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Elisabete Teixeira

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Presidente do Tajiquistão cria feriado nacional em sua honra

Segundo a imprensa oficial local, o “Dia do Presidente ” será festejado a 16 de novembro e destina-se a celebrar “a experiência política e a enorme contribuição para a paz” de Emomali Rakhmon, que assinou este sábado a lei aprovada pelo Parlamento em abril último.

“(A lei) tem em conta a experiência política significativa e a enorme contribuição” do presidente para a paz e para a unidade nacional, lê-se num comunicado de imprensa presidencial.

A data de 16 de novembro corresponde ao dia em que Rakhmon, antigo dirigente de uma empresa, foi eleito para a chefia do Parlamento, em 1992, dois anos antes de ser eleito chefe de Estado.

As autoridades tajiques têm-se multiplicado em iniciativas para glorificar o presidente, cujas manobras políticas envoltas em corrupção e repressão são frequentemente denunciadas por organizações de defesa dos Direitos Humanos.

Em fevereiro deste ano, o Comité de Juventude lançou um concurso nas escolas do país, premiando a melhor redação sobre os feitos do presidente.

Sá Carneiro recebe novos voos na próxima semana

O aeroporto Sá Carneiro recebe novos voos na próxima semana. No domingo, dia 15, a Wizz Air inaugura a sua ligação a Varsóvia e, na terça-feira, dia 17, é a vez da Turkish Airlines aumentar a sua operação no Norte do País, em direção a Istambul.

“Capitão Falcão” vence seis prémios Sophia

A lista completa dos vencedores da quinta edição dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema:

Melhor Filme:

“Amor Impossível” – António-Pedro Vasconcelos

Melhor Realização:

Margarida Cardoso – “Yvone Kane”

Melhor Atriz Principal:

Vitória Guerra – “Amor Impossível”

Melhor Ator Principal:

José Mata – “Amor Impossível”

Melhor Atriz Secundária:

Carla Chambel – “Se eu fosse ladrão, roubava”

Melhor Ator Secundário:

José Pinto – “Capitão Falcão”

Melhor Argumento Original:

João Leitão e Nuria Leon Bernardo – “Capitão Falcão”

Melhor Fotografia:

Acácio de Almeida – “Se eu fosse ladrão, roubava”

Melhor Montagem:

Edgar Feldman e João Salaviza – “Montanha”

Melhor Direção Artística:

Nuno Tomaz, Mário Melo Costa e João Leitão – “Capitão Falcão”

Melhor Som:

Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira – “Amor Impossível”

Melhor Música:

Pedro Marques – “Capitão Falcão”

Melhor Documentário em Longa-Metragem:

“Pára-me de repente o pensamento” – Jorge Pelicano

Melhor Curta-Metragem de Ficção:

“Rampa” – Margarida Lucas

Melhor Documentário em Curta-Metragem:

“Fora da vida” – Filipa Reis e João Miller Guerra

Melhor Curta-Metragem de Animação:

“Amélia & Duarte” – Alice Guimarães e Mónica Santos

Melhor Caracterização:

Helena Gonçalves – “Capitão Falcão”

Melhor Guarda Roupa:

Isabel Quadros – “Capitão Falcão”

Prémio Sophia Estudante:

“Terra Mãe” – Ricardo Couto, da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculos (ESMAE)

Prémio Sophia de Carreira:

Carmen Dolores e Fernando Costa

Google combate sexismo dos “emojis”

Alguns engenheiros da gigante Google propuseram 13 novos “emojis” de mulheres com diferentes profissões, com o objetivo de fomentar a igualdade de géneros no mundo do trabalho. Os desenhos incluem mulheres engenheiras, químicas, canalizadoras e agricultoras.

A proposta é de Rachel Been, Nicole Bleuel, Agustin Fonts e Mark Davis e foi apresentada no Consórcio Unicode, um grupo sem fins lucrativos que gere um “subcomité de emojis”, em Sillicon Valley.

“Não importa para onde olhamos, as mulheres estão a ganhar visibilidade e reconhecimento como nunca(…) Não é altura de os emojis refletirem também a realidade de que as mulheres têm um papel importante em todos os caminhos da vida e em todas as profissões?”, pode ler-se na proposta.

Jeremy Burge, fundador da “Emojipedia” e do Dia Mundial do Emoji e membro do subcomité do Consórcio Unicode, é a favor da proposta. “É bastante claro que os emojis de mulheres profissionais estão pouco representados nos emojis, e esta abordagem é uma maneira inteligente de lidar com o problema agora, em vez de o evitar”, disse ao jornal inglês “The Guardian”.

A Google foi já várias vezes alertada para o problema do sexismo existente nos emojis. Em março, a “Always” levou a cabo uma campanha chamada “#LikeAGirl”, na qual mostra raparigas que não se sentem representadas pelos símbolos.

Também a primeira-dama norte-aamericana, Michelle Obama, abordou a questão através do Twitter, dizendo que adorava ver um emoji de uma rapariga a estudar

Segundo o relatório de 2015 da plataforma “emogi”, as mulheres utilizam muito mais os ícones do que os homens.

Tinto do Douro eleito melhor vinho do ano

O vinho produzido pela Sociedade Quinta do Portal, relativo à colheita de 2011, foi eleito o melhor do país por um Grande Júri de especialistas de renome internacional, onde se destacam as britânicas Jancis Robson e Julia Harding, os americanos Joshua Greene e Evan Goldstein, o brasileiro Dirceu Junior e a alemã Caro Maurer.

Além do prémio absoluto atribuído ao Quinta do Portal Grande Reserva, o concurso distribuiu prémios por categorias que contemplaram dois vinhos oriundos do Douro, um da Região do Vinho Verde e outro da Região da Bairrada.

O Messias Clássico Garrafeira, colheita da Bairrada de 2010, recebeu o galardão de Melhor Tinto Varietal; o Melhor Branco Varietal foi atribuído ao vinho verde Quinta de Linhares Azal, de 2015; o premio de Melhor Vinho Branco de Lote foi para o Vallegre Doc Douro Reserva Branco, de 2014; enquanto o Quinta do Portal Grande Reserva conquistou também o galardão de Melhor Vinho Tinto de Lote.

Na categoria de vinhos licoroso, o Vinho do Porto Tawny de 1967 da Messias foi eleito “Melhor Vinho licoroso com data” e o Vinho do Porto Tawny 40 anos Kokpe, da Sogevinus, foi classificado como “Melhor Vinho Licoroso com Idade”.

O Douro conquistou 14 das 24 medalhas de Grande Ouro nos vinhos tranquilos e quatro Grandes Ouros na categoria dos Licorosos. Foram também premiadas com Grande Ouros nos vinhos tranquilos as regiões vitivinícolas do Alentejo, Bairrada, Dão, Lisboa, Península de Setúbal, Tejo e Vinho Verde.

“A qualidade deste ano foi muito boa”, resume Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, organização interprofissional do setor vitivinícola, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, que desde 2013 assegura a realização do Concurso Vinhos de Portugal e que tem como missão “promover a imagem de Portugal, enquanto produtor de vinhos por excelência valorizando a marca “Wines of Portugal”.

Segundo este responsável, a edição deste ano contou com 1.350 vinhos a concurso de todas as regiões do país, “o que tornou ainda mais aliciante” o trabalho do júri internacional, recrutado entre críticos internacionais que são profundos conhecedores da realidade nacional.

“Os vinhos portugueses têm cada vez maior prestígio internacional e esse facto tem vindo também a refletir-se nas vendas. Entre 2014 e 2015 as vendas para o estrangeiro aumentaram de 725 milhões de euros para 736 milhões de euros, apesar da quebra acentuada no mercado angolano, que foi muito afetado pela crise”, resume Jorge Monteiro.

Ministério investiga quatro bactérias multirresistentes no Ave

“Estamos a acompanhar, a perceber o que de facto está a acontecer e quais são as origens dessas mesmas bactérias”, declarou aos jornalistas o ministro João Matos Fernandes, à margem de uma visita que realizou ao evento Bioblitz, uma inventariação relâmpago da fauna e da flora na Fundação de Serralves (Porto).

Em abril, a Lusa avançava que um estudo científico do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, em parceria Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Universidade de Friburgo na Suíça, isolaram quatro estirpes de bactérias na água do Rio Ave, todas “Escherichia coli”, com grande capacidade de resistência aos antibióticos, incluindo aqueles que se usam exclusivamente nos hospitais para tratamento de infeções graves (carbapenemos).

Em 2010, o mesmo grupo de investigação isolou no rio Ave uma estirpe portadora dos genes de resistência que viriam a ser identificados na “Klebsiella pneumoniae”, que causou o surto de infeção hospitalar de Vila Nova de Gaia.

O ministro do Ambiente saudou os estudos científicos universitários e defendeu que o padrão de análises às águas dos rios deve ser sistematicamente melhorado.

“É sem dúvida muito saudável que organizações universitárias sejam ainda mais exigentes nas análises que são feitas e encontrem bactérias como estas que foram encontradas, que são sem dúvida de preocupação para nós, e a certeza de que aquilo que é o padrão comum analítico que é feito nas águas do rio têm de ser sistematicamente aperfeiçoado”, declarou.

O ministro do Ambiente adiantou ainda que o seu Ministério não tem conhecimento do aparecimento de bactérias multirresistentes noutros rios em Portugal. “Não temos conhecimento, porque, repito, naquilo que são as análises feitas à qualidade da água, que são feitas pelos organismos do Ministério do Ambiente, dentro de um padrão definido pela Organização Mundial de Saúde”.

João Matos Fernandes disse que o caminho deve ser o de acompanhar a ciência, que “nos vai dando provas inequívocas daquilo que são novas preocupações e novos cuidados a ter” e “com certeza que os poderes públicos acompanham esse mesmo novo conhecimento que a ciência nos traz”.

O ministro do Ambiente afirmou que o caso está a ser acompanhado através da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-Norte).

“A Guerra dos Tronos” declara guerra aos ‘spoilers’

É desde o início dos tempos (ou pelo menos desde o início da série), um dos maiores problemas de “A Guerra dos Tronos”. Os ‘spoilers’ — informações sobre o conteúdo dos episódios veiculadas por quem já viu a quem ainda não o fez — retiram a emoção aos fãs da série e a produção decidiu tomar medidas. O objetivo é travar, sempre que possível, estas fugas de informação. Na impossibilidade de o fazer no que diz respeito aos artigos publicados na imprensa e na blogosfera, os produtores da saga criada por George R.R. Martin decidiram começar por ‘limpar’ o Youtube e outros servidores utilizados por ‘vloggers’ (‘bloggers’ de vídeo).

O HBO, canal que distribui a série em todo o mundo e que em Portugal tem acordo com o TVSéries (embora os episódios estreiem no SyFy), decidiu fazer valer os seus direitos e bloquear conteúdos na internet que utilizem imagens da série. A operação de limpeza é abrangente e aos episódios disponibilizados de forma ilegal — esta é a produção mais pirateada de sempre — juntam-se também vídeos com ‘spoilers’ e ainda outros em que fãs da série tentam adivinhar qual o rumo do acontecimentos.

De produções caseiras a trabalhos quase profissionais, havia quem reconstituísse toda a árvore genealógica de “A Guerra dos Tronos” e tentasse fazer novas ligações, retirando o efeito-surpresa pretendido pelos produtores. Havia quem acertasse quase sempre e passasse a ser seguido por quem não aguentava sem conhecer antes de tempo o que se passaria na série, já na sexta temporada. Agora, ao aceder a alguns destes vídeos em plataformas como o Youtube, surge a mensagem de que o conteúdo foi removido “por violar os direitos de autor da Home Box Office Inc”.

Um dos visados é o utilizador Frikidoctor, especialista na arte da adivinhação do futuro de Westeros. Contactado pelo jornal britânico “Independent”, o ‘youtuber’ explicou que “nos últimos dois vídeos que eles apagaram apenas havia segmentos de vídeo utilizados pelo canal para efeitos de promoção”, pelo que vê a decisão como uma tentativa de o impedir de partilhar a sua visão sobre a série. Frikidoctor não se fica por aqui e tenta provar que é mesmo essa a intenção da HBO, uma vez que no último vídeo que gravou não utilizou “qualquer imagem ou som que fosse pertença do canal”.

A TEMPORADA MAIS SECRETA
Se a manutenção do secretismo sempre foi um dos segredos para o sucesso de “A Guerra dos Tronos”, a atual temporada contou com medidas de segurança adicionais. O argumento não foi distribuído na totalidade a nenhuma das partes envolvidas na produção e houve até nomes de personagens apagados do guião. Tudo para que apenas quem participava nas cenas soubesse o que realmente se passava. “A Guerra dos Tronos” é emitido semanalmente, às segundas-feiras, pelas 22h10, no canal SyFy.

Pela primeira vez, o número dois da FIFA é uma mulher

Um ano depois de rebentar o escândalo de corrupção na Federação Internacional de Futebol (que levou a detenção de dirigentes e que abalou a direção, culminando com a demissão de Blatter), a organização voltou a reunir-se e nomeou novas pessoas para os cargos. Uma delas, foi Fatma Samoura, uma senegalesa de 54 anos que será a secretária-geral. Pela primeira vez, o número dois da FIFA será uma mulher.

“Fatma tem experiência internacional e visão, trabalhou em algumas das situações mais desafiantes da atualidade. Provou a habilidade de construir e liderar equipas, bem como de melhorar o desempenho da organização. Mas o mais importante para a FIFA é a compreensãp de que o coração de uma organização de sucesso é a transparência e a responsabilidade”, disse Gianni Infantino, presidente da FIFA, citado no comunicado publicado no site oficial.

Foi no decorrer do 66º Congresso, na Cidade do México, que Samoura foi anunciada como a nova secretária geral. No entanto, ainda demorará algum tempo até assumir funções, pois segundo os estatutos da FIFA, ainda terá de passar por um processo de elegibilidade realizado por um comité independente. Só depois tomará posse, o que deverá acontecer em meados de junho.

“É um dia maravilhoso para mim. Sinto-me honrada por assumir este cargo. Penso que se trata de um trabalho perfeito tendo em conta as minhas aptidões e experiência, que usarei para ajudar o futebol a crescer em todo o mundo”, afirmou Samoura. “A FIFA está a começar uma nova abordagem de trabalho, e fico ansiosa de participar nesta abordagem da forma mais eficaz e duradoura possível”, acrescentou.

A nova secretária-geral é formada em relações internacionais e em Inglês e Espanhol. Começou a trabalhar no setor privado e só em 1995 se juntou à ONU, participando no World Food Programme, em Roma, enquanto representante do Senegal, Nigéria, Madagáscar, Guiné, Chade, Camarões e Djibouti.

Atualmente faz parte da delação das Nações Unidas na Nigéria, onde é responsável pela gestão de orçamentos e pessoal. A sua equipa é composta por cerca de duas mil pessoas.

O 66º Congresso da FIFA resultou ainda na nomeação de dois portugueses para cargos na organização: Miguel Poiares Maduro e Luís Figo. O antigo ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, vai liderar o Comité de Governação da FIFA, um departamento sem relação direta com o futebol. Já o ex-futebolista vai assumir a vice-presidência do Comité de Desenvolvimento.

O que é que Trump tem contra as mulheres?

É cada vez mais uma realidade: depois da desistência de Ted Cruz, que até agora parecia ser o mais sério oponente de Donald Trump, e de John Kasich, o multimilionário Donald Trump parece ter o caminho livre para se tornar o candidato conservador à Casa Branca. No entanto, relembram as sondagens e a imprensa estrangeira, continua a haver enorme problema que Trump terá de resolver de alguma maneira: é que as mulheres não gostam dele.

“Hillary Clinton está a jogar o trunfo de ser mulher como ninguém. Se Hillary fosse um homem, não conseguiria nem 5% dos votos. É a única coisa que joga a seu favor”, disparou Trump no final de abril, numa tirada que correu a internet (a expressão incrédula de Mary Pat, mulher do governador republicano Chris Christie e que assistia ao discurso mesmo atrás de Trump, transformou-se num vídeo viral). Hillary não demorou a responder: “Se lutar pelos direitos das mulheres na saúde, maternidade e igualdade salarial é jogar o trunfo de ser mulher, então eu aceito”.

As últimas sondagens que NBC e “Wall Street Journal” levaram a cabo em março espelham o descontentamento desta metade do eleitorado norte-americano: é que 70% das mulheres não gostam de Trump e 47% das republicanas “não se imaginam a votar nele”. E este pode ser um verdadeiro obstáculo no caminho que separa Trump da Casa Branca, detalha Katie Packer, líder do grupo antiTrump republicano Our Principles Pac, ao “Guardian”: “As mulheres que vão votar nas eleições gerais acham que ele é detestável. Acham que Trump é sexista, que não respeita as mulheres e que só quer saber da aparência delas”.

Esta impressão negativa que Trump tem vindo a conquistar junto do eleitorado feminino não é novidade. Sobre Clinton, Trump já disse que a candidata não tem autoridade para falar dos direitos das mulheres depois de ter perdoado a traição do marido, o antigo presidente Bill Clinton, com a então estagiária Monica Lewinsky. Noutra ocasião, Trump foi mais longe e republicou um tweet de um apoiante seu com a seguinte mensagem: “Se Hillary não consegue satisfazer o marido, como é que vai satisfazer a América?”.

Mesmo dentro da corrida à Casa Branca, Hillary Clinton, que além de ser mulher tem experiência política em cargos como os de primeira-dama e secretária de Estado, não foi a única mulher a tornar-se um alvo dos insultos de Trump. A antiga candidata republicana Carly Fiorina, que desistiu da corrida presidencial em fevereiro, viu a sua aparência física criticada por Trump quando o multimilionário questionou: “Já viram a cara de Carly Fiorina? Quem é que votaria naquilo?”. A mulher de Ted Cruz, Heidi, também não escapou às críticas do empresário, que publicou uma imagem desfavorecida dela ao lado de um ensaio fotográfico que Melania, a sua mulher (que é modelo) fez para a revista GQ, com a legenda “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Nas últimas semanas, Trump tem dirigido um número de insultos a mulheres anormalmente grande, até para o seu costume (“se esta é a visão que Trump tem das mulheres, é melhor que saia dos anos 1950”, criticava há dias o “Guardian”): é que antes do comentário sobre o trunfo de Hillary vieram as críticas às mulheres que abortam, que “devem ser castigadas” – o comentário foi tão mal recebido que Trump depressa recuou -, e a agressão do responsável pela sua campanha, Corey Lewamdowski, a uma jornalista que tentou colocar uma questão a Trump (e a quem o candidato insistiu em chamar mentirosa mesmo depois de terem aparecido as fotografias do braço de Fields com nódoas negras e a gravação áudio do momento em que a agressão aconteceu).

Mas o histórico de Trump a dizer coisas pouco abonatórias para as mulheres é vasto e não é recente, como o Our Principles Pac fez questão de recordar num vídeo que publicou em março e que mostra mulheres a lerem citações de Trump como “mulheres: tratem-nas mal”. No verão passado, a misoginia de Trump começou a ser discutida nos media quando o candidato se referiu a Megyn Kelly, jornalista da Fox News que o interpelou num dos debates republicanos sobre o que ele faz em relação a mulheres: “Dava para ver que ela tinha sangue a sair dos olhos. Ela tinha sangue a sair… sabe-se lá de onde”.

Pistas mais antigas surgem do livro de 2006 “Trump 101: The way to success”, em que o multimilionário escrevia que “beleza e elegância, seja numa mulher, num edifício ou numa obra de arte, não são qualidades superficiais”, ou no seu concurso de empreendedorismo “The Apprentice”, quando argumentou que “todas as concorrentes” o tentavam seduzir e que as vitórias de concorrentes femininas se deviam em grande parte ao facto de serem “atraentes”.

Um dos desentendimentos mais famosos entre Trump e uma mulher deu-se quando o agora candidato não gostou de comentários de Rosie O’Donell, atriz, comediante e ativista dos direitos LGBT, sobre si: “Rosie é nojenta por dentro e por fora. Ela fala como um camionista. Se eu mandasse no ‘The view’ [programa do qual a atriz fazia parte], despedia-a mal olhasse para aquela cara feia e gorda”. Em 2012, a fundadora do “Huffington Post”, Ariana Huffington, também teve direito a um tweet pouco simpático: “É feia por dentro e por fora. Percebo perfeitamente porque é que o marido a trocou por um homem – foi uma boa decisão”.

As mulheres têm estado atentas e parece que não estão a gostar do que Trump, que no ano passado se autoproclamou “o melhor candidato para as mulheres”, tem para lhes dizer. Os números dizem que neste momento há 24% a 25% de mulheres solteiras nos Estados Unidos, um número que tem disparado nas últimas décadas, e que estas se inclinam tradicionalmente para o Partido Democrata – a juntar aos números de baixa popularidade de Trump entre as mulheres e particularmente entre as republicanas, é fácil concluir que este poderá ser um entrave para o aspirante a presidente.

Liz Mair, fundadora do grupo republicano Make America Awesome, já confirmou ao “Guardian” que se o partido democrata nomear Hillary Clinton, muitas mulheres conservadoras deverão dar à antiga secretária de Estado os seus votos por considerarem que a candidata é um mal menor. E a líder da Our Principles Pac, a republicana Katie Packer, resume o problema: “Não podes ganhar umas eleições quando tens resultados destes junto das mulheres. É devastador e insustentável para o Partido Republicano”.

Farmacêutica Pfizer proíbe uso dos seus produtos em execuções nos EUA

A farmacêutica multinacional Pfizer anunciou na sexta-feira restrições à venda de alguns dos seus produtos para evitar que sejam usados nas execuções de condenados à morte nos Estados Unidos da América (EUA).

“Estamos a restringir a distribuição de determinados produtos que integravam os protocolos de execução de determinados estados [norte-americanos]. A Pfizer opõe-se firmemente ao uso destes produtos nas injeções letais”, afirmou a empresa, num comunicado.

Segundo o jornal The New York Times, a Pfizer era a última farmacêutica norte-americana e europeia que ainda não tinha dado este passo.

A empresa publicou uma lista de sete produtos que passará a distribuir de forma restrita a um grupo selecionado de vendedores sob a condição de que não serão comercializados para as injeções letais.

Nos últimos cinco anos, cerca de 20 farmacêuticas europeias e norte-americanas bloquearam a utilização dos seus produtos nas execuções de condenados nos EUA.

Para contornar a situação, estados como o Arizona ou o Texas tentaram comprar os produtos na Índia, mas as substâncias foram confiscadas pelas autoridades federais norte-americanas à entrada no país.

Alguns estados, como Texas, têm conseguido os fármacos para as execuções em pequenos laboratórios que não são identificados.

Há também estados que já aprovaram o recurso a métodos alternativos para as execuções, como fuzilamentos (Utah), cadeira elétrica (Tennessee) ou asfixia com hidrogénio (Oklahoma), embora nenhum deles os tenha usado nos últimos anos.

Noutros casos, como o do Ohio, as execuções foram suspensas por falta de meios para as concretizar.

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