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Elisabete Teixeira

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Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Qualidade como estratégia de competitividade

O resultado de Portugal reflete a melhoria da avaliação da economia nacional nas quatro dimensões avaliadas: performance económica, eficiência governamental, eficiência nos negócios e infraestruturas.

O ranking do IMD destaca a competitividade dos custos, a mão-de-obra qualificada, a qualidade das infraestruturas, a mentalidade aberta e atitude positiva, assim como o elevado nível de educação.

Por conseguinte, debruçamo-nos sobre qual o verdadeiro impacto de um sistema de gestão da qualidade na competitividade das organizações e, consequentemente, do mercado?

Anteriormente, quando falávamos em qualidade e de forma algo elementar, estávamos a caracterizar atributos de um produto, de um serviço ou de algo passível de qualificar. Nos dias de hoje o conceito de qualidade é muito mais abrangente, pode estar relacionado com a estratégia de uma organização, com os objetivos definidos, com os resultados alcançados, com o nível de competência, bem como, com a sustentabilidade organizacional. Se, em tempos passados, era visto como um atributo desejável, nos tempos atuais é uma condição fundamental.

O principal fator para esta mudança de paradigma foi, essencialmente, o maior grau de exigência por parte dos consumidores. A qualidade passou a ser o fator estratégico de competitividade e sustentabilidade das organizações, presente não só nos produtos e/ou serviços, mas também nas infraestruturas, nos processos, na relação com o cliente, na capacidade de inovar, na procura de novas soluções tecnológicas, no conhecimento organizacional, entre outros, e nos resultados.

A qualidade sustenta três pilares que compõem uma estrutura organizacional: estrutura de recursos humanos (quem é quem, quem faz o quê?), a estrutura dos processos (quais são os processos chave? Como se relacionam entre si? Quais os seus indicadores de desempenho?) e a estrutura de produto/serviço (recursos necessários para fabricação do produto e/ou entrega do serviço).

O referencial ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, possui um conjunto de requisitos que, devidamente implementados, contribuem significativamente para o sucesso de uma organização, como a necessidade de compreender a mesma e o contexto em que se enquadra, compreender as necessidades e as expectativas das partes interessadas, o pensamento baseado no risco, a necessidade de um forte envolvimento da gestão de topo e a definição das competências necessárias para todos os colaboradores que afetam o desempenho e eficácia do sistema de gestão.

De acordo com o ISO SURVEY de 2017, dados a 31 de dezembro de 2017, foram emitidos 1.058.504 certificados ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade, em todo o mundo. O que procuram estas organizações com a implementação e posterior certificação de um sistema de gestão da qualidade? Que benefícios esta ferramenta de gestão proporciona às organizações? Estes superam o esforço financeiro da organização em implementar e manter o sistema de gestão?

Estas são alguma das questões que nos são colocadas diariamente. A decisão de implementar um sistema de gestão da qualidade pode ter origem em motivações internas e/ou externas.

A  necessidade de definir de uma forma clara, as funções e responsabilidades dos colaboradores, os critérios de recrutamento adequados aos perfis de competência desejados, os processos chave e de suporte à atividade, os indicadores e objetivos de desempenho, os métodos de monitorização e medição do desempenho dos processos, o método de avaliação da satisfação dos clientes e as metodologias para melhorar continuamente os resultados da organização, são os principais fatores motivacionais (internos) para uma organização decidir pela implementação de um sistema de gestão da qualidade.

Por outro lado, e como principais fatores motivacionais externos, surgem a exigência por parte dos clientes, a pressão da concorrência, o acesso a novos mercados e a melhoria de imagem da organização no mercado.

Concluindo, a norma ISO 9001 é uma ferramenta de gestão por excelência, assim o comprova o número de certificados emitidos em todo o mundo, que as organizações devem integrar no seu modelo estratégico de negócio, permitindo assim uma eficaz monitorização e medição dos resultados provenientes da sua implementação. Olhar a qualidade como estratégia para a competitividade não é apenas mais um fator de diferenciação, é uma premissa essencial.

André Ramos, Diretor de Marketingna APCER e Auditor Coordenador ISO 9001

Lisboa: concertos gratuitos e mais de 500 músicos do jazz reunidos

Entre músicos, promotores, agentes, programadores, responsáveis dos principais festivais de jazz e editoras, os participantes serão mais de 500 – “um recorde de inscrições” – naquela que é, de acordo com a organização, a “edição mais concorrida de sempre”.

Os profissionais irão reunir-se entre quinta-feira e sábado, no Centro Cultural de Belém (CCB), “para trocar conhecimento e experiência numa ‘summit’ [cimeira] sem precedentes”.

Em janeiro, quando anunciou a realização do evento, o programador e saxofonista Carlos Martins explicava à Lusa que este encontro em Lisboa poderia ajudar à internacionalização do jazz português.

“No caso do jazz português, é preciso romper o muro geográfico e promovê-lo fora de Portugal, porque o país não tem dimensão para a qualidade extraordinária do jazz português. É preciso que se expanda e tenha uma estratégica organizada”, disse.

A programação da conferência, a decorrer de manhã à noite, inclui palestras da cantora portuguesa Maria João, que falará sobre o percurso no jazz, e do francês François Pachet, diretor da área de pesquisa da plataforma de música Spotify, e vários ‘showcases’ de música portuguesa: Impermanence, Bode Wilson Trio, Axes, Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble, Quarteto Beatriz Nunes e TGB.

Aproveitando a celebração do Ano Europeu do Património Cultural, os participantes serão convidados a visitar um espaço cultural ou museu da zona de Belém. A visita será feita por um narrador ou um músico de jazz, que atuará no local.

Ainda durante a conferência, a associação Europe Jazz Network fará uma assembleia geral, terá grupos de discussão sobre temas como educação pelo jazz, inclusão social e igualdade de género. Serão ainda atribuídos prémios entre os membros associados – festivais, promotoras, produtoras – e apresentado um livro sobre a história do jazz europeu.

Além disso, haverá vários concertos abertos ao público, “que visam mostrar o melhor jazz que se faz atualmente na Europa”.

O Grande Auditório do CCB será palco, na quinta-feira, de um espetáculo da Orquestra de Jazz de Matosinhos, com a participação especial de Maria João, do pianista João Paulo Esteves da Silva, do acordeonista João Barradas e do saxofonista João Mortágua.

Na sexta-feira, juntam-se em palco o trio norueguês Espen Eriksen e o saxofonista britânico Andy Sheppard e, no sábado, atua o projeto New Conception of Jazz, do pianista e compositor norueguês Bugge Wesseltoft.

A conferência é organizada pela Europe Jazz Network, em parceria com a associação Sons da Lusofonia e com o CCB.

No ano passado, a Conferência Europeia de Jazz aconteceu em Liubliana, na Eslovénia.

LUSA

Já abriu o novo Hospital da Luz Vila Real

HOSPITAL DA LUZ VILA REAL

Comunicado: HOSPITAL DA LUZ VILA REAL

O Hospital abriu com atendimento médico de segunda a sábado – das 8h às 20h, nos dias de semana, e das 8h às 13h, ao sábado –, consultas e exames de diversas especialidades (incluindo medicina dentária), análises clínicas e meios de diagnóstico com equipamentos e tecnologia de última geração.

Em breve o hospital terá também serviço de internamento, atendimento urgente 24 horas por dia e 365 dias no ano, maternidade e cirurgia, além de um centro de imagiologia completo, que permitirá realizar todos os exames complementares de diagnóstico.

Com mais espaço, incluindo parque de estacionamento gratuito para clientes, e com a qualidade arquitetónica que caracteriza a rede Hospital da Luz, as instalações deste novo hospital do Grupo Luz Saúde permitem ampliar a oferta de cuidados e aumentar a sua diferenciação, mantendo sempre o foco na medicina de excelência e na inovação, centradas no doente.

A equipa do Hospital da Luz Vila Real (com uma parte dos seus profissionais na foto em cima) dá-lhe as boas-vindas.

Hospital da Luz Vila Real

 

 

Presidente da Tanzânia quer que mulheres abandonem métodos contracetivos

© Reuters

“Vocês têm gado, vocês são grandes agricultores, vocês podem alimentar os vossos filhos. Por que precisam de controlo de natalidade?”, declarou John Magufuli num discurso, avançou o jornal The Citizen no seu sítio da internet.

“Viajei até à Europa e outros países e vi os efeitos prejudiciais do controlo de natalidade, certos países enfrentam um declínio demográfico, eles estão com falta de mão de obra”, acrescentou, concluindo que “é importante reproduzir! As mulheres podem agora abandonar os meios de contraceção”.

A Organização das Nações Unidas (ONU), prevê que a população africana duplicará até 2050, chegando aos 2,5 mil milhões de pessoas, levantando alertas para uma “explosão demográfica” caso a economia e a criação de empregos não acompanhem este crescimento.

A Tanzânia tem cerca de 60 milhões de habitantes.

LUSA

Câmara vai realojar moradores do Aleixo no prazo máximo de seis meses

Em conferência de imprensa, nos paços do concelho, o autarca explicou que decidiu realojar “o mais rapidamente possível” todas as famílias que ocupam 89 frações porque uma “vida digna não é possível naquelas condições”.

A solução passa por realojá-las em “habitação municipal que vai vagando” e “alguma da pouca habitação que foi entregue pelo fundo imobiliário”, referiu.

“E com esta decisão resolvemos, pelo menos, a questão da dignidade e das condições de habitabilidade dos que ali vivem”, disse o independente.

Rui Moreira avançou ainda que, provavelmente, o prazo de realojamento de alguns moradores será inferior a meio ano.

Já quanto ao Fundo do Aleixo, constituído pelo anterior presidente da câmara,o social-democrata Rui Rio, Rui Moreira afirmou estar a ser estudada uma solução definitiva.

“Acredito que será possível encontrar uma solução rápida que, a seu tempo, anunciaremos”, revelou.

O autarca vincou que será “seguramente” encontrada uma solução que acautele os interesses municipais e que “trate com justiça” os parceiros do Fundo do Aleixo.

“O Fundo do Aleixo e o Bairro do Aleixo eram seguramente um dos problemas de resolução mais complexa que encontrámos à nossa chegada há cinco anos”, ressalvou.

O processo do anterior executivo passava pela constituição de um fundo onde a câmara era parceira de privados e que visava desalojar os moradores municipais, transferi-los para habitação construída pelo fundo noutras zonas da cidade, demolir as torres e desenvolver um projeto urbanístico 100% privado, de luxo, para venda, lembrou.

Fruto de vários fatores, o independente recordou que à sua chegada o Fundo do Aleixo estava sem capital, à beira de ser compulsivamente extinto, não tinha conseguido construir as contrapartidas e boa parte dos inquilinos municipais estava realojada em habitação municipal, atrasando as listas de espera.

A par disso, referiu, as habitações estavam degradadas, a vivência nas torres que restavam era complicada e o local era conhecido como sendo de tráfico de droga.

Moreira salientou que tentou “salvar a herança”, tendo sido encontrado um novo investidor — Mota Engil — que ajudou a recapitalizar o fundo.

Reafirmando que a situação que encontrou era “muito difícil”, o autarca afirmou que tem vindo a falar com os dois principais parceiros do fundo, no sentido de encontrar uma solução que assegure o interesse público e não prejudique quem esteve do lado das soluções.

Moreira considerou que mitigada a questão social será mais fácil reavaliar o que fazer naqueles terrenos e renegociar o que for possível.

Escusando-se a comentar as decisões do seu antecessor, o presidente da câmara assumiu que prefere projetos como o do Bairro Rainha Leonor, modelo onde foi possível conciliar habitação social e privada e onde não foi necessário realojar nenhum morador.

O Bairro do Aleixo era constituído por cinco torres, das quais restam apenas duas, depois de a torre 5 ter sido demolida em 2011 e a torre 4 em 2013, no último mandato de Rui Rio.

LUSA

Federação Académica: quartos a 300 euros são “incomportáveis”

Estamos a falar de preços na cidade do Porto que rondam os 250 a 300 euros por mês, portanto é metade do salário mínimo nacional e são valores absolutamente incomportáveis para a típica família portuguesa”, observou o presidente da FAP, João Pedro Videira, lamentando que a “maior fatia do orçamento” dum estudante universitário no Porto seja gasto no alojamento

O custo total mensal de um universitário no Porto, explicou, ronda entre os 700 e os 900 euros mensais, atendendo a todos os gastos para a frequência do ensino superior, designadamente propinas, alojamento, alimentação, material escolar e livros.

O presidente da FAP avisou ainda que o Estado continua sem dar uma resposta e os estudantes estão a chegar a uma “situação limite”.

“O Estado, como a própria autarquia neste momento também, tem de começar a dar alguma resposta sobre esta matéria, porque estamos a achegar a uma situação limite, aliás já chegámos a uma situação limite em que se verificam cada vez mais estes valores”.

Muitas vezes os valores das rendas nem sequer têm um contrato de arrendamento e muitas vezes sem despesas incluídas, acrescenta, falando em cerca de “50 euros” a mais para despesas mensais.

“Hoje em dia frequentar o ensino superior no Porto, para quem é estudante deslocado, pode rondar entre os 700 euros e os 900 euros, a mil euros por mês, dependendo do nível de vida”, conclui.

Segundo o presidente da FAP, a realidade na Universidade do Porto é que existem 23 mil estudantes deslocados.

“Temos 1.300 camas de oferta pública no total, mas desse total 100 camas estão inoperacionais e o resto do mercado tem de ser em privados”, com valores “exorbitantes e incomportáveis” para a maioria das famílias portuguesas.

LUSA

Ordens dos Médicos e dos Psicólogos contra profissão de psicoterapeuta

Num parecer conjunto, as duas ordens, que representam a larga maioria dos psicoterapeutas em atividade, afirma que a sua posição tem por base “a evidência científica e a salvaguarda e proteção da saúde pública e dos interesses dos cidadãos que procuram os serviços de psicoterapia”.

“A prática psicoterapêutica abusiva, inadequada e sem a devida formação e regulação, acarreta riscos para a saúde mental dos utentes. Estes riscos não são acautelados pela facilitação económica e mercantilização do acesso através da criação da profissão” ou atividade económica de Psicoterapeuta, salientam no documento.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário dos médicos, Miguel Guimarães, afirmou que “não é preciso, nem é necessário, nem sequer é útil ter a profissão de psicoterapeuta”, uma “profissão independente” à margem da Ordem dos Médicos (OM) e do Colégio de Psiquiatria e da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

Para o bastonário da OM, “a intenção de criar uma nova profissão nesta área não é de facto uma situação que garanta a qualidade e a segurança, porque para ser psicoterapeuta é preciso ter uma formação de base” na área da psicologia ou da psiquiatria.

Para Miguel Guimarães, esta formação de base é “importante para garantir a qualidade da psicoterapia e a segurança dos doentes”.

Esta posição é partilhada pelo bastonário da OPP, Francisco Miranda Rodrigues, afirmando que “não há necessidade de regulação” da atividade, porque esta já está regulada. “O que há é a necessidade de, quanto muito, fazer cumprir em termos de fiscalização, inclusivamente com a regulação”.

Por isso, frisou o bastonário dos psicólogos, a OPP opõe-se “frontalmente a esta possibilidade” que “seria um retrocesso relativamente a tudo o que tem sido feito em prol da saúde em Portugal”.

Segundo Francisco Miranda Rodrigues, o que se pretende é que os profissionais que estão a exercer estas práticas estejam “devidamente qualificados” e que deem provas disso, o que já fazem porque “a atividade de psicoterapia já decorre no seio de profissões reguladas e o Governo deve preocupar-se” para que seja assim.

Por outro lado, também é importante que as pessoas verifiquem “muito bem” quando procuram um psicoterapeuta se este tem formação de base na profissão de saúde e se está inscrito numa das ordens de saúde tem a atividade regulada.

“Se não for assim, os riscos a que estão a submeter-se são elevados e devem dar nota disso às autoridades, disse o bastonário dos psicólogos, contando que já chegaram situações dessas à OPP, que as enviou para o Ministério Publico para que possa atuar em conformidade.

No parecer, as duas ordens sublinham que “a psicoterapia corresponde a um conjunto de técnicas e procedimentos e que, nesse sentido, não pode ser entendida como uma profissão, mas sim como um método de intervenção utilizado por diferentes profissões/profissionais”.

“Cumpre então recentralizar a profissão de psicoterapeuta na atividade clínica (de médicos e psicólogos, com eventual extensão a profissionais que com eles colaboram), com o controlo normativo, ético e científico das respetivas Ordens profissionais”, defendem.

Os psicólogos são a única classe profissional com uma especialidade específica na área da Psicoterapia, com cerca de 1.300 especialistas.

LUSA

Bruxelas quer que navios passem a pagar uma taxa para tirar lixo do mar

Em entrevista ao jornal Público, Karmenu Vella disse que “será exigido a todos os navios que paguem uma taxa (de resíduos) indireta, que deverá ser paga independentemente da entrega, ou seja, dissociada dos volumes de lixo entregues”.

“Tal deverá incentivar os navios a entregar o seu lixo na costa e remover qualquer incentivo para que deitem o lixo ao mar. Para resíduos oleosos e efluentes a taxa indireta deverá ser pelo menos 30% dos custos totais das Instalações de Receção Portuária (o resto deverão ser taxas diretas), e para outros tipos de resíduos a taxa indireta deverá ser 100% dos custos”, explicou.

De acordo com o comissário europeu, “esta indireta de 100%, que também deverá ser aplicada a material de pesca e lixo pescado passivamente, dá aos navios um ‘direito de entrega’, isto é, as taxas diretas adicionais não se basearão nos volumes entregues”.

Questionado sobre se o esforço de limpar os oceanos e as praias será repartido, uma vez que muitos dos detritos que chegam às praias portuguesas vem de outros países, Karmenu Vella referiu a proposta europeia [apresentada em maio] “mudará essa realidade e garantirá que as empresas que produzem os artigos em plástico que mais acabam como lixo marinho participariam nesse esforço”.

“Dia 15 de setembro é o dia da limpeza mundial e tenho a certeza que terá muita participação em Portugal. Mas as limpezas não são suficientes para resolver o problema. Temos de atacar o problema desde a raiz e é isso que estamos a fazer com a estratégia para os plásticos e a iniciativa sobre plásticos de uso único [descartáveis]. Quando diminuirmos o uso insustentável de plástico, reduziremos a quantidade de plástico que acaba no oceano e começaremos a reverter a situação”, salientou.

Na entrevista, o comissário europeu destacou também que em 2030 todos os Estados-membros deverão reciclar 55% das suas embalagens de plástico e, nessa data, todas deverão ser facilmente recicláveis.

“Em relação ao conteúdo reciclado nos produtos, temos realmente uma estratégia voluntária no que diz respeito às empresas, encorajámo-las a que fizessem compromissos ambiciosos até ao fim de setembro”, disse.

O comissário disse também que as autoridades portuguesas vão utilizar o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas para apoiar seis projetos para a recolha do lixo do mar por pescadores e também para a remoção de material de pesca perdido e lixo marinho entre 2014-2020.

“Será importante partilhar informações sobre a experiência de implementar estes projetos com outros países que estejam a fazer operações semelhantes de forma a desenvolver melhores práticas”, realçou.

Karmenu Vella lembrou que a Comissão Europeia propôs que o material de pesca “fique sujeito à responsabilidade alargada do produtor, o que significa que os produtores de material de pesca serão responsáveis por criar sistemas de recolha do material danificado e em fim de vida e transportá-lo para instalações para o tratamento apropriado”.

“O governo português deve começar a pesquisar como tal pode ser feito”, disse.

A Comissão Europeia apresentou em maio, em Bruxelas, medidas para reduzir a poluição nos mares e oceanos e que incluem a proibição do uso de plástico em produtos como cotonetes, talheres, palhinhas e paus de balões, entre outros.

Estes produtos representam 70% dos resíduos marítimos na União Europeia (UE).

LUSA

Feira do Livro do Porto homenageia José Mário Branco

feira, que vai também assinalar os 50 anos do Maio de 68, em particular com a presença de um dos rostos daquele momento histórico, Daniel Cohn-Bendit, abre-se ao público hoje às 12:00 e, horas mais tarde, vai receber a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

No sábado, às 18:00, dá-se o primeiro debate, sob o tema “No princípio era a canção”, em que Anabela Mota Ribeiro vai conversar com o músico, compositor e produtor portuense José Mário Branco, que vai passar a ter uma tília de homenagem no Palácio de Cristal, à semelhança de Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio e Sophia de Mello Breyner.

Até dia 23, passam pelo auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett Mia Couto, Afonso Cruz, Cohn-Bendit, Filipa Martins, João Pinto Coelho, Kalaf Epalanga, Telma Tvon, Leila Slimani, José Riço Direitinho, Valério Romão, Mário de Carvalho e Ana Margarida de Carvalho.

Um dos destaques da edição deste ano, para além de Cohn-Bendit, que vai falar sobre “as revoluções imprescindíveis” com o historiador Rui Tavares, é a presença da escritora Leila Slimani, vencedora do prémio Goncourt em 2016 com “Canção Doce”, editado em Portugal pela Alfaguara.

Como escreve o programador José Eduardo Agualusa no caderno da feira do livro deste ano, “Canção Doce” “poderia ser o tema genérico da presente edição da Feira do Livro do Porto, durante a qual [serão debatidas] as ligações entre a literatura e a música”.

Nas sessões de ‘spoken-word’ vão participar nomes como Capicua, André Tentúgal, Nuno Artur Silva, Selma Uamusse e Miguel Januário, entre muitos outros.

A Galeria Municipal vai receber uma exposição com curadoria de Paulo Vinhas sobre “Cinco décadas de inquietação musical no Porto”, enquanto o mezzanine da mesma galeria vai acolher “Porto sentido de fora: Livros e guias de viagem de Portugal entre a monarquia constitucional e o Estado Novo (1820-1974)”, e o ‘foyer’ do auditório vai contar com uma exposição de cartazes do Maio de 68.

No âmbito do “curso breve de literatura”, como lhe chamou a também programadora Anabela Mota Ribeiro, António Mega Ferreira vai falar sobre Dante, Perfecto Cuadrado sobre Cervantes, Pedro Eiras sobre Pessoa, Ana Paula Coutinho vai abordar Flaubert, enquanto Ana Margarida de Carvalho vai refletir sobre os escritores russos e Luísa Costa Gomes sobre Shakespeare.

Nesta edição, a Feira do Livro do Porto mantém a mesma dimensão e tipologia de oferta do ano anterior, com 134 participantes, distribuídos por 130 ‘stands’.

“Cremos ser esta a dimensão correta para este espaço, aumentá-la poderia desvirtuar a relação dos visitantes com o parque e a paisagem, que pretendemos que seja um elemento diferenciador na experiência de visita a este projeto de cidade”, afirmou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, no final de agosto.

De acordo com o autarca, o “orçamento total é de 200 mil euros, idêntico à [ao da] edição anterior, que se divide de forma paritária entre as despesas de logística e de programação”.

“Quanto aos 100 mil euros de logística, eles são integralmente cobertos pelos alugueres que iremos cobrar”, acrescentou.

LUSA

 

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