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Elisabete Teixeira

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CYTOTHERA LANÇA PORTAL “PAIS PARA A VIDA”

O portal Pais para a Vida by Cytothera estará disponível em www.paisparaavida.pt a partir do dia 1de junho e disponibilizará informações úteis como a melhor forma de viver a gravidez (vigilância médica, saúde, sexualidade), as várias etapas de desenvolvimento fetal e o que esperar de cada uma delas. O objetivo é garantir informação sobre as necessidades antes, durante e após o parto, bem como os cuidados a ter com as crianças. “Esta é mais uma forma de estarmos presentes na vida das mulheres quando estão grávidas, uma das fases mais bonitas das suas vidas, mas também uma altura em que a procura de informação é constante e as mudanças são imensas”, explica Ana Cercas, Business Unit Manager da Cytothera. “No site Pais para a Vida, tanto as mães como os pais podem encontrar toda a informação relevante à gestação do novo membro da família que aí vem, com respostas úteis e intuitivas. Queremos ser um apoio não só durante os nove meses mas também nas primeiras etapas de cuidado da criança: saúde, alimentação, comportamento… ”. O site é um dos eixos fulcrais do projeto Pais para a Vida, que conta ainda com uma newsletter e uma página de Facebook, cujos conteúdos foram desenhados e planeados em parceria com uma equipa de especialistas e abarcam a gravidez, o parto e os cuidados a prestar ao bebé nos primeiros anos de vida. A newsletter acompanha os utilizadores semana a semana de gestação, com tudo aquilo de que precisam de saber, sendo totalmente personalizada. Informações de saúde por trimestre, os direitos legais das grávidas, todos os sinais de alerta, a evolução do desenvolvimento fetal, como gerir a dor no parto e até os primeiros cuidados a ter com o bebé são apenas alguns dos temas em destaque. A marca vai ainda lançar um livro sobre Medicina Regenerativa que esclareça devidamente os pais sobre a temática e sirva de suporte à equipa médica. Este livro será distribuído nas instituições de saúde. A navegação funcional e intuitiva do novo portal da Cytothera permite um fácil acesso à informação, adaptando os seus conteúdos e selecionando informações relevantes para as diferentes fases de gestação e os vários momentos da experiência que é ser um pai ou uma mãe para toda a vida. O site adapta-se aos vários formatos: mobile, pc e tablet.

 

Sobre a Cytothera

A Cytothera é uma empresa de biotecnologia pertencente ao Grupo Farmacêutico Medinfar, 100% portuguesa, que desenvolve a atividade de criopreservação em Portugal desde 2005. Foi o primeiro laboratório em Portugal e na Europa a disponibilizar o serviço de isolamento e criopreservação de células estaminais do tecido do cordão umbilical.

Por ser um Banco Privado, as células estaminais que são confiadas à Cytothera pertencem ao bebé. Os pais ficam responsáveis pelas células estaminais dos seus filhos, até que os mesmos atinjam a maioridade.

 

MARKICLASS AO SEU LADO NOS MOMENTOSIMPORTANTES

Marco Ribeiro, Responsável pela Gestão Geral e Investimentos da Markiclass, revela a experiência com investidores estrangeiros que a empresa de mediação angariou ao longo dos 12 anos de existência. A empresa conta hoje com duas lojas de Mediação Imobiliária, ambas dotadas de instalações altamente orientadas para as novas tecnologias.

O nosso entrevistado começa por explicar que 2015 foi um ano muito bom para o setor mas que em 2016 o investimento tem sido «tímido» e que por isso o arrendamento tem ganho terreno face à compra/venda de imóveis.

“Apesar se sermos uma empresa com um público-alvo definido como médio-alto, neste momento já dispomos de um serviço de arrendamento temporário. Decidimos apostar nesse segmento fazendo a gestão de alguns imóveis arrendados, nomeadamente, para férias porque sabemos que devemos acompanhar o mercado e com a certeza de que há muitos clientes que visitam Portugal, arrendam um imóvel e que acabam por decidir investir num imóvel”, revela.

 

 

A identidade do mercado

 

O gestor classifica o mercado como sendo flexível apesar de instável. “A nossa estratégia empresarial anual existe mas é mensalmente que vamos definindo objetivos. O investimento estrangeiro será o motor do setor imobiliário português, é a partir dele que vão ser criados mecanismos para que o setor funcione na sua plenitude, uma vez que, neste momento, e infelizmente, a nossa economia interna não permite essa concretização”. Marco Ribeiro aplaude a atividade turística do país e declara-a como suporte essencial à economia. “O turismo é nossa mais-valia porque normalmente quem visita Portugal gosta do que vê”.

 

A escolha de quem investe          

 

Quanto ao tipo de imóveis que os investidores estrangeiros preferem, o gestor garante que é o lugar que os conquista. Não querem ficar isolados e por isso procuram zonas residenciais ou zonas mais históricas. No entanto existe uma percentagem mínima que opta por escolher um lugar mais distante e que, ao mesmo tempo, seja próximo do centro da cidade.

Quanto ao facto de existir muita fluidez no mercado mundial e que por isso os mercados mais «populares» como Londres ou Frankfurt estejam a ficar saturados, Marco Ribeiro prefere não ver Portugal como uma segunda escolha dos investidores e ressalva que Portugal tem qualidades que levam cada vez mais cidadãos estrangeiros a investir no país. Qualidades essas como o clima, a estabilidade política e a segurança que Portugal transmite à Europa e ao mundo.

“A Europa vê Portugal como um país tranquilo e quem vem visitar o país fica rendido ao que conhece. Portugal tem, além de muitos pontos de interesse, a capacidade de acolher quem escolher ficar”, afirma o nosso entrevistado.

 

 

 

2016 Um ano de ascensão tímida e de perceção de tendências

 

Marco Ribeiro conta que 2016 começou com muita dinâmica de mercado mas que depois houve um declínio, por outro lado, confirma que já se nota alguma ascensão. “Este ano estamos a realizar muito trabalho de 2015. Temos de perceber o que os cidadãos estrangeiros procuram. Cada vez mais isso é o importante. Traçámos um perfil com base no que vendemos em 2015 no entanto as tendências estão sempre a mudar”.

 

 

 

Autorização de Residência para a Atividade de Investimento

 

Quem quer investir em Portugal já vem informado de toda a burocracia necessária para a concretização do negócio e a Markiclass acompanha o cliente de forma a encaminhá-lo da melhor forma para o seu objetivo. “Os clientes já têm conhecimento. No site dispomos de uma brochura que explica os requisitos e as benesses para a obtenção do «visto gold». Temos uma sociedade de advogados que garante a segurança e o acompanhamento legítimo.  Nós reencaminhamos os clientes para o processo. O importante é que o cliente fique satisfeito”, explica Marco Ribeiro.

MOTIVAÇÃO? SIM, É POSSÍVEL

Que contexto e missão deram origem ao Centro de Motivação?

O Centro de Motivação nasceu em 2006, pela minha mão, formador e terapeuta do riso.

Inicialmente a terapia do riso foi a atividade principal do Centro de Motivação, a qual promove o contacto do adulto, com a sua criança interior.

Presentemente, o Centro de Motivação, dedica-se ao desenvolvimento do processo do despertar interior e o seu conceito baseia-se na importância da valorização pessoal e na compreensão do funcionamento intuitivo, racional e instintivo, como forma de progressão positiva da vida. O nosso conceito baseia-se na importância da valorização pessoal, como a chave do bem-estar interior e da melhoria das relações com os outros e com o mundo.

A nossa meta é contribuir para o equilíbrio mental e físico das pessoas, através do foco nas suas capacidades, vocações e apetências e ser um agente na construção de uma consciência global, direcionada para a paz e o equilíbrio da Terra.

 

A Terapia do Riso foi a primeira atividade do centro que se revelou um sucesso. Hoje que mais atividades fazem parte da oferta terapêutica do Centro de Motivação?

 

O Centro de Motivação tem como missão primordial o desenvolvimento pessoal do indivíduo, através do estímulo da sua própria descoberta, criando atividades e programas que promovem o crescimento e fortalecimento interior, com o objetivo da cocriação de novas possibilidades e perspetivas de vida. Dispomos de programas específicos, que podem ser focados no indivíduo, ou em grupos ou equipas, onde é dada orientação, apoio e estímulo à concretização de objetivos, gestão das emoções e desenvolvimento de competências, visando o equilíbrio interior, o crescimento e o progresso. Para além destes programas, desenvolvemos workshops e palestras motivacionais.

 

O que é na realidade a desmotivação e que proporções pode alcançar no dia a dia das pessoas?

 

Existem acontecimentos marcantes que nos catapultam para o desequilíbrio emocional e consequentemente, para a desmotivação. Em certos momentos da vida, esse estado pode refletir-se de tal forma, que nos impede de prosseguir com as nossas concretizações, bloqueando-nos e afetando negativamente. A motivação é essencial na realização de tarefas que exigem muito esforço e trabalho e é a força propulsora que nos leva a dar o melhor de nós e agir de forma a conquistar o que desejamos, desempenhando um papel fundamental na nossa vida, no nosso desenvolvimento, autoestima e realização.

 

Que diagnósticos surgem com mais frequência e qual é o processo de encaminhamento até ao tratamento?

 

As pessoas que ajudamos, apresentam sintomas de perca de confiança, na certeza do impossível e na condição de tudo estar fora de alcance. Este estado faz com que a mente crie automatismos que desvalorizam e anulam a essência natural. O nosso processo começa por uma simples mas importante conversa informal, onde o Orientador Nuno escuta, sente e reúne os primeiros dados que vão originar a apresentação do plano de intervenção.

 

Dada a sua experiência, quem precisa de ajuda a nível emocional tem consciência desse facto?

 

Inconscientemente, todos nós temos os nossos “portos de abrigo”, para momentos difíceis. É um dispositivo natural de sobrevivência e do restabelecimento do equilíbrio humano.

Desta forma, o reconhecimento de que não se está bem e se precisa de ajuda, é algo tão natural, como pedir o ombro de um amigo. Graças à cada vez maior divulgação de terapias que visam o desenvolvimento interior, a gestão das emoções e a motivação, cada vez mais pessoas vão estando sensibilizadas para a necessidade de tratar os transtornos emocionais, que podem levar ao desequilíbrio.

 

Dez anos após a fundação do Centro de Motivação que conquistas foram concretizadas? E que novas estão em curso?

 

O Centro de Motivação conquistou a confiança de todos os que nos procuraram, orgulhando-se de os ter ajudado na progressão das suas vidas, autoestima e desenvolvimento pessoal. É muito gratificante ajudar as pessoas na sua descoberta e depois observar e constatar a transformação quer ao nível pessoal, quer ao nível social e profissional, na simplicidade de um sorriso verdadeiro.

Paralelamente e através da criação da Iris Academia, vamos promover e desenvolver atividades que envolvem o processo criativo.

 

Aos céticos, que mensagem gostaria de passar?

 

O Centro de Motivação existe para todos os que não têm “portos de abrigo”, ou, por alguma razão não querem ou não podem expor a sua fragilidade, prezando a sua integridade e garantindo a máxima confidencialidade. A motivação tem um papel fundamental ao nível da realização pessoal e da liderança e motivação de equipas, refletindo-se diretamente na produtividade, nos resultados e no sucesso das pessoas e das empresas. Saber reconhecer a fragilidade que representa a desmotivação e agir de forma a inverter esse processo, é um instinto natural de sobrevivência e de reorganização do equilíbrio e da dinâmica interna da motivação. A todos, afirmo a maior verdade de todos os tempos: é possível!

“Há muita obra a acontecer na nossa Freguesia!”

Para quem não conheça, como é que podemos caracterizar a Freguesia dos Olivais?

Sei que sou suspeita, mas considero a Freguesia dos Olivais a melhor do país para viver, trabalhar e estudar. Desde logo, porque beneficia das vantagens de pertencer a Lisboa, a capital do país e que regista um desenvolvimento económico, social e administrativo fortíssimo, nomeadamente quando comparado com a realidade nacional. Por outro lado, beneficia dessas vantagens todas num contexto de tranquilidade, segurança e beleza próprios do conceito de cidade-jardim que esteve na génese da criação de grande parte dos Olivais, no início dos anos 60. Não é comum em Portugal existir uma Freguesia inteira – e agora também incluo a zona do Bairro da Encarnação e Olivais Velho – que foi idealizada, projetada e concretizada tendo em conta uma filosofia de arquitetura própria que, acima de tudo, pretende premiar e assegurar a qualidade de vida dos seus morados, sobretudo através de vastos jardins e espaços públicos propícios ao convívio e recreio. E foi esse o preciosíssimo legado que recebemos: cuidar da boa manutenção deste pequeno paraíso na cidade de Lisboa!

 

E qual foi o impacto da reforma administrativa da cidade de Lisboa na missão da Junta de Freguesia dos Olivais?

Existe uma Junta de Freguesia antes e após a reforma administrativa da cidade de Lisboa, que aconteceu durante o ano de 2014 e por iniciativa e mérito principal do ex-presidente da Câmara Municipal Dr. António Costa. Em jeito de síntese, podemos considerar que a reforma veio trazer três novos grandes desafios à nossa Junta de Freguesia: mais competências próprias (espaço público, espaços verdes, licenciamentos, higiene urbana, equipamentos públicos, escolas, mercados – apenas para referir alguns exemplos); modernização administrativa e de gestão da estrutura interna da autarquia, com um aumento exponencial do número de funcionários em resultado do acréscimo das competências; e uma contínua adaptação desta nova Junta de Freguesia, mais forte, às exigências de eficiência e rapidez próprias da gestão de proximidade, da gestão junto e ao serviço das pessoas.

Atualmente, temos uma maior responsabilidade na gestão do território dos Olivais e, como tal, temos de responder, com eficácia, às necessidades e exigências da população.

 

E nesse quadro, a Democracia Participativa também é uma prioridade para a Junta de Freguesia que lidera?

A gestão de uma Freguesia faz-se, diariamente, em contacto com a população, de uma forma próxima das necessidades concretas das pessoas – seja do buraco à porta de casa ou da necessidade de um jardim devidamente cuidado para o lazer da família. Conheço bem as necessidades, preocupações ou ambições das pessoas dos Olivais, que assumem a Freguesia como sua. Lançámos este ano o Orçamento Participativo da Freguesia dos Olivais, que está a ser um grande sucesso com quase 200 propostas apresentadas e pouco menos de mil votantes – o que para a primeira edição considero muito bom! Esta forma de desafiar a comunidade para participar, diretamente, na escolha das prioridades de investimento para a sua Freguesia, em concreto de uma verba de 60 mil euros, é um meio muito eficaz de estímulo à Democracia Participativa. Na prática, são as pessoas, através do seu voto, que decidem aquilo que querem para o território onde vivem, trabalham ou estudam. Por outro lado, analisando as propostas que não foram consideradas para votação ou as que não ganharam, ficamos com um conjunto muito relevante de ideias, projetos, sugestões para, através de outros meios da autarquia, implementarmos.

 

Presumo que o diálogo com as instituições económicas e sociais da Freguesia dos Olivais seja uma realidade. Quais as vantagens que vê numa governação partilhada?

Considero que a gestão de uma Freguesia, até pelo seu cariz de proximidade, só faz sentido se for em parceria e em diálogo permanente com as pessoas e com as instituições, sejam elas empresas, associações, paróquias ou IPSS. A mais-valia de uma governação conjunta é enorme, desde logo, porque o bom resultado das ações, iniciativas ou obras é largamente ampliado se, para além da Junta de Freguesia, contar com o impulso, entusiasmo, criatividade, dinamismo ou conhecimento de todas as forças vivas dos Olivais. Neste aspeto, até para materializarmos esta ideia em que acreditamos convictamente, criámos o Conselho Olivalense, onde têm assento todas as instituições da nossa Freguesia e que tem por missão propor ações e aconselhar o órgão Executivo da Junta na sua atividade. O contributo de todos é fundamental!

Sente que as Juntas de Freguesia ainda são esquecidas pelo Estado e que não lhes é dada a devida importância e reconhecimento?

Enquanto Presidente de Junta, de uma das maiores Juntas do país, sinto que também tenho a obrigação de pugnar pelo reconhecimento do papel essencial e estruturante das juntas de freguesia na macroestrutura administrativa nacional. Tenho feito o meu papel reivindicativo e acredito verdadeiramente que a descentralização administrativa é um pilar importante para o crescimento e modernização de Portugal. Confio no atual Governo para concretizar esse desiderato e dotar as Áreas Metropolitanas, as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia de mais e renovadas competências – obviamente com as respetivas transferências financeiras.

De que modo pretende continuar o trabalho de desenvolvimento dos Olivais em benefício da sua população? 

Este é o primeiro mandato do meu Executivo e, fazendo um balanço, orgulho-me muito daquilo que já fomos capazes de fazer em todas as nossas áreas de atuação. Soubemos – não tenho nenhuma dúvida disso – interpretar o espírito da reforma administrativa da cidade de Lisboa e, arregaçando as mangas, com muito trabalho, executar na prática e diariamente todas as competências que recebemos. Para o presente e futuro, há um conjunto significativo de grandes projetos que estamos ou a planear ou já a executar, como a reabilitação de várias praças, ruas ou jardins dos Olivais. Há muita obra a acontecer na nossa Freguesia! Por outro lado, e não menos importante, há uma prioridade absoluta para os projetos nas áreas sociais, menos tangíveis mas essenciais para a qualidade de vida das pessoas da nossa Freguesia, especialmente das menos favorecidas!

QUANDO A DEDICAÇÃO E A CRIATIVIDADE SÃO UMA REALIDADE

Madalena Real Eventos é o resultado do sucesso de um conjunto de pequenos esforços repetidos. Porque decidiu apostar nesta área da produção de eventos? O que a fascina neste setor?

Trabalhei durante 10 anos na área  comercial de uma empresa de design de moda infantil , entretanto a empresa onde estava faliu e como que por brincadeira comecei a fazer trabalhos como hospedeira na área dos eventos e um dia surgiu um convite de uma agência para ir trabalhar, onde estive 14 anos como Account Senior. Há seis anos criei a agência. Já estava escrito que tinha de ter o meu próprio negócio.

A empresa pretende destacar-se e marcar uma posição na área da produção de eventos. Num mercado competitivo onde os clientes são cada vez mais exigentes, de que que forma a Madalena Real Eventos consegue diferenciar-se e corresponder às necessidades dos mesmos?

 

O que me diferenciou neste setor foi o facto de estar sempre muito presente nos eventos. Sempre! Falava com o cliente, trabalhava para conseguir mais contactos e depois era o “passa palavra”, as pessoas conheciam a minha postura e referenciavam-me para outros clientes. Mesmo quando ainda não tinha ainda o meu negócio tive sempre uma postura muito presente e dedicada porque acredito que a componente humana é muito importante, neste setor, a todos os níveis. O ser sempre muito honesta e dedicada é o segredo de tudo.

Dedicação e Profissionalismo são palavras de ordem para Madalena Real Eventos em tudo o que se propõe a fazer. Desde eventos, passando pela imagem e comunicação de uma empresa, até ao marketing promocional e serviços complementares de eventos como promotores, hospedeiras e motoristas, a Madalena Real Eventos possui um leque de serviços abrangente. De que forma descreveria o percurso da empresa?

 

Durante 14 anos na área dos eventos fui adquirindo a experiência para perceber que tinha de continuar a fazer o mesmo que tinha aprendido, agora na minha empresa. Conquistei a carteira de clientes com que comecei a empresa com a premissa de tratar tudo como se fosse meu, e depois quando algo se tornou mesmo meu não custou nada. A empresa é reconhecida exatamente pela honestidade e dedicação com que proporcionamos as coisas. Acredito que só assim as coisas funcionam.

 

É difícil definir com clareza o que distingue as mulheres dos homens em cargos de liderança mas o certo é que há ideias enraizadas na sociedade de que a chefia feminina é mais branda que a masculina. Como é ser líder no feminino e no masculino?

 

As diferenças existem fundamentalmente e quase apenas no género. No entanto as mulheres são muito capazes e por vezes chegam a ser mais competentes que alguns  homens. Talvez pela organização que nos é inata, é algo mais natural nas mulheres… somos mais racionais, ao contrário do que pode parecer, e temos um lado sensível que nesta área são muito relevantes. Há ótimos profissionais homens e mulheres, as pessoas são boas se tiverem aptidão e se gostarem do que fazem.

Uma sociedade equilibrada contempla a integração de homens e mulheres com igualdade de oportunidades. O género não torna o indivíduo nem mais nem menos apto para o desempenho de uma determinada função. O que é para si ser um bom líder?

Um bom líder é aquele que trabalha em conjunto, aquele que faz o que for preciso, que não fica simplesmente com a responsabilidade de dar ordens. Um líder sabe orientar e delegar funções. Tem que dar sempre o primeiro passo e mostrar a importância do que é trabalhar em equipa.

Inevitavelmente, ser mulher, no meu caso e na minha área em específico, é uma mais-valia devido à valorização da imagem. Mas a imagem é apenas uma pequena parte do todo  que este trabalho exige. Ser hospedeira, trabalhar em eventos é ser muito mais que uma «cara bonita».

O Empreendedorismo é comummente associado à iniciativa, inovação, possibilidade de fazer coisas novas e/ou de maneira diferente, assim como a capacidade de assumir riscos. Por onde passa o futuro da Madalena Real Eventos?

O futuro passa pelo dia a dia e como todos os projetos surgem de acordo com o que vai acontecendo. Que as coisas aconteçam e que eu possa sempre trabalhar de acordo com aquilo que sempre fui e ainda sou. O futuro passa, também pela segurança que os clientes sentem quando trabalham comigo. Na segurança que transmito ao meu staff. No fundo é uma questão de fidelidade e honestidade. Há muita concorrência hoje em dia, que sendo concorrência leal é saudável, mas estou confiante no bom trabalho que faço e por isso sei que posso continuar a trabalhar. Trabalhamos para concretizar e satisfazer as necessidades dos nossos clientes para que o retorno seja bom para eles e para mim também obviamente.

AICEP GLOBAL PARQUES O SEU INVESTIMENTO NO LOCAL CERTO

Na Administração da aicep Global Parques desde 2015, o foco de Francisco Mendes Palma para a empresa, especialista em gestão de parques e em localização empresarial, tem sido muito claro: que os parques empresariais geridos pela aicep Global Parques sejam infraestruturas competitivas e de qualidade na resposta à diversidade das necessidades das empresas.

Estamos a falar de três diferentes parques industriais: A ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines –  tem cerca de 2.375 hectares estrategicamente localizados nas rotas do comércio internacional, vocacionadas para atividades industriais, energia, logísticas e de serviços, contando com algumas das maiores empresas nacionais e estrangeira; o BlueBiz, – Parque Empresarial da Península de Setúbal –, uma área privilegiada para a localização empresarial, tanto pelas condições infraestruturais proporcionadas, como pelas suas características geográficas, na Área Funcional Urbana Lisboa segundo o critério da OCDE, usufruindo assim de elevada dinâmica económica e populacional. No distrito de Lisboa, a aicep Global Parques coloca ao dispor o Albiz, Parque Empresarial de Sintra. Com vocação para a atividade empresarial e logística das PMEs, o Albiz tem como objetivo instalar, em condições competitivas, esta tipologia de empresas oferecendo-lhes infraestruturas e serviços para aumentarem os seus negócios e valorizarem as suas condições de operação.

Com uma oferta segmentada e diferenciada, estes três parques podem oferecer aos clientes condições específicas, de acordo com o que as os diversos negócios das empresas. Como é exemplo o Parque de Setúbal com três segmentos de oferta diferentes: as naves industriais para projetos industriais; os edifícios de escritórios para serviços de pequenas ou grandes dimensões, como é o caso de shared services e as áreas descobertas adaptáveis à logística automóvel ou de outro sector. “Temos tornado a oferta competitiva e adaptada para os diferentes mercados e setores de atividade, com caraterísticas que realmente necessitam”, afirma o Presidente.

Uma das preocupações sempre presente nas atividades da aicep é a questão ambiental. “A aicep Global Parques é uma herança dos anos 70 que queremos manter e tornar cada vez mais competitiva, com uma forma de estar sustentável. O trabalho de monotorização ambiental é permanente nos nossos espaços industriais, sobretudo no ZILS, cuja dimensão, exige um plano de ordenamento estruturado, qualificado e sustentável a nível ambiental”, afirma Francisco Mendes Palma.

 

Global Find e Global Force

 

Para todo este processo de gestão de parques e localização empresarial, a aicep Global Parques tem ao seu dispor dois serviços fundamentais: a Global Find e a Global Force. A primeira trata-se de uma plataforma disponível na web, de georreferenciação dos parques industriais em Portugal Continental e, a partir do próximo ano, nas regiões autónomas. O Global Find é um motor de busca de localização para projetos empresariais em Portugal Continental. Basta introduzir os critérios de pesquisa relevantes, que o Global Find responde com a localização que melhor responde aos mesmos.

Disponível gratuitamente na web, em globalfind.globalparques.pt, o Global Find está disponível em português e inglês.

Global Force é a segunda etapa do Global Find para o investidor que pretender os serviços da aicep Global Parques em consultoria, para apoiar ou coordenar no processo da instalação empresarial. A aicep Global Parques apoia através dos serviços Global Force, a instalação de empresas e a promoção e gestão de parques empresariais. Um serviço personalizado e integrado de gestão para localização empresarial.

 

European Chemical Site Promotion Platform

 

“Quando tomamos conhecimento da existência da Associação e da Plataforma ECSPP decidimos candidatar-nos como membros porque verificamos que assentava exatamente no que temos em Sines: um parque industrial com uma forte especialidade na área petroquímica”, explica Francisco Mendes Palma.

Assim, com o objetivo de integrar esta rede europeia de parques químicos e de promover os parques da aicep, Francisco Mendes Palma pretende que Portugal seja colocado no mapa como uma referência e uma variável para os investidores nesta grande indústria química na Europa. “Queremos participar na construção desta rede europeia da indústria química e sermos colocados no mapa para as decisões de investimento na Europa, captando um investimento a nível europeu”, refere o Presidente.

Eleito membro do Executive Committe da ECSPP – European Chemical Site Promotion Platform no passado dia 9 de junho, em Leuna na Alemanh, pelo período de dois anos, por unanimidade, o representante português é o único membro novo do Comité, os restantes transitam da Direção anterior. A associação tem como objetivo colocar a Europa no mapa dos investimentos internacionais no setor químico. Por sua vez, a ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines é membro da ECSPP – European Chemical Site Promotion Platform, desde janeiro de 2016. A localização da ZILS, estratégica para a relação entre o Atlântico Norte e o Atlântico Sul e a Europa, torna-a num site de elevada importância estratégica no sector petroquímico e energético europeu.

 

Investimento internacional

 

Com o foco na promoção dos parques industriais, Francisco Palma Mendes explica que tem de ser feito um trabalho no sentido de divulgar, nacional e internacionalmente, a aicep Global Parques. “Ninguém nos pode escolher como localização empresarial se não nos conhecer. Temos de fazer esse trabalho já que concorremos a nível internacional, para escolherem as nossas localizações”, esclarece o presidente que defende o trabalho de cooperação através de parcerias e protocolos. “Damo-nos a conhecer nesta lógica de sermos uma infraestrutura para a competitividade, que será maior e mais consistente, em conjunto com os parceiros regionais e nacionais avança.

Assim, faz parte do plano comercial e estratégico da aicep a promoção dos parques em conjunto com a atividade marítima-portuária, bem como com, o Politécnico de Setúbal e a Universidade de Évora junto dos mercados internacionais.

No que diz respeito à parceria com a Universidade de Évora, o principal objetivo é promover o trabalho cooperativo entre as infraestruturas da região. A par desta pomoção pretende-se, também, corresponder às necessidades dos investidores no que diz respeito à captação de recursos humanos qualficados. “Queremos criar uma relação de proximidade entre a Universidade e a Zona Industrial de Sines no sentido de se reconhecer a disponibilização de recursos humanos em quantidade e qualidade às empresas localizadas na ZILS”, realça o presidente.

Brexit: Governo aconselha portugueses a pedir residência permanente para acautelar direitos

O secretário de Estado das Comunidades aconselhou esta quarta-feira aos portugueses no Reino Unido que acautelem seus direitos e requisitem a residência permanente naquele país, independentemente da saída ou não dos britânicos da União Europeia.

“Essa é uma preocupação que os portugueses com mais de cinco anos de trabalho no Reino Unido devem ter”, disse José Luís Carneiro aos jornalistas, em Lisboa.

O Reino Unido realiza um referendo nesta quinta-feira que decidirá a sua permanência na União Europeia (UE), o que pode implicar mudanças em relação aos imigrantes, mesmo aos que pertençam bloco europeu.

Segundo José Luís Carneiro, “há muitos portugueses, segundo as estimativas realizadas, que não estão registados nos consulados de Londres e Manchester e também não estão registados como cidadãos com residência permanente no Reino Unido”.

“É por isso que, conjunto das sugestões e conselhos que vamos dando aos portugueses que vão se dirigindo aos serviços consulares, esteja essa recomendação”, referiu.

De acordo com o governante, “tendo visto de trabalho e tendo desenvolvido atividade profissional um período de cinco anos”, os portugueses devem procurar “adquirir o estatuto de residente permanente, na medida que salvaguardará direitos fundamentais, nomeadamente de cariz social, quer ocorra a saída do Reino Unido da União Europeia, quer não ocorra”.

“Isso porque, por força de uma decisão de fevereiro de 2016, haverá um conjunto de alterações nas condições de atribuição de apoios sociais no Reino Unido, com aplicação a partir de 2020, que sugerem que os portugueses procurem acautelar os seus interesses junto das autoridades consulares portuguesas e junto das autoridades britânicas”, disse.

O acordo assinado pelo Reino Unido e a UE prevê o chamado “travão de emergência”, mecanismo que permite a um país travar a concessão de benefícios sociais aos imigrantes durante quatro anos em caso de uma “situação de exceção” provocada, por exemplo, por dificuldades relacionadas com a sustentabilidade do sistema de segurança social.

Este mecanismo está limitado a um período máximo de aplicação de sete anos e é a UE que tem a competência de determinar a existência de uma tal “situação de exceção”.

Outra medida é que os abonos de família pagos aos filhos de imigrantes a viver no país de origem dependam do custo de vida e da prestação social desse país.

Para os quase 400 filhos de portugueses que atualmente já recebem o abono britânico, a situação mantém-se até 2020, mas os filhos dos novos emigrantes serão já abrangidos pela nova política.

O Reino Unido é atualmente o principal destino da emigração portuguesa.

Souto de Moura: “Gostava que me pagassem” pelo Estádio de Braga

O Pritzker português não esconde a predilecção pelo Estádio de Braga no seu portefólio. Mas “gostava que me pagassem; pagaram-me duas partes e falta outra – mas vão pagar”, diz aos jornalistas junto à maquete da obra. Trata-se de um processo que está em tribunal, recorda, com a Câmara de Braga como arguida, e cujo resultado, acrescenta, deve ser conhecido “em Outubro”. Souto de Moura reclama cerca de quatro milhões de euros relativos ao alargamento do âmbito e da dimensão do projecto.

À obra na Barragem do Tua, ainda em curso, dedica a atenção de alguém que acredita que a polémica e a arquitectura andam de mãos dadas – embora frise que o seu projecto para a central da barragem “foi aprovado pela Unesco”. A contestação em torno da obra “preocupa-me, porque não vivo numa torre de marfim, e, se é tão contestada, nalguma coisa têm razão”, exclama. E confessa que entre o que mais lhe custou nas consequências da obra foi a extinção da linha de comboio.

Ao lado dos seus projectos no CCB, Eduardo Souto de Moura dispara pacatamente em várias direcções: critica a equiparação do trabalho dos engenheiros ao dos arquitectos, as tabelas de pagamento da profissão, e anuncia que será “uma espécie de mandatário” numa nova função de colaboração com a Ordem dos Arquitectos.

Designer portuguesa cria berço adaptável para bebés até aos 4 anos

Estudante de design da Universidade de Aveiro (UA) é a criadora de um berço que se adapta consecutivamente até a criança fazer quatro anos Desenhado a pensar nas instituições pré-escolares “que pretendam adquirir um produto que proporcione bem-estar para a criança e para as educadoras”, o HOGIE pode também, naturalmente, ser utilizado em casa das crianças. Até lá, a designer aguarda “uma mão empresarial para embalar o berço.”

Mas tudo começou quando Patrng4729635-1024x594ícia Cruz realizou uma pesquisa num infantário da região de Aveiro e verificou “que existiam mudanças nos infantários que prejudicavam a adaptação, o bem-estar, o conforto, a experiência e a memória da criança do seu percurso escolar, mudanças essas que se deviam essencialmente à constante alteração do local de sono e às mudanças de educadoras.”

Adaptável até aos 4 anos de idade, o HOGIE é constituído por três versões diferentes que, graças ao sistema de encaixe das peças, rapidamente assumem as respetivas funções ou podem ser empilhadas num espaço diminuto para que as salas possam ser utilizadas para outras atividades. Assim, a primeira versão tem o nome de “mini-berço” e pretende abranger as crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 meses. Nesta fase o berço tem dimensões reduzidas e encontra-se a um nível mais elevado para permitir que a educadora mantenha a postura correta na colocação da criança no produto. A segunda versão, o “berço”, preparada para os 4 meses até ao 1.º ano de vida, “está relacionada com a fase de constante evolução motora e cognitiva da criança”. O berço fica mais elevado do solo para proteger e garantir a segurança máxima da criança. A terceira versão, “Catre”, pretende responder ao avanço motor e à autonomia da criança. Esta função “surge a partir da parte constituinte ‘mini-berço’ e permite que a criança se possa deitar sozinha sem o auxílio da educadora e sem qualquer risco de queda”, explica a estudante. Fácil de transportar, o berço HOGIE mede, nas três versões, 120 por 60 centímetros. Pode ser fabricado em várias cores em material acrílico, que facilita a vigilância das educadoras. Patrícia Cruz destaca ainda que o berço usa um único colchão para as três versões, alem de um conjunto de funcionalidades extras, que não só permite uma utilização mais eficaz do berço como prolonga o seu tempo de vida. É o caso do sistema de elevação do colchão que permite obter um ângulo de 10 graus de inclinação, as peças protetoras que eliminam o contacto direto entre o produto e o piso, a tampa que permite que uma das partes do berço se transforme numa caixa de arrumação e as rodas para transportar o berço facilmente. O trabalho no projeto do HOGIE resultou numa tese de mestrado apresentada recentemente no Departamento de Comunicação e Arte da UA.

Como o amor levou uma agente da PSP a fazer um assalto

Estava apaixonada. E a paixão fazia-a ignorar algumas conversas “estranhas” do namorado, também agente da PSP, com os amigos do ginásio. Até àquele dia de junho de 2014 em que foi chamada a colaborar. O namorado, o agente Elói Fachada, disse-lhe que precisava dela para irem “a casa de umas senhoras ver o que elas tinham lá”. Ela fardou-se, acompanhou-o a Mem Martins e só no regresso pôs as mãos na consciência: tinha acabado de participar num assalto. E era tarde demais para voltar atrás.

Telma, 35 anos, é a única mulher sentada no banco dos réus, onde 18 arguidos estão a ser julgados por participarem em assaltos a residências. Os suspeitos simulavam ser polícias de serviço, em plena rusga policial, para entrarem em casa das vítimas. Depois assaltavam-nas. Por trás desta “rede”, acusa o Ministério Público, estará Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting e ex inspetor da Polícia Judiciária. Seria ele quem escolhia os alvos a assaltar. Mas no caso em que Telma participou, o nome dele nunca foi referido.

É a segunda sessão de julgamento, esta quarta-feira no Campus de Justiça, embora já leve 40 minutos de atraso. Telma tinha pedido para prestar depoimento o mais rapidamente possível. Vive no norte do país e precisava ser dispensada de estar presente em todas as sessões. A juíza aceitou. Foi para o Norte que decidiu ir viver depois da sua vida se ter “tornado um verdadeiro inferno”. E tudo aconteceu em pouco menos de um mês.

De pé, de costas para os arguidos e com um ar calmo, Telma conta como tudo aconteceu. Há uma pessoa que não está presente para ouvi-la por motivos de saúde, o ex-namorado, o também polícia arguido no processo, Elói Fachada.

Telma era agente da PSP na esquadra da Cruz de Pau, no Seixal, quando o conheceu. Atraiu-a a forma física, a alimentação cuidada. Como ela, Elói tinha filhos, e era policia — embora ao serviço da Divisão da PSP de Almada. “Estava encantada e apaixonada”, disse a certa altura do seu depoimento.

Do início do namoro à partilha da mesma casa foram três semanas. Telma mudou-se para casa de Elói e até começou a frequentar o mesmo ginásio que ele, na Quinta do Conde – o mesmo que grande parte dos arguidos frequenta. Confessa que se apercebeu de algumas conversas dele com amigos um pouco suspeitas. Mas ignorou. Até aquele dia.

“Nesse dia eles tinham tudo combinado e faltava alguém. O Elói perguntou se eu não queria ajudar numa situação, na casa da mãe da namorada do Luís Conceição (também da PSP)”, conta a medo. “Ajudar a quê?”, pergunta-lhe a juíza. “…Tinha lá dinheiro. Que eu iria tocar à campainha fardada e que seria feita uma rusga…”, responde Telma sem nunca verbalizar a palavra assalto. “Ia simular que estava no exercício das suas funções”, conclui a juíza. Ela confirma.

Telma conta que deixou a Margem Sul no carro de Elói. Com eles seguia o arguido Serge. A primeira paragem foi em Mem Martins, onde o agente da PSP Luís Conceição lhes entregou um falso mandado de busca. O agente Conceição não podia participar no assalto porque era namorado da vítima – uma mulher que conheceu na esquadra, na sequência de uma queixa da PSP. E que lhe contou que o marido trabalhava em Angola e que escondia num cofre o dinheiro que ele lhe enviava.

Foi, depois, Telma quem tocou à campainha do alvo. Disse que era da PSP e que vinham fazer uma rusga. Lá dentro mãe e filha responderam e abriram a porta às autoridades. Telma estava fardada e armada. Elói e Serge vestiam coletes da PSP. Ela manteve-se com as duas vítimas na cozinha “Eles vasculharam tudo. Encontraram um cofre e trouxeram cerca de 5 mil euros e peças em ouro”, recorda, a custo.

A acusação do Ministério Público diz que Telma foi determinante para fazer conversa com as mulheres e para elas lhe fornecerem o código do cofre. Ela nega. Garante que falou com elas sobre o tempo “que estava incerto” e sobre a doença de uma delas e da medicação que tomava.

Só quando tudo terminou Telma se percebeu o que acabara de fazer. “Efetivamente meti-me num assalto. Quando saí de casa das senhoras tomei noção real do que tinha feito, fiquei em estado de choque. Se pudesse voltar atrás voltava. Estou completamente arrependida de ter conhecido aquela pessoa”, desabafa, por fim. Já na casa de Elói, Telma diz que recusou receber a sua parte do dinheiro. E que, de seguida, começou a procurar casa para abandonar Elói.

Só vivi com o Elói mais uma semana. Já anteriormente ele tinha atitudes algo violentas e depois foi pior. Eu temi pela minha integridade física e pela dos meus filhos. Diariamente ameaçava-me, dizia que tinha que estar calada, não podia dizer a ninguém. Sou muito sincera, estava iludida, apaixonada”, diz Telma.
No dia em que foram detidos pela Policia Judiciária, uma semana depois do assalto, Telma ainda vivia em casa de Elói. Assim que viu uma série de policias à porta, telefonou-lhe desesperada. “Disse-me para me livrar de uns papéis que estavam em cima da lareira. E eu queimei-os”, disse. Só depois abriu a porta às autoridades. Acabou presa.

A minha vida ficou um inferno desde esse dia”, conta.
O juiz de instrução criminal ordenou-lhe que ficasse em prisão preventiva. Ficou sem ver os dois filhos, menores. Os onze anos ao serviço da PSP ficaram reduzidos a um processo disciplinar. O processo está suspenso até sentença do julgamento. Mas ela também está suspensa de funções, até lá, e sem ordenado. “Decidi ir viver para o Norte com os meus filhos para não sofrer represálias por ter colaborado com as autoridades”, disse “Tive que me fazer à vida”.

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