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Elisabete Teixeira

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“Por cá e em Bruxelas comenta-se que o Governo tenciona integrar o Novo Banco na CGD

A vice-presidente do PSD, Maria Luís Alquerque, fala, num artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios, nos “rumores” que existem, em Portugal e em Bruxelas, de que o Governo pretende integrar o Novo Banco na Caixa Geral de Depósitos (CGD) e lança algumas questões, sugerindo que esta integração poderá estar na origem da necessidade de recapitalização da CGD, no valor de quatro mil milhões de euros.

Por cá e em Bruxelas comenta-se que o Governo tenciona integrar o Novo Banco na CGD. E há rumores de que uma recusa de Bruxelas poderia fazer cair o Executivo”, refere a ex-ministra das finanças, acrescentando que “normalmente não há fumo sem fogo…”
E a propósito do “fumo”, lança algumas questões:”O Novo Banco não é público, não pertence ao mesmo dono que a CGD. Seria comprado? A que preço? Seria nacionalizado? Com ou sem indemnização? Será que é intenção do Governo fazer recair o custo da resolução do BES sobre os contribuintes, quando a forma como o processo foi conduzido se destinou precisamente a protegê-los?”.

Maria Luís Albuquerque dedica a maior parte do texto a defender a posição do PSD de avançar com uma comissão de inquérito à CGD, explicando que “é precisamente por o PSD não desconhecer o que se passava até ao final de novembro de 2015” que quer “saber porque é pedido aos portugueses um esforço tão significativo”.

Quanto aos receios já expressos de que esta comissão de inquérito possa “fragilizar a CGD”, a deputada social-democrata responde que esse argumento é “estranho”. “Mas o que é que não se sabe já? Que capitais privados fugiriam da CGD (não tem capitais privados)? Que cotação da CGD cairia em bolsa, se não está cotada? Ou seriam os depositantes a retirar os seus depósitos? Para colocar onde, quando a CGD tem sido o principal beneficiário com as preocupações que surgiram no passado relativamente a outros bancos? E, sobretudo, como é que a especulação e a falta de transparência podem contribuir mais para a solidez e reputação de um banco do que o seu escrutínio sério e democrático?”

Tribunal de Justiça da UE condena Portugal a pagar 3 milhões de euros por falta de tratamento de águas residuais

O Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) condenou esta quarta-feira Portugal a pagar uma multa de três milhões de euros e uma sanção diária de 8.000 euros por cada dia de falta de tratamento de águas residuais urbanas.

Num acórdão divulgado, o Tribunal de Justiça da UE condena Portugal, além do pagamento da quantia fixa de três milhões de euros, a uma sanção pecuniária compulsória de 8.000 euros por dia de atraso no cumprimento da diretiva relativa ao tratamento das águas residuais urbanas, concretamente em Vila Real de Santo António (Algarve) e Matosinhos (Porto).

Portugal é 3.º produtor de tomate na União Europeia

Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate na União Europeia (8,0%) em 2015, depois de Itália (36,3%) e Espanha (27,4%), sendo que os três países fornecem quase três quartos do legume, divulgou, esta quarta-feira, o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), Portugal cultiva 2,5% dos legumes e 3,6% das frutas produzidas na UE, que divulga dados do ano passado, sendo o terceiro maior produtor de tomate (8% do total da UE).

No que respeita aos legumes, o tomate é a principal produção na média da UE (35 quilos por habitante), enquanto a maçã (25 quilos por habitante) é o fruto com maior produção.

A Polónia é o principal produtor de maçãs (25% do total), seguindo-se Itália (19,2%) a França (15,5%).

A produção de maçãs em Portugal representa 2,6% do total da UE.

Lançamento de estudo sobre vírus Zika em relação a mulheres grávidas e crianças

Os institutos nacionais da saúde norte-americanos anunciaram esta terça-feira o lançamento de um extenso estudo sobre o vírus Zika nas mulheres grávidas e crianças, nas zonas mais afetadas, sobretudo na América Latina.

Este estudo sobre os efeitos do Zika nas crianças e nas mulheres grávidas começou em Porto Rico e vai ser estendido ao Brasil, Colômbia e outros países onde a transmissão do vírus está ativa. Ao todo, cerca de 10.000 mulheres grávidas, com pelo menos 15 anos de idade, devem ser recrutadas.

O estudo destina-se a determinar a extensão dos riscos para a saúde que o vírus Zika apresenta para as mulheres grávidas, os fetos e os seus filhos.

O vírus Zika propaga-se principalmente pelas picadas de mosquitos infetados mas pode também ser transmitido sexualmente e de mãe para filho.

As infeções devido a este vírus têm sido registadas em 60 países deste território.

O vírus está ligado a um surto de casos de microcefalia, um defeito de nascença normalmente raro, que se manifesta por um crânio e cérebro anormalmente pequenos e por possíveis danos neurológicos.

Além da microcefalia, foram encontrados outros problemas como nados-mortos, abortos espontâneos, bebés nascidos com as estruturas cerebrais pouco desenvolvidas, defeitos oculares ou problemas auditivos.

Os participantes neste estudo vão ser mulheres no seu primeiro mês de gestação que serão vigiadas até à altura do parto. Os investigadores vigiarão os recém-nascidos durante o primeiro mês de vida.

“Não determinámos mais efeitos do vírus Zika nas grávidas”, sublinhou Anthony Fauci, diretor do instituto nacional das alergias e das doenças infecciosas norte-americano.

“Este estudo pretende encontrar novos dados importantes que deverão ajudar a guiar as respostas médicas e de saúde pública em relação ao vírus”, acrescentou.

Os investigadores pretendem comparar os grupos de mães e de crianças infetados pelo Zika com outros que não padecem desta doença. Esta comparação será feita de modo a perceber a frequência de abortos espontâneos, nascimentos prematuros, microcefalia, de malformação do sistema nervoso e outras complicações.

Os cientistas vão comparar também o risco de complicações durante a gravidez entre as mulheres que mostraram sintomas de infeção pelo vírus Zika e aquelas que não mostraram sintomas.

Festival TODOS. Vamos almoçar no “Jardim das Delícias” de Bosch?

O ponto de encontro foi a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, o que indicava à partida que a apresentação do Festival TODOS passaria obrigatoriamente pela comida. Sim, a gastronomia é uma das atividades a ter em atenção na 8ª edição do evento. De 8 a 11 de setembro na Colina de Santana, em Lisboa, as artes performativas, como o teatro e a dança, vão conviver com os sabores e os cheiros de várias partes do mundo.

Tem sido assim desde 2009: a Câmara Municipal de Lisboa em parceria com a Academia de Produtores Culturais procura demonstrar afinal o que é que isto de uma Lisboa intercultural. Os artistas são de várias partes do mundo, da França até Marrocos, e alguns deles já deixaram marcas na cidade. Desde as paredes coloridas da Rua de São Bento até à imersão multicultural no Martim Moniz ou no Intendente, o eixo da programação e das iniciativas mantém-se: “pensar a arte num mundo contemporâneo”, segundo Madalena Vitorino, uma das responsáveis do Festival Todos.

A companhia Laika, da Bélgica, apresenta o espetáculo “Piknik Horrifik”, uma combinação de teatro e gastronomia, que tem como inspiração o quadro “Jardim das Delícias” de Hieronymous Bosch. Durante a apresentação do TODOS estão na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, mas em setembro o local do espetáculo será o antigo Hospital Miguel Bombarda, um sítio que o chef Peter De Bie acredita ser o indicado para a dualidade “paraíso e inferno” que pretende transmitir.

“Disse logo à organização que queria o último sítio imaginável para fazer um piquenique”, refere.

O Hospital Miguel Bombarda, uma unidade vocacionada para a psiquiatria, fechou há alguns anos. Em 1911 era a “casa” do Convento de Rilhafoles. Se muitos estranharam o local escolhido, outros acharam ser apropriado consoante o que foi apresentado: pratos de terra comestível, salgado e doce, e até uma cara feita de mousse de salmão, tudo foi pensado para inquietar e desmitificar o conceito idealizado de piquenique. “A ideia que temos desta atividade é sempre comparável a um paraíso”, explica Peter De Bie.

O aniversário dos 500 anos da morte de Hieronymus Bosch foi um dos pontos de partida para o espetáculo da equipa da companhia Laika. Tal como no quadro “O Jardim das Delícias”, com uma divisão da pintura em três partes, onde o pintor recriou a linha ténue que existe entre o inferno e o paraíso, também Peter De Bief tenta colocar uma tela à frente dos seus olhos. “Estamos todos, neste momento, num quadro do Bosch”, diz, apontando para a sala. No Festival TODOS vai “alimentar” 200 pessoas de cada vez, para isso, conta com a ajuda de nove elementos da companhia e com a participação de dez residentes da Colina de Santana.

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“Jardim das Delícias”, de Bosch

De recordar ainda que o quadro “Jardim das Delícias” foi emprestado em maio deste ano pelo Museu de Arte Antiga ao Museu do Prado para integrar a exposição dedicada ao pintor.

A programação do evento fica completa com a música, o circo e a dança: um dos destaques vai para uma open-call a todos os guitarristas de Lisboa para participarem num espetáculo de funambulismo, a arte circense em que o artista caminha sobre uma corda suspensa no ar. A música vai acompanhar a proeza e promete ajudar o restante público a exercitar a respiração ao som das cordas elétricas, com os olhos postos no céu.

A 8ª edição do Festival Todos tem como tema “Surpreender o quotidiano” e desde logo leva o público até alguns dos “segredos” da Colina de Santana: desde conventos transformados em antigos hospitais psiquiátricos até palácios e casas particulares, o objetivo passar por resgatar em Lisboa “uma memória que as pessoas sabiam que existia, mas que não conheciam”. A entrada nas atividades do festival é gratuita.

Crianças presas em espaços fechados não aprendem nem crescem

E se lhe dissessem que 70% das crianças portuguesas passam menos tempo ao ar livre por dia do que os 60 minutos recomendados para os detidos em prisões? Provavelmente não acreditaria, mas é verdade. A conclusão é de um estudo levado a cabo pela marca Skip no nosso país e vem reforçar as convicções de vários especialistas, segundo os quais é necessário fazer algo para mudar a situação com urgência. Preocupada com o desenvolvimento infantil a marca publicou nas últimas semanas um vídeo online que alerta justamente para esta questão.

Uma das vozes que mais se tem feito ouvir nesta matéria é a de Carlos Neto, professor catedrático e investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH). Nas suas palavras, esta tendência de manter as crianças em espaços fechados “retira-lhes a possibilidade de poderem viver uma infância feliz, por não experienciarem situações corporais que são próprias da idade e fundamentais na formação da sua personalidade e identidade”.

O Professor revela que “são crianças muito protegidas e aprisionadas corporalmente quanto a possibilidades de confronto com o espaço físico exterior”, lembrando ainda que esta não é uma situação exclusiva de Portugal: “Verifica-se de forma generalizada por todo o mundo e tem vindo a assumir dimensões muito preocupantes na perspetiva dos direitos e da saúde das crianças.”

Pandemia do controlo

Mas como é que se chegou a este ponto? Carlos Neto não hesita em apontar o dedo àquilo que designa por “pandemia do controlo adulto das experiências de movimento na infância” ou “terrorismo do não”. As consequências são as que se adivinham e o professor, a trabalhar com crianças há mais de quatro décadas, enumera-as: “Promove uma pobreza de cultura motora, criando condições para que se instale uma iliteracia física, prejudicial ao desenvolvimento de estilos de vida saudável nestas idades e ao longo da vida.”

Alterações nos últimos 20 anos em todo o mundo

– As crianças perderam 8 horas de brincadeira por semana.

– 30 mil escolas acabaram com o recreio.

– Menos 50% do tempo é passado na rua.

– As atividades desportivas e artísticas organizadas aumentaram até 180 minutos.

Embora admita a importância do estabelecimento de regras na educação dos mais novos, realça que “os pais atuais têm uma preocupação excessiva, e por vezes obsessiva, em não permitir que os filhos corram riscos em situações de movimento ou de atividade física”. O problema é que, ao impedirem o confronto com o risco físico, estão a “contribuir para um aumento do sedentarismo e analfabetismo motor na infância”. Sublinha ainda que “aprender a mover o corpo em liberdade e sem constrangimentos é uma necessidade crucial para o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social da criança”.

Desaparecimento da rua

Questionado sobre o contexto que levou pais e educadores a aprisionarem as suas próprias crianças, o professor elenca diversos motivos. Entre eles, o “desaparecimento da rua enquanto local de jogo”, muito por via da crescente urbanização das cidades, aumento do tráfego automóvel e ausência de políticas públicas dirigidas ao bem-estar na infância. Ao mesmo tempo, assiste-se ao “excessivo alarmismo dos órgãos de comunicação social sobre os perigos a que as crianças estão sujeitas”, levando à redução da permissão dada pelos pais para que se desloquem sozinhas.

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O que os pais não sabem – ou facilmente esquecem – é que esta via da proteção excessiva está longe de ser benéfica para os filhos: “Brincar é ganhar confiança em si próprio e é também o melhor caminho para evitar o acidente, ou seja, quanto mais risco mais segurança.”

Ainda assim, o fundador e antigo presidente da Sociedade Internacional para Estudos da Criança não tem dúvidas em afirmar que “hoje temos melhores pais, melhores famílias, melhores crianças e melhor sociedade do que há anos atrás. O que está em causa é o aparecimento de novos problemas associados à educação das crianças do nosso tempo que podem estar a colocar em perigo a sua identidade, autonomia e necessidades básicas de desenvolvimento biológico e cultural”, alerta.

Mudanças precisam-se

Para inverter a situação são necessárias mudanças urgentes. Entre elas, Carlos Neto destaca “mais políticas públicas dirigidas à infância” e também “mais coragem política” na adoção de modelos que permitam conciliar melhor o trabalho dos pais com a escola e a família.

Na sua perspetiva, “a angústia da gestão do tempo dos filhos instalou-se na vida quotidiana dos pais, tornando-se um dos fenómenos mais intrigantes do nosso século”. Como resultado, os mais novos estão a ser vítimas daquilo que designa como um “inconsistente modelo de organização da vida social”. Pais cansados e em stress por excesso de horas de trabalho, por um lado, e crianças com agendas excessivas de tempo escolar e extraescolar, por outro, não permitem pensar na existência de tempo disponível para uma relação equilibrada e saudável do tempo para brincar entre pais e filhos”, afirma. E acrescenta mesmo que “de forma paradoxal, no nosso tempo passeiam-se mais os cães do que as crianças”.

Defende que “as cidades devem ser amigas das crianças e desenvolver projetos adequados às suas necessidades de desenvolvimento”. Para tal, considera que é necessária uma “nova cultura governamental das cidades e do seu planeamento”, contribuindo para a qualidade de vida das populações. Algo que já está “em grande desenvolvimento em muitas cidades do mundo”, nomeadamente nos países escandinavos, sublinha.

5 motivos para brincar mais e melhor

Algumas razões por que brincar é importante desde os primeiros tempos de vida, segundo Carlos Neto:

– Os jogos e brincadeiras mais comuns na infância contribuem para a aquisição de conceitos de respeito mútuo, fair-play, cidadania e cooperação;

– Brincar é estimular o sentido de humor e a positividade do cérebro e do pensamento;

– A brincar desenvolve-se a capacidade de resolver problemas e a lidar com o incerto;

– Através do jogo e da brincadeira partilha-se o sentido da vida e promove-se a empatia com os outros;

– Crianças que brincam mais são mais ativas, felizes e empreendedoras.

Mais presos, menos atentos

Comparar o tempo de recreio dos detidos em estabelecimentos prisionais com o tempo de recreio escolar é, para Carlos Neto, uma “forma inteligente de demonstrar o que está a acontecer na infância atual”. Apoiado em diversos estudos sobre o assunto, lembra que está demonstrado que “crianças ativas no recreio são aquelas que aprendem melhor dentro da sala de aula”, revelando mais capacidade de atenção e concentração. Por esse motivo, entende que “necessitamos de valorizar o tempo de intervalo escolar no projeto educativo das escolas públicas e privadas” e os “recreios devem ser estruturados de forma a ser aliciantes para as crianças”.

Lamenta que o tempo de recreio escolar seja uma espécie de “terra de ninguém”, acabando por ser “pouco valorizado pelos adultos”. “É caso para dizer que as crianças aprendem muito no recreio e deveriam brincar mais dentro da sala de aula”, sintetiza, explicando que “cerca de 90% dos reclusos presos por homicídio foram privados de brincadeira na sua infância”.

Futebolista David Beckham defende permanência do Reino Unido na União Europeia

David Beckham, considerado um dos melhores futebolistas ingleses de sempre, anunciou esta terça-feira a intenção de votar a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia no referendo agendado para segunda-feira.

“Vivemos num mundo dinâmico, onde ligados somos fortes. Devemos lidar com os problemas do mundo em conjunto e não isoladamente”, argumentou o ex-futebolista, de 41 anos, num comunicado divulgado pela campanha “Bretanha mais forte na Europa”.

Beckham lembrou que teve “o privilégio de viver em Madrid, Milão e Paris”, juntamente com colegas “de toda a Europa e do mundo”, salientando toda a “hospitalidade” que mereceu em todas essas cidades.

“Por todos esses motivos, vou votar para ficar” na UE, conclui o ex-internacional inglês, numa altura em que as sondagens dão praticamente um ‘empate técnico’ entre o ‘Sim’ e o ‘Não’.

Na segunda-feira, o presidente executivo da Liga inglesa de futebol, Richard Scudamore, alertou para os vários problemas provocados por uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE), considerando-a adversa aos interesses da ‘Premier League’.

O Brexit, como é conhecida a campanha a favor do isolamento britânico face à UE, posicionamento que será submetido a referendo na quinta-feira, é desfavorável à “abertura e importância da liga inglesa” fora do Reino Unido, disse o dirigente.

“Ninguém tem mais ‘cicatrizes’ do que eu no que diz respeito às negociações com Bruxelas [sede da UE] para tentar organizar as coisas a favor dos nossos interesses face à máquina europeia”, começou por dizer Scudamore, que defende a permanência na esfera comunitária.

Para Scudamore, “em última instância, não se pode quebrar, não se pode saltar fora, tem que se estar dentro e negociar, tentar, organizar e influenciar”.

“A abertura e reconhecimento internacional da Premier League poderá tornar-se incongruente se nos posicionarmos contra”, referiu o dirigente inglês.

Segundo Scudamore, a saída do Reino Unido do seio dos 28 países da EU não permite “o controlo do próprio destino”, como defende a campanha Brexit.

“Isso não é absolutamente correto para quem viaja pelo mundo, como nós fazemos, onde encontramos abertura para fazer negócios, para debates e cooperação”, sublinhou, concluindo: “Acho que seremos, penso eu, menos respeitados por não querermos fazer parte de algo”.

Criança de três anos morreu afogada um dia depois do irmão gémeo

Caleb e Ezekiel tinham três anos e estavam com a família numa festa. A certa altura, um grupo de crianças saiu para a rua para ir brincar e os dois gémeos conseguiram chegar à área fechada da piscina. Ainda não foi determinado como é que as crianças conseguiram acesso, mas é provável que tenham passado por baixo, ou por cima da sebe que estava à volta da piscina.

Passados alguns minutos, as duas crianças foram encontradas debaixo de água pela sua irmã, Gabriella. A piscina tinha pouco mais de 1,20 metros de profundidade.

Segundo os médicos que foram chamados ao local do acidente, as duas crianças terão estado na água entre 15 e 20 minutos.

Caleb foi declarado morto à chegada do hospital, no sábado. Ezekiel estava em suporte de vida, mas acabou por morrer no domingo, um dia depois.

As duas mortes foram consideradas acidentais pelas autoridades, segundo adianta a Time.

Uma campanha de angariações de fundos para ajudar a família a pagar os funerais das duas crianças foi lançada no site Go Fund Me. Até agora, um dia depois, já foram angariados 10.000 euros e o objetivo é atingir os 17.500 euros.

Homem belga pede eutanásia porque não quer ser gay

Um homem belga pediu a eutanásia, porque não consegue aceitar a sua homossexualidade. “Sempre pensei na morte. Desde as minhas primeiras recordações, sempre esteve presente. Isto é um sofrimento permanente, é como estar prisioneiro no próprio corpo”, disse o homem à BBC.

A Bélgica, país onde a eutanásia é legal, tem leis específicas para o procedimento. No caso de o doente sofrer de uma enfermidade física, tem de haver acordo entre dois médicos e o paciente. Nos casos de doenças psiquiátricas, é necessário que haja três médicos de acordo. O pedido de eutanásia tem de ser feito de forma voluntária, consciente, e apenas se houver sofrimento físico ou mental incurável, constante ou insuportável, lembra a BBC.

Gilles Genicot, professor de direito médico na Universidade de Lieja e membro do comité de revisão da eutanásia, declara que “é muito provável que ele tenha problemas psicológicos relacionados com a sua sexualidade”. Ainda assim, o responsável conclui: “Não consigo encontrar um rasto de doença psíquica real aqui”.

Genicot considera, no entanto, que não se pode “descartar a opção de eutanásia para estes pacientes”. “Eles podem ser amparados pela lei, quando se tiverem tentado todos os tratamentos e nenhum tenha tido êxito, e três médicos cheguem à conclusão de que não sobra mais nenhuma opção”, explicou o membro do comité de revisão da eutanásia.

“Para mim é só uma anestesia”, disse o homem que quer morrer. Há 17 anos a fazer tratamentos terapêuticos, lembra que “toda a vida” o levou a esta realidade: “A minha mãe tinha demência, e então eu não estava bem mentalmente”.

O belga diz que se sentiu “muito sozinho” durante a infância. “Tinha medo de sair, de ser visto. Estava sempre assustado e era consideravelmente tímido”, disse.

“Eu não queria ser gay”, afirma na entrevista à BBC. O homem está decidido a recorrer à eutanásia como última arma para lutar com o que considera um “sentido constante de vergonha e sensação de cansaço, por estar atraído por gente por quem não me devia sentir atraído”.

Desde 2002 que a eutanásia é legal na Bélgica, e em 2014 a lei passou a permitir que as crianças também possam recorrer a este procedimento.

Pelo menos três mortos em deslizamento de terras e inundações no Japão

Pelo menos três pessoas morreram e três estão desaparecidas numa região a sul do Japão, após recentes inundações e deslizamentos de terras devido a intensos terramotos, anunciaram esta terça-feira fontes oficiais.

Segundo as mesmas fontes, as equipas de resgate estão a procurar as três pessoas desaparecidas a sul da província de Kumamoto, onde cerca de dois mil residentes tiveram de abandonar as suas casas, incluindo aqueles que conseguiram fugir em segurança após os dois grandes terramotos em abril.

Estes terramotos, com magnitude de 6,2 e 7 graus na escala de Richter, foram seguidos por mais de 1.700 réplicas, as quais causaram a destruição do solo em várias áreas, informaram fontes oficiais, que anunciaram na altura 49 mortos e danos avultados.

A chuva torrencial dos últimos dias originou vários deslizamentos de terras, bem como inundações em toda a área durante a noite passada.

Os residentes da província de Kumamoto reportaram que os rios transbordaram e provocaram inundações, bem como deslizamentos de terras.

Mais chuva é esperada nos próximos dias, segundo a agência meteorológica japonesa, que emitiu alertas de chuva intensa e trovoadas, tanto para a província de Kumamoto, como para zonas nos arredores da ilha de Kyushu.

As autoridades anunciaram que, das três vítimas mortais, um homem de 79 anos morreu afogado na cidade de Kosa, um outro, de 92, morreu na sequência de a sua casa ter sido soterrada por um deslizamento de terras.

Uma mulher de 86 anos morreu também devido a um deslizamento de terras na cidade de Kumamoto, anunciou a emissora publica de televisão japonesa, NHK, acrescentando que a pessoa com quem vivia contínua por encontrar.

Fontes oficiais não confirmaram, até ao momento, uma quarta morte, no entanto afirmam que pelo menos três pessoas estão desaparecidas, sendo que uma das vítimas, de acordo com os relatos dos ‘media’, será um homem de 66 anos, também atingido por um deslizamento de terras na cidade de Uto.

O Governo central, que tem suportado a reconstrução depois do terramoto em Kumamoto, anunciou esta terça um reforço no departamento de gestão de crises.

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