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Elisabete Teixeira

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Alzheimer. Uma viagem virtual ao cérebro para conhecer a doença

 

Enquanto vê o filme (em inglês) aproveite o rato para viajar para cima, para baixo e para os lados, tendo uma visão equivalente a 360 graus. No texto em baixo encontrará uma explicação do conteúdo do vídeo.

A todo o momento os nossos neurónios comunicam uns com os outros,enviando comandos para todas as funções do nosso corpo, desde o respirar ao subir umas escadas. Mas os neurónios também são responsáveis pelos nossos pensamentos, memórias e emoções. Esta rede de neurónios ramificados que comunicam uns com os outros fica comprometida quando se desenvolve a doença de Alzheimer.

Os cientistas ainda não conseguiram perceber o que causa a doença, o que torna mais difícil – senão impossível – a sua prevenção, embora as atividades que desafiem o cérebro, assim como aprendizagem de línguas e música funcionam como um “protetor” da atividade cerebral. O que os cientistas conhecem cada vez melhor é a forma o Alzheimer afeta os neurónios, boicotando as comunicações e podendo mesmo levar à sua morte. E tudo começa com um processo natural que, sem se saber porquê, começa a falhar.

A proteína precursora de amiloide (a amarelo) é produzida por muitas células, mas encontra-se também nas sinapses dos neurónios – onde os neurónios estabelecem as ligações de comunicação uns com os outros. Uma enzima (a azul), é responsável por cortar essa proteína, masquando não o faz convenientemente, deixa pequenos fragmentos da proteína chamados de beta-amiloides (a laranja).

Estes péptidos (conjuntos de aminoácidos) beta-amiloides têm tendência para se agregarem e acumularem nos locais onde os neurónios estabelecem as comunicações – nas sinapses. Estas placas de beta-amiloides vão-se acumulando naturalmente com a idade, mas na doença de Alzheimer formam-se em muito maior quantidade. Imagine o que é ter a coluna ou o microfone do telemóvel cheios de pequenos grãos de areia.

Mas este não é o único problema. Os neurónios têm um sistema de microtúbulos (a azul claro) que transportam nutrientes e outras substâncias – mais ou menos como o cabo lhe leva todos os canais de televisão que vê. A proteína tau (a amarelo) ajuda a que estes microtúbulos se mantenham juntos e bem organizados num feixe, masna doença de Alzheimer esta proteína encontra-se modificada. Sem estas pequenas “braçadeiras” para manter os “fios” juntos, o sistema colapsa, e o televisor deixa de transmitir qualquer sinal – que em linguagem de neurónio quer dizer: morre.

Estas alterações que afetam os neurónios podem acumular os seus efeitos durante vários anos até que comecem finalmente a manifestar-se os sintomas. As primeiras áreas a serem afetadas são as da formação das memórias, como o hipocampo, mas à medida que a doença progride os neurónios vão morrendo em várias zonas do cérebro e o órgão vai diminuindo de tamanho.

Os primeiros sintomas são perdas de memória ligeiras, mas a doença avança para a dificuldade em formar pensamentos e em expressá-los verbalmente. Há medida que o cérebro, que comanda todas as funções do nosso corpo, vai morrendo, as pessoas mostram uma dificuldade crescente em andar, falar ou engolir. Os doentes de Alzheimer acabam por se tornar totalmente dependentes de terceiros. Os tratamentos servem apenas para aliviar alguns dos sintomas da doença e ainda nenhum serve de cura.

Detetar Alzheimer antes da perda de memória

Apesar de a perda de memória ser um dos primeiros sinais identificáveis da doença de Alzheimer e de outros problemas neurológicos, um cientista propôs agora que podem existir outros sinais que surgem mesmo antes disso, como as mudanças de comportamento ou de personalidade.

Se até agora a perda de interesse pela atividades preferidas, os estados de ansiedade, agressividade e suspeita, ou até os comentários menos próprios em público, eram considerados um “mal da idade”, agora Zahinoor Ismail, da Universidade de Calgary, considera que podem ser um sinal para algo mais, como apresentou na Conferência Internacional da Associação Alzheimer, em Toronto, noticia a AP.

O investigador propôs uma lista de sinais que se for validada poderá ajudar os médicos a detetar mais precocemente a doença – até porque a perda de memória não afeta todas as pessoas da mesma maneira. A lista inclui apatia, ansiedade sobre eventos outrora rotineiros, dificuldade em controlar reações por impulso, perda de apetite ou outras reações completamente novas. Estes sinais têm de se manter por mais de seis meses e não ser atribuíveis a nenhuma outra condição específica.

Um conselho deixado pela mulher de um doente com Alzheimer: “Se virem alguma mudança, não hajam de ânimo leve a pensar que é stress”. O melhor é procurar a ajuda de um profissional de saúde.

Vespa. A história de um ícone com 70 anos

Quem é que um dia não sonhou ter uma scooter? Quem é que viu Nanni Moretti desfilar por Roma no verão de 1993, montado numa Vespa, e não quis fazer o mesmo em qualquer cidade do mundo? Que adolescente não desejou ter uma para as suas primeiras fugas noturnas? Pois é, seja em qualquer esquina da cidade, seja nos desejos inconfessados, as Vespas estão em todo o lado. Simultaneamente adoradas pelas massas anónimas e pelos artistas famosos, as pequenas motas tornaram-se um símbolo de juventude, arrojo e alegria de viver. Isto tudo devemo-lo a Corradino D’Ascanio, o homem que devia ficar na história por ter inventado o helicóptero coaxial mas que afinal será para sempre “o pai da Vespa”.

Porém, este objeto de culto, que marcou a história do design, do motociclismo, do cinema e das cidades do século XX, começou no contexto duríssimo na Itália do pós-Guerra. A Piaggio — construtora de navios e depois a principal construtora de aviões italiana — estava de rastos, tal como a economia e as estradas do país. A empresa abandona então a aeronáutica de Enrico Piaggio e decide entrar na indústria dos veículos de massas, inspirado no modelo de Henry Ford: objetos utilitários e baratos que chegassem ao maior número de potenciais compradores.

Italian industrialist Enrico Piaggio, manufacturer of Vespa scooters, pictured with one of the motor scooters at a Messerschmitt factory, Germany, October 2nd 1956. (Photo by Keystone Features/Hulton Archive/Getty Images)

O visionário Enrico Piaggio com a sua Vespa, em 1956. (Foto: Keystone Features/Hulton Archive/Getty Images)

Em 1944, dois engenheiros já tinham feito um protótipo de uma mota com um escudo protetor na dianteira, que ficou conhecida como MP5 ou Paperino. Mas Enrico não gostava do modelo e pediu ao engenheiro aeronáutico Corradino Ascanio para redesenhar a mota. Problema:Ascanio não gostava de motas. Achava-as feias, barulhentas e sujas. Gostava de aviões, por isso tratou de aplicar ao motociclo os seus conhecimentos de aerodinâmica — a sua mota seria como um pequeno avião. Para reduzir o barulho e a sujidade colocou o motor junto da roda traseira. O dito motor, de dois cilindros, atingia a velocidade de 60 km/h, e a mota foi equipada também com uma caixa de velocidades de três mudanças, tanque de combustível de cinco litros de gasolina e um consumo médio na ordem dos 40 km/l. Quando ouviu o barulho do motor, Enrico Piaggio terá exclamado: “Sembra una vespa!” (parece uma vespa). Estava encontrado o nome.

A Vespa foi então apresentada ao mundo na primavera de 1946, no Golf Club de Roma. Os jornalistas que foram ao evento dividiram-se perante a “mota que parecia um brinquedo”: uns ficaram fascinados, outros foram céticos. Na feira de Milão desse ano venderam-se as primeiras 50 e a partir daí as estradas nunca mais foram as mesmas.

vespa 98- 1946

A primeira Vespa nasceu há 70 anos e era assim.

Foram feitos modelos simples para um condutor e modelos complexos para competição. Sendo um veículo destinado às massas, a Vespa nunca deixou de tentar conquistar as elites e a partir dos anos 50, Hollywood veio dar uma ajuda. O filme Férias em Roma (1952), com Audrey Hepburn e Gregory Peck, deu à Vespa uma aura de glamour e cosmopolitismo que nunca mais a abandonaria. No final da década de 50 Marlon Brando também tinha uma e John Wayne, rei dos western, foi visto nos bastidores de um filme a desmontar um cavalo e a montar umascooter. Nos intervalos da rodagem do colossal Ben-Hur, em Roma, o ator Charleton Heston também passeava pela cidade numa Vespa.

Mas foram Marcelo Matroiani e Federico Fellini que criam o mito, no filme La Dolce Vita. As imagens incrustaram-se no imaginário de uma década e fizeram da mota um símbolo da cultura juvenil e rebelde que teve o seu auge nesses anos. A Vespa fazia parte do mesmo espírito do tempo que o Mini, a minissaia, os Beatles. Até Salvador Dali quis “surrealizar” a Vespa de dois jovens que conheceu em Cadaqués, em 1962. Este exemplar, pintado e assinado pelo mestre do surrealismo, está no museu da Piaggio e será, provavelmente, o modelo mais caro do mundo.

audrey hepburn vespa ferias em roma

Audrey Hepburn deu à Vespa uma das suas imagens imortais, no filme “Férias em Roma”, de 1952.

Claro que muitas foram as marcas que, em Itália e no resto do mundo, criaram modelos idênticos. A mais poderosa foi a Lambretta que, curiosamente, fazia mais sucesso em Portugal do que a Vespa, ao ponto de todas as motas de modelo scooter passaram a ser chamadas de “lambreta”. Só a partir dos anos 90 é que a Vespa se impôs por cá.

No novo milénio, e depois da bancarrota, a Piaggio renasceu com a recuperação dos seus modelos vintage, em especial o modelo Primavera de 1967, o mais replicado de sempre. O caos do trânsito nas cidades e as preocupações ecológicas têm continuado a fazer das scooter a opção mais viável.

Para celebrar o seu 70º aniversário, a Vespa lançou uma edição especial comemorativa em três modelos: Vespa PX (uma lenda intemporal que, graças à sua caixa de quatro velocidades manual, continua a ser um modelo lendário e inimitável), Vespa Primavera (o modelo que melhor interpreta o espírito jovem e irreverente da gama, agora com ABS nas versões 125 e 150) e a Vespa GTS 300 (o modelo mais desportivo, potente e na vanguarda da tecnologia da Vespa).

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Vespa Settantesimo GTS, modelo retro, é um dos três modelos lançados para comemorar os 70 anos da marca.

Tempo quente com temperaturas máximas a variar entre os 32 e os 41 graus

Boas notícias, sobretudo, para quem está de férias: a semana vai arrancar com temperaturas altas. Em declarações à agência Lusa, a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que o dia de hoje ainda vai ser muito quente com temperaturas elevadas.

“Vamos continuar com tempo quente. As máximas vão variar entre 31/32 e os 39/40 ou mesmo 41 graus localmente. As zonas mais quentes serão Vale do Tejo, distrito de Santarém, e interior do Alentejo e distrito de Castelo Branco”, disse.

De acordo com Maria João Frada, as temperaturas mínimas também são relativamente elevadas em grande parte do território

“Foi uma noite tropical, com temperaturas mínimas superiores a 20 graus com exceção da faixa costeira ocidental. O céu vai estar limpo e está prevista alguma neblina matinal e o vento vai soprar em geral fraco a partir do meio da tarde”, salientou.

No que diz respeito a terça-feira, segundo Maria João Frada, será um dia diferente, com uma descida das temperaturas. “Terça-feira vai ser um dia diferente devido a uma corrente de noroeste que vai chegar às regiões do interior, que vai trazer uma massa de ar mais fresco. As temperaturas máximas tendem a descer no litoral oeste, sendo mais significativas e acentuadas em alguns locais”, disse.

Segundo a meteorologista, as descidas nas regiões do norte e centro podem variar entre os 03 e os 08 graus. “Em Lisboa, a máxima andará na casa dos 30/31 graus comparativamente com hoje que vão estar 36. No interior, os valores serão mais elevados, em particular nos distritos do interior centro/sul”, adiantou.

No que diz respeito ao resto da semana, Maria João Frada adiantou que as temperaturas vão manter-se, havendo a registar uma ligeira descida das mínimas. “Vamos ter é depois nebulosidade baixa a norte do Cabo Raso na quarta e quinta-feira e o vento vai ser moderado de noroeste”, disse.

Entre terça e sexta-feira as temperaturas vão variar entre os 30 e 35 graus, com exceção da faixa costeira onde serão mais baixas.

“Na quinta e sexta-feira, eventualmente haverá nebulosidade durante a tarde nas regiões do interior e eventualmente aguaceiros no interior mas é um cenário a confirmar”, concluiu.

Dois distritos sob aviso ‘Aviso Laranja’

Quanto ao dia de hoje é preciso ter cuidado, sendo que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os distritos de Braga e Leiria estão, esta segunda-feira, sob ‘Aviso Laranja’, até às 21h00, enquanto outros 16 distritos e a Madeira estão sob ‘Aviso Amarelo’, até às 18h00 de quarta-feira, devido ao tempo quente.

O ‘Aviso Laranja’, o segundo mais grave de uma escala de quatro, é emitido devido a uma situação meteorológica de risco moderado e elevado. O ‘Aviso Amarelo’ é o terceiro mais grave numa escala de quatro e significa “risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica”.

O IPMA prevê para hoje no continente continuação de tempo quente com céu geralmente limpo, vento fraco, soprando temporariamente moderado, de nordeste nas terras altas do norte e centro e de sueste na costa sul do Algarve até final da manhã, e de noroeste durante a tarde no litoral oeste e neblina matinal no litoral a norte do cabo da Roca.

Na Madeira prevê-se céu geralmente pouco nublado, apresentando períodos de muita nebulosidade nas vertentes norte e na ilha do Porto Santo até final da manhã e a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda para vento fraco a moderado de nordeste, soprando moderado a forte do quadrante leste em alguns locais das zonas montanhosas até ao início da manhã, pequena subida da temperatura mínima e da máxima.

Para os Açores, estão previstos períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos e vento nordeste bonançoso a moderado.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão variar entre 23 e 26 graus Celsius, no Porto entre 19 e 32, em Braga entre 17 e 29, em Vila Real entre 19 e 35, em Viseu entre 19 e 36, em Bragança entre 16 e 35, na Guarda entre 17 e 32, em Coimbra entre 18 e 38, em Leiria entre 16 e 34, em Castelo Branco entre 23 e 38, em Portalegre entre 24 e 38, em Santarém entre 20 e 41, em Évora entre 19 e 40, em Beja entre 20 e 40, em Faro entre 23 e 33, no Funchal entre 20 e 29, em Ponta Delgada entre 21 e 26, na Horta entre 21 e 27 e em Santa Cruz das Flores entre 20 e 25.

Rafa Silva poderá estar a caminho do FC Porto por cerca de 20 milhões de euros

O médio ala português, Rafa Silva, de 23 anos, estará mesmo a caminho do FC Porto, noticia, esta segunda-feira, o Diário de Notícias. A concretizar-se a transferência entre o SC Braga e o FC Porto — pelos cerca de 20 milhões que o clube minhoto pede pelo jogador –, esta será a transferência mais cara entre clubes portugueses.

Rafa Silva chegou ao Braga no início da época de 2013-14, vindo do Feirense, clube da II divisão, a troco de 150 mil euros. Na altura já foi disputado também pelo Sporting, mas optou pelo primeiro clube, onde foi jogar na equipa principal. No Mundial2014 foi chamado por Paulo Bento e alternou entre a equipa A e os sub-21. E Fernando Santos voltou a convocá-lo para o Euro2016, onde acabou por levantar a taça, mesmo só tendo jogado um minuto.

Os jornais desportivos são menos assertivos em relação ao futuro do jogador, não o dando como certo no clube do Dragão, ao contrário do DN. Mas o jornal “O Jogo” escreve que o jogador recusou convite do Zenit.

Lembre-se que em janeiro várias notícias deram conta que o SC Braga tinha recusado uma oferta do FC Porto de 16 milhões de euros, com hipótese de incluir jogadores, por empréstimo ou a título definitivo. O mesmo valor que terá também sido oferecido pelo Benfica. O presidente António Salvador só aceitava a saída do jogador pela cláusula de rescisão: 20 milhões de euros.

O interesse em Rafa Silva já vem de trás. Em entrevista ao jornal “O Jogo”, em julho de 2015, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, afirmava que “comprar um suplente dos sub-21 por 20 milhões de euros não era disparate, era burrice”.

O passe do jogador é partilhado pelo empresário Jorge Mendes, Sp. Braga, o agente do médio e o Feirense.

Estudo conclui que mais trabalhos de casa não significam maior sucesso escolar

Mais trabalhos de casa não significa, necessariamente, maior sucesso escolar, de acordo com um estudo do projeto aQeduto, apoiado pelo Conselho Nacional de Educação, que será apresentado esta segunda-feira.

O estudo “E os alunos, que responsabilidade”, o oitavo de uma série do projeto aQeduto, tendo por base dados do relatório PISA da OCDE, aponta Portugal como um dos países, entre os analisados, onde os alunos dedicam em média menos tempo aos trabalhos de casa: quatro horas semanais, situando-se acima das três horas semanais na Finlândia (com a média mais baixa) e abaixo das sete horas semanais da Polónia e da Irlanda (com a média mais alta).

O estudo aponta que, em todos os países analisados, são os alunos com melhores resultados na prova de Matemática dos testes PISA em 2012 — usada como base para a análise –, aqueles que mais tempo passam a fazer trabalhos de casa, sobretudo se forem alunos que conjugam bons resultados com estatuto socioeconómico elevado.

“Contudo, a nível agregado, não se observa uma relação entre maior número médio de horas dedicadas à realização de trabalhos de casa e ‘score’ [resultado] médio dos países. Por exemplo, os alunos finlandeses dedicam pouco tempo a trabalhos de casa (3 horas) e o ‘score’ PISA é elevado (519), ao passo que, em Espanha, o número de horas (6) é muito mais elevado e o ‘score’ é relativamente baixo (484)”, exemplifica o estudo.

Notando que o estatuto socioeconómico e cultural dos alunos continua a ser determinante para os seus resultados em países como Portugal, Espanha, França ou Luxemburgo, e que em Portugal se encontra uma grande percentagem de alunos de baixo estatuto social, o estudo do projeto aQeduto aponta que há características como a perseverança e a autoconfiança que podem ter maiores impactes nos resultados, e que estão diretamente relacionados com esse estatuto social.

São a autoconfiança dos alunos e a sua eficácia na resolução de problemas que parecem ser mais determinantes para o sucesso, sendo essas as características que diferenciam os jovens com melhores resultados.

“É interessante verificar que os bons alunos de classes mais favorecidas se distinguem mais pela autoconfiança, enquanto os seus colegas de classes menos favorecidas, apesar de menos autoconfiantes, se diferenciam por serem, na prática, realmente eficazes na resolução de problemas”, lê-se no estudo.

Os autores ressalvam, no entanto, que os bons alunos com estatuto social mais baixo “declaram menos vontade em enfrentar e resolver situações complexas”.

“Isto é, verifica-se que a eficácia e a autoconfiança dos alunos tem um alto poder determinante na probabilidade de sucesso. A pergunta que fica é: como estimular estas características em quem não as demonstra?”, questionam.

Os autores apontam ainda que, no caminho para o sucesso, a maioria dos alunos nos países em análise assume a sua responsabilidade em atingir essa meta, apontando o esforço como fundamental para esse objetivo.

“Na maioria dos países, apenas cerca de 10% dos alunos consideram que ser bem-sucedido depende do professor”, refere o estudo.

No caso português, 50% assume ser sua inteira responsabilidade chegar ao sucesso, mas entre 10% a 15% dos alunos, consoante o estatuto socioeconómico e os resultados, dizem que o sucesso depende dos professores.

Sobre a perseverança em Portugal, os autores escrevem que “esta característica é transversal aos alunos com ‘scores’ elevados independentemente do seu estatuto socioeconómico e cultural”, e que “os bons alunos portugueses são os que revelam maior perseverança contrariamente aos alunos franceses, cujo nível de perseverança é muito baixo, mesmo em alunos com resultados elevados”.

No entanto, se o estatuto socioeconómico não pesa na atitude de nunca desistir, os resultados sim: entre os jovens portugueses mais carenciados com resultados mais fracos, só 45% dizem nunca desistir, enquanto entre aqueles que têm resultados elevados há 74% que afirmam que nunca desistem.

O projeto aQeduto trabalha sobre os temas de avaliação, qualidade e equidade em educação, e resulta de uma parceria entre o CNE e a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Meio-irmão de Barack Obama vai votar em Donald Trump

O meio-irmão do presidente dos EUA, Malik Obama, anunciou que vai votar em Donald Trump nas eleições de novembro.

Malik, de 58 anos, que vive no Quénia — mas vota no estado americano do Maryland –, disse ao New York Post que gosta de Donald Trump “porque ele fala do coração”, e acrescentou que gostaria de o conhecer.

new york post cover

Ao jornal nova-iorquino, o meio-irmão de Barack Obama confessou o seu “profundo desapontamento” com o trabalho do atual presidente americano e apontou a morte de Kadafi, que considerava um dos seus melhores amigos, como um dos principais motivos. “Penso que livrarem-se de Kadafi não tornou as coisas melhores na Líbia. O meu irmão e o secretário de Estado desapontaram-me nesse assunto”, explicou Malik.

A grande divisão entre os dois Obamas está, contudo, no apoio do Partido Democrata ao casamento homossexual. O New York Post escreve que Malik Obama acredita na instituição casamento — tanto que até tem, pelo menos, três esposas, atualmente. “Sinto-me um republicano, porque eles não apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, afirma Malik.

Por isso, Malik Obama irá em novembro aos EUA para votar em Trump. O meio-irmão de Barack Obama viveu durante muitos anos no estado do Maryland, onde está registado como eleitor.

Trump reagiu a este anúncio no Twitter. “Provavelmente foi mal tratado pelo presidente — como toda a gente!”, escreveu o candidato republicano na rede social.

O pai de ambos, Barack Obama Sr., deixou o Quénia em 1959. Na altura, Malik tinha um ano de idade, e a sua mãe estava grávida — haveria de nascer a sua irmã Auma. Obama Sr. foi para o Havai, onde conheceu Stanley Ann Dunham, a mãe de Barack.

A relação entre Barack e Malik já teve as suas atribulações. Em 2013, Malik candidatou-se a governador da região de Siaya, no Quénia, e Barack Obama recusou ajudá-lo no seu caminho para a política. Malik já só quer que o irmão deixe a presidência e possa “viver como um ser humano” novamente.

Pelo menos dez pessoas morreram em explosão de carro-bomba no Iraque

Pelo menos 10 pessoas morreram, esta segunda-feira, e 15 ficaram feridas na sequência da explosão de um carro-bomba conduzido por um suicida na localidade de Al Jales, na província de Diyala, noroeste de Bagdade, no Iraque, informou uma fonte policial.

O veículo explodiu uma avenida da cidade, situada a 80 quilómetros a noroeste da capital iraquiana. Pelo menos 10 carros ficaram queimados na sequência da explosão. A mesma fonte adiantou que várias ambulâncias chegaram rapidamente ao local do ataque para transportar os feridos ao hospital e os mortos.

No domingo, um ataque suicida reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico na zona de Al Kazemiya, de maioria xiita situada a norte de Bagdade, causou pelo menos 21 mortos e 35 feridos.

Bagdade vive em estado de alerta depois do atentado terrorista reivindicado também pelo Estado Islâmico no passado dia 03 de julho na zona de maioria xiita de Al Karrada, que causou a morte a pelo menos 292 pessoas e centenas de feridos.

Irão destrói cem mil antenas parabólicas

As autoridades iranianas procederam à destruição, neste fim de semana, de cem mil antenas parabólicas, numa iniciativa que faz parte de uma campanha para eliminar estes aparelhos, considerados ilegais no país. Para o o governo de Teerão, as antenas parabólicas, e o acesso que proporcionam a canais de televisão internacionais transmitidos via satélite, criam insegurança, cultivam vícios e alimentam o aumento dos divórcios.

A cerimónia de destruição das antenas e de outro material que permite a receção do sinal de tv, foi presidida por um general do exército do Irão, Mohammad Reza Naghdi, líder da milícia Basij, um braço dos guardas revolucionários, criado pelo Ayatollah Khomeini em 1979, após a revolução que depôs o regime do xá Reza Pahlevi. “A maior parte dos canais de televisão por satélite desviam a moral e a cultura da sociedade”, afirmou o chefe da milícia durante o evento.

Naghdi revelou que o total de um milhão de cidadãos iranianos tinha entregado, voluntariamente, os seus dispositivos às autoridades. De acordo com a legislação em vigor no Irão, o equipamento que permite ter acesso à televisão por satélite é proibido e quem o distribua, use ou repare fica sujeito a multas que podem atingir 2.500 euros. Para tentar garantir que ninguém desrespeita a lei, são frequentes, no país, as rusgas da polícia com o objetivo de confiscar as antenas parabólicas que são instaladas no topo dos edifícios.

O tema não é pacífico entre os responsáveis políticos do Irão. Ali Jannati, ministro da Cultura, defendeu, nesta sexta-feira, uma revisão da lei porque, se a utilização de antenas parabólicas é proibida, “a maior parte das pessoas usam-nas”, numa proporção que calcula atinja 70% da população.

As afirmações de Jannati foram criticadas por Mohammad Reza Naghdi: “aqueles que têm a responsabilidade sobre os assuntos da cultura deviam ser honestos com o povo em vez de irem atrás daquilo que lhes agrada”. O chefe da milícia Basij acrescentou que a “maior parte dos canais por satélite fragilizam os alicerces das famílias, mas também provocam disrupções na educação das crianças que, sob a influência destes canais, assumem comportamentos impróprios”.

Hassan Rouhani, o moderado que é presidente do Irão, é um adepto da revogação da legislação em causa. O político, que termina o mandato em julho de 2017, tem defendido que a proibição dos canais por satélite, que transmitem em farsi, e a partir do estrangeiro, informação, entretenimento, filmes e séries, é “desnecessária e contraproducente”.

Turquia: Emitido mandado de detenção de 42 jornalistas, denunciam os ‘media’

Entre os visados está o jornalista Nazli Ilicak, que foi despedido em 2013 do jornal pró-governamental Sabah, depois de ter criticado ministros apanhados num caso de corrupção, ainda segundo as duas televisões.

Um decreto-lei sobre o estado de emergência publicado no sábado na Turquia refere que o período de detenção dos suspeitos envolvidos na tentativa falhada do golpe de Estado de 15 de julho pode prolongar-se até 30 dias.

Na sexta-feira, o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, admitiu estender por mais tempo o estado de emergência decretado na quarta-feira por três meses.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou, também na sexta-feira, que 11 mil pessoas foram detidas devido a ligações com o golpe de Estado, que provocou 265 mortos.

O decreto-lei também dissolve milhares de estruturas e instituições, incluindo organizações ligadas à educação e relacionados com Fetullah Gülen, o clérigo muçulmano turco que vive nos Estados Unidos e que Ergogan acusa de ser responsável pela tentativa de golpe.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional afirmou no domingo que reuniu “provas credíveis” atestando casos de tortura de presos nos centros de detenção na Turquia, após a tentativa de golpe de Estado.

Amigo do atacante de Munique detido

A polícia de Munique deteve, este domingo, um amigo do atirador que, na sexta-feira, matou nove pessoas no centro comercial Olympia. O detido é um jovem afegão, de 16 anos, que já tinha sido interrogado pela polícia na sexta-feira. Numa publicação no Facebook, a polícia de Munique indica porque é que deteve o jovem afegão: terá prestado declarações contraditórias na sexta-feira, o que levou as autoridades a pensar que terá sido cúmplice do crime.

A polícia está a investigar até que ponto este jovem pode ser responsável por uma publicação no Facebook que convidava pessoas a reunirem-se num cinema perto da principal estação de comboios de Munique. Não podendo confirmar se estava planeado um ataque semelhante nesse local. Uma publicação no Facebook com perfil falso foi a estratégia que o atirador utilizou para atrair pessoas à loja McDonald’s.

A polícia de Munique afirma no comunicado que está atenta a possíveis tentativas de cópia do crime e que reforçou a equipa de intervenção. Do ataque na sexta-feira resultaram dez mortos, incluindo o atirador, e 35 feridos – apenas quatro com ferimentos de balas, os restantes feridos quando tentavam fugir. Entre os mortos, sete eram adolescentes: dois turcos, dois alemães, um húngaro, um grego e um kosovar, refere a BBC.

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