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Elisabete Teixeira

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“O Algarve deve ser a prioridade na gestão da RTA, como fiz sempre”

Este crescimento e desenvolvimento foi sendo realizado de uma forma paulatina, mas também sustentada e alicerçada na qualidade, na excelência e na diferenciação, pois só desta forma é que o Algarve poderá continuar a representar aquilo que é hoje, ou seja, um local privilegiado e que recebe da melhor forma todos aqueles que o querem visitar. Uma das personalidades que mais tem contribuído para este reconhecimento e crescimento é Desidério Silva, atual Presidente da Região de Turismo do Algarve e que, quase seis anos depois, deixará, no final de julho, a posição de liderança da instituição ao seu sucessor, João Fernandes, até agora vice-presidente da RTA.

Desta forma, a Revista Pontos de Vista conversou com Desidério Silva, que fez um balanço destes seis anos de liderança e que abordou algumas das necessidades do turismo algarvio, sem esquecer que a prioridade deve ser sempre o Algarve. “O Algarve deve ser sempre a base e a prioridade na gestão da RTA, como eu fiz sempre”, realça o nosso entrevistado, presidente da entidade algarvia desde 2 de novembro de 2012, que se congratulou com a contribuição do Algarve para o crescimento do turismo português, não tivesse a região, em 2017, contribuído para o PIB português com 4,6%, num ano em que as receitas turísticas globais atingiram os 7%.

“Balanço é extremamente positivo”

Mas qual o balanço que nosso entrevistado perpetua destes quase seis anos de gestão? Assegurando que tudo se deveu ao seu esforço e da equipa que com ele esteve, para Desidério Silva o balanço é “extremamente positivo” e se dúvidas houvessem, essas são ultrapassadas pelos números alcançados. “Em 2012 tivemos cerca de 14 milhões de dormidas registadas e em 2017 os números alcançaram os 19 milhões. Há seis anos o aeroporto de Faro teve pouco mais de 4 milhões de passageiros em trânsito e no final do ano passado quase 9 milhões de passageiros, e, portanto, isso são sinais do que foi realmente a evolução e o crescimento da região”, revela o nosso interlocutor, não se ficando por aqui. “Na altura da nossa entrada na RTA a taxa de ocupação da região na chamada época baixa (outubro a maio) andava próxima dos 50% e hoje situa-se entre os 67%”. Assim, para o nosso interlocutor, a grande novidade de todo o trabalho realizado assentou na capacidade de diversificação do produto e da oferta do turismo do Algarve, promovendo assim a valorização do território, sempre numa lógica de parceria com as forças locais como as universidades, a CCDR Algarve, a AMAL, entre outras entidades “e que permitiram que tivéssemos uma visão mais vasta e alargada do que eram as necessidades e do que era o fito da sustentabilidade da região e, nesse contexto, é com muito orgulho que falo destes seis anos e do que se conseguiu. Estou de consciência perfeitamente tranquila do trabalho realizado, da evolução da região e do que é hoje a imagem de marca da região e da confiança na mesma, pois superámos grande parte dos indicadores e dos patamares que colocam o Algarve como um destino turístico de excelência”, afirma convicto o nosso entrevistado, assegurando que é suspeito para falar, “mas não posso deixar de o dizer. O balanço é muito positivo. O trabalho realizado, o esforço, a entrega e a alma com que me agarrei a este projeto deixa-me extremamente feliz e satisfeito porque o Algarve melhorou significativamente”.

“Fica sempre alguma coisa por fazer… mas tudo fizemos para dignificar o Algarve”

Mas será que ficou alguma coisa por fazer? Bem ao seu estilo pragmático, Desidério Silva não tem dúvidas em afirmar que “há sempre coisas que ficaram por fazer, até porque o turismo é uma atividade muito dinâmica e em constante mudança e, independentemente de os números serem fortes, isso não invalidou ou inibiu que todos os anos tentássemos fazer mais, produzir mais, qualificar mais, diversificar mais, no fundo dignificar o Algarve”, esclarece, assegurando que esse “tem de ser, como foi, um objetivo permanente de quem está nesta função, ou seja, procurar reforçar a imagem da região e da perceção que os mercados têm da mesma, contribuindo, naturalmente, em todas as frentes, porque o Algarve não pode ser competitivo somente pela questão do preço comparativamente a outros mercados/destinos, mas sim através da qualidade de excelência do produto que oferecemos”.

Uma das principais particularidades da Região do Algarve passa pelas suas gentes e pela capacidade das mesmas em serem hospitaleiras, algo que funciona como um pilar do sucesso do turismo algarvio “e que tem sido essencial”, revela o nosso entrevistado que desde sempre teve como principal preocupação a criação de uma oferta diferenciadora que potenciasse o turismo algarvio na denominada época baixa, ou seja, entre os meses de outubro e maio, onde os números atuais confirmam uma subida radical e consolidada das taxas de ocupação nesse período. “Temos de compreender que as margens de crescimento só podem ser feitas nos meses em que não acontece, ou seja, na época baixa e foi aí que nos focámos mais, numa aposta clara de diversificação da oferta e de rede com outras forças da região que têm feito um trabalho muito positivo, nomeadamente o universo empresarial algarvio. Todos têm contribuído de uma forma decisiva e isso teve os seus frutos, pois os níveis de confiança no destino Algarve subiram exponencialmente”.

“O investimento é fundamental para o Algarve continuar a crescer”

Com todas as condições para continuar a crescer, o turismo do Algarve não pode ficar por aqui, até porque ainda existe muito mais para crescer e assim é necessário, segundo o presidente da RTA, continuar a promover uma oferta de qualidade, diversificada e competente, “até para podermos contrariar as tendências de deslocação de turistas para outros mercados”, assegura, lembrando que os países da bacia do Mediterrâneo “estão a criar condições para recuperar das crises que tiveram”.

Mas qual o caminho para contrariar esse panorama? “O investimento é fundamental”, explica, salientando que “temos de continuar a lutar por um forte investimento na promoção e na valorização da região no exterior. Se não houver esse investimento não iremos conseguir ter êxito, porque quem não aparece, acaba por esquecer e as coisas acabarão por não correr tao bem como têm corrido até aqui”, salientando que essa responsabilidade não depende somente da RTA, mas também do Governo, do Turismo de Portugal, das companhias aéreas, entre outros.

“O Algarve tem pouca força política”

Não é segredo para ninguém que o Algarve é hoje um dos principais destinos turísticos a nível mundial. Um conjunto de valias perpetua este legado nesta região portuguesa. Mas será que esta importância é devidamente acompanhada pelo investimento e apoios na região? Desidério Silva não tem dúvidas em afirmar “que a região do Algarve carece de apoios”, responsabilizando a centralidade excessiva que se vive no nosso país “e que define as verbas para as regiões. Nesse contexto, o que sentimos é que, ao longo de todos estes anos e de todos os Governos, foram preterindo a nossa região em função de outros investimentos e de outras regiões. Infelizmente não temos a capacidade de outras regiões em alavancar fundos comunitários, pois enquanto a região Centro, o Porto e Norte e o Alentejo possuem bases acima dos dois mil milhões de euros, o Algarve chega somente aos 360 milhões e isso reflete-se na capacidade de desenvolvimento”, explica, lembrando que existe necessidade de investimento não só no litoral, mas particularmente no interior algarvio, dando alguns exemplos claros dessa realidade, ou seja, de que os investimentos chegam, quando chegam, sempre atrasados em relação a outras regiões. “Chegam atrasados na eletrificação da linha, na requalificação das vias, na necessidade de transportes consolidados, na saúde, entre muitos outros. Há aqui um foco que tem sido comum, ou seja, prometer e não se fazer e isso é um histórico que concerne não só a ao atual Governo, mas também aos anteriores. Sejamos claros, o Algarve tem pouca força política, com poucos deputados e poucos habitantes e isso reduz a capacidade de reivindicação do que são os direitos e assim nem sempre as verbas necessárias são encaminhadas para a região e vão para outros destinos, com muita pena minha, porque se temos tido bons resultados com estas dificuldades, imaginem onde estaríamos se o cenário fosse mais justo para o Algarve e as suas gentes”.

“Que a TAP dê outro apoio ao Algarve, que bem merece”

É de conhecimento público que a relação entre a RTA e TAP não é das melhores, até porque segundo Desidério Silva, “a TAP poderia ser um parceiro muito mais forte, porque achamos que a transportadora aérea podia ter em relação ao Algarve um olhar diferente e atenções diferentes e, obviamente, um reforço das frequências”, esclarece, assegurando que isso é importante. O Aeroporto de Faro, neste momento, está ligado a cerca de 80 cidades europeias e essas, obviamente, estão quase todas ligadas ao Algarve através de companhias aéreas low cost e algumas de bandeira como a British Airways, a Lufthansa e outras. “Isto significa que a TAP no Algarve representa pouco, cerca de 3%. O ano passado, dos 9 milhões de passageiros que circularam no Aeroporto de Faro só cerca de 280 mil passageiros são da TAP o que revela a pouca importância estratégica que a companhia oferece ao Algarve, o que para nós não faz qualquer sentido”, esclarece o nosso entrevistado, lembrando que esta é uma «guerra» antiga e que “estou cansado de falar, mas, como estou de saída, espero que quem fique continue a lutar e a fazer essas exigências para que a TAP dê outro apoio ao Algarve, que bem merece”.

“A prioridade deve ser sempre o Algarve”

João Fernandes, até agora vice-presidente da RTA, será o novo presidente da RTA e Desidério Silva não quis deixar passar a oportunidade de deixar uma mensagem ao seu sucessor. “Esteve comigo na RTA durante cinco anos e, portanto, sabe perfeitamente quais são os principais problemas e as principais necessidades desta casa e da região. Espero que continue este processo de evolução que teve resultados e que continue a ser exigente e a ter uma forte intervenção na defesa da região. Não preciso de ensinar ou explicar nada porque ele sabe. A partir do momento em que foi eleito, saberá o que tem a fazer e a minha prioridade é e sempre foi o Algarve. Que defenda a região como eu sempre defendi em todos os momentos e que o Algarve esteja sempre em primeiro lugar nas decisões desta casa e naquilo que forem as abordagens, que seja bem feitas”, revela o nosso interlocutor, deixando ainda uma palavra para as gentes algarvias. “Que puxem e lutem por um Algarve turístico cada vez mais sustentável. Que lutem mais pelo todo da região, que vale muito, e não olhem somente para si e para os interesses pessoais, pois só dessa forma, em parceria, é possível continuar a levar e a elevar o desígnio Algarve mais alto e mais longe. Continuem como eu, a lutar por um Algarve Livre de Petróleo!”, conclui Desidério Silva.

Qual é o ADN da sua empresa?

Presente em Portugal desde 1990, a Makro tem hoje a funcionar dez unidades nas principais cidades e distritos do país.

Fortemente especializada no canal HoReCa, oferecendo uma experiência de compra idealizada para profissionais, baseada em fatores chave como flexibilidade, qualidade, preço e rapidez, a Makro conseguiu construir um caminho de solidez ao longo destes 28 anos de história.

A Makro Portugal faz parte da Metro que tem presença em 25 países. Como multinacional que é, existem algumas práticas que são transversais a todos os países e, naturalmente, sinergias fruto dessa mesma dimensão. “No entanto, em cada país, cada unidade de negócio é parte integrante da comunidade local, e dessa forma a riqueza cultural de cada país é potenciada, assim como as especificidades nacionais, que entendemos serem muito importantes para a gestão de um negócio, especialmente o nosso”, explica Cristina Caeiro.

Em Portugal, a Makro quer ser o parceiro de referência dos seus clientes, no sentido de lhes dar apoio e suporte diário necessário. “Como empresa pretendemos estar próximos e oferecer um serviço personalizado, entender e antecipar as suas expectativas, a fim de responder na íntegra às suas necessidades. Desta forma, apresentamos as soluções adequadas para tornar o seu negócio ainda mais bem-sucedido. Oferecendo-lhes soluções que promovam a sustentabilidade do seu negócio, estamos também a garantir a sustentabilidade do nosso”, adianta a nossa entrevistada.

Por outro lado, a Makro sabe que o seu principal desafio, em Portugal, é comum e transversal a todos os países onde a METRO se encontra presente. “O mundo encontra-se em constante mudança e com isso o negócio dos nossos clientes. Para isso, torna-se fundamental termos a capacidade de desenvolver soluções inovadoras, bem como desafiarmo-nos constantemente, de forma a antecipar as melhores ofertas e oportunidades para o negócio dos nossos clientes e, consequentemente, para o nosso negócio”, afirma Cristina Caeiro.

TOP EMPLOYER PORTUGAL

A Makro voltou a ser distinguida com a certificação Top Employer Portugal pelo 4º ano consecutivo, tanto em Portugal como a nível Europeu. Trata-se de uma certificação atribuída por uma entidade externa, o Instituto Top Employers e que avalia a empresa ao nível da gestão de topo, bem como das condições dadas aos colaboradores dentro da organização. Estratégia de talento, desenvolvimento de liderança, compensação e benefícios, planeamento da força de trabalho e gestão de carreira são alguns dos itens avaliados.

“Este reconhecimento é o resultado de um percurso com foco no investimento no nosso maior recurso – os nossos colaboradores –, estando constantemente atentos e preocupados com as suas necessidades para que possam desempenhar cada vez melhor as suas funções, crescerem com o negócio e, assim, aportar mais valor ao mesmo”, refere Cristina Caeiro para quem é importante que os colaboradores se sintam apaixonados pelo seu empregador.

Cada vez mais a tendência das grandes companhias é, exatamente, trabalhar a employee experience, sendo esta a chave para a retenção de talento dentro da organização.

“O SEU SUCESSO É O NOSSO NEGÓCIO”

Em 2015 a Makro anuncia o desenvolvimento e a implementação de uma nova estratégia em Portugal no sentido de adequar o seu negócio à realidade do mercado. A estratégia passou por uma especialização no canal HoReCa e em particular nos segmentos de hotelaria e restauração. Este processo levou a uma revisão de todo o processo de experiência de compra nas lojas, adequando-se à real necessidade destes segmentos de clientes, no que se refere a fatores chave como flexibilidade, qualidade, preço e rapidez. Desta forma, a empresa oferece hoje em dia uma nova experiência de compra para todos os detentores de cartão Makro.

Neste momento, a Makro comercializa produtos alimentares e não alimentares para profissionais do Canal HoReCa, retalho e profissionais liberais ou por conta própria. Oferece um serviço global a todos os seus clientes mas centra-se e direciona-se cada vez mais para as necessidades dos profissionais da hotelaria, restauração e similares, de uma forma direta e personalizada, sendo que, efetivamente, este setor tem um grande peso no seu negócio.

“Desta forma, a nossa estratégia encontra-se muito alinhada com o nosso foco na hotelaria e restauração. É o posicionamento da Makro e é esse o caminho que efetivamente estamos a percorrer”, esclarece Cristina Caeiro.

Exemplo disso mesmo é o Dia do Negócio Próprio que se assinala anualmente todas as segundas terças-feiras do mês de outubro, que tem como principal objetivo homenagear a dedicação diária e a paixão dos empreendedores e proprietários de negócios próprios, reconhecendo o seu talento, empenho, ousadia e espírito empreendedor. “Trata-se de uma das diversas iniciativas que, numa base regular, desenvolvemos para os nossos clientes, com especial foco na hotelaria e restauração. Esta é a nossa estratégia, ir ao encontro e antecipar as necessidades dos nossos clientes. Fazê-los sentir que podem contar connosco para muito mais do que ser apenas um fornecedor. Este propósito ganhou agora uma nova força com o lançamento recente da nova campanha de marca que materializa isso mesmo: «O seu sucesso é o nosso negócio»”, acrescenta Cristina Caeiro.

Motivos suficientes para a Makro ter sido novamente reconhecida na 28ª edição dos Masters da Distribuição, com o prémio na categoria Grossista.

MUDANÇA CULTURAL

Tendo desempenhado outras funções na Direção de Recursos Humanos, para Cristina Caeiro o desafio é constante mas sempre com o foco nas pessoas. Enquanto Labour Relations Manager e HR Business Partner, Cristina Caeiro tinha de garantir que o negócio estava alinhado com as práticas laborais em vigor, assegurando assim a sustentabilidade do mesmo, em conformidade com os princípios do Grupo Metro, do qual a Makro faz parte.

O desafio enquanto Culture Manager é um pouco diferente, consistindo em garantir o alinhamento de todos os colaboradores com a cultura da empresa. Assegurar que o ADN da Makro é vivenciado por todos e que todos têm um sentimento de pertença e de orgulho, o que implica uma forte comunicação interna e uma grande proximidade entre todos. “Algo que é desafiante, tendo em conta a dispersão das dez lojas a nível nacional. Por isso mesmo, criámos um grupo de colaboradores, com presença em todas as lojas, denominados de «A Gentes Makro», para dar suporte nesta missão de difundir a cultura e a comunicação em cada uma das nossas lojas, bem como outros projectos de RH, com impacto geral na mudança cultural”, refere Cristina Caeiro.

A missão do Culture Manager, enquanto guardião da cultura da empresa, é a de garantir o alinhamento entre todos, proporcionando o desenvolvimento contínuo das pessoas, suportando os líderes na missão de manter os seus colaboradores comprometidos com o negócio, reconhecendo e aumentando a sua reputação interna e externa como colaboradores. “Tudo isto com o objetivo final de tornar a Makro mais competitiva, mais sustentável e, naturalmente, mais rentável”, elucida-nos a nossa entrevistada.

Quando questionada sobre de que forma os RH transformam a cultura de uma empresa ou o que podem fazer para efetuar essa mudança cultural, Cristina Caeiro não tem dúvidas que os RH deverão ser os primeiros embaixadores da mudança cultural. “Recentemente lançámos um Programa de Reconhecimento aberto a todos os colaboradores que dá a oportunidade a cada colaborador de nomear outro(s) colega(s) que, nas áreas – Marca Própria, Clientes e Mentalidade –, tenha feito a diferença com uma atitude de excelência”, conta Cristina Caeiro.

Com uma cultura de transparência, de feedback, de partilha, de entreajuda, reconhecimento e valorização das pessoas, os colaboradores da Makro estão altamente comprometidos com a empresa. “Vivem a Makro com paixão, têm a Makro no coração”, orgulha-se a Cristina Caeiro.

IMPACTO DA CULTURA DA EMPRESA NO SUCESSO DO NEGÓCIO

A cultura da empresa é o motor do alinhamento e compromisso dos colaboradores. “É através da mesma que garantimos que os colaboradores vivenciam os nossos princípios do negócio, acrescentando valor ao mesmo, servindo bem os clientes, através de uma atitude proactiva na procura da satisfação das suas necessidades, proporcionando ao cliente a melhor experiência de compra de modo a que o cliente seja também ele um embaixador da Makro, recomendando-a, como sendo o seu melhor parceiro de negócio, aos seus amigos e familiares”, explica Cristina Caeiro, acrescentando que a cultura de uma empresa não é mais forte do que o conhecimento, mas sim mais impactante e diferenciadora.

“Se a cultura, que é o ADN da empresa, não estiver bem difundida e não for plenamente vivenciada pelos colaboradores, estes nem sequer se sentirão bem a trabalhar na empresa, por isso jamais estarão comprometidos. Uma empresa sem colaboradores comprometidos, mesmo que tenha um índice de conhecimento de excelência, terá, com certeza, uma dura missão de criar valor para o negócio”, reforça Cristina Caeiro, afirmando que a cultura é um dos pilares centrais da equação do sucesso do negócio.

“Nos negócios estamos sempre a falar de pessoas: os clientes, os fornecedores, os colaboradores e os acionistas são pessoas. Se o seu ADN não for Makro, o impacto no negócio será, com toda a certeza, menos diferenciador. Todos temos que ter paixão pelo que fazemos. A paixão é o que nos move. Um colaborador apaixonado envolve-se, influencia, motiva, faz a diferença e, naturalmente, acrescenta valor ao negócio”, conclui Cristina Caeiro.

Dispositivo da Prosegur presta apoio a idosos 24 horas por dia, todos os dias

O Sempre Consigo é o resultado de uma parceria entre a Prosegur e a Cruz Vermelha Portuguesa, num esforço de unir o melhor das duas componentes: vigilância e assistência a idosos ou a pessoas com necessidades especiais.

O serviço promete proteção 24 horas por dia durante 365 dias por ano e tudo a partir de um pequeno dispositivo que deverá ser transportado ao pescoço.

Distingue-se pelo rápido alerta de serviços médicos através da vigilância Prosegur e pelos registos frequentes da localização da pessoa.

Entre algumas das várias funcionalidades do aparelho, pode ser destacado o botão azul central que, quando carregado por três segundos, realiza uma chamada para o contact center da Cruz Vermelha que entra em contacto direto com o utente. No caso de o aparelho estar 48 horas imóvel, a Prosegur entrará em contacto com o utente de forma a saber se está tudo bem, uma outra vantagem do dispositivo é também a geolocalização, o cuidador pode definir uma zona de segurança e sempre que o dispositivo ultrapassar a zona estabelecida recebe imediatamente um alerta. esta funcionalidade é altamente relevante para utentes que perdem facilmente a noção espacial ou que tenham alguma doença como Alzheimer.

A Prosegur tem mais de 90 vigilantes no terreno de forma a dar uma rápida resposta em caso de necessidade, além disso, são profissionais que estão legalmente habilitados a interagir e a cooperar com as autoridades competentes como a polícia, bombeiros e elementos médicos. Uma característica pioneira deste serviço é a apresentação do vigilante guarda chaves, que entrará em casa do utente em caso extremo de emergência.

Na apresentação estiveram representantes de ambas as entidades como os presidentes, Carlos Vaqueirinho, Diretor Geral da Prosegur e Francisco George, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, que num ambiente descontraído, foram respondendo às perguntas que iam surgindo. Cipriano Monteiro, Coordenador do Serviço da Prosegur, realizou várias demonstrações da utilização do dispositivo e explicou detalhadamente as suas funcionalidades, que apesar de serem poucas, uma vez que é mais fácil para o utente, são extremamente intuitivas e por isso de utilização básica.

O que eles dizem…

Carlos Vaqueirinho, Diretor Geral da Prosegur: “Lançámos este serviço com a cruz vermelha porque achamos que ambas as empresas são complementares naquilo que procuramos oferecer, ou seja, não pretendemos apenas a parte tecnológica e revolucionária mas também a componente humana. Só vender o aparelho por si só não fazia sentido e por isso há esta conjugação com a Cruz Vermelha Portuguesa, que dispõe das valências necessárias no apoio ao idoso e às pessoas com necessidades especiais”.
Francisco George, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa: “Esta parceria na atividade na Cruz Vermelha é habitual. Não temos limites quando o assunto é formar parcerias desde que os serviços venham ao encontro dos mais desfavorecidos. Este aparelho é inteligente e é complementar de outros serviços, o que é bom porque quanto maior for a cobertura de projetos desta natureza, melhor. Há espaço para todos, sobretudo se tivermos em conta a vontade de melhorar a qualidade de vida daqueles que mais precisam”.
Ana Margarida Soares, Coordenadora da Cruz Vermelha de Teleassistência e Contact Center: “Esta é uma solução muito boa tanto em termos de sistema de plataforma de localização como em sistema de alarme para a nossa central. São muito intuitivos para o utente e este serviço é pioneiro em Portugal em teleciência, por ter um vigilante com sistema de chaves ao domicílio”.

“Na Grünenthal acreditamos no valor das nossas pessoas”

Como é que interpreta este resultado?

Acho que podemos concluir que sete é o número da sorte português! Segundo os números do instituto Great Place to Work, mais de 2.500 organizações participaram na competição para as Best Workplaces Europe, representando cerca de 20 países. De facto, fazer parte do grupo das 25 melhores empresas para trabalhar a nível europeu, enche-nos de um grande orgulho.

Por outro lado, este reconhecimento é também uma grande responsabilidade. Estar na vanguarda das melhores práticas de trabalho europeias coloca-nos a responsabilidade de servir como guia e como exemplo no nosso mercado de trabalho.

Para ser considerado uma Best Workplaces Europe, as organizações têm de obter este reconhecimento em pelo menos três países. Portugal foi um destes três países para a Grünenthal, correto?

Sim. Para atingir este resultado a nível Europeu contribuiu a qualificação das nossas filiais em Espanha, em Itália e, claro, em Portugal.

O Grupo Grünenthal está presente em mais de 30 países, com filiais na Europa e América Latina, bem como presença comercial em mais de 150 países. O Grupo emprega neste momento aproximadamente cinco mil pessoas a nível global.

Somos uma empresa com espírito empreendedor, comprometida com a inovação, através de um investimento sustentado em Investigação e desenvolvimento e a nossa ambição é lançar quatro a cinco novos produtos para doentes com necessidades médicas não satisfeitas até 2022.

Em Portugal somos duas empresas. A filial comercial que já está em Portugal há mais de 20 anos. E mais recentemente a filial financeira criada em 2016. Esta nova organização, em conjunto com a sede na Alemanha, é responsável pelos serviços contabilísticos de todo o grupo. É desde Portugal que procedemos às contabilidades de todas as empresas do grupo, quer estejam sediadas na Europa quer na América Latina, num regime que hoje em dia se designa por Shared Services. Isto significa que temos aqui uma equipa muito jovem e dinâmica, altamente qualificada e que fala as mais diversas línguas numa base diária.

No seu entendimento, o que acha que contribui para este resultado? O que acha que torna uma empresa um lugar de eleição para trabalhar?

Acho que, antes de mais, precisamos compreender o contexto de trabalho atual e ter a coragem de adaptar as nossas práticas às novas tendências. O paradigma de trabalho mudou muito nos últimos anos, e as boas práticas em termos de recursos humanos têm de acompanhar essa mudança.

Para esta nova geração o sucesso mede-se cada vez menos em ter uma casa maior ou um carro maior. Para esta geração, o sucesso está ligado a experiências. Mais do que uma casa grande, ou um carro grande, o trabalhador atual procura experiências gastronómicas, eventos culturais variados ou viagens que possa partilhar com amigos e família, nomeadamente partilhando fotos no social media. E mais importante ainda, a nova geração, procura ambientes de trabalho flexíveis que lhe permitam ter tempo de qualidade para a família. No seu dia a dia profissional, exige experiências profissionais enriquecedoras e dinâmicas, onde sinta que está a contribuir e onde o seu contributo é reconhecido continuamente. Adicionalmente é fundamental para esta geração trabalhar em ambientes profissionais saudáveis e agradáveis.

Mas as organizações de sucesso não têm as respostas todas. Acredito que ninguém consegue ter as respostas todas para perguntas que ainda estamos a formular. Na minha opinião, o que organizações atuais de sucesso têm em comum, é que estão atentas a esta mudança de paradigma e não têm medo de mudar e de se adaptar. Faz parte da sua cultura da empresa.

Falou do tema da cultura da empresa. Como vê o papel da cultura da empresa na criação de organizações de sucesso?

Pessoalmente acho que a cultura da empresa é a soma daquilo em que acreditamos enquanto organização. Por exemplo, na Grünenthal acreditamos no valor das nossas pessoas. Investimos imenso no desenvolvimento dos nossos colaboradores, disponibilizando formações e experiências profissionais numa base continua e pomos ao seu dispor todas as ferramentas possíveis para facilitar a coesão entre a sua vida familiar e profissional.

Por exemplo, não forçamos os nossos colaboradores a trabalhar o máximo de horas possíveis. Pelo contrário, damos flexibilidade a cada colaborador para ajustar, as suas responsabilidades profissionais às suas necessidades pessoais e promovemos o trabalho com orgulho e com qualidade.

Também acreditamos em correr riscos, e consequentemente cometer erros. O bom profissional não tem que saber tudo, mas tem que ser capaz de aprender e de evoluir. Acho fundamental saber reagir corretamente em situações difíceis em que as coisas não correm como planeado.

Uma vez definidos os princípios pelos quais se rege a cultura de uma organização, qual considera ser o papel de um líder na sua aplicação?

Acho que a cultura da empresa é da responsabilidade de todos os colaboradores. E acredito que essa responsabilidade aumenta quanto maior for a visibilidade de cada colaborador. Na minha opinião, isto é verdade em todas as áreas da vida social. Quanto maior visibilidade tem a vida de uma pessoa, maior a sua responsabilidade em servir como exemplo, para os que observam.

Os diferentes líderes dentro de uma organização têm, por defeito, uma grande visibilidade dentro das equipas que gerem, e mesmo dentro de outras equipas. Neste sentido, acredito que cada líder tem uma responsabilidade acrescida em tornar a cultura da empresa uma realidade. Cabe a cada líder, dentro de uma organização, interpretar estes princípios diariamente. Quase como um ator que dá vida a um guião.

E essa responsabilidade não se esgota quando tudo corre bem. Muito pelo contrário, julgo que é nas situações de stress, onde há deadlines para cumprir, onde as situações que fogem ao que estava planeado e quando parece que nada corre bem, que cada um, mas principalmente um líder, deve atuar em conformidade com os valores da empresa e com a cultura que a organização define.

E agora, o futuro? Como vê o futuro?

Atingir este resultado não é como subir ao monte Evereste. Atingimos o objetivo e regressamos à base. Para nós o objetivo está em constante mudança. É como se o monte estivesse constantemente a mudar de sítio.

Este resultado, não significa que o nosso trabalho está concluído. O mundo não pára. Vamos continuar a “ouvir” as pessoas, a estar atentos às novas tendências de mercado, e principalmente vamos continuar a adaptar-nos e a procurar as melhores soluções para que os nossos colaboradores continuem a sentir orgulho em fazer parte desta equipa!

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters

A Earth Consulters foi fundada a 1 de julho de 2010, porém, há quanto tempo andava a ser projetada?

A Earth Consulters começou a ser projetada no momento em que se verificou que existiam ainda bastantes lacunas no mercado para responder à legislação no âmbito da formação profissional, e a formação que existia era meramente teórica, sem qualquer componente prática que permitisse capacitar em contexto de trabalho. Começou assim a projetar-se a prestação de um serviço que aconselhasse as entidades da obrigatoriedade da formação profissional em várias vertentes, bem como da importância que esta tem para reforçar a produtividade e competitividade. Iniciamos em 2010, com o propósito de capacitar pessoas e atualmente continuamos com o mesmo objetivo, promovendo e realizando projetos de formação e intervenção inovadores.

Enquanto CEO fale-nos do seu percurso até à constituição da empresa e dos motivos que o levaram a optar por criar uma empresa de consultoria e formação?

O projeto Earth Consulters, iniciou com um «núcleo duro», já com experiência consolidada, de pelo menos 20 anos em formação profissional certificada. Como referi, o projeto Earth Consulters em muito resultou da necessidade de prestar um serviço rigoroso, que respondesse às necessidades que a legislação no âmbito da formação profissional impõe e que em 2010 ainda não era devidamente reconhecida.

Acredito ainda que a “formação não transforma o mundo. A formação aperfeiçoa as pessoas e as pessoas mudam o mundo” e por isso a área da formação profissional e consultoria tem um papel relevante na sociedade. As pessoas têm de ter o desejo de sucesso. Esse desejo tem de ser maior que o medo do fracasso. Temos de nos aperfeiçoar, dessa forma tornamos o mundo melhor.

Apesar de sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que contribuição considera que tiveram, ao longo destes oito anos, na transformação do tecido empresarial português e nos particulares que procuram os vossos serviços?

Incrementamos a produtividade, a competitividade mas também a empregabilidade.

As empresas têm cada vez mais conhecimento da legislação e das normas que regulamentam as atividades profissionais e já não facilitam. Também a Autoridade para as Condições do Trabalho tem feito variadas campanhas publicitárias sobre prevenção de riscos profissionais junto das entidades empregadoras, sensibilizando-os para a importância do desenvolvimento de ações de formação nos mais variados âmbitos.

Prestamos consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no melhor caminho a trilhar, na resolução de problemas jurídicos que tenham inerentes à sua atividade profissional. Prestamos ainda consultoria na área do Marketing e do novo quadro comunitário, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado já saturado em muitos setores de atividade.

Nestes oito anos quais foram os maiores desafios que tiveram de enfrentar?

Crescemos muito. Somos bons. E quando as expectativas de quem nos procura são elevadas, também nós temos de nos superar e ultrapassar muitos obstáculos.

O nosso maior desafio é esse, acompanhar os clientes, as transformações que ocorrem na sociedade e sobretudo no mercado de trabalho, integrando planos de formação inovadores e que superem todas e quaisquer expectativas.

Outro dos nossos desafios é que as empresas e as pessoas, não nos procurem para desenvolver formação apenas pelo caráter da obrigatoriedade que a legislação impõe. Procuramos também, diferenciarmo-nos do restante mercado, impondo metodologias ativas para capacitação em contexto de trabalho, que depois tenham repercussões nos resultados da atividade profissional.

Por outro lado, quais foram as maiores conquistas?

Todos os dias são uma conquista. Todos os dias vestimos a camisola. Todos os dias nos superamos.

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters, é estarmos em todo o lado, e obter o reconhecimento do nosso trabalho. Quem desenvolve formação connosco, com o intuito de se capacitar e informar, volta a contactar-nos para o repetir em outras áreas do conhecimento.

Somos PME Líder 2016, PME Líder 2017, Empresa Gazela 2016, Empresa Gazela 2017, Cliente Aplauso do Millennium BCP, e ainda reconhecidos pela DGERT, pelo IMT e pelo MAFDR para um sem fim de ações de formação homologadas por estas entidades. São o reconhecimento do esforço e dedicação que há em tudo o que fazemos e naquilo que pretendemos ser.

Quando a empresa se apresentou ao mercado a formação nas empresas era algo pouco usual. Entretanto o paradigma mudou e a concorrência, naturalmente, aumentou. Essa foi uma fase complicada?

Há muita concorrência mas isso não nos assusta, e em momento algum isso constituiu algum tipo de obstáculo para a nossa atividade. A Earth Consulters tem vindo a destacar-se no mercado por manter contacto regular com os formandos, apostando em práticas de excelência, desde o primeiro contacto. Queremos ser os melhores, renovando esse objetivo todos os dias. Além do rigor com que atuamos, temos uma equipa vocacionada para o atendimento personalizado ao cliente, prestando apoios necessários na resolução de problemas, fazendo com que os empresários se dediquem apenas ao negócio. Para além disso temos vários protocolos de cedência de salas, que permitem ministrar formação em locais apropriados, que cumpram para o bem-estar dos formandos e a qualidade pedagógica da ação. Por forma a responder a uma das maiores necessidades dos formandos, a proximidade do local de trabalho/residência ao local da formação, a nossa equipa encontra a solução que melhor se adequa às situações. Para a prática, contamos com uma bolsa de formadores, altamente qualificada e com uma experiência profissional enquadrada no setor de atividade a que a formação se adeque.

As nossas práticas são de excelência e os nossos clientes reconhecem-no porque nos procuram não apenas uma vez, mas sim várias vezes, recomendando os nossos serviços a outros, o que nos enche de orgulho, percebendo que estamos no caminho certo.

Na sua opinião, o que é que os portugueses ainda têm de aprender sobre formação profissional?

Ainda há uma parte significativa que não vê a importância da formação complementar nos dias de hoje e que na maioria das vezes realiza a ação apenas para cumprir com a legislação ao invés da aprendizagem e know-how adquiridos. Existe muito ainda a ideia de que a formação profissional é uma medida política, o que não corresponde à realidade. A formação profissional contínua fomenta o espírito crítico e preventivo, incrementando a competitividade e qualificação dos recursos humanos.

Que análise faz acerca do crescimento e desenvolvimento que a Earth Consulters tem revelado ao longo do tempo apesar das oscilações do mercado?

A estratégia sempre foi inovar, acompanhando todos os desafios que a globalização nos colocou. As realidades estão sempre a alterar-se e por isso fazemos questão de acompanhar os nossos clientes o mais possível, conhecendo os seus hábitos, necessidades e problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda, para que também nós possamos chegar a todo o lado e dar resposta às lacunas das Pessoas e Empresas. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar a nossa missão, qualificando também nós, a nossa equipa para que sejam todos capacitados e por isso capazes de implementar a mudança. Os novos paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processos de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados.

Do que é que se orgulha mais desde o dia 1 de julho de 2010 até agora?

Da equipa e dos clientes, ambos na mesma medida. Tenho todos os dias, uma equipa fantástica, com um sem fim de competências, nas mais diversas áreas, que atuam para dar a resposta que os clientes solicitam e que preparam tudo ao pormenor para que o cliente fique satisfeito, com as Pessoas, com o serviço e consequentemente com a Earth Consulters.

Orgulho-me das parcerias que a Earth Consulters tem criado por todo o país, incluindo as ilhas, onde temos uma presença bastante forte. As parcerias são sem dúvida uma das partes mais importantes do nosso trabalho. Não obstante filiais em vários pontos do País, e apesar de todo o nosso trabalho de divulgação, sabemos que existem entidades que estão próximas das populações, como são as juntas de freguesia e que acabam por ter um papel fulcral nas tomadas de decisão dos seus habitantes.

E por fim, não menos importante, o Projeto Criar Bosques, sequência de um protocolo assinado pela Earth Consulters. O objetivo é contribuir para a reflorestação do país, depois dos acontecimentos mediáticos do último Verão. Desta forma, a Earth abraça esta causa e ao longo do ano de 2018, nos meses de Fevereiro, Julho e Dezembro, por cada aluno da ação de formação de Manobrador de Máquinas em Obra, compromete-se a doar o valor correspondente a uma árvore. Todos temos de assumir a nossa parte na responsabilidade social e pequenos gestos podem fazer toda a diferença. A Earth Consulters, apesar de focada no sucesso e no trabalho, não esquece que através da sua marca pode também dar visibilidade a projetos que permitem tornar a Terra, um sítio bem melhor.

Para assinalar o dia de aniversário o que prepararam de especial?

Felizmente estamos com imenso trabalho o que não nos tem proporcionado tempo livre. Será com toda a certeza um dia muito especial, iremos comemorar, mas essa não é nossa prioridade. A maior prioridade neste momento é proporcionar satisfação máxima aos nossos clientes, integrando as suas necessidades nos nossos objetivos.

Quem é David Magalhães?

David Magalhães, sou a tradução de um longo percurso de trabalho e perseverança, aprendi ao longo da vida que as dificuldades não são de todo obstáculos mas sim o encontro de um novo desafio a superar.

Por detrás de mim existe algo que fez a pessoa que sou hoje. A minha família.

O meu pai não me educou para ser rico, educou-me para ser feliz e é graças a ele que eu sei o valor das coisas e não o seu preço e aproveito esta oportunidade para homenageá-lo pois se eu sou quem sou a ele o devo.

O meu pai é para mim um exemplo, a minha raiz.

Ninguém pode escapar à relação Pai/Filho, ou seja todos somos filhos de alguém. Ainda que alguns se neguem a ser pais e outros a ser filhos.

Qualquer um pode ser pai, mas apenas um grande homem pode ser um bom Pai e eu tive essa sorte. Sempre que me é possível desloco-me ao Porto, nem que seja para um breve almoço, para poder passar alguns momentos com a minha família, e são eles o abrigo perfeito, que sendo as pessoas incríveis que são conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Tudo isto para vos explicar que por detrás de mim existe um alicerce familiar muito importante, pois tal como em qualquer árvore de fruto é fundamental que a raiz seja bem nutrida. A minha família dá-me esses nutrientes, para que a árvore dê os melhores frutos. A Earth Consulters e o seu franco crescimento no mercado são também fruto dessa árvore.

O sucesso da Earth Consulters é um reflexo da pessoa que o meu pai educou e do árduo trabalho de todo o meu percurso profissional.

Na vida não existem derrotas, existem aprendizagens e seguirmos em frente mais capazes de concretizar e realizar.

Aprendi com o  passado a planear o futuro, mas o que há para ser feito, tem de ser feito hoje.

“A Certificação de Excelência foi uma excelente medida”

Desta forma, fomos conhecer uma marca que faz desses três pilares: transparência, rigor e excelência a sua forma de estar e atuar no mercado, isto há mais de 22 anos, mais concretamente desde 1995. Falamos, portanto, da Totalplan Porto, um transitário independente que perpetua um legado vasto de experiência no universo da logística global, oferecendo uma gama ampla de serviços de importação, exportação e crosstrade, desalfandegamento aduaneiro em toda a Europa, armazenagem e distribuição, logística militar, time critical service, mercadorias perigosas, peças auto, project cargo e heavy plant logistic, entre outros. A Revista Pontos de Vista foi conversar com Álvaro Barbosa, CEO da Totalplan Porto, que nos deu a conhecer um pouco mais das vicissitudes deste mercado, das dificuldades e lacunas do mesmo, sendo que o ponto central assentou no denominado Certificado de Excelência, criado pela APAT – Associação dos Transitários de Portugal, em 2013, e que tem como principal desiderato reconhecer a qualidade, credibilidade, fiabilidade e segurança dos serviços prestados pelas empresas transitárias associadas que reúnam os requisitos estabelecidos pela Associação, caraterísticas reunidas pela Totalplan Porto que é uma das associadas da APAT que conseguiu este reconhecimento.

Com uma vasta ligação a este setor, Álvaro Barbosa está no mesmo há cerca de 36 anos, reunindo, portanto, um vasto know-how sobre o mesmo e uma visão abrangente sobre aquilo que é hoje o mercado e o que era em 1995, “até porque nessa altura era mais simples realizar negócios”, algo que, com a globalização, “foi alterado e à qual nos tivemos que adaptar rapidamente sob pena de sermos ultrapassados”, esclarece o nosso entrevistado, lembrando que o terminar das fronteiras na Europa, anterior à formação da Totalplan Porto, veio balizar a operacionalidade dos operadores, “em que alguns continuaram a dedicar-se às três áreas que estavam estabelecidas: rodoviário, marítimo e aéreo, sendo que nós, Totalplan Porto, decidimos promover as áreas que eram a nossa especialidade, a vertente aérea e a marítima, em que tentamos desenvolver o melhor serviço em prol do cliente”, revela Álvaro Barbosa.

Marca multifacetada e especializada

Uma das áreas em que a Totalplan Porto tem apostado, passa pelo Transporte de Projeto, que atualmente tem uma influência no
volume de negócios da empresa de cerca de 8 a 10%, sendo que este é um setor importante para a marca, embora o nosso entrevistado reconheça que esta é uma área que vai surgindo de vez em quando. “Os projetos e as cotações para os mesmos vão sendo solicitadas, mas não em tao elevado número quando comparadas com serviços standard. Estas cotações obrigam a grande dedicação do Departamento de Projetos, pois as transformações entre o período inicial do projeto e o seu término, são muitas. Por isso, um projeto pode ter um custo no início (ainda em papel) e no final, aquando da conclusão das peças, o valor ser diferente do anteriormente apresentado, devido às alterações nas medidas e pesos. Naturalmente que podemos tentar controlar os mesmos, fruto da nossa experiência, e por isso fazemos sempre uma proposta ao cliente o mais próxima possível do que será o resultado final”, esclarece o nosso interlocutor.

O primeiro projeto «made in» Totalplan Porto passou por um Junkers Ju 52, avião alemão da Segunda Guerra Mundial, que estava inicialmente no atoleiro em Alverca e que foi mudado para o Brasil, mais concretamente para Santos, sendo que posteriormente foi transportado para São Paulo, onde foi reconstruído, estando colocado no antigo Museu da TAM, o Museu de S. Carlos, ou seja, o Museu da Aviação do Brasil. “Tive a oportunidade de seguir todo este processo e de assistir aos trabalhos de limpeza e desmontagem do avião e respetivo transporte e posso afirmar que foi das coisas mais incríveis que já vi pela capacidade que foi demonstrada ao longo deste processo e que, naturalmente, nos advoga um sentido de credibilidade nesta área perante o mercado”, assume satisfeito Álvaro Barbosa.

Complicar o que é simples

A competitividade no setor é evidente e clara, sendo que alguma da mesma é bastante desleal e basicamente portuguesa. “Sim, este mercado ainda sofre um pouco com alguma complexidade que provoca dificuldades a quem, como nós, cumpre todos os requisitos para estar no mercado de uma forma transparente”, realça o nosso entrevistado, lembrando que essa concorrência assenta em empresas que estão no mercado e não cumprem as suas obrigações. “Não pagam segurança social, IRC e dão prejuízo todos os anos. Isso prejudica-nos e o Estado é que deve estar atento a essas situações para não causar transtornos a marcas, como a nossa, que são cumpridoras, mas que têm de viver neste cenário que não é positivo”, assume Álvaro Barbosa.

Mas as dificuldades não cessam por aqui, até porque, segundo o nosso entrevistado, “a maior parte das dificuldades não surgem pela atuação da concorrência, mas com a falta de discernimento que existe a nível estrutural e que de alguma forma nos permite a saída e a entrada das mercadorias, que é a Autoridade Tributária e Aduaneira, que, infelizmente, ainda utiliza o velho ditado «cada cabeça, sua sentença» e isso não pode funcionar assim”, assegura o nosso entrevistado, explicando um pouco mais sobre a atual realidade. Pegando num exemplo prático, a mesma mercadoria da entrada pela Alfandega de Leixões, Lisboa ou Sines, e “as três alfândegas perante a mesma situação atuam de forma distinta. Provocando discrepâncias, num mercado que já tem tantas pedras no caminho. Nós só queremos que o mercado seja mais célere e pragmático porque esta é uma atividade muito exigente”, salienta, assegurando que este não é um mercado desregulado, “mas cansado, porque algumas pessoas não se adaptaram ou não estavam preparadas para as mudanças do mercado. Mudanças provocadas pela digitalização, pela introdução de novas tecnologias e assim tentam complicar aquilo que aparentemente é simples”.

Certificação de Excelência

A relevância do conhecimento do mercado por quem possa prestar um serviço de valor acrescentado com Excelência e as exigências cada vez maiores de elevados parâmetros para o correto funcionamento da cadeia de abastecimento, levaram a APAT à criação da Certificação de Excelência que tem dado um enorme contributo para a credibilização do setor e dos players que compõem o mesmo. Para Álvaro Barbosa esta foi “uma excelente medida por parte da APAT”, realça, assumindo, contudo, algum espanto quando soube que este reconhecimento, em 2018, apenas foi solicitado por 21 empresas do setor, num universo que conta com mais três centenas de Associados. “Fiquei naturalmente surpreendido, mas confesso que a minha única preocupação é saber que a Totalplan Porto faz parte das empresas reconhecidas com a Certificação de Excelência. Isso é um motivo de enorme orgulho e fico extramente satisfeito por termos dado esse passo”, assume.

Mas será que possuir o certificado de Excelência tem impacto no mercado? O nosso interlocutor assume que deveria ter, “mas tem de ser mais divulgada”, afirma, lembrando que esse papel não é da responsabilidade da APAT, mas das empresas certificadas. “Quem tem essa certificação deve utilizar as ferramentas que tem ao seu dispor para divulgar este reconhecimento a nível nacional e internacional. Essa divulgação aliada a uma forma transparente de estar no mercado terá, sem dúvida, impacto no mesmo”, refere, salientando a diferença entre as empresas mais tradicionais e familiares como a Totalplan Porto e as grandes multinacionais, que, segundo o nosso interlocutor, lidam com números e resultados “e nós lidamos com
pessoas, promovendo a proximidade e a confiança com cliente nacionais e internacionais e isso, para nós, tem sido uma enorme vantagem. Nós não fazemos somente o transporte, nós cuidamos da carga e queremos que quem exportou ou importou receba aquilo que comprou. No fundo, vendemos soluções e não compramos problemas pois na nossa área de atividade os problemas, e as dificuldades nem precisam de ser comprados, eles surgem facilmente porque dependemos de inúmeros fatores. As pessoas ainda não entendem que o transitário é uma peça fundamental na cadeia da atividade importadora e exportadora e que se reflete na economia do país. Temos de dar mais relevância a este setor”.

Sendo a Certificação de Excelência um excelente «cartão de visita» das entidades e players que operam neste setor, não deveria a mesma de ser obrigatória? Álvaro Barbosa assume que isso não faria sentido, colocando essa possibilidade como “uma prepotência, pois uma coisa é a certificação, outra é a legislação existente e se esta é permissiva então a certificação nunca pode ser um produto obrigatório. A legislação atual permite, infelizmente, que qualquer pessoa possa enviar um contentor para qualquer ponto do mundo e não fomos nós que liberalizamos o setor a esse ponto. Ninguém vai aferir se essa empresa pode atuar neste mercado tendo a capacidade e o know-how para o fazer, assegurando fiabilidade e credibilidade a todos os parceiros intervenientes neste processo?! Se calhar a legislação é que tem de mudar e de ser mais rigorosa, não tendo de estar a colocar a Certificação de Excelência como obrigatória, porque isso seria falsear a própria. Ao generalizarmos a mesma, estaríamos a banalizar a Certificação de Excelência”.

Mas qual tem sido o papel da APAT na promoção, credibilização e defesa do setor? Segundo o nosso entrevistado o papel da associação tem sido “bastante positivo”, afirma, salientando que a APAT tem vindo a crescer e “não a engordar”, esclarece, lembrando que a APAT “sempre foi um grande apoio a todos os níveis, tanto com a atual direção como com as anteriores. Sempre fomos muito acarinhados, ajudados, sustentados e até amparados em vários pontos, mas principalmente no âmbito de aspetos legais porque não existem muitos advogados em Portugal com conhecimentos nesta área”, assegura Álvaro Barbosa, afirmando que as portas da associação estiveram sempre abertas, elogiando o trabalho feito pela mesma no âmbito da formação, que, segundo o nosso entrevistado, é essencial para se singrar neste mercado. “A formação sempre existiu, mas hoje tem melhor qualidade e acima de tudo é mais diversificada e tem sido muito bem acolhida pelos associados”.

Central Vilamoura: Qualidade de vida

Tendo por cenário o espetacular litoral do Algarve, Vilamoura oferece múltiplas opções de estilo de vida e oportunidades de lazer – incluindo uma Marina premiada, praias de areia a perder de vista, campos de golfe de renome internacional, infraestruturas equestres de classe mundial e uma rede de equipamentos que inclui escolas e serviços de saúde de alta qualidade

Central: sofisticação e exclusividade

O Central Vilamoura foi o primeiro projeto de Vilamoura World a ser lançado em 2018 e consistirá em uma comunidade exclusiva de 80 residências no centro de Vilamoura.

As casas, disponíveis com quatro, três e dois quartos, com estas a inluir mais um espaço extra, farão parte de dois condomínios fechados cujas unidades irão exalar sofisticação e atingirão o equilíbrio perfeito entre espaços privados e comuns – tudo isso mantendo um carater de exclusividade, com valores a partir de 629.900€.

Entre  as  suas inúmeras virtudes está, é claro, a sua localização, apenas cinco minutos a pé da praia e da marina e muito perto dos campos de golfe, de courts de ténis e de uma ampla gama de serviços.

O Central foi projetado pelo atelier de arquitetura de renome internacional Petraccone & Vodar, que usou um conceito arquitetónico especial para este projeto exclusivo. Os materiais escolhidos e as espaçosas áreas de estar oferecem uma relação harmoniosa com a natureza através da sua relação com os jardins, sejam eles comuns ou privados, sejam eles exteriores ou interiores.

As primeiras unidades do Central serão concluídas no início de 2020.

 

Mais informações em:

tel.: +351 289 310 906

e-mail: sales@vilamouraworld.com

www.vilamouraworld.com/central

O BNU apoia o estabelecimento de empresas em Macau

O BNU é um dos dois Bancos emissores da Pataca e agente do Tesouro para o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), sendo um dos principais Bancos comerciais do Território, com mais de 230 mil clientes, cerca de um terço da população de Macau. Presente também em Xangai desde 2006 e Zhuhai – Hengqin (província de Guangdong, adjacente a Macau e Hong Kong), esta última agência inaugurada no início de 2017, reforçando assim o seu posicionamento e adoptando uma postura ainda mais ativa na promoção dos negócios entre a China e os PLP.

O BNU faz parte do Grupo CGD, presente em 23 países e em todos os Países de Língua Oficial Portuguesa, à excepção de um. O Grupo CGD, está diretamente presente em sete países de expressão portuguesa, detendo uma posição de liderança em cinco deles. Uma instituição como a CGD com a sua vasta presença em mercados tão dispersos e com diferentes níveis de estágio de desenvolvimento, é uma fonte de conhecimento e experiência que se pode partilhar com os nossos clientes.

É conhecida a importância que o Governo Central da República Popular da China (RPC) e o Governo da RAEM atribuem ao papel de Macau na promoção da cooperação entre a RPC com os PLP.

Esta missão tem de ser aproveitada por Macau, não só explorando as históricas relações de amizade com os Países Lusófonos e a língua em comum, mas igualmente utilizando a sua posição geográfica privilegiada no Delta do Rio das Pérolas e a sua proximidade com Guangdong, uma das Províncias com maior contributo para o PIB da China. Para o Governo Central Chinês e para o Governo de Macau está clara essa posição do Território, mas caberá aos agentes económicos de Macau, em especial aos seus empresários, e obviamente ao setor financeiro, ajudar a implementá-la.

Esta ação exige a compreensão das especificidades socioeconómicas e culturais de cada um dos Países Lusófonos. A língua e o sistema jurídico são um ponto de partida, mas não são o suficiente para os compreender. Esta falta de compreensão, e até de certa forma de informação, é um verdadeiro obstáculo quando de trata da realização de negócios. Quem detiver este conhecimento e experiência está em posição de vantagem para o desenvolvimento da cooperação económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa e aqui o BNU poderá fazer toda a diferença.

Macau tem sido utilizado por muitas empresas oriundas dos PLP como uma plataforma de preparação para a entrada no mercado chinês. Esta abordagem é frequentemente complementada através de parcerias, alianças estratégicas e contactos privilegiados com empresas locais.

A banca tem um papel crucial no apoio à implementação de empresas dos Países de Expressão Portuguesa em Macau, quer facilitando os contactos, quer prestando serviços financeiros, nomeadamente na área do trade finance e o BNU tem estado extremamente ativo e atento a este negócio.

Para tal, conta com equipas dedicadas ao negócio Cross Border com os Países de Língua Portuguesa. O BNU apoia o estabelecimento de empresas em Macau, tendo nos últimos anos facultado informação referente às condições necessárias para a abertura e constituição de empresas no Território. Em particular e através da CGD em Portugal, procura estabelecer um contacto logo que haja intenção da empresa se estabelecer em Macau, facultando naturalmente a informação sobre as condições fiscais favoráveis ao investimento no território e facilitando a abertura de conta no Banco.

O conhecimento que detém do mercado local é também utilizado para identificar potenciais parceiros, fornecedores e/ou potenciais clientes para estas empresas, ajudando, desta forma, no arranque/início dos negócios.

A experiência e a capilaridade do Grupo CGD são um fator determinante para este estabelecimento, que tem levado a um aumento do número de aberturas de conta de empresas Portuguesas em Macau. O mesmo também tem acontecido com a abertura de contas em Portugal, por parte de empresas Chinesas de Macau. No entanto, neste sentido o negócio continua a ser dominado pelos clientes particulares, muito relacionados com o programa ARI – Autorização de Residência para Actividade de Investimento (vulgo vistos Gold).

O elo de ligação destas plataformas é, certamente, o Renminbi (RMB), até porque com a sua inclusão no cesto de direitos especiais de saque do Fundo Monetário Internacional e sendo uma das moedas com maior crescimento nas transações comerciais mundiais, é expectável que esta moeda seja uma das principais divisas a ser utilizada nas trocas comerciais entre estes países e a China, sendo ainda esperado que o ritmo de liberalização nas transacções em RMB possa acelerar progressivamente.

Contratando em RMB, uma empresa pode reduzir custos e obter maior controlo sobre os custos cambiais. Nos vários PLP onde está representado, o Grupo CGD já disponibiliza aos seus clientes, particularmente às empresas importadoras/exportadoras para a China, um pacote de serviços em RMB, tais como pagamentos a fornecedores na China para operações de importação pelos PLP, Depósitos, Financiamento, Faturação e Pagamentos a empresas estabelecidas simultaneamente nos PLP e em Macau/China.

A CGD e o BNU têm, ainda, promovido diversas iniciativas, nomeadamente, recebendo os responsáveis do setor financeiro de Macau na Sede da CGD, organizando encontros entre responsáveis governamentais e empresários, match making de delegações de empresários dos PLP e empresários chineses e participando em colóquios na China.

Por outro lado, procura-se enfatizar as excelentes condições de negócio que Macau aporta aos particulares e às empresas que estejam a operar nestes mercados, através de um regime fiscal simples e competitivo e ainda os acordos de dupla tributação com alguns dos PLP. O BNU tem, igualmente, participado ativamente nas iniciativas do IPIM – Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau e do AICEP de Portugal, tendo estado presente em muitos dos eventos promovidos por estas entidades em Macau e em outras cidades na China e nos Países de Expressão Portuguesa.

A título de exemplo, em associação com ambas as entidades, a CGD e o BNU estiveram presentes no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Lisboa 2018, realizado a 21 de Junho, onde assinaram um protocolo de cooperação, com o objetivo de estreitar e aprofundar ainda mais as relações entre ambas as instituições, criando mecanismos financeiros de apoio aos projetos de internacionalização das empresas Portuguesas para a China, assim como investimentos chineses no nosso país.

Celebração do protocolo entre a CGD e o BNU

Este protocolo foi assinado pelo Presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, e pelos Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração do BNU, José João Guilherme e Carlos Cid Álvares, este último que passou a acumular funções de Presidente da Comissão Executiva do BNU a partir do dia 26 de Junho de 2018.

Esta postura dinâmica, alicerçada à estreita ligação aos Países Lusófonos, através do Grupo CGD, a par de um balanço robusto e de uma ampla liquidez disponível, assegura a continuidade do apoio do BNU a esta plataforma.

Opinião de Carlos Cid Álvares, Presidente da Comissão Executiva do Banco Nacional Ultramarino – BNU

Informantem aposta forte na reestruturação em áreas tecnológicas para continuar a crescer

Criada por António Trincheiras em 1996, o mercado era um universo muito diferente daquilo que é hoje, sendo que a informática era uma realidade muito distante do que conhecemos atualmente e sem metade das opções que hoje existem, nomeadamente a nível empresarial.

“A informática ainda não fazia parte do quotidiano das pessoas e a empresa foi criada para gerir e manter o coração das organizações”, conta Pedro Gil, Presidente do Conselho de Administração, que está desde 2006 na empresa. “em 20 anos tudo mudou e a Informantem adaptou-se de uma forma muito peculiar, mas sustentada, alinhando-se aos seus parceiros de forma a crescer para acompanhar o mercado e as suas tendências”.

De olhos postos fora de Portugal

E cresceu. Tanto que, para além de Portugal, já está de forma sólida em Angola e Moçambique. Ainda este ano, a empresa tecnológica entrará em Cabo Verde e Abu Dhabi. “Vamos replicar o modelo com que abordámos em anos anteriores os projetos de Angola e Moçambique”, afirma o administrador.

Apesar de uma forte aposta em contratar recursos locais e apoiar o desenvolvimento dos países onde opera, as equipas multidisciplinares contam com uma concentração de processos de monitorização e operação a partir de Portugal, operando esta base como uma espécie de centro de excelência. “Portugal funciona como um centro de concentração de competência, onde diariamente se idealizam, desenham, monitorizam e suportam todas as operações de todos os países em que estamos presentes”.

“Foi preciso mudar a estratégia para um crescimento sustentado”

A empresa tem tido uma evolução exponencial, criando competência com um portefólio muito abrangente, que abraça as mais importantes valências das tecnologias. Pedro Gil explica que essa é a mais-valia e ao mesmo tempo o maior desafio da empresa uma vez que “o mercado está muito ativo e por isso torna-se difícil contratar, manter o talento e a maturidade a nível organizacional. Ao longo dos anos temos vindo a trabalhar numa contínua adaptação ao mercado e por isso mesmo temos vindo a reestruturar e a adaptar os nossos processos internos, bem como a nossa oferta”.

 Além da criação de novas áreas, a aposta em alguns segmentos passa por uma estratégia de incorporação. “A nossa estratégia passa por isso, neste momento, pela aquisição de empresas. Queremos agregar na nossa capacidade, áreas que consideramos estratégicas e que para a nossa base de clientes é essencial. Dessa forma sabemos ser possível continuar a corresponder às expectativas do mercado”. Forçosamente a reestruturação também acontece com os fabricantes em que a estratégia desenhada diminuiu a lista outrora mais extensa. Atualmente os parceiros eleitos da Informantem são fabricantes como a HPE, Microsoft e Cisco nas áreas de Valor e HPi, Lexmark e Lenovo na área de Workplace. O pretendido é cada vez mais conquistarem o reconhecimento de todos pelo trabalho que atualmente, diariamente, mais de 200 colaboradores desenvolvem, trabalho esse que se estende pelas mais diversas áreas entre as quais se destacam a aposta na segurança de informação, os serviços geridos e o datacenter. “Ao longo dos 20 anos a evolução da nossa empresa foi centrada nos clientes, com quem temos relação diária num expectro de dispersão nacional e de quem cuidamos e mantemos mais de 120 mil equipamentos de forma permanente, a partir do nosso Centro de Atendimento que atua numa lógica de 24h por dia.”

Os números, todos os anos, revelam o crescimento sustentado que têm alcançado uma vez que têm crescido a dois dígitos desde há anos. “O nosso crescimento é ponderado e como principal prioridade temos sempre os nossos clientes. Esperamos fechar este ano com uma faturação na casa dos 28 milhões de euros”.

Reconhecimento e projetos que falam por si

Aos 20 anos de existência, decidiram mudar a imagem corporativa. Uma imagem forte e simples como se pede à própria empresa. Essa imagem, associada a um período de uma maior exposição da marca Informantem permitiu à empresa ser, hoje, mais reconhecida pelos seus principais parceiros de negócio bem como pelos seus clientes. “Hoje, a Informantem é uma empresa reconhecida a nível nacional e internacional”, conclui o administrador.

Mantendo o lema de sempre “perto de si”, Pedro Gil diz que cada cliente é único e que por isso cada projeto também o é. “Somos alfaiates de soluções”. A filosofia da empresa passa, essencialmente, por manter as coisas fáceis para todos, incluindo os fabricantes e distribuidores que atuam como parceiros, com uma postura de confiança e de olhos postos no futuro. “keep IT simple” é o mote que move a diferença e a dedicação dos colaboradores da Informantem.

Há mais de 20 anos presentes no mercado continuam a mostrar uma competitividade e solidez que nem a crise conseguiu abalar. Assumidamente como integradores de soluções à medida de qualquer necessidade, a Informantem soma e segue num setor que, apesar de volátil, se tem mostrado aliciante e com desafios 100% ao alcance da empresa.

Selo de Excelência APAT

O que significa conquistar o Selo de Excelência da APAT?

Conquistar o Selo de Excelência da APAT é o mesmo que obter um atestado de qualidade, credibilidade, fiabilidade e segurança dos serviços prestados, por ter conseguido preencher determinados requisitos estabelecidos pela APAT (previstos nos seus estatutos e regulamento interno).

Que requisitos têm de cumprir as empresas para fazerem parte da associação?

Uma empresa que exerça a atividade transitária, para se tornar nossa associada, terá, antes do mais, de submeter a sua candidatura junto dos serviços da APAT, através do preenchimento do boletim de inscrição disponível no nosso site, fazendo prova de que se encontra legalmente constituída e habilitada a exercer a atividade ou as atividades a que se pretende dedicar, sendo que as empresas que exerçam a atividade transitária têm de estar devidamente licenciadas pelo IMT. A estes requisitos, acresce a obrigação de subscrever e cumprir o código de conduta em vigor.

Após a apresentação da documentação probatória necessária do preenchimento dos requisitos supra enunciados, a candidata ficará ainda sujeita ao crivo da Direção que poderá exigir dos interessados e/ou solicitar a terceiros, elementos de informação havidos por necessários à comprovação dos requisitos invocados.

A título excecional, admitimos pré-adesões a associados, de empresas ainda não licenciadas, desde que preencham o boletim de inscrição e nos requeiram auxílio nos processos junto do IMT com vista ao licenciamento.

Os transitários começam a ganhar cada vez mais relevância no mercado global, tendo em conta fatores como a economia e o ambiente. Que papel assume a APAT NESTE paradigma cada vez mais evidente?

A APAT, enquanto defensora legítima dos interesses das empresas suas associadas, tem procurado ser um marco na representação nacional sustentando e defendendo os seus associados e a atividade que prosseguem como elementos fundamentais da cadeia de abastecimento. Para tanto, tem procurado estreitar a cooperação com todos os associados de forma a ajudar e a promover serviços de Excelência que conduzam à permanente melhoria e inovação da Cadeia de Distribuição e Logística das mercadorias transacionadas, acrescentando-lhes as
mais-valias daí decorrentes. Estamos, portanto, focados na divulgação e dignificação da atividade transitaria, da atividade de transportes rápidos ou de carga expresso, do transporte multimodal, da atividade operadores logísticos e/ou de armazenagem e distribuição e, bem assim, de outros operadores de transporte de algum modo relacionados com a organização do transporte de mercadorias, e na inerente defesa dos interesses dos associados junto da Tutela e demais Entidades Públicas e Privadas.

Que importância considera que o Selo Excelência tem junto do consumidor?

O perfil dos consumidores está em franca mudança, conforme tem sido profusamente debatido a par da Revolução 4.0, daí que para um consumidor cada vez mais exigente, seja relevante obter informação acrescida sobre quem possa prestar um serviço de valor acrescentado com Excelência. O Selo de Excelência é, precisamente, uma ferramenta/certificado que atesta uma maior aptidão para acompanhar as exigências cada vez maiores de elevados parâmetros para o correto funcionamento da cadeia de abastecimento. Por este motivo, acreditamos que esta distinção representa um enorme contributo e um fator de grande utilidade para o consumidor (empresa exportadora/importadora), na escolha do seu parceiro Transitário.

Atualmente quais são os maiores desafios do setor?

Este setor enfrenta vários e diversos desafios. Na carga área, por exemplo, há já demasiado tempo que as infraestruturas aeroportuárias estão desadequadas, meios de rastreio desajustados e falta de estratégia de investimento no setor influenciam negativamente a competitividade das empresas portuguesas transitárias. De igual modo, no transporte marítimo, as greves constantes de estivadores nos portos têm ditado o desvio de carga para outros portos/países europeus em detrimento.

Os novos desafios prendem-se agora também com a indústria 4.0, onde a digitalização é a palavra de ordem.

Ano após ano, a APAT tem demonstrado o seu compromisso e disponibilidade para contribuir, com determinação e empenho, para a implementação de soluções eficazes, e manter uma voz ativa em prol das empresas transitárias, nossas associadas.

No entanto, é com profunda desilusão que assistimos a uma certa relutância à implementação das mudanças necessárias no setor. Acreditamos que esse impasse não será, certamente, por falta de diagnóstico, mas por nítida falta de interesse e ação por parte das entidades competentes.

O sistema de transporte de mercadorias, em geral, encontra-se em processo de adequação ao século XXI, enfrentando, por isso, inúmeros desafios, nomeadamente do foro ecológico, digital e de interoperabilidade.

Estes desafios, se bem encaminhados, poderão resultar em oportunidades inovadoras, mais amigas do ambiente, eficientes e seguras.

Na prossecução destas megatendências, tal como temos amplamente divulgado, a Comissão Europeia decretou o ano de 2018 como o “Ano da Multimodalidade”, que será o mesmo que dizer o “Ano do Transitário”, pois este é quem apresenta as soluções de transporte mais adequadas aos diferentes tipos de mercadoria, articulando todos os modos de transporte de modo a obter maior eficiência.

Ora, o aumento de eficiência do transporte de mercadorias e das cadeias logísticas através da digitalização e simplificação administrativa é, e será, naturalmente, potenciado pela digitalização que, por sua vez, não se limita a novas tecnologias, mas também ao intercâmbio de dados e que, de “mãos dadas” com a automação e i.A, irá transformar não apenas este setor, mas o mundo em geral.

Sem prejuízo, a digitalização dos documentos, a devida regulamentação, bem como os incentivos/apoios que vierem a ser concedidos, assumirão um papel preponderante no cumprimento das metas estabelecidas e na almejada mudança na cadeia logística e, bem assim, no assegurar do não comprometimento da (necessária) competitividade e sustentabilidade.

O “cliente” será a maior força motriz das inovações que se farão sentir e o “Transitário” o seu parceiro ideal.

Assim, será de esperar que a Tutela e demais Autoridades, no seu todo, não se alheem desta realidade, se mostrem mais cooperantes e eficazes, acompanhando as tendências que, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, serão os ditames do futuro.

Quais são, neste momento, as prioridades da associação?

Nos termos do programa de ação apresentado pelos renovados Corpos Sociais, eleitos no passado dia 21 de março, destacam-se como pontos essenciais da nossa ação futura, as seguintes:

– Uma representatividade proativa junto da Tutela, das Autoridades, de outras Associações e Entidades de relevância para o setor.

– A elevação dos serviços prestados pela Associação, apostando, nomeadamente, na implementação de um sistema de gestão de qualidade, na criação e dinamização de ações de formação e consultoria conjunta e de implementação de processos no âmbito do RGPD (proteção de dados) e, ainda, num programa de consultoria para certificação AEO.

– A promoção da comunicação interna e externa, estendendo a distribuição física da Revista APAT ao plano digital procurando assim abranger os PALOP, e criando um blogue APAT.

Posto isto, na prossecução dos seus desígnios estatutários e estratégias delineadas, perante as inúmeras mudanças com impacto na atividade logística que se antecipam, a APAT vai continuar a desenvolver esforços na ajuda e suporte a todos os associados para que encarem os constrangimentos que se sucedem, como desafios a vencer.

O nosso objetivo é muito simplesmente ajudar ao sucesso dos nossos associados. Sem receio de termos de trabalhar para atingir esse objetivo maior. E sobretudo mantendo um elevado patamar de exigência sobre quem tem poder de decisão no panorama logístico nacional.

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