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Elisabete Teixeira

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Galiza regista primeira morte na sequência de ataque de vespa asiática

O caso ocorreu, na terça-feira, cerca das 16:00, quando um homem de 54 anos foi cortar uma macieira e, não se tendo percebido do ninho de vespa asiática, foi atacado.

Falando à agência Lusa, fonte do departamento do meio rural da Junta da Galiza disse que “o resultado da autópsia irá determinar se a morte resultou do ataque ou de uma reação alérgica”.

Aquela fonte adiantou que “há dois anos, na localidade de Cariño, município de Ferrol, um outro homem foi também atacado pela mesma espécie mas conseguiu sobreviver”.

O jornal Faro de Vigo, citando um amigo da vítima, refere que o homem de 54 anos sofreu “um ataque massivo” de um enxame de vespas asiáticas, com “mais de 25 picadas nas pernas, braços e cara”.

Segundo relata também o jornal a Voz da Galiza, ao tocar no ninho, as vespas que se encontravam no interior atacaram o homem que acabou por morrer no local. Uma ambulância médica compareceu no local, tendo-se gorado as tentativas de reanimar a vítima.

O amigo que o acompanhava também foi picado mas sem gravidade e relatou que “as vespas saíram revoltadas do ninho e que o amigo não teve como se defender do ataque”.

A fonte do departamento de meio rural da Junta da Galiza ouvida hoje pela Lusa explicou que a região tem em curso, desde 2014, um plano de combate à vespa asiática mas adiantou não ser possível erradicar aquela praga”.

“As pessoas têm de aprender a conviver com a espécie”, disse referindo que, no âmbito daquele plano, a destruição dos ninhos de vespa velutina [ou vespa asiática] cabe ao departamento de meio rural, em parceria com os concelhos afetados e outros departamentos da Junta da Galiza.

Esta espécie predadora foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir no final do seguinte

No Alto Minho, os concelhos de Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, município vizinho de Porriño, são os mais afetados. De acordo com os números avançados hoje à Lusa pelo comandante dos bombeiros municipais de Viana do Castelo, desde o início do ano já foram destruídos 240 ninhos desta espécie. Desde que a sua presença foi detetada no concelho já foram eliminados 1.907 ninhos.

Dados da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL) referem que “cada ninho pode albergar até 2.000 vespas e 150 fundadoras de novas colónias, que no ano seguinte poderão vir a criar pelo menos seis novos ninhos”.

Em outubro, o Ministério da Agricultura criou uma comissão de acompanhamento desta espécie avistada já em 12 distritos, apesar das tentativas de controlo dos últimos dois anos.

“Pese embora as medidas implementadas em 2015 no âmbito do referido plano de ação, assistiu-se a uma progressão gradual da área afetada no território nacional, desde que os primeiros ninhos e avistamentos do inseto foram confirmados nos distritos de Braga e Viana do Castelo”, afirma o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, num despacho publicado em Diário da República.

A vespa asiática é uma espécie asiática com uma área de distribuição natural que se estende pelas regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, sendo a sua existência reportada desde 2011 na região norte de Portugal.

LUSA

AMA: Promover o contacto entre os cidadãos e o serviço público

A AMA (Agência para a Modernização Administrativa) é o instituto público responsável pela promoção e desenvolvimento da modernização administrativa em Portugal. Criada em 2007, que balanço é possível fazer do seu percurso?

Desde 2007 foram sendo diversas as prioridades e focos desta Agência. De uma preocupação primordial com o atendimento presencial, fundamentalmente através das Lojas de Cidadão, foram-se dando passos sucessivos e incrementais na prestação de serviços eletrónicos, procurando por um lado facilitar o uso das novas tecnologias e a capacidade que temos de lhes aceder remotamente, mas não descurando uma população que embora queira aderir a este mecanismo não pode ou não sabe como o fazer.

É também para essas pessoas que atualmente trabalhamos cada vez mais, e para as quais estabelecemos uma rede de Espaços Cidadão. É uma rede de atendimento muito próxima das populações, ao nível do município, ou mesmo da freguesia, onde diversos serviços públicos são prestados eletronicamente, mas sempre com o auxílio de um funcionário, que presencialmente ajuda todos os cidadãos que tenham qualquer tipo de lacuna em matéria de utilização das tecnologias de informação e comunicação.

Penso que o percurso desta Agência se tem pautado sempre por promover novos modelos de contacto do cidadão com os serviços públicos, seguros e inovadores, mas acompanhando as expectativas da população que, pelas suas características e vivências, vai evoluindo nas suas necessidades e exigências.

Atualmente quais considera serem os maiores desafios à atuação da AMA?

Atualmente a AMA acompanha e ajuda a implementar vários programas que apelam à participação pública para algumas das escolhas da Administração. É assim com o impactante programa Simplex+, mas também com o Orçamento Participativo, que recolheu contributos no ano que passou para que uma percentagem do Orçamento do Estado fosse afeta a projetos selecionados pelas populações envolvidas, projetos esses que foram votados pelas populações a quem mais interessavam. Foi a primeira vez que isso foi feito ao nível nacional, envolvendo o território continental e as Regiões Autónomas, e isso deve deixar-nos muito satisfeitos, porque Portugal continua a ser um exemplo internacional na capacidade de inovar e de encontrar novas formas de trazer o cidadão para o processo de desenho e seleção de medidas de modernização.

Voltando à sua questão, penso que o maior desafio da AMA é modernizar a Administração, explicando o porquê da mudança para que esta possa ser aceite e sustentada, não descurando aqueles que são os interesses da população que serve, nomeadamente a simplificação de procedimentos e o acesso cada vez mais universal.

Da prestação de serviços centrada nos ministérios ao foco nos cidadãos e agentes económicos, um dos objetivos da AMA passa pela aproximação entre estes últimos intervenientes e o Estado. De que forma?

Uma das críticas que mais ouvimos é a de que é muito complexo e até penoso o relacionamento do cidadão com a Administração Pública. Isto porque a orgânica dos serviços nem sempre é compreensível e varia ao longo do tempo, e nem sempre o cidadão sabe onde recorrer, mesmo quando o serviço é digital.

A AMA tem de conseguir dar resposta a este constrangimento tornando mais fácil este relacionamento. Ao cidadão deve ser indiferente que seja este ou aquele organismo público a prestar o serviço. Em bom rigor se o serviço puder ser prestado eletronicamente deve existir uma única porta de entrada que, internamente ou em back office, fará a orquestração dos vários serviços e das várias entidades responsáveis pela sua prestação. É o que tentamos fazer com o Portal do Cidadão que deverá apresentar a cidadãos e empresas uma panóplia de serviços públicos, ficando a montante o relacionamento entre os vários serviços públicos e os esforços para aquela disponibilização. O cidadão deve, a partir de um único ponto de entrada, pedir a certidão, comunicar uma atividade económica ou pedir o licenciamento sem se preocupar qual o serviço competente para a resposta.

Por outro lado, temos a obrigação de tornar cada vez mais seguras as interações do cidadão com o Estado. Quando temos já disseminados tantos serviços eletrónicos torna-se cada vez mais importante ter certeza da identidade de determinado cidadão. Nesta matéria assumem particular importância os mecanismos de identificação eletrónica que colocamos à disposição do cidadão, quer seja o próprio Cartão de Cidadão na sua vertente de identificação eletrónica, quer a Chave Móvel Digital.

O Cartão de Cidadão, porque exigido a todos os cidadãos nacionais, é um meio de identificação eletrónico que permite autenticações seguras através da inserção de um pin de autenticação. Infelizmente, e talvez porque exige um leitor de cartões, não é tão utilizado como gostaríamos e, por isso, desenvolvemos um sistema alternativo designado por Chave Móvel Digital que permite uma autenticação, de igual modo segura, desde que tenha registado o meu número de telemóvel ou endereço eletrónico, ao meu número de identificação civil.

A transformação digital do setor público em matérias como as competências digitais ou os serviços centrados nos cidadãos tem sido um dos assuntos mais debatidos. Considera que a inovação no setor público é mais desafiante. Porquê?

Muita coisa foi feita neste domínio, mas muita coisa existe ainda por fazer e esse é o desafio. Vivemos tempos de mudança constante e aquilo que hoje parece uma novidade rapidamente é ultrapassado e temos necessariamente de acompanhar e prever futuras mudanças. Por exemplo, estamos ainda a trabalhar para que o cidadão peça à Administração Pública para que esta converse entre si (organismos e serviços) para ser obtido em tempo útil um determinado documento ou concluída a instrução de determinado processo. A isto chamou-se o princípio “uma só vez”. Em termos práticos isto significa que eu cidadão devo poder mandatar a Administração Pública para que esta vá onde for preciso (afinal estamos a falar de serviços públicos) buscar os dados ou documentos necessários na posse de um outro qualquer organismo público para que eu possa concluir determinado processo, por exemplo um concurso público onde sejam precisas certidões das finanças ou segurança social; um recrutamento onde seja necessário o meu registo criminal ou o certificado de habilitações.

Não devo ser eu que tenho de ir buscar diversos documentos e certidões. Se eu permitir que a Administração o faça em meu nome isto deve acontecer através dos mecanismos (que eu cidadão não tenho de saber quais são, embora deva saber quando tal acontece, a bem da proteção dos meus dados pessoais) de interoperabilidade que confiram o grau de segurança adequado para que a informação chegue intacta ao ponto onde ela é precisa.

Já se deram alguns passos neste domínio, veja-se a tarifa social de energia e o novo serviço de pedido da carta de condução, mas temos de fazer mais.

Experimentar novas soluções para melhorar os serviços públicos e o dia-a-dia dos cidadãos e das empresas é o grande objetivo do LabX – Laboratório de Experimentação da Administração Pública. Na sua opinião em que medida o LabX pode contribuir para a inovação e modernização do setor público em Portugal?

O LabX é precisamente uma célula que, fazendo parte da Administração Pública, trabalha para poder experimentar determinadas soluções que possam melhorar o seu relacionamento com os cidadãos e as empresas. Esta estrutura trabalha no pressuposto daquelas que são as necessidades das empresas e cidadãos desenvolvendo mecanismos de auscultação e desenho de soluções em colaboração com a sociedade.

Depois de detetadas essas necessidades e os constrangimentos existentes, em conjunto com os utentes, trabalhadores e dirigentes dos serviços públicos, são experimentadas abordagens e soluções inovadoras que sendo “testadas em ambiente de laboratório” serão escaladas em caso de sucesso.

Podemos assim falar de uma “incubadora” de projetos inovadores que esperamos que tenha muito sucesso.

O Código dos Contratos Públicos (CCP) introduz parcerias para a inovação, facilitando as condições de contratualização pública nas áreas de Inovação e Desenvolvimento. A inovação é um dos fatores mais relevantes para si no que diz respeito ao processo de modernização administrativa. Quais são as perspetivas?

A inovação, atento o posicionamento que a AMA tem na Administração Pública portuguesa, é uma vertente que não podemos descurar. Parece-me que a revisão do Código dos Contratos Públicos, que entrará em vigor já em janeiro de 2018, vem também refletir esta preocupação: os serviços e organismos sujeitos a este regime poderão ponderar criteriosamente as suas aquisições considerando que todos administramos orçamentos que o Estado submeteu à nossa melhor gestão, encontrando formas de contratar serviços e parceiros que nos permitam a todos fomentar a inovação e o desenho de soluções que enriqueçam a sociedade pela qualidade dos serviços públicos prestados.

Este novo tipo de procedimento parece-me que poderá proporcionar atividades interessantes de investigação e desenvolvimento com regras específicas, naturalmente, mas que poderão aproximar a Administração Pública de soluções mais inovadoras e competitivas.

Suplementos alimentares: Uma aposta segura

A Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares começou por lidar com produtos de alimentação e de saúde, tendo direcionado a sua ação também para a esfera dos suplementos alimentares. A partir de 2003, altura em que passou a haver um enquadramento legal para estes produtos, os suplementos alimentares acabariam por se tornar a ação fundamental da associação.

O consumo de suplementos alimentares tem aumentado nos últimos anos, uma vez que existem cada vez mais adeptos da procura de soluções naturais para uma vida mais saudável.

Os suplementos alimentares são géneros alimentícios que se destinam a complementar e ou suplementar o regime alimentar normal e que fornecem doses concentradas de nutrientes ou de outras substâncias de forma simples ou combinada com efeito nutricional ou fisiológico, que se apresentam de forma doseada (ex. cápsulas, comprimidos, ampolas) e que se destinam a ser consumidos em pequenas quantidades.

O mercado dos suplementos alimentares encontra-se em franca expansão, não só em Portugal como também a nível mundial. A história dos suplementos remonta às tradições populares da utilização de preparações à base de plantas com o intuito de tratar doenças ou de aumentar a vitalidade do organismo. Hoje em dia, o mercado dos suplementos alimentares divide-se em diferentes categorias entre as quais, a das vitaminas, dos minerais, dos vegetais/chás/plantas, entre outros. Estima-se que em Portugal cerca de 80% da população consuma ou já tenha consumido suplementos alimentares. De modo geral, o consumidor recorre a estas opções como forma de complementar a sua dieta, assim como para melhorar o estado de saúde e prevenir o desenvolvimento de doenças. Porém, existem outros motivos que podem justificar a utilização de suplementos tais como a melhoria da performance física, a promoção do emagrecimento, o reforço da imunidade, o combate aos sintomas de fadiga. Um dos aspetos mais apelativos da utilização de suplementos é que este tipo de produtos apresenta muito menos riscos para a saúde, sendo geralmente bem tolerados pela maioria da população e apresentando menos efeitos secundários em comparação com os medicamentos. Contudo, é sempre necessário ter em consideração se o consumidor não tem uma sensibilidade ou alergia prévia a qualquer um dos ingredientes que existem na formulação do suplemento.

No que diz respeito à escolha deste tipo de produtos, os profissionais da área da saúde são o principal veículo de recomendação. Porém, uma percentagem bastante significativa de pessoas (cerca de 40%) baseia-se meramente na opinião de amigos, familiares ou de colegas para iniciar a toma de um suplemento. Torna-se assim, fundamental trabalhar para melhorar as vias de comunicação com os profissionais de saúde e do setor, verificando-se inclusive que neste momento, já ocorrem formações específicas e regulares em lojas de produtos naturais, de parafarmácias e de farmácias sobre a área. Não se pode contudo esquecer que também é necessário educar os consumidores para uma utilização responsável dos suplementos de modo a se obterem os efeitos pretendidos.

Quanto a controlo da qualidade na Europa este setor é regulado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA). Apesar do mercado dos suplementos alimentares apresentar algumas diferenças regulamentares fora da União Europeia, a harmonização legal dentro dos países do grupo veio facilitar a sua comercialização e cumprimento de todos os requisitos para a venda de suplementos alimentares seguros.

Para além da EFSA, em Portugal existe ainda o controlo pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e a fiscalização pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Estas entidades contribuem para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e para garantir a sua segurança alimentar e comercialização segura. Portanto no nosso país pode considerar-se que existe um elevado nível de controlo em comparação com outros países onde a responsabilidade da segurança e qualidade do suplemento alimentar compete apenas ao fabricante.

Nos próximos anos será de prever que este setor continue a crescer, dada a tendência atual dos consumidores pela procura de alimentos biológicos e pela adoção de estilos de vida mais saudáveis focados na prevenção da doença.

Opinião de Pedro Lôbo do Vale, Presidente da Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares

“A evolução baseada no conhecimento é a única forma sustentável de crescimento”

O Gabinete da União das Universidades do Mediterrâneo (UNIMED), criado para funcionar na Universidade de Évora, é o primeiro na Europa, para além de Itália, onde funciona a sua sede. Para responder a questões mais específicas foi criada, igualmente, a sub-rede da UNIMED que incidirá concretamente sobre água e alimentação, integrada por parceiros de nove países (Argélia, Chipre, Itália, Jordânia, Palestina, Portugal, Espanha e Turquia) e liderada pela Universidade de Évora. Esta Sub-Rede tem como objetivo abordar questões transversais de crescente importância na região do Mediterrâneo, com enfoque nos sistemas agrícolas e na sua resiliência no contexto das alterações climáticas, na gestão estratégica e sustentável da água, no uso de metodologias inovadoras para a monitorização e no ordenamento do território. Estas são algumas das questões emergentes ligadas ao Mediterrâneo, mas que nunca podem ser dissociadas dos problemas sociais, culturais, entre outros, e que têm merecido especial atenção por parte da União Europeia, como comprova a criação do PRIMA – Parceria para Investigação e Inovação na região do Mediterrâneo. A parceria encontra-se planeada para a duração de dez anos, com início em 2018, e irá procurar desenvolver investigação conjunta que leve a novas soluções para a sustentabilidade da gestão dos recursos hídricos e da produção alimentar na bacia do Mediterrâneo.

“Estamos bastante interessados em estabelecer consórcios com outros países do Mediterrâneo para desenvolver investigação nesta área e para já somos a única universidade portuguesa a fazer parte da UNIMED. É importante a criação deste Gabinete, bem como o foco específico na água e na alimentação, que iremos abordar numa perspetiva transversal, ligando a história, sociologia e as relações internacionais, ou seja, toda a problemática que envolva o Mediterrâneo”, começa por explicar Ana Costa Freitas.

O Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM), bem como outros centros de investigação da Universidade de Évora, há muito que está focado em desenvolver investigação para promover a sustentabilidade da agricultura mediterrânica e dos ecossistemas relacionados. “É importante perceber que não podemos isolar as diferentes problemáticas do Mediterrâneo. A ciência é transversal e tem de contribuir para o desenvolvimento de uma cultura, de um ecossistema e do ordenamento do território”, afirma a Reitora da Universidade de Évora.

Tomemos o exemplo do Alentejo que atravessa um período de seca que já dura há três anos. “Temos de mudar o paradigma daquilo que se faz no Alentejo e pensar em novas culturas que se possam adaptar às alterações climáticas e às alterações do território. A problemática da seca e as suas consequências ao nível do rendimento agrícola tem acarretado outros desafios como a fixação de jovens qualificados. Precisamos de ter uma visão integrada de como tirar o melhor partido do nosso território. E isto não é só um problema regional, é um problema nacional”, elucida Ana Costa Freitas. 

INVESTIGAÇÃO & INOVAÇÃO

A Universidade de Évora é uma instituição de prestígio com uma forte componente de investigação, inovação e cooperação. Esta irá continuar a ser o grande foco da Universidade, com os consequentes reflexos na excelência do Ensino.

Com a criação da UNIMED e da sub-rede estão já envolvidas 17 universidades de países diferentes da bacia do Mediterrâneo. “Isto permite-nos estabelecer parcerias com diferentes países, de realidades e culturas diferentes, para concorrer a projetos de investigação que incidam nestas áreas específicas, com uma visão mais alargada e complexa. Sabendo nós que os problemas diferem de país para país, isto é uma troca de conhecimentos para adaptar melhor os modelos de cada país. Este é objetivo da UNIMED, resolver em conjunto os problemas específicos de cada região”, afirma a nossa entrevistada.

Hoje em dia o mundo avança a um ritmo acelerado e as universidades têm de ser capazes de corresponder aos desafios atuais, pelo que a componente da investigação e inovação tem de estar bem vincada. “Temos de transmitir conhecimento, não só aos nossos alunos, mas ao país também. Para além desta aposta no Mediterrâneo, é também uma preocupação nossa a área do Património, o bem-estar e percursos de vida da população do Alentejo, a qual é bastante envelhecida”, refere Ana Costa Freitas.

A Universidade de Évora é uma universidade virada para o futuro e que quer contribuir para que o Alentejo também tenha um projeto de futuro, pelo que a área da aeronáutica/aeroespacial também tem sido alvo de especial atenção por parte desta instituição, que criou recentemente a cátedra “CEiiA em Aeroespacial” (promovida conjuntamente com o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto). “O Alentejo não é só agricultura e património. O Alentejo é agricultura, património, pessoas e tem que ter inovação, e a Universidade de Évora deve contribuir para que haja uma maior diversificação das atividades económicas”, adianta a nossa interlocutora.

Mais do que formar e educar, a Universidade de Évora presta serviço público. “Temos essa obrigação. Educar e formar não é só dar aulas, temos de formar pessoas para uma cidadania responsável, para a sustentabilidade e para serem capazes de enfrentar o futuro e corresponder às exigências desse mesmo futuro. Temos de formar pessoas com capacidade de se adaptarem à evolução, pois a evolução baseada no conhecimento é a única forma sustentável de crescimento”, conclui Ana Costa Freitas.

#Toyotachallenge: Pense segurança. Pense Toyota

Esta iniciativa da Toyota Caetano Portugal colocou à prova os 54 operadores que participaram no primeiro torneio Toyota Challenge. As equipas foram divididas em dois grupos. Durante a manhã metade das equipas realizaram provas de perícia e segurança enquanto a outra metade esteve em formação e avaliação, trocando na parte de tarde. “Foram realizadas sete provas, seis delas executadas por um dos elementos de cada equipa, enquanto a última prova, uma prova específica de segurança, foi executada pelos dois operadores em conjunto. As provas exigiam que as equipas fossem multidisciplinares. Cada prova tinha um tempo limite e uma check list de penalizações, caso não fossem cumpridas as regras de segurança, que contribuíram para a avaliação do júri e a atribuição de prémios às melhores equipas”, explicou-nos Ana Paula Soares, Diretora de Marketing da Divisão de Equipamento Industrial da Toyota Caetano Portugal.

Em paralelo ao torneio, a Toyota Caetano Portugal teve em exposição um parque com máquinas e soluções inovadoras, bem como uma área específica para segurança. Nessa área estavam em demonstração soluções direcionadas para tecnologia, produtos e soluções que possam trazer mais segurança às operações dos clientes.

Estava, ainda, em exposição um simulador de condução de um empilhador. Durante sete minutos era possível executar uma prova com alguns desafios relacionados com a segurança nas operações de movimentação de cargas e direcionados para o público da geração das novas tecnologias e da era digital. Esta opção da marca por demonstrar e expor diversos equipamentos e soluções foi bastante procurada pelos responsáveis das empresas que acompanharam os seus operadores e resultou numa mais-valia para o evento.

O Toyota Challenge decorreu ao longo de todo o dia e presenteou, no final, os vencedores que cumpriram o melhor tempo e pontuação, com perícia e segurança, as sete provas com equipamentos da gama elétrica da Toyota Material Handling.

DESAFIO ACEITE

Os participantes, esses, mostraram-se motivados e bastante envolvidos nas provas e na formação. Mais do que o prémio, o importante ali era assimilar as boas práticas de segurança, o networking, espírito de equipa e superar o desafio.

Todas as equipas receberam um troféu e o diploma de participação na prova. A competição foi coordenada por uma equipa técnica constituída por elementos e operadores da Toyota caetano Portugal.

A PALAVRA A …

Carlos Ramos, Responsável da Unidade Ambiente e Segurança da Divisão Sul

“O Toyota Challenge representa, não só a divulgação da marca, mas a divulgação das características de segurança dos equipamentos da Toyota Material Handling. A valorização da segurança em movimentação de carga e a segurança dos próprios operadores é importante para nós e é importante que os operadores de máquinas tenham a perceção de que esta atividade é uma atividade de risco muito elevado. É preciso sensibilizar para as boas práticas em relação à utilização de máquinas. O Toyota Challenge também representou uma forma de mobilizar os nossos clientes e dar-lhes a conhecer uma gama avançada de equipamentos e soluções para as suas empresas”.

GLINTT é sinónimo de melhoria contínua

A Glintt conquistou a Certificação Internacional do seu Sistema de Gestão de Segurança da Informação, o que assegura esta certificação? 

Com esta certificação a Glintt garante os princípios da norma internacional ISO 27001, um modelo holístico de abordagem à Segurança da Informação, independente de marcas e fabricantes tecnológicos. Esta norma estabelece um conjunto de requisitos e práticas que são constantemente trabalhadas e atualizadas, de forma a mitigar e gerir adequadamente o risco das organizações no que diz respeito à gestão de dados e informação. O que está em causa, portanto, é a garantia da segurança da informação, tanto da Glintt, como dos nossos clientes e parceiros, baseada num modelo de gestão do risco. 

Qual diria que é a importância da mesma no exercício da vossa atividade?

A conquista desta certificação é de extrema importância para a Glintt, tendo em conta que a nossa área de atuação é uma das mais sensíveis no que diz respeito à proteção de dados – a área da saúde. Além de garantir o cumprimento dos princípios estabelecidos pela ISO 27001, esta certificação assegura aos nossos clientes que a proteção da sua informação é igualmente importante para nós e é gerida de forma sistemática, respeitando boas práticas reconhecidas e testadas a nível global. É de salientar que falamos de uma certificação de tal forma reconhecida, que muitas organizações exigem a mesma aos seus fornecedores e parceiros como garantia do cumprimento dos seus princípios e, consequentemente, da gestão e segurança dos seus dados. Apresentá-la no nosso portfolio é um reconhecimento do nosso trabalho e um orgulho para a Glintt.

De que forma avalia a segurança da informação e dos sistemas, em termos de confidencialidade, disponibilidade e integridade de modo geral em Portugal?

A segurança da informação e dos sistemas está neste momento a evoluir, no sentido de assegurar aos cidadãos e às empresas a confidencialidade e a correta gestão dos seus dados. Este processo está a acontecer agora, não só em Portugal, mas em todo o mundo. O objetivo final é aumentar o grau de confiança nas instituições e empresas que acedem temporariamente aos dados de outros considerados críticos ou confidenciais.

Quais são os maiores benefícios para as entidades que usufruem desta norma?

São enormes os benefícios que esta norma confere às empresas certificadas. Podemos apontar o aumento significativo da fiabilidade e segurança da informação e dos sistemas, em termos de confidencialidade, integridade e disponibilidade, a realização de investimentos mais eficazes e orientados ao risco bem como a identificação de oportunidades de melhoria constantes, entre outros.

Para nós, o maior benefício é ver crescer a confiança e a satisfação dos nossos clientes e parceiros, ao poder garantir que as suas informações serão tratadas de acordo com elevados padrões de gestão e proteção ao nível da Segurança da Informação. Conquistar maior confiança dos seus clientes é algo que deve orientar a ação de qualquer empresa. E a Glintt não é exceção.

A norma ISO 27001 tem vindo, de forma continuada, a ser melhorada ao longo dos anos e deriva de um conjunto anterior de normas, nomeadamente versões anteriores da ISO 27001 e a BS7799 (British Standards). Atualmente como é que a classifica?

A origem da ISO 27001 remonta a um documento publicado no início dos anos 90 por um departamento do governo Britânico que estabelecia um código de boas práticas relativas à gestão da Segurança da Informação. Todas as normas ISO são referenciais vivos e em permanente melhoria. Baseiam-se no princípio de que todas as partes interessadas nessa mesma norma podem integrar as comissões técnicas a nível nacional (nos países que integram a ISO, como Portugal), o que nos confere a garantia que uma nova versão da norma, quando publicada já recebeu os contributos de centenas de peritos no assunto e futuros utilizadores da mesma. A atual versão da ISO27001 é um referencial já com um grau elevado de maturidade.

Para além do compromisso para com a segurança da informação, que outros pilares sustentam a missão da Glintt para com os seus clientes?

A segurança da informação é, sem dúvida, um dos nossos maiores compromissos para com os nossos clientes. Além deste, identificamos ainda a qualidade sustentada numa cultura de melhoria contínua, inovação e excelência dos recursos humanos. A área da tecnologia e da saúde está em constante evolução e acreditamos que, para continuar a dar resposta aos seus desafios, é essencial um trabalho contínuo na procura de novas soluções, que passam pelo investimento na área de I&D e nos nossos profissionais. Somos uma equipa jovem e dinâmica que todos os dias se empenha em fazer mais e melhor. Não tememos a mudança. Buscamos o desafio e queremos fazer a diferença na vida dos nossos clientes, encontrando as melhores soluções para que o seu dia-a-dia seja simplificado.

“O grande fator de sucesso da marca Meu Super é o seu conceito de proximidade”

A rede de supermercados Meu Super, do Grupo Sonae MC (Modelo Continente) tem tido um crescimento exponencial desde que surgiu em Portugal em 2011, quer em número de lojas, quer em termos de cobertura territorial do país, quer no que respeita ao volume de vendas. Quais as principais características da marca que lhe têm permitido este crescimento?

O grande fator de sucesso da marca Meu Super é o seu conceito de proximidade. É um formato para empresários e empreendedores, que encontram no Meu Super uma forma de entrar no mercado de retalho alimentar ou de modernizar um modelo de negócio tradicional, com a garantia e o suporte da Sonae MC. Depois, é uma mais-valia para os consumidores, que, através das lojas Meu Super, têm acesso aos produtos que precisam no seu dia-a-dia, acesso aos produtos da marca continente e com um atendimento personalizado.

Segundo alguns dados, a vossa marca apresenta números excecionais, ou seja, o número de lojas da rede passou de 24 no final de 2012 para um total de 260 no final de 2016. Como se explica este nível de evolução?

De facto, a rede de lojas Meu Super evolui muito em apenas seis anos. Foi a marca que cresceu mais em franquia em 2015 e 2016. A justificação para este sucesso é que este modelo de negócio é diferenciador e beneficiada solidez e da confiança proporcionada pelo maior retalhista português como a Sonae MC.

Assumem-se como um conceito de supermercados de proximidade lançado pela Sonae em 2011, especificamente desenvolvido para o sistema de franchising. Que vantagens apresentam a quem vos procura no sentido de apostar na vertente da franquia?

Sim, o Meu Super é uma marca que tem crescido sob o modelo de franquia e, nesse âmbito, a Sonae MC garante apoio em todas as fases do processo. Assegura a análise de viabilidade do investimento, na definição de layout do espaço, na seleção do equipamento e, até, na seleção da oferta de loja.

Os clientes poderão também usufruir de todas as vantagens proporcionadas pelo cartão de fidelização do Continente, através de descontos nas lojas e de benefícios numa rede alargada de parceiros.

Na vossa estratégia, de que forma é importante que os empreendedores que se juntam a vocês acreditem na vossa fórmula? De que forma é a mesma essencial para o próprio sucesso? É legítimo afirmar que é este modelo e filosofia que têm contribuído para captarem um número crescente de potenciais interessados?

No caso do Meu Super e, diria, em qualquer negócio desenvolvido sob o modelo de franquia, é fundamental que o franqueador e o franqueado estejam em sintonia e saibam qual é o papel de cada uma das partes no negócio, para se atingir o sucesso. Os últimos seis anos de atividade revelaram a solidez e consistência do nosso modelo de franquia. Estamos, por isso, muito satisfeitos com os resultados alcançados, mas acreditamos que o futuro será ainda mais risonho.

Todos os negócios acarretam riscos e o modelo de franquia não “foge” a esse cenário. Quais são os principais riscos do vosso modelo de franchising? De que forma é que promovem um acompanhamento e aconselhamento constante aos empreendedores interessados na vossa marca?

Sim, todos os negócios e investimentos compreendem um risco, que, no caso do Meu Super é minimizado pelo acompanhamento e apoio que a Sonae MC faz junto dos franqueados Meu Super. Isto traduz-se em contactos permanentes e em decisões conjuntas.

Como é precedido todo o processo de seleção, aconselhamento e implementação de cada loja? É de facto uma parceria, ou seja, um percurso comum?

É sempre um processo de parceria, feito lado a lado. O primeiro contacto é normalmente estabelecido pelo empresário ou empreendedor que tem interesse na marca Meu Super. Depois de formalizado o interesse, é feita uma avaliação de viabilidade da franquia, que compreende estudos de mercado e análises de investimento.

Após esta fase, passa-se então para a preparação ou conversão do espaço de loja, para a definição do layout e escolha do equipamento. Após abertura mantemos um contacto permanente, para que as duas partes possam assegurar o sucesso da loja.

Qual é a taxa de sucesso dos vossos franquiados?

A taxa de sucesso é muito elevada e superior à média do mercado. Acompanhamos e apoiamos com programas desenvolvidos e específicos para a dinamização das vendas das lojas.

É legítimo afirmar que o modelo de franchising, hoje em dia, assume-se cada vez com um cariz de serviço às populações pela dinâmica que perpetua na proximidade e zonas envolventes?

Julgo que o formato de proximidade das lojas Meu Super favorece a revitalização do chamado comércio tradicional, através de um modelo mais profissionalizado e ajustado às necessidades atuais dos consumidores. Por outro lado, as lojas Meu Super assumem atualmente um papel central dos bairros e de pequenas localidades, porque acabam por ser o local onde os vizinhos se encontram e interagem, o que acaba por favorecer também a vida da comunidade.

A inovação é um vetor essencial e importante na vossa dinâmica? Em que aspetos?

A inovação é importante para o nosso mercado nomeadamente ao nível de desenvolvimento de produto e em novos conceitos de desenvolvimento do negócio. A experiência do consumidor continuará a ser um dos eixos de atuação da marca.

Quais são os grandes desafios atuais da marca? Existe espaço para o crescimento de espaços em Portugal? Se sim, de que forma o irão perpetuar em 2018? Acredita que o modelo de franquias/franchising é cada vez mais o futuro?

O grande desafio é alargar a rede de lojas da marca e chegar cada vez mais perto das famílias portuguesas. Estamos convencidos de que há ainda muito espaço para estes formatos de proximidade crescerem quer na criação de novas lojas quer na modernização de lojas existente, sobretudo, porque os portugueses fazem cada vez mais compras de pequena dimensão e de forma mais frequente, o que favorece bastantes as lojas Meu Super.

Escolher a rede de supermercados Meu Super significa exatamente o quê?

Significa escolher um formato ganhador, sólido, consistente e seguro, com vantagens claras para empresários, empreendedores e consumidores.

Lectra premiada como “Showcase para a Indústria do Futuro”

O sentimento é comum, a indústria da moda e vestuário está viva e prepara-se para abraçar a Indústria 4.0 com a Lectra, cuja estratégia foi concebida para capacitar as empresas nas áreas da moda e vestuário, automóvel e mobiliário a serem bem-sucedidas à medida que entram na era da Indústria 4.0.

Ancorada na digitalização dos processos industriais, desde a criação à produção, a Indústria 4.0 está a criar uma nova organização dos ecossistemas das fábricas. Cada vez mais flexíveis com recursos otimizados, as fábricas estão a impulsionar um novo ciclo de vida digitalizado, para produtos que irão beneficiar os consumidores.

Além disso, a produção em massa está a aumentar a capacidade para a produção personalizada em grande escala, disponibilizando também produtos de qualidade, de rápido lançamento no mercado, aguardados por consumidores cada vez mais impacientes e exigentes.

Para fazer face a estas mudanças, é essencial uma cadeia de valor digital para fornecer ligações em tempo real entre as equipas criativas e as equipas de desenvolvimento do produto, fábricas inteligentes, fornecedores e consumidores.

“Para satisfazer estes novos desafios, os nossos clientes podem confiar na nossa oferta de software e equipamentos, já compatíveis com os princípios da Indústria 4.0, no nosso profundo conhecimento da Internet das Coisas industriais, desde 2007, e na experiência das nossas equipas em indústrias específicas,” declarou Daniel Harari, CEO de Lectra. “Graças a estes fortes fundamentos, estamos a enriquecer de forma massiva a nossa oferta, aproveitando as mais recentes tecnologias e integrando as melhores práticas, para assim consolidar a posição da Lectra como uma visionária da Indústria 4.0.”

O lançamento de uma oferta de Software como um Serviço (SaaS) reflete a nova estratégia da Lectra, reforçada pela nuvem e desenvolvida desde 2015. Esta oferta, tirando partido da análise e exploração de dados, irá traduzir-se em equipamentos ainda mais inteligentes e interligados e numa excelente integração entre equipamentos, software e serviços. Novos serviços específicos da indústria irão reforçar a oferta, permitindo à Lectra melhorar continuamente os processos do cliente. Inicialmente testada em 2017 com clientes selecionados, alguns dos quais têm estado envolvidos com a oferta desde o início da conceção, a nova oferta será comercializada a partir de 2018.

“Ao proporcionar um aumento de valor aos nossos clientes, a Lectra irá aumentar a quota de receitas dedicada à pesquisa e desenvolvimento para 10% para o período entre 2017 e 2019, representando um aumento de cerca de 50% entre 2016 e 2019. Desta forma, podemos apoiar os nossos clientes no seu percurso para a excelência operacional, indispensável para ter sucesso no contexto da quarta revolução industrial,” conclui Daniel Harari.

AXESOR, consultora especializada em gestão de risco de crédito

Com uma experiência de 20 anos em soluções avançadas para a gestão integral de risco de crédito, que evolução e possível descrever da empresa até aos dias de hoje? 

A AXESOR apresenta-se hoje como consultora especializada com soluções avançadas para a gestão de risco de crédito comercial, acumulando também o estatuto de Agência de Rating registada junto do regulador europeu ESMA (European Securities and Markets Authority). É o resultado de um caminho percorrido desde a sua génese na área de Informação de Crédito tradicional, através de um forte investimento em áreas como a análise financeira, o BPM (Business Process Management) e o Data Science que conjuga diferentes disciplinas como a estatística, Machine Learning, Data Mining, entre outros. A combinação destas competências e as parcerias efetuadas com players de referência nas TI permitiram-nos estar hoje na vanguarda dos modelos preditivos de risco, disponibilizados através de uma solução sofisticada, mas simples de utilizar e fortemente personalizada, para a gestão integral de risco de crédito de qualquer atividade B2B.

E no mercado? Quais foram as mudanças mais significativas relativamente à avaliação e gestão de risco?

Tudo o que se relaciona com o processo de avaliação e gestão de risco também sofreu natural evolução de forma individualizada. A informação em bruto está mais acessível, os processos de armazenagem e recolha tornaram-se mais eficazes, com menos limitações, menor custo. As diversas soluções que existem há já bastante tempo associadas à gestão de risco, servindo diversos objetivos e fases da concessão de crédito comercial, mantiveram-se, no entanto, relativamente inalteradas, salvo uma expectável redução nos preços. À semelhança do que aconteceu no setor financeiro com o surgimento das Fintech e alternativas de financiamento, também nesta área específica a AXESOR investiu para acrescentar valor através de uma mudança de paradigma na forma como se faz a gestão de risco de crédito e fez chegar essa possibilidade a todas as empresas e setores de atividade maioritariamente B2B. 

As palavras risco de crédito são um pouco temidas nos dias que correm, de forma a esclarecer o nosso leitor, o que podemos considerar como risco de crédito?

Julgo que é uma perceção incorreta. O risco é natural e é uma presença constante e inevitável nas nossas vidas. Trata-se apenas de dar nomes às coisas para que não se corra o risco de serem esquecidas ou minimizadas por simplificação de linguagem. Existem aspetos positivos e negativos na gestão de risco.

O Risco de Crédito é o resultado natural de uma necessidade para o bom funcionamento de uma economia de mercado na relação cliente-fornecedor. O que começou por ser uma solução para o desequilíbrio ou assimetria de informação numa transação comercial, é hoje um mecanismo essencial para se fazerem negócios. Por um lado, representa uma importante componente de financiamento para o cliente (o crédito de fornecedores) e por outro representa um custo (e um risco, por via da mora ou incumprimento do cliente) com impactos na tesouraria e conta de resultados do fornecedor.

A globalização, a rápida evolução e necessidade constante de adaptação à mudança, geram naturalmente riscos que devem ser quantificados e geridos de forma natural como parte do processo de criação de valor e crescimento sustentável de uma atividade. Uma correta gestão de risco de crédito é imprescindível para manter a saúde de toda uma cadeia de valor de um produto ou serviço. Uma gestão ineficaz pode conduzir a falhas nessa cadeia de valor, precipitando um efeito dominó com resultados nefastos para a economia.

Quais são as principais normas aplicadas à avaliação e gestão de risco de crédito em Portugal? 

Não existem propriamente normas específicas para o efeito. Existem sim, um conjunto de boas práticas e os tradicionais produtos, serviços ou ferramentas individualizadas para dar resposta a determinados objetivos ou fases específicas do ciclo order-to-cash. Todas estas soluções carecem de uma análise custo-benefício individualizada, nem todas se podem adaptar às necessidades específicas de cada negócio e dificilmente se podem integrar entre elas e com os sistemas internos de gestão das empresas, obrigado muitas vezes a custos acrescidos de administração, manutenção e originando ineficiência de processos.

Porquê que o nível de exigência da AXESOR é semelhante ao de “seguradoras de crédito e das entidades financeiras”?

Estamos a falar da possibilidade de acesso por parte da generalidade de empresas em atividades B2B, a uma solução para a gestão de risco de crédito cujos fundamentos e métricas de avaliação se baseiam no nível de exigência no acompanhamento e controlo de risco de crédito que praticam as entidades que têm a gestão de risco de crédito como parte da sua atividade core, entre as quais se encontram os bancos e as seguradoras de crédito. Ou seja, atividades cuja rentabilidade depende fundamentalmente da avaliação permanente da exposição a esse risco. Trata-se de uma comparação mais para efeitos de Princípio e relacionada com a nossa Missão, porque na realidade a especificidade da modelização de risco da AXESOR incorpora até mecanismos que ainda dificilmente encontramos em prática naquelas atividades.

Refiro-me às técnicas com a raiz na ciência computacional, como é o caso do Machine Learning, que se mostram muito eficazes na capacidade de adaptação às particularidades de cada negócio, ajustando-se e evoluindo constantemente por via da aprendizagem e deteção de padrões de comportamento.

As técnicas de Machine Learning conferem indiscutivelmente uma maior capacidade preditiva aos modelos, que vai aumentando à medida que se acumulam experiências de pagamento. 

De que forma descreveria a importância de uma boa gestão de carteiras de crédito?

O objetivo último é aumentar a criação de valor, vendendo mais de forma inteligente, incorporando na estrutura de formação de preços a componente correspondente ao risco assumido adequado à estratégia da empresa e perfil de risco do segmento de clientes. Uma eficaz gestão de risco de crédito permite o crescimento sustentável do negócio e contribui para uma economia resiliente aos diversos ciclos.

Enumerando alguns aspetos que contribuem para essa boa gestão de risco de crédito, especialmente importantes em carteiras de considerável volume de clientes:

∙ Maximização da capacidade preditiva de um modelo de risco;

∙ Total controlo na avaliação e aprovação de operações de crédito através de uma política de crédito bem definida, suportada em indicadores de risco e variáveis específicas do negócio, de fácil reformulação e implementação;

∙ Total controlo no acompanhamento da evolução da carteira, com recurso a indicadores adequados, incluindo a perda esperada;

∙ Estratégias de cobrança ajustáveis à volatilidade de risco;

∙ Minimização de custos e maximização de eficiência em todas as fases da gestão;

∙ Rastreabilidade das decisões, ações e comunicação com o cliente;

∙ Utilização da capacidade e valor humano, para aspetos subjetivos na análise e avaliação de risco e de atenção na relação com o cliente.

Ocorre-me também recordar uma frase do Mark Zuckerberg: “O maior risco é não correr riscos… num mundo que muda rapidamente a única forma garantida de falhar é não correr riscos”.

Os SIG na palma da mão de todos nós

Este ano, o GISDAY comemora-se a 15 de novembro, um evento inserido na Geography Awareness Week, que a National Geographic Society (EUA) promove desde 1987 com o objetivo de divulgar os Sistemas de Informação Geográfica. Depois de 30 anos, o que continua a ser importante revelar às pessoas e que elas ainda não sabem? 

Nestes 30 anos, a GISMÉDIA participou em 20, com uma atividade muito diversificada nos mercados a que se dirigiu ao nível nacional com algumas participações em conferências e projetos internacionais.

Que evolução tem ocorrido nesta matéria? 

Durante estes anos de atividade pudemos acompanhar a evolução da utilização dos SIG em três fases. Nos primeiros anos preferencialmente por Instituições de Ensino, Organismos Públicos, quase sempre ligados à área das utilities. Esta fase caraterizou-se pelo uso de software proprietário de vários fornecedores e destinado, fundamentalmente, ao conhecimento das áreas de intervenção do negócio, fosse ele uma rede de transportes ou um Plano Diretor Municipal.

Paulatinamente, com a maior oferta de cartografia fiável/certificada e técnicos especializados, as grandes empresas e instituições públicas passaram a integrar informação do negócio e beneficiar da capacidade de análise espacial que o software passou a proporcionar. Do ponto de vista do software é a fase do open source e da standardização designadamente a norma INSPIRE no âmbito europeu. Acompanhada de métodos de outras disciplinas, por exemplo a estatística, a análise relacional dos fenómenos permitiu a sua representação em plataformas que, entretanto, se democratizaram. A tomada de decisão conta agora com a ajuda dos SIG. O marketing e os estudos de mercado foram as novas áreas onde mais se evidenciou o uso das ferramentas SIG.

A terceira fase é a era dos SIG na internet. A partilha das plataformas de desenvolvimento e de representação, o aproveitamento das capacidades dos dispositivos móveis levaram os SIG à palma da mão de todos nós.

De forma a elucidar os nossos leitores, o sistema de informação geográfica é um sistema que pode ser utilizado em que contextos? 

Na GISMÉDIA entendemos que os SIG são mais um recurso para o desenvolvimento de qualquer atividade, seja ela a gestão do território, a gestão de uma rede de comunicações ou de transportes, ou a prevenção de catástrofes naturais como a que vivemos em Portugal com os recentes incêndios ou uma campanha publicitária.

Por outro lado, os SIG deve ser outro sistema transversal em qualquer organização, tal qual um sistema operativo. Por isso, o contexto é universal em termos dos setores de atividade e geral dentro das organizações.

A internet disseminou a utilização da tecnologia SIG para todos os tipos de utilizadores, como por exemplo, através do Google Earth. Que outros exemplos podem ser considerados?

Ao nível nacional podemos considerar exemplos como o SNIG da DGT, o SIIA da ANACOM. No âmbito internacional apontamos exemplos mais populares como Uber e a AirBnB nos quais a componente geográfica é essencial para localização e ajuda à contextualização de preferências e, consequentemente, de escolhas criteriosas.

Uma seleção de um software SIG, hoje, deve ter em consideração que funcionalidades? 

O universo 4.0 em que vivemos requer capacidade de interoperabilidade com vários sistemas e de constituir repositório inteligente gerador de informação utilizável por agentes inteligentes autónomos, como a robótica, a internet das coisas (Iot), fonte de matéria-prima para Big Data e estímulo aos profissionais de Data Science. 

Por que devem as entidades optar pela GISMÉDIA? 

A GISMÉDIA oferece a confiança de 20 anos a desenvolver e a implementar SIG em vários sectores de atividade (transportes, saúde, ambiente, gestão do território, comunicações) em clientes de referência. Ao mesmo tempo, o uso de tecnologias e dados abertos gera soluções economicamente menos onerosas.

A facilidade de constituição de equipas tecnicamente atualizadas e altamente especializadas na consultoria e desenvolvimento de soluções multimédia de SIG em estreita colaboração com as equipas dos clientes.

Esta experiência permite-nos propor soluções inovadoras que resolvem problemas reais, assentes em casos de sucesso, é uma das garantias que aportamos aos projetos de quem nos consulta.

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