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Ana Rita Silva

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Quando o trabalho representa parte de nós

A coragem e a dedicação no seu expoente máximo

Com uma carreira profissional longa e diversificada, garante que o facto de ser mulher em nada a prejudicou, pelo contrário, considera que este facto foi até facilitador dentro da sua área de atividade. A entrega e o gosto pelo que faz são os ingredientes que destaca como diferenciadores para chegar cada vez mais longe. Num contexto socioeconómico desfavorável para o tecido empresarial (2011), Fátima Franco, munida de uma enorme vontade de fazer sempre mais, criou a sua própria empresa. “Não estava satisfeita com a minha situação profissional, ambicionava mais e recusava fazer algo que não me realizasse. Hoje, sei que não há nada mais gratificante do que fazer aquilo de que gostamos e só assim podemos ser realmente bons profissionais”, afirma. E assim arriscou, apesar de todos os prós e contras, concretizou e diz não estar nada arrependida.

A BioConnection é uma entidade formadora certificada pela DGERT, que acompanha diariamente a evolução do mercado onde atua e particularmente as necessidades do setor agroalimentar. Para que o acompanhamento junto do cliente seja o mais eficiente e eficaz. “Para manter uma empresa deste género, que oferece um serviço de elevada qualidade, com uma sólida base técnica e científica, tenho que estar continuamente informada da evolução do setor, da legislação alimentar, normas, desenvolvimentos científicos, porque todos os dias existem novidades. Os operadores alimentares, necessitam dessa informação e destes serviços para se adaptarem às exigências legais, regulamentares e dos mercados onde atuam, de outra forma não vendem os seus produtos.” Enquanto entidade prestadora de serviços nesta área, a BioConnection compromete-se a dotar as empresas destas ferramentas. Para isso, a qualidade tem de ser constante. “Cada cliente é único”, revela e “por isso as necessidades de cada empresa são avaliadas com cuidado particular e a atenção direcionada para os seus problemas e necessidades específicas”, acrescenta a nossa interlocutora. A filosofia da empresa passa pela grande proximidade que estabelece com o cliente desde o primeiro contacto. Em situações pontuais recorre a colaboradores externos para áreas muito específicas. No entanto revela que grande parte do trabalho é feito pela própria porque acredita que em termos de serviços é exatamente isso que acrescenta valor à empresa. “A proximidade com o cliente é essencial nesta área, para compreendermos as suas necessidades”

Com um crescimento exponencial, hoje, contam com uma carteira de cento e vinte e um clientes. A nossa entrevistada revela que no início, em 2011, tinha apenas dois clientes. “Houve um processo de lançar e posicionar a empresa no mercado. O crescimento rápido da empresa não era a nossa prioridade, explica. “ A primeira fase serviu para restabelecer a rede de contactos que havia desenvolvido até esse momento e posicionar, direcionar a empresa para o nosso público-alvo prioritário, a Industria Alimentar ”

 Quando o trabalho faz parte daquilo que somos

O trabalho não é penoso para Fátima Franco. É uma motivação. “Sou capaz de fazer seiscentos quilómetros para ter uma reunião com um cliente que durará dez minutos. É altamente gratificante depois de um dia de trabalho exaustivo, receber feedback de clientes a elogiarem o nosso trabalho, no fundo, perceber de que forma ajudamos os nossos clientes a atingirem os seus objetivos e reconhecerem a qualidade do nosso trabalho pela qual tanto nos empenhamos.” Que metodologias e ferramentas fazem parte do modo de trabalhar? “O know-how adquirido através do meu percurso profissional, e a capacidade de antecipar as necessidades dos nossos clientes são as ferramentas essenciais para trabalhar. Esse é o nosso papel, o de acompanhar, aconselhar e ajudar na mudança. Acredito que isto é o fator diferenciador entre as empresas de consultoria.” Declara a nossa entrevistada.

Ser Líder e Mulher

“Nunca senti na pele algum tipo de discriminação por ser mulher, pelo contrário, penso que na minha área, fui valorizada por isso mesmo.” Revela a nossa interlocutora mas reconhece valores intrínsecos à condição feminina. “A determinação numa mulher é muito mais evidente, pela assertividade, pela organização, dotadas de inteligência emocional, as mulheres têm uma perceção da realidade aguçada relativamente aos homens.”

“Na minha vida pessoal sempre senti um apoio incondicional nesse sentido, nunca me foram cortadas as asas, pelo contrário. Sei que sou uma afortunada.” No entanto, Fátima Franco, reconhece que nem sempre é fácil ser mulher e conseguir desempenhar um papel de destaque numa carreira profissional em sintonia com a vida pessoal.

O setor, hoje

“O setor agroalimentar, especificamente a Industria Alimentar é a industria transformadora que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios de cerca catorze mil milhões de euros, como no emprego sendo a segunda industria transformadora que mais emprega em Portugal, sendo responsável por mais de cem mil postos diretos e mais de quinhentos mil indiretos.

”A produção primária é uma área onde ainda há muito a fazer, é o início da cadeia de fornecimento alimentar, se algo está mal nesta fase vai repercutir-se às restantes fases da cadeia alimentar até chegar ao consumidor final, e o nível de exigência é muito elevado”.

“Há uma nova geração de agricultores muito preocupados, abertos e interessados perante as necessidades e exigências do mercado. Há uma tendência clara para a adaptabilidade que é urgente e quase sistemática neste setor.” E neste sentido a BioConnection já vai para a terceira edição de uma formação que promove direcionada para os pequenos agricultores. No âmbito da implementação de normas ligados às boas práticas agrícolas e gestão da qualidade e segurança alimentar, denominada a Global GAP. “ A formação é essencial”, afirma.

A importância da formação

Formação, porquê? “ É um alicerce fundamental. Deveria acontecer de forma sistemática. Neste setor em particular (que é o que eu conheço) é fundamental a formação dos recursos humanos das organizações, para melhor se adaptarem aos novos desafios, que é uma constate neste setor” Com uma estratégia definida e desenvolvida para intervir junto das empresas, a BioConnection é uma entidade formadora de referência, certificada pela DGERT, com uma oferta formativa nas áreas dos Sistemas de Gestão da Qualidade, Segurança Alimentar, Tecnologia Alimentar, Nutrição e Higiene e Segurança no Trabalho.

O que há para resolver

Fátima Franco aponta como principais desafios do setor agroalimentar a curto e medio prazo, devido à elevada complexidade da cadeia de fornecimento dos produtos alimentares e sua globalização, a gestão da relação com os seus interlocutores, o estabelecimento de metodologias eficazes na defesa dos alimentos (Food Defense) evitando a contaminação intencional dos produtos alimentares quer por motivos terroristas quer por motivos económicos, a fraude alimentar. As empresas alimentares têm que desenvolver sistemas mais eficazes na avaliação e seleção dos seus fornecedores de matérias-primas e embalagem alimentar e se for o caso, encontrar no mercado alternativas mais seguras que garantam a qualidade, a segurança e a legalidade dos seus produtos.

Prioridades e desafios para o futuro

Com um balanço extremamente positivo até à data, a BioConnection pretende, sobretudo, no futuro, fomentar a fidelização dos acuais clientes (de que muito se orgulha) e angariar novos clientes. Alargar a atuação para o setor primário e para o setor da embalagem alimentar também faz parte dos projetos de uma entidade que já provou de forma clara qual a sua atitude perante o mercado e as suas vicissitudes, uma atitude séria e determinada. Um caminho feito passo a passo com perseverança e feito por quem sabe. “O nosso setor é o agroalimentar e de onde não queremos sair. É a área que conheço e considero essencial para o sucesso de uma empresa conhecer muito bem o mercado, essa é a chave.” Constata Fátima Franco.

 

Perfil – Fátima Franco

Formação Académica:

        Licenciatura em Engenharia Alimentar (1992) , pela ESB/UCP

        Pós graduação em Segurança Alimentar(2001)  pela ESB/UCP

        Curso Geral de Gestão (2011) na Católica Business School (UCP)

 

Resumo profissional:

        Desde 2011-Diretora Geral da BioConnection, Lda, desenvolvendo a sua atividade como consultora, formadora e auditora de Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança alimentar

        Desde 2001 –Formadora certificada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional na área Higiene e Segurança Alimentar e Tecnologia Alimentar.

        Desde 2001 -Consultora na área de Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar em diversas empresas agroalimentares e de materiais de embalagem alimentar.

        De 1998-2010-Coordenadora dos Cursos de Especialização Tecnológica (ensino pós secundário) na AESBUC–Associação para a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e foi orientadora  de estágios curriculares em empresas nacionais e estrangeiras do setor agroalimentar no âmbito da Qualidade e Segurança Alimentar.

De 1995-1998- Diretora Técnica numa indústria de produtos de higiene e cosmética.

De 1992-1996- Docente no ensino básico e secundário

ERGONOMIA: Formação e Prática

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No âmbito da Saúde e Segurança nas empresas, a ação do Ergonomista é centrada, simultaneamente, nas características dos operadores, nas características dos sistemas e nas características da interação, ou seja, na atividade de trabalho. Assim, a sua ação vai exercer-se fundamentalmente sobre o conjunto de fatores que determinam a atividade do trabalhador, particularmente sobre o que condiciona a sua capacidade laboral, segurança, saúde, bem-estar e produtividade.
Na perspetiva da Ergonomia, o trabalho real dos operadores consiste na expressão de um saber e de uma vivência profissional com origem numa história individual e coletiva, inscrita num determinado contexto socioeconómico. Neste sentido, a análise ergonómica do trabalho, quando estuda as componentes das situações de trabalho na perspetiva da interação e compreende o caráter dinâmico e intrínseco da atividade de trabalho dos operadores, dá um contributo único, numa perspetiva de adaptação ou transformação dos sistemas de trabalho. Esta abordagem da Ergonomia constitui-se como uma vantagem competitiva para a inovação nas empresas. A formação em Ergonomia realizada na Faculdade de Motricidade Humana (FMH) é única no país e assegura a formação de Ergonomistas ao nível da Licenciatura, Mestrado e Doutoramento (www.fmh.ulisboa.pt). A licenciatura em Ergonomia na FMH foi criada em 1988, como resposta às necessidades empresariais e sociais, quer no âmbito da capacitação das empresas para a melhoria da eficiência laboral, quer da promoção da saúde e da segurança no trabalho. Em Portugal, a Ergonomia encontrou na FMH as condições institucionais para a sua conceptualização, para a organização do conhecimento e para a construção de metodologias e instrumentos necessários à prática da profissão. Esta instituição acreditou no potencial de inovação do seu objeto de conhecimento, a Motricidade Humana, em novas áreas de necessidades empresariais e sociais, como a dos sistemas de trabalho, o que permitiu o desenvolvimento de uma área de conhecimento completamente nova, na época, em Portugal. Desde a criação da licenciatura em Ergonomia houve todo um processo evolutivo marcado pela preocupação em adequar o modelo e os conteúdos da formação às necessidades empresariais, sociais e organizacionais. Considerando que a competitividade dos mercados tem conduzido à necessidade crescente de satisfazer, com qualidade, as solicitações do mundo empresarial, a licenciatura em Ergonomia tem sido exposta à comparação internacional, pela adesão, em 1992, ao Harmonizing European Training Programs for the Ergonomics Profession (HETPEP). Deste modo, os licenciados em Ergonomia podem aceder ao título de Ergonomista Europeu através do Center for the Registration of the European Ergonomist (CREE). A atribuição deste título é da responsabilidade do CREE, sendo as candidaturas apresentadas através da Associação Portuguesa de Ergonomia (APERGO).

A Licenciatura e o Mestrado em Ergonomia da FMH habilitam os seus alunos com competências específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho, o que lhes permite ter uma perspetiva sistémica do trabalho no sentido da avaliação, controlo e gestão dos riscos ocupacionais com impacto na produtividade e na segurança e saúde dos trabalhadores; e no âmbito da usabilidade e user experience o que lhes permite uma intervenção ao nível do desenvolvimento e avaliação de interfaces para sistemas que promovam boas experiências com ganhos de eficiência, segurança e bem-estar.

A Ergonomia tem vindo a evoluir, com provas dadas nos mais diversos setores de atividade empresarial. Nos últimos anos, tem-se assistido a um aumento da procura de Ergonomistas pelas empresas, sendo um dos principais objetivos a otimização da capacidade laboral e a prevenção dos riscos ocupacionais.

Em Ergonomia realiza-se o estudo do Homem no trabalho, mas também nas suas ocupações nos tempos livres ou utilitárias. O seu objetivo é a otimização da interação entre o Homem, o sistema e o ambiente, através do equilíbrio entre as exigências das tarefas, as características do sistema e as características anatómicas, fisiológicas, sensoriais, percetivas e cognitivas dos indivíduos, visando, de forma integrada a produtividade e a qualidade dos sistemas, e a saúde e a segurança das pessoas. Uma das características particulares e distintivas da Ergonomia é centrar-se na atividade humana, enquanto processo complexo, original e em evolução, destinado a adaptar-se à tarefa, mas ao mesmo tempo a transformá-la. Esta atividade não é neutra, compromete e transforma aquele que a realiza. Assim, a análise ergonómica conduz à identificação das variáveis do funcionamento dos sistemas de trabalho, da variabilidade intra e interindividual dos operadores, dos resultados alcançados e dos efeitos sobre os indivíduos ao nível da sua saúde, segurança e produtividade. Esta compreensão do trabalho, seus determinantes e consequências para os indivíduos e para o sistema produtivo, conduz aos objetivos de transformação do trabalho ao nível das condições de realização, dos aspetos organizacionais e da formação. ▪

 

“LOOK UP – THERE’S ALWAYS A STAR”

O passado dia 31 de janeiro foi memorável porque a Aula Magna da Universidade de Lisboa recebeu a cerimónia dos 50 anos da Fundação Denise Lester e dos 80 anos da Queen Elizabeth’s School. Aos nossos leitores, como descreveria este dia?

O Conselho de Administração da Fundação Denise Lester organizou uma cerimónia comemorativa do octogésimo aniversário da Queen Elizabeth’s School, cujo início da sua atividade educativa remonta a 3 de novembro de 1935 e do cinquentenário da Fundação portadora do nome da Instituidora desta Escola, constituída pela própria em 1965, a fim de ser dada continuidade à sua obra. Este evento teve lugar na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, no dia 31 de janeiro de 2016, tendo sido evocada a fundadora desta instituição, Miss Margaret Denise Eileen Lester, O.B.E. (Order of the British Empire), e os ideais que preconizou: – manter a Queen Elizabeth’s School, de acordo com o espírito com que foi criada, procurando sempre observar os programas do ensino vigente nas escolas britânicas; promover o culto da amizade luso-britânica e honrar as bandeiras dos dois países, que deverão ser hasteadas, a par, em todos os dias e atos solenes da história dos dois países; o ensino primário e da língua inglesa a crianças de ambos os sexos, entre os 4 e os 12 anos de idade, sendo esse ensino, com um limite de 5% sobre a frequência escolar, extensivo a crianças diminuídas fisicamente; prosseguir quaisquer outros fins de natureza educativa, cultural e de solidariedade social e cooperar com a Embaixada Britânica em Portugal e seus Serviços Culturais, em projetos e iniciativas nestas áreas.

A Embaixada Britânica  em Portugal fez-se representar neste evento pela Excelentíssima Senhora Cônsul Simona de Muro, o que muito honrou o Conselho de Administração da Fundação Denise Lester.

A Fundação Denise Lester tem-se norteado por uma política de qualidade, inovação e internacionalização nos serviços educativos que presta. Atualmente a Queen Elizabeth’s School é um estabelecimento de ensino com as valências de berçário, creche, educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico português, em que é dado um papel de primordial importância à aprendizagem precoce do inglês, sendo o ensino desta segunda língua e a cultura britânica intoduzidos aos alunos de uma forma intuitiva e natural em contexto bilingue.

gala 80 anos alta definição (622)Foi um dia memorável, porque além de ter sido perpetuada a memória da Fundadora, também foram dados a conhecer os desígnios desta para com a Queen Elizabeth’s School e a Fundação Denise Lester, através de pequenos excertos da sua autobiografia publicada em 1985, 3 anos após o seu desaparecimento, lidos por alunos e antigos alunos que continuam a frequentar os Clubes de Inglês dinamizados por esta Escola bilingue, desde a sua origem. Ao longo de toda a primeira parte do espetáculo especialmente direcionada a todos os antigos alunos que se encontravam presentes e familiares de benfeitores que apoiaram Miss Denise Lester na realização do seu sonho de criança, assistiu-se ao desempenho admirável de todos os alunos da Queen Elizabeth’s School, sendo de destacar: a atuação de quatro alunos do 1º ciclo do ensino básico que cantaram o Hino “Jerusalem” com letra de William Blake e música de Sir Hubert Parryin (1916), usualmente cantado em muitos eventos oficiais no Reino Unido como uma metáfora para simbolizar os valores cristãos do amor a Deus e ao próximo e da paz; bem como, a uma atuação dos alunos do Berçário, Creche e Pré-Escolar na interpretação da Nursery Rhyme, “Twinkle Twinkle, Litlle Star”, que faz parte do reportório de canções tradicionais britânicas lecionadas nesta instituição. Esta mesma música, foi cantada em inglês, como é habitual, mas a sua primeira estrofe foi entoada em mandarim por alguns alunos chineses e portugueses do 1º ciclo do ensino básico inscritos no Clube de Mandarim; da Queen Elizabeth’s School, sendo de mencionar também, os alunos que acompanharam a Orquestra Didática da Foco Musical, tocando um instrumento musical, na interpretação desta mesma música.

Nesta primeira parte do espetáculo também foi cantada a música de Natal e de Ano Novo predileta de Miss Denise Lester, the Christmas Carol “In the Bleak Mid Winter”, por todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico e declamada por dois antigos alunos, que continuam a estudar Inglês nesta Escola, a poesia preferida da Fundadora “If” de Rudyard Kipling, autor e poeta britânico de grande notariedade, conhecido pelas obras infantis que escreveu e Prémio Nobel da Literatura em 1907, ao som de piano.

Foi projetado um filme pertencente aos arquivos da RTP1, alusivo à comemoração do 35º aniversário da Escola (1970) com imagens de Miss Lester e das entidades oficiais portuguesas e inglesas que estiveram presentes, tendo sido dada especial ênfase ao Professor Doutor Marcelo Caetano, na altura Presidente do Conselho de Ministros e membro do Conselho de Administração da Fundação Denise Lester; assim como, a um discurso proferido pela Fundadora aquando da comemoração dos 25 anos da Queen Elizabeth’s School (1960), tendo nesta data o Ministro da Educação Inglês, Sir David Eccles, vindo propositadamente a Portugal para esse fim e sido passado uma parte do seu discurso, tendo também sido visionadas fotografias dessas ocasiões festivas e um antigo filme sobre as atividades escolares.

Foi apresentado um segundo filme, com diversos factos marcantes após o desaparecimento de Denise Lester, no período em que assumiu a presidência do Conselho de Administração o Senhor Doutor Joaquim Pedro de Oliveira Martins, nomeadamente a comemoração do 50º aniversário da Escola em 1985 (ano em que foi publicada a autobiografia de Miss Lester), a visita oficial do Princípe Carlos e da Princesa Diana à Queen Elizabeth’s School em 1987, a comemoração dos 60º, 70º e 75º aniversários da Escola, o lançamento do livro “Queen Elizabeth’s School – Espírito e Cultura de Escola” em 2006, uma carta enviada pela Rainha Isabel II felicitando a Escola pelos seus 70 anos, a participação no 9º Encontro Nacional de Fundações em Janeiro de 2007, várias mobilidades ocorridas no âmbito da coordenação, pela Queen Elizabeth’s School, de duas parcerias entre escolas – Ação Comenius, a participação na Volta às Capitais do Ano Europeu do Voluntariado 2011 e a mensagem de uma carta recebida pela Escola, dirigida ao Presidente do Conselho de Administração, enviada pela Secretaria de Estado do Vaticano, assinada pelo Assessor do Papa Bento XVI, Monsenhor Peter B. Wells, com o reconhecimento de Sua Santidade à Fundação Denise Lester e à Queen Elizabeth’s School pelos diversos presentes com que quiseram homenagear o Santo Padre e transmitir os votos de Santo Natal e Feliz Ano de 2011. Ao longo da exibição deste filme foi apresentado o discurso proferido pelo Presidente do Conselho de Administração por altura do 70º aniversário da Escola, Exmo. Senhor Dr. Joaquim Pedro Benthein Noronha Morais Pinto de Oliveira Martins, que sucedeu a Miss Denise Lester desde o seu desaparecimento em 1982, e que sempre acompanhou o destino desta instituição e cuidou  para que os ideais estabelecidos pela sua instituidora  não fossem esquecidos, e o seu legado preservado, como antigo aluno que foi desta Escola e continuador da obra de Miss Lester, por quem tinha a maior estima e amizade, missão essa que cumpriu dedicadamente até ao último dia da sua vida, 8 de dezembro de 2011, data em que sofreu um fatal acidente de viação.

Os alunos do Clube de Ballet da Queen Elizabeth’s School, apresentaram um bailado inspirado no movimento do desabrochar de uma rosa, sendo que a rosa é o logotipo deste estabelecimento de ensino, enquanto o instrumental do hino da escola era tocado em flauta pelos alunos do 4º ano, acompanhados pela orquestra.

No intervalo do espetáculo foi servido um cocktail aos cerca de 1700 espetadores presentes, no átrio da Aula Magna, onde esteve patente uma mostra de trabalhos realizados pelos alunos, alusivos a algumas tradições anglo-saxónicas que fazem parte da cultura desta Escola bilingue desde o seu início, com especial relevância: Queen Elizabeth II longest-reigning British monarch; A Rainha Santa Isabel;  Guy Fawkes – Gunpowder Plot; Remembrance – Poppy Appeal; a celebração do Ano Extraordinário Jubilar da Misericórdia; os 800 anos da assinatura da Magna Cartan (1215); testemunhos de alguns antigos alunos da Queen Elizabeth’s School ligados ao mundo dos media Julie Sergeant, Vasco Palmeirim e Cristina Liz – e o St. George’s Day.

Na segunda parte desta cerimónia os alunos da Queen Elizabeth’s School interpretaram o musical “Alice”, adaptado por Mark e Helen Jonhson do clássico infantil britânico “Alice’s Adventures in Wonderland”, de Lewis Carroll, no ano comemorativo dos 150 anos do lançamento desta obra. A abertura do musical foi feita por oito alunas da classe de Ballet de nível mais avançado que executaram um bailado tecnicamente mais exigente que o anterior, dando movimento a quatro personagens da peça: Alice, Coelho, Rainha de Copas, Gato e duas Cartas. O musical contou com a participação de 365 alunos ao longo dos seus 12 atos.

Os alunos do 4º ano representaram os papéis das personagens principais, todo o musical foi falado e cantado em inglês, tendo alguns alunos cantado a solo. Os alunos do 3º ano deram corpo e voz ao Coro da Queen Elizabeth’s School que acompanhou a Orquestra da Foco Musical durante toda esta cerimónia comemorativa.

Sessenta e quatro alunos do 1º ciclo do ensino básico, com faixas etárias compreendidas entre os sete e os dez anos, foram convidados para integrar uma classe especial de ginástica de trampolins, acrobática e de solo, tendo feito uma exibição gimníca de grande qualidade, que fez parte integrante do musical.

Foi neste espírito de festa que foram felicitados os alunos da Queen Elizabeth’s School pelo entusiasmo e brio com que se empenharam e por terem tido um desempenho excecional quer no musical quer nos trabalhos apresentados na exposição patente no átrio da Aula Magna alusiva às tradições britânicas que fazem parte da cultura desta Escola.

No encerramento da cerimónia foram apresentados à comunidade escolar os novos membros dos órgãos sociais da Fundação Denise Lester, foi feita uma homenagem póstuma ao Exmo. Senhor Dr. Joaquim Pedro de Oliveira Martins, anterior Presidente do Conselho de Administração, pelos mais de 37 anos de dedicação a esta Instituição e ao Vogal Exmo. Senhor Major Michael William Stilwell, C.B.E.  (Commander of the Most Excellent Order of the British Empire), pela amizade que a Família Stilwell sempre dedicou a Miss Denise Lester e pelos mais de 30 anos de serviço prestado; foi também homenageado o Vogal do Conselho de Administração com maior antiguidade em funções, desde 1978, Exmo. Senhor Dr. Júlio Gião Félix Sequeira Marques; assim como, o Vogal demissionário Exmo. Senhor Simon Peter Stilwell, pelos 23 anos de serviço prestado.

Foram ainda homenageados: o primeiro aluno da Escola, Exmo. Senhor Miguel Abecassis, por ter mantido a ligação a esta Escola ao longo destes 80 anos e cujos avós, Exmos. Senhores Sofia e Fortunato Abecassis, cederam uma sala e o jardim da casa onde viviam para as primeiras instalações da Queen Elizabeth’s School, que começou com três alunos, possibilitando assim a concretização do sonho de Miss Denise Lester; o Exmo. Senhor Doutor Fernando Guedes, em reconhecimento pela edição e prefácio do livro “Queen Elizabeth’s School – Espírito e Cultura de Escola” e ilustre representante de uma Família com várias gerações de alunos na Queen Elizabeth’s School ao longo de 46 anos; e o Excelentíssimo Senhor Almirante António Cavaleiro de Ferreira, antigo aluno da Queen Elizabeth’s School, pela disponibilidade e zelo que dispensou aos assuntos da Escola enquanto Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Ministro da Educação, em junho de 1976.

 

Uma palavra especial

 Foi dirigido no final da festa pelos membros do Conselho de Administração um agradecimento à direção ao Corpo Docente e Não Docente pela dedicação que devotaram a este evento que se traduz no resultado de anos e anos de trabalho meritório a esta Instituição; bem como, uma palavra de reconhecimento aos Pais e Encarregados de Educação, por confiarem os seus filhos aos cuidados desta Escola, pela sua colaboração, interesse e crítica construtiva nas atividades escolares desenvolvidas. Por fim foi expressa a muita estima pelos antigos alunos e por todos aqueles que trabalharam incansavelmente para esta instituição e que sempre mantiveram os laços de amizade com esta casa e que hão de sempre fazer parte desta grande família que é a Queen Elizabeth’s School.

Desde 1935 a educar e a formar jovens cidadãos com um forte sentido de responsabilidade social

O projeto educativo da QES, foi elaborado a partir dos princípios fundamentais que alicerçaram a ação educativa de Miss Denise Lester aquando da criação desta Escola em 3 de novembro de 1935.

Preservar os ideais preconizados pela fundadora Miss Denise Lester, dando uma particular importância à educação para os valores, bem como ao exercício de uma cidadania ativa com um forte sentido de responsabilidade social assente no respeito pelas liberdades fundamentais do indivíduo como pessoa, na defesa dos direitos humanos e no combate a todas as formas de exclusão e discriminação.

Na sua ação educativa, a Queen Elizabeth’s School (QES) promove valores de solidariedade, tolerância e diálogo numa sociedade cada vez mais global, caracterizada por uma grande diversidade e riqueza cultural, sensibilizando os seus alunos para o papel preponderante da sociedade civil como força que dá expressão às necessidades de interesse geral dos cidadãos num Estado de Direito.

O projeto educativo da Queen Elizabeth’s School pretende dar continuidade à visão, espírito altruísta e empreendedor que sempre caracterizou a sua Fundadora e uma importância primordial à formação pessoal e cívica dos alunos atuais como os cidadãos de amanhã.

Apesar de Miss Lester ter sido vítima de uma grave e prolongada doença do foro circulatório, nunca se deixou abater por essa circunstância adversa, tendo criado de raiz esta escola e realizado trabalho de voluntariado nas Guias de Portugal, na Cruz Vermelha e na Legião Real Britânica (The Royal British Legion), situações estas, que lhe valeram várias condecorações, designadamente por mérito em 1943 pela Cruz Vermelha, em 1947 pelo Rei Jorge VI como Membro do Império Britânico, em 1971 pelo Presidente da República Portuguesa Almirante Américo Tomás como Oficial da Ordem da Instrução Pública, em 1972 pela Rainha Isabel II como Oficial da Ordem do Império Britânico e em 1975 nomeada Membro Honorário da Legião Real Britânica.

A Fundação Denise Lester e a Queen Elizabeth’s School, têm vindo a desenvolver vários projectos na área da educação para a cidadania e da proteção dos direitos humanos, nomeadamente na colaboração com algumas organizações não governamentais e instituições de solidariedade social, em campanhas de sensibilização para angariar fundos e géneros alimentares para lares de terceira idade, centros de apoio a crianças desfavorecidas economicamente e a pessoas portadoras de deficiência.

 

A LÍNGUA INGLESA NO CURRÍCULO DA QUEEN ELIZABETH’S SCHOOL

O Projeto Educativo da Queen Elizabeth’s School assenta no estreitamento dos laços históricos e culturais entre Portugal e o Reino Unido, preservando o culto da Aliança mais antiga do mundo e no ensino bilingue português-inglês, nas valências de Berçário, Creche, Educação Pré-Escolar e na adoção de um modelo integrado de ensino no 1º Ciclo do Ensino Básico Português que é uma mais-valia e um fator de diferenciação para os alunos desta escola, os quais em complementaridade com o currículo oficial português, usufruem do Programa Primário Internacional da Universidade de Cambridge.

O ensino do Inglês é validado internacionalmente pelos “Young Learners English Tests”  (Starters, Movers e Flyers) da Universidade de Cambridge, pelos “Integrated Skills in English” (ISE Foundation) do Trinity College  London, correspondentes aos níveis A1 e A2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas do Conselho da Europa (QECR) e pelo exame de Artes Performativas “Trinity Stars: Young Performers in English Award” (Stage II e Stage III) do Trinity College London, realizado pelos alunos do pré-escolar.

A Queen Elizabeth’s School tem participado em parcerias no âmbito de programas de intercâmbio educativo e cultural a nível nacional e internacional, é membro do Instituto Britânico no Programa de Parceria de Exames denominado “Addvantage”, Centro de Exames do Trinity College London, Cambridge International School, Cambridge Primary School e Exam Preparation Centre do Cambridge English.

A Queen Elizabeth’s School tem vindo a apostar na internacionalização do seu currículo, tendo coordenado duas parcerias multilaterais entre escolas europeias no âmbito do Programa Setorial Comenius com a duração, respetivamente, de dois anos letivos (Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida), entre setembro de 2010 a setembro de 2012, denominado “FLY-Fun Learning for Youngsters” (www.flyproject.org) e três anos letivos (Programa Sócrates), de setembro de 1999 a junho de 2002, denominado “European Citizens of Tomorrow”.

Desde 2008, a Queen Elizabeth’s School tem vindo a utilizar uma metodologia inovadora aplicada em alguns países da União Europeia no domínio da Aprendizagem Integrada de Línguas e Conteúdos – (AILC)/ Content and Language Integrated Learning – (CLIL) que associa a aprendizagem de uma segunda língua ao ensino de certos conteúdos disciplinares e temáticas transversais a todas as áreas curriculares.

Na área da Educação e Expressão Musical a Queen Elizabeth’s School é parceira da Foco Musical ,sendo esta membro da Associated Board of the Royal Schools of Music(ABRSM),líder mundial na área de avaliações e exames de música. A Queen Elizabeth’s School tem proposto alunos com sucesso a estes exames.

No 1º ciclo do ensino básico os alunos da Queen Elizabeth’s School são preparados para realizar com aproveitamento os testes das disciplinas Primary Maths e Primary Science do Programa Primário Internacional de Educação da Universidade de Cambridge, a par das provas do currículo oficial português. O número total de horas semanais de inglês, incluindo as duas horas semanais contempladas para esta disciplina no currículo nacional português do 1º ciclo do ensino básico, é de nove horas e meia. A acrescer a este número de horas de inglês a Queen Elizabeth’s School ainda tem a funcionar, duas a três vezes por semana, os Clubes de Inglês para alunos e antigos alunos que proporcionam o aperfeiçoamento de certas competências linguísticas, assim como, a preparação para os exames: Integrated Skills in English do Trinity College London (ISE Foundation, ISE I, ISE II), Graded Examinations in Spoken English (GESE VII), First Certificate (FCE) e Certificate in Advanced English (CAE) da Universidade de Cambridge, correspondents aos níveis A2, B1, B2 e C1 do QECR.

Foi implementado no ano letivo de 2014/2015 o Programa Internacional de Educação Bilingue da Universidade de Cambridge no currículo da escola, de forma gradual e progressiva, tendo passado a fazer parte do horário letivo as disciplinas de Matemática e Ciências lecionadas em inglês seguindo o programa Primary Maths e Primary Science da Universidade de Cambridge em complementaridade com o programa oficial português do 1º Ciclo do Ensino Básico. Desde o ano letivo 2014/2015 que os alunos da Queen Elizabeth’s School têm vindo a realizar os testes preparatórios dos Cambridge Primary Maths/Science Progression Tests, e adotados os manuais escolares editados pela Cambridge University Press, destinados à concretização das aprendizagens deste Programa Internacional. No ano letivo 2016/2017, os discentes da QES serão avaliados pelos testes Cambridge Primary Maths/Science CheckPoint Tests para a obtenção de um Statement of Achievement and Diagnostic Report.

 

Sorrisos em Família

De que forma a Clínica João Pedro Canta consegue ser referência e protagonista da mudança em Implantologia em Portugal?

A Clínica João Pedro Canta é uma clínica multidisciplinar de Medicina Dentária com dezoito anos de existência. Sou Médico Dentista desde 1997, dedico-me em exclusividade à área da Implantologia e Cirurgia Oral. Iniciei minha formação nesta área em 1999 na Universidade de Nova Iorque e, desde os EUA ao Brasil tenho vários cursos dedicados à implantologia. Hoje, faço parte da equipa docente da Pós-Graduação de Implantologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e sou convidado de uma marca de implantes como consultor científico. Na clínica temos uma larga experiência nesta área o que nos deixa muito à vontade em todos os desafios que surgem diariamente na nossa clínica.

Na sua opinião, qual é a realidade da Implantologia em Portugal?

A Medicina Dentária em Portugal em nada fica a dever a outros países, e a Implantologia não é exceção. O facto de termos em Portugal uma formação Universitária pós-graduada nesta área permite-nos estar ligados a vários projetos científicos e termos um crescendo de “massa crítica”. Aliás, temos nomes portugueses que se destacam inclusivamente no plano internacional.

Os tratamentos implantológicos podem ser dispendiosos para algumas pessoas, na Clínica João Pedro Canta existem condições especiais de pagamento?

Como qualquer empresa, uma Clínica de Medicina Dentária terá de estar atenta e desenvolver ferramentas comerciais para fazer face às constantes alterações do mercado. Na nossa clínica temos o cuidado de, a par da abordagem técnica, fazermos um acompanhamento comercial personalizado de cada paciente. Temos opções financeiras que se adequam a praticamente todos os casos, para que o fator financeiro não seja um entrave ao tratamento.

Que outros serviços disponibiliza a clínica?

A equipa é constituída por 16 elementos. Orgulhamo-nos de dar um tratamento especializado em todas as áreas da Medicina Dentária. Além de Microscópio Clínico, Sedação consciente com protóxido de azoto, temos ainda um aparelho de CBCT, que é uma tecnologia recente que permite fazer TACs com menos cerca de 90 % de radiação face a um TAC convencional.

Enquanto clínica dentária, o que é mais importante na relação com o paciente? Uma boa saúde oral é imprescindível para a saúde em geral. Que maus hábitos ainda persistem que importa derrubar? Quais são os principais comportamentos de risco?

Estabelecer uma boa empatia com o paciente é fundamental. Continuamos a acreditar e a apostar na qualidade dos nossos tratamentos, e isso justifica que o nosso maior referenciador seja o nosso paciente. Relativamente aos “maus” hábitos destacaria a falta regular de acompanhamento da generalidade da população. Os programas públicos são inexistentes e a maior parte das pessoas apenas recorre ao dentista em situações de urgência. O tabaco e a pouca educação para a higiene oral serão os principais factores de risco.

A aposta na formação contínua dos médicos dentistas é uma prioridade?

A Medicina Dentária, para muitos Médicos Dentistas, é uma profissão isolada e individualista. Se não virmos outras realidades, se não trabalharmos em equipa, dificilmente subimos na nossa curva de aprendizagem de forma saudável. A formação contínua deve ser tida em conta como forma de estimular a permanente atualização e a troca de experiências entre profissionais.

Sorrisos em família é o vosso slogan. Na sua opinião, em Portugal ainda há uma clara necessidade de educar e promover os bons hábitos de saúde oral para a manutenção de um sorriso saudável?

Uma das áreas em que a clínica aposta é a da Odontopediatria (Medicina Dentária infantil). Segundo a Academia Americana de Odontopediatria a criança deve ir pela primeira vez ao dentista entre a erupção dos primeiros dentes (seis meses) e o primeiro ano de vida, sendo que a consulta é orientada para os pais para informação dos principais factores de risco e os cuidados de higiene que devem instituir na criança. Portugal carece de maior investimento em ações de educação da população e até profissional. Quando vemos pais com níveis de saúde oral francamente baixos, o que podemos esperar da saúde oral dos seus filhos?

A história de que se faz uma Marca

Agora David J. Gerber publica a biografia da história de vida do pai:

“O Dilema do Inventor – a Notável Vida de H. Joseph Gerber. Nascido em Viena, ele escapou de forma espetacular à morte sob o regime nazi com apenas 16 anos de idade, em 1940. Depois de emigrar para os Estados Unidos, a sua ascensão começou: Heinz, que passou a chamar-se Joe, nunca olhou para o passado mas sempre para o futuro. Quando morreu em 1996, 677 patentes tinham sido arquivadas em seu nome. Além disso, o Instituto Smithsoniano, em Washington, dedicou um departamento inteiro às suas exposições.

David Gerber tornou-se um investigador meticuloso, tendo feito inúmeras entrevistas a algumas das principais personalidades das indústrias cujos processos foram decisivamente melhorados e, muitas vezes, revolucionados por Joe Gerber, e falou ainda com jornalistas e companheiros do pai. Na verdade, mesmo o manuscrito do musical “Jovem com pressa” contribuiu para uma parte da biografia. Depois de tudo, os primeiros dias do recém-formado engenheiro já inspiraram Morton Wishengrad a escrever uma peça com o mesmo nome, que decorreu na Broadway por volta de 1950. Logo depois, Joe Gerber apresentou a sua primeira invenção enquanto ainda estudava no Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova Iorque: o índice de cálculo da variável gráfico-numérica. No desenvolvimento do protótipo, o cinto de borracha do seu pijama desempenhou um papel proeminente…

Como Irving Stone na sua pintura de Michelangelo, David Gerber conta-nos de forma eloquente e consistente o que há de tão extraordinário na vida de H. Joseph Gerber – como mente criativa e inventor, bem como homem de família – e também enquanto empreendedor. Apenas a duas horas de carro a partir do local onde chegou como refugiado na Nova Inglaterra, mais concretamente Hartford/Connecticut, lançou as bases para a criação das suas empresas de tecnologia. Representada em 130 países por todo o mundo, a Gerber Scientific Inc., Gerber Technology, Gerber Products, todas as suas filiais bem como spin offs especializadas nestes nichos de soluções tecnológicas estão entre os maiores líderes do mercado global nas suas respetivas áreas de atuação.

Apesar de ser filho do inventor, David Gerber conseguiu encontrar o equilíbrio de imparcialidade certo nas suas descrições. A abundância de referências anedóticas faz-nos refletir e, ao mesmo tempo, sorrir. “O Dilema do Inventor” é um livro algures entre a literatura de especialidade e o entretenimento – um documento contemporâneo certamente. Não tem de estar associado ao processo têxtil para ficar fascinado com o livro de David Gerber. Mas, para os leitores com uma conexão a esta indústria e apaixonados por tecnologias inteligentes, “O Dilema do Inventor” está na categoria dos livros de leitura obrigatória e agradável.

Este notável livro de David Gerber sobre Joe Gerber, sobre tecnologia e a responsabilidade que ela traz, sobre educação, sobre o pensamento inovador, o poder de imaginar e a coragem da esperança, está disponível em inglês. Por toda a Europa, nas livrarias locais, é possível encomendar a obra de David Gerber sobre o seu verdadeiramente surpreendente pai.

 

Meio Século de Viticultura com Prestígio

O mais importante a destacar na história, segundo o nosso entrevistado, é o trabalho intenso a que o setor obriga. “O sacrífico dos viticultores, as crises que superam, as dificuldades diárias a que os agricultores têm de fazer frente são realidades a ter em consideração”.

 

50 Anos depois e agora Presidente

Tinha apenas dezoito anos quando começou por integrar os órgãos sociais na Adega e por isso Manuel Gabirra assistiu na primeira pessoa às mudanças ocorridas tanto no setor como dentro da Adega. “Ao contrário do que acontecia há cinquenta anos o vinho da Adega já é um vinho para apreciar e enquanto produtor somos o que mais marcas produz e a aposta na produção de vinhos leves despertou a Adega para a expansão”, declara. “Quando se trabalha com seriedade e responsabilidade os resultados aparecem.” É com esta afirmação que o nosso interlocutor explica que enquanto presidente da Adega tem de conhecer obrigatoriamente o dia a dia dos seus viticultores. Conhecer a realidade e as dificuldades, trabalhar muito e pensar sempre em primeiro lugar nas pessoas. Afinal o bom vinho depende, também, de quem o produz. “Hoje em dia não é fácil ser viticultor. Fazer a vinha é fácil porque as máquinas fazem tudo. A despesa é muito difícil. Porém a Adega não tem tido problemas em apoiar os seus sócios”, explica.

O mercado, duro e amplo

Através da elaboração e implementação de um sistema de segurança alimentar segundo a metodologia HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point ou Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos) a Adega Cooperativa de Almeirim cumpre todos os requisitos. Existem critérios chave quando se fala em qualidade. Em termos práticos, o que acontece na Adega obedece a um padrão qualitativo de destaque traduzido em detalhes como a formação contínua dos seus colaboradores, nas instalações e ambiente de trabalho de acordo com os pré-requisitos de higiene e segurança alimentar, as características dos produtos e a capacidade de produção; na atenção às necessidades dos clientes, recorrendo a um sistema de gestão da qualidade implementado conforme a legislação em vigor, para assim responder de forma rápida e eficaz a eventuais pedidos; assegurar meios de comunicação internos e externos com fornecedores, clientes… Como sinal de mérito no setor, a Adega já arrecadou prémios que falam por si: ouro com “Planície” Branco 2013; bronze no Challenge Internacional du Vin com “Planície”; ouro no Concours Mondial de Bruxelles com “Planície”; prémio de Vinho de Portugal de 2014; prata com “Portas do Tejo” branco 2013; ouro com “Varandas” no Concours Mondial de Bruxelles 2012; prémio Empresa Dinamismo 2014;bronze no Challenge Internacional du Vin 2015 com “Varandas” branco 2014; no concurso Vinhos de Portugal 2015: prata com “Portas do Tejo” Branco 2014, prata com “Varandas” Branco 2014, prata “Varandas” Tinto 2012, ouro com “Varandas Grande Escolha” branco 2014 e prata na Gala dos Vinhos do Tejo 2016. Recebeu o Prémio de Adega do Ano atribuído pela Revista de Vinhos em 2006.

Investimento
na tecnologia para produzir mais e melhor

De forma a dar corpo e alma à adega o investimento na tecnologia é uma constante. “A qualidade dos vinhos é a principal motivação de quem contribui para a Adega”, completa Manuel Gabirra. Ao longo dos últimos anos a Adega sofreu processos de restruturação o que a faz ser nos dias de hoje uma das mais bem equipadas em Portugal, com um laboratório bem apetrechado e a equipa de enologia composta por três enólogos (Eng.º Romeu Gonçalves, Eng.º António Ventura e Eng.ª Maria Valadas), a limpeza e renovação periódica das barricas de carvalho francês são determinantes para manter a qualidade num nível de excelência na produção e estágio do vinho. “Para enfrentar de forma digna todas as dificuldades temos apostado em grande na tecnologia e nunca desconsiderando as vinhas, que estão na base do nosso sucesso”. As vinhas, plantadas em campos, distinguem-se pela qualidade das suas castas: as brancas predominantes: Fernão Pires, Tália, Trincadeira das Pratas, Moscatel e as castas tintas Castelão (Periquita), Aragonês (Tinta Roriz), Trincadeira Preta, Syrah, Cabernet Sauvignon. O lugar importa no sabor? “Acredito que o micro clima pertencente a esta zona do tejo é responsável pelo sabor inigualável dos nossos vinhos brancos, apostamos muito na casta Fernão Pires, uma casta que se adapta muito bem na nesta zona” explica o presidente.▪

 

Para produzir é preciso ter capacidade

Grande parte do investimento da Adega em tecnologia está muito presente nas suas linhas de produção. Há uma linha responsável pelo engarrafamento e com capacidade para engarrafar 3.000 garrafas por hora, de 1 litro e um tipo de frisante, uma outra linha de engarrafamento com capacidade para 6.000 garrafas por hora e orientada para produzir todos os tipos de produtos: gaseificados, lisos e frisante sendo uma linha onde a intervenção humana é pouca. Existe ainda uma linha de acondicionamento em Bag in Box com capacidade para produzir 450 unidades de 5 litros por hora, e outra linha com capacidade para produzir 260 unidades de 10 litros e 150 unidades de 20 litros por hora.  Para Manuel Gabirra, não há dúvidas, a base principal do mercado é ter qualidade. “Se o vinho não souber bem a pessoa não vai comprar mais e quanto a isso a adega está tranquila uma vez que o investimento em tecnologia é contínuo, o que se traduz também em melhoria contínua igualmente no fabrico. “Desta forma sabemos que a qualidade estará automaticamente garantida”. A máxima mantém-se: “sempre melhor qualidade nos vinhos porque esse é o nosso segredo: a busca incessante pela qualidade superior, declara Manuel Gabirra.

 

 

 

 

“A Finlog quer estar na vanguarda destas novas tendências”

Com um vasto histórico de sucesso, a Finlog – Aluguer e Comércio de Automóveis é um dos principais players no domínio da gestão de frotas automóveis e de aluguer operacional de viaturas. De que forma tem a marca vindo a marcar a diferença perante os seus clientes?

Um dos pilares que caracteriza a atuação da Finlog é a aposta permanente na inovação e a melhoria contínua como base de desenvolvimento dos negócios. Estamos 100% focados no cliente e na busca das melhores soluções de renting automóvel. Acreditamos que para ser a gestora de frotas preferida, líder em satisfação e proximidade dos clientes, temos de assegurar a manutenção de relações sólidas e duradoras com esses mesmos clientes, o que só é possível com uma política rigorosa de gestão da qualidade e certificação. Por outro lado, acreditamos na solidez ética, na honestidade e integridade como princípios do nosso comportamento empresarial e lutamos diariamente por manter os níveis de excelência na qualidade dos serviços prestados. Tudo isto contribui para fazer a diferença e manter os clientes satisfeitos.

De que forma é que as vossas soluções permitem o controlo de custos por parte das empresas que vos procuram?

As principais preocupações dos clientes estão relacionadas com a otimização dos seus recursos disponíveis e com a necessidade de diminuir custos. As soluções de renting da Finlog permitem às empresas otimizar a gestão das suas frotas, grandes ou pequenas, com serviços completos a preços altamente competitivos, libertando-os de todos os riscos operacionais e permitindo-lhes concentrar-se apenas na sua atividade principal, com óbvios ganhos de produtividade. Acresce que as nossas soluções são igualmente flexíveis, permitindo ajustamentos ao prazo, quilometragem e serviços inicialmente contratados.

Têm como missão a oferta de um serviço Global Automóvel com Qualidade e Flexibilidade. Face às atuais exigências de um mundo global, de que forma promovem a inovação nos vossos produtos e serviços para responder às necessidades do mercado?

Na Finlog levamos a inovação e desenvolvimento muito a sério. Queremos ser a Gestora de Frota líder em satisfação dos seus clientes e utilizadores e como tal temos procedimentos formais que envolvem todas as pessoas da organização em processos de melhoria contínua, quer incremental quer disruptiva. Existe um comité de inovação que suporta toda esta atividade com o apoio de um recurso interno a tempo inteiro, bem como uma equipa de consultores externos.

A Finlog anunciou o lançamento de uma campanha de aluguer operacional de viaturas (renting) em parceria com a Peugeot Portugal e a sua rede de concessionários. Quais são as valias desta campanha e que expectativas possuem para a mesma?

No início de março, lançámos esta campanha, em parceria com a Peugeot Portugal, que permite oferecer o novo modelo 308 a preços muito competitivos e condições vantajosas. As nossas expectativas são elevadas, sendo o nosso objetivo primordial o reforço da abordagem ao canal de vendas empresarial, apostando não só no tradicional target das grandes empresas, mas alargando a oferta às PME’s, empresários em nome individual e profissionais liberais.

Em termos de comunicação, a campanha está centrada no Peugeot 308 SW Style 1.6 BlueHdi 100cv, em que, por uma renda fixa de 324 euros, oferecemos ao cliente uma gama completa de serviços, deisgnadamente manutenção integral, impostos, substituição ilimitada de pneus, viatura de substituição, gestão de sinistros e assistência 24 horas. Mas a oferta está disponível para todas as motorizações, carroçarias e versões do novo modelo 308.

A quem se dirige esta campanha e até quando está a mesma em vigor?

A campanha foi pensada para o canal empresarial, mas não apenas para as grandes empresas. Queremos chegar também aos novos segmentos emergentes, onde se incluem as PME’s e os profissionais independentes. A campanha estará em vigor até ao dia 31 de maio.

O que pretendem com esta campanha? A mesma passa por uma estratégia da marca no reforço do seu canal de vendas empresarial, ou seja, pretendem melhorar o vosso posicionamento no setor empresarial e de negócios?

Esta campanha permitirá seguramente alargar a base de clientes da Finlog, tanto mais que se dirige a vários targets. Na sua origem, o renting automóvel era um instrumento vocacionado apenas para grandes empresas. Este cenário tem vindo a alterar-se paulatinamente, e nada impede hoje um particular de celebrar um contrato de renting, onde encontrará grandes vantagens. A Finlog quer estar na vanguarda destas novas tendências.

Porquê a escolha da Peugeot Portugal como parceiro desta iniciativa?

A escolha da Peugeot Portugal foi estratégica, pois permitiu-nos proporcionar a oferta de uma viatura nova no mercado a um preço muito competitivo, aliado ao facto de a Peugeot ser uma marca automóvel reconhecida e líder em termos de confiança.

Num contexto de incerteza para todos os operadores económicos, o renting tem-se revelado a opção ideal para o mercado empresarial. Quais as reais valias do renting e de que forma tem a mesma crescido em Portugal?

Os dados de crescimento do renting mostram que esta é uma solução cada vez mais procurada no mercado nacional, tendo o setor crescido 8,2% em 2015, com mais de 28 mil veículos novos. Apesar de alguns constrangimentos fiscais decorrentes do OE 2016, tudo indica que o setor continuará a crescer em 2016, tanto em termos do parque automóvel gerido como de novos clientes. Esta solução permite que as empresas se concentrem na gestão do seu negócio, transferindo os riscos da gestão das suas frotas para uma entidade especializada e otimizando custos. Estamos a falar de um conjunto significativo de vantagens.

O que ganham aqueles que apostarem na campanha da Finlog de aluguer operacional de viaturas (renting) em parceria com a Peugeot Portugal?

Esta campanha permite oferecer uma viatura com eficiência dinâmica, modular, de ótima qualidade e com um design moderno, a um preço altamente sedutor. Por outro lado, quem aderir à campanha sabe que está a contratar um serviço com uma gestora de frotas com reconhecidos créditos e experiência no mercado que lhe garantirá as melhores soluções.

Quais as prioridades e desafios da marca de futuro?

A nossa prioridade continuará centrada no serviço e na satisfação dos clientes – bem como na satisfação dos utilizadores das viaturas. Em termos de crescimento, continuaremos a acompanhar o desenvolvimento do mercado. Em 2015, a Finlog foi, entre as cinco maiores empresas de renting, a que mais cresceu em termos percentuais, tanto em número de novos contratos (mais 67%) como do parque automóvel que gerimos (mais 13%). Este ano queremos aumentar a nossa frota gerida em cerca de 10%. Sabemos que é um objetivo ambicioso, mas estamos convictos de que será alcançável.

Por outro lado, no primeiro trimestre deste ano, renovámos a nossa imagem e estamos agora a comunicá-la ao mercado. Trata-se de um momento importante para a empresa, de projeção externa dos nossos valores e da nossa ambição de servir os clientes ainda melhor. Temos um novo logótipo, um novo site e reforçámos o nosso compromisso de trabalhar para oferecer um serviço global automóvel com qualidade e flexibilidade. Esta mudança de imagem corresponde a uma nova fase da vida da empresa, uma nova fase de afirmação no mercado.

GOPACA – A MELHOR SOLUÇÃO

A Gopaca possui instalações e equipamentos de reconhecido nível tecnológico, que a torna uma empresa altamente competitiva, disponibilizando uma gama de produtos que abrange as diferentes necessidades dos seus clientes sempre dentro de parâmetros de racionalização, eficiência e custo das embalagens. Produz todo tipo das tradicionais caixas de cartão ondulado, numa variedade de qualidades de cartão e formatos adequadas a cada necessidade específica de cliente e produto. Com capacidade de resposta global, a Gopaca apresenta-se como um parceiro fidedigno, reconhecido pelos seus clientes pela performance eficaz em prazos de entrega e na qualidade.

Caixas Impressão Alta Qualidade

Desenvolvemos e produzimos soluções de embalagem, em diversos formatos de caixas e expositores para ponto de venda com impressão de imagens de alta qualidade flexografia, sempre com base em cartões de excelente printabilidade, conferindo a cada embalagem para alem da natural proteção do produto, um excelente apelo visual, elevando a atratividade do produto final  junto dos consumidores.

 Embalagem Industrial

A Gopaca complementa a sua oferta de soluções de embalagem combinado a oferta de cartão ondulado com mais um novo produto, um painel estrutura alveolar, vulgo “favo de mel” , o qual tem já no presente uma considerável aplicação  para embalagens de diversos produtos, sendo o único fabricante em Portugal com essas valências concentradas na mesma unidade de produção. Neste segmento, damos particular enfase às paletes de cartão que desenvolvemos  “ à medida” de cada necessidade e aplicação especifica.

Móveis/Portas

Com a sua produção de favo em papel, a Gopaca alcança outros segmentos fora da área da embalagem, fornecendo à industria de moveis e portas matéria prima que substitui a utilização de madeira e seus derivados, como MDF e HDF, entre outros, e contribuindo deste modo para uma sustentabilidade dos recursos do nosso planeta. Gopaca é uma empresa com certificação FSC, e todos produtos Gopaca  são certificados FSC ( Forest Stewardship  Council)

Comunicação Visual

Pelas suas valências tecnológicas que a diferenciam dos demais concorrentes, a Gopaca desenvolveu a sua linha Go-board, painéis rígidos fabricados segundo elevados padrões de qualidade para a indústria de Comunicação Visual. Utilizando papeis com as adequadas propriedades entre as quais a excelente printabilidade, os nossos produtos das linha Go-board são utilizados em impressão digital direta, serigrafia, entre outros, para fabricação de expositores, stands, decoração lojas, shoppings, entre outros.

Cartão Contínuo

Dentro da sua política de inovação, A Gopaca possui tecnologia para fabrico de cartão contínuo, sendo o único produtor em Portugal de cartão ondulado em continuo, vulgo, FanFold. Neste segmento de produto, o FanFold é uma forma de apresentação do cartão ondulado que abre perspetivas de embalamento a um nível quase sem limite. É um cartão que, na sua produção, a sua embalagem é em contínuo, em forma de livro, e por conseguinte passível de alimentar de forma praticamente ininterrupta uma máquina de fazer caixas.

A Gopaca, em parceria com a reputada marca Panotec, oferece aos seus clientes, equipamento e matéria-prima capaz de revolucionar o conceito vigente de tratar a embalagem. Com esta tipo de maquina e este forma de apresentação do cartão, introduzimos no mercado o conceito de:

BOX-ON-DEMAND

A utilização deste tipo de cartão utilizando a adequada máquina de fabricar caixas, possibilita:

Redução dos custos de embalagem superior a 30% .

Com esta tecnologia pode-se fabricar,

na hora,

qualquer quantidade,

qualquer formato, 

qualquer dimensão.

 

Vantagens de utilizar cartão Fan Fold:

– Poupança em imobilizado

Menos stocks, menos dinheiro paralisado, menos esforço de tesouraria.

– Tempo

Disponibilidade da embalagem no momento certo, sem quebras de produção.

– Espaço

Sem stocks, reduz na necessidade de espaço, maior disponibilidade do espaço disponível para outras funções.

– Recursos Humanos

Menor necessidade de administração, uma só pessoa pode programar e produzir todas as necessidades de embalagem

– Trabalho

Tudo fica mais simples na programação, mais eficiência, possibilidade de análise do histórico de consumo e otimização das matérias-primas mais adequadas.

– Volume

Programação de embalagem personalizada, com medidas exatas, evitando espaços vazios dentro das caixas, reduzindo o volume total, e logo reduzindo custos de embalagem e transporte.

– Imagem

Melhor imagem corporativa; produtos bem embalados, melhoria da qualidade.

 

 

Muito mais que uma Cooperativa

GA – Granja Amareleja: Primeiro o azeite, depois o vinho. Perceber como tudo começou é o melhor ponto de partida para falarmos sobre a Cooperativa de Granja Amareleja. Como se conta a história de uma adega que produz desde 1952?

A Cooperativa iniciou a sua atividade com a produção de azeite, gado e prestação de serviços de máquinas agrícolas. Curiosamente ainda antes do vinho, surge a aguardente de figo, bastante apreciada na região.

Só no início dos anos 60 inicia a produção de vinho. Desde aí que esta atividade foi ganhando preponderância e notoriedade e teve o seu momento mais alto na década de 80 com o vinho “Granja-Amareleza”, a ganhar o título de Campeão do Mundo, num concurso em Ljubljana na ex-Jugoslávia. Como nessa altura os vinhos portugueses raramente ganhavam prémios lá fora, a cooperativa ganhou fama e focou-se quase em exclusivo na produção de vinho e azeite.

Infelizmente a partir da década de 90 e na seguinte houve um período bastante difícil e enquanto no resto do Alentejo a produção de vinho crescia a um grande ritmo, a Granja-Amareleja entrou em declínio e em grandes dificuldades financeiras. Só a partir de 2008 com uma nova direção, uma nova equipa de gestão e uma nova estratégia se regressou ao crescimento e a uma forte expansão dos seus vinhos e das suas marcas, tanto a nível nacional como internacional.

A Cooperativa nos últimos anos tem apostado na qualidade e na inovação para acompanhar os tempos e as exigências do mercado. É uma tarefa fácil acompanhar o mercado e agradar ao público?

Os últimos anos têm sido de muito trabalho! Para percebermos, basta referir que em 2007 a Cooperativa entra em processo de falência, com dívidas acumuladas aos sócios, referentes às uvas entregues no período de 2002-2006 e com todos os seus ativos a serem penhorados por uma instituição de crédito.

Felizmente conseguimos renegociar com a banca a retirada do processo judicial e com os sócios conseguimos um acordo de pagamento da dívida e aumento de capital.

A partir de 2009 começamos a trabalhar num novo modelo “cooperativo” que podemos designar por “Granja-Amareleja” e onde desenvolvemos fortes parcerias e projetos que nos permitiram investir e modernizar a adega (de 2008 a 2015, foram investidos mais de dois milhões de euros em instalações e equipamento). Desta forma aumentámos a produção e melhorámos a qualidade dos nossos produtos, e o resultado foi um forte incremento de vendas e melhoria da rentabilidade da Cooperativa e dos seus associados. Foi este trabalho de equipa e de acreditar que juntos somos mais fortes, que levou a uma nova visão da empresa:

Ser reconhecida como a melhor Cooperativa do Alentejo e com a maior remuneração do sector para todos os seus associados e parceiros. Produzir vinhos e azeites de qualidade, privilegiando a diferenciação e a tradição da região e com a melhor relação Qualidade/Preço, para todos os nossos consumidores, tanto no mercado interno como no mercado externo. Cooperativa* – Conjunto de sócios, funcionários, parceiros e empresas associadas ao projeto.

E felizmente estas alterações e a excelente relação preço / qualidade dos nossos produtos começaram a dar frutos e o crescimento tem sido uma constante. Dos 500.000€ em 2007 passámos para quase sete milhões de Euros em 2015 (considerando só a cooperativa) e para os 12 milhões se considerarmos o projeto “Cooperativa Granja-Amareleja” onde incluímos a produção de vinhos da Amareleja Vinhos, Encostas de Alqueva e HMV que produzem os seus vinhos nas instalações recuperadas da Adega Cooperativa.

Vinhos do Alentejo: do anonimato ao reconhecimento mundial. Nos últimos 40 anos o Alentejo passou do quase anonimato para a ribalta dos vinhos portugueses. Qual a importância deste feito para a região?

Felizmente que os vinhos portugueses em geral e os alentejanos em particular estão “quase… a ficar na moda”. Este crescente reconhecimento a nível internacional vai levar ao aumento das exportações e permitirá o incremento dos preços médios dos vinhos portugueses. Este facto vai ser vital para que a longo-prazo este setor se torne fundamental para a economia alentejana e para Portugal.

Têm um museu que representa um passado cheio de tradições da cooperativa. Fale-nos um pouco desta viagem que se pode fazer no museu.

O museu nasce da recuperação de um antigo lagar de prensas que estava em ruínas e foi transformado num museu “vivo”. Aqui o visitante pode seguir todos os passos do processo de produção de um lagar de prensas com 60 anos. Uma curiosidade é que o motor que está no museu e que produzia a energia para todas as máquinas, foi também utilizado nos anos 60 para produzir a primeira energia elétrica que iluminou pela primeira vez a aldeia da Granja.

Considerada em risco de extinção, a produção de vinho da talha tem resistido no Alentejo. A técnica herdada dos romanos caracteriza-se pela simplicidade de processos e a região da Amareleja é das mais dinâmicas na defesa e proteção desse vinho ancestral. Que projetos estão a desenvolver?

Conforme já referido, hoje somos muito mais que uma simples cooperativa e o projeto passa por desenvolver a sub-região Granja-Amareleja no seu todo, aproveitando todo o seu potencial, da riqueza histórica, dos costumes, da gastronomia e vinhos e principalmente das gentes. Nesse sentido estamos a trabalhar com várias adegas de talha da região para manter esta tradição secular e continuar a produzir na nossa região os melhores vinhos de talha do mundo respeitando completamente o processo herdado das “villas romanas” de há 2000 anos. Nesta matéria tenho de salientar o professor Virgílio Loureiro e o José Piteira, que para além de enólogos da adega cooperativa, têm na Adega do José Piteira na Amareleja, feito um trabalho exemplar de produção e divulgação dos vinhos de talha do Alentejo. Hoje produzimos e certificamos cerca de dez mil garrafas de vinho de “Talha DOC Alentejo” e o interesse internacional tem sido uma surpresa. Todos os meses recebemos visitas de jornalistas, importadores e apreciadores estrangeiros que ficam maravilhados com a Adega e com o vinho. Estamos convictos que nos próximos três anos, os nossos vinhos de talha estarão presentes nas cartas de vinho dos melhores restaurantes do mundo. Já em Maio deste ano estaremos presentes na grande prova anual de um dos melhores importadores de vinhos de Nova Iorque, o que nos permitirá chegar aos mais conceituados restaurantes desta cidade.

Mas o melhor mesmo, é visitarem a Adega do Piteira na Amareleja porque só assim se pode compreender todo este legado e herança que nos foi deixada pelos romanos e que tão bem temos sabido preservar.

Ainda há mais potencialidades a explorar? O Granja Amareleja tem projetos para presentear os apreciadores de um bom vinho alentejano?

Sim, a sub-região da Granja-Amareleja está num processo de afirmação e de recuperação do seu património vitícola e que está a ser liderado pelo projeto Granja-Amareleja e de que fazem parte entre outros, a Adega Cooperativa de Granja e os seus associados, a Amareleza Vinhos, Lda, a Associação de Beneficiários da Aldeia da Luz e a Encostas de Alqueva, que é a empresa responsável pelas vendas e marketing do projeto. Este trabalho conjunto irá criar grandes vinhos na mais pequena, mais quente e mais preservada sub-região vinícola do Alentejo! Vamos continuar a produzir vinhos com história e para ficarem na história dos grandes vinhos portugueses.

Um bom vinho é…?

É o vinho que nos desperta os sentidos e transforma um simples momento… num momento único e inesquecível!

Diferenciação? Referência? Amazing Evolution

A Amazing Evolution é hoje, para muitos, “a prova de que a crise gera oportunidades”. Como surgiu a ideia de desenvolver este modelo de negócio? Olhando para o passado, há a certeza de que tem sido uma aposta ganha?

Não foi um modelo de negócio pensado e estudado. Não acordei um dia a pensar: ora bem face a esta crise, como gerar uma oportunidade de negócio?… nada disso. Foram as circunstâncias que nos “empurraram” para o que hoje se pode olhar como oportunidade, mas o raciocínio é o inverso.

Eu era administradora de um grupo que entrou em insolvência, enquanto geria alguns projetos de grande impacto financeiro, envolvendo  muitos credores. A certa altura verificámos que por uma razão ou outra, todos os restantes administradores ficaram indisponíveis para lidar com a situação. Eu, que era apenas a administradora para a parte jurídica, vi-me a braços com questões financeiras e de negociação, muito duras.

Com frontalidade, transparência e muita resiliência conseguimos terminar o projeto do Conrad Algarve, que era considerado um projeto de interesse nacional (PIN). O Conrad Algarve abriu portas em Setembro de 2012.

Quando ainda nem tinha recuperado o fôlego, daqueles dois anos  de grande stress e noites sem dormir, fui contactada por uma das instituições financeiras internacionais com quem tinha lidado, no sentido de os ajudar noutra situação difícil e muito similar. E assim, nasceu a Amazing Evolution, os projetos foram surgindo em catadupa e a estrutura tinha que ir aumentando.

Com o desenrolar da situação económica de Portugal, de que forma a Amazing Evolution se foi apresentando como um player de relevo na disponibilização de soluções eficazes e em tempo útil?

Não tenho a certeza, se somos um player de relevo… Somos , isso sim, um player que tem os “olhos do dono “. Sinto-me à vontade para usar esta expressão que não é minha. Foi assim que um investidor privado, para o qual estamos a trabalhar nos qualificou. Penso que foi desta forma que algumas instituições se aperceberam que é assim que trabalhamos, com os “olhos do dono”. Com alguns empreendimentos turísticos a entrar em situação de insolvência e com incapacidade de recurso a crédito, houve administradores de insolvência que solicitaram a nossa ajuda, naturalmente com a anuência dos credores.

A nossa postura é muito simples e descomplicada. Com uma equipa multifuncional, de um dia para o outro, conseguimos estar fisicamente presentes num novo projeto e rapidamente “tomar-lhe o pulso” e iniciar a gestão controlada, nos mais diversos pontos da gestão hoteleira, começando pelo controlo rigorosíssimo da parte financeira, iniciando pelos recebimentos, até à gestão da operação, propriamente dita, e com imediata intervenção na área comercial.

É menos complicado, entrar numa realidade que, ainda que de forma deficitária, está em funcionamento, do que noutra que já tenha fechado portas. A nossa postura é a de manter sempre os postos de trabalho existentes, alertando os trabalhadores que o sucesso da operação visa a todos e que se trata, sobretudo, de um trabalho de equipa. Se inicialmente, com a entrada da Amazing Evolution, verificamos algumas dúvidas e até reticências por parte dos maiores ativos da empresa, que são os seus trabalhadores, rapidamente, se constata uma alteração da postura e um empenho, quando verificam que o objetivo comum é a manutenção da operação e dos postos de trabalho, sendo ponto primordial da nossa política o pagamento atempado dos vencimentos, que à chegada, muitas vezes estão com atraso.

Não fazemos milagres, mas somos capazes de identificar de forma clara e rápida, quais os pontos relevantes de cada operação e de imediato trabalhar para os desenvolver, sempre com um controlo de custos muito rigoroso, pois afinal estamos a gerir um ativo alheio, e as contas são apresentadas ao cêntimo.

Enquanto empresa de gestão de ativos insolventes ou sob stress, na atividade da Amazing Evolution, a internacionalização é uma realidade cada vez mais próxima. Que passos têm sido dados nesse sentido?

A Amazing tem cada vez mais projetos que já não são insolventes ou até outros que nunca o foram. Isto significa o reconhecimento da eficácia da nossa metodologia de trabalho. É verdade que já fomos contactados para gerir alguns projetos internacionais, um deles, em cabo verde recusamos liminarmente, porque entendemos que neste momento, não tínhamos condições de prestar um trabalho de excelência. Estamos em mãos com um projeto no Quénia, sobre o qual não me queria, para já, alongar muito. Para além disso, as solicitações em Portugal, quer no continente quer nas ilhas têm-nos absorvido fortemente, mas a Internacionalização, como lhe chama, é efetivamente uma realidade.

Desde a manutenção à comunicação e gestão de tesouraria, a vossa atividade é muito abrangente. Hoje, quais são os principais desafios associados à gestão de empreendimentos turísticos?

Pode soar a cliché, mas o principal desafio de qualquer empreendimento turístico é a sua rentabilidade e a satisfação do cliente. É da coexistência  destes dois desafios que nasce o sucesso das nossas operações.

O foco no bem estar do hóspede, tentando estar sempre um passo à frente das suas expectativas, aliado ao controlo rigoroso da operação hoteleira, evitando o despesismo, por vezes interno, informando e motivando  as equipas para esses objetivos é sem duvida a nossa maior preocupação. Por vezes há pessoas que não se adaptam a este rigor e preferem procurar outros desafios e nós respeitamos. Mas estes princípios de gestão que passamos às equipas, são um dos fatores críticos de sucesso para ultrapassar os principias desafios da gestão. Há dois Natais, a equipa do Monte Santo, ofereceu-me uma pulseira onde estão gravadas três palavras : lealdade, honestidade e transparência. E esta foi das lembranças que mais me marcaram até hoje, pois significa que a equipa percebeu a mensagem para que, em conjunto possamos ultrapassar os desafios e os objetivos a que nos propomos diariamente.

Entre vários outros projetos, neste momento estão envolvidos na gestão do Aldeamento Turístico de cinco estrelas Monte Santo, do Choupana Hills Resort & Spa, do Hotel Tsar ou da Aldeia dos Capuchos, Hotel, Golf & SPA. São espaços únicos, cada qual com as suas especificidades. De que forma é que os cuidados mantidos com cada um dos espaços têm permitido que a Amazing Evolution se afirme no mercado como uma referência na prestação de serviços turísticos e imobiliários?

Não sei se somos uma referência, mas trabalhamos muito para isso e sempre na perspetiva dos resultados. Todos os projetos que refere, são efetivamente muito diferentes, desde as localizações geográficas, ao meio mais citadino, campestre ou balnear em que estão inseridos, ao número de quartos e cliente alvo a que se destinam. Há que conhecer bem a realidade que nos é apresentada, confrontar o passado recente e daí retirar conclusões e aprendizagem. De seguida há que fazer uma abordagem única e exclusiva às necessidades do empreendimento,  desenvolvê-lo atraindo nichos de mercado que lhe assentem e o desenvolvam. Sempre, claro está, com o foco, no cumprimento da missão que nos foi confiada, tornar o ativo rentável.

Já são conhecidos os nomeados para a 23ª edição dos World Travel Awards da Europa, sendo que os vencedores serão divulgados a 27 de agosto, em Antalya, na Turquia. O Monte Santo Resort, o Choupana Hills, Resort & Spa ou a Aldeia dos Capuchos, Hotel, Golf & Spa na Caparica contam com várias nomeações. Quais são as expectativas?

As nossas expectativas são sempre as mais elevadas, mas com muito respeito pelos nossos concorrentes, no sentido de manter as distinções já alcançadas e conquistar novas.

O Monte Santo, recebeu no ano passado, pela primeira vez o prémio do resort mais romântico da Europa.

Já o Choupana Hills, na ilha da Madeira, recebeu a distinção de melhor boutique Hotel e o espaço faz jus ao prémio, sentimo-nos transportar para uma dimensão diferente de bem estar e tranquilidade, logo à chegada.

A Aldeia dos Capuchos, Hotel, Golf & Spa é estreante nestas andanças, sendo a nomeação para melhor Hotel de conferências, merecidíssima pelo desenvolvimento que tem tido neste campo de negócios, dispondo de condições excelentes, com espaços próprios e grande capacidade de receber eventos empresariais e desportivos, a que se associa a envolvência do campo de golf e da vista magnífica sobre o oceano.

No sentido de merecerem continuamente estas distinções/nomeações, qual tem sido a vossa postura?

A nossa postura não é canalizada, em especial, para a obtenção dos prémios. Estes são o reconhecimento do trabalho, do empenho e da motivação da Amazing Evolution e das operações que gere.

Cada nomeação, cada prémio, tem o efeito de nos fazer sentir que marcamos a diferença e que o caminho que temos vindo a trilhar é o correto.

Efetivamente, Portugal volta a destacar-se nestas nomeações com um total de 85. Estar tão bem representado nestes que são já considerados os prémios mais prestigiados do setor do turismo tem sido um extraordinário cartão de visita? Dentro da vossa realidade, de que forma estas nomeações têm atraído mais turistas?

Portugal tem todas as condições para ser cada vez mais um destino turístico de excelência e de qualidade. As nomeações são só mais um elemento que coloca o foco no nosso país. A verdade é que cada vez mais os novos projetos são pensados em termos de qualidade e não de quantidade, com rigor arquitetónico e paisagístico. O turista está cada vez mais seletivo e mesmo em unidades de baixo custo, procura o bem estar e a diferença. Creio que Portugal, finalmente está no bom caminho, com unidades muito apelativas, distintas e bem inseridas nos locais de implantação, com serviço de excelência e diversificado, fazendo com que cada experiência se torne única.

Espero que tenhamos, todos juntos, entidades públicas e privadas do setor, a capacidade de consolidar, definitivamente, o destino Portugal como um destino de eleição, e que este momento não seja passageiro. Penso que está nas mãos de cada um de nós fazer com que isso se torne uma realidade. Da parte dos privados criando, cada vez mais, novas experiências para os turistas, e da parte das entidades públicas promover mais e melhor o nosso extraordinário país.

A hotelaria algarvia, de um modo muito particular, merece o reconhecimento internacional uma vez que conquistou 44 nomeações em 25 categorias. Tendo como principais atrativos o sol e o mar, o Algarve tem sofrido, no entanto, o impacto da sazonalidade. Na sua opinião, de que forma se poderia inverter esta tendência?

Ao contrário de algumas vozes, desde sempre que entendo que o Algarve tem todas as condições para diminuir a sua sazonalidade. Os investimentos que foram feitos nos últimos dez anos não serão recuperáveis se o destino não se tornar menos sazonal. Parece-me que existe vontade de muitos intervenientes para que a sazonalidade seja cada vez mais atenuada. No entanto, temos de passar das palavras às ações e penso que as entidades públicas competentes têm essa consciência e estão já a trabalhar nesse sentido. Precisamos de mais voos… mas essa é uma cantilena antiga … Por isso, temos que saber reinventar-nos… O Monte Santo Resort, é a confirmação desta observação. Para cada época do ano, para cada data festiva, há um determinado nicho de mercado, temos que ir ao seu encontro para poder atenuar a tendência da sazonalidade.

O Algarve, com a sua particularidade de clima ameno e dias solarengos, mesmo em pleno inverno, é uma referência, sobretudo, para os povos do Norte da Europa, que procuram um escape ao rigor do clima dos seus países.

Também os portugueses estão cada vez mais adeptos das férias repartidas e das escapadelas para quebrar as rotinas laborais.

Para o decorrer de 2016, qual continuará a ser a linha de atuação da Amazing Evolution? Que objetivos pretendem concretizar?

O nosso único objetivo é sempre a criação de valor, quer para o investidor quer para o cliente. E, se possível e em consequência, consolidar a nossa posição no mercado, e talvez um dia, ser, como referiu várias vezes, um player relevante.

Por fim, que mensagem importa deixar a todos os clientes dos espaços com a assinatura da Amazing Evolution, não esquecendo ainda os nossos leitores que ainda não conhecem e que podem ver aqui os próximos destinos de férias?

Os espaços com a assinatura Amazing Evolution, como lhes chama, são unidades que brilham por si, quem entra não se apercebe da presença da Amazing, que faz um trabalho de retaguarda, muito presente mas não presenciável. Essa é a nossa postura, destacar a unidade, fazer o seu próprio nome brilhar e evidenciar-se, pela qualidade e inovação da prestação de serviço .

Deixamos o desafio para uma deslocação à ilha da Madeira, para uma experiência de Puro relax no Choupana Hills, Resort & SPA; uma escapadela romântica ou em família ao Monte Santo,  no Carvoeiro; uns dias de quebra de rotina, às portas de Lisboa, na Aldeia dos Capuchos, Hotel, Golf & SPA, onde pode disfrutar, a 10 minutos de Lisboa de um campo de Golf com vista para o Oceano; ou porque não, usufruir do centro da capital, no Tsar Lisbon Hotel, em plena Av. Almirante Reis, quer seja em negócios ou lazer… e isto só para falar de alguns dos nossos activos.

 

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