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Ana Rita Silva

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Retrato “nu” e “cru” da PSP. “Resta a liberdade para estarmos calados”

A TVI emitiu, no passado fim de semana, uma grande reportagem sobre a realidade que se vive no seio da Polícia de Segurança de Pública (PSP). O objetivo era alertar para o número crescente de agentes a pedirem apoio psicológico, bens alimentares ou até roupa, seja para eles ou para as respetivas famílias.

Como descreve a estação televisiva, é um retrato “nu e cru” da PSP.

Para comentar aquilo que foi dado a conhecer ao público, a mesma estação convidou o Tenente-coronel Medina da Silva, que diz desde logo ser “inconcebível que haja alguém que, para sustentar uma família, tenha de gerir uma lata de salsichas”. “Isto não pode acontecer”, acrescentou.

Sobre a reportagem em si, Medina da Silva descreve-a como “um grito de angústia, é um grito de revolta e em última análise é um grito de liberdade”. No entanto, o Tenente-coronel diz “esperar que a esses homens não seja aplicada a frase” uma vez proferida pelo médico Manuel de Brito Camacho – “Quando eu vejo alguém na rua a gritar ‘viva a liberdade’, corra à janela para ver quem vai preso”.

Medina da Silva disse também ter-lhe sido transmitido por militares da GNR e PSP que “eles têm a sensação de que, num país das plenas liberdades como nós somos, só nos resta a plena liberdade para estarmos calados”.

“É necessário um estudo profundo da condição policial. Quando um indivíduo fica reduzido a 200 euros por mês, a Justiça está a ser tudo menos justa. Estamos a condenar um militar, uma mulher e três filhos”, concluiu.

 

Equador adota medidas para obter fundos devido a sismo

O Presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou que a reconstrução das zonas afetadas, algumas com 85% das infraestruturas destruídas, requer milhões de dólares.

Segundo Rafael Correa, que aguarda um levantamento definitivo dos danos, podem ser necessário cerca de três mil milhões de dólares.

O chefe de Estado disse que vai ter que tomar “medidas temporárias devido à dimensão dos danos e ao gasto inesperado”, porque um sismo como o de sábado “afetaria até o país mais rico do mundo”.

O Presidente referiu que está a analisar a “possibilidade de colocar títulos no mercado internacional” e que a Assembleia Nacional está a analisar uma reforma tributária.

“Vamos ter de tomar medidas excecionais para gerar fundos e dar resposta à emergência”, sublinhou.

O chefe de Estado informou também que há linhas de contingência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial e do Banco de Desenvolvimento da América Latina, que já disponibilizaram 600 milhões de dólares.

O Presidente disse também que a “melhor” solidariedade internacional é a dos turistas que visitam o Equador, agradecendo toda a ajuda que tem recebido.

“O turismo não pode ser afetado, o sismo teve um impacto muito focalizado, o resto das praias estão iguais e belas como sempre”, acrescentou.

 

Dilma promete lutar “em todas as trincheiras” contra destituição

Numa conferência de imprensa com ‘bloggers’ de esquerda, Rousseff reiterou que o processo sobre a sua destituição é um “golpe” de Estado e uma “eleição indireta transvestida”, segundo excertos da entrevista divulgados pelo Palácio do Planalto.

A Presidente disse que quem a quer substituir “e conspirou para isso” — numa alusão ao vice-presidente Michel Temer — carece de legitimidade, já que “a única forma de se legitimar em democracia é através do voto popular”.

Rousseff reiterou que neste processo “está em jogo a democracia” e, por isso, garantiu que lutará “em todas as trincheiras” e irá “onde for necessário” com o objetivo de “derrotar esse golpe”.

A Presidente brasileira viaja hoje para Nova Iorque, onde, na sexta-feira, denunciará junto da ONU que é alvo de um “golpe” de Estado.

A viagem de Rousseff a Nova Iorque tem como propósito a assinatura do Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas, em cujas negociações o Brasil participou ativamente, mas a ocasião servirá para a Presidente expor a crise em que o país se encontra.

 

Sócrates, o “erro” de Costa e as ‘farpas’ a Marcelo

“Acho que o decreto foi um erro e um erro do Presidente da República. Julgo que há uma precipitação do Governo em intervir diretamente”, afirmou José Sócrates, em entrevista à Antena 1.

Na entrevista, José Sócrates questionou o papel do Banco de Portugal no caso e as razões pelas quais não fez uma intermediação, “como sempre aconteceu”.

“O empenho do Governo neste caso foi excessivo e um erro político, que espero que possa ser corrigido e ter um desenvolvimento que não traga prejuízos para o país. Mas o Governo fez isso com boa intenção de resolver um problema”, salientou.

Sobre o Governo de António Costa, José Sócrates disse que “começou como provisório”, mas que “já não é” um Governo provisório.

Mas, considerou, que vai enfrentar muitas dificuldades.

“Veja a posição da Comissão Europeia, absolutamente extraordinária. Aquilo não são opiniões técnicas, cientificas, aquilo são opiniões ideológicas. Eles falam de reformas. As reformas são as que o neoliberalismo dominante na democracia de Bruxelas quer que se façam, isto é, menos proteção no trabalho e menos proteção social. É por isso que este governo da Europa tem um problema democrático base, que se tem acentuado”, criticou.

Afirmando-se apoiante do executivo, com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes, José Sócrates criticou a “batalha política que a direita fez contra o Governo a propósito da legitimidade” deste.

“É uma batalha política inqualificável, porque só há uma legitimidade política, que é a constitucional”, afirmou.

Mesmo, assim, garantiu que nunca teria aceitado ser primeiro-ministro sem ter ganho as eleições.

“Agora, reconheço toda a legitimidade deste Governo e toda a legitimidade do António Costa”, sublinhou.

Na entrevista, José Sócrates disse também que nunca se candidataria à Presidência da República, porque é um “homem mais virado para a ação e menos para a representação” e deixa críticas a Marcelo Rebelo de Sousa.

“Não o posso acompanhar neste alvoroço. O alvoroço em que ele transforma a Presidência da República. Acho que o Presidente da República deve ser mais reservado e não aparecer na televisão todos os dias a comentar os mais diversos assuntos”, afirmou.

À Antena 1, José Sócrates falou também sobre o processo que decorre contra si em Portugal, fazendo críticas ao trabalho do Ministério Público e reafirma que as imputações contra si são “falsas, injustas e absurdas”.

 

Isabel II celebra 90 anos. A maioria dos súbditos não quer que abdique

Uma sondagem divulgada recentemente pela universidade King’s College London indicava que 70% dos inquiridos são favoráveis a que a monarca nonagenária mantenha a coroa até conseguir, um número recorde desde 1981 e prova da popularidade de Isabel II.

Além de de se ter tornado no ano passado a soberana com o reinado mais longo da história britânica, ultrapassando a bisavó, a rainha Vitória, que permaneceu no trono até à morte, em 1901, é também aquela que viveu mais tempo.

Todavia, este destino não estava traçado: quando nasceu a 21 de abril de 1926, Elizabeth Alexandra Mary Windsor – “Lilibeth”, como era chamada na infância -, não estava na linha direta de sucessão.

Foi só depois de o tio Eduardo VIII abdicar da coroa em 1936 para casar com Wallis Simpson, uma americana divorciada, que o pai se tornou rei Jorge VI, colocando no topo da linha de sucessores a primogénita, Isabel, então ainda uma criança.

A morte prematura do pai, aos 56 anos, fê-la ascender ao trono mais cedo do que esperava, em 1952, com apenas 26 anos, menos de metade da idade de Carlos, o príncipe herdeiro, que já conta 67 anos.

Mas a monarquia nem sempre foi popular como é agora e a estima que a rainha hoje merece aos britânicos foi reconquistada nos últimos anos graças à personalidade discreta, austera e de permanente serviço público.

O divórcio dos filhos Carlos e André e da princesa Ana no mesmo ano levando a monarca a apelidar 1992 de “annus horribilis”, mas provavelmente o período mais difícil do reinado terá sido cinco anos mais tarde, em 1997, quando a princesa Diana morreu em circunstâncias trágicas num desastre de automóvel em Paris.

Aos escândalos familiares, às adversidades políticas e às mudanças históricas a que assistiu – conviveu com 12 primeiros-ministros britânicos e 11 presidentes dos EUA -, Isabel II respondeu sempre com sentido de Estado e de dever, razão pela qual merece respeito dos súbditos.

A neutralidade política é um valor que tem procurado preservar, sendo exemplo a firmeza com que o Palácio de Buckingham desmentiu recentemente a notícia de um tablóide de que Isabel II seria favorável à saída da União Europeia, a propósito do referendo de 23 de junho.

Durante todos estes anos, fez sempre questão de participar em numerosas cerimónias oficiais, visitas de Estado, tomadas de posse, atribuições de condecorações, viagens pelo país, eventos de solidariedade ou audiências políticas.

Mesmo se nos últimos anos se tem feito representar cada vez mais em viagens ao estrangeiro ou noutros deveres por diferentes membros da família real, mantém-se ativa: no ano passado ainda cumpriu 393 compromissos, incluindo visitas de Estado a Malta e à Alemanha.

À margem, mantém uma vida privada recatada, de proximidade com o marido, o príncipe consorte Filipe, com quem teve ao todo quatro filhos (Carlos, Ana, André e Eduardo) num casamento que já dura há 69 anos.

No início deste mês, o príncipe William, que representou a avó numa visita à Índia no início deste mês, saudou a rainha, que, mesmo aos 90 anos continua a ser “uma força condutora dedicada e admiravelmente energética para a família”.

E acrescentou: “Ela pode ser a minha avó, mas ela ainda é a chefe”.

 

Pretende ser militar? Está aberto o concurso de 2016

A Guarda Nacional Republicana (GNR) abriu, esta quarta-feira, dia 20 de abril, o concurso de admissão ao Curso de Formação de Guardas de 2016, com o intuito de recrutar novos militares.

No site oficial da GNR é possível perceber todos os requisitos, entre eles o facto de serem admitidos candidatos de nacionalidade portuguesa, com mais de 18 anos e menos de 27 (até ao dia 31 de dezembro), aptidões físicas e psíquicas reconhecidas e ter como habilitações literárias mínimas o 11.º.

Estas são apenas algumas especificidades pedidas no concurso da GNR, sendo que as restantes podem ser vistas no site do recrutamento. O concurso decorre até dia 5 de maio.

 

Matos Fernandes vai ao Parlamento explicar reversão da reforma das águas

O requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD foi hoje aprovado com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PCP e PAN, os votos contra do PS e abstenção do Bloco de Esquerda.

O PSD apresentou no passado dia 30 de março um requerimento para pedir a audição do ministro do Ambiente com caráter de urgência para explicar motivos e razões que levaram a anunciar a reversão da reforma das águas.

“Era uma reforma de sucesso e dessa reforma resultaram medidas muito favoráveis ao setor. Foi possível resolver o problema das dívidas dos clientes, do défice tarifário, garantir uma maior coesão social e combater as assimetrias regionais e, ao mesmo tempo, promover o abaixamento dos preços para 80% dos municípios”, afirmou o deputado do PSD Manuel Frexes à Lusa.

Para o social-democrata, a reforma no setor das águas “permitiu resolver problemas que se arrastavam pelo menos há duas décadas”, pelo que recuar é “um retrocesso enorme para o país e para o setor”.

O presidente do Conselho de Administração do grupo AdP, Afonso Lobato de Faria, renunciou ao cargo por “não concordar com o caminho traçado” pela tutela para a empresa.

Numa comunicação interna, a que a agência Lusa teve acesso, Lobato de Faria afirma que a renúncia “será a melhor forma de defender o superior interesse nacional” e produzirá efeitos no final do mês de abril.

“Tendo em conta os bons resultados obtidos não posso de forma alguma concordar com o caminho traçado, que significa um inútil retrocesso para a sustentabilidade do Grupo AdP e por inerência para o setor da água em Portugal”, lê-se no documento.

 

Panama Papers: Justiça norte-americana abre inquérito penal

As autoridades “abriram um inquérito penal sobre factos relacionados com os Panama Papers”, escreve Preet Bharara numa carta citada pela agência France Presse, enviada no início de abril do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês).

Na carta, datada de 4 de abril, dia seguinte às primeiras revelações dos Panama Papers, Preet Bharara não identifica os factos visados pelo inquérito, mas pede para falar, “tão depressa quanto possível”, com os representantes do ICIJ, responsáveis pela investigação e divulgação do escândalo.

A publicação dos Panama Papers provocou uma onda de choque em todo o mundo, conduzindo à abertura de inquéritos em vários países e está na origem da demissão do primeiro-ministro islandês e de um ministro espanhol.

Uma investigação realizada por uma centena de jornais em todo o mundo sobre 11,5 milhões de documentos revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas.

O conjunto de documentos, denominados Panama Papers, provém da sociedade de advogados panamiana Mossack Fonseca.

Segundo o ICIJ, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades ‘offshore’ estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

Até agora, a investigação dos Panama Papers permitiu a revelação de que milhares de empresas foram criadas em offshores e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre elas, o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón, entre outros.

 

Programa Simplex 2016 é apresentado a 20 de maio

A ministra disse que as medidas do novo programa seriam apresentadas a 20 de maio, à tarde.

Maria Manuel Leitão Marques falava em Lisboa, no balanço da ‘Volta Nacional Simplex’, que arrancou em janeiro em todas as capitais de distrito e terminou na terça-feira (19 de abril).

 

Soldados ilibados de violação de colega que acabou por suicidar-se

Em 2009, Anne-Marie Ellement foi violada por dois colegas da Royal Military Police, do Exército britânico.

Dois anos depois, a soldado acabaria por se suicidar e o caso que estava nas mãos da justiça já teve o seu veredito final: Jeremy Jones e Thomas Fulton foram considerados inocentes.

Os soldados alegaram que a relação sexual foi consensual e lamentaram a morte de Anne-Marie Ellement. Mas insistiram não ter culpa no sucedido.

Já a mulher foi descrita como uma pessoa distante e que não seria considerada, entre os seus pares, uma boa conquista.

 

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