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Elisabete Teixeira

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Obama já começou a discursar em Hiroshima. “Porque estamos aqui?”

“Porque estamos aqui?” Barack Obama aproveita a deslocação à cidade de Hiroshima para recordar os mortos. Os mais de cem mil, japoneses, coreanos e até americanos (presos de guerra) que morreram no ataque nuclear norte-americano. “As suas almas falam connosco e pedem-nos um olhar para aquilo que somos hoje”. E os mais de 60 milhões de mortos da segunda guerra mundial. Mas também as lições da história.

De todas as cidades no mundo que tem memoriais que contam as histórias de heroísmo desse conflito,” é a imagem de uma nuvem em forma de cogumelo que subiu nestes céus que mais nos lembra a contradição do ser humano”.

Obama realça que é a mesma capacidade de nos destacarmos da natureza que nos dá também a capacidade de destruição maciça. Num discurso sobre as grandes contradições da humanidade, o presidente norte-americano vai deixando perguntas e frases fortes:

“E quantas vezes os progressos materiais e sociais nos cegam perante estas verdades? Salientado a facilidade com que “aprendemos a justificar a violência em nome de uma causar maior”, lembra ainda que “cada grande religião promete um caminho para o amor e a paz, mas nenhuma religião foi poupada a fiéis que defendem que a sua fé é uma licença para matar”.

Ao mesmo tempo que assinala os feitos recentes das sociedades, lembra que essas histórias de sucesso das nações são também usadas para “oprimir e desumanizar os que são diferentes”.

“As guerras da idade moderna ensinam-nos esta verdade. Hiroshima ensina-nos esta verdade”. Daí que, avisa Barack Obama, o progresso tecnológico sem ser acompanhado de um progresso humano e social condena-nos.

“A revolução científica exige também uma revolução moral. E é por isso que aqui estamos, para nos forçar a imaginar o momento em que a bomba caiu”.

A visita é histórica e carregada de simbolismo. Barack Obama já está em Hiroshima. É o primeiro presidente americano a visitar o local da primeira bomba atómica, lançada pelos EUA sobre a cidade japonesa em 1946, há 70 anos, no final da II Guerra Mundial. Morreram 100 mil pessoas naquele dia, 6 de agosto, e mais pelo menos 40 mil nos anos seguintes, devido aos efeitos da radiação nuclear.

Apesar de todo o significado da presença de Obama no memorial de Hiroshima, o presidente americano não pedirá desculpas, dizem responsáveis da Casa Branca. A visita de Obama foi rodeada de apertadas medidas de segurança e esperam-no alguns protestos, mas o presidente dos EUA mesmo assim vai reunir-se com alguns dos sobreviventes. No discurso, prevê-se que fala sobre a questão do armamento nuclear.

Julião Sarmento revela visões da pintura de Batarda em exposição

O título da mostra adota a expressão idiomática francesa ‘Mise en abyme’, que remete para a ideia de infinito, em particular para o efeito da multiplicação infinita de imagens – uma situação de abismo – que se obtém quando, por exemplo, se colocam dois espelhos frente a frente.

‘Mise en abyme’, a exposição, resulta do frente a frente de dois artistas próximos no tempo – Julião Sarmento (Lisboa, 1948) e Eduardo Batarda (Coimbra, 1943) -, e da proposta, feita pelo primeiro, que levou à reunião de um conjunto de 21 obras do segundo, algumas nunca mostradas em público, vindas de períodos distintos, representativas de quase quatro décadas de trabalho do pintor.

Julião Sarmento reflete sobre a obra de Eduardo Batarda e afirma que ela possui, em si mesma, a ideia de ‘Mise en abyme’, o seu efeito: ‘Um quadro deste artista contém sempre, sempre, todos os outros quadros que o antecederam e, provavelmente, conterá também todos aqueles que se seguirão’, escreve o artista que expôs, no início deste ano, em Paris, ‘Julião Sarmento. La chose, même – the real thing’.

Nas palavras do comissário, a obra de Eduardo Batarda “não é, seguramente, uma obra para todos”, é “uma obra falsamente democrática”, escreve na apresentação da mostra. “É, sobretudo, uma obra para ele, para a sua imagem reflectida no espelho que se repete ‘ad infinitum’, que se prolonga e arrepia”.

Os quadros de Batarda, diz Sarmento, “são sempre uma imagem dentro de uma imagem que se repete e se plasma na outra imagem que se lhe segue. Confuso? Claro! Como o discurso do Eduardo. É impossível distinguir o verbo da pintura. São apenas um. Como ele. Obcecado, genial, repetitivo e etc.”

Eduardo Batarda frequentou os Cursos de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1963-1968). De 1971 a 1974, frequentou a classe de pintura do Royal College of Art, em Londres, como Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e, de 1976 a 2008, deu aulas na Escola Superior de Belas Artes do Porto, atual Faculdade de Belas-Artes.

Batarda expõe desde 1966, data das primeiras obras recolhidas para “Mise en abyme”, que vão até 2002, pouco antes do período em que suspendeu a atividade (2004-2008).

Entre as suas principais exposições destacam-se a de 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, a retrospetiva do Centro de Arte Moderna, em 1998, a mostra no Centro de Arte Manuel de Brito, em 2009, e a retrospetiva ‘Outra Vez Não’, no Museu Serralves, no Porto, em 2011.

Hoje, será também apresentado o catálogo da mostra, que conta com textos de Julião Sarmento, do crítico e historiador de arte Pedro Faro e do comissário espanhol David Barro.

‘Mise en abyme’ fica aberta ao público de 28 de maio a 28 de agosto, e pode ser vista de terça a domingo, das 10:00 às 18:00, com entrada livre.

Para o dia 07 de junho, às 18:30, está prevista uma “visita-conversa”, com Eduardo Batarda, Julião Sarmento e os curadores João Mourão e Alexandre Melo.

Rock in Rio: Hollywood Vampires fazem hoje saudação ao rock na Bela Vista

Depois dos 141 mil espectadores que, na semana passada, viram Bruce Springsteen ou Queen, o festival cumpre, entre hoje e domingo, o restante calendário de concertos. Hoje dá-se a estreia dos Hollywood Vampires, com Alice Cooper, Joe Perry e Johnny Depp a convocarem temas alheios, dos The Who, Jimi Hendrix ou Rolling Stones.

Antes deles estará a banda norte-americana Korn, praticante de ‘nu metal’ há mais de vinte anos, que tem uma relação antiga com Portugal. O grupo parte de Lisboa para uma digressão europeia, antes de voltar aos Estados Unidos para uma série de concertos com Rob Zombie.

O Palco Mundo abrirá com os brasileiros Rival Sons, herdeiros de referências como Led Zeppelin e Black Sabbath.

No Palco Vodafone, o destaque vai para o trio norte-americano Metz, depois de subirem ao palco os portugueses Glockenwise e Cave Story, ambos com matéria nova para mostrar.

Na tenda da Eletrónica, estarão DJ Ride e Stereossauro – juntos são os Beatbombers -, antes de nomes como Nightmares on Wax e o produtor escocês Hudson Mohawke.

As portas abrem hoje às 16:00 e o trânsito em redor do Parque da Bela Vista estará condicionado.

Para hoje há previsão de aguaceiros fracos e uma temperatura que variará entre os 15 graus de mínima e 21 de máxima.

Aquecimento global. Austrália “apaga” a Barreira de Corais de um relatório da UNESCO sobre locais em risco

As referências à Austrália foram apagadas de um relatório da UNESCO sobre o impacto das alterações climáticas em locais classificados como património mundial da humanidade depois de uma intervenção do governo. De acordo coma edição australiana do The Guardian, as autoridades locais invocaram o impacto negativo para o turismo da inclusão na lista da Grande Barreira de Corais, um dos principais focos de atração do país.

O relatório Património da Humanidade e Turismo num Clima em Mudança elenca 31 locais que estão vulneráveis a fenómenos como o aumento da temperatura, o degelo de glaciares, a subida do nível das águas do mar, a intensificação de eventos climatéricos extremos, o agravamento das secas e das épocas de incêndios. A lista inclui atrações turísticas tão procuradas como a Estátua da Liberdade em Nova Iorque e a laguna de Veneza, em Itália, mas também as Ilhas Galápagos, a Gronelândia, o parque natural de Yellowstone nos Estados Unidos ou o monumento pré-histórico Stonehenge, no Reino Unido.

O documento com cerca de 100 páginas não faz referência à Grande Barreira de Corais na Austrália, apesar de ser um facto do conhecimento público que o aquecimento da temperatura da água tem tido um efeito de devastador ao nível da descoloração dos corais que já prejudicou ou matou 95% das barreiras na região norte. Este efeito tem sido classificado pelos cientistas como a descoloração mais grave registada na história da grande barreira.

O problema do branqueamento dos recifes de corais é referido no relatório, no entanto, é apenas apontado um ecossistema específico, na ilha francesa da Nova Caledónia no Pacífico Ocidental. Segundo o Guardian Australia, o relatório incluía um capítulo central sobre a Grande Barreira de Corais, bem como referências a Kakadu e à floresta da Tasmânia.

Estes conteúdos incluídos na versão preliminar terão sido removidos do documento final por pressão das autoridades australianas que invocaram o impacto negativo que estas informações teriam no turismo do país. A intervenção terá sido desenvolvida pelo departamento ambiental australiano. Um porta-voz desta entidade, citado pelo Guardian Australia, justifica: “A experiência recente na Austrália mostra que um comentário negativo sobre a situação dos locais classificados como património da humanidade tem impacto no turismo”.

Segundo o jornal, não foram eliminadas referências a outros países. A Oceânia é assim o único continente que não é mencionado no documento.

O relatório é uma iniciativa da UNESCO (a organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura), que é responsável pela atribuição da classificação de património da humanidade, do programa ambiental da ONU e da Union of Concerned Scientists.

Will Steffen, um dos cientistas que foi responsável pela revisão da secção censurada sobe a grande barreira compara a intervenção australiana à atuação da antiga União Soviética e deixa um apelo no site do Climate Council (Conselho do Clima), ao que já é conhecido como o reefgate.

Como cientista estou zangado, como australiano estou dececionado, como responsável pelo Climate Councillor, estou a pedir a vossa ajuda”

Portugal passa a ser o “segundo país” no acolhimento de refugiados

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, anunciou esta quarta-feira no Parlamento que Portugal, com a chegada de refugiados prevista para esta semana, passará a ser “o segundo país” europeu no acolhimento de cidadãos recolocados, a partir de outros países europeus.

“Eu diria que, com os refugiados que vão chegar esta semana, nós provavelmente passaremos a ser o segundo país — o primeiro é a França — de acolhimento de recolocados, a partir da Grécia e da Itália”, afirmou o governante, numa audição da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, referindo-se ao Programa de Relocalização de Refugiados da União Europeia.

O ministro considerou que o “esforço português, infelizmente, não é acompanhado generalizadamente no quadro europeu”, mas salientou que o país “tem mantido uma grande coerência”, correspondendo a “uma opção solidária da sociedade portuguesa”.

Após o acordo alcançado em março, pela União Europeia, para a recolocação de refugiados, “tem ocorrido uma alteração de comportamentos”, com uma afluência acrescida aos centros de registo.

“Verificou-se desde então uma alteração nos fluxos de chegada de refugiados a Portugal”, notou Eduardo Cabrita, acrescentando que, durante esta semana, chegaram 26 na terça-feira, estão previstos 28 para esta quarta-feira, e, na sexta-feira, chegarão mais três dezenas.

Estes refugiados juntam-se aos 237 que Portugal recebeu, desde dezembro, no âmbito do programa da União Europeia.

A estratégia de acolhimento passa por uma “articulação com as autarquias locais” e de evitar a concentração numa única zona do país, adiantou o ministro.

“Neste momento, os cerca de 300 refugiados que já acolhemos estão distribuídos por 48 municípios”, salientou o ministro, enunciando, entre os que têm o maior número de acolhimentos, os casos de Lisboa e Guimarães.

O governante apontou como objetivos imediatos de apoio à integração dos refugiados a adoção de um módulo de ensino do português ‘online’, ferramenta de aprendizagem complementar às aulas presenciais, e o ‘kit’ de acolhimento, com “todos os direitos e deveres” destinados aos cidadãos acolhidos.

A deputada Margarida Balseiro Lopes, do PSD, questionou se os atrasos financeiros a algumas instituições “não poderão comprometer o apoio aos refugiados” e alertou para os relatórios com números preocupantes sobre tráfico de seres humanos, em que “a maior parte são crianças”.

A socialista Ana Catarina Mendes sublinhou a fragilidade europeia na resposta ao problema dos refugiados e a disponibilidade portuguesa, “enquanto outros Estados-membros fecham as portas, erguem muros”.

A deputada Sandra Cunha, do Bloco de Esquerda, manifestou preocupação com “uma série de problemas que envolvem os imigrantes” económicos, relacionados com a regularização e integração, esperando que não venham a “afetar também os refugiados”.

A necessidade de adoção de medidas contra os riscos do tráfico de seres humanos foi também apontada pelas deputadas Vânia Dias da Silva, do CDS-PP, e Rita Rato, do PCP.

O ministro adjunto reconheceu que a crise dos refugiados “põe risco a ideia de Europa” e recordou quando os portugueses emigravam, para procurar novas oportunidades noutros países, e “eram tão ilegais como os que chegam”, a maioria para escapar à guerra.

Eduardo Cabrita notou que a questão dos refugiados “ameaça a ideia da União Europeia”, pois, num espaço comunitário de 500 milhões de pessoas, em declínio demográfico, está em causa a capacidade de acolher apenas “um ou dois milhões de refugiados”.

“O fechar fronteiras, o responder isoladamente, é a negação do ideário europeu”, vincou o governante.

José Couceiro assina por duas épocas com Vitória de Setúbal

José Couceiro foi esta quarta-feira apresentado como treinador do Vitória de Setúbal, da I Liga de futebol, para as próximas duas épocas, em conferência de imprensa realizada no Estádio do Bonfim.

O treinador, de 53 anos, vai substituir Quim Machado no comando técnico dos sadinos, equipa que terminou a última edição do campeonato na 15.ª posição.

José Couceiro, que regressa a um clube por onde passou em 2004/05 e 2013/14, terá como adjuntos Tiago Maia, José Herculano, Carlos Ribeiro e Paulo André Oliveira.

Primeiro-ministro espera reposição da lei das 35 horas sem aumento da despesa pública

O primeiro-ministro afirmou esperar que seja aprovada a norma do projeto do PS para uma ausência de aumento da despesa pública com a entrada em vigor da uniformização das 35 horas de trabalho na administração pública.

António Costa assumiu esta posição pouco depois de ser anunciado o adiamento por uma semana da votação na especialidade do diploma do PS sobre as 35 horas.

“A proposta de redação que o PS apresentou corresponde aos requisitos constantes no programa do Governo, que é a adoção desta lei sem que isso implique um aumento da despesa global. Estão reunidas as condições para que isso aconteça e espero que essa norma seja aprovada, porque é essencial para podermos repor o horário que foi retirado e alterado unilateralmente [pelo anterior executivo], sem que isso implique um aumento de custos para a despesa pública”, declarou o primeiro-ministro.

António Costa foi também questionado sobre o facto de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ainda não ter esclarecido qual a sua posição relativamente à aplicação generalizada das 35 horas de trabalho semanal em todos os setores da administração pública.

O primeiro-ministro observou então que o Presidente da República “disse que não fazia sentido comentar uma lei que ainda não existe”.

“Por isso, ainda menos faz sentido eu comentar uma ação do Presidente da República que ainda não comenta uma lei que não existe. Aguardemos pela lei, que, como se sabe, está a correr os seus trâmites na Assembleia da República”, acrescentou o líder do executivo.

Governo moçambicano e Renamo dizem que encontro de hoje foi meramente preparatório

As delegações do Governo moçambicano e da Renamo, maior partido de oposição, disseram que o primeiro encontro que mantiveram esta quarta-feira em Maputo foi apenas preparatório e anunciaram uma nova ronda de conversações para segunda-feira.

Jacinto Veloso, um dos nomes indicados pelo Presidente da República, e André Majibire, nomeado pelo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), afirmaram à saída da reunião que só a partir de segunda-feira começarão a tratar do conteúdo da agenda preparatória do encontro ao mais alto nível entre as duas partes, visando o restabelecimento da paz em Moçambique.

“Foi um encontro preparatório, de troca de ideias sobre os assuntos a tratar no quadro da preparação do encontro, que esperamos que seja brevemente, do Presidente da República e do presidente da Renamo, com o objetivo de encontrar uma solução para a paz e reconciliação nacional”, declarou Jacinto Veloso, descrevendo que a reunião decorreu num “ambiente muito cordial”.

André Majibire disse, por seu lado, que esta primeira ronda serviu para “fazer uma abordagem sobre a metodologia de trabalho” das sessões de diálogo seguintes, nas quais se espera alcançar uma agenda e os termos de referência para o encontro entre o chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama.

“Temos um mandato, que é para preparar a agenda e os termos de referência, para enviarmos ao mais alto nível, razão pela qual dissemos que tivemos um encontro preparatório”, assinalou o representante da Renamo.

O Governo e a Renamo retomaram esta quarta-feira em Maputo o diálogo sobre o fim da crise política e militar no país, após vários meses de paralisação das negociações.

Para a comissão mista reunida, Nyusi indicou Jacinto Veloso, um histórico da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Benvinda Levy, conselheira do Presidente da República e ex-ministra da Justiça, e Álvaro Muteque, quadro da Presidência da República.

Por seu turno, Afonso Dhlakama nomeou os deputados Eduardo Namburete, ausente do encontro, José Manteigas e André Majibire.

As negociações entre o Governo moçambicano e a Renamo estão paralisadas há vários meses, depois de o partido de oposição se ter retirado do processo, alegando falta de progressos e de seriedade por parte do executivo.

Apesar da disponibilidade para as conversações, a última semana foi marcada por várias ações militares atribuídas pelas autoridades a homens armados da Renamo, incluindo ataques a viaturas civis e assassínio de dirigentes da administração local.

Mas também por ações que o partido de oposição entende serem de intimidação contra os seus membros ou contra a livre expressão em Moçambique, além de uma denúncia de movimentações militares junto da residência de Afonso Dhlakama na serra da Gorongosa.

Ao regressar a Maputo da sua visita à China no domingo, o Presidente moçambicano considerou que o diálogo tem de ser acompanhado pelo fim de ações militares da Renamo.

A este respeito, André Majibire referiu que uma eventual trégua não foi abordada na reunião desta quarta-feira.

“Faz parte da substância que vamos tratar a partir de segunda-feira”, afirmou.

Moçambique tem conhecido um agravamento da violência política, com relatos de confrontos entre a Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados e ainda ataques atribuídos pelas autoridades ao braço militar da oposição a alvos civis no centro do país.

O principal partido da oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Despedimento coletivo ainda não foi comunicado ao Ministério

Sem conseguir um acordo de paz, os operadores do Porto de Lisboa anunciaram no início da semana a intenção de avançar com um despedimento coletivo dos estivadores, por redução da atividade. Mas esta quarta-feira, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, garantiu que ainda não foi comunicada essa intenção ao ministério. E garantiu que a lei será cumprida.

Vieira da Silva falava à saída do colóquio “Cem Anos de Políticas Sociais e do Trabalho”, que decorre em Lisboa. Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de o despedimento coletivo vir a interferir com a lei da greve, garantiu:

Não tenho ainda informação que possa responder a isso, porque ainda não chegou [ao ministério] qualquer comunicação sobre o despedimento coletivo”, disse, citado pela Lusa.
O ministro lembrou que os despedimentos coletivos “têm regras próprias” e assegurou que a intervenção do ministério, assim que for dado conhecimento dessa intenção por parte dos operadores, será sobretudo garantir o cumprimento da lei.

Sei que tem havido um esforço de negociação e só posso fazer aqui um apelo muito sério, a que esse esforço de negociação possa conduzir a uma solução que não passe por atuações drásticas, seja com impacto na vida do Porto de Lisboa, um património de todos nós, seja nas relações laborais e ao nível da estabilidade do emprego”, acrescentou Vieira da Silva.
Perante o anúncio de despedimento coletivo, feito já com a greve a decorrer, o presidente do Sindicato dos Estivadores, António Mariano classificou de “terrorismo psicológico” e “atentado ao Estado de direito” a atuação dos operadores.

Também esta quarta-feira o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu que o problema seja resolvido atempadamente:

Espero que seja possível, num tempo razoável, ver resolvida a situação que existe no Porto de Lisboa, porque chegam ecos das consequências para a economia nacional, mas também de algumas consequências sociais”, afirmou, citado pela Lusa.
Marcelo falava no final de um encontro com jovens da Universidade de Évora. Frisou que respeita o que é “próprio da democracia”, mas aproveitou para notar que ouviu, “da parte do presidente do Governo Regional da Madeira preocupações relativamente, não só a fornecimentos de natureza económica importantes para a região autónoma, mas também até de fornecimentos que são importantes para a saúde da região”.

24 horas a programar em simultâneo no Porto, Recife, Utrecht e Santander

Começa às 18h00 de sábado e acaba às 18h00 de domingo. Este fim de semana, o Porto vai estar ligado a Olinda/Recife (Brasil), Santander (Espanha) e Amersfoort/Utrecht (Holanda) para uma maratona de programação que desafia programadores, designers, criativos e empresários dos quatro pontos do mundo a desenvolverem aplicações para melhorar a qualidade de vida nas cidades. Em simultâneo. Em 24 horas, os participantes vão ter de criar soluções com impacto local e usando tecnologia big data fornecida pelos responsáveis.

O desafio chama-se Hackacity e já vai na segunda edição. A primeira, organizada pela 7Graus — uma empresa portuguesa especialista no desenvolvimento e distribuição de conteúdo online, que em 2015 faturou 2,3 milhões de euros e cresceu 408% — e pela Câmara Municipal do Porto, pôs 40 criativos a desenvolverem 10 apps na cidade do Porto, em junho do ano passado. Este ano, o desafio mantém-se, mas é alargado a outros pontos do mundo. A 27 e 28 de maio, os empreendedores portugueses, brasileiros, espanhóis e holandeses programam em simultâneo.

Temos os dados, temos a tecnologia. Faltam as pessoas para implementar soluções”, diz Rui Marques, diretor executivo da 7Graus.
As soluções que os responsáveis procuram podem cobrir vários aspetos e serviços da cidade, como cuidados de saúde, gestão de tráfego e estacionamento e informação turística. O objetivo é “contribuir para a ligação e modernização de infraestruturas, tecnologias e serviços dos principais setores urbanos, melhorando a qualidade de vida, competitividade e sustentabilidade das cidades” em que o desafio decorre.

O evento conta com o apoio da Comissão Europeia, da plataforma Fireware — um software que providencia aos concorrentes um conjunto de interfaces de programação para apps que facilitam o desenvolvimento de “aplicações inteligentes” para diferentes domínios, segundo os responsáveis —, da iniciativa Open & Agile Smart Cities, do projeto GrowSmarter e da Ubiwhere, que fornece aos participantes apoio técnico e dados relativos à mobilidade, turismo, ambiente e segurança das cidades.

As inscrições para o evento encerram esta quarta-feira, 25 de maio, e os prémios já são conhecidos: os programadores que desenvolvam a melhor solução serão premiados com um smartwatch Pebble Time. Para os segundos e terceiros classificados, estão reservados um computador Raspberry — concebido para a aprendizagem de programação — e uma Nerf Gun, respetivamente. A atribuição dos vencedores será feita por um júri de três elementos, composto por Paulo Calçada, chefe do departamento de Inovação da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Vitorino, da Ubiwhere, e Rui Marques, líder executivo da 7Graus.

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