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Elisabete Teixeira

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Mercadona: Novo Modelo de Loja Eficiente contribui para otimizar o ato de compra dos clientes

Para impulsionar a estratégia apresentada e implementada em 2017 de fazer todo o investimento necessário para transformar a empresa, a companhia levou a cabo diferentes ações ao longo do ano. Na inovação em lojas destaca-se a implementação do Novo Modelo de Loja Eficiente – que contribui para otimizar o ato de compra dos clientes – em 157 supermercados e o esforço realizado para serem mais lojistas e especialistas através do Projeto Frescos Global – introdução de melhorias nas secções de frescos -, já implementado em quase 200 lojas.

Paralelamente, em 2017, a Mercadona continuou a promover o seu modelo de Gama Eficaz para ser cada vez mais Totaler, construída com “O Chefe” e para “O Chefe”. Para isso, e graças ao trabalho realizado nos seus 16 Centros de Coinovação (um deles em Matosinhos, Portugal, para o desenvolvimento e adaptação da gama de produtos ao “Chefe” português) bem como aos esforços dos interfornecedores e fornecedores especialistas, continuou a adaptar a gama através da inovação e da melhoria constante, o que lhe permitiu introduzir mais de 300 novos produtos e melhorias nas suas prateleiras.

O presidente da Mercadona, Juan Roig, afirmou que 2017 foi um ponto de viragem para todos aqueles que formam a Mercadona. “Estamos a trabalhar a longo prazo e comprometidos com a consolidação de um projeto de transformação disruptiva no qual o esforço das pessoas é central. Alcançar isso requer convicção e o grande mérito está no esforço das 84.000 pessoas da Mercadona e dos fornecedores especialistas para garantir todos os dias a satisfação do “Chefe”, nossos clientes. Eles são a razão destes excelentes resultados”.

 

Internacionalização
O projeto da Mercadona em Portugal continuou a avançar e tem sido outro dos notáveis capítulos de investimentos. Além da abertura do Centro de Coinovação de Matosinhos, anunciou-se a construção do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim (Porto), que abrirá em conjunto com os quatro supermercados que a Mercadona planeia abrir no Grande Porto em 2019, alguns dos quais já começaram as suas obras.

No que diz respeito à criação de emprego, destaca-se o recrutamento de mais de 120 diretivos (quadros de direção média) e o início da seleção de equipas para as quatro primeiras lojas.

Outro dado relevante da empresa em Portugal foi a inauguração do Estádio Manuel Marques Gomes, em Canidelo, no município de Vila Nova de Gaia. Esta obra, incluída na política de responsabilidade social da empresa, resulta da colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, da Junta de Freguesia de Canidelo, do Sport Clube de Canidelo e da Mercadona.

Também é de destacar o aumento no volume de compras a fornecedores portugueses, que, em 2017, atingiu os 63 M€, mais 11 M€ do que no ano anterior.

Comprometidos com o investimento necessário para transformar a Mercadona
Para alcançar esta transformação estratégica de forma sustentável, a empresa, através dos seus recursos próprios, investiu 1.008 milhões de euros, 47% mais do que em 2016. Esse esforço de investimento permitiu abrir 29 novos supermercados, fazendo a cadeia crescer para um total de 1.627, e remodelar outros 126, todos com o Novo Modelo de Loja Eficiente.

Além disso, o investimento também se destinou a impulsionar todas as seções de frescos e à abertura de dois novos Centros de Coinovação, em Paterna (Valência) e na cidade portuguesa de Matosinhos (Porto). A tudo isto de juntam os projetos realizados para automatizar os Blocos Logísticos e eliminar esforços excessivos dos trabalhadores.

Em relação aos avanços na sua transformação digital, a Mercadona assinou um acordo de cinco anos com o líder do mercado em software de aplicações empresariais, SAP, com o objetivo disruptivo de transformar e melhorar os processos da empresa.

Nestes avanços tecnológicos também está o desenvolvimento do projeto Mercadona online, cuja fase de testes em alguns distritos da cidade de Valência está programada para o segundo semestre de 2018 e envolve tanto a construção de um novo website e uma aplicação móvel, como a de um armazém próprio (armazém-satélite) para a distribuição na cidade de Valência, com veículos específicos de três temperaturas especialmente pensados para a Mercadona. É um projeto para “experimentar e aprender”, e estamos convencidos do potencial que tem para satisfazer muito bem “O Chefe” online e o Capital (torná-lo rentável).

Um compromisso firme com o emprego estável e de qualidade: 5.000 novos postos de trabalho
Dentro do seu compromisso com o emprego estável e de qualidade, a Mercadona criou 5.000 novos empregos em 2017, o que implicou fechar o ano com um quadro de 84.000 pessoas (64% mulheres). Às novas incorporações, numa média de 15 por dia, foi garantido um emprego estável de qualidade e as mesmas condições de todas as outras pessoas que trabalham na Mercadona quanto às políticas de conciliação entre a vida pessoal e profissional, assim como as mesmas oportunidades de formação e promoção. Atualmente, 47% dos cargos diretivos são ocupados por mulheres.

Nesse sentido, o esforço que a empresa faz ano após ano em formação aumentou, em 2017, para os 65 milhões de euros e beneficiou 40.560 funcionários.

Partilhar o lucro: um modelo de Responsabilidade Social
A Mercadona reafirmou, uma vez mais, o seu princípio de que “o sucesso partilhado sabe melhor”. Do seu lucro total, 35% foi repartido pelos quadros, num total de 313 milhões de euros em prémios por objetivos; 25% dos lucros, 205 milhões, destinaram-se à sociedade na forma de impostos; 25%, mais de 202 milhões, foram reinvestidos na empresa enquanto recursos próprios, e os restantes 15% foram distribuídos entre os acionistas como dividendos.

Como resultado desse compromisso com o crescimento partilhado, a contribuição global da Mercadona para a criação de riqueza em Espanha representa 3% do emprego total do país, (545 mil empregos), 1,7% do PIB (19.500 milhões de euros).

Novo investimento recorde de mais de 1.500 milhões em 2018
Em 2018, a Mercadona voltará a fazer um investimento histórico de mais de 1.500 milhões de euros, visando a abertura de 27 supermercados, entre os quais se contam as futuras aberturas em Ceuta, Melilha e em La Palma, e a remodelação de mais de 200 lojas com o Novo Modelo de Loja Eficiente. Assim como continuar com a implementação do Projeto Frescos Global, que deverá ser implementado noutras 200 lojas durante este ano.

Paralelamente, a empresa continuará a construção dos blocos logísticos de Vitória (Álava) e de Abrera (Barcelona), o novo armazém online em Valência e o Centro de Processamento de Dados de Villadangos del Páramos (Leão), bem como o início de obras em o Bloco Logístico de Parc Sagunt, na cidade valenciana de Sagunto. A tudo isto se acrescenta o avanço do projeto Mercadona em Portugal, com a construção do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim (Porto) e as obras dos quatro supermercados que abrirão no Grande Porto, em 2019, bem como o desenvolvimento do projeto de transformação digital com a SAP e o início do projeto online.

Este investimento sustentável será feito com os recursos próprios da empresa e é motivado pela decisão já tomada pelos acionistas no ano passado de basear as decisões da Mercadona a longo prazo, porque, segundo Juan Roig, “se se põe o foco no lucro a curto prazo é difícil tomar decisões e, agora, o nosso firme compromisso é investir para transformar a empresa.

De facto, está previsto e aprovado um investimento de mais de 8.500 milhões de euros entre 2018 e 2023, com recursos próprios. E para continuar a construir um modelo de empresa diferente e responsável socialmente, do qual as pessoas se sintam orgulhosas e queiram que exista.

Esse é o caminho pelo qual todos nós que formamos o Projeto Mercadona decidimos avançar, um caminho que, à luz dos resultados obtidos em 2017, está bem traçado”.

A capacidade de envolver os colaboradores como uma vantagem competitiva

A Cerealto é uma empresa global de alimentos que fabrica produtos com a marca de seus clientes, desde o retalho a empresas alimentares de referência. Como define a estratégia e os fatores que contribuíram para a diferenciação da empresa no mercado?

Alcançamos a diferenciação devido à nossa experiência na fabricação de mais de 10 categorias de produtos à base de cereais, bem como à nossa eficiência e inovação contínua. Para além disso, somos apoiados pelos mais rigorosos sistemas internacionais de controlo de qualidade e segurança alimentar, e temos equipas com um forte conhecimento das tendências mundiais no setor alimentar.

Estes fatores permite-nos construir relações duradouras e de confiança com os nossos clientes, oferecendo-lhes flexibilidade e diferenciação, através da nossa capacidade de inovar e de nos adaptarmos às suas necessidades, com produtos de valor agregado. O nosso principal objetivo é promover relações win-win com todos os nossos clientes, o que significa oferecer produtos da mais alta qualidade ao melhor preço possível.

Atualmente, temos clientes em mais de 40 países, de nossas oito fábricas localizadas na Espanha, Portugal, Itália, Reino Unido e México.

Esforçamo-nos constantemente para criar uma relação de confiança com os nossos clientes.

Que balanço é possível fazer do desempenho da empresa em 2017? E o que é esperado para este ano?

2017 foi um ano positivo para a Cerealto e um ano de crescimento substancial, com algumas das iniciativas do ano passado a começaram a dar frutos. Como resultado disso, encerramos o ano com vendas líquidas de 160 milhões de euros, um aumento de 72% em relação ao alcançado no final de 2016, e com a produção a atingir as 111 mil toneladas, um aumento de 50% em relação ao ano anterior.

Os investimentos brutos superaram os 45 milhões de euros, o que nos permitiu ampliar a nossa capacidade de produção e proceder a melhorias tecnológicas, baseadas na eficiência.

Entre os principais marcos do ano passado, destaca-se a incorporação das fábricas de Antequera e Briviesca (Espanha), pois facilitaram a nossa entrada no mercado espanhol com a nossa própria produção de doces e pão fatiado. Na Itália, após quatro anos de atividade operacional, concluímos a aquisição da fábrica da Pastificio Mediterranea, onde produzimos a nossa gama de massas “Made in Italy” de alta qualidade. Por outro lado, estamos orgulhosos de ter concluído a construção da fábrica de Worksop (no Reino Unido), começando com a produção de biscoitos, barras de cereais e produtos sem glúten.

Como resultado de tudo isso, a nossa força de trabalho cresceu para um total de 1.800, com a incorporação de mais de 900 novos colegas, que incluem os colegas nas novas fábricas e os 365 novos postos criados em 2017.

Finalmente, no ano passado, reforçamos a nossa aposta na inovação. Dobrámos o nosso investimento em I&D, atingindo um valor de 7,5 milhões de euros, o que nos permitiu lançar 175 novos produtos no mercado que cobrem a demanda do consumidor por um estilo de vida saudável, bem como atender às necessidades nutricionais específicas de uma variedade de grupos.

2018 está à frente como um ano cheio de novos desafios, incluindo a consolidação de nossa presença na arena internacional, cumprindo os compromissos previamente adquiridos com os clientes e, claro, continuando a integrar as nossas equipas multiculturais, bem como padronizar a nossas forma de trabalhar.

Este ano vamos criar cerca de 200 novos postos de trabalho, a maioria deles em Sintra (Portugal). Assim, estimamos atingir uma força de trabalho de 2.000 colegas até o final de 2018.

Estou convencida de que, se continuarmos a trabalhar juntos e com a mesma paixão e determinação, sairemos mais fortes do que nunca.

 

 

Rut Aranda é CEO da Cerealto desde 2016, uma empresa com operações em mais de 40 países e com centros de produção próprios em Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, México e Estados Unidos, com um total de 1.800 funcionários. Quais são os principais desafios de uma posição com essa dimensão?

Acredito que os desafios variam de acordo com a natureza da empresa. No caso específico da Cerealto, ser uma empresa emergente implica que, à medida que crescemos, enfrentamos desafios múltiplos e diversos, que são completamente diferentes de um ano para o outro. Em 2017, um dos nossos maiores desafios foi continuar a expandir, garantindo todas as capacidades de produção e as equipas necessárias para cumprir os compromissos que assumimos com os nossos clientes. Além disso, uma vez que a maioria das nossas fábricas foram adquiridas de outras empresas, tivemos que trabalhar arduamente para garantir a integração das equipas multiculturais, com uma cultura corporativa herdada e iniciar a padronização de todos os processos e formas de trabalhar de acordo com as políticas da Cerealto.

Rut Aranda destacou-se em promover a integração de equipes multiculturais e por iniciar a padronização do modo de trabalhar na empresa. É urgente que líderes e gestores de pessoas repensem a gestão do capital humano?

Acredito que a gestão do capital humano deve ser orientada de forma a garantir o alinhamento dos negócios e de forma a promover o envolvimento dos funcionários.

A capacidade de envolver as pessoas está a tornar-se uma das maiores vantagens competitivas nas organizações de hoje, por isso é preciso reconsiderar a estratégia de negócios. Não é segredo que colaboradores envolvidos estão mais inclinados à inovação e são muito mais produtivos no caminho de alcançar as metas de negócios.

No entanto, qualquer pessoa que tenha ou tenha ocupado uma posição de gestão ou de liderança sabe que chegar lá não é tão fácil quanto parece. É um processo muito lento e que, às vezes, pode até ser frustrante. Exige um exercício constante de transparência e conceber a gestão como um serviço que prestamos aos outros.

Na Cerealto, o envolvimento dos funcionários tem sido um desafio real e estamos a trabalhar arduamente para conseguir o conseguir. Em 2017 reforçamos a comunicação por meio da digitalização, fornecemos formação para as novas fábricas e promovemos espaços para a imersão cultural dos novos colegas. Promovemos, ainda, diversas atividades para beneficiar as famílias dos nossos colegas, pois sabemos que isso é relevante para o nosso pessoal.

43% da sua equipa é constituída por mulheres. Além disso, 60% dos diretores também são mulheres. É uma estratégia ou um sinal de mudança de paradigma?

Diria que é uma forte evidência de que acreditamos verdadeiramente na geração de oportunidades iguais para todos. Na Cerealto, concentramo-nos no talento, conhecimento e habilidades dos nossos colegas, independentemente do sexo, raça, idade, orientação sexual, ideologia política ou religiosa. Saber que a pessoa será boa para o trabalho é o único fator crítico que levamos em consideração ao contratar e atribuir responsabilidades.

Além disso, na Cerealto estamos comprometidos com a integração de pessoas condicionadas para trabalhar. Até o momento, 6,5% de toda a nossa força de trabalho vem desses grupos.

The ability to engage employees as a competitive advantage

Cerealto is a global food company that manufactures products with the brand of its clients, from large retails to branded food companies. How do you define the strategy or factors that have contributed to the differentiation of the company in the market?

We achieve differentiation thanks to our experience manufacturing over 10 cereal-based product categories, our efficiency and our continuous innovation. Additionally, the fact that we are supported by the most stringent international quality control and food security systems, and that our teams have strong knowledge of worldwide food trends.

All this, allow us to build long-lasting and trusting relationships with our clients, offering them flexibility and differentiation, through our ability to innovate and adapt to their needs with value-added products. Our main goal is to promote win-win relationships with all of them, which means offering the highest quality products at the best possible price.

We currently serve clients in over 40 countries, from our eight plants based in Spain, Portugal, Italy, UK and Mexico. We are constantly striving to show them how they can trust us.

What balance can be made from the company’s performance in 2017? And what is expected for this year?

2017 has been a positive year for Cerealto and one of substantial growth. We’re also seeing that some of last year’s initiatives have started to bear fruit. As a result of this, we’ve ended the year with net sales of 160 million euros, a 72% increase on the figure reached at the close of 2016, with production reaching 111 thousand tones, a 50% increase on the previous financial year.

Our investments exceeded 45 million euros, which has allowed us to expand our productive capacity and carry out technological and efficiency-based improvements.

Among the critical milestones of last year, the incorporation of the factories of Antequera and Briviesca (Spain) stands out as they’ve facilitated our entry into the Spanish market with our own production of pastries and sliced bread. In Italy, after four years of operational activity, we’ve concluded the acquisition of the Pastificio Mediterranea factory, where we produce our top-quality “Made in Italy” pasta range. On the other hand, we’re proud to have concluded the construction of the Worksop factory (in the UK), commencing with the production of biscuits, cereal bars and gluten-free products.

As a result of all this, our workforce has grown to a total of 1,800, with the incorporation of more than 900 new colleagues, who include both colleagues in the new factories as well as 365 new posts that were created in 2017.

Finally, last year we reinforced our bet for innovation. We doubled our investment in R&D, reaching a figure of 7.5 million euros. This allowed us to launch 175 new products onto the market that cover consumer demand for a healthy lifestyle, as well as targeting the specific nutritional requirements of a variety of groups.

2018 lies ahead as a year full of new challenges, including consolidating our presence in the international arena, fulfilling previously acquired commitments with clients and of course continuing integrating our multicultural teams and standardising our ways of working.

This year we will also create around 200 new jobs, most of them in Sintra (Portugal). Thus, we estimate to reach a workforce of 2,000 colleagues by the end of 2018.

I’m convinced that if we continue to work together with the same passion and determination, we’ll emerge stronger than ever.

 

Rut Aranda has been CEO of Cerealto since 2016, a company with operations in more than 40 countries and with its own production centers in Portugal, Spain, Italy, the United Kingdom, Mexico and the United States, with a total of 1,800 employees. What are the main challenges of a position with this dimension?

I believe the challenges vary according to the company’s nature. In the specific case of Cerealto, being an emerging company implies that as we grow we face multiple and diverse challenges, which are completely different from one year to another. In 2017, one of our biggest challenges was to continue expanding while guaranteeing all the necessary production capacities and teams to meet the commitments we have made with our clients. Moreover, since we have acquired most of our factories from other companies, we have had to work hard towards ensuring the integration of multicultural teams with an inherited corporate culture and to initiate the standardization of all processes and ways of working in line with Cerealto’s policies.

Rut Aranda stood out in promoting the integration of multicultural teams and for starting the standardization of the way of working in the company. Is it urgent that leaders and managers of people rethink the management of human capital?

I believe that the management of human capital should be oriented towards ensuring business alignment and towards promoting employees’ engagement.

The ability to engage people is becoming one of the biggest competitive advantages in today’s organizations, so it needs to be consider within the business strategy. It is no secret that engaged colleagues are more inclined to innovation and are far more productive in the path of achieving business goals.

However, anyone who holds or has held a managerial or leadership position knows that getting there is not as easy as it sounds. It is a very slow process that sometimes can even be frustrating. It demands a constant exercise of transparency and conceiving management as a service that we provide to others.

In Cerealto, employee engagement has been a real challenge and we are working very hard to achieve this. In 2017 we reinforced communication through digitization, we provided training to the new factories and promote spaces for the cultural immersion of new colleagues. We also promoted many activities to benefit our colleague’s families as we know this is relevant for our people.

43% of your team is made up of women. In addition, 60% of the directors are also women. Is it a strategy or a sign of a paradigm shift?

I would say it is a strong evidence that we truly believe in generating equal opportunities for all. At Cerealto we focus on our colleagues’ talent, knowledge and abilities regardless their gender, race, age, sexual orientation, political or religious ideology. Knowing that the person will be good for the job is the only critical factor that we take into consideration when hiring and assigning responsibilities.

Moreover, at Cerealto we are commited to the integration of people with barriers to work. Up to date, 6.5% of our entire workforce comes from these groups.

Gerber Technology: rumo à digitalização

Foi um enorme prazer…

… Para mim e para a organização europeia da Gerber Technology, participar e ter a oportunidade de dar o nosso contributo num evento da dimensão do Citeve’s iTechStyle Summit 2018.

Estiveram presentes 720 delegados de 21 países (impressionante) – números fabulosos. Uma organização perfeita, um local deslumbrante – o Terminal de Cruzeiros do Porto, que funcionou como um farol brilhante na escuridão e na tempestade (e sim, aqueles dias foram tempestuosos!), tudo representativo do profissionalismo e da força inovadora portuguesa.

Tudo continua diferente: Vivemos num mundo digital e vamos transformar o setor do vestuário, da moda e da indústria têxtil – setores chave, de facto, para a economia portuguesa.

As boas notícias: Ao longo de décadas, o que simplesmente tendemos a denominar de indústria da moda, sem qualquer outro tipo de diferenciação, provou por diversas vezes ser extremamente viável, o que requer um enorme talento para se reinventar apesar do lobby extremamente limitado…

No entanto, isso é algo que agora precisa de ser dominado nas próximas semanas, meses e anos – tudo se resume à transformação digital – algo abrangente e, portanto, diferente – este é um enorme desafio para as economias locais e globais, para a educação e para as políticas sociais.  Mais do que nunca, a tecnologia é necessária como parte de uma nova filosofia de negócios, orientada para o cliente e simbolismo da mudança da produção em massa para que existam mais opções para o consumidor. O retalho foi o primeiro a ser atingido – com o comércio eletrónico que alcançou agora um percentual de dois dígitos. Alguns até dizem que o www habitual da internet, poderia representar-se como o (why -porquê), /what – quando) e o (where – onde)”.

“Veja agora, compre já”. Isto define um nível de expectativas completamente novo, e não apenas com os millennials com demandas altas na cadeia de supply chain, onde os desafios continuam a crescer.

E enquanto o perigo de ficar para trás é muito real, o lado positivo da digitalização também é enorme. O setor do vestuário nem sempre teve um papel de vanguarda como sendo um dos primeiros a adotar novas tecnologias, mas empresas que se transformaram digitalmente são em média 26% mais lucrativas do que as suas concorrentes no setor, como descobriu recentemente o prestigioso Massachusetts Institute of Technology.

Na Gerber Technology, o nosso apelo é “Embrace Your Digital Reality ™” – ADIRA À REALIDADE DIGITAL. Hoje, – desde grandes players a pequenas startups – todos podem impulsionar a tecnologia digital e soluções de ponta. Não estamos todos ao mesmo nível quando se trata de tecnologia sofisticada ou mesmo de ponta. Portanto, um parceiro tecnológico capaz é essencial para ajudar as empresas a adotar novas soluções e preparar a sua transformação digital.

Na Gerber Technology, identificamos as três principais megatendências que moldarão o futuro muito próximo:

Software na Cloud aprimora os recursos de colaboração, pois os ficheiros estão acessíveis em qualquer lugar e em tempo real, desde que haja uma ligação à internet. Além disso, grandes implementações de software e hardware e longos atrasos na atualização de tecnologia são agora coisa do passado.

A tecnologia 3D é a chave para reduzir drasticamente o tempo e os valores investidos em amostras físicas, o que desacelera a cadeia de supply chain e afeta negativamente o meio ambiente.

O nosso objetivo é tornar o Software 3D fácil de adquirir e de usar, com o compromisso de que uma peça de roupa sempre é baseada na rentabilidade do 3D e em padrões que possam ser produzidos.

IoT – Industry 4.0 – Apesar de a costura robótica ainda estar no início, a análise certa em termos de uma infraestrutura digital, ágil e preparada para o futuro já possibilita o uso de dados de produção com a mais alta eficiência. Esta opção permite a automação da manutenção preventiva, a reordenação de peças de reposição e consumíveis e o mais importante, permite-nos ver a situação dos pedidos em tempo real – soluções que vemos como próximas etapas para que se tornem aplicações comumente utilizadas.

A digitalização mudou radicalmente, não apenas os processos da indústria da moda mas também o que é moda para cada um de nós. No passado, as divas glamorosas e as estrelas de Hollywood eram os modelos que ditavam as tendências, mas atualmente “estar na moda” é aquilo que é publicado nas redes sociais, Instagram e blogs, sendo que fatores como a idade e a fase da vida em questão já não são o principal critério. Trata-se da democratização da moda e do vestuário, para que qualquer pessoa no mundo, independente de onde quer que esteja, em termos de tecnologia, possa colher os benefícios das soluções digitais.

Assim sendo, na Gerber Technology olhamos para o futuro focando-nos no apoio que podemos prestar nesta jornada rumo à digitalização. Queremos colaborar e apoiar empresas de diversos setores – na moda, no mobiliário, indústria automóvel, sinalização e embalamento – seja em Portugal, ou no sul da Europa, ou em qualquer país dos de 133 onde estamos mundialmente presentes.

Yvonne Heinen-FoudehDiretora de Marketing e Comunicação EMEA na Gerber Technology

iTechStyle Summit 2018…o que eles dizem

A organização esteve a cargo do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal – e reuniu players da indústria, fornecedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e de vestuário de toda a Europa.

Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries, foi um dos oradores do evento que, sob o tema da digitalização e produção robotizada, apresentou a produção robotizada da Hugo Boss.

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos.

Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas.

Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito.

Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. Joachim Hensch, Managing Director da HUGO BOSS Textile Industries

Casa Ermelinda Freitas: PME excelência pelo 6º ano consecutivo

Leonor Freitas, Casa Ermelinda Freitas

A Casa Ermelinda Freitas foi sempre gerida, ao longo de quatro gerações, por mulheres. Que ilações se podem retirar do percurso e da gestão da empresa?

Não há dúvida que existiram sempre na família mulheres muito lutadoras e empreendedoras, que deram sempre continuidade à empresa Casa Ermelinda Freitas. Sem existir uma consciência, a mensagem e o exemplo foram sempre passados de geração em geração. Não podendo esquecer o homem que esteve mais tempo na gestão da Casa Ermelinda Freitas, o meu pai Manuel João de Freitas Jr., que trabalhou em conjunto com a minha mãe, passando muitas mensagens de igualdade de género e que muito reforçou a minha maneira de ser e de estar. Todos estes exemplos que foram transmitidos permitiram que a Casa Ermelinda Feitas seja a empresa que é hoje em dia, com todo o principal núcleo familiar envolvido.

A Casa Ermelinda Freitas tem investido em novas infraestruturas e equipamentos que visam modernizar as suas instalações. No entanto, os novos projetos procuram sempre aliar a modernização à tradição. De que forma?

Respeitando todo o trabalho que foi feito nas gerações anteriores, apostando nas castas próprias da região (Castelão nos tintos e Fernão Pires nos brancos), mas aproveitando todos os saberes atuais e tecnologia de modo a melhorar e a aproveitar todas as características que a região da Península de Setúbal tem para dar ao consumidor. Neste sentido, a Casa Ermelinda Freitas tem feito um investimento permanente quer na vitivinicultura, quer no centro de vinificação, para melhorar o tradicional, ser atual, competitiva e interativa. Procuramos antecipar as tendências do mercado para ir ao encontro do mesmo.

Pretende, igualmente, ser uma mais-valia para o turismo e a economia do concelho de Palmela. É esta a marca que pretende deixar?

Quero que a Casa Ermelinda Freitas seja um marco no setor do vinho da região e do mundo rural, defendendo que a vinha e o vinho são um produto histórico, cultural e, por sua vez, uma mais-valia para o turismo. Estando a Casa Ermelinda Freitas tão perto de Lisboa, grande centro turístico e tão diferente nas suas características, penso que este contraste do mundo urbano com o mundo rural é um grande enriquecimento e um grande complemento para o turismo. Como tal, a Casa Ermelinda Freitas está preparada e vai-se preparando cada vez melhor para receber quem nos queira visitar e observar as nossas vinhas, o nosso centro de vinificação, o nosso espaço de “Memória e Afetos” e, simultaneamente, ter a oportunidade de fazer uma prova com os nossos vinhos, acompanhados dos produtos regionais.

A Casa Ermelinda Freitas apostou sempre na modernização, mas tendo por base o respeito pela tradição. Foi assim nas vinhas, na adega e será também na vertente do enoturismo. Pensamos que é essencial ligar o setor dos vinhos ao enoturismo, a vinha e o vinho são produtos de excelência turísticos para passarmos valores ligados ao que é o património cultural, transmitido através das diversas castas que temos plantadas (29 variedades), e também para transmitir a pedagogia de que o vinho é uma bebida saudável, desde que integrado na alimentação e bebido com moderação. Com esta vertente cultural e pedagógica queremos muito trazer visitas, passar a nossa mensagem e história de família, onde podem observar o nosso jardim de vinhas e fazer as provas dos nossos vinhos. Os nossos visitantes têm ainda a possibilidade de almoçar ou jantar com um grupo de amigos num ambiente confortável, tão próximo de Lisboa, mas tão diferente.

A Casa Ermelinda Freitas foi distinguida, pelo 6º ano consecutivo, com o prémio PME Excelência 2017. Acresce o mérito, mas também a responsabilidade?

É um orgulho para a gestão e para todos os que trabalham na Casa Ermelinda Freitas. Não há dúvida que aceitamos com alegria esta distinção, mas com muita responsabilidade, pois queremos continuar a ser distinguidos pelos consumidores com a preferência pelos nossos vinhos, e continuar a receber o prémio PME Excelência.

A Casa Ermelinda Freitas obteve com o seu Vinha do Fava – Touriga Nacional 2016, a medalha de Grande Ouro, no mundialmente famoso concurso, “Berliner Wein Trophy – Edição de Fevereiro 2018”. Consegue exprimir o sentimento e as reações a este feito?

Sentimento de que estamos no caminho certo uma vez que este vinho, bem como a sua entidade e imagem, foram criados a pensar nos mercados externos. Foi o primeiro ano que o Vinha do Fava – Touriga Nacional 2016 foi a concurso no “Berliner Wein Trophy – Edição de Fevereiro 2018” tendo obtido na sua primeira presença o mais alto prémio atribuído no mesmo (Medalha Grande Ouro). Ficámos muito contentes, bem como toda a equipa de enologia e marketing, pois aumentar a internacionalização é um dos grandes objetivos da Casa Ermelinda Freitas.

Recebeu, ainda, a distinção do CEF Espumante Bruto pela Deco Proteste como “Melhor do Teste” e “Escolha Acertada” e tendo ficado na 29ª posição do TOP 100 Adegas Mundial do ranking da World Association of Writers and Journalists of Wines & Spirits. Que desafios acarreta estes prémios e classificações?

Não podemos deixar de referir que 2017 foi dos melhores anos para a Casa Ermelinda Freitas no que toca a prémios e distinções (+ 160 prémios). Claro que isto nos traz grandes desafios e muito trabalho. queremos fazer cada vez mais e melhor, pois também temos a humildade de saber que nem sempre poderemos ganhar, mas a luta e o trabalho pela qualidade terá que ser o principal objetivo. Desde 1999 a Casa Ermelinda Freitas já obteve mais de 1000 prémios a nível nacional e internacional: Medalhas de Ouro: 386 / Medalhas de Prata: 426 / Medalhas de Bronze: 232

Falemos do ano corrente que já começou bem, mas pode acabar ainda melhor. Quais são as expetativas para este ano?

As últimas colheitas têm sido de grande qualidade, o que nos leva a pensar que vamos poder apresentar e presentear os nossos consumidores com vinhos de alta qualidade. As nossas expectativas são de podermos corresponder, quer a nível nacional, quer a nível internacional, com os melhores vinhos ao melhor preço.

Quanto ao futuro da marca e da sua posição no mercado, quais serão os próximos passos a serem dados?

Faço sempre tudo ao meu alcance para que o futuro da Casa Ermelinda Freitas seja brilhante. Todos os passos que agora dou e que sempre dei foram no sentido de poder fazer com que os vinhos da marca CEF sejam sempre de qualidade TOP, de modo a que surpreendam sempre o consumidor pela positiva. Esta é a melhor estratégia para que o futuro seja mais risonho, poder fornecer sempre a melhor qualidade, ao melhor preço, aos nossos consumidores.

Tendo como principais marcas de vinho o Terras do Pó, Dona Ermelinda e Quinta da Mimosa, há novos vinhos idealizados ou a caminho do mercado?

Sendo a Casa Ermelinda Freitas uma casa dinâmica que pretende ir constantemente ao encontro do mercado, iremos ter sempre novidades e surpresas que irão agradar ao consumidor. Neste momento podemos falar em duas grandes novidades que temos a certeza que vão ser dois grandes sucessos:

DONA ERMELINDA GRANDE RESERVA

Dona Ermelinda Grande Reserva 2013, o topo da gama da nossa marca mais emblemática, Dona Ermelinda. Um vinho único e raro, produzido a partir das melhores uvas de um ano excecional. 

CASA ERMELINDA FREITAS GEWÜRZTRAMINER

Um vinho delicado, floral, e elegantíssimo como poucos há em Portugal.

Vinho muito feminino ideal para comidas leves ou para aperitivos. (Disponível apenas na loja da Adega da Casa Ermelinda Freitas).

COLHEITA TARDIA 2016

Vinho obtido a partir das uvas sobreamadurecidas, com base nas castas Sauvignon Blanc, Viognier, Moscatel Graúdo, Antão Vaz e Encruzado colhidas tardiamente. Um vinho doce, nobre, fino e elegante com muito boa frescura e final longo. Beber já à temperatura de 12 graus. Ideal para servir com sobremesa, acompanhando todo o tipo de doces.

IAPMEI distingue empresas PME Excelência 2017

Do universo das mais de 7000 empresas que obtiveram o estatuto PME Líder, cerca de 2000, que se destacaram pelo seu excelente desempenho económico-financeiro, serão distinguidas como PME Excelência 2017. Durante a cerimónia serão galardoadas empresas nas categorias de Exportação, Produtividade, Criação de Valor, Crescimento, Gazela, Emprego, Longevidade e Turismo.

A grande maioria das PME Excelência 2017 são empresas de pequena dimensão, sediadas principalmente nas regiões Norte e Centro do país, distribuídas de forma mais acentuada pelos setores da Indústria, Comércio e Turismo. 

Sobre o estatuto PME Excelência

PME Excelência é um selo de reputação associado a solidez e desempenho económico-financeiro que permite às empresas distinguidas relacionarem-se com a sua envolvente – fornecedores, clientes, sistema financeiro e autoridades nacionais e regionais – numa base de confiança facilitadora do desenvolvimento dos seus negócios.

No plano internacional, este reconhecimento constitui um fator de diferenciação e um garante da solidez e idoneidade das empresas.

As empresas PME Excelência são selecionadas de acordo com critérios exigentes entre as empresas PME Líder, selecionadas num quadro alargado de parcerias com o sistema financeiro, tendo o estatuto PME Excelência a validade de um ano.

Jorge Marques dos Santos, presidente do IAPMEI, afirma que “a atribuição da distinção da PME Excelência continua a ser relevante para as empresas que recebem este selo, é um benefício de imagem e de notoriedade, e um traço diferenciador que lhe permite relacionar-se com vantagem com a sua envolvente. Mais importante ainda é quando se movem no contexto internacional e em mercados onde ainda não são conhecidos. Para clientes e para fornecedores, é confiança adicional, com todas as vantagens que isso implica”.

No entanto, não é menos verdade que as PME “continuam a procurar e a obter crédito num montante apreciável e, apesar de existir maior dificuldade no acesso para algumas, é também de constatar que o Estado, através do IAPMEI e do Sistema de Garantia Mútua, disponibiliza soluções de crédito, com cobertura parcial de risco, o que tem permitido o acesso a estas verbas por parte de milhares de empresas, designadamente micro e pequenas empresas e outras PME, superando dificuldades de mercado no acesso a crédito por parte das empresas.”

Sobre o IAPMEI

O IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, IP é uma agência pública a quem cumpre promover a competitividade e o crescimento empresarial, assegurar o apoio à conceção, execução e avaliação de políticas dirigidas à atividade empresarial, visando o reforço da inovação, do empreendedorismo e do investimento nas empresas que exerçam a sua atividade nas áreas sob tutela do Ministério da Economia, designadamente das empresas de pequena e média dimensão, com exceção do setor do Turismo.

“What you think, you became”

Detentora da marca Momentum Sanus, Márcia Santos proporciona momentos de saúde e bem-estar ao mundo empresarial, para além de contribuir para o desenvolvimento das empresas e aumento da produtividade.

Empresas mais saudáveis têm colaboradores mais felizes e consequentemente são mais produtivas”. Este é o lema da Momentum Sanus. Márcia Santos explica que o trabalho que desenvolve nas empresas baseia-se na procura do equilíbrio entre o bem-estar pessoal e a vida profissional. Com serviços especializados de programação neurolinguística, o objetivo é atuar na gestão, formação, e consultoria em recursos humanos. “Direcionámo-nos para empresas e organizações que apostam na excelência, no crescimento, na evolução e na mudança de forma integrada, onde o potencial humano é valorizado”.

Qualquer que seja o segmento, o trabalho é desenvolvido junto dos líderes: “Normalmente trabalho com líderes. São pessoas que se preocupam com os seus colaboradores e são por isso pessoas voltadas para o cliente interno e para uma comunicação interna mais eficaz de modo a atingir objetivos. Alguns dos meus clientes são pessoas que continuaram negócios familiares ou que iniciaram o seu próprio negócio. Normalmente são empresas onde o departamento de RH não está constituído e onde é necessário implementar essa estrutura. O dono da empresa contrata os meus serviços, mas a empresa só crescerá se os colaboradores estiverem dispostos a isso”, explica.

PENSAMENTO NEGATIVO TEM DE PASSAR A POSITIVO

O processo inicia-se com um levantamento de necessidades junto da gestão. Nesta fase, Márcia Santos adota uma postura que faz com que as pessoas se sintam confortáveis em expor o que pensam e o que sentem. Depois de estabelecida a confiança todo o processo de alinhamento se torna altamente eficaz.

“Se tivermos uma predisposição positiva para uma determinada tarefa, existe maior probabilidade mental de a concretizar… se as pessoas já têm uma carga menos positiva e pensam constantemente que vão fracassar, a probabilidade de falhar aumenta. Ajudo a pessoa a ganhar o seu foco, mas um foco positivo. Normalmente as pessoas pensam muito naquilo que não querem, e quando lhes pergunto o que querem não há uma resposta imediata. Este trabalho é transformar um pensamento pouco produtivo em algo positivo”.

Se um gestor ou um diretor apenas diz “não façam assim, não quero isto, todos começam a pensar de forma negativa”, torna-se, por isso, importante que os líderes saibam o que e como orientar a sua equipa para os objetivos, conta a nossa entrevistada.

“EU NÃO CONSIGO, EU NÃO SEI”

“Tenho clientes que me procuraram já depois de tentar inúmeras “receitas” para resolver problemas e com as quais não obtiverem resultados. Não faço milagres, mas ajudo as pessoas e inverter o mind set delas”. Muitos gestores dizem, segundo a psicóloga, que o grande problema reside em não se conseguirem fazer ouvir pelos colaboradores… Outro motivo que leva os gestores recorrer a ajuda é aperceberem-se de que os seus colaboradores não estão bem, mas não sabem porquê. Cabe então a Márcia Santos entender os motivos que levam ao desânimo e trabalhar soluções para que os problemas sejam ultrapassados.

Sobre o tempo que dura a intervenção, “pode ser um acompanhamento contínuo de apoio à empresa, ou um apoio numa determinada fase em que se apresenta um desafio específico, que pode ir de três meses até um ano”.

Em suma, o fator de sucesso de Márcia Santos é acreditar nas capacidades das pessoas e ajudá-las a acreditar nelas próprias para darem o melhor de si.

Da disposição de vontade

Embora conhecedor do facto “morte”, o Homem sempre receou falar dela e mais previdente se torna quando tem a possibilidade de por em palavras o que gostaria de ver feito.

Fazer hoje, pode não ser o desejável ou possível amanhã. E depois como mudar? E as coisas são de quem?

Será que todos devemos pensar nesse assunto? Afinal de contas o que se tem, não é para os filhos? Aqueles que optaram pela união de facto não deveriam pensar nisso? Será que só aquelas famílias que não têm filhos é que deviam pensar nisso? Ou aqueles que têm muitos bens?

Certo e sabido que se diz que de “direito” todos sabemos um pouco, o certo é que o conhecimento nesta área anda muito aquém do que pode andar e, em pleno século XXI, se continua a “decidir sobre o que é seu para além da vida” sem grandes inovações.

Com a evolução da civilização a Lei, embora pondo sempre um travão aos desejos mais controversos do Homem, foi-se adaptando às necessidades e exigências que a Sociedade reclamava.

Exigências reclamadas pela Sociedade em função dos avanços científicos, resolveu a Lei que deveria existir limites, regras e, como pilar fundamental, uma “consciência esclarecida” daqueles que resolvessem dispor a sua vontade para o futuro.

O direito à vida, sendo o primeiro direito fundamental enunciado na Constituição da República Portuguesa, está relacionado com o da dignidade da pessoa humana, entre outros. É este último, juntamente com o da autodeterminação que permitem ao Homem decidir sobre os cuidados de saúde que irá pretender que lhe sejam (ou não) administrados no futuro.

Iniciando por permitir uma organização post mortem dos bens, a Lei veio a permitir, já no presente século, que o Homem também decidisse sobre os cuidados de saúde que quer ou não receber quando não estiver em condições de ser informado, entender e autorizar ou recusar.

Assim e atualmente, a Lei permite que as pessoas possam dispor não só dos seus bens como do seu “corpo”.

Se dispor dos bens já era algo arrojado, dispor dos cuidados de saúde que o corpo pode vir a necessitar, mas que o Homem entende que não deve receber mais temerário o torna.

Entendeu a Lei que a forma de disposição de vontade, ato pessoal e unilateral, tomaria o nome de “testamento” e através desse documento, redigido por notário e confirmado por testemunhas, a pessoa poderia dispor do seu património ou de parte dele para depois da morte, de instituir herdeiros ou legatários e, bem assim, regular o (in)cumprimento das suas disposições.

Todas a pessoas maiores e capacitadas podem fazer um testamento, sendo que a capacidade do testador é aferida pela data do testamento. Das duas espécies legais de testamento, a mais conhecida é o “público” – escrito por notário no seu livro de notas.

Organização de vontade, esta, que estará sempre sujeita a limitações legais, seja ao nível de herdeiros que não podem ser deserdados sem que expressamente seja revelado o fundamento da deserdação, de pessoas que não podem ser beneficiários, seja ao nível da quantidade de bens que serão atribuídos a uma pessoa em detrimento dos herdeiros legítimos, seja ao nível das cláusulas inseridas.

“Fazer um testamento” é algo que o Português sabe que pode fazer e vai fazendo.

O que não sabe é que pode fazer quantos quiser, quando quiser e onde quiser, devendo apenas contactar um notário; mesmo estando no estrangeiro pode fazer um testamento bastando-lhe, para que ele possa valer em Portugal, que seja feito com o recurso a uma forma solene, isto é, idêntica à forma que a Lei Portuguesa exige. O testamento que vai valer no final será o último ou todos aqueles que não forem contrários ao último na organização da sua vontade.

O que não sabe, é que quando faz um testamento ele dispõe dos seus bens para depois da sua morte, mas, até chegar a morte, os bens continuam a ser dele e deles continua a fazer o que quiser, podendo mesmo vende-los. E não são só os bens imóveis ou sujeitos a registo que podem ser incluídos nos testamentos: tudo pode ser sujeito à vontade do testador.

O que não sabe, é que através do testamento pode declarar que alguém (familiar ou não) pode ser seu herdeiro; que pode sujeitar alguém a determinadas obrigações ou condições; que pode deixar algo a uma pessoa e se ela quiser, mais tarde, vender impor-lhe um direito de preferência para uma outra pessoa; que até pode dispor a favor da alma!

O que tem de saber é que deve contactar um advogado para se informar, ficar completamente esclarecido e ter aconselhamento jurídico adequado para a resolução do seu assunto antes de ir ao notário.

Seguindo muito de perto estes princípios, a Lei entendeu que a disposição de vontade do Homem para os cuidados médicos de que o corpo pode vir a precisar, mas que ele pode entender rejeitar, também se deveria chamar de testamento.

E para o distinguir do outro, como se trata de saúde, o nome correto é “testamento vital”.

Idêntico acto jurídico redigido por pessoa maior e capacitada, modificado e revogado as vezes que o testador entender e cujos efeitos ficam deferidos no tempo, mas que se distingue do outro não só no nome.

A validade deste é somente de cinco anos, devendo ser renovado após o prazo, as vezes que forem necessárias.

Não é obrigatório ir ao notário, podendo ser elaborado através de uma minuta (diretiva antecipada de vontade) pré-disponibilizada na área do cidadão e entregar no centro de saúde por forma a que fique registado no sistema informático e seja assegurada a sua disponibilização atempada.

Também aqui é fundamental o Homem esteja devidamente informado e esclarecido aconselhando-se não só com um advogado, mas com um médico. Não bastará preencher um modelo pré-disponibilizado para saber de que cuidados médicos está a prescindir de obter ou a autorizar que lhe façam.

Igualmente, as possíveis situações clinicas em que possa vir a encontrar-se e estão abrangidas pela Lei, devem ser-lhe explicadas para que dúvidas não lhe fiquem.

Ambos os testamentos visam abranger situações futuras cujas circunstâncias concretas, riscos, alternativas, benefícios e consequências não podem ser conhecidas do testador à data da elaboração dos documentos.

A Lei permite, também, neste campo, que o Homem nomeie um procurador para o representar no momento de decisão sobre os cuidados de saúde a receber quando se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal. Mas como qualquer mandato, também este está sujeito às instruções e ordens conferidas pelo mandante.

A falta de divulgação destes instrumentos, a falta de profissionais disponíveis para prestar a informação médica necessária aliada à falta de meios financeiros para obter o conhecimento livre, consciente e esclarecido, atualizado de acordo com o avanço da ciência, da técnica e da tecnologia, inviabilizam que o Homem possa usufruir dos testamentos que a Lei lhe pôs à disposição.

Permitindo a Lei que o testamento vital seja redigido de forma menos solene que o testamento, também deveria ter disponibilizado a forma e os meios de aquele chegar ao alcance de todos de forma igual e indiscriminada. Não basta permitir o fim, há que dotar o Homem dos mecanismos de lhe aceder, proporcionando a todos os Homens condições idênticas para os alcançar.

“Conhecimento livre, consciente e esclarecido” é um direito do Homem que, acima de tudo, deverá ser uma preocupação do Estado de Direito proporcionar e facultar aos seus Cidadãos. Só um Homem dotado desse conhecimento poderá decidir e ver respeitado os seus direitos à vida, à dignidade, à integridade e à autodeterminação pessoal e dos seus bens.

Direitos do Homem, versus deveres do Estado de Direito em que vivemos e, como tal, deve ser uma exigência pela qual não se teria de lutar.

OPINIÃO DE MARIA TERESA PEREIRA, ADVOGADA DA JOÃO MARCELO & ASSOCIADOS

“Pensar a formação: ação e transformação”

O IV Congresso Nacional da Formação Profissional decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, a 20 de abril de 2017. Fotografia de Hugo Alexandre Cruz.

Sob o lema “O Conhecimento constrói-se partilhando” foi possível construir uma base de Recursos Formativos Abertos com mais de 20 mil recursos digitais. Com uma vasta comunidade de aprendizagem ávida por projetos inovadores, foram criados dois grandes espaços de reflexão: O Encontro Nacional de Formadores e o Congresso Nacional da Formação Profissional.

Este último, surgiu pela primeira vez em 2014 e pretendia juntar todos aqueles que participam no sistema de formação profissional em Portugal, para desta forma “Pensar a Formação”, o mote desta iniciativa desde a sua criação.

O V Congresso Nacional da Formação Profissional é uma iniciativa conjunta do Forma-te, ISCTE-IUL, TAP Air Portugal e McDonald´s, com o apoio institucional da ANQEP e IEFP. O evento irá decorrer no dia 10 de Maio, no ISCTE-IUL, em Lisboa. Este ano pretendemos “PENSAR A FORMAÇÃO: AÇÃO E TRANSFORMAÇÃO”.

Queremos, neste congresso, passar um pente fino sobre a FORMAÇÃO que temos e arquitetar a (trans) FORMAÇÃO que se impõe para lidar com uma vivência cada vez mais exigente, em termos pessoais e profissionais. Para tal, traçamos os seguintes quadrantes de reflexão e produção:

> De que forma estamos a fazer a definição das apostas formativas, numa linha de perpetuação ou de transformação?

> Estamos apostados em formar para o cumprimento legal ou para a TRANSFORMAÇÃO (nas pessoas e nas organizações)?

> Quais as metodologias e práticas que podem vir a sustentar um modelo de TRANSFORMAÇÃO?

Toda a existência tem como sinal vital…a AÇÃO. Mas o desenvolvimento das pessoas e do mundo não se resume a isto, sob pena de nos ficarmos pela perpetuAÇÃO! É a partir do momento em que concebemos, ensaiamos e partimos para novas FORMAs de AÇÃO que abraçamos o caminho da evolução, do desenvolvimento.

A aposta, consciente e inconsciente, em dar uma nova FORMA à AÇÃO, em qualquer contexto, em qualquer situação, é uma dinâmica única e de contornos invulgares na sua essência uma vez que revela um paradigma, no mínimo, surpreendente:

-Construímos o futuro no presente com o que trazemos do passado!

Não menos surpreendente, para além de admirável, é que o exercício sistemático de tal dialética, em pessoas e organizações, é a génese da TRANS__FORMAÇÃO! De cada um. Do mundo!

Como refere João Leite (Psicólogo) estamos a atravessar uma nova ÉPOCA NOVA! Época em que FORMAÇÃO nivelou com ”respiração”, fazendo cair a adjetivação de ”contínua” pelo lado do pleonasmo.

Uma nova época em que a FORMAÇÃO e a educação formal nunca estiveram tão próximas e, como tal, tão cúmplices, momento adequado e ajustado para se encontrarem no que as distingue e se livrarem do que as confunde, tudo isto em nome de uma complementaridade que se quer mais produtiva, mais clara e mais eficaz.

Estamos numa nova época em que a FORMAÇÃO, de forma definitiva e corajosa, precisa de se assumir como real dinâmica de desenvolvimento dos contextos onde ganha forma, deixando para trás os contornos de formatação já desenhados, com base em medidas que não traduzem o corpo que pretende vestir, para modificar e desenvolver.

É tempo, pois, de encararmos a formação como um recurso ao serviço dos contextos que dele vão beneficiar, com orientação para resultados visíveis. E que, partindo de uma avaliação séria e objetiva dos resultados até agora conseguidos, seja ela própria, a FORMAÇÃO, um exemplo de transformação, a começar na sua forma de estar, de acontecer, de fazer acontecer.

Não são as épocas que criam as mudanças! São as mudanças que criam as épocas! É tempo de trabalhar a marca distintiva da FORMAÇÃO! Sobretudo ao nível das práticas! Desde o desenho das intervenções formativas até ao apuramento dos resultados produzidos. E que este trabalho de reconstrução tenha a coragem de assumir o caminho do fim para o princípio, ou seja, da avaliação desempoeirada para a conceção séria, única via para a mudança efetiva e consistente como a que a FORMAÇÃO, há já tanto tempo, ambiciona, reivindica e procura.

É neste quadro que reunimos este congresso para apurar, em concreto, o que andamos a ”respirar”, de que forma, com que efeitos e como poderemos aspirar a respirar melhor. E foi com este propósito que procuramos aqueles que nos possam trazer os “ares” para uma respiração de TRANS_FORMAÇÃO!

https://www.forma-te.com/cnfp.php

OPINIÃO DE Mário Martins, Diretor Executivo do Forma-te, Portal da Formação e dos Formadores

Sintra: Património Cultural 2018

O seu conjunto constitui o legado de uma herança fundamental para a história de um povo e que importa preservar, conservar e comunicar às gerações vindouras.

Neste sentido, Sintra Património Cultural 2018 pretende desenvolver, ao longo do ano uma programação cultural eclética e abrangente que pretende chegar não apenas aos munícipes sintrenses, mas também aos muitos portugueses e estrangeiros que nos visitam todos os dias do ano. O programa contará com festivais, conferências e debates sobre temas atuais que apelam à participação e à reflexão; exposições de pintura, escultura, fotografia, vídeo ou instalação; atribuições de prémios literários, de artes plásticas e de fotografia; uma programação infanto-juvenil de excelência ancorada nas atividades das unidades museológicas e nas bibliotecas municipais, feiras e recriações históricas e, ainda, em parceria com os grupos de teatro do concelho e as associações de cultura recreativa, uma programação diversa de qualidade que se pretende que chegue a todas as geografias do concelho.

Neste contexto, foram criados 11 capítulos temáticos, que vão dos festivais de cinema, musica, teatro, artes performativas e muitas outras áreas; várias recriações históricas e feiras; às festas e romarias religiosas; conferências e debates; comemorações e efemérides; exposições; prémios literários e de artes visuais; uma programação especificamente virada para o público infanto-juvenil; noites nos museus; celebramos também o património natural e muita dança, música e teatro. Mas para aceder à programação completa basta consultar em www.cm-sintra.pt/cultura.

OPINIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA

EMPRESAS