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Elisabete Teixeira

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LIsboa: Moradores queixam-se do lixo e pedem coimas para os infratores

freguesia da Misericórdia, que integra a Baixa lisboeta, é uma das que mais sofrem com o problema, não fossem o Bairro Alto e o Cais do Sodré, pontos de diversão noturna, parte do seu território.

A tradicional canção diz “cheira bem, cheira a Lisboa”, mas por estes dias o cenário aqui não é bem esse. Um passeio matinal pelas ruas do Bairro Alto é suficiente para sentir mau cheiro, ver copos nos rodapés das portas, caixas de pizza e outros objetos no meio do chão, assim como uma calçada portuguesa pintada de negro que é lavada somente com água.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Moradores da Misericórdia afirmou que o rápido crescimento do turismo e da diversão noturna não tem permitido “aos serviços de limpeza encararem esta realidade de 32 toneladas [de lixo] por dia de uma forma eficaz”.

O lixo no chão, sublinhou, “atrai ratos, baratas e pombos”, que são “uma fonte de problemas para a saúde pública”.

“Apesar dos esforços da Câmara e da Junta, a quantidade é tão grande e os hábitos de comerciantes e alojamentos locais são de tal maneira irracionais que é muito difícil manter esta zona limpa”, referiu Luís Paisana.

O morador defendeu ainda que deveria haver mais sensibilização, mas também responsabilização, através de “coimas fortes para as pessoas entenderem de forma clara que há regras”.

Um pouco mais abaixo, no Cais do Sodré, o cenário repete-se. A presidente da associação Aqui Mora Gente, Isabel Sá Bandeira, contou que a situação é “caótica”, com pragas de ratos e baratas, acusando também os alojamentos locais e o comércio de não cumprirem regras.

Os problemas não estão circunscritos ao centro de Lisboa – a cerca de 10 quilómetros, na freguesia de Benfica, encontram-se com frequência sacos do lixo espalhados pelo chão em redor dos ecopontos, bem como jardins e ruas a requererem trato.

“Um ecoponto é uma zona de lixo”, disse à Lusa a presidente da Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica e Zonas Contíguas, Maria Gertrudes, acrescentando que por vezes é difícil chegar até ao vidrão.

Reformada há um ano, a moradora tem reportado quase diariamente casos de lixo acumulado à volta dos ecopontos à Câmara Municipal de Lisboa, através do portal “A minha Rua”, divulgando de seguida essas mesmas queixas na página de Facebook da associação, para que os outros moradores tomem conhecimento.

“Existem muitas situações em que isto demora 10 dias, 15 dias, três semanas [a ser resolvido]. Há zonas piores que outras”, destacou, sublinhando que por vezes é necessário fazer uma nova queixa.

A dimensão do problema de higiene urbana não é igual em todas as freguesias. No Parque das Nações, por exemplo, a situação é menos grave, mas tem vindo a piorar ao longo dos anos, segundo Carlos Ardisson, da associação de moradores A Cidade Imaginada — Parque das Nações (ACIPN).

“Era uma zona imaculada em termos de qualidade de espaço público, de limpeza, de higiene, que serviu de exemplo para grande parte do país para se elevar os padrões de qualidade, e infelizmente nos últimos anos tem vindo a descer muito acentuadamente a qualidade da limpeza, a lavagem de ruas, a deservagem, a desbaratização, a desratização”, lamentou.

Uma parte da freguesia é abrangida por um sistema de sucção dos lixos enterrado, uma particularidade desta zona. No entanto, em relação a “tudo o que são caixas ou embalagens maiores”, há pessoas que “não sabem o que lhes fazer e recorrem ao espaço mais próximo da sua casa, colocam lá e esperam que alguém leve”.

Por seu turno, o presidente da Associação de Moradores das Avenidas Novas, José Soares, destacou duas causas para o aumento do lixo nesta área: o aumento de turistas e os “quadros insuficientes” dos serviços autárquicos, que não acompanharam o crescimento do número de visitantes.

“Nós experienciamos todos os dias avistamentos de ratazanas, junto dos caixotes espalhados por toda a freguesia. É comum vermos baratas em abundância. Damos um passo na rua e a hipótese de nos cruzarmos com baratas é bastante elevada, e tudo isto causa uma sensação de desconforto, uma sensação de alguma insegurança nos moradores, que se queixam”, descreveu.

“O facto é que estes alertas são dados, temos a boa vontade da Câmara. Mas a boa vontade não chega. É preciso vir para a rua, é preciso que as pessoas identifiquem que está a ser feito alguma coisa e que vejam efetivamente resultados dessa urgência no controlo das pragas da cidade”, insistiu.

Para a associação, deveria haver recolha de lixo com maior frequência. Em Lisboa, a recolha é feita de forma seletiva, porta a porta, havendo dias específicos para cada tipo de resíduo.

“Não faz sentido que as pessoas fiquem com os resíduos indiferenciados nas suas casas sábado, domingo, segunda, à espera de serem recolhidos”, disse José Soares.

A Lusa contactou a Câmara de Lisboa por várias vezes nas últimas semanas, mas não conseguiu obter qualquer esclarecimento.

LUSA

Supremo Tribunal indiano descriminaliza homossexualidade

decisão do tribunal foi consequência de uma petição subscrita por cinco pessoas que declararam viver em sobressalto pelo medo de serem presas e perseguidas pela polícia.

Já em 2009 o Tribunal de Nova Deli se tinha pronunciado sobre a inconstitucionalidade da secção 337 da lei, que indicava que as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo iam contra a “ordem natural”.

Na altura, a decisão final foi adiada depois de o Supremo Tribunal ter considerado que as emendas à lei deviam ser discutidas no Parlamento.

O governo acabou por determinar que a decisão final sobre a extinção da lei era da competência do Supremo Tribunal que acabou agora por abolir a legislação que datava da época colonial britânica.

LUSA

Polícia confirma detenção de suspeito de raptar menina em parque infantil

Fonte da Polícia Judiciária (PJ) explicou que o suspeito foi identificado esta manhã no Seixal (distrito de Setúbal) por um cidadão, que chamou a PSP. homem de 39 anos, de nacionalidade cabo-verdiana, é suspeito de ter raptado uma menina de sete anos no Seixal.

O suspeito vai ser entregue à PJ, polícia criminal responsável pela investigação, e será presente na quarta-feira a um juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Seixal.

O homem estava a ser procurado depois de populares terem feito a sua descrição às autoridades.

Segundo a PSP de Setúbal, o desaparecimento da menina foi comunicado pela mãe às 18h15 de sábado e já perto das 05h00 de domingo a esquadra Cruz de Pau recebeu o telefonema de um popular que tinha encontrado a criança.

A menina foi levada para a esquadra e o caso foi entregue à Polícia Judiciária.

LUSA

Governo do Brasil anuncia plano de recuperação do Museu Nacional

Em comunicado publicado ‘online’, o Governo anunciou que irá formar um comité executivo para a recuperação do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e aplicar 15 milhões de reais (cerca de três milhões de euros) no projeto.

O incêndio ocorrido no domingo não provocou vítimas, mas destruiu grande parte do acervo do maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina, cujo edifício tinha sido residência da família real e imperial brasileira.

Segundo o comunicado, do valor destinado à recuperação, dois terços irão para a segurança do local, reforço das estruturas e da contenção e resgate de parte do acervo, e o restante para a criação de um projeto executivo de restauração da entidade.

De acordo com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o plano divide-se em quatro etapas: a primeira é a proteção da estrutura física do museu e do acervo, onde estão a ser identificadas as obras e peças que ainda podem ser resgatadas.

A segunda etapa será a elaboração do projeto básico, e do projeto executivo para a reconstrução do museu e dos equipamentos necessários para a obra, que poderá ter a participação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês).

Após a conclusão desses projetos, será realizada a obra de recuperação em si, acrescenta a nota oficial.

O Presidente do Brasil, Michel Temer, entrou em contacto com bancos e empresas privadas, que já sinalizaram o interesse em patrocinar a reconstrução.

“Considerando a Lei Rouanet [lei de apoio à cultura no Brasil que incentiva o mecenato] como uma fonte de apoio ao museu, com apoio de outras entidades e parceiros como doadores, estamos procurando aumentar as condições de recuperarmos, com a maior brevidade, o nosso Museu”, indica o comunicado, citando o ministro da Educação, Rossieli Soares.

No Brasil, há mais de 3.700 museus, sendo que destes, 456 são museus federais, descreve o portal do Governo.

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi fundado por João VI, de Portugal, e era o mais antigo e um dos mais importantes museus do Brasil.

Entre as peças do acervo estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Pedro I, e o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, batizado de “Luzia”, com cerca de 11.000 anos.

Entre os milhões de peças que retratavam os 200 anos de história brasileira estavam igualmente um diário da imperatriz Leopoldina, e um trono do Reino de Daomé, dado em 1811 ao príncipe regente João VI.

Por seu turno, o ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, que se encontra no Rio de Janeiro em visita oficial, afirmou, na segunda-feira que a destruição no museu foi “uma perda irreparável”.

“Estamos consternadíssimos. Nós sentimos também essa perda porque era um acervo importantíssimo da história natural do país, da sociedade brasileira e também da história política, sendo este o palácio onde o rei de Portugal se veio instalar quando levou a corte para o Brasil. É um monumento muito importante para a história dos dois países”, constatou o ministro à chegada ao Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, onde iria abrir o 9.º colóquio do polo de pesquisas luso-brasileiras.

Em janeiro de 2015, este museu chegou a estar fechado ao público devido a “problemas com os serviços de vigilância e limpeza”, relacionados com o atraso de meses no pagamento, e os funcionários de limpeza também fizeram uma paralisação por falta de pagamento dos salários, noticiou a imprensa local, na altura.

A história do museu remonta aos tempos da fundação do Museu Real por João VI, em 1818, cujo principal objetivo era propagar o conhecimento e o estudo das ciências naturais em terras brasileiras. Hoje, era reconhecido como um dos principais centros de pesquisa em história natural e antropológica, na América Latina.

LUSA

Promoção de uma cultura de cibersegurança

Não são só as empresas que precisam de estar consciencializadas para potenciais exposições ao risco de ataques à cibersegurança. Os clientes também precisam de garantias que os seus dados pessoais estão seguros e o cidadão comum precisa de saber como navegar na Internet de modo mais seguro. Até porque “a cibersegurança é uma matéria de todos”, pelo que é crucial aumentar o conhecimento e a utilização de boas práticas de todos. Nós, utilizadores e colaboradores de organizações, sabemos “estar” no mundo da Internet? Com ataques cibernéticos a serem relatados diariamente, promove-se a necessidade de se fazer mais pedagogia do que adotar uma atitude punitiva em relação à cibersegurança.

Como o Centro Nacional de Cibersegurança refere, “é fundamental informar, sensibilizar e consciencializar não só as entidades públicas e as infraestruturas críticas, mas também as empresas e a sociedade civil. Por outro lado, importa que o país se dote de recursos humanos qualificados para lidar com os complexos desafios da segurança do ciberespaço”.

O Centro Nacional de Cibersegurança atua como coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança junto das entidades do Estado, operadores de Insfraestruturas Críticas nacionais, operadores de serviços essenciais e prestadores de serviços digitais, garantindo que o ciberespaço é utilizado como espaço de liberdade, segurança e justiça, para proteção dos setores da sociedade que materializam a soberania nacional e o Estado de Direito Democrático.

Em Portugal, promove a utilização do ciberespaço de uma forma livre, confiável e segura, através da melhoria contínua da cibersegurança nacional e da cooperação internacional.

O sucesso da segurança do ciberespaço passa pela promoção de uma cultura de segurança que proporcione a todos o conhecimento, a consciência e a confiança necessários para a utilização dos sistemas de informação, reduzindo a exposição aos riscos do ciberespaço.

Recentemente, o Centro Nacional de Cibersegurança desenvolveu um simulacro, o Exercício Nacional de Cibersegurança, onde especialistas reagiram a cerca de 90 ataques a infraestruturas críticas. Cada entidade recebeu, no fim, um relatório confidencial sobre o que correu menos bem e quais os pontos de melhoria. O balanço foi positivo ao fim de dois dias de testes para avaliar os métodos e procedimentos na área de cibersegurança, de entidades dos setores público e privado. Os números traduzem-se em cerca de cem pessoas que estiveram envolvidas como participantes nesta primeira edição, alguns presencialmente, no Centro Nacional de Cibersegurança, e outras através dos seus locais habituais de trabalho.

Aos participantes de todos os setores, com os seus diferentes níveis de maturidade e capacidade, foi dada a oportunidade de agilizar e nivelar procedimentos para colmatar essas diferenças.

A realização deste Exercício contribuiu não só para aumentar o nível de confiança e partilha de conhecimento entre as diversas entidades com responsabilidades ao nível da cibersegurança em Portugal, como também para que essas entidades melhorem a capacidade de resposta, de forma a que se torne um ambiente mais seguro e, desta forma, reforcem a qualidade e segurança dos serviços que prestam à sociedade e ao cidadão.

CURSO GERAL DE CIBERSEGURANÇA

De 17 a 18 de outubro, o Centro Nacional de Cibersegurança promove o Curso Geral de Cibersegurança (CGC) que pretende, de uma forma abrangente, contribuir para a sensibilização, educação e literacia em todas as questões que caracterizam, moldam, influenciam e conduzem ao estado-da-arte atual da cibersegurança e do ciberespaço.

Pretende-se incentivar e despertar nos formandos um espírito de participação na discussão das temáticas abordadas, sensibilizando-os para a importância e atualidade das mesmas e para a necessidade de conhecer as temáticas relacionadas com a cibersegurança de uma forma holística, nas suas variadas dimensões de atuação, no ecossistema em que desenvolve e em razão dos fatores (internos e externos) que a influenciam e tornam uma realidade indiscutivelmente atual e relevante. São objetivos particulares do CGC:

  • Criar nos formandos capacidade de apoio aos processos de decisão em assuntos e matérias de/relacionados com cibersegurança;
  • Desenvolver capacidades analíticas que habilitem e potenciem o apoio e desenvolvimento de estratégias organizacionais de cibersegurança mais eficazes;
  • Promover a formação para uma cultura nacional de cibersegurança e promover o estudo e a investigação científica nos domínios da segurança e defesa do ciberespaço, bem como em domínios conexos.

Será a sua empresa ciber segura?

A CA4BC está no mercado desde 2013, é especializada em serviços de consultoria na área de segurança de informação, proteção de dados e continuidade de negócio e conta com consultores com uma vasta experiência.  Estivemos à conversa com Cecília Soares, CEO e Paulo Gonçalves, Sócio, que explicaram o trabalho que têm desenvolvido junto de PME’s e alguns organismos ou empresas de grande dimensão.

Na sequência da segurança de informação vem todo um conjunto de temas relacionados com a cibersegurança e com a proteção de dados.

Cibersegurança prevê que as empresas se preparem para ataques desta natureza. A confidencialidade é uma das características dos dados (um determinado dado pode ou não ser confidencial). Os dados pessoais são, pela sua natureza, confidenciais.

“Uma empresa nunca pode garantir que os ataques não aconteçam. O que têm de fazer é estar preparadas para que se acontecer estejam protegidas o mais possível para defender os seus ativos (pessoas, instalações, dados)”, comenta Cecília Soares, que acrescenta que “algumas estão bem preparadas como por exemplo os bancos. Aquelas que não têm obrigatoriedade legal ou regulação existe um pouco de tudo”.

Por isso o RGPD é visto como uma excelente oportunidade para as empresas que nunca se preocuparam com estas questões e para muitos empresários que se pautaram pela dificuldade em aceitar a mudança.

Paulo Gonçalves explica que “a análise do risco não é feita. Alguns empresários desvalorizam esta questão. Temos trabalhado bastante fora dos grandes centros e no interior do país onde existem muitas empresas dedicadas à produção e cujo objetivo é não parar a produção. Existem empresas que começaram os processos de certificação por exigências externas (clientes ou exportação) e que depois chegaram à conclusão de que toda a reestruturação lhes trouxe muitas vantagens e acordaram, assim, para alguns riscos que corriam sem todo aquele processo”.

Os custos são um obstáculo para o investimento em segurança

O não ter dinheiro para investir, aliado à descrença de que lhes pode acontecer, são as maiores razões que levam as empresas a negligenciarem a segurança. “Isto passa muito por mudar a cultura da empresa, por mais medidas técnicas que se implementem e que custam bastante ao nível do investimento financeiro. Na maioria das vezes, formar os funcionários é uma mudança essencial e que faz toda a diferença e que, além disso, acarreta menos custos. Se formos comparar os preços para implementar medidas técnicas com a formação que é necessária dar aos colaboradores, verificamos que não fica assim tão caro”, afirma a CEO da CA4BC.

“Estamos a sofrer uma mudança superinteressante no tecido empresarial português. Fora das grandes cidades, vemos um fenómeno extraordinário a acontecer: aqueles patrões, que criaram a empresa, algumas com cariz familiar, e que, por isso, têm uma ligação emocional muito forte e a nova geração que chega com ideias diferentes. Apesar do choque geracional, chegam a verificar que estas novas gerações, com outras qualificações, trazem ideias realmente inovadoras, e estas estão a receber o devido valor”, elucida Paulo Gonçalves.

Não é possível evitar um ataque mas há que preveni-lo para que as consequências sejam as menos nefastas. As organizações deverão assim estar cientes de que é apenas uma questão de tempo até sofrerem um ataque bem-sucedido. Depois de um ataque, aquilo que é medido e que garantirá a continuação do sucesso da organização é a capacidade de resposta, através da minimização do impacto no seu negócio.

“Há cerca de dez anos quando se falava em certificação de qualidade as pessoas consideravam irrelevante, não era prioritário. Hoje quando dizemos que somos certificados isso já é um carimbo de qualidade e por vezes normal”, refere Paulo Gonçalves.

Para muitos empresários a cibersegurança ainda é uma realidade distante. Outro fator distinto é o nível de digitalização de cada empresa. Quanto menos informatizados, maior o desinteresse. Porém, é pertinente que entendam que a segurança informática é importante porque sem ela todos sofrem consequências.

Cecília Soares alerta que qualquer empresa que sofra um ataque tem como consequência direta o abalo da sua reputação. Este é um peso que não é mensurável. Gera desconfiança em parceiros, clientes ou fornecedores. Por outro lado, e para avaliar o grau de impacto que uma empresa pode ter, é necessário analisar os processos de negócio, quais os mais críticos, que sistemas de informação é que estão associados, e qual a exposição de cada um ao mundo exterior.

Em caso de ataque, o que vem a seguir?

Na sequência de um ataque cibernético, as empresas preparadas deverão seguir os seus planos de resposta ao incidente, coordenado por um plano de gestão de crise da organização e complementado com a execução de planos de recuperação, dependendo dos danos sofridos.

O que fazer para se preparar?

É realizado um estudo que começa por avaliar os processos de negócio dentro de uma organização que são mais críticos – aqueles que sofram algum dano e que possam fazer parar a empresa, parar o negócio. São identificados os sistemas de informação que os suportam e são avaliados de forma a perceber, para cada um, qual o grau de exposição a ataques cibernéticos.

Tudo isto é avaliado, incluindo tempos de paragem, de reparação e quanto custa todo este tempo e outras consequências, como faturação que se perde ou que não se ganha, indeminizações que têm de ser pagas, legislação que não se cumpriu e penalizações – ou seja, tudo isto é traduzido de uma forma financeira.

“Explicar isto a uma empresa que está a crescer é muito complicado e exige delicadeza da nossa parte. A melhor forma é fazer analogias com exemplos do dia-a-dia para que eles absorvam o impacto que as consequências poderão ter”, refere Paulo.

“O interesse maior destas pessoas é continuar a trabalhar e por isso tirar tempo deles para formação ou mudança de procedimentos é difícil. Felizmente depois de lhes explicarmos eles entendem bem a necessidade”, completa Cecília.

Portugal vs Europa

“Portugal, assim como todos os outros países do sul da Europa são muito diferentes dos restantes, sendo que a Alemanha está particularmente à frente”, revela a CEO, que explica que “o sul da Europa é caracteristicamente mais resistente à mudança, mas por outro lado conseguem responder muito bem e de forma improvisada”.

O norte da europa caracteriza-se, portanto, como mais metódico e com estratégias muito bem definidas e estruturadas. “Estudam todos os cenários possíveis e por isso, caso aconteça alguma coisa, seguem os planos que têm preparados e são mais rápidos na resposta”, conclui Cecília.

Pouco ou muito informatizada, grande ou pequena, qualquer empresa pode ser alvo de um ataque. As consequências podem, no seu limite, terminar com o ciclo de vida das organizações e, por isso, vale a pena tentar perceber o que se pode fazer dentro das possibilidades.

Novos desafios sobre a proteção de dados

Muitas dúvidas ainda pairam sobre as novas normas europeias que entraram em vigor a 25 de maio. Nomeadamente no que diz respeito à videovigilância e o Novo Regulamento de Proteção de Dados (RGPD), as normas são claras?

Em primeiro lugar importa referir que existe muita desinformação. Relativamente à videovigilância, ficou claro já não ser necessário pedir autorização e pagar qualquer taxa à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) para implementar ou alterar um sistema de videovigilância. No entanto, uma entidade pública ou privada que o pretenda fazer tem agora de avaliar se está a cumprir o RGPD e ter capacidade de demonstrar que o cumpre. Ora, isso não é tarefa fácil sem orientação adequada. Também por essa razão, tal como defendi na minha dissertação de mestrado sobre esta temática, é premente a produção de uma lei geral sobre a utilização de sistemas de videovigilância em Portugal.

No âmbito do cumprimento do RGPD o que muda no tratamento de dados pessoais com recurso a sistemas de videovigilância, assim como sobre o controlo de acessos e de assiduidade com recurso ao tratamento de dados biométricos?

Em espaços privados, a videovigilância apenas pode ter como finalidade a proteção de pessoas e bens. Isso não mudou. Por outro lado, à partida, é proibido o tratamento de dados biométricos, visto que o RGPD passou a incluir estes dados nas categorias de dados especiais, ou seja, no denominado grupo de dados sensíveis. Este grupo engloba, por exemplo, dados relativos à saúde, como ainda, dados pessoais que revelem a origem racial ou étnica, as opiniões políticas, as convicções religiosas ou filosóficas. Como os dados são sensíveis, as regras são mais apertadas, mas já o eram anteriormente. No entanto, o RGPD prevê que os Estados-Membros possam legislar no sentido de autorizar o tratamento de dados biométricos, particularmente em contexto laboral. Falta a publicação da legislação que se encontra em fase de apreciação no parlamento e que indicia vontade de permitir o tratamento de dados biométricos com a finalidade de controlo de acessos e de assiduidade. Importa ainda não esquecer a clarificação dos limites a impor aos responsáveis pelo tratamento e, por outro lado, em contexto laboral, há que acautelar a impossibilidade de interconexão de dados biométricos com dados obtidos com recurso a sistemas de videovigilância.

O controlo no local de trabalho de diferentes formas, desde o GPS ao controlo de utilização das TIC, passando pela videovigilância e pela biometria estão entre o conjunto de motivos que levam os portugueses a reclamarem mais junto da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), assim como a utilização indevida ou sem consentimento de dados pessoais. Que principais desafios enfrentam agora as empresas de segurança privada relativamente à videovigilância?

Tomar medidas para que não se justifique a apresentação de reclamações por parte dos titulares dos dados, sejam estes, clientes, trabalhadores ou outros, é um dos principais objetivos que estabeleço nas entidades onde desempenho funções de Consultor ou Encarregado da Proteção de Dados. Relativamente às empresas de segurança privada, para além das denominadas empresas instaladoras de sistemas de segurança, como é o caso da videovigilância, sendo entidades subcontratadas, passam a ter maior responsabilidade em caso de incumprimento do RGPD. É agora necessário estabelecer cláusulas contratuais específicas perante os seus clientes, vinculando estas entidades ao cumprimento das novas regras impostas pelo RGPD. Este passo, para além dos procedimentos que têm de ser adotados internamente para cumprir os contratos assumidos, constituem os principais desafios.

Nós, comuns cidadãos, o que precisamos de saber? A formação e informação é suficiente para todos (colaboradores das empresas e cidadãos)?

Há um longo caminho a percorrer. Precisamos todos de saber que temos direitos em matéria de proteção de dados pessoais. Cabe à CNPD divulgar informação de forma clara para todos entenderem as matérias em causa. Cabe igualmente aos responsáveis das entidades públicas ou privadas a formação dos seus trabalhadores, não só para demonstrar transparência como para evitar eventuais sanções por tratamentos ilícitos.

Na sua investigação, “Novos desafios sobre a proteção de dados”, faz referência à necessidade de existir um cuidado especial das entidades públicas e privadas na formação, informação e consciencialização dos colaboradores para o cumprimento rigoroso dos direitos dos titulares dos dados pessoais. Este é o ponto fulcral, a formação e preparação do humano?

Efetivamente, é esse o caminho. Se forem criados procedimentos internos, mas os trabalhadores que possam ter parte ativa nos diversos tratamentos de dados não receberem formação para os seguir e não os souberem interpretar adequadamente, esses procedimentos nunca serão cumpridos. Há ainda que informar e consciencializar, de forma contínua, para que os objetivos previamente estabelecidos sejam atingidos.

PERFIL | Jorge Martinez Batalha

Mestre em Segurança de Informação e Direito no Ciberespaço

Investigador do CICPRIS em Proteção de Dados Pessoais

Consultor-Formador

Encarregado da Proteção de Dados (DPO)

Tudo o que precisa numa só app

Começando pela questão “já se perguntou quanto tempo gasta na integração do seu negócio”, Diogo Duarte começa por explicar os benefícios do Odoo, uma solução de gestão empresarial ERP completa, com um sistema CRM. Com base na arquitetura MVC, esta solução implementa um cliente e um servidor, sendo a comunicação entre ambos feita por interface XML-RPC. Anteriormente intitulado OpenERP, o Odoo é a ferramenta certa para a gestão empresarial por ter um conjunto de aplicativos de negócios de código aberto. Isto porque, a plataforma de aplicações de negócio, Odoo, aborda mais do que a área do ERP, chegando ao nível do Content Management System e E-Commerce.

Assim, a OdooGap conta com consultores especializados em Odoo, em desenvolvimento de Odoo e gestão de projetos, bem como na análise de negócios, planeamento de projetos de TI ERP, CRM, e E-commerce.

Adaptando-se a pequenas, médias e grandes empresas, com o Odoo é possível ter as informações da empresa num só lugar e em tempo real, acarretando mais-valias para a gestão dos negócios, que acaba por ser mais eficiente.

E como é que a Odoo contorna os problemas ou os desafios relacionados com as matérias de cibersegurança? Por se tratar exatamente de uma solução que utiliza um código aberto, os riscos de exposição a ataques de cibersegurança são menores e mais facilmente detetáveis.

No entanto, Diogo Duarte alerta para a necessidade de os colaboradores adotarem estratégias que reduzam a exposição ao risco, apostar na formação e adquirir conhecimentos em termos de IT para não se tornarem vulneráveis em questões de segurança informática. “Por melhor que o sistema seja, existe sempre risco. É impossível evitar um ataque, mas existe a possibilidade de reduzir a exposição ao risco se trabalharmos com pessoas competentes”, afirma Diogo Duarte.

FLEXÍVEL E MODULAR

Em Portugal, o Odoo não é um sistema tão conhecido. No entanto, com clientes mundiais, desde os EUA à Austrália, a OdooGap tem singrado a nível internacional.

O poder de customização e modularização são muito atraentes. E, custos de aquisição são uma coisa do passado.

Sendo o ERP um sistema que faz tudo dentro de uma empresa – desde as vendas, faturação, gestão de projetos, tudo integrado num website, agregando a loja online (em Portugal este sistema é, maioritariamente, utilizado no comércio online), o armazém e transportadores –, o Odoo faz uma série de integrações benéficas para a  indústria. Esta solução “open source” é flexível e modular, podendo ser aplicada em diversos setores, desde a indústria à advocacia.

Note-se que ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning, que em português significa Sistema de Gestão Empresarial. O software ERP é um sistema de informática responsável por todas as operações diárias de uma empresa, desde a faturação até à gestão de stocks.

Sendo o SAP, atualmente, o sistema mais conhecido e utilizado em Portugal, o Odoo começa a ganhar terreno por se tratar de um sistema aberto que não implica custos de propriedade, acabando o cliente por se tornar proprietário do seu próprio código. Por se tratar de um sistema aberto, torna-se numa mais-valia em termos de matérias de cibersegurança. “Um open source é mais escrutinado e a segurança já está implícita no sistema. Se existir uma debilidade no sistema, facilmente será detetada”, explica Diogo Duarte, acrescentando que, em Portugal, fortemente focados na gestão de projetos, essencialmente no comércio eletrónico, os clientes da OdooGap ficam surpreendidos com a eficácia desta solução.

Paralelamente, e porque potenciar a competitividade empresarial pela via da internacionalização constitui um desafio e uma consequência natural da globalização, a OdooGap tem prestado serviços a diversas empresas que procuram internacionalizar-se. “Hoje em dia não basta ter uma loja online, é necessário ter um sistema de vendas e uma presença online muito forte. Desde a otimização de tempo à logística, é importante perceber que ter um site hospedado em Portugal não é suficiente para atingir o mercado global. Tem de ter uma rede informática com uma escala global, capaz de corresponder às necessidades dos clientes internacionais em termos de rapidez, simplicidade e flexibilidade, por exemplo”, conclui Diogo Duarte.

30 anos de experiência colocam a ULTRA-CONTROLO a anos-luz do resto do mercado

A indústria portuguesa começou por ser o primeiro setor a ser servido pela empresa que se dedicava às áreas do vácuo, ar comprimido, filtração de gases e controlo de processos industriais. Mais tarde surgiu a possibilidade de passarem também a trabalhar o sector da saúde na área dos gases medicinais que são utilizados no apoio respiratório, em equipamentos de suporte de vida, anestesia, reanimação e ainda em cirurgias e instrumentação cirúrgica.

A ULTRA-CONTROLO é o primeiro fabricante português de centrais para gases medicinais, certificadas de acordo com a Diretiva Europeia 93/42/CEE e o primeiro fabricante português de compressores de ar totalmente isentos de óleo.

Hoje, com mais de 30 anos de experiência na fabricação de centrais de produção de oxigénio medicinal, centrais de vácuo e centrais de ar comprimido para aplicação hospitalar, a empresa continua a sua trajetória de sucesso desde que se iniciou como representante em Portugal de marcas mundialmente famosas como a Rietschle – uma visão do CEO, Sabino de Pompeia.

Esta é, acima de tudo, uma área sensível, não estivéssemos a falar de equipamentos que produzem gases medicinais considerados medicamentos, e que por isso, deverão cumprir os mais elevados padrões de segurança, qualidade e eficácia.

Sabino de Pompeia iniciou a sua atividade profissional em 1979 na área industrial e hospitalar. em 1981 começou a trabalhar com marcas de renome mundial, fundou a empresa em 1987, e em 1989 as portas para a área médica abriram-se.

Na indústria, a ULTRA-CONTROLO tornou-se especialista em Sistemas Centralizados de Vácuo o que fez com que, em Portugal, se tornassem líderes de mercado durante quase duas décadas.

Com a famosa Rietschle, atual Elmo-Rietschle, que pertence a um dos maiores grupos internacionais de ar comprimido e vácuo, o grupo Gardner Denver, em 1986 concebeu a primeira central de vácuo, que ainda hoje funciona no Hospital dos Capuchos.

Sabino de Pompeia introduziu tecnologias totalmente inovadoras em Portugal com a implementação de sistemas centralizados de vácuo para laboração contínua em todo o tecido industrial português. Indústrias de envelopes e gráficas como a Porto Editora, Gráfica de Coimbra, Editorial do Ministério da Educação, indústria eletrónica como a antiga Ford Elecronica, Grundig e a Delphi ou a vidreira como a Crisal e a Santos Barosa, entre milhares de empresas portuguesas, continuam a ter o suporte técnico da sua empresa.

A empresa foi dividida, a certa altura, devido ao crescimento exponencial que teve em duas vertentes: a dos produtos standard e em desenvolvimento de equipamentos para exportar.

Na área industrial, um dos maiores marcos foi a introdução dos sistemas centralizados de vácuo que trouxe consigo o aumento da produtividade das máquinas, uma redução profunda nos custos energéticos e um melhoramento relevante no ambiente de trabalho das pessoas com a diminuição drástica do ruído das máquinas dos operadores.

Em 1989 começaram a trabalhar com os hospitais e esse tem sido um caminho bem percorrido, não contassem hoje já com cerca de 500 centrais instaladas em Unidades de Saúde, só em Portugal.

Em 1991 foram a primeira empresa a instalar uma central de ar medicinal totalmente isenta de óleo num hospital privado em Lisboa. A ULTRA-CONTROLO foi ainda a primeira empresa a instalar sistemas de tratamento de ar com secagem por refrigeração e adsorção, bem como cadeias de filtração de alta eficiência nas redes de ar respirável nos hospitais; em 1997 introduziu o conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares e desde esse ano começaram a equipar os hospitais com este tipo de tecnologias. O primeiro a receber o equipamento de topo de gama foi o Hospital Militar Principal de Lisboa, seguiu-lhe o Hospital da Cruz Vermelha, o Hospital da Marinha Portuguesa, os Hospitais da Universidade de Coimbra, e, mais recentemente, o Hospital de Braga e o Hospital de Santo António, no Porto.

O CEO da ULTRA-CONTROLO refere que a sua postura laboral sempre se moldou por tentar satisfazer os pedidos de quem os procura, colocando sempre a máxima qualidade. Sabino de Pompeia conheceu muitas das metodologias de vários países europeus onde visitou as fábricas das suas representadas com o intuito de saber o que de melhor se faz lá fora para depois replicar cá de forma ainda mais perfeita.

Os avanços foram muitos, mas cada passo, garante, “foi sempre a pensar de que forma poderíamos melhorar o trabalho de quem utiliza os nossos equipamentos. Na área hospitalar fomos os primeiros a instalar sistemas de retenção de CO e CO2. Percebemos que as centrais estavam próximas de parques de estacionamento, o que significava que havia uma maior concentração de monóxido e dióxido de carbono, o que afetava em larga escala a qualidade do ar. Daí a necessidade de instalar sistemas de tratamento de ar para baixar o teor para os níveis exigidos pela Farmacopeia Europeia”.

Portugal sempre mostrou dificuldades financeiras e uma das principais preocupações da empresa foi instalar sistemas que reduzissem ao máximo os custos operacionais, mas que ao mesmo tempo fossem de elevada qualidade e fiabilidade.

A ULTRA-CONTROLO desde cedo também apostou na formação dos engenheiros e técnicos das empresas portuguesas, bem como dos engenheiros hospitalares de modo a trabalharem mais eficazmente com os equipamentos e a respeitarem os procedimentos de manutenção adequada para garantir a operacionalidade e a longevidade dos mesmos.

PIONEIRISMO EM COMPRESSORES ISENTOS DE ÓLEO

“A partir de 1997 comecei um trabalho de campo para instalar compressores de ar isentos de óleo em Portugal, que era algo praticado só na Suíça. quando os vi achei que seria o melhor para os hospitais”.

Os compressores isentos de óleo possibilitam a eliminação do risco de contaminação do ar, reduzem os custos com a manutenção operacional no tratamento do ar comprimido e ainda diminui os custos de energia.

“Tenho sido desde então promotor do conceito de total isenção de óleo nas redes hospitalares. O investimento inicial é efetivamente o dobro em comparação com os sistemas tradicionais de compressores lubrificados mas na verdade trata-se de um investimento para um ciclo de vida útil de um equipamento que vai durar 30 a 40 anos. Comparado com os sistemas convencionais que terão de ser substituídos a cada 10-15 anos e com o risco de contaminação da conspurcação da rede  devido à possível contaminação com a presença do óleo, este é o melhor investimento que o Estado ou o privado pode fazer. Mas o mais importante é que com o nosso sistema isento de óleo o paciente começa a receber ar medicinal da melhor qualidade que supera a Farmacopeia Europeia e desde o primeiro minuto em que este equipamento começa a funcionar.

A maioria dos hospitais em Portugal ainda não têm compressores isentos de óleo. A ULTRA-CONTROLO é a única empresa do meio a promover este produto, que garantem a segurança e a qualidade do ar ao paciente.

“Estamos a trabalhar no sentido de introduzir novas tecnologias de produção de gases medicinais que vão não só beneficiar os utilizadores mas irão trazer uma larga redução de custos para os hospitais. Tanto em oxigénio como em ar comprimido e também no vácuo”.

“Existe um trabalho que está a ser feito com o Ministério da Saúde de forma a reforçar a iniciativa nos hospitais”, garante o CEO.

Há um ano e meio conseguiram instalar a primeira central em vácuo no SAMS em Lisboa, uma tecnologia que reduz 40% a energia e uma pequena intervenção de assistência feita apenas a cada 20 mil horas de serviço (a cada três anos).

“Há a necessidade de envolver o Estado nisto porque ele é o dono dos equipamentos”, explica o nosso interlocutor.

Os preços costumam ser um problema mas Sabino de Pompeia afirma que “Portugal tem beneficiado muito pela nossa presença como fabricantes pois desta forma, somos um regulador de mercado em relação à concorrência estrangeira, no que toca a preços. Por outro lado, uma vez que fazemos parte da fábrica das marcas que representamos, conseguimos beneficiar especialmente os hospitais portugueses com equipamentos de todo de gama a preços muito  reduzidos. Por isso os hospitais portugueses nesta área dos gases medicinais não estão um milímetro abaixo de qualquer outro país do mundo.”

A ULTRA – CONTROLO formalizou acordos com os quatro maiores gasistas (Linde, Praxair, Gasin e com a Air Liquide) para assistir às máquinas de cada um sob um modelo de subcontratação. “95% das centrais podem ser assistidas por nós em Portugal e somos a única empresa portuguesa com técnicos certificados pelo ISO 13485 nesta área ”, esclarece.

INTERNACIONALIZAÇÃO TEM SIDO SINÓNIMO DE SUPERAÇÃO

Em 2012 a ULTRA-CONTROLO  começou a sua expansão a nível internacional, com o apoio da AICEP e fazendo algumas mudanças necessárias a nível interno como disponibilizar o site em quatro línguas e a criação de departamentos para lidar em mercados distintos.

“A área mais difícil neste momento para nós é a internacionalização. Temos de lidar com marcas de topo em todo o mundo, para conseguirmos mantermos temos de ser imensamente rigorosos. Fazemos parte de um grupo de marcas que lideram qualitativamente o mercado mundial. O mais difícil é passar isto aos nossos colaboradores. Ao competir com grandes marcas a exigência é elevadíssima mas essa é também a nossa sorte, tal nível de exigência é-nos muito familiar porque nunca soubemos funcionar de outra forma”.

Mais do que exigentes, por vezes, os preços são algo a ter de ser posto à prova e comprovado. “Como somos Portugal o resto do mundo está à espera que sejamos baratos. Esquecem-se é que trabalhamos com equipamentos de topo de gama e que isso tem um preço. Depois de provarmos a nossa qualidade em todos os aspetos, torna-se mais fácil”.

Mas nem os preços se podem considerar um verdadeiro obstáculo para a empresa portuguesa uma vez que atualmente, exportam para 48 países e têm em curso projetos em mais de 60.

“Em Marrocos ganhámos o fornecimento integral da rede de gases medicinais para o maior hospital que está em construção, o Centro Hospitalar Universitário de Tânger. Entretanto estamos a trabalhar no sentido de entrarmos na Índia. Os meus pais vieram de Goa em 1958, a convite do Governo português e 60 anos depois, estou trabalhar nos maiores projetos de remodelação e construção de hospitais do Governo indiano.” Sabino de Pompeia já deu formação a engenheiros indianos que trabalham para o Estado e diz que o mais difícil de conquistar é a aprovação técnica no Ministério da Saúde indiano – que já alcançaram – e que agora se preparam para que nos próximos concursos que lá abrir, a ULTRA-CONTROLO seja uma empresa vencedora.

Das muitas provas que a ULTRA-CONTROLO já deu, faz parte o interesse que a gigante japonês Hitachi demonstrou.

“Andei 25 anos a tentar captar o interesse da Hitachi e quando nos viram a fabricar as centrais de produção de oxigénio foram eles que me procuraram”.

Neste momento pretendem consolidar os distribuidores que têm porque “queremos que eles continuem a aumentar a quota de mercado. É preciso dar-lhes uma boa formação e fazê-los crescer como nós. Fizemos um bom trabalho a nível industrial e na área hospitalar e queremos replicar este modelo que criámos fora de Portugal”.

A nível internacional, com a criação de um conceito de sistemas acessíveis para que não deixem de funcionar, mais intuitivos e que seja qual for o problema que qualquer técnico, de qualquer área, consiga resolver é uma das premissas da empresa cujo objetivo é tornar-se líder de mercado nos países onde operam.

“Perform to perfection”

Fundada em 2009, a Crossjoin já se encontra presente em diversos países. Como se deu este crescimento exponencial?

A Crossjoin sempre procurou destacar-se e diferenciar-se do mercado a vários níveis:

  • Única empresa portuguesa na área da Performance – Perform to Perfection.
  • Única na abordagem ao cliente e ao mercado.
  • Única na rápida especialização e progressão dos seus profissionais.
  • Única que aceita missões que parecem impossíveis e que conduzem ao sucesso dos nossos clientes. 

Entre outros serviços, são especialistas em cibersegurança. Hoje, este é um tema que ganhou muita relevância. Porquê?

Com o crescimento e diversidade dos meios de comunicação social e a massificação de telemóveis, o uso da tecnologia como mecanismo de comunicação e negócio ganhou nova escala. Tanto pessoas como empresas passaram a usar a tecnologia da informação e a internet para alcançar cada vez mais público e para compartilhar e armazenar cada vez mais informações.

Para além disto, as pessoas estão, cada vez mais, a usar tecnologia e a internet, numa base diária, para realizar as mais variadas tarefas: compras, aquisição de serviços, transações bancárias, redes sociais, etc.

Desta forma, há um aumento exponencial da quantidade de informação processada pelos utilizadores e pelas empresas, incluindo informações confidenciais, pessoais e financeiras e que ficam à disposição de agentes “invisíveis”. 

Quais são os maiores desafios quando se fala em cibersegurança?

Podemos dividir os desafios, basicamente, em dois tipos:

1) Técnico – O alinhamento com a evolução tecnológica, relativamente às ameaças é um grande desafio. Estima-se que programas maliciosos fiquem meses camuflados, antes de serem identificados. Desta forma, é necessário compreender que o uso da tecnologia é um risco e que não haverá 100% de garantia de segurança, entretanto, há que se fazer o máximo para atenuar e mitigar este risco;

2) Comportamental – A consciencialização dos managers, colaboradores e utilizadores quanto às suas responsabilidades, sobre uso seguro da tecnologia. O uso errado, seja por negligência, inobservância de boas práticas, ou mesmo dolo, terá impactos consideráveis para pessoas e organizações. 

No caso das empresas, manter um nível de segurança a nível cibernético é fundamental em que medida?

Os desafios que a cibernética coloca, não se restringem a ataques de hackers e roubos de informação. Há inúmeros outros riscos associados aos negócios, especialmente quando se fala em performance corporativa: integridade das informações; disponibilidade de serviços; confidencialidade; rapidez.

Além das exigências de clientes e do mercado, há exigências legais e setoriais que poderão ter grandes impactos financeiros, como o RGDP, PCI-DSS (Payment Card Industry – Data Security Standard), SOX (Sarbanes–Oxley Act. O SOX é uma lei americana para regulamentar a prática financeira de empresas que operam na bolsa dos EUA), entre outras.

A nossa capacidade de análise aprofundada de riscos, problemas, proposta e implementação de soluções eficientes e rentáveis têm sido consideradas das melhores do mercado. 

Ainda há muito trabalho para ser feito ao nível da segurança informática?

Basicamente, a segurança assenta sobre três pilares: Pessoas-Processos-Tecnologia.

O melhor ponto de partida será aquele que permite: a) o maior impacto, b) no mais curto espaço de tempo e com c) o menor investimento.

Neste ponto, o trabalho na consciencialização das pessoas é crítico para iniciar este processo. Ao considerar a máxima de que “uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco”, torna-se ponto de partida fundamental que os utilizadores entendam a importância de seguirem boas práticas e respeitem princípios básicos de uso responsável das tecnologias. Investimentos em tecnologia e processos não terão impacto se as pessoas não estiverem a trabalhar corretamente.

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