídico do comércio internacional, promoveu a elaboração de uma convenção internacional sobre a venda internacional de bens móveis, a chamada Convenção de Viena de 1980.

Lamentavelmente, o nosso país ainda não aderiu a esta importantíssima convenção internacional que regula outros importantes aspetos da compra e venda internacional de mercadorias para além dos já mencionados. Mais de uma centena de países já o fizeram. Todavia, não já no domínio da venda de bens móveis, mas no investimento internacional e no estabelecimento de empresas fora do território nacional, ou ainda, numa escala menos complexa da contratação de um distribuidor ou de um agente comercial no estrangeiro, é necessário conhecer a lei do país em questão, não apenas em aspetos fiscais, mas outros como as condições de contratação ou cessação de contratos.

Olhando para o mundo atual, acredita que uma dinâmica de internacionalização empresarial bem-sucedida não dispensa uma correta estratégia jurídica?

É absolutamente verdade. quanto maior for o envolvimento internacional, naturalmente mais complexa é a necessidade de conhecimento do modo seguro de proceder.

Qual tem sido o papel da Barrocas & Associados – Sociedade de Advogados, RL no domínio do apoio a esta política de internacionalização?

A sociedade de advogados a que pertenço presta, há décadas, aconselhamento jurídico, quer a empresas nacionais que operam fora de Portugal, quer a empresas nacionais que celebram contratos internacionais com empresas estrangeiras que desejam operar em Portugal.

Ao longo deste período têm-nos surgido as mais diversas situações, que não apenas carecem de previsão dos contratos celebrados, como da forma de resolver os litígios que surgem.

Colaboramos, aliás, com o Banco Mundial há vários anos na preparação de importantíssimas publicações deste banco sobre como fazer negócios em Portugal.

Por outro lado, a firma tem experiência na resolução de litígios, quer judiciais, quer arbitrais, alguns deles de grande complexidade.

Mais do que tudo, acredita que é essencial que os advogados saibam falar a linguagem empresarial, entendê-la e colocá-la ao serviço da área jurídica?

Sem dúvida. A pergunta tem todo o cabimento. O advogado que nada saiba sobre o negócio do seu cliente, que não entenda a atividade do seu cliente, arrisca-se a aconselhar mal, de modo incompleto ou, ainda, de forma desajustada.

Existe um sem número de advogados especialistas nestas matérias, mas, pela sua experiência, acredita que ainda carecemos de profissionais de advocacia com uma visão empresarial?

Não basta ser advogado para aconselhar estas matérias. Apesar do esforço e dedicação que muitos colegas fazem, é preciso ter cuidado com a insuficiência ou a impreparação no domínio do conhecimento.

Dou um exemplo. O transporte marítimo internacional está sujeito a um grande número de convenções internacionais específicas, bem como a normas contratuais pré-estabelecidas para as quais as partes remetem que se não forem do conhecimento prévio podem ocasionar consequências graves para o cliente.

 

Em certas situações é necessário “reeducar” o empresário para as vicissitudes da internacionalização e para as cautelas que deve ter?

Antes de mais, é necessário que o cliente que se posiciona para internacionalizar o seu negócio tenha o conhecimento mínimo das complexidades inerentes.

Em segundo lugar, é importante que o cliente ganhe consciência de que é essencial prevenir situações para as quais não está preparado ou se tem um mínimo de cautela pode não saber o modo como evitá-las ou resolvê-las.

Nos mercados estrangeiros mais desenvolvidos há muito tempo que o aconselhamento jurídico preventivo é mais importante do que a intervenção jurídica posterior.

Projeto de Imunoterapia para doentes com cancro do pâncreas ganha 1.ª edição do prémio Faz Ciência 2018

FAZ CIÊNCIA 2018: PREMIAR O QUE MELHOR SE FAZ NA IMUNO-ONCOLOGIA

Mais do que o futuro, a imunoterapia é já o presente no tratamento de vários tipos de tumores. Mas as boas notícias, em forma de avanços terapêuticos, não têm chegado a todos os doentes. É o caso de quem vive com cancro do pâncreas, doença onde as opções terapêuticas são limitadas e a sobrevivência não tem sofrido grandes alterações nos últimos 40 anos.

mudar esta realidade é o que pretende o vencedor do Prémio FAZ Ciência, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia e que foi conhecido no passado dia 6 de março, numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

‘Tornar a imunoterapia uma realidade para doentes com cancro do pâncreas’ é o tema do projeto da equipa do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, do Porto, liderada por Sónia Melo, e que conta com a colaboração do Hospital de São João, também na Invicta. O desafio a que se propõe: conseguir, dentro de três anos, alternativas de tratamento para o cancro do pâncreas, percebendo porque é que não existe uma resposta do sistema imunitário a este tipo de tumor.

“Enfrentamos uma era fascinante de promessas, de desafios, de conquistas, mas também de inquietude sobre a igualdade de acesso das comunidades e de sustentabilidade para o futuro”, defende Paulo Cortes, presidente da SPO. É por isso que, acrescenta, “todas as iniciativas que visem o incentivo e prestígio da qualidade de investigação científica nacional devem ser enaltecidas. Passo a passo, caminhamos para uma valorização do trabalho de investigação que desenvolvemos. Esta iniciativa constitui-se, assim, como uma oportunidade excecional de apoiar e dar visibilidade interna e externa à investigação de ponta que já se faz no nosso país”.

Manuel Sobrinho Simões concorda com esta posição. O fundador e diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), que no evento de apresentação do Prémio fez uma palestra sobre os “Desafios para a prática médica e a investigação clínica na era da medicina de precisão”, salienta a necessidade de “uma colaboração muito mais intensa entre clínicos e cientistas do que é habitual entre nós”, acrescentando que é necessário que “as perguntas dos clínicos sejam trazidas para o laboratório e aí tratadas experimentalmente”, uma vez que “é neste ‘universo’ que se ganha a tal investigação de translação com repercussão económica e social que faz a diferença entre países com e sem investigação clínica ‘a sério’”.

Por cá, refere, o panorama nesta área, “sem ser bom, é muito melhor do que há alguns anos”. E para isso têm contribuído também prémios como o FAZ Ciência.

20 PROJETOS, UM VENCEDOR

Premiar projetos de investigação translacional em Imuno-Oncologia é o objetivo da primeira edição do Prémio FAZ Ciência, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca em parceria com a Sociedade Portuguesa de Oncologia que contou, na sua estreia, com a submissão de 20 candidaturas.

A ideia é voltar a repeti-lo, anualmente, nos mesmos moldes, o que significa voltar a ter como parceiros instituições, organizações ou associações médicas ou científicas e, uma vez mais, distinguir os melhores projetos de investigação que englobem pesquisa empírica e trabalho de campo, em diversas áreas terapêuticas. Os montantes do prémio, esses variam até um máximo de 35 mil euros, e são definidos pela comissão de avaliação consoante os projetos apresentados.

Nesta primeira edição do Prémio FAZ Ciência 2018, os projetos candidatos foram avaliados por uma Comissão de Avaliação composta por cinco reconhecidos especialistas nacionais na área da Imuno-Oncologia, presidida por Paulo Cortes, presidente da direção da SPO. A ele juntaram-se:

→ Maria do Carmo Fonseca, Professora Catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Presidente do Instituto de Medicina Molecular;

→ Gabriela Sousa, Diretora do Serviço de Oncologia Médica do IPO Coimbra e Membro efetivo da Sociedade Europeia de Oncologia Médica;

→ José Carlos Machado, Vice-Presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto e Professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto;

→ José Dinis, Oncologista e responsável pela Unidade de Investigação Clínica do IPO-Porto.

 

FUNDAÇÃO ASTRAZENECA: UMA APOSTA NA INVESTIGAÇÃO

Contando com cerca de 200 colaboradores em Portugal, a AstraZeneca orgulha-se de ter uma equipa que, todos os dias, dá o seu contributo para o avanço e melhoria dos cuidados de saúde.

“Para além do desenvolvimento de medicamentos inovadores e da promoção do seu acesso aos portugueses, a AstraZeneca Portugal pretende continuar a apostar fortemente na investigação no nosso país e está, neste momento, a trabalhar em projetos de natureza epidemiológica para conhecer melhor a realidade portuguesa”, refere Jesús Ponce, Presidente da AstraZeneca Portugal e do conselho de administração da Fundação AstraZeneca.

Esta última, que nasce devido ao compromisso da AstraZeneca em investir parte do seu retorno na comunidade, tem como objetivo a realização, promoção e patrocínio de projetos de investigação e divulgação científica e tecnológica, com particular incidência na manutenção e defesa da saúde pública, bem como no desenvolvimento de projetos de ação cultural e social.

Sem fins lucrativos, a Fundação Astrazeneca procura orientar-se para fins de utilidade pública e de natureza científica, humanitária e social, estabelecendo relações de cooperação com serviços públicos e com outras pessoas coletivas, incluindo universidades e instituições com fins idênticos.

Paulo Cortes – Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia

“Esta iniciativa obteve a participação de 20 candidaturas de elevada qualidade o que, por isso mesmo, dificultou a escolha do vencedor do prémio FAZ Ciência 2018. Os projetos que avaliámos são de qualidade excecional e foi um gosto ver que os investigadores estão integrados em projetos estruturantes que envolvem estudos in vitro e componentes de utilização da área clínica. Faz todo o sentido a atribuição deste prémio a um projeto de investigação direcionado para uma área em franco desenvolvimento, mas com a necessidade de responder a algumas perguntas que devem ser colocadas e cujas respostas podem ser encontradas nos meios académicos. De salientar que a comissão de avaliação é uma comissão completamente independente que pôde avaliar os trabalhos de uma forma transparente. É algo que traz uma forte projeção interna e externa dos projetos envolvidos e, cada vez mais, as iniciativas deste género, que acarretam uma responsabilidade social em conjunto com sociedades científicas, fazem todo o sentido para o futuro da investigação em Portugal”.

Manuel Sobrinho Simões – Diretor do IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular Da Universidade Do Porto)

“Em Portugal não é comum enaltecermos os bons exemplos e por isso mesmo esta iniciativa é extremamente positiva. Devemos continuar a fazer um esforço para os encontrar. Quando falo em bons exemplos, estes têm de vir de pessoas que realmente fazem coisas boas e que não as dizem apenas.

Atribuir um prémio a um jovem cientista com um projeto concreto é marcante, especialmente este que resulta do trabalho conjunto da indústria farmacêutica com a Sociedade Portuguesa de Oncologia. Esta união é importante para apoiar a investigação portuguesa e recompensar o mérito do que é realizado pelos investigadores em Portugal.”

Sónia Melo – Representante do projeto vencedor

“A sensação de vencer o prémio é, em primeiro lugar, de humildade pela confiança e pelo facto de apoiarem um projeto que trará um enorme benefício aos pacientes que sofrem desta doença e que nos dias de hoje ainda não têm muitas alternativas terapêuticas. A única coisa que realmente pretendemos é arranjar formas de lhes fornecer tais alternativas. De forma simplificada, o projeto, pretende entender o porquê de os pacientes com cancro no pâncreas terem um sistema imunitário que não reconhece aquelas células de cancro. Normalmente, noutros tipos de cancro temos as células imunitárias que parcialmente respondem contra aquele tumor, ou seja, esta investigação incide na procura da resposta ao porquê de isto não acontecer com o cancro no pâncreas”.

Jesús Ponce Presidente do Conselho de Administração da Fundação Astrazeneca

“A entrega deste prémio é para nós, um momento de reconhecimento à qualidade e às competências científicas que existem em Portugal. Sobre o projeto vencedor, é um exemplo claro de um esforço de investigação na área translacional que pode realmente mudar, para melhor, o futuro dos doentes com cancro do pâncreas. Este prémio nasce da vontade de honrar a comunidade científica e pretende continuar a garantir o apoio aos esforços e às ideias de qualidade nas diferentes áreas terapêuticas”.

 

 

 

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