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Elisabete Teixeira

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Morreu António Arnaut, “pai” do Serviço Nacional de Saúde

©DR

António Arnaut, advogado, nasceu na Cumeeira, Penela, distrito de Coimbra, em 28 de janeiro de 1936, e estava internado nos hospitais da Universidade de Coimbra.

Entretanto, o secretário-geral do PS, António Costa, decretou hoje luto partidário, com a bandeira socialista a meia haste em todas as sedes de país.

“O PS está de luto com o falecimento de António Arnaut, nosso presidente honorário. Fundador do PS, militante dedicado, honrou-nos como deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República e como governante”, referiu ainda António Costa, aqui numa primeira alusão às funções que este destacado advogado de Penela desempenhou como ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional liderado por Mário Soares.

De acordo com António Costa, “para sempre” o nome de António Arnaut “será indissociável da conceção e criação do Serviço Nacional de Saúde, grande conquista do Portugal de Abril”.

“Para a eternidade todos o recordaremos justamente como o pai do SNS. À sua esposa, filhos e netos envio um abraço fraterno”, acrescentou o líder socialista na sua nota.

Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano e foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Poeta e escritor, António Arnaut envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo e participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado.

Recorde a entrevista que António Arnaut concedeu ao Notícias ao Minuto em setembro do ano passado.

LUSA

Casa Fernando Pessoa celebra 130 anos do poeta

Os festejos do nascimento de Fernando Pessoa estender-se-ão por 2019, mas a Casa Fernando Pessoa anuncia hoje as primeiras iniciativas, entre as quais “Dias da Poesia – Lisbon Revisited” que, de 14 a 16 de junho, juntará em Lisboa os poetas Adam Jagajewski (Polónia), Ana Luís Amaral, Margarida Vale de Gato, Jorge Sousa Braga, Luís Quintais, Amalia Bautista (Espanha) e Harryette Mullen (Estados Unidos).

A 13 de junho – dia em que Fernando Pessoa nasceu, em 1888 – aquele espaço cultural acolherá Nuno Moura e Joana Bagulho com “Micropoemas para cantar em Júpiter”, destinado a crianças, e o lançamento do álbum “Piano em Pessoa”, de Nascimento Rosa e António Neves da Silva.

A Andante Associação Artística, com Cristina Paiva, apresentará a 16 de junho o espetáculo para os mais novos “Afinal…o gato!”, a partir da poesia de Pessoa, e nesse dia o ciclo “Sem casas não haveria ruas”, feito em parceria com a Fundação José Saramago e a editora Boca, revisitará “textos condenados dos contemporâneos de Pessoa”, nomeadamente de Judith Teixeira, António Botto e Raul Leal.

O dia 16 encerrará com a cantora Sofia Vitória a interpretar poemas de Fernando Pessoa em inglês, acompanhada de músicos como José Peixoto e Luís Figueiredo.

LUSA

Trabalhadores da ‘Carnes Nobre’ em greve

Rui Matias, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), disse à Lusa que os cinco dias de paralisação, entre as 13:00 e as 18:00, apanhando os turnos da manhã e da tarde, acontecem porque não houve evolução satisfatória quanto às reivindicações dos trabalhadores, que já haviam motivado um protesto no passado dia 08 de março.

Uma das reivindicações, “negociável”, passa pela manutenção do diferencial de cerca de 50 euros acima do valor do salário mínimo, que o sindicalista disse não estar a ser respeitado desde que entrou em vigor o salário de 580 euros no início do ano.

Rui Matias referiu ainda “discrepâncias” salariais entre homens e mulheres, realçando que estas, na sua maioria mães, constituem o grosso da mão de obra na unidade de Rio Maior do Grupo Campo Frio (cerca de 500 num universo de “600 a 700” trabalhadores).

Segundo o responsável do SINTAB, a maioria da centena de trabalhadores que hoje paralisaram e se concentraram em frente à Nobre Alimentação, no final do turno da manhã, são mulheres.

“Não tenho dúvidas de que a adesão será muito grande”, disse Rui Matias, adiantando que o protesto culminará na sexta-feira à tarde numa ação que contará com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Além da reivindicação de “melhores salários”, o sindicato reclama “o cumprimento da lei no que diz respeito aos horários de trabalho e atribuição de horas de amamentação a trabalhadoras lactantes”, bem como “a redução dos vínculos de trabalho precários”.

A Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), de que a Nobre Alimentação é associada, declarou em março, numa “nota de esclarecimento”, que, nos últimos anos, têm sido desenvolvidos esforços para a existência de tabelas salariais “que permitam um nivelamento salarial devidamente ajustado às funções”.

Afirmando defender o diálogo social, a APIC apelava ao “sentido de responsabilidade dos sindicatos para que neste processo sejam encontradas as soluções mais adequadas para o setor e para os seus trabalhadores”, sublinhando ser sua missão “assegurar a competitividade necessária para que o setor continue a crescer dentro e fora do país”.

“Os associados da APIC empregam cerca de 6.600 trabalhadores e mantêm o seu forte compromisso com a valorização da dignificação de todos os seus colaboradores”, acrescentava.

LUSA

António Lobo Antunes vence Prémio Bottari Lattes Grinzane 2018

O Prémio Bottari Lattes Grinzane 2018 teve como júri intelectuais, professores universitários, jornalistas culturais e escritores, segundo a mesma fonte.

António Lobo Antunes, de 75 anos, recebe o galardão no próximo dia 20 de outubro, no Castelo Grinzane Cavour, nos arredores de Turim, no norte de Itália.

O ano passado este prémio foi entregue ao escritor britânico Ian McEwan, de 69 anos, e em edições anteriores distinguiu autores como Enrique Vila-Matas, Patrick Modiano, Alberto Arbasino, Martin Amis, Javier Marias e Amos Oz.

Entretanto, o autor português viu o seu romance “Os Cus de Judas” ser selecionado, em França, para o Exame Nacional de Agregação para professores e investigadores do Ensino Secundário em Literaturas Modernas.

“Os Cus de Judas” foi publicado pela primeira vez em 1979, e atualmente já na 36.ª edição, segundo as Publicações D. Quixote.

Ao lado de António Lobo Antunes, que se tornou o primeiro escritor português vivo selecionado, estão Joseph Conrad (1857-1924) e Claude Simon (1913-2005).

O escritor António Lobo Antunes recebeu no passado dia 14 o Grande Prémio do Centenário da Reunificação da Roménia, onde foi o convidado de honra do Festival Internacional de Poesia de Bucareste.

Lobo Antunes estreou-se literariamente em 1979, com “Memória de Elefante”, obra que vai na 30.ª edição, segundo a mesma fonte.

Em pouco mais de um ano, seguiram-se “Cus de Judas” (1979), “Conhecimento do Inferno” (1980) e “Explicação dos Pássaros” (1981).

De “Fado Alexandrino” (1983) e “Auto dos Danados” (1985), até “Da Natureza dos Deuses” (2015) e “Para Aquela Que Está Sentada no Escuro à Minha Espera” (2016), António Lobo Antunes soma mais 23 romances, num total de 27, incluindo vários livros de crónicas e um livro para crianças – “A História do Hidroavião” (1994), ilustrado por Vitorino -, entre outras obras.

O escritor foi distinguido com o Prémio Camões, o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, que recebeu por duas vezes (por “Auto dos Danados” e “Exortação aos crocodilos”), o Prémio de Literatura Europeia da República Austríaca, o Prémio da União Latina, pelo conjunto da obra, os prémios Juan Rulfo e Rosalía de Castro, o Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (“Manual dos Inquisidores”), entre outras distinções.

Na Feira do Livro de Lisboa, que abre na sexta-feira, Lobo Antunes vai estar presente em três momentos, no dia 27 de maio, e nos dias 03 e 10 de junho.

LUSA

Gondomar recebe a 7.ª edição do maior evento nacional de desenvolvimento pessoal e profissional

A 6 de junho, entre as 9h e as 18h30, o Pavilhão Multiusos de Gondomar recebe a 7.ª edição do maior evento gratuito de desenvolvimento pessoal e profissional do país: o DDC.

O encontro reúne oradores de topo da área de coaching, nutrição, desporto e ainda empresários de várias zonas do país, com negócios em diferentes áreas.

O objetivo passa por fomentar as redes de contactos dos participantes e por contribuir para a evolução pessoal e profissional dos mesmos, quer seja pela interação com outras empresas ou por se inspirarem em histórias de sucesso que os motivam a encontrar outros caminhos, promovendo o bem-estar e melhorando os negócios. O DDC 2018 prima pelo painel de oradores que apresenta, estando os intervenientes ligados a projetos de reconhecido valor na área da formação, da escrita e do acompanhamento personalizado em desenvolvimento pessoal.

Desde logo o anfitrião Samuel Soares, CEO da consultora Samsys e autor do livro “O Caminho do Sonhador”, que defende veementemente que “o sonho comanda a vida”. Na linha da frente do coach de alta performance surge Susana Torres – a primeira coach de alta performance em Portugal que, desde o Euro2016, ficou conhecida por ter feito parte do sucesso do jogador Éder Lopes – e Ricardo Peixe – que com 15 anos de experiência é responsável pelo desenvolvimento de mais de 40 mil pessoas e de 120 empresas. A estes nomes juntam-se Pedro Vieira – um profissional que aposta na Programação Neurolinguística (PNL) como forma de promover o autoconhecimento e de gerar resultados de excelência – e Ricardo Mendonza – especialista em resultados máximos, sendo o único europeu que acompanha o atual melhor coach do mundo, Anthony Robbins.

 

A 7.ª edição do DDC terá, ainda, uma estreia. Durante a manhã decorrerá um debate sobre a importância da implementação de prática desportiva e de uma boa alimentação e serão apresentadas algumas ferramentas para contornar a falta de tempo para esses hábitos.

Como protagonistas deste momento estão nomes sonantes do panorama desportivo como Gonçalo Uva (B2Run) e Carlos Sá (Ultra Runner), a nutricionista Carla Sousa (Prozis) e ainda alguns empresários de sucesso com exemplares estilos de vida, como Marta Castro (Medicalmedia), André Vieira de Castro (Argacol) e Miguel Soares (PARTTEAM & OEMKIOSKS).

São esperados 1500 empresários no DDC, um evento que assume uma forte aposta em palestras, num debate, diversas animações, surpresas e vários momentos de networking durante os coffee breaks, que visam, acima de tudo, promover a troca de conhecimento e de experiências entre os presentes.

De realçar a vertente solidária do evento, já que os participantes poderão dar o seu contributo com roupa, comida e outras ajudas, no recinto, doando-os a associações como a “Apela”, a “Pirilampo Mágico” e a “Por + Sorrisos”. O DDC surgiu em 2012 e a entidade responsável pela criação e organização do evento é a Samsys – Consultora especializada em tecnologias de informação, que criou posteriormente uma academia, a Academia Samsys. As iniciativas criadas pela Academia Samsys enquadram-se no âmbito de responsabilidade social da empresa-mãe e visam incutir conceitos como coaching, neurolinguística, felicidade nas organizações e liderança a empresários.

A inscrição é gratuita e pode ser feita em academia.samsys.pt

Quatro alunos do secundário criam dispositivo de alerta para incêndios

Depois dos grandes incêndios a que assistiram em 2017, Francisco Relvão, Rafael Amaral, João Carvalho e André Oliveira decidiram usar como tema de projeto para este ano letivo a temática dos fogos e a forma como a tecnologia poderia ajudar a combater este flagelo.

“Sentíamos que a tecnologia podia ajudar”, contou à agência Lusa Francisco Relvão, de 18 anos.

As primeiras ideias eram complexas e de difícil execução, como a criação de satélites “com câmaras de infravermelhos” ou a instalação de câmaras com sensores em postes para detetar o início das chamas, explicou.

A ideia final, desenvolvida nas aulas de Física e em casa pelos quatro alunos de Ciências e Tecnologia, passou a ser mais modesta, mas aplicável no terreno: um dispositivo que acionasse um alerta aquando da passagem das chamas pelo local.

Surgiu então o Mochu, uma pirâmide triangular camuflada, com 15 centímetros de altura, com um pequeno painel solar na hipotenusa do triângulo e que, por dentro, tem um arduino (um micro computador básico), sensores e tecnologia GSM, explicou Francisco Relvão.

A ideia é espalhar o dispositivo “pelas florestas de Portugal, onde é difícil o acesso”, sendo colocado no chão, próximo de uma árvore, direcionado para sul para otimizar a energia solar.

“Basicamente, tem um programa que está a verificar um cabo e, no caso de o incêndio passar estraga o cabo e inicia o processo de comunicação às autoridades”, referiu Francisco Relvão, sublinhando que a ideia é enviar uma mensagem com as coordenadas do dispositivo para a proteção civil ou bombeiros locais.

Neste momento, ainda tem duas possibilidades de atuação – “num dos códigos, o dispositivo verifica de 20 em 20 segundos se o cabo está lá, noutro, o sistema é acionado assim que o cabo fica danificado”.

“Tanto posso pedir ao carteiro para me tocar à campainha quando trouxer uma carta ou posso ver se a carta está na caixa do correio”, simplificou o estudante.

A armadura do Mochu é feita de lã de rocha – um bom isolador térmico – o que deverá permitir o funcionamento do dispositivo em contexto de fogo, sublinhou.

“Nós já fizemos testes e correu às mil maravilhas”, realçou, considerando que, numa situação de aplicação no terreno, poderiam ser colocados vários em diferentes pontos e ser criada uma intra-rede entre os dispositivos para passarem informação entre eles até conseguirem enviar às autoridades.

O trabalho foi feito todo pelos alunos, que no início foram até à Universidade de Aveiro para esclarecer “algumas dúvidas”.

“O objetivo é comercializar o produto”, frisa Francisco Relvão, referindo que a equipa está também a concorrer com o Mochu em vários concursos destinados a ideias produzidas em âmbito escolar.

LUSA

Mira e Vagos acolhem o maior encontro mundial de carros Mini

© Reuters

Com origem na década de 1970, na Alemanha, o evento junta anualmente, sempre em destinos diferentes, proprietários e entusiastas do pequeno carro criado pela British Motor Company, em 1950.

Este ano, a escolha para receber o evento recaiu nos concelhos de Mira e Vagos, que disponibilizam durante cinco dias espaços para alojamento e para a realização de atividades, divulgação e acolhimento, entre outras. A iniciativa, que pela primeira vez se realiza em Portugal, tem o apoio da Entidade Regional Turismo do Centro.

Organizado localmente pelo Clube Mini de Portugal, com a colaboração da Associação Clube Mini de Paranhos da Beira, dos Municípios de Mira, Vagos, freguesia da Gafanha da Boa Hora, freguesia da Praia de Mira, da Orbitur e a Entidade Regional de Turismo do Centro, o evento é “aberto a pessoas de todas as classes e faixas etárias”, recebendo Minis clássicos e os novos Minis da BMW (que em 2000 passou a comercializar a marca) oriundos de todo o mundo.

Segundo os organizadores, são esperadas viaturas e visitantes de 32 países, a maior parte da Europa, mas também de destinos mais distantes como o Japão e o Uruguai. As inscrições para o evento esgotaram em menos de duas horas, o que dá a medida do interesse despertado entre os entusiastas desta pequena viatura.

O Parque de Campismo da Vagueira e o Parque de Campismo Municipal de Mira serão os pontos centrais do evento, que engloba diversos passeios turísticos e concursos individuais e competições entre clubes. Na Praia de Mira, a BMW montou uma estrutura de apoio que inclui oficinas e que tem como principal atração o Mini John Cooper Works Buggy que correu no Paris-Dakar.

O evento é aberto a visitantes no sábado e domingo, na Praia de Mira, com cada bilhete a custar 20 euros. Mas quem não quiser visitar as atrações no Parque de Campismo Municipal terá muitas oportunidades para se cruzar com os Mini, que desde hoje já percorrem as ruas dos dois concelhos.

“Ao associar-se a estes eventos, os municípios de Mira, Vagos e a Entidade Regional de Turismo do Centro, reforçam a aposta no turismo em época baixa, combatendo a sazonalidade que o setor ainda apresenta na região, dinamizando a região e potenciando a economia local”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida.

O autarca destaca a importância que iniciativas do género têm para a economia local, garantindo que as principais unidades hoteleiras dos dois concelhos estão esgotadas durante os dias do evento. A Lusa confirmou que as principais unidades hoteleiras de Mira estão com uma taxa de ocupação a rondar os cem por cento para os dias do evento.

LUSA

Torres Vedras: Alunos fecham escola e protestam contra más condições

“De madrugada fecharam a escola colocando uma corrente e um cadeado e a GNR foi chamada ao local de manhã para abrir os portões”, disse à agência Lusa Hugo Torrado, comandante do Destacamento da GNR de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Cerca de duzentos alunos da escola do ensino básico do 2.º e 3.º ciclos concentraram-se de manhã em frente à escola e parte dos manifestantes ainda se encontrava no local pelas 10:40.

Contactada pela Lusa, a direção do Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, a que pertence o estabelecimento, não quis prestar declarações.

LUSA

PJ faz buscas em Alvalade por suspeitas de corrupção

As buscas envolvem elementos da Unidade nacional de Combate à Corrupção.

Na terça-feira, a Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público estava a investigar um alegado esquema de corrupção relacionado com a compra de equipas de arbitragem no andebol e que envolvia o Sporting.

Numa resposta enviada na terça-feira à agência Lusa a propósito do caso revelado pelo jornal Correio da Manhã (CM), a PGR confirmou que o inquérito é dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

Segundo a edição de terça-feira do CM, o alegado esquema de corrupção no andebol envolvia “a compra de equipas de arbitragem, quer para os leões ganharem, quer para o Futebol Clube do Porto, com o qual disputaram o campeonato até ao fim, perder” e abrangeu a época de 2016/17, ganha pelo Sporting.

O CM citava conversas e trocas de mensagens de voz entre empresários, na aplicação da internet WhatsApp, e que segundo o jornal “mostram como André Geraldes, hoje diretor de futebol do Sporting, coordenava toda a batota”.

O jornal publicou ainda uma entrevista com um empresário – Paulo Silva -, alegadamente intermediário em todo o esquema, que confessou ter alinhado no esquema de corrupção “ao serviço do seu clube do coração [Sporting]” e disse que recebia 350 euros por cada árbitro de andebol que corrompia.

A Federação de Andebol de Portugal (FAP) anunciou na terça-feira que vai denunciar ao Ministério Público (MP) a alegada corrupção a equipas de arbitragem por parte do Sporting, remetendo ainda o processo para o Conselho de Disciplina (CD).

A FAP emitiu um esclarecimento sobre a notícia avançada pelo jornal Correio da Manhã a propósito do alegado esquema de corrupção para favorecer os ‘leões’ na época 2016/17, quando o Sporting conquistou o título de campeão nacional, após 16 anos de jejum.

LUSA

EUA emitem alerta vermelho para “grande erupção vulcânica iminente” no Havai

Um alerta vermelho significa que “uma grande erupção vulcânica está iminente ou a ocorrer”, indicou na terça-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

“A erupção de cinza aumentou de intensidade” desde terça-feira de manhã, no Kilauea, e a nuvem de cinza tem já entre três mil e seis mil metros de altura, indicou.

Embora a atividade vulcânica se mantenha “muito variável”, pode “tornar-se explosiva a qualquer momento, aumentando a intensidade da produção de cinza e de projéteis”.

As autoridades locais alertaram os residentes das zonas mais próximas do vulcão para estarem preparados para uma retirada de emergência, possivelmente sem aviso prévio.

Até agora, foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

Este nível de alerta significa também “perigo imediato para a saúde, sendo necessário tomar medidas para evitar qualquer exposição”, indicou em comunicado a proteção civil do Havai.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais ativos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de “pelo menos cinco milhões de dólares norte-americanos” (cerca de quatro milhões de euros), de acordo com as autoridades turísticas.

LUSA

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