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Ana Rita Silva

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Galp inicia pesquisa de petróleo em São Tomé e Príncipe em 2017

O anúncio foi feito pelo diretor da Agência Nacional de Petróleo, Orlando Sousa Pontes, durante a apresentação pública do estudo de impacto ambiental elaborado conjuntamente pela Kosmos Energy, que opera os blocos 11 e 12, e a Galp Energia, operadora do bloco 6.

“A pesquisa sísmica em 3D nos blocos 6, 11 e 12 está prevista para começar no início de janeiro de 2017, com duração prevista para seis meses”, disse Sousa Pontes sublinhando que “a área abrangida pela operação 3D é de 12.799 quilómetros quadrados”.

Sem avançar com as estimativas do custo, Sousa Pontes disse que a área da operação dista 50 quilómetros do arquipélago são-tomense.

A divulgação da data da análise sísmica surge seis dias depois da empresa norte-americana Kosmos Energy ter adquirido 65% dos direitos que a nigeriana Equator Exploration detinha sobre o bloco 12.

 

Dois mortos a tiro numa base aérea nos Estados Unidos

“Temos a lamentar dois mortos na base aérea de Lackland, os polícias estão ainda no interior do complexo”, informou o gabinete do xerife local numa mensagem na rede social de mensagens curtas Twitter.

Segundo os meios de comunicação social locais, o atirador ter-se-á suicidado.

“Estamos a intervir após informações dando conta de um atirador em ação na base aérea de Lackland”, da força aérea dos Estados Unidos, tinha indicado antes o xerife de Bexar County.

A base militar situa-se em San Antonio.

 

Guarda de Auschwitz morre antes do julgamento. Judeus pedem justiça

Faltavam apenas alguns dias para o seu julgamento quando Ernst Tremmel morreu. O antigo guarda do campo de concentração nazi Auschwitz ia responder perante a justiça a 13 de abril.

Apesar de não estar diretamente envolvido na morte de judeus, as autoridades alemãs consideram que o alemão de 93 anos de idade auxiliou no assassinato de pelo menos 1.075 pessoas.

Ernst Tremmel tinha 19 anos quando se tornou guarda em Auschwitz. Ocupou o cargo durante oito meses, entre novembro de 1942 a junho de 1943, segundo reporta a BBC.

Com a sua morte cai por terra a possibilidade de ser punido pelo extermínio levado a cabo pelo regime nazi. Inconformados ficam dois judeus que sobreviveram ao Holocausto mas que viram os pais morrer nas mãos dos nazis.

Israel Loewenstein e Henry Foner, com 91 e 83 anos, respetivamente, fugiram para o Reino Unido com outras crianças judaicas, em 1939. Queriam justiça, mas dizem-se agora certos de que “ nunca haverá um ponto final, já que não se pode recuperar o que se perdeu”.

 

Sondagem revela que 60% dos deputados querem destituição de Dilma

Os dados do Instituto Datafolha indicam que a chefe de Estado tem contra si, neste momento, 308 votos, 34 menos que os 342 necessários.

A pesquisa informou que 21%, ou seja 108 parlamentares, declararam que vão votar contra a destituição.

Os deputados indecisos ou que ainda não divulgaram a sua decisão totalizam 18%.

A Câmara dos Deputados do Brasil é composta por 513 parlamentares e para que haja a indicação de abertura de um processo de ‘impeachment’ (destituição) de um Presidente, são necessários os votos de dois terços do plenário: 342 deputados.

Para arquivar o processo, a Presidente precisa do apoio de 171 deputados.

Se o pedido de destituição de Dilma Rousseff for aprovado pelos deputados, este será remetido para o Senado, que decidirá dar ou não andamento ao processo.

Segundo o que está previsto pelo Supremo Tribunal Federal, a decisão dos senadores pode contrariar a dos deputados.

O Senado é responsável pelo processo e o julgamento de destituição de um Presidente no Brasil.

 

Aprovada regulação das responsabilidade parentais nas conservatórias

O projeto de lei do PS – “regulação das responsabilidades parentais por mútuo acordo junto das Conservatórias do Registo Civil em caso de dissolução de uniões de facto e casos similares” – foi aprovado na generalidade e irá agora ser discutido na especialidade em comissão parlamentar.

De acordo com o texto do diploma agora aprovado, os pais não casados que pretendam regular por mútuo acordo o exercício de responsabilidades parentais de filhos menores, ou proceder à alteração de acordo já homologado, “devem requerê-lo a todo o tempo junto de qualquer Conservatória do Registo Civil”.

O diploma estabelece que o requerimento tem de ser assinado pelos pais, “acompanhado do acordo sobre o exercício das responsabilidades parentais e sobre alimentos, se houver lugar a estes”.

A apreciação do acordo cabe depois ao conservador, que o envia posteriormente ao Ministério Público. Se o processo for homologado, as decisões proferidas pelo conservador do registo civil produzem os mesmos efeitos das sentenças judiciais sobre idêntica matéria.

“Se os acordos apresentados não acautelarem suficientemente os interesses dos menores, a homologação é recusada pelo conservador e o processo de regulação do exercício das responsabilidades parentais integralmente remetido ao tribunal da comarca a que pertença a conservatória”, é ainda estabelecido no diploma.

No período de votações foi ainda aprovado com os votos do PSD, BE, CDS-PP, PCP e PEV, um projeto de resolução dos democratas-cristãos que recomenda ao Governo a promoção de um programa que permita a reestruturação do crédito de curto prazo dos suinicultores em médio prazo, com dois anos de carência. O diploma mereceu a abstenção do PS e do PAN.

O projeto de resolução do BE sobre a reposição das quotas leiteiras na União Europeia e proteção da fileira do leite português foi também aprovado, com o voto contra do PAN, a abstenção do PSD e os votos favoráveis das restantes bancadas parlamentares.

O projeto de resolução do PCP para a promoção da fileira do figo-da-índia também mereceu o voto favorável da maioria dos deputados, com a abstenção do PSD e o voto contra do CDS-PP.

Os projetos de resolução do PSD e do CDS-PP que recomendavam ao Governo a isenção do pagamento à segurança social dos produtores e trabalhadores do setor da carne suína foram rejeitados, com os votos contra de todos os restantes partidos.

 

Pedido ao FMI pode ser janela de oportunidade para empresas portuguesas

“Foi uma situação abordada [com o presidente da República hoje] porque não vou dizer que não vemos com alguma preocupação [o pedido de ajuda de Angola], mas estamos tranquilos porque estas mudanças que, seguramente, esta situação de Angola vai provocar na economia angolana poderá ser ela própria geradora de algumas oportunidades”, afirmou António Saraiva aos jornalistas no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

Para o presidente da CIP, “se as empresas portuguesas derem provas da sua resiliência e da ajuda que têm dado a Angola”, estas poderão “transformar aquilo que poderia ser uma ameaça numa oportunidade”.

António Saraiva acredita que “dessa resiliência e dessa gratidão que -, seguramente, o Governo angolano terá para as empresas que continuam abnegadamente a ajudar a economia angolana – a janela de oportunidade que este novo quadro traz será favorável a algumas áreas”.

“É essa a aposta que fazemos. Temos é de saber jogar as nossas armas nos momentos adequados”, rematou António Saraiva.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na quarta-feira que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos serão debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, e numa visita ao país.

O Ministério das Finanças de Angola justificou o pedido com a necessidade de aplicar políticas macroeconómicas e reformas estruturais que diversifiquem a economia e respondam às necessidades financeiras do país.

Na sequência deste pedido, a Lusa contactou empresas portuguesas com atividade em Angola, designadamente a Mota-Engil, a Soares da Costa, a Galp, a Unicer e a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, que não quiseram fazer comentários sobre o tema.

No encontro desta tarde, a CIP apresentou ao Presidente da República algumas propostas para dez áreas que a Confederação patronal considera fundamentais para dinamizar a economia, designadamente, ao nível do financiamento às empresas, da redução da carga fiscal, da boa distribuição dos fundos europeus, do relançamento do investimento público, da redução dos custos de contesto e do apoio à internacionalização.

 

Berlusconi negociou com empresa citada na investigação Panama Papers

Berlusconi foi condenado em 2012 por fraude fiscal na compra de direitos de filmes norte-americanos a diversas empresas, no âmbito do processo Mediaset, relativo ao grupo televisivo que fundou.

A empresa agora revelada pela investigação internacional do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação é a American Film Company (AFC), registada em 1992 e extinta em 2008, a que uma das empresas estrangeiras do império Berlusconi comprou direitos de dois filmes “um ano depois da sua criação”, segundo o jornal.

O L’Espresso publicou hoje os primeiros 100 nomes dos 800 italianos que aparecem na lista, entre os quais o costureiro Valentino, o ator e realizador Carlo Verdone e o ex-jogador do Roma, da Juventus e do Nápoles Daniel Fonseca.

O semanário identifica também os bancos italianos Unicredit e Ubi Banca como tendo tomado “parte na criação, via Luxemburgo, de complexas sociedades que levam a paraísos fiscais como as Ilhas Virgens Britânicas”.

Da lista fazem também parte vários nomes ligados à máfia, como Angelo Zito, antigo tesoureiro do clã siciliano Graviano condenado pela justiça em 2000.

 

Leiria aposta no teatro para integrar cidadãos com deficiência

O projeto é da companhia Leirena Teatro e envolve utentes de quatro instituições: Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de Leiria, Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social (OASIS), Cercilei e Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria.

“Sempre tentámos com as nossas peças chegar a toda a gente. Mas havia esta lacuna: as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais. Agora estamos a conseguir fazê-lo, neste projeto que procura aliar o teatro e terapia ao longo da formação e criação artística”, afirma Frédéric Pires, ator e encenador do Leirena.

Arte e Terapia é coordenado por dois atores da companhia e por uma terapeuta da fala, Cindy Zoeb.

Atualmente, trabalha com dez utentes daquelas instituições, que têm idades compreendidas entre os 11 e os 40 anos e patologias como autismo, trissomia 21, atrasos cognitivos ou problemas motores.

“Temos como exemplo a Crinabel, de Lisboa. Começou há muitos anos e hoje é uma companhia de teatro. Queremos fazer algo quase similar, mas com o fator terapêutico envolvido, intervindo diretamente e individualmente com os problemas de cada um dos elementos, conforma as suas dificuldades e patologia”, sublinha o encenador.

Para já, o grupo está a conhecer-se e a criar espírito de equipa. “É palhaçada pura, por agora. Depois das férias de verão, começamos a trabalhar o espetáculo”.

A estreia em palco deve acontecer em junho de 2017, mas até lá é preciso conhecer-se os futuros atores.

“Se vir que têm a motivação, o impulso, a força e a garra, podemos fazer Beckett ou Federico Garcia Lorca. Não há limites nem receios. Têm necessidades educativas especiais, mas são pessoas com capacidades. Podem ter uma deficiência motora, mas sabem falar, sabem pensar. Se vir que têm competência para pegar em Brecht, faremos Brecht”, promete Frédéric Pires.

A par do trabalho dramático, os atores de Arte e Terapia vão integrar a equipa do Leirena, numa perspetiva inclusiva: “Não vão fazer só trabalho de ator. Quando o Leirena tiver espetáculos em Leiria, vão lá estar a fazer a frente de casa, a entregar a folha de sala ao público. Vão estar ali connosco”.

Dentro de um ano, Frédéric Pires acredita que os utentes das quatro instituições envolvidos no projeto estarão diferentes.

“Imagino-os a mandar calar muita gente e a tomar iniciativas por si mesmos. Quero que tenham força para levantar a cabeça e dizer ‘posso fazer isto’. Têm de ser afirmativos. O teatro é afirmativo, não pode ser negação”.

 

SpaceX preparada para mais um lançamento e espera conseguir aterrar

A SpaceX tenciona lançar, esta sexta-feira, mais um foguetão. Na última quarta-feira foi feito um teste aos motores, que teve um resultado positivo, e nesta quinta-feira a empresa encontrou todos os sistemas operacionais para o lançamento, noticia o ArsTechnica.

Desta vez, a SpaceX tem uma viagem até à estação espacial internacional, onde irá levar cargas com mais de três mil quilos e um módulo da Bigelow. O desafio não está, no entanto, no lançamento ou na chegada à estação espacial, mas sim na aterragem.

Mais uma vez, a SpaceX vai tentar aterrar o Falcon 9 num navio drone no meio do mar. As últimas tentativas não foram positivas mas Hans Koenigsmann, da SpaceX, revelou que a empresa “espera conseguir aterrar desta vez”.

 

Reunião do Conselho NATO-Rússia “nas próximas duas semanas”

O encontro vai decorrer em Bruxelas, na sede da NATO, ao nível de embaixadores, e vai concentrar-se na crise ucraniana “e a necessidade de se aplicar totalmente os acordos (de paz) de Minsk” de 2015, de acordo com o comunicado do secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

“Vamos debater atividades militares, com uma atenção particular sobre a transparência e a redução de riscos”, acrescentou.

As discussões vão abordar também a situação no Afeganistão “incluindo as ameaças terroristas regionais”, disse.

“Esta reunião é a continuação da nossa política de diálogo, como acordado pelos chefes de Estado e de governo da NATO. Ao mesmo tempo, só haverá regresso à normalidade quando a Rússia respeitar novamente a lei internacional”, indicou o comunicado.

Em janeiro passado, o secretário-geral referiu um possível encontro, sublinhando que o diálogo político nunca esteve fechado, apesar da suspensão de qualquer cooperação prática com Moscovo após a anexação da Crimeia em março de 2014.

A anexação desta península e posteriormente o início da ofensiva no leste da Ucrânia dos rebeldes separatistas pró-russos, apoiados por Moscovo, de acordo com os ocidentais, levaram a um arrefecimento das relações entre a NATO e a Rússia.

Em dezembro, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, defendeu a renovação do diálogo com Moscovo, tendo em vista uma reaproximação para uma solução para a guerra na Síria, convencendo os aliados da Europa Ocidental e também os países da Europa de Leste.

 

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