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Elisabete Teixeira

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Avaliação do Banco de Portugal ao caso BES aponta falhas na supervisão desde Constâncio

A avaliação que o Banco de Portugal fez à sua atuação no caso BES (Banco Espírito Santo) aponta para falhas na supervisão desde que Vítor Constâncio era governador.

De acordo com o Jornal de Negócios, o documento que o regulador recusou entregar aos deputados, faz críticas à atuação do supervisor e aponta falhas no acompanhamento realizado ao Banco Espírito Santo que remontam até ao início da década passada, apanhando portanto o mandato de Vítor Constâncio, para além de Carlos Costa que assumiu o cargo pela primeira vez em 2010. Durante este período, a supervisão foi tutelada pelo vice-governador, Pedro Duarte Neves que deixou a pasta em 2014 quando foi substituído por António Varela, que se demitiu do cargo há poucas semanas.

Uma das questões apontadas nesta autoavaliação, segundo o Jornal de Negócios, é a existência de informação sobre o Grupo Espírito Santo e as operações em Angola do BES, que não terão sido utilizadas pelo Banco de Portugal no seu trabalho de supervisão ao banco.

O relatório que tem 600 páginas e foi elaborado pela comissão de avaliação às decisões e à atuação do Banco de Portugal na supervisão do BES e que foi nomeada pelo próprio supervisor. Esta comissão trabalhou com o apoio técnico da consultora Boston Consulting Group.

O relatório desta “auditoria” já foi pedido duas vezes pelo Parlamento. A primeira vez foi na sequência da comissão de inquérito ao BES, tendo o Banco de Portugal recorrido a um parecer jurídico interno para justificar a recusa em dar o documento, em nome do dever de segredo e da proteção de terceiros. O relatório voltou a ser pedido no quadro da comissão de inquérito ao Banif, com nova recusa do BdP.

O Banco de Portugal optou por divulgar as recomendações que saíram desta autoavaliação e onde se lê, nas entrelinhas, algumas autocríticas. O regulador assumiu que deveria no futuro ter uma especial preocupação em tomar “decisões de supervisão de forma mais tempestiva e determinada, mesmo que tal implique um maior risco de litigância”.

Nível de alerta para o Euro 2016 já era elevado antes dos ataques em Bruxelas

O ministro do interior francês, Bernard Cazeneuve, considerou que os atentados da manhã desta terça-feira, em Bruxelas, lembram “tragicamente o alto nível de ameaça que existe” no âmbito do Euro 2016 de futebol.

Bernard Cazeneuve falou à saída de uma reunião da comissão de controlo da segurança do Europeu, poucas horas após os atentados em Bruxelas, no aeroporto e metro, dos quais resultaram, até agora, 34 mortos e 187 feridos.

“Não podemos subir constantemente o que já está num nível muito elevado [alerta de segurança] desde os ataques em Janeiro de 2015 [no Charlie Hebbdo, em Paris]”, acrescentou o ministro, em resposta a uma possível subida dos níveis de alerta.

Na reunião da comissão de controlo estiveram o ministro francês dos desportos, Patrick Kanner, o presidente do Comité Organizador do Euro2016, Jacques Lambert, e o representante das cidades anfitriãs, Alain Juppé, presidente da Câmara de Bordéus.

A comissão aprovou as medidas anunciadas após os ataques de Paris, em 13 de Novembro: revista sistemática à entrada das zonas de adeptos, detectores de metais, a intervenção de equipas de desminagem e a instalação de sistemas de vídeo vigilância.

A segurança nas zonas de adeptos e nos centros das cidades terá um custo estimado de 17 milhões de euros e a UEFA já prometeu um contributo até três milhões, embora Alain Juppé tenha indicado que a França irá pedir mais um milhão.

O estado francês contribuirá em 80% os custos da vídeo vigilância, na ordem dos dois milhões de euros.

A segurança nos estádios, as sedes das selecções, hotéis oficiais e centro de imprensa são responsabilidade da UEFA, que colocará nestes sítios mais de 10.000 efectivos de segurança privada, mais sete por cento em relação ao que estava previsto em Novembro.

Ao todo, estima-se que durante o mês de competição cerca de 2,5 milhões de espectadores assistam a jogos nos estádios e mais de sete milhões em zonas reservadas a adeptos.

Costa lança plano de reformas para captar financiamentos europeus

Com o Orçamento do Estado aprovado, o Governo lança-se na fase seguinte da governação: debater e aprovar um novo Plano Nacional de Reformas em coordenação estreita com a preparação de alterações ao Plano de Estabilidade e que terá a sua concretização na preparação do Orçamento do Estado para 2017.

O momento do arranque desse debate será uma Conferência Nacional sobre o Plano Nacional de Reformas a realizar na próxima terça-feira, dia 29 de Março.

A ideia do Governo para a alteração do Plano Nacional de Reformas passa por dar resposta positiva às críticas que foram feitas pela Comissão Europeia no último relatório sobre Portugal, divulgado no final de Fevereiro. De acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO, o Governo considera que este documento é uma “oportunidade para o contra-ataque”, já que identifica um conjunto de debilidades da economia portuguesa por resolver como o baixo nível de qualificação, a burocratização dos serviços públicos, os atrasos na Justiça e a deficiente capitalização de empresas.

Esta intenção foi já comunicada ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pelo primeiro-ministro, António Costa, logo no jantar que juntou ambos em Lisboa, a 8 de Março, véspera da posse do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A ideia é a de assim ter a posição da Comissão Europeia e a identificação de problemas que esta fez como base das reformas a fazer e não contestar as críticas. Essa grelha identificada pela Comissão Europeia será completada com soluções retiradas do Programa do Governo. Por outro lado, o Governo dá assim vazão aos temas do impulso para a convergência que estavam no documento que o PS português e o PSOE aprovaram em Budapeste, em 2015.

Por exemplo, na qualificação dos portugueses, a ideia vai ser a de que é preciso aumentar o aproveitamento e diminuir o abandono escolar. Para o excesso de burocratização, a aposta é o Simplex. Na Justiça, a prioridade será dada aos processos fiscais. Outra dimensão do Plano Nacional de Reformas é o prosseguir do plano energético que o relatório da Comissão Europeia considera já ter sido melhorado.

Parte importante deste plano de reformas passa pela valorização das empresas. Haverá ainda uma aposta nos centros tecnológicos ao nível da busca de criação de condições para as empresas, isto sem esquecer a sua capitalização. Esta solução será coordenada com as alterações ao Plano de Estabilidade que serão apresentadas à Comissão Europeia em Abril.

O Governo entende que desta forma responde à Comissão Europeia, retoma a iniciativa frente aos parceiros de acordo de Governo – o BE, o PCP e o PEV – e força o debate destas questões na concertação social. O objectivo é tentar envolver o maior número possível de forças no debate político, o qual se quer pacificado e não crispado. De acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO a tónica da pacificação tem como promotor máximo o novo Presidente da República.

Sobreviver pelas diferenças
Mesmo antes de ser eleito, já Marcelo Rebelo de Sousa dava sinais de que não iria demitir um Governo de esquerda e, depois da posse, a cooperação entre Presidente e Governo é estratégica. A ideia transmitida ao PÚBLICO por um conselheiro do Presidente é a de que, para Marcelo, este Governo “tem que durar e ganhar solidez para lá do OE2016”. De acordo com o mesmo conselheiro de Marcelo, o Presidente tem consciência de que “mesmo a direita tem de ter tempo para se recompor”, num momento em que “esta solução de Governo não tem alternativa”, pois “a direita não tem programa, nem tem discurso e não se ganham eleições a defender de novo mais cortes nos salários”.

Assim, com uma relação pessoal cordial, Marcelo e Costa têm falado mais de uma vez ao dia por telefone e coordenado estratégias face à União Europeia e internamente. Segundo um membro do Governo disse ao PÚBLICO, “Marcelo, como antes Cavaco, está empenhado em transmitir uma imagem de estabilidade e de normalidade, a imagem de que Portugal não é a Irlanda nem a Espanha”.

A aposta numa imagem de normalidade e de pacificação política é um ponto de honra nos parceiros de acordos bilaterais para a governação, escoada a agenda e ultrapassada a fase inicial de estabelecimento de relações e de quebra de tensões em dossiers difíceis como as divisões em torno das 35 horas e da gestão da banca.

As diferenças em relação à divida são públicas mas não há expectativa de que a harmonia entre PS, BE e PCP seja posta em causa por causa delas. “A gerigonça [nome dado por Vasco Pulido Valente aos acordos de governo eintroduzida no debate parlamentar por Paulo Portas] é o contrário das coligações habituais, as coligações eliminam as diferenças, o PSD e o CDS tinham reuniões para estar de acordo, a geringonça assenta no princípio de que os três partidos são diferentes em tudo excepto o que está expresso nos acordos bilaterais”, assume um membro do Governo ao PÚBLICO.

Daí que não haja tensão no Governo em relação ao facto de quer o PCP quer o BE defenderem a reestruturação da dívida. E o mesmo membro do executivo remata: “Isso faz parte da solução, permite que cada um tenha a identidade própria de cada um.” A autonomia dos parceiros é salientada também pelo líder parlamentar do PCP, João Oliveira, para quem o contributo dos comunistas para a governação se faz através das “medidas identificadas na posição conjunta, com a consciência de que umas são imediatas e outras têm um calendário mais alargado que implica também trabalho, discussão e aprofundamento”. E, como exemplo, aponta dossiers: política fiscal, precariedade e financiamento da segurança social. “Estas matérias estão identificadas para discutir. Mas nada disso são linhas vermelhas e esperamos conseguir soluções”, afirma João Oliveira.

Em nome do BE, o deputado Jorge Costa assume que o seu partido está consciente de que “agora se abre um ciclo de pressões políticas externas e internas sobre o Governo para alterar a natureza do seu mandato”. Mas acredita que “esta maioria se formou para terminar um ciclo de empobrecimento e é isso que a vai manter”. Até porque o BE acredita no que tem sido o discurso do primeiro-ministro, garante Jorge Costa: “O Governo tem assumido que perante imprevistos ou necessidades, as medidas novas não passarão por cortes em salários e em pensões, nem por nova carga fiscal sobre rendimentos ou sobre os bens essenciais.”

É esta a linha vermelha para a cooperação do BE que aposta em conseguir alargar consensos e encontrar até ao Verão soluções concretas que contribuam para uma estratégia de fim do empobrecimento que possam ser adoptadas no OE2017. Isto no âmbito dos grupos de trabalho que estão a ser formados entre BE e o PS: sustentabilidade da dívida, precariedade, políticas de habitação, financiamento da Segurança Social e custos energéticos.

Nó górdio financeiro
O nó górdio da governação de António Costa é a sua capacidade de encontrar solução financeira para viabilizar a economia portuguesa e conseguir atingir patamares de desenvolvimento. Esta questão é uma das preocupações centrais de António Costa, de acordo com as informações obtidas pelo PÚBLICO. Mas o primeiro-ministro terá já dito: “Recuso fazer a figura do Varoufakis.”

Em causa está resolver a necessidade de financiamento da economia portuguesa e tal objectivo só pode ser atingindo pelo aumento das transferências europeias no âmbito do Portugal 2020 – Programa Nacional de Reformas ou através da diminuição da dívida, já que o peso do serviço dos juros da dívida externa pública portuguesa atinge neste momento oito mil milhões de euros e irá aumentar. “É preciso arranjar dinheiro para desenvolver o país que não conseguimos com o peso dos juros. Ou gastamos menos com a dívida ou temos mais receita para que proporcionalmente custe menos”, assumiu ao PÚBLICO um membro do Governo.

Ainda que consciente da situação, o primeiro-ministro não tenciona tomar qualquer posição oficial sobre a dívida nem assumir que está consciente de que a situação da dívida não é sustentável. Na sequência do que foi feito pelo anterior primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na negociação do Portugal 2020, António Costa pretende manter no Programa Nacional de Reformas a ideia de que os fundos para Portugal sejam aumentados em função da exigência do cumprimento de critérios de competitividade e não apenas de critérios de coesão como era tradicional na posição portuguesa.

O objectivo é assim satisfazer as exigências alemãs. Como disse um membro do Governo ao PÚBLICO, “se o primeiro-ministro português fala de reestruturar ou perdoar divida portuguesa a Angela Merkel, não haverá segunda conversa entre os dois”. Daí que esteja a ser negociado por Costa no âmbito europeu a aceitação de mais fundos para Portugal no âmbito da contratualização de programas específicos e parcelados. Por exemplo, um programa para combater o abandono escolar pode pressupor que o financiamento europeu seja feito em parcelas associadas a metas de competitividade. Isto é, as parcelas de financiamento chegam consoante os critérios são cumpridos.

Renzi, a lebre
Já em relação à divida e à sua renegociação ou reestruturação, António Costa aguarda que a questão surja oficial e publicamente nas reuniões da União Europeia levantada pelo primeiro-ministro socialista italiano, Matteo Renzi. De acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO, está a ser coordenada no âmbito da Internacional Socialista que será Renzi a avançar com a questão no seio da União Europeia. Essa questão terá estado já na agenda secreta de algumas reuniões como, por exemplo, a que decorreu dia 12 de Março, em Paris, no Palácio do Eliseu, presidida por François Hollande.

Nesta estratégia socialista, de que Juncker tem conhecimento, para António Costa ficará um papel de eventual construtor de pontes entre Renzi e a Comissão Europeia, bem como com Merkel. Para isso contou a capacidade de o Governo português desfazer a imagem de crise e de conflito interno. Uma imagem negativa que foi desfeita com a contribuição do próprio Presidente da República, em conversas com a Comissão Europeia. Assim como teve o contributo do comissário Carlos Moedas, que se aliou a Costa para garantir que “não há uma pulsão Varoufakis no Governo português”.

Com a frente europeia coordenada com os seus camaradas do Partido Socialista Europeu, Costa prepara-se para gerir esta nova fase com os parceiros de acordos bilaterais, o BE, o PCP e os Verdes. Ao que o PÚBLICO apurou, há no BE a consciência plena de que o PS tem uma estratégia europeia para a dívida.

Por seu lado, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, adianta ao PÚBLICO que o seu partido irá abordar a questão da dívida “na lógica bilateral com o PS”. E explica que, para o PCP, “a dívida não é um problema para só ser colocado em Bruxelas”, a sua insustentabilidade tem de ser discutido em Portugal, Já que “vai ser impossível resolvê-la a breve prazo” e o país “não vai conseguir cumprir prazos, nem juros, isto vai exigir uma resposta.

Reconhecido que a defesa pelo PCP da renegociação “é uma resposta parcial”, João Oliveira sustenta que “esta discussão tem de ser feita. E não escondendo que sabe que “o PS tem outra solução que passa por resolver a questão na Europa”, o líder da bancada comunista sublinha que “o Governo tem que assumir o desencadear do processo perante os credores”. E remata: “É uma discussão que procuraremos fazer sem perspectivas fechadas.”

Banca. PSD volta a acusar Governo de interferência. BE fala em notícias “preocupantes”

A alegada interferência de António Costa e do Governo português no diferendo entre o BPI e Isabel dos Santos continua a fazer correr tinta. Esta terça-feira, no Parlamento, os sociais-democratas confrontaram o PS com o suposto encontro o primeiro-ministro e a filha de José Eduardo dos Santos e o assunto tomou conta do debate. Bloco de Esquerda e PCP a querem o controlo estratégico do sistema financeiro português, mas os bloquistas admitem que ficaram preocupados com as notícias dos últimos dias. Já o PS aponta baterias ao anterior Governo.

Amigos no Governo, mas as críticas não param na Assembleia da República. Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, acabou por atingir os socialistas nas palavras: “As notícias que saíram nos últimos dias são preocupantes”, afirmou a bloquista, já depois de ter lembrado que “há muita gente do Bloco Central sentada das administrações de bancos”.

A bloquista defendeu, ainda, que “o problema da espanholização” da banca portuguesa “não se resolve não fazendo nada ou entregando a banca à família de José Eduardo dos Santos”. “O sistema financeiro é um bem público” e o Estado devem reassumir o controlo estratégico da banca, reiterou Mariana Mortágua, antes de deixar uma crítica ao PSD: para a deputada do Bloco, os sociais-democratas já se “renderam à ideia de Portugal ser uma colónia financeira completamente dependente” dos interesses espanhóis ou dos interesses angolanos. O mesmo plano de insistir no necessário controlo público da banca pelo Estado português.

Tudo começou com uma intervenção inicial do deputado do PSD Carlos Costa Neves. O deputado, e ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, começou por perguntar se era verdade que António Costa tinha tomado a “iniciativa de se encontrar” com Isabel dos Santos e se o fizeram “à margem das administrações das instituições financeiras presumivelmente envolvidas, bem como do ministro das Finanças e, sobretudo, à margem das competentes entidades reguladoras de supervisão do sistema financeiro e do mercado de capitais, nacionais e europeias”.

A isto, o socialista João Galamba respondeu, contra-atacando: se hoje temos problemas no sistema financeiro devem-se, em grande parte, ao facto de o anterior Governo se ter “demitido” das funções que lhe competiam. E isso, garantiu Galamba, este Executivo não vai fazer.

De resto, o socialista lembrou que uma das competências do ministro das Finanças e, por inerência do primeiro-ministro e do Governo português, é garantir e salvaguardar, precisamente, a estabilidade do sistema financeiro.

O debate acabaria por subir de tom quando o socialista se referiu a Pedro Passos Coelho como “primeiro-ministro em exílio”, já depois de ter acusado o anterior Governo de nada ter feito para resolver os problemas da banca por “razões eleitoralistas”.

Na resposta, Carlos Costa Neves aconselhou João Galamba a deixar de “ser insolente” e devolveu as acusações: sim, o Governo português deve garantir a estabilidade do sistema financeiro português, mas isso não lhe dá competências para interferir nas estruturas societárias dos bancos – o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares acabou por lembrar, à semelhança do que já fizeram Pedro Passos Coelho e António Leitão Amaro, as interferências do anterior Governo socialista na PT, na Caixa Geral dos Depósitos e no BCP.

João Almeida, deputado do CDS, já tinha levantado este ponto: os centristas não discutem “a competência que o Ministério das Finanças tem como garante da estabilização financeira”, mas o Governo “não pode intervir de forma direta e indireta na estrutura societária dos bancos. Interferir é perverter as regras do mercado de forma ilegítima“.

6 dicas para ficar um entendido em vinhos

Falar de vinho nunca é demais, pelo menos para quem gosta. Enófilo que se preze vai aguçando a curiosidade de cada vez que bebe um trago, seja de tinto, branco ou rosé — e por que não vinhos fortificados ou espumantes? O universo da bebida que Baco ajudou a imortalizar tem muito que se lhe diga, pelo que há oportunidades que são de aproveitar. É o caso dos cursos a cargo do crítico de vinhos e jornalista Rui Falcão, marcados para o mês de março (não se apoquente que outras datas, em outros meses, virão; é apenas uma questão de estar atento/a).

Ficar a par do bê-á-bá do vinho pode, à partida, parecer tarefa difícil, mas não é nada de extremamente complicado, sobretudo quando o professor facilmente mete os seus alunos à vontade e tenta, ao longo dos dois dias de cada curso, desmitificar o vinho e os preconceitos a ele associados. As “aulas” acontecem num ambiente íntimo q.b.: as inscrições estão abertas a um máximo de 12 participantes, de modo a promover uma relação de proximidade entre formandos e formador, e decorrem no novíssimo espaço Kuc, junto ao Jardim das Amoreiras.

Dito isto, e para que saiba ao que vai, aqui ficam algumas das ideias que retivemos das aulas de Rui Falcão no curso “Os meus primeiros passos no vinho”. Tome nota, decore a matéria e faça brilharete da próxima vez que for escolher um vinho.

1. Há fatores que podem influenciar a prova de um vinho

Primeiro há que esclarecer uma diferença óbvia, isto é, beber vinho não é a mesma coisa que o provar. Se o primeiro conceito está relacionado com tirar pura e simplesmente prazer de um copo de vinho, o segundo remete para a procura do que está errado no néctar. “É como se estivéssemos a dissecar o vinho”, argumenta Rui Falcão, que acrescenta que “quando provamos vinho estamos profundamente condicionados”. Sem mais demoras, o crítico apressa-se a anunciar as tais condicionantes:

a sequência/ordem em que os vinhos são provados; exemplo disso é quando um vinho com muita acidez e/ou estrutura vem primeiro do que um mais parco nessas características — a ordem faz com que o segundo vinho pareça automaticamente inferior;
a luz artificial, capaz de influenciar a forma como se olha para o vinho;
a falta de acesso aos aromas, seja o sítio onde provamos o vinho, no sentido em que há ambientes que podem inibir os seus aromas (tal como uma cozinha muito movimentada), seja o facto de, por exemplo, os fumadores terem mais dificuldade em identificar aromas fumados.
Quem é Rui Falcão?

Rui Falcão escreve na revista Wine – Essência do Vinho e tem uma coluna de opinião e crítica de vinhos semanal no Fugas, suplemento do jornal Público, além de escrever em diversos meios internacionais. Falcão também investe muito do seu tempo a orientar masterclasses para profissionais em representação da ViniPortugal, IVBAM (Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira), CVRA (Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo) ou IVDP (Instituto dos vinhos Douro e Porto) tanto em Portugal como no Brasil, Canadá, Suécia, Estados Unidos da América, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Holanda, França, Hong-Kong, Macau ou China.

2. O vinho é à escolha, mas o copo não devia ser

Quando o assunto é desfrutar de um bom vinho, o copo certo também entra na equação — e não, não vale servir vinho num copo onde também entra água, sumos e afins. Não é apenas uma questão de elegância, mas também de otimização da experiência de levar o néctar à boca:

O copo tem de ter pé para que seja mais fácil (e correto) segurar nele — é que segurar pelo seu corpo é altamente desaconselhável, uma vez que isso faz com que o vinho aqueça;
O copo deve ser mais largo na base e estreito na boca de forma a concentrar os aromas;
Quanto mais grosso for o copo, pior será a apreciação da bebida;
Antes de servir o vinho, o melhor é lavar os copos até porque, como diz Rui Falcão em tom jocoso, “um dos aromas mais conhecidos no vinho é o cheiro a armário”; caso não esteja numa de limpezas pode sempre vinhar o copo, como quem diz passá-lo por vinho e não por água;
E por falar em limpar, o crítico aconselha a atacar o lava-loiças (e em particular os copos) no dia a seguir ao jantar, só numa tentativa de não se partir tanta loiça.

3. A temperatura é para respeitar

O mesmo vinho servido a temperaturas diferentes vai ter, como seria de esperar, comportamentos diferentes. Quer isto dizer que a temperatura pode resultar numa apreciação muito positiva ou negativa de um mesmo néctar. Tendo isso em conta, o aclamado crítico de vinhos assegura queos brancos devem ser servidos entre os sete e os 12º graus — abaixo dos seis graus as nossas papilas gustativas são incapazes de sentir o quer quer seja. “Se o vinho for mau sirvam-no muito frio”, brinca Rui Falcão, argumentando ainda que “quanto melhor for o vinho, mais próximo dos 12º graus pode estar”. Já nos tintos, a equação matemática fica-se entre os 16 e os 17 graus. Mais: não precisa de ter receio em pedir para arrefecer um tinto, mesmo que, uma vez no restaurante, o empregado escolha olhá-lo de lado por achar que está a cometer uma espécie de crime. E, já agora, a temperatura ambiente é um mito.

Quando a tónica recai sobre os vinhos fortificados a conversa é outra, até porque estes apresentam quantidades de álcool superiores aos vinhos de mesa (entenda-se os tintos, brancos e rosés). Em causa estão uns meros 14 graus, sendo que “quanto mais doce e mais alcoólico for o vinho, mais fresco deve estar”. Os espumantes, esses, devem chegar à mesa a seis ou sete graus — quanto mais alta for a temperatura, mais o gás foge (e ninguém gosta de levar com as borbulhas gaseificadas nos olhos enquanto beberica o espumante que, defende o crítico, nem por isso deve ser servido numa flute).

4. A cor dá pistas sobre o vinho

Enquanto os vinhos brancos vão ganhando cor com a idade, adquirindo aquilo que pode ser interpretado como um tom acastanhado, os tintos perdem-na com o passar do tempo. É por isso que a cor, ou a sua ausência, são capazes de sugerir idade. Já o depósito que algumas vezes encontramos no fundo do copo é sinónimo de que a cor pulverizou e não significa menos cuidado na produção de um vinho, tal como explica Rui Falcão. “Tanto os brancos como os tintos podem ter depósito. É algo cultural — valorizado em Portugal e mal visto nos Estados Unidos da América — e uma opção enófila. Se se filtrar o vinho não há depósito, embora não haja certezas do que estamos a retirar à bebida.”

5. Não menospreze os aromas

“No vinho anda quase tudo à volta de aromas, mas o olfato consegue cansar-se muito rapidamente e sem ele não se consegue provar um vinho”, atira Rui Falcão, que assegura que provar vinho é um exercício de memória — só conseguimos identificar aromas que já conhecemos, daí a importância de construir uma biblioteca de aromas. Dito isto, o crítico esclarece que, para uma mais fácil identificação do que nos chega ao nariz, é possível agrupar os cheiros em famílias de aromas, tais como florais, frutados, fumados ou químicos, entre outros. E se os frutados e os florais dizem respeito aos aromas primários, provenientes da uvas, ossecundários (cheiros lácteos, por exemplo) estão relacionados com a forma como o vinho foi vinificado. Já os terciários (terrosos ou de torrefação) vêm com o tempo e do sítio onde os vinhos são guardados. Naturalmente, os vinhos velhos são aqueles que já perderam os aromas primários. Não esquecer ainda que o processo da fermentação é capaz de criar cheiros próprios.

6. Os taninos dão estrutura ao vinho

Os taninos — sobretudo associados aos tintos, apesar de também existirem nos brancos embora em menores condições — são responsáveis pela estrutura/textura dos vinhos. São quase um sinónimo da adstringência, aquela sensação ligeiramente amarga que fica na boca depois da prova de um vinho taninoso. “Um vinho sem taninos é quase como beber um sumo, não tem piada nenhuma”, afirma Falcão, que explica ainda que os taninos, tidos como conservantes, evaporam-se ao longo do tempo. É porque isso que um vinho de guarda — daqueles que podem ficar guardados durante muito tempo à espera de uma ocasião que justifique o sacar da rolha — têm de ter taninos.

O próximo curso acontece a 29 e 30 de março, das 18h00 às 21h00, no Espaço Cook (Travessa da Fábrica dos Pentes, 8, Lisboa) e é dedicado aos “Vinhos fortificados — Madeira, Moscatel e Porto: são Portugueses e estão entre os melhores vinhos do mundo!”. Custa 150 euros por pessoa e as reservas podem ser feitas através do e-mail falcao@ruifalcao.com.

Beckenbauer suspeito de comprar votos em 2006

Há seis alemães que têm algo em comum. Wolfgang Niersbach, Helmut Sandrock, Theo Zwanziger, Horst R. Schmidt, Stefan Hans e Franz Beckenbauer foram todos dirigentes da Federação Alemã de Futebol (DFB), antes ou depois de o país ganhar o direito a organizar o Campeonato do Mundo. Só que nenhum tem o nome, a história e o palmarés do último, que é um senhor que ganhou tudo e mais alguma coisa no futebol e que, agora, é suspeito de ter feito “possíveis pagamentos indevidos e contratos para ganhar vantagem no processo de seleção do anfitrião do Mundial de 2006”.

O Comité de Ética da FIFA anunciou esta terça-feira, via comunicado, que começou a investigar os seis antigos dirigentes germânicos. Franz Beckenbauer é a cara mais conhecida entre eles — enquanto jogador, conquistou o Europeu de 1972, o Mundial de 1974 e três Taças dos Clubes Campeões Europeus seguidas (entre 1973 e 1976), antes de vencer um Campeonato do Mundo como selecionador alemão (1990). É por isto, e pela forma como jogava à bola, que é visto como um dos melhores futebolistas de sempre e que ganhou a alcunha de Der Kaiser (O Imperador).

Beckenbauer, hoje com 70 anos, é um de quatro ex-dirigentes que é suspeito de ter efetuado pagamentos em trocos de votos a favor da candidatura alemã ao Mundial de 2006 (os outros são Zwazinger, Schimdt e Hans). Já Niersbach e Sandrock serão investigados por alegadamente não terem reportado à FIFA uma violação do Código de Ética da entidade.

Wolfgang Niersbach demitiu-se do cargo de presidente da Federação Alemã de Futebol em novembro do ano passado, quando as suspeitas de corrupção começaram a rodear a candidatura germânica ao Campeonato do Mundo. Um mês antes, o Der Spiegel publicou uma investigação que deu conta da alegada existência de uma conta bancária, na Suíça, que serviria para alojar os fundos com que seriam realizados os pagamentos ilegais e os subornos. Niersbach sempre negou a existência de tal conta, embora Theo Zwanziger, homem que o antecedeu na presidência da DFB, admitisse o contrário, escreve o The Guardian.

Quanto a Franz Beckenbauer, o ex-internacional germânico já negou, por várias vezes, que tenha efetuado qualquer pagamento ou suborno. “Nunca dei dinheiro a ninguém para garantir votos. E tenho a certeza que nenhum outro membro do comité de candidatura fez algo do género”, chegou a dizer, em outubro de 2015.

Primavera na cidade: Lisboa vai ter música em palcos improváveis

A iniciativa “Primavera na Cidade” chama as pessoas a espaços muitas vezes desconhecidos por serem locais de culto. O programa desta primeira edição começa no sábado 26 com o Festival das Cores no Templo Radha Krishna, da Comunidade Hindu, que estará aberto a todos. Haverá a oportunidade de conhecer o templo, de assistir a danças e experimentar a gastronomia indiana. Às 17h há um DJ e a celebração do Holi com as cores.

E como se pretende ter um programa musical variado dia 29, o Centro Ismaili recebe o pianista João Paulo Esteves da Silva e o fadista Ricardo Ribeiro, num concerto intimista.

A Primavera na Cidade passará por algumas das mais belas igrejas, entre as quais está um prémio Valmor, terminando com um concerto ao ar livre no Jardim do Arco do Cego. Dia 31 de março, e para fechar o mês em beleza as vozes do Grupo Vocal Olisipo enchem a Igreja de Santa Catarina.

A EGEAC deseja, assim, promover o convívio dentro da cidade através da música. E o mês de abril começa na Igreja da Graça ao som das vozes do Coro de Câmara Lisboa Cantat.

No dia 2 de abril, o palco é uma igreja com um prémio Valmor, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, onde se ouvirão o Coro de Câmara e a Orquestra Académica da Universidade de Lisboa.

A 3 de abril dá-se o encerramento desta iniciativa, ao ar livre e com um concerto no Jardim do Arco do Cego. Estarão em palco três cantores com diferentes estilos musicais, do fado ao pop, passando pelas mornas cabo-verdianas: Carolina Deslandes, Dino D’Santiago e Maria Emília Reis.

Programa:

26 março
Comunidade Hindu – Jardim Mahatma Gandhi
Feliz Holi – 15h, 16h e 17h

29 março
Centro Ismaili de Lisboa
A Sombra e a Luz nas Canções
21h30

31 março
Igreja de Santa Catarina
Tenebrae
21h30

1 abril
Igreja da Graça
A “Idade de Ouro” da Polifonia Portuguesa
21h30

2 abril
Igreja do Sagrado Coração de Jesus
Magnificat em talha Dourada
21h30

3 abril
Jardim do Arco do Cego
Primavera no Jardim
16h30

Bruxelas: Estado Islâmico reivindica autoria dos atentados através da sua agência Amaq

As autoridades belgas fizeram há poucos minutos um ponto de situação sobre o que se passou e está a passar em Bruxelas.

  • Sabe-se que entraram três bombas no aeroporto de Zaventem. Duas delas explodiram pelas 7h e fizeram 14 mortos e 96 feridos. A terceira bomba foi encontrada e desativada pela polícia.
  • Pouco depois, um homem fez-se explodir na estação de metro de Maelbeek, perto do centro de Bruxelas e das instituições europeias. O número de mortos ainda não é totalmente certo, podendo ser entre 15 e 20. Ficaram feridas 106 pessoas.
  • Feitas as contas, pelo menos 34 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.
  • Ao início da tarde, o Estado Islâmico reivindicou os dois ataques e, numa nota divulgada pela agência noticiosa do grupo, prometeu fazer mais atentados na Europa.

Marcelo repudia “ataque cego e cobarde” no coração de Bruxelas

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou solidariedade para com os belgas e apelou aos valores da democracia como arma contra o terrorismo, num dia em que houve “um ataque cego e cobarde, que atingiu o coração da Europa”. Foi assim que o Presidente da República se referiu, esta manhã aos atentados em Bruxelas. Marcelo fez, pela primeira vez, uma declaração em Belém, depois de receber os cumprimentos dos líderes parlamentares e do Presidente da Assembleia da República. E defendeu que esta é altura de “reafirmar” os valores essenciais.

“O que nos une é a luta pela democracia, liberdade e direitos humanos. É nos momentos crucias de crise aguda que sentimento a necessidade de reafirmar esses valores”, disse logo no início da intervenção.

Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa reforçou a mensagem, dizendo que sem um desenvolvimento económico, a paz fica mais difícil: “É tão importante o apelo aos nossos valores, aos valores da liberdade, democracia e direitos humanos que é neste instante a ocasião de os reafirmar. A construção da paz, a construção de um mundo com mais desenvolvimento económico e mais justiça social, mas também a segurança das pessoas e a segurança dos bens são indissociáveis”, disse.

Marcelo contou ainda que transmitiu uma mensagem de “pesar, repúdio e a solidariedade do povo português” aos reis belgas e afirmou que está a seguir a situação, incluindo a situação da portuguesa ferida nu dos ataques.

António Costa: “Combate ao terrorismo é de longa duração”

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta manhã que tem de haver mais mobilização no combate ao terrorismo, que tem de começar com uma intervenção nos bairros periféricos. Durante uma visita à Madeira, o chefe do Governo falou aos jornalistas para reagir aos atentados em Bruxelas. Disse Costa que este atentado mostra que “este combate ao terrorismo tem de nos mobilizar a todos e é de longa duração”, uma mensagem repetida.

“Não é um combate que se resolva rapidamente. Pelo contrário, exige trabalho em profundidade, cooperação internacional cada vez mais forte, mas também com a promoção do diálogo intercultural e com uma intervenção profunda naquilo que são as periferias, bairros críticos”, disse António Costa Acrescentando que esta inserção tem de ser feita “porque há um problema de inserção que é preciso resolver de forma a termos sociedade com maior sentimento de segurança”, defendeu.

Donald Trump diz que Cuba tem potencial e admite abrir um hotel

O magnata do imobiliário e aspirante republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump disse, na segunda-feira, que consideraria abrir um dos seus hotéis em Cuba e assegurou que a ilha tem “um certo potencial” para os investidores.

Coincidindo com a histórica viagem do Presidente norte-americano, Barack Obama, à ilha, Trump, que lidera a corrida à nomeação do Partido Republicano à Casa Branca, foi entrevistado na CNN, onde colocou a hipótese de abrir um hotel em Cuba no futuro.

“Cuba tem um certo potencial”, indicou o magnata, apontando, no entanto, que a “taxa de juro de 49%” deveria ser ajustada e defendendo que seria necessário estabelecer, de forma clara, quais seriam as responsabilidades dos investidores, de modo a evitar pedidos do Governo cubano.

Trump foi o único candidato republicano, dos que ainda estão na corrida, que manifestou interesse em manter as relações diplomáticas com Cuba caso seja eleito Presidente, já que a tónica geral dos conservadores continua a ser de rejeição à aproximação à ilha enquanto não se registarem mudanças políticas substanciais.

No último debate, os senadores de origem cubana Marco Rubio (que já abandonou a corrida) e Ted Cruz prometeram cortar relações com Cuba se chegassem ao poder, enquanto o governador de Ohio, John Kasich, se limitou a indicar que acabaria com a política dos Estados Unidos de “tratar melhor os seus inimigos que os amigos”.

Trump afirmou que não está “de acordo com o Presidente Obama” sobre a política em relação a Cuba, mas encontra-se “a meio caminho” entre a posição do mandatário e a rejeição absoluta dos seus rivais republicanos.

“Creio que tem de haver algo [que mude a relação com Cuba]. Depois de 50 anos, chegou a hora, amigos”, defendeu.

O magnata defendeu que faz falta “um acordo melhor” do que aquele que se alcançou no passado mês de julho para restabelecer as relações diplomáticas e avançou que provavelmente encerraria a embaixada norte-americana em Havana até que se chegue a um novo acordo com Cuba.

“Gostaria de alcançar um acordo forte e bom, porque neste momento todos os aspetos deste acordo favorecem Cuba”, argumentou.

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