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Ana Rita Silva

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FMI pede plano B internacional para estimular crescimento económico

A economia mundial vai crescer menos que o esperado este ano e os cenários pessimistas começam a ser cada vez mais os prováveis, alertou esta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI), que revê em baixa o crescimento económico previsto para este ano e pede aos países para fazerem um esforço coletivo e elaborarem planos de contingência coordenados para estimular o crescimento da economia mundial.

A mensagem do FMI no World Economic Outlook publicado hoje é clara: o que está a ser feito não chega. A economia deve crescer menos 0,2 pontos percentuais que o esperado em janeiro, o dobro quando se compara com as previsões feitas em outubro, ou seja, passa a prever um crescimento de 3,2%. Há meio ano, esperava-se que a economia mundial crescesse 3,6%.

“O crescimento tem sido demasiado lento, há demasiado tempo”, diz o economista-chefe da instituição. A revisão em baixa não é efeito de um bloco só, mas uma tendência generalizada que está a afetar quase todos os blocos. A economia norte-americana deve crescer menos duas décimas e igual redução é esperada na zona euro. No Japão, o efeito do aumento do IVA deve tirar cinco décimas ao crescimento. A recessão na Rússia deve ser elevada, mas em linha com o esperado, mas já o impacto nas ex-colónias soviéticas será mais pronunciado devido não só aos danos colaterais da situação russa, mas também à queda no preço do petróleo. Finalmente a China, cuja recomposição da sua economia é importante, mas o impacto no comércio internacional é significativo.

FMI projeções 2016

O mundo, diz o FMI, está a entrar em território perigoso e para impedir que a economia cresça menos o Fundo defende que os países devem unir esforços e começar a desenhar planos de contingência, não apenas individuais, mas esforços coordenados para evitar mais impactos negativos pelos ajustamentos internos.

[Os] países devem também cooperar desenhado medidas coletivas para implementar no futuro casos os riscos negativos se materializem. (…) Os governos podem criar já planos de contingência”, defende o FMI.

A margem de erro é cada vez menor, sublinha ainda o Fundo, que alerta para o círculo vicioso que o fraco crescimento pode criar. Quanto menos crescimento, maior a hipótese dos riscos negativos se concretizarem, trazendo consigo menos crescimento. A economia pode cair além da estagnação no ritmo de crescimento e chegar mesmo ao ponto de entrar numa estagnação secular.

Para que isto não aconteça, o FMI volta a receitar os mesmos remédios: a política monetária deve continuar flexível e os estímulos devem ser reforçados de forma criativa, numa altura em que as taxas de juro já estão em valores negativos e há vários programas de compra de ativos que injetam liquidez nas economias. Mas a política monetária não chega – o aviso de sempre -, por isso, os países têm de fazer mais no que diz respeito ao uso da sua política orçamental e na reforma das suas economias.

Quem tiver margem orçamental para investir, especialmente em infraestruturas, deve fazê-lo. É um tipo de investimento que o FMI tem vindo a defender, especialmente porque nesta altura as taxas de juro para obter financiar que pode ser usado para realizar estes investimentos estão baixas e estes investimentos podem ser benéficos para o crescimento económico no curto e no longo prazo. Mas também isto não chega. Os países devem fazer uso de políticas orçamentais mais amigas do crescimento, com reformas estruturais que promovam um crescimento da procura, como reformas fiscais neutras em termos orçamentais ou apoio à participação no mercado de trabalho.

O peso da China e dos preços do petróleo

Muito se tem falado das taxas de crescimento da economia chinesa e da sua recomposição. A crescer 6% ao ano, uma redução face a anos anteriores, mas ainda assim um crescimento robusto, há quem defenda, como é o caso do economista-chefe do Ministério das Finanças da Alemanha, que é uma recomposição natural e que não deve ser visto como uma fatalidade e uma desculpa para ser mais proativo e implementar mais estímulos económicos. Para o FMI, não é bem assim.

O Fundo admite que a transição para uma economia mais ancorada na procura interna e nos serviços era inevitável e será benéfica no longo prazo para a economia chinesa, mas também alerta para o impacto que está a ter no comércio internacional e em muitos países que são também eles afetados negativamente pela queda do preço do petróleo.

A China está entre os dez maiores parceiros comerciais de mais de 100 economias, que no seu todo correspondem a 80% do PIB mundial. Nos últimos anos, as importações chinesas dos principais blocos – Estados Unidos e Europa – aumentaram consideravelmente, o que deixa estes países numa situação delicada. Segundo as contas do FMI, por cada redução de 1% no PIB chinês que seja resultado da queda do investimento, há uma queda de 0,25% do PIB no grupo dos 20 vinte países mais ricos do mundo, os países que compõem o G20.

Acresce a esta análise que a China é um muito importante importador de matérias-primas, especialmente metais, e, só em 2014, foi responsável por 40% da procura mundial. A queda no investimento chinês está a ter um impacto considerável nos preços destas matérias-primas (o preço dos metais caiu cerca de 60% desde 2011), o que tem um impacto considerável nos países mais dependentes do mercado chinês, como são alguns países do sudeste asiático, a África do Sul e o Brasil.

O impacto das mudanças na China pode observar-se nas estimativas para o comércio mundial, que o FMI espera que cresçam menos 0,3 pontos percentuais este ano e no próximo face ao que previa em janeiro, ou mais 1 pontos percentuais e 0,8 pontos percentuais em 2016 e 2017, respetivamente, que o previsto há meio ano.

Legado da crise continua a pesar na zona euro

A retoma na zona euro deverá continuar a ser moderada, diz o FMI, que também revê em baixa as previsões para este bloco. De Portugal já se sabia – o ritmo de crescimento da economia deve cair este ano e no próximo, para 1,4% e 1,3% do PIB, respetivamente -, mas o diagnóstico geral é que a economia dos países que partilham a moeda única vá ser ainda mais afetado pela deterioração da economia internacional, com menor procura pelas exportações e pelo investimento estrangeiro na área do euro.

Outro dos pontos recorrentes do FMI, e que é cada vez mais tema de discussão em Portugal, é o problema do legado da crise. A divida destas economias – pública e privada – continua alta e os países têm de fazer um maior esforço para a reduzir. No caso da dívida privada, em que o FMI tem insistido muito no caso português para a necessidade de uma solução, o Fundo volta a sublinhar a necessidade de se fazer mais para evitar que o excessivo endividamento continue a impedir estas economias de crescer, não havendo capacidade de os bancos para darem mais financiamento e podendo também assim colocar a estabilidade financeira em causa, e as próprias empresas estarem demasiado endividadas para conseguirem financiamento através de outras fontes.

Crowdfunding. “Não há nenhuma multidão à espera de investir no teu projeto”

Se pensa que recorrer ao crowdfunding (financiamento coletivo) é a forma mais fácil de conseguir investimento, pense duas vezes. “Nada poderia estar mais longe da verdade. O crowdfunding não é dinheiro fácil e não há nenhuma multidão à espera de investir no teu projeto”, disse ao Observador Marije Lutgendorff, coautora do livro ‘Crowdfunding, Beyond the Hype’ e colaboradora do centro de conhecimento em finanças alternativas Crowdfundinghub. E é por isso que é tão importante “criar uma comunidade” de utilizadores antes de lançar uma campanha, explicou.

Marije Lutgendorff está esta segunda e terça-feira no Porto e em Lisboa a dar um seminário sobre crowdfunding. Primeiro, na Porto Business School. Depois, na Startup Lisboa. Antes de viajar para Portugal, explicou ao Observador que, antes de colocar qualquer campanha online, é preciso criar uma comunidade que fique motivada e disponível para fazer parte do crowdfunding. O primeiro trabalho do promotor é sempre offline.

E se partir para uma campanha online sem comunidade é o primeiro erro dos empreendedores, o segundo passa por subestimar o trabalho que dá organizá-la, dependendo do estágio em que a empresa se encontra. A preparação de uma campanha pode demorar entre três semanas a seis ou mais meses, explicou Marije Lutgendorff.

O terceiro erro que os empreendedores cometem é que eles pensam no crowdfunding como uma forma de angariar investimento. E não percebem nem beneficiam das mais-valias que representa em termos de marketing”, afirmou a especialista.

Para que a campanha tenha sucesso, é importante que os empreendedores ofereçam “grandes recompensas” aos futuros investidores. E que estabeleçam um “objetivo concreto e específico, fácil de entender”. Marije Lutgendorff conta que existe muita competição pelas campanhas e que, por isso, é importante, explicar às pessoas porque é que elas se devem envolver naquela campanha em particular ou porque é que aquele produto é especial.

É preciso um vídeo muito bom, que explique o produto e, os empreendedores não se podem esquecer de fazer um plano para a campanha. Outra coisa que não deve ser esquecida é que muito do crowdfunding acontece offline. Entre telefonemas, eventos com investidores, etc”, disse a Marije Lutgendorff.

E qual é a melhor forma de envolver a comunidade? “Fazer com que sintam que fazem parte de algo”, diz a especialista. “Eles são os teus embaixadores e o seu entusiasmo vai fazer com que mais pessoas se interessem”, acrescenta.

1,5 milhões investidos em Portugal desde 2011

Exemplos de campanhas de sucesso? Há dois, explica Marije Lutgendorff. O da empresa de cerveja britânica Brewdog, que através do programa Equity For Punks, começou, em 2009, a permitir que qualquer pessoa adquirisse ações da empresa. Quatro campanhas de crowdfunding depois, contam com mais de 32 mil acionistas. Em 2015, lançaram a maior operação de financiamento coletivo da história: cerca de 25 milhões de libras (31 milhões de euros).

Eles são muito bons a criar e a expandir a sua comunidade. O sentimento que transmitem é o de que a sua cerveja é para pessoas comuns e que, por isso, também as suas ações são para pessoas comuns”, explica Lutgendorff.

O segundo exemplo é o da empresa holandesa de partilha de boleias Snappcar. Em 2014, a empresa organizou a campanha com mais sucesso da Holanda: as 500 pessoas que investiram receberam uma recompensa convertível, no valor total de 500 mil euros. Depois de terem sido comprados por uma empresa dinamarquesa, esses empréstimos foram convertidos em ações. “A estratégia da Snappcar foi muito forte. Eles pensaram no valor que poderiam angariar e não no que precisavam”, disse a especialista.

Em Portugal, o enquadramento legal para que se possa investir em empresas através de plataformas de financiamento coletivo – equity crowdfunding – esteve em consulta pública depois de regulador, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ter proposto um limite ao investimento, de 3.000 euros por oferta. No total, as campanhas não podem exceder um milhão de euros. As conclusões ainda não são conhecidas.

De acordo com o relatório publicado pelo CrowfundingHub sobre o estado do financiamento coletivo na Europa, perto de 500 projetos portugueses angariaram 1,5 milhões de euros em plataformas de financiamento coletivo que operam em Portugal, desde 2011. “Existe espaço para que este número cresça, quando o público geral estiver confortável com o conceito de crowdfunding e pagamentos online“, lê-se no relatório.

No Reino Unido, por exemplo, os números não são claros e mudam consoante a entidade que os anuncia, mas em 2015 ter-se-á investido 12 milhões de libras (14,9 milhões de euros) em projetos, sem obter recompensa pelo investimento feito. Os investimentos feitos em troco de uma recompensa chegam a 42 milhões de libras (52 milhões de euros). Na Alemanha, as campanhas de financiamento coletivo com recompensa atingiram 9,8 milhões de euros em 2015.

FMI. Conflitos e terrorismo empurram países para políticas mais nacionalistas

As crescentes tensões geopolíticas e o aumento do terrorismo, em conjunto com as pressões oriundas do lado económico, está a virar os países para políticas nacionalistas que podem vir a ter efeitos negativos na economia mundial, alerta o FMI, que estima que as crises na Ucrânia, Iémen e Líbia tiraram uma décima ao crescimento mundial em 2014 e 2015. A guerra na Síria, a crise dos refugiados e o aumento do terrorismo estão cada vez mais no centro das atenções e o FMI dedica mais atenção ao tema no World Economic Outlook publicado esta terça-feira.

O crescimento destas tensões geopolíticas está a ter impacto direto na economia mundial, mas os efeitos mais negativos ainda podem estar por surgir, alerta o FMI, que aponta o referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia como um desses resultados.

Segundo o FMI, no caso de um eventual ‘Brexit’, os desafios, tanto para o Reino Unido, como para o resto da União Europeia, seriam muito significativos e teriam um impacto considerável e prolongado na confiança e nos níveis de investimento, aumentando a volatilidade nos mercados pelo caminho, devido a negociações para a saída que se esperam prolongadas, mas também a uma redução substancial nos fluxos financeiros e nas relações comerciais entre os dois blocos.

Mas não é só o Reino Unido que preocupa. Segundo o Fundo, o aumento do fluxo de refugiados dos países em crise, em especial da Síria, para a União Europeia e o aumento dos atos terroristas em espaço europeu – depois dos atentados em Paris e Bruxelas – está a colocar desafios consideráveis à coesão do espaço Schengen e a criar correntes mais nacionalistas em alguns países. É o caso de alguns países de leste que já viraram mais à direita, mas também de correntes internas de nacionalistas nas duas principais economias da zona euro, com o crescimento da Frente Nacional em França ou da AfD na Alemanha.

Com a retórica elevada também nos Estados Unidos, o receio do FMI é que estes países comecem a fechar-se e os seus governos a recorrerem a medidas protecionistas, o que seria negativo para um comércio internacional já muito afetado pelas mudanças na China e pela crise – também algumas delas políticas – em algumas das principais economias emergentes, casos da Rússia e do Brasil.

Aliás, o FMI estima mesmo o impacto de alguns dos países em crise na economia mundial. Segundo o Fundo, as recessões na Ucrânia, Iémen e Líbia – países em convulsão interna -, retiraram uma décima ao crescimento mundial entre 2014 e 2015.

Lutador português João ‘Rafeiro’ morre depois de combate

João Carvalho, um lutador português mais conhecido por “Rafeiro”, morreu esta segunda-feira depois de ter ficado em estado crítico na sequência de um combate de Artes Marciais Mistas (MMA), em Dublin na Irlanda.

A morte do atleta foi confirmada pela equipa do lutador, a Nóbrega Team, no Facebook oficial da equipa.

O combate que conduziu à morte do lutador aconteceu no sábado à noite, na sua estreia internacional dos combates de luta de MMA. O combate terminou com um knockout por parte do adversário de João Carvalho, Charlie Ward.

João Carvalho recebeu assistência imediata no ringue, informa o Correio da Manhã. Enquanto estava a ser assistido pelos médicos nos balneários o atleta desmaiou e foi levado de urgência para o hospital. Foi operado de emergência e acabou por morrer em Dublin.

A Nóbrega Team explicou ao Correio de Manhã que nenhuma regra foi quebrada durante o combate. “Não houve qualquer erro técnico ou de arbitragem. Se houvesse éramos os primeiros a intervir. O João sentiu-se mal após o combate.”

As Artes Marciais Mistas são uma modalidade de desporto de contacto que permite aos lutadores lutarem entre si ao trocarem socos e pontapés – como no kickboxing – e a aplicarem chaves – quando os lutadores se agarram para aplicar golpes, como no judo. É o facto de juntar técnicas de diferentes estilos de luta que originou o nome desta modalidade.

O início das Artes Marciais Mistas – mais conhecidas como Mixed Martial Arts – está no Vale Tudo, um modo de luta que teve origem no Brasil.

Desde 2001, ano em que a modalidade foi oficializada, já se registaram quatro mortes na prática de MMA. Duas delas por hemorragias cerebrais, uma devido a uma lesão contraída durante um combate e ainda a de um combatente que morreu por causas indeterminadas, em 2012.

A confirmar-se que a morte de João Carvalho se deveu ao combate, esta será a quinta morte registada que se pode relacionar com as Artes Marciais Mistas.

Um estudo publicado em 2006 afirma que o desporto é tão perigoso quanto o boxe profissional.

Procurador moçambicano morto a tiro nos arredores de Maputo

O magistrado moçambicano Marcelino Vilankulo, afeto à cidade de Maputo, foi assassinado na noite de segunda-feira a tiro por desconhecidos nos arredores da capital, informa esta terça-feira o jornal Notícias.

Segundo o principal diário moçambicano, Vilankulo foi mortalmente baleado na cidade da Matola, a cerca de oito quilómetros da capital moçambicana, quando seguia para casa na sua viatura.

De acordo com o diário, o magistrado tinha a seu cargo as investigações em torno de raptos em que supostamente está envolvido Danish Satar, sobrinho de Nini Satar, que está em liberdade condicional após ter cumprido pena por envolvimento no homicídio, em 2000, do jornalista Carlos Cardoso.

Danish Satar foi deportado de Itália para Moçambique no final do ano passado, após ter saído do país em circunstâncias até agora desconhecidas, uma vez que se encontrava em liberdade provisória a aguardar o andamento do processo em que é indiciado de envolvimento em raptos.

A Lusa tentou sem sucesso ouvir o Comando Geral da Polícia da República de Moçambique sobre o homicídio de Marcelino Vilankulo.

Em 2014, um juiz que tinha em mãos processos relacionados com a onda de raptos em Maputo, Diniz Silica, foi morto a tiro por desconhecidos até agora a monte, em plena luz do dia na capital moçambicana.

Maputo tem vindo a ser assolado por uma onda de raptos desde 2012 e dezenas de vítimas já foram vitimizadas por este tipo de crime, havendo relatos de que a maioria tem sido libertada mediante o pagamento de resgate.

Várias pessoas foram condenadas a pesadas penas de prisão por envolvimento em raptos, embora este continue a ser um crime relativamente frequente em algumas cidades moçambicanas, sobretudo em Maputo.

Pelo menos um morto em atentado com veículo armadilhado

A fonte afirmou que a explosão matou Fathi Zeidan, líder do partido palestiniano Fatah, o mesmo do presidente da Autoridade Palestiniana (ANP) Mahmud Abbas, no campo de refugiados palestinianos Miye Miye, perto de Sídon.

“O cartão de identificação foi encontrado perto do veículo que explodiu, que também pertencia” a Zeidan, disse a mesma fonte à agência noticiosa France Presse (AFP).

A unidade de medicina forense das forças armadas libanesas chegou ao local da explosão e retirou partes de corpo queimado, que se encontravam perto do veículo em chamas, disse o correspondente da AFP.

Mais de 450 mil palestinianos estão registados no Líbano através da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) e a maioria vive em condições precárias em 12 campos oficiais.

Os campos são geridos por responsáveis palestinianos e pelas forças de segurança.

Nos últimos anos, as tensões entre o Fatah e o grupo islamita Jund al-Sham têm aumentado, especialmente no campo de Ain al-Hilweh, também perto de Sídon.

Fações rivais em Ain al-Hilweh confrontaram-se várias vezes no ano passado, com acusações mútuas de tentativas de homicídio.

Ain al-Hilweh tornou-se no palco de ajustes de contas entre várias fações e um terreno fértil para os grupos extremistas.

 

Hugo Canoilas cria obra inédita para Museu do Chiado

De acordo com o Museu do Chiado, depois de Daniel Blaufuks, na primeira edição – com “Toda a Memória do Mundo” -, esta segunda edição do Art Cycles, patrocinada pela Sonae, terá como artista convidado Hugo Canoilas, que exibirá o seu novo projeto a partir de 18 de novembro.

Nascido em 1977, Hugo Canoilas tem vindo a desenvolver trabalhos em pintura, escultura, instalação, ‘performance’ e vídeo, nas quais aborda questões do sistema das artes, da história, da natureza, do cultural, das relações de poder, da manipulação da comunicação e da linguagem.

O museu assinala que a linguagem artística de Canoilas é inspirada nas correntes artísticas de ‘neovanguarda’ como a ‘arte povera’, o movimento ‘fluxus’, a poesia concreta, o documentarismo social e o situacionismo estético.

Sublinha ainda que o artista “apresenta um dos percursos artísticos mais interessantes duma geração que retoma as grandes questões entre arte e política”.

Este projeto permite aos artistas selecionados o desenvolvimento de trabalhos que possam constituir uma resposta contemporânea das relações da realidade com a história, num olhar “documental, poético, virtual ou visionário”.

Além da exposição pública no Museu do Chiado, o artista realiza pelo menos duas ‘masterclass’, em diferentes pontos do país, onde existam escolas de arte.

Em 2012/2013, Hugo Canoilas expôs no Museu do Chiado, no âmbito do projeto coletivo “Are you still awake”, em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com a instalação “D’aprés Nuno Gonçalves — Painéis sem título (vamos ficar todos juntos)”.

O Art Cycles e o Prémio Media Art – ambos com o apoio mecenático da Sonae – têm como objetivo apoiar a criação de projetos de artistas nacionais e internacionais, cuja carreira esteja já consolidada, ou por artistas emergentes, que possam refletir sobre as transformações sociais, paisagísticas, arquitetónicas, históricas e comunicacionais na contemporaneidade.

 

Foto impressionante do eclipse solar combina duas perspetivas

Tornar um eclipse solar mais impressionante é uma tarefa difícil mas ao combinar dois pontos de vista diferentes uma equipa de investigadores parece ter conseguido.

Conta o Gizmodo que a área vermelha pertence a uma fotografia tirada a partir do satélite da SOHO, no espaço, enquanto a parte mais escura pode ser vista pelos habitantes da Terra.

Se não simplesmente para admirar, a fotografia relembra que do espaço a perspetiva dos vários fenómenos espaciais e terrestres é bastante diferente e que os astronautas não devem ter problemas em preencher  o seu Instagram e Facebook com fotografias impressionantes.

 

Reabilitação urbana deve ser “regra e não exceção”

“Queremos que a reabilitação seja entendida como uma regra, por isso, os regulamentos da edificação em Portugal têm que ser pensados essencialmente para a reabilitação urbana”, afirmou à agência Lusa o governante João Matos Fernandes, à margem da apresentação do concurso Europan 13 “A Cidade Adaptável”, que decorreu em Lisboa.

De acordo com o ministro do Ambiente, a regulamentação para a edificação em Portugal está toda pensada para a construção nova e não para a reabilitação.

“O que aconteceu nos últimos anos, é que foram criadas um conjunto de exceções para a reabilitação”, considerou João Matos Fernandes, defendendo que “já não faz sentido que a reabilitação seja entendida como uma exceção”.

Neste sentido, o governante lançou o desafio ao presidente da Ordem dos Arquitetos, João Santa-Rita, que aceitou colaborar na alteração da lei sobre a construção em Portugal.

João Santa-Rita declarou que o desafio proposto pelo governante vai ao encontro das expectativas da Ordem dos Arquitetos (OA), expressando que “é um prazer” colaborar.

“Também sentimos que é necessário rever e pensar muitas das questões que têm a ver com a própria regulamentação sobre o edificado e a reabilitação urbana é justamente um caso desses”, advogou o presidente da OA, referindo que existem muitos regulamentos que não se ajustam à realidade.

Segundo o governante João Matos Fernandes, trata-se de “um processo de alteração legislativa”, que vai envolver várias pessoas.

“Para mudar essas regras, temos que juntar arquitetos, temos que juntar engenheiros, temos que juntar também a indústria da construção, no sentido de definirmos um conjunto de regras claras, regras que permitam a garantia da exigência de qualidade dos projetos”, esclareceu o ministro do Ambiente.

O governante explicou ainda que é preciso reconhecer as especificidades dos projetos de reabilitação urbana perante as regras que são comuns na construção nova.

“Um projeto de reabilitação, naturalmente, tem que poder ter outras regras mais adaptáveis à realidade, mas sem em situação alguma abastardar aquilo que é a necessidade de conforto e as necessidades de eficiência energética”, referiu João Matos Fernandes, adiantando que é esse conjunto de regras que constituirão um código para a reabilitação.

O Governo quer “rapidamente começar” a definir o código para a reabilitação urbana, um trabalho que demorará cerca de um ano e meio e que “será utilizado por todos”, garantiu.

 

António Guterres presta provas: É hoje a entrevista na ONU

Numa tentativa para melhorar a transparência de um processo de seleção que tradicionalmente tem decorrido entre bastidores, os candidatos vão passar pela Assembleia geral para apresentar as suas propostas e submeter-se ao escrutínio dos Estados-membros.

António Guterres, que até ao final de 2015 exerceu o cargo de Alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) será o terceiro candidato à substituição do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, cujo mandato termina no final de 2016, que será entrevistado na sede da organização em Nova Ioque.

A audição está prevista entre as 15:00 e as 17:00 locais (entre as 20:00 e as 22:00 em Lisboa).

As provas vão ser hoje iniciadas pelo ex-primeiro-ministro e até há pouco o responsável pela diplomacia do Montenegro, Igor Luksic, seguindo-se a diretora-geral da Unesco, a búlgara Irina Bokova, e com António Guterres a encerrar o primeiro dia de audições.

Para quarta-feira vão ser convocados o ex-presidente esloveno, Danilo Turk, a ex-vice-presidente e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Croácia, Vesna Pusic, e a ex-ministra da Moldávia Natalia Guerman, que ocupava a mesma pasta.

Na quinta-feira as audições foram reservadas para o macedónio Srgjan Kerim, que presidiu à Assembleia geral da ONU entre 2007 e 2008, e à ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, que oficializou a candidatura na semana passada.

No processo participam as Nações Unidas, mas também, pela primeira vez, várias organizações não-governamentais e entidades da sociedade civil vão estar presentes para colocar questões e entrevistar os candidatos.

Cada candidato vai dispor de duas horas para expor as suas propostas aos representantes da ONU e às distintas organizações não-governamentais e depois daquele encontro também poderá falar com os órgãos de comunicação social.

Esta é a primeira vez que a ONU vai realizar a seleção do secretário-geral com candidaturas públicas, que vão ser avaliadas pela sociedade civil.

Os candidatos já remeteram à Assembleia geral breves prestações por escrito das suas ideias, onde se incluem propostas para reformar o funcionamento das Nações Unidas e adaptá-la às realidades do século XXI.

A Assembleia é o órgão que deverá eleger no outono o próximo secretário-geral da ONU, apesar de tradicionalmente o processo ser controlado pelas potências do Conselho de Segurança, que recomendam um candidato.

Habitualmente, e seguindo uma norma não escrita, o cargo tem rodado entre diversas regiões, e teoricamente corresponderia nesta ocasião à Europa de Leste.

No entanto, sublinhou na agência noticiosa Efe, as numerosas novidades introduzidas para melhorar a transparência e democratizar a eleição, as expetativas “estão por agora cristalizadas” em António Guterres e Helen Clark.

A candidatura de António Guterres foi formalizada pelo Governo português em 29 de fevereiro, ao ser sublinhado o “amplo consenso interno” em torno da candidatura do antigo Alto-comissário da ONU para os refugiados.

“Ao tomar esta iniciativa, Portugal contribui de forma ativa para o processo de seleção do próximo secretário-geral [da ONU], apresentando um candidato excecionalmente qualificado para o desempenho daquele lugar”, referiu a nota divulgada pelo Executivo.

 

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