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Ana Rita Silva

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Costa e presidente Ucraniano discutem candidatura de Guterres à ONU

Fonte do executivo português disse à agência Lusa que estes encontros bilaterais de António Costa vão ocorrer à margem dos trabalhos da Cimeira Humanitária das Nações Unidas, que decorre até terça-feira em Istambul, na qual o ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, também está presente, integrando a comitiva oficial de Portugal.

Além de outras conversações de caráter mais informal, ao longo da manhã de hoje, António Costa vai reunir-se com o Presidente da República da Ucrânia, Petro Poroshenko, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Murray McCully.

Ucrânia e Nova Zelândia são dois dos países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cujos embaixadores farão provavelmente a 25 de julho uma primeira votação informal sobre os diferentes candidatos ao lugar de secretário-geral das Nações Unidas.

Nessa votação, que está a ser preparada diplomaticamente pelo executivo português, cada embaixador dos países que fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas pronuncia-se em relação a cada um dos candidatos ao cargo de secretário-geral, deixando uma de três indicações possíveis: Encorajamento, desencorajamento ou indiferença.

A ideia do executivo português é que o seu antigo primeiro-ministro socialista [António Guterres] consiga obter logo aí o máximo possível de indicações “de encorajamento”, de forma a colocar-se na primeira linha de candidatos com possibilidades reais de disputar o lugar de secretário-geral das Nações Unidas.

Além dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), fazem agora parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas o Egito, Senegal, Japão, Uruguai, Ucrânia, Espanha, Nova Zelândia, Malásia, Angola e Venezuela.

Pelo menos 46 mortos em atentados em duas cidades sírias

De acordo com a agência noticiosa oficial Sana, a cidade costeira de Tartous foi sacudida hoje com várias explosões de carros armadilhados.

“Mais de 20 pessoas morreram e um número indeterminado ficou ferido na explosão de várias viaturas armadilhadas em Tartous”, considerado um bastião do regime do Presidente Bashar Al-Assad, indicou a Sana.

Outros atentados ocorreram na vizinha Jableh.

A braços com crises, como está a progredir a Direita na Europa?

Numa altura em que a Europa está a braços com uma crise de refugiados sem precedentes, ao mesmo tempo que tem de lidar com dificuldades económicas e financeiras de vários países, os partidos de Direita têm vindo a conquistar terreno junto dos eleitores.

No entanto, apesar de a crise ser generalizada, o crescimento que estes partidos conservadores e nacionalistas têm tido não é homogéneo nos 20 países analisados pelo New York Times.

Ao observar os gráficos elaborados pelo jornal norte-americano, facilmente se percebe que a Hungria, a Polónia e a Suíça destacam-se pelo peso que ala da Direita tem vindo a conquistar na sociedade.

No caso da Hungria, o Fidesz é, atualmente, o maior partido do país. De linha conservadora e nacionalista, o partido passou dos 28% dos votos conquistados em 1998 para os 53% em 2010 e 45% em 2014.

Na Polónia, a percentagem de eleitores que tem votado no partido Lei e Justiça, que tem uma política restrita relativamente aos refugiados, tem-se mantido estável depois de um grande crescimento entre 2001 e 2005, quando passou de 10% dos votos para 27%. No ano passado, o partido alcançou 38% das preferências dos eleitores.

Um pouco à semelhança da Polónia, também a Direita na Suíça tem mantido uma trajetória estável. O Partido do Povo Suíço tem variado a sua percentagem de votos conquistados entre os 23 e os 29% (1999-2015).

Dos 20 países analisados apenas Portugal e Espanha não apresentam qualquer eleição de deputados dos partidos mais à Direita da própria Direita.

O ano passado, que ficou tão marcado pela chegada de milhões de refugiados à Europa e pelos atentados terroristas em Paris, fez nascer um gosto pela Direita mais conservadora em países como o Reino Unido, a República Checa e a Alemanha que, nas últimas eleições, conquistaram 13, 7 e 5% dos eleitores, respetivamente.

É ainda de referir o caso da Holanda que, em 1998 e 2003, não apresentou qualquer tendência nacionalista e o que em França se tem passado no último ano.

A Frente Nacional, liderada por Marine Le Pen, alcançou 28% dos votos em 2015, ano em que morreram centenas de pessoas nos atentados de janeiro, à redação do Charlie Hebdo, e nos de novembro.

Incêndio em escola mata pelo menos 17 meninas

“O incêndio começou às 23h00 de domingo (17h00 em Lisboa). Dezassete meninas morreram e duas estão desaparecidas, além de cinco feridas”, disse à AFP Prayad Singsin, comandante da polícia de Vingpatao, em Chiang Rai.

A escola acolhe meninas com idades entre os três e os 13 anos, informou.

Um segundo polícia da mesma esquadra indicou que a escola recebe alunas de localidades empobrecidas das zonas montanhosa.

“O fogo foi apagado, mas as suas causas ainda estão sob investigação”, disse Prayad, indicando que especialistas forenses vão hoje deslocar-se ao local.

Fotografias publicadas na página de Facebook da escola mostram os bombeiros com dificuldade em combater as chamas que envolvem o edifício de dois andares.

As comunidades tribais das montanhas não têm muitas vezes acesso aos recursos estatais, sendo prejudicadas ao nível do ensino e da saúde.

Erupção vulcânica na ilha de Sumatra deixa aldeias cobertas de cinza

Testemunhas descreveram o pânico das populações à medida que vagas de fumo e gás eram libertadas do Monte Sinabung, na ilha de Sumatra, no sábado.

As vagas, que atingiram temperaturas de 700ºC, queimaram habitações e cabeças de gado.

Agustatius Sitepu, chefe do exército em Karo, distrito onde o vulcão está situado, deparou-se com cenas de caos, com as equipas de resgate a lutar contra o tempo para encontrar sobreviventes.

“Os residentes que conseguiram sobreviver corriam em pânico, tentando salvar-se. Eram apenas algumas dezenas. Estavam aterrorizados. Estavam cobertos de cinza”, descreve à AFP.

As erupções foram tão violentas que localidades a 12 quilómetros de distância ficaram cobertas por uma espessa camada de cinza.

Os agricultores com terrenos na “zona vermelha” — uma área de quatro quilómetros em torno do Sinabung, declarada interdita pelas autoridades — foram os mais severamente afetados

Seis corpos foram encontrados no domingo, e outras três pessoas foram levadas para o hospital com queimaduras graves. Uma destas não resistiu aos ferimentos durante a noite, elevando o número de mortos para sete.

Grécia aprova medidas de austeridade exigidas pelos credores

“Hoje termina um período difícil para o país e damos o primeiro passo para sair da crise, um período que também terá as suas dificuldades”, referiu o primeiro-ministro Alexis Tsipras, antes de sublinhar que “os parceiros europeus recebem a mensagem de que a Grécia respeita os seus compromissos, e agora eles devem demonstrar que respeitam os seus”, numa alusão às eventuais negociações sobre o alívio da dívida grega.

O projeto aprovado prevê um mecanismo de correção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indiretos, incluindo o IVA, com o Estado a pretender recolher 1.800 milhões de euros por ano.

Com esta nova lei o Governo também liberaliza a venda de fundos de investimento e estabelece um novo fundo de privatizações que substituirá o antigo TAIPED, com mais atribuições.

O texto de 7.000 páginas, aprovado pela coligação governamental liderada pelo Syriza, já tinha sido adotado na sexta-feira em comissão parlamentar, com os votos do partido da esquerda grega liderado por Tsipras e do seu aliado, o pequeno partido soberanista Anel (Gregos Independentes).

Durante a tarde e na praça Syntagma, frente ao parlamento, decorreu sem incidentes uma manifestação em protesto contra a aprovação da lei que segundo a polícia reuniu cerca de 11.000 pessoas.

Piloto terá feito descida propositada para apagar fogo no cockpit

O mistério em torno do desaparecimento do voo MS804 da companhia aérea EgypAir adensou-se na noite passada. Segundo a imprensa internacional, o piloto terá comunicado à central problemas no aparelho.

As indicações iniciais eram de que o piloto Mohamed Said Shoukair tinha perdido todo o contacto via rádio antes de o avião ter caído ao mar Mediterrâneo, vitimando 66 pessoas. Contudo, fontes em Paris revelam que o piloto terá comunicado aos controladores que estaria a efetuar a queda propositadamente para conseguir apagar o fogo no cockpit.

A conversa terá durado vários minutos, podendo ouvir-se o desespero do piloto, informa o The Sun.

Foi por achar que não tinha alternativa ao ver a fumo no cockpit que iniciou uma descida rápida. No entanto, esta é uma manobra bastante perigosa e poderá ter sido responsável pelas duas curvas acentuadas antes de cair 22 mil pés, como já é do conhecimento das autoridades.

Esta teoria ainda não é oficial, havendo ainda outras hipóteses em cima da mesa para explicar o motivo pelo qual o aparelho que seguia de Paris para o Cairo se terá despenhado na passada quinta-feira.

Jornalista do El Mundo sequestrada por guerrilha na Colômbia

A correspondente do El Mundo na Colômbia, Salud-Hernández Mora, foi sequestrada.

É o próprio jornal espanhol que avança com a informação, citando fontes militares.

Salud-Hernández Mora terá sido vista pela última vez no passado sábado, dia 21 de maio, na região de Catatumbo, já próxima da fronteira com a Venezuela.

A zona é considerada de difícil acesso e tem estado sob controlo do Exército de Libertação Nacional da Colômbia, um grupo que integra as FARC.

A jornalista espanhola estaria nesta zona do país em trabalho, adianta ainda o El Mundo.

Português morre em Espanha ao fazer canyoning

Um português de 38 anos, natural do Porto, desapareceu no sábado no parque natural da Serra do Gerês mas já em território espanhol, na localidade de Lobios, no município de Ourense.

O alerta, conta o jornal castelhano Faro de Vigo, foi dado no sábado à noite e o corpo foi encontrado pelas 16h00 de ontem, domingo, numa zona de difícil acesso.

Segundo a mesma fonte, as operações para recuperar o corpo do homem português foram suspensas e deverão ser retomadas esta segunda-feira, pois é expectável que a corrente do rio baixe, facilitando, desta forma, a missão dos bombeiros.

O homem natural do Porto, conta o jornal Faro de Vigo, estava a praticar canyoning com outros três amigos, que se conseguiram salvar e pedir ajuda, quando o português caiu e ficou preso numa gruta debaixo da água de uma cascata num sítio chamado A Corga da Fecha.

O português e os amigos, que são de diferentes zonas do Porto, tinham por hábito juntar-se para praticar canyoning. A família da vítima está já a ser acompanhada por psicólogos.

 

BOAS PRÁTICAS DE DISTRIBUIÇÃO DELIBERAÇÃO 47/CE/2015

As BPD são aprovadas por regulamento do INFARMED, I.P., considerando sempre as diretrizes aprovadas pela Comissão Europeia.

A nível europeu, ocorreu em 2013 a publicação de novas Guidelines para as Boas Práticas de Distribuição de Medicamentos que, ao nível da realidade portuguesa, resultou na aprovação e consequente publicação da Deliberação n.º 47/CD/2015, a 19 de março de 2015. Esta nova deliberação vem revogar a Portaria n.º 348/98, do dia 15 de junho, no que respeita às BPD de medicamentos face às atuais exigências do mercado e pelos modelos de distribuição existentes e praticados pelos operadores.

Dentro das novas alterações previstas pela Deliberação 47/CD/2015, destacamos o maior ênfase que é dado ao Sistema de Gestão da Qualidade das operações dos grossistas. De acordo com a Deliberação mencionada, todos os procedimentos operacionais deverão estar claramente escritos e definidos, sendo que está também prevista a sua revisão sistemática. Qualquer alteração ao nível dos processos de distribuição deverá passar a ser devidamente validada e, posteriormente, documentada no seu Manual de Boas Práticas.

Adicionalmente, a Deliberação institui que, à semelhança das operações, também os equipamentos chave, para o decorrer da atividade do grossista, deverão ser alvo de qualificação e validação. Existem também novas considerações no que respeita à armazenagem dos medicamentos, sendo que os medicamentos com maior probabilidade de serem contaminados deverão ser armazenados de forma segregada. Os grossistas deverão ainda ser capazes de monitorizar as temperaturas de transporte dos medicamentos, preservando a qualidade dos mesmos e da Saúde Pública. A Deliberação 47/CD/2015 vem ainda inserir um novo conceito, no que respeita à atividade de intermediação de medicamentos. Passa-se então a considerar como intermediário a pessoa responsável pela representação de pessoa singular ou coletiva em processos de negociação. Para além de não poder comprar ou vender medicamentos, interessa sublinhar que este player não está autorizado a distribuir medicamentos por grosso.

Pelos exemplos supramencionados, é facilmente percetível que a nova legislação visa obter maior rigor operacional no setor da Distribuição Farmacêutica com a finalidade de assegurar a autenticidade dos medicamentos que circulam na Cadeia Normal de Abastecimento.

Paralelamente, as novas diretrizes visam adequar a legislação existente à realidade atual e às novas práticas de um mercado em constante transformação.

Em suma, a maior responsabilização dos grossistas pelas suas atividades vem aumentar a importância e o relevo que estes operadores têm na manutenção da saúde dos utentes portugueses. O maior rigor exigido pela legislação poderá traduzir-se em maior eficiência num setor já por si altamente efetivo e automatizado (elevados índices de robotização), com consequente impacto na relação e atividade dos outros stakeholders do setor do Medicamento.

Na sua globalidade a Deliberação n.º 047/CD/2015, encontra-se alinhada com os requisitos contantes das Diretrizes Europeias destacando-se contudo alguns aspetos de grande importância conforme exposto, e cuja adaptação para Regulamento Interno viram o seu grau de exigência desajustado ao mercado nacional e em alguns casos desnecessariamente reforçados.

A GROQUIFAR tem presente que se pretende com estas Diretrizes uma uniformização das normas a nível comunitário, para que um novo certificado de Boas Práticas seja reconhecido em todo o espaço europeu.

Contudo, importa também salientar que a aplicação de requisitos mais exigentes tem onerado o custo das operações de distribuição em Portugal, sem que esse facto seja traduzido numa vantagem competitiva para as empresas nacionais face às restantes empresas europeias, através da perceção do nível da qualidade a que estão vinculadas. Na defesa dos interesses das empresas do setor, a Groquifar tem trabalhado conjuntamente com o Infarmed no sentido de estreitar a colaboração e esclarecer as dificuldades na implementação do Regulamento.

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