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Elisabete Teixeira

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As alterações à legislação laboral e a emergência de nova forma de regulação das relações de trabalho

A ACT, Autoridade para as Condições do Trabalho, é um serviço central da administração direta do Estado, dotado de (mera) autonomia administrativa. A ACT tem sido investida, paulatinamente, na função de uma entidade reguladora das relações de trabalho, como um novo tipo de “magistratura laboral”, legitimada pela Lei. A Lei ocupa parte do lugar até aqui reservado à negociação, coletiva e individual, in limine, ao contrato. A negociação política no seio do legislador substituiu a negociação social entre os agentes e protagonistas das relações laborais, quer na sua dimensão coletiva (sindicatos e associações patronais) quer na sua dimensão individual (trabalhadores e empregadores), quer na sua dimensão institucional (concertação social). A criação da norma jurídica é marcada pelo timing e pragmatismo negocial político e não produto de uma análise científica objetiva e sistemática dos fenómenos. A capacidade governamental de fazer (legítimas) opções políticas marca o destino da evolução do Direito do Trabalho, insistindo na fórmula de transportar para o domínio do “interesse público” realidades que, pela sua origem e natureza, sempre pertenceram à esfera jurídica privada. E, sempre que o faz, os resultados não são os melhores, prejudicando os objetivos subjacentes à medida tomada.

Mas, em concreto, do que é que estamos a falar?

Estamos a falar das alterações legislativas operadas na legislação laboral nos últimos anos, relativas: (i) ao combate à utilização fraudulenta dos chamados “recibos verdes” em relações de trabalho subordinado; (ii) ao reforço do combate ao assédio no local de trabalho; (iii) às alterações ao regime da transmissão de estabelecimento.

Relativamente ao (i) combate à utilização fraudulenta dos chamados “recibos verdes” em relações de trabalho subordinado, o que assistimos foi a alterações legislativas ao nível do direito processual do trabalho. Foi criada em 2103 (através da Lei n.º 63/2013, de 27/08) uma nova ação especial: a ARECT (Ação de Reconhecimento de Existência de Contrato de Trabalho). A ARECT passou a tramitar de forma oficiosa, dispensando, “in limine”, a presença e intervenção do trabalhador. O trabalhador foi processualmente subalternizado a um posicionamento com paralelismo no estatuto do assistente em processo penal. O autor na ARECT passou a ser o Estado, representado pelo Ministério Público, e não o trabalhador. Se o trabalhador pretender desistir ou transacionar no âmbito desta ação, não terá legitimidade para tal, porque o interesse principal da ação foi transformado no objetivo de cobrança de impostos e contribuições.

A ACT emerge como uma autêntica “magistratura”, qualificando administrativamente relações de trabalho, e relegando para a magistratura judicial o tremendo ónus de tomar uma decisão sem possibilidade de proceder a uma análise serena e ponderada do litígio, tendo em conta a sua complexidade dogmática e a híper celeridade da ARECT. Num caminho empedrado, inclinado, com pouca visibilidade, muito sinuoso e onde entroncam outras vias e outros caminhos, que aconselha uma condução muito defensiva e cuidadosa, o legislador impôs uma condução judicial de litígios em manifesto “excesso de velocidade” …

A natureza de ação oficiosa da ARECT, a dinâmica de atuação do Ministério Público e a atuação judicial sob a égide do princípio do inquisitório, típica do foro de competência especializada laboral, passam a tratar o empregador como um autêntico “arguido” e não como réu, impondo uma lógica processual que não é consentânea com um “processo de partes” (ainda que economicamente desequilibradas), mas com o modelo público de estrutura acusatória penal. Com a agravante de que, no foro laboral, este tipo de processo correrá sob a égide de uma espécie de “princípio da presunção de culpabilidade do empregador”, ou, se preferirmos, do “princípio do tratamento mais favorável do Estado”, uma vez que o Estado, na qualidade de “autor” desta ação, irá beneficiar da dinâmica protetora que a lei substantiva confere ao trabalhador, e que nunca foi pensada para beneficiar o Estado na coleta de impostos ou contribuições.

Relativamente às (ii) alterações legislativas que visaram o reforço do combate ao assédio no local de trabalho (Lei n.º 63/2013, de 27/08), aqui estranha-se a imposição legal de instauração de procedimento disciplinar sempre que o empregador tiver conhecimento de alegadas situações de assédio, tendo em conta a natureza privada e auto-tutelar do poder disciplinar do empregador, e, sobretudo, a classificação como contraordenação grave da violação dessa obrigação. A ACT passa a poder fiscalizar a política disciplinar e a organização do empregador, munida da arma contraordenacional, em nome do combate ao assédio no local de trabalho. Uma prerrogativa e responsabilidade do empregador privado é-lhe retirada (decisão sobre instauração de procedimentos disciplinares) e legalmente pré-determinada em nome do interesse público (ainda que mais naturalmente se admita essa situação nas relações laborais de natureza pública).

Relativamente às (iii) alterações verificadas no regime da transmissão de estabelecimento (Lei n.º 14/2018, de 19/03), estas foram essencialmente ditadas, no seu timing, por uma necessidade de responder a pressões da opinião pública (transferência de trabalhadores no caso da PT/Altice). Aqui o Governo passa a ter de ser informado sobre o conteúdo do contrato entre transmitente e adquirente do estabelecimento, bem como dos elementos que constituem a “unidade económica” transmitida, podendo a DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho) acompanhar a negociação entre o empregador e os representantes dos trabalhadores, copiando um modelo existente para o procedimento de despedimento coletivo. A ACT passa a ter o poder de declarar se ocorreu uma “simulação de transmissão” quando a mesma não tenha ocorrido, ou de não reconhecer a existência de transmissão de estabelecimento quando a mesma tenha ocorrido. Em ambos os casos, esse poder é complementado com um outro: a declaração de se a posição de empregador nos contratos de trabalho ocorreu (ou não). A ACT emerge como uma autêntica “magistratura laboral”, legitimada pela Lei e munida da arma contraordenacional, “in casu” com o calibre de contraordenação muito grave.

Todas as alterações acima referidas entroncam em realidades que podem ser consideradas como das mais complexas do Direito do Trabalho. Essa complexidade não deve intimidar o seu tratamento e evolução, mas aconselha a uma profunda reflexão e, sobretudo, a um cuidadoso processo legislativo de elaboração da norma jurídica, que não tem sido apanágio do legislador. No caso da ARECT, foi criado um autêntico labirinto processual, onde ninguém parece saber qual o papel do Ministério Público, dos Advogados mandatados ou do próprio trabalhador, que deveria ser o fim primeiro e último da proteção legislativa. No caso do combate ao assédio, o regime cria condições para a banalização e, sobretudo, instrumentalização do fenómeno. O maior perigo que enfrenta o combate ao assédio no local de trabalho será … o falso assédio. No caso da transmissão de estabelecimento, o novo regime corre o risco de transformar um instituto cuja criação e desenvolvimento sempre procurou a manutenção dos postos de trabalho e a salvaguarda do emprego, num procedimento que pode, muito facilmente, degenerar em supressão de postos de trabalho e perda de emprego (facto a que não é alheio a cópia de um modelo procedimental que tem como pano de fundo o despedimento coletivo). O direito de oposição do trabalhador à transmissão do seu contrato de trabalho para outro empregador depende de conceitos indeterminados como causar ao trabalhador “prejuízo sério” ou não merecer a política de organização do trabalho do adquirente do estabelecimento a “confiança do trabalhador”.

Em todas as situações, à ACT é pedida uma missão que pressupõe um elevadíssimo domínio de conceitos e dogmática jurídica extremamente complexa, um grande conhecimento e experiência relativa à vida empresarial e um sentido de imparcialidade, independência, equidade e rigor procedimental, que, na nossa opinião, é mais característico de uma entidade reguladora, necessariamente autónoma e independente. A ACT emerge, cada vez mais, como uma nova “magistratura laboral”, mau grado pertencer à administração direta do Estado, sem que esta esteja dotada de meios e formação adequada para tão complexas missões. À ACT passa a ser pedida uma atuação judiciária, promovendo “julgamentos administrativos sumaríssimos” de matérias extremamente complexas e de grande impacto nas organizações empresariais.

Se os objetivos de política legislativa são legítimos e válidos, procurando, pela via administrativa, a “cura” de “doenças” resilientes ao tratamento legislativo e às decisões judiciais, os novos “remédios” introduzidos no mercado vão, no nosso entender, produzir efeitos secundários graves e prejudicar a real obtenção dessa mesma cura. Poupados também não são os indivíduos e instituições que, em última análise, têm a responsabilidade de administrar a Justiça (Juízes) ou auxiliar a sua administração (Advogados), a quem, mais uma vez, é pedido um esforço significativo de adaptação a normas jurídicas substantivas excessivamente indeterminadas e abstratas, ou a obediência a tramitações processuais onde a realização do direito é muito dificultada pela deficiência técnica das normas adjetivas que, supostamente, deveriam promovê-la.

Toda esta temática é agravada pelo facto de, no foro especializado laboral (vulgo, Tribunais do Trabalho), o legislador esqueceu-se que, após a reforma do processo civil concretizada em setembro de 2013, deveria ter-se promovido uma urgente alteração e adaptação do processo do trabalho, o que, até à presente data, ainda não sucedeu. Juízes e Advogados são obrigados, diariamente, a “inventar” soluções e caminhos processuais para a tramitação judicial dos litígios laborais, espartilhados entre a especialidade do processo do trabalho e a subsidiariedade do um novo processo civil. Já lá vão quatro anos e seis meses de incertezas e sobressaltos, que levam os profissionais forenses a questionar se o legislador pretende que o atual Código de Processo do Trabalho “caia de podre”. A manutenção de um Código de Processo do Trabalho cuja coerência sistemática e lógica processual existe com referência a um modelo processual civil revogado há quatro anos e seis meses, substancialmente diferente do que está em vigor, é incompreensível. Inaceitável. Será que o legislador entende que as relações de trabalho devem passar a ser decididas e reguladas pela via administrativa, relegando para um plano secundário a realização da Justiça, que, segundo o princípio da separação de poderes, é missão dos Tribunais?

OPINIÃO DE MANUEL RAMIREZ FERNANDES, PARTNER DA RAMIREZ & ASSOCIADOS, SOCIEDADE DE ADVOGADOS RL

CENFIM assume a melhoria do sistema de aprendizagem

O CENFIM  (Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica)  tem vindo a promover a formação, orientação e valorização profissional dos Recursos Humanos (RH). A trabalhar desde 1985 na formação de profissionais para a área da indústria, que marcos destacaria do percurso centro?

O CENFIM tem procurado adaptar os seus planos de ação, a sua estrutura e respetiva organização para uma resposta que possa antecipar as necessidades das empresas do setor metalúrgico e eletromecânico.

Desde o primeiro dia foi definida uma estratégia assente em três pilares:

– A nossa atividade tem que estar junto das empresas, pelo que rapidamente se implantou no país, com 13 núcleos de formação desde Arcos de Valdevez até Sines;

– Os conteúdos da formação terão que responder a necessidades concretas das empresas, pelo que o desenvolvimento curricular tem sido flexível e adaptado a essas necessidades;

– O domínio das tecnologias, em termos de equipamentos, softwares e recursos humanos deverá estar em sintonia com os avanços que se verificam não só em Portugal, mas também no resto do mundo.

Neste quadro, nos últimos anos desenvolveram-se diversos projetos dos quais destacamos:

  • A implementação de um Sistema de Gestão Integrado de Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde, que se encontra certificado pela APCER pelas Normas NP EN ISO 9001: 2015, NP EN ISO 14001:1999 e OHSAS 18001:1999 / NP 4397:2001, incluindo também a certificação no âmbito da Responsabilidade Social e dos Recursos Humanos.
  • A utilização intensiva das Tecnologias de Informação, não só como apoio à gestão e à tomada de decisão, mas também como parte integrante das Tecnologias de Produção e de desenvolvimento organizacional.
  • A implementação de novos modelos e novos cursos de formação, que facilitem a interacção entre os formandos, as empresas e o centro de formação, ainda que condicionados pelas regras e legislação reguladoras da atividade formativa.
  • O apoio à internacionalização das empresas do setor, através de vários projetos de Cooperação Transnacional no seio da U.E. e também junto dos PALOP’s.
  • A melhoria contínua dos nossos recursos técnico-pedagógicos, com especial incidência na atualização dos programas de formação e respetivos manuais, instalações e equipamentos, em articulação com as empresas do setor.

O CENFIM conta com 13 núcleos distribuídos pelo país. Hoje que principais desafios se colocam à atuação do centro no âmbito da formação profissional?

O principal desafio, e que neste momento é uma preocupação, prende-se com a dificuldade em manter um quadro de colaboradores (Formadores) de excelência, que nos permita desenvolver a atividade de uma forma competente e para responder às necessidades crescentes das empresas.

Outro desafio, e que se prende também com as pessoas, tem a ver com a dificuldade em recrutar formandos, sejam jovens, sejam desempregados ou ativos, para a frequência das ações de formação.

Também a questão relacionada com o modelo de gestão, cuja essência remonta a 1985 e que tem sofrido algumas revezes ao longo dos últimos anos, carece de uma clarificação por forma a tornar mais evidente a participação das empresas, através das suas estruturas representativas.

As empresas já assumem uma nova forma de estar no mercado ou ainda não estão realmente consciencializadas para a importância que o capital humano assume?

As empresas não só estão conscientes da importância das pessoas, como sentem que é o seu principal problema limitativo do crescimento, não só pela necessidade de novas qualificações, mas sobretudo pela escassez de profissionais no mercado. A carência de profissionais qualificados está a impedir o investimento de muitas empresas em novos equipamentos, limitando também o seu potencial exportador, sendo que os dados disponíveis neste momento apontam para um défice de 28 mil novos profissionais só no setor metalúrgico e metalomecânico.

Atualmente, que principais diferenças se verificam na indústria, no âmbito dos RH?

A evolução tecnológica verificada nos últimos anos tem tido reflexos evidentes nas empresas do setor, as quais se têm adaptado de uma forma espetacular, levando mesmo a que em alguns subsetores (indústria automóvel, aeronáutica, aeroespacial, moldes…) existam, em Portugal, empresas a trabalhar ao mais alto nível. A digitalização da economia tem também os seus reflexos na indústria, e o país está mobilizado em torno da i 4.0. Claro que são requeridas novas competências aos colaboradores, os quais têm procurado melhorar as suas qualificações no sentido da adaptabilidade aos novos perfis profissionais.

As empresas estão carentes de novos profissionais, que devem ser altamente qualificados e estarem disponíveis para novos modelos organizacionais.

O CENFIM tem procurado adaptar os seus programas e metodologias para apoiar a resposta a estas novas necessidades, com a consciência de que se não houver um esforço concertado a nível nacional e dos diversos atores intervenientes, dificilmente conseguiremos vencer esta batalha.

Para nós, como já referi, este será o principal desafio que se coloca ao desenvolvimento do nosso país, a qualificação dos recursos humanos, sejam jovens, ativos ou desempregados.

“Pensar a Formação: Ação e Transformação” será o tema do V Congresso Nacional da Formação Profissional, marcado para dia 10 de Maio, no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. A seu ver, que importância assume um congresso desta magnitude para o setor e a sociedade em geral?

Será um momento de reflexão, de troca de experiências, de partilha de informação que, espero, venha permitir não só afirmar a importância da Formação Profissional e dos seus agentes, mas sobretudo valorizar as competências que são adquiridas por seu intermédio.

Este Congresso anual visa dinamizar o setor da formação profissional, juntando os seus principais atores e dinamizadores. Quais são as expectativas para este setor?

A valorização do sistema de aprendizagem, que tem sido o sustentáculo da qualificação nos novos profissionais para o setor da metalurgia e metalomecânica; muitas vezes tem sido posto em causa e ainda hoje, com mais de 30 anos de existência, não é reconhecido como fazendo parte do sistema de educação nacional.

É nosso entendimento que para as empresas do setor metalúrgico e eletromecânico, não só a manutenção mas também o alargamento do âmbito da aprendizagem é de primordial importância, até porque:

  • Pode contribuir de forma relevante para a Estratégia UE 2020;
  • É diferente do sistema de educação formal apresentando uma resposta complementar a este;
  • É o único que providencia uma resposta com dupla certificação e, em simultâneo, se desenvolve em alternância, com formação em sala e prática simulada (no Centro de Formação) e formação em contexto de trabalho (na Empresa);
  • Releva a FPCT – Formação Prática em Contexto de Trabalho, como uma mais-valia no pleno entrosamento entre os principais atores do sistema, isto é, o Formando/a Indústria/ o Centro de Formação.
  • Tem revelado o mais alto e consistente nível de empregabilidade
  • Responde de forma integral a um dos fatores incluídos no Quadro Estratégico Comum para o período 2014 – 2020, que voltamos a transcrever:

Reforço do investimento na educação e formação técnica profissional e, nesse contexto, reforço de medidas e iniciativas dirigidas à empregabilidade; desenvolvimento do sistema de formação dual e de qualidade das jovens gerações, assegurando o cumprimento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, bem como as condições fundamentais para a ulterior integração no mercado de trabalho; 

O CENFIM assume o compromisso de continuar a empenhar-se na melhoria do sistema de aprendizagem e a desenvolver todos os esforços para que o mesmo possa responder às necessidades concretas das empresas e dos jovens, esperando também que quem tem responsabilidades na gestão do sistema de educação e formação comungue das nossas preocupações e, em diálogo ativo com os parceiros sociais, promova as reformas que se tornam necessárias.

Aos gestores dos RH coloca-se o desafio de conhecer as pessoas que trabalham na empresa, avaliando as suas capacidades, potencialidades e desempenho profissional. E que outros desafios lhes são colocados?

Sobretudo o de colaborar no desenvolvimento pessoal de cada colaborador, não só com vista à sua motivação mas também para um melhor desempenho em prol da competitividade da empresa. Para isso terá à sua disposição uma ferramenta essencial que é a Formação Profissional.

O golfe e o eneagrama como ferramenta para ativar a liderança

Estas ações são formatadas de um modo muito participativo levando a que todos consigam expressar e partilhar todos os seus insights, dando uma valorização à própria criatividade de cada indivíduo.

COMO CADA TIPO ATIVA A SUA LIDERANÇA

Personalidade dos líderes dos diferentes tipos:

Tipo 1 – O Perfecionista

“O preço da perfeição é a prática constante.” Andrew Carnegie

Motivação base | Ser perfeito.

Principal foco | Busca pela excelência

A função de um líder é criar metas claras e incentivar os outros para que alcancem a sua qualidade máxima.

Tipo 2 – O Dador

“Que o homem seja nobre, prestativo e bom, pois só isso o distingue de todos os outros seres.” Goethe

Motivação base | Conexão com os outros.

Principal foco | Motivação e serviço aos outros

A função de um líder consiste em saber avaliar os pontos fortes e fracos dos membros da sua equipa, além de motivá-los e facilitar-lhes a realização das metas organizacionais.

Tipo 3 – O Realizador

“Uma auto-imagem forte e positiva é a melhor preparação possível para o sucesso.” Joyce Brothers

Motivação base | Performance. Vencer.

Principal foco | Obtenção de resultados

A função de um líder é criar um ambiente propício para a obtenção de resultados, porque as pessoas conhecem as metas e a estrutura da organização.

Tipo 4 – O Romântico

“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.” Fernando Pessoa

Motivação base | Ser especial e único. Ser original.

Principal foco | O empenho de realizar uma paixão

A função de um líder é criar organizações que deem sentido e propósito às pessoas para que elas se motivem a realizar um trabalho excelente.

Tipo 5 – O Observador

“Para ser um bom observador é preciso ser um bom teórico.” Charles Darwin

Motivação base | Conhecimento.

Principal foco | A importância da objetividade

A função de um líder é desenvolver uma organização efetiva por meio de pesquisa, deliberação e planeamento.

Tipo 6 – O Cético Leal

“Um perigo previsto está metade abolido.” William Shakespeare

Motivação base | Antecipar. Precaver-se.

Principal foco | Discernimento e planeamento

A função de um líder é criar e resolver os problemas da organização, criando um ambiente que propicie o processo de solução criativa no qual cada pessoa se sinta parte da solução. 

Tipo 7 – O Entusiasta

“As oportunidades de negócio são como autocarros. Está sempre outro a chegar.”  Richard Branson

Motivação base | Ser feliz. Ter prazer.

Principal foco | Inovação e flexibilidade

A função de um líder é fazer com que as pessoas vibrem e criem inovações para que a organização possa tirar vantagens das grandes oportunidades de negócios.

Tipo 8 – O Patrão

“Já que de qualquer forma tem de pensar, pense em grande.” Donald Trump

Motivação base | Força. Poder.

Principal foco | Fazer acontecer coisas importantes

A função de um Líder é fazer a organização progredir por meio de uma liderança decidida, de colocar pessoas confiáveis, capazes e competentes nas funções certas.

Tipo 9 – O Harmonioso

“Se queres fazer a paz com o teu inimigo tens de trabalhar com ele. Então, ele converte-se no teu companheiro.” Nelson Mandela

Motivação base | Harmonia. Consenso.

Principal foco | Inclusão e consenso

A função de um líder é ajudar a realizar a missão coletiva, criando um ambiente de trabalho claramente estruturado e harmonioso.

A PALAVRA A…

Samuel Soares – Ceo Samsys e Empreendedor

O Enneagolf é uma poderosa ferramenta de auto descoberta que nos permite conhecer melhor, que nos ajuda a entender por que razão reagimos desta ou daquela forma e também a definir e escolher caminhos a seguir na nossa vida. O trabalho do coach Orlando foi determinante para se identificar e alinhar estratégias.

Maria João Figueiredo – Empresária e Contabilista Certificada

A ação que participei do Enneagolf foi deveras surpreendente. O Orlando conseguiu-me definir perfeitamente, mesmo situações que estavam escondidas. Para além da parte pessoal já estamos na empresa CIPHRA a usufruir da enorme potencialidade do Eneagrama na contratação e gestão de recursos humanos.

José Quinteiro – Broker da Re/Max e Empreendedor

O Eneagrama apresentado pelo Orlando representa  a melhor ferramenta de conhecimento de perfis que já conheci. Ultra recomendo para quem quer aumentar o seu auto conhecimento bem com quem se relaciona.

Paula Mateigueira – Empresária e Ceo Business2level

O Orlando trabalhou com a minha equipa  para melhor identificação da personalidade de cada elemento e como as relações que estavam a estabelecer influenciavam os resultados. Foi espetacular. O Orlando é um excelente profissional e os resultados foram imediatos.

Cláudio Costa – Ceo da Totvs Portugal

ENNEAGOLF – combinação improvável com este jogo singular. Maximiza a nossa capacidade de liderança, por meio do auto-conhecimento! Recomendo experimentar, mas com o Orlando Henrique.

João Carlota – Profissional de Golfe

A nível pessoal e profissional o Enneagolf tem contribuído de uma forma bastante positiva na minha vida. Momentos de pressão, decisões chave, quebras de concentração, momentos de ego/confiança em alta, estou cada vez mais forte e com capacidade de identificação desses momentos para poder elevar o meu nível de performance.

Marco Fortes – Atleta olímpico

Posso dizer que a minha experiência com o Eneagrama e o Golfe foi, no mínimo, reveladora. Criou um turbilhão de sentimentos que nunca tinha sentido antes, mas com o passar dos dias ajudou-me a ter mais controlo sobre as rédeas da minha vida!

Opinião de Orlando Henrique, Coach Trainer & Mentoring

A competitividade do setor português da água nos mercados internacionais: um desígnio nacional

Os objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2015–2030, aprovados na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2015, sublinham bem a sua relevância. Neste novo quadro de objetivos fixou-se 2030 como meta temporal para a universalização do acesso à água e ao saneamento em todo o mundo. Faltam 12 anos para esta meta ambiciosa que irá colocar uma grande pressão para a execução de investimentos no setor da água em todo o mundo. Em paralelo, a necessidade crescente de adaptação às alterações climáticas, a crescente urbanização, as migrações regionais e a procura de eficiência na utilização da água induzem um crescimento significativo do mercado da água a nível global. Estudos recentes apontam para necessidades de investimento anuais, até 2030, da ordem dos 255 mil milhões de euros em infraestruturas para o setor da água.

Os desafios são imensos e as oportunidades também. E Portugal pode e deve crescer nos mercados internacionais da água e agarrar essas oportunidades. As empresas portuguesas adquiriram ao longo das últimas décadas experiência, capacidade e know-how de excelência que estão ao nível do que de melhor se faz a nível global. Nunca é de mais repeti-lo, principalmente porque continua a existir algum desconhecimento sobre as mais-valias do setor por parte, quer de instituições internacionais, quer mesmo em Portugal.

A melhor prova dessas capacidades são os resultados que as empresas têm conseguido fora de portas. No início desta década, os efeitos da crise económica e da consequente estagnação do investimento público levaram a uma forte aceleração dos processos de internacionalização. Face à estagnação do mercado nacional, as empresas não tiveram alternativa senão virarem-se para os mercados internacionais. Hoje em dia, as empresas portuguesas competem com empresas de todo o mundo, maiores, mais robustas, com mais referências e, em muitos casos, oriundas de países com grandes fundos para a cooperação internacional. Empresas portuguesas que em 2011 tinham 90% da sua atividade em Portugal, num espaço de seis anos inverteram este indicador e conseguiram exportar as suas competências e vender os seus serviços e produtos em mercados internacionais cada vez mais exigentes e sofisticados.

Mas a competição pelos mercados da água é também crescente, em todo o mundo. Novos players, novos investidores, mais cooperação bilateral e mais inovação. E as empresas portuguesas têm de ganhar mais competitividade nestes mercados. Recentemente, a PPA promoveu um inquérito junto das empresas portuguesas sobre as “Dores da Internacionalização” com o objetivo de elaborar um diagnóstico sobre as mais significativas dificuldades sentidas nos mercados internacionais. Em síntese, o estudo aponta para três eixos de ação prioritária: (i) o reforço dos mecanismos de apoio financeiro aos processos de internacionalização, (ii) uma mais efetiva e sistemática divulgação e promoção internacional das capacidades das empresas portuguesas do setor, utilizando, nomeadamente, os canais da diplomacia económica, e (iii) assegurar políticas públicas articuladas e estruturadas em torno de uma visão de longo prazo em prol do crescimento das empresas portuguesas no mercado global da água.

O reforço da competitividade do cluster português da água surge assim como uma área natural de enfoque para as políticas públicas nacionais, no que deverá ser um esforço conjunto do setor público e do setor privado.

OPINIÃO DE ALEXANDRA CUNHA SERRA, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA PPA

Água é vida, água é crescimento!

Com quatro décadas de existência e com mais de 20 empresas pertencentes ao grupo, espalhadas pelo mundo, a PWG surge em Portugal para se tornar numa referência num setor que é visivelmente bem visto lá fora e com um forte potencial: o tratamento de águas.

Sendo o foco da empresa o tratamento de águas, e o qual representa cerca de 60% da faturação, a PWG Portugal disponibiliza soluções domésticas, comerciais e industriais.

A esta componente a PWG Portugal acrescenta uma divisão de piscinas, onde oferece uma vasta gama de produtos e componentes para piscinas públicas e privadas. Aqui, há todo um acompanhamento e suporte comercial, desde a fase de elaboração de orçamentos, à entrega de material, apoio técnico e serviço pós-venda.

“A sua água é a nossa preocupação”, é o lema desta empresa que tem vindo a fornecer componentes e sistemas completos para empresas especializadas na área de tratamento de água em toda a Europa, África e Médio Oriente.

Para a sua diferenciação e presença sólida no mercado têm contribuído a aposta na qualidade, a disponibilidade de stock e a experiência da equipa.

Paulo Pulquério afirma que os seus clientes sabem que podem encontrar os produtos que procuram na PWG Portugal e essa é, sem dúvida, uma mais-valia: a gama de produtos que oferece, bem como uma ampla variedade de componentes, produtos de qualidade e um stock que permite atender prontamente às necessidades dos clientes.

“Apostamos continuamente na qualidade dos nossos produtos, por isso mesmo escolhemos fornecedores e parceiros de confiança que também nos transmitem o seu know-how para prestarmos um melhor serviço e conseguirmos dar resposta a qualquer problema que surja relativamente ao tratamento de águas”, realça Paulo Pulquério.

O SEU NEGÓCIO, A SAÚDE DE TODOS

Recentemente entrou em vigor um novo decreto-lei que define novas regras sobre o controlo da qualidade da água para consumo humano, com o objetivo de refletir o progresso científico e técnico.

Para isso, introduz na legislação portuguesa as diretivas europeias 2015/1787/UE, sobre a qualidade da água para consumo humano e a 2013/51/EURATOM, sobre as substâncias radioativas presentes na água para consumo humano.

Entre as regras que se alteram, destacam-se a frequência com que se controla a qualidade da água para consumo humano que passa a ser flexível em certas situações, desde que não se ponha em risco a saúde humana; as entidades que gerem os sistemas de abastecimento de água para consumo humano podem ser dispensadas de algumas condições dos programas de controlo da qualidade da água, desde que sejam feitas avaliações de risco aprovadas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos; ou ainda, reforça-se que os laboratórios que fazem análises da água devem trabalhar de acordo com os procedimentos aprovados a nível internacional e utilizar métodos validados.

A verdade é que Portugal dispõe de um conjunto diversificado e maduro de instituições públicas e privadas dedicadas à água. E mais. O know-how e produtos ou serviços de que Portugal dispõe para contribuir para um desenvolvimento sustentável da água e da preservação dos recursos hídricos são de um nível de excelência que nos permite ombrear com os melhores lá fora.

“Quando vamos a feiras e colóquios internacionais, percebemos que Portugal está bem posicionado, internacionalmente, a nível de produtos e equipamentos de tratamento de águas. Os outros países têm a capacidade de produção, mas nós temos excelentes investigadores e um know-how bastante desenvolvido. As empresas portuguesas são autónomas e têm capacidade para responder às necessidades atuais”, adianta o nosso entrevistado.

Portugal pode ter um papel importante na gestão de recursos e de tratamento de águas, mas Paulo Pulquério afirma que mais do que sistemas e equipamentos para tratamento de água é preciso reeducar as pessoas e consciencializar para a importância deste bem valioso que é a água.

“É urgente haver uma maior divulgação de informação sobre o que é o tratamento de águas. A nível de distribuição, hoje mais do que nunca, é importante consciencializar as pessoas para a escassez de água. Elas têm de ser alertadas para os desperdícios de água e para a necessidade de poupar”, alerta Paulo Pulquério.

A PWG NO MUNDO

A PWG tem expandido o seu know-how para mercados onde podem contribuir para o desenvolvimento sustentável do uso da água e da preservação dos recursos hídricos com os produtos e soluções que fornece.

Paralelamente à preocupação ambiental, a PWG tem como premissa assegurar a qualidade do serviço prestado: apoio técnico no levantamento de necessidades, apoio de engenharia, apoio no comissionamento e arranque de soluções integradas, garantia de stock, bem como garantia de apoio técnico continuado ao longo do ciclo de vida útil dos produtos e das soluções.

Para tal, o Pollet Water Group conta com mais de 800 colaboradores e mais de 20 empresas que operam em três continentes (Europa, Médio Oriente e África) e em 12 países.

Depois do tratamento de águas e da divisão de piscinas, a perspetiva é dar o salto para o tratamento de águas residuais, sempre com a preocupação de consciencializar a população em geral para a necessidade de preservação e poupança da água.

Para já, é importante para o grupo consolidar as empresas que já tem, procurando estabilizar e afirmar a sua presença no mercado de cada um destes países.

Simultaneamente, a PWG apoia os seus clientes e parceiros a apostar na internacionalização, oferecendo soluções que correspondam à realidade de cada país.

Com equipamentos próprios produzidos pelo grupo, a PWG trabalha com diferentes técnicas de tratamento de água proveniente de diversas fontes.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

“Mais de 2 mil milhões de pessoas não têm acesso à água potável e mais do dobro não tem acesso ao saneamento seguro. Com uma população global em rápido crescimento, espera-se que a demanda por água aumente em quase um terço até 2050. Diante do consumo acelerado, da crescente degradação ambiental e dos impactos multifacetados da mudança climática, precisamos claramente de novas maneiras de gerir as demandas sobre os nossos preciosos recursos de água doce”, pode ler-se no relatório Mundial de Desenvolvimento da Água das Nações Unidas.

É preciso tomar medidas e, por isso mesmo, a PWG tem uma equipa de investigação que aposta na procura contínua de soluções sustentáveis para o tratamento de águas. “Infelizmente, todos os tratamentos de água acabam por desperdiçar alguma água. Queremos também reutilizar a água das ETARI’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais Industriais) através de tratamentos sustentáveis e atrativos para que as empresas façam esse investimento”, explica Paulo Pulquério.

A propósito do Dia Mundial da Água, dia 22 de março, o Pollet Water Group deu uma atenção especial a este dia, até porque “a água é a sua razão de ser” e, ainda, “Água é vida. Água é crescimento. A água é o desafio de crescimento mais rápido em todo o mundo. Durante quatro décadas pensamos na água. É nossa missão melhorar a qualidade da sua vida tratando a água em todo o mundo. Porquê? Porque é nossa responsabilidade mútua proteger os recursos hídricos hoje e amanhã, pensando nas gerações futuras”.

EMPRESA DE REFERÊNCIA

A PWG Portugal é a empresa de referência em Portugal na área de distribuição de componentes e soluções de Tratamento de Águas, fazendo parte da POLLET WATER GROUP, uma multinacional Belga com mais de 800 colaboradores e 170 milhões de Euros de facturação, contando com mais de 20 empresas que operam em 3 continentes (Europa, Médio Oriente e África) e em 11 países.

A PWG Portugal orgulha-se de contar com uma Equipa com um património ímpar a nível de know-how e experiência acumulada de várias dezenas de anos, dispondo de uma Equipa altamente versátil e especializada, constituída por Engenheiros de topo, Técnicos altamente especializados e por Equipas Comerciais e de Atenção ao Cliente que asseguram uma prestação de serviço exclusiva e altamente diferenciada do mercado.

“O conhecimento foi sempre o principal elemento diferenciador dos indivíduos na sociedade”

Que história pode ser contada sobre o seu percurso marcado pela participação em vários cargos públicos (que até agora variou entre cargos relacionados com a política e de ação social)?

A minha primeira ligação ao setor social aconteceu em 2006 quando integrei os corpos sociais de uma IPSS no cargo de Vice-Presidente da Direção, lugar que ainda hoje ocupo nesta Instituição. À política local cheguei um pouco mais tarde, precisamente, nas eleições autárquicas de 2013, onde fui eleita para a Assembleia Municipal. No ato eleitoral de 2017 continuei ligada à politica autárquica, agora como Presidente de Assembleia de Freguesia. Ao nível da política partidária, sou vogal na Comissão Política Concelhia de um partido político, já tendo integrado os gabinetes autárquico e de estudos desta secção concelhia. Sou também catequista e, pela segunda vez, presidente da direção da organização de um evento lúdico cultural de grande visibilidade na minha região.

Na sua opinião, o mundo do trabalho ainda é discriminatório face às mulheres? Pessoalmente, lidou com algum tipo de preconceito?

Creio que o mundo do trabalho é hoje menos discriminatório em relação às mulheres, notando-se que a condição das mulheres no mundo tem vindo a mudar e a registar avanços significativos nas últimas décadas, como é o caso dos níveis qualificacionais e de educação e, igualmente, de uma participação mais ativa na sociedade e no mercado de trabalho. No entanto, continua a existir alguma discrepância na distribuição uniforme de papéis e de poderes entre o homem e a mulher. Sinto que na política, por exemplo, ainda que esteja a crescer o número de mulheres a ocupar cargos políticos, a sua representação neste setor continua longe do homem, além de que, os lugares de topo no poder político continuam a pertencer ao domínio masculino.

A sua formação académica é também diversificada uma vez que é licenciada em Engenharia Zootécnica, mestre em Sociologia (variante Recursos Humanos e Desenvolvimento Sustentável) e tem uma pós-graduação em Gestão de Instituições Sociais e outra em Comunicação e Marketing Politico. Atualmente, continua em formação?

Comecei a minha formação académica superior pelas ciências agrárias, no entanto, a integração na ação social e na política autárquica fez crescer em mim a vontade de adquirir novos conhecimentos nas áreas das ciências sociais e políticas a fim de reunir mais competências e maior capacidade de intervenção enquanto autarca e dirigente no setor social. Atualmente, continuo em formação, frequentando um doutoramento na área das ciências sociais e uma pós-graduação em gestão autárquica.

Que papel considera que a formação desempenha numa carreira de sucesso?

O conhecimento foi sempre o principal elemento diferenciador dos indivíduos na sociedade. É através do saber que o homem se destaca, quer no exercício da sua atividade profissional, quer na participação cívica enquanto cidadão ativo com intervenção na comunidade envolvente. Uma carreira de sucesso depende, indiscutivelmente, das competências adquiridas pela formação.

Além de toda uma vida profissional bem-sucedida, casou e teve dois filhos. Como foi conciliar a maternidade com a carreira?

Para conciliar a vida profissional com a atividade pública, os estudos e a família é imperativo ter uma grande força de vontade, um enorme espírito de sacrifício e trabalhar muito. Naturalmente que tudo isto só começou a ser possível quando os filhos se tornaram mais autónomos.

Atualmente trabalha na empresa Rações Galrão, S.A. Quais são as suas principais funções?

Nas empresas familiares todos temos de ser mais ou menos polivalentes, no entanto, as minhas principais funções são o apoio técnico à produção e o setor financeiro. 

Que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres que vão ler a sua entrevista?

Digo-lhes que a afirmação da mulher no mundo empresarial, na política ou no dirigismo associativo passa pela demonstração da sua competência, capacidade de trabalho, espírito de liderança e de empreendedorismo e inovação. Não são movimentos de rua que resolvem as questões de género, mas sim ações concretas que evidenciem as capacidades das mulheres para integrarem um mundo que outrora pertencia aos homens.

iTechStyle Summit: conferência internacional do têxtil e vestuário

Durante três dias, 28 de fevereiro, 1 e 2 de março de 2018, o iTechStyle Summit reuniu inovadores da indústria, provedores de tecnologia, pesquisadores, clusters e outros atores do setor têxtil e do vestuário de toda a Europa.

A segunda conferência internacional de têxteis e vestuário, organizada pelo CITEVE – Centro Tecnológico para a Indústria Têxtil e Vestuário de Portugal em colaboração com a Associação Selectiva Moda e coordenação científica da Universidade do Minho – Centro de Ciências e Tecnologia Têxteis, foi dirigida por vozes líderes da indústria e da academia. Trata-se de um evento cheio de oportunidades para explorar, aprender, compartilhar e de networking.

Aqui, partilharam-se conhecimentos especializados sobre as últimas tendências, estratégias, oportunidades e desafios da Indústria 4.0.

A conferência teve como principais tópicos a funcionalização; materiais responsivos; estruturas 3D; desmaterialização de protótipos; compósitos baseados em têxteis; biomateriais; e métodos de medição de desempenho.

Na sessão em que se falou da digitalização e robotização de produção estiverem presentes oradores representantes de marcas de renome, cuja presença no mercado tem acompanhado toda esta revolução industrial:

Joachim Hensch, Managing Director Hugo Boss Textile Industries, para nos falar sobre a robotização;

Edouard Macquin, Chief Sales Officer da Lectra abordou a ascensão da Indústria 4.0 na moda;

Marc Van Parys, Presidente da UNITEX (BE), falou sobre as Tecnologias digitais para a fábrica do futuro;

Jürgen Thoms R&D Manager da PLEVA, refletiu sobre as últimas soluções para acabamento têxtil: alisamento de alta tecnologia e sensores para secadores;

E, ainda, Tatjana Spahiu, Conferencista da Universidade Politécnica de Tirana, que apresentou o protótipo virtual 3D na indústria da moda.

O QUE ELES DIZEM…

Rodrigo Siza Vieira – Managing Director da Lectra Portugal e Espanha

“Tentámos trazer a este evento a nossa visão para o futuro próximo e que passa por um roadmap estratégico que a Lectra apresentou há um ano e que se pretende cumprido até 2020.

Os desafios atuais dizem respeito aos desafios dos nossos clientes e aos quais temos de responder através da integração de soluções, desde o conceito de produto até à produção, passando pelo desenvolvimento de produto, pelos processos de industrialização, de planeamento e de corte, nos quais estamos tradicionalmente há muitos anos, mas integrando esses processos e automatizando os mesmos.

Tomemos como exemplo a Lectra Cutting Room 4.0 que pretende automatizar e integrar os processos intermédios nos seus recursos e os dados que são gerados por esses processos, desde o pedido do cliente até a saída de peças cortadas para a costura.

Juntar num evento deste tipo a comunidade científica e o universo empresarial é gratificante, não só por tematizar os três dias da conferência, mas também pelo número significativo de visitantes que atrai”. 

Edouard Macquin – Chief Sales Officer da Lectra

“Quando se fala de Indústria 4.0 as pessoas remetem automaticamente para a produção. No entanto, a Indústria 4.0 é uma revolução industrial que diz respeito não só às fábricas, mas sim à cadeia inteira, desde o ponto de venda até à produção, ou seja, toda a cadeia logística. É importante perceber que a Indústria 4.0 começa nos consumidores e esta é a grande mudança. É o consumidor que está no centro de todas as operações. Esta revolução está a aproximar a indústria do consumidor. A Indústria 4.0 é uma necessidade para atingir as necessidades dos consumidores e as novas formas de consumo. Hoje, mais do que nunca, tudo está voltado para o consumidor.

Podemos mesmo afirmar que não é a revolução industrial que vai mudar o mundo da moda, mas sim o mercado que está a contribuir para a mudança de paradigma”.

Joachim Hensch – Managing Director da Hugo Boss Textile Industries

“É importante esta ponte que se pretende construir aqui entre o conhecimento científico das universidades e o universo empresarial por dois motivos. Por um lado, as universidades estão a educar os nossos futuros “dirigentes”. Por isso é relevante que eles tenham contacto com as indústrias durante a sua aprendizagem, para perceberem o que é preciso, em que direção a indústria está a caminhar e quais são os interesses das marcas. Por outro lado, todas as conferências são importantes pela sua diversidade e pela forma como se concentram num tópico, ajudando a perceber e a encaixar todos os elementos que a ele dizem respeito. Quanto à Indústria 4.0, ela é agora um princípio, uma mentalidade. Temos de perceber que os consumidores são o centro da revolução industrial e que temos um trabalho árduo pela frente para conseguir corresponder à complexidade das suas necessidades. Por isso mesmo é necessária esta ligação entre o consumidor e a indústria, a qual é possível através da digitalização, robotização, e a automatização da indústria para aumentar a produtividade e a eficiência e fazer face à complexidade do mercado”. 

LECTRA

Como é que a Indústria 4.0 está a moldar e transformar o mercado global da moda? Para alguns a Indústria 4.0 não só está a revolucionar a forma como os fabricantes operam, mas também como as marcas e os comerciantes precisam de funcionar.

Recentemente, a Lectra apresentou a sua solução PLM modular, a Lectra Fashion PLM 4.0, que atua como um centro conectado e inteligente para a cadeia de fornecimento digital de hoje. A solução permite aos utilizadores de toda a cadeia de logística, desde o desenvolvimento até a produção, passando pelo design, trabalhar juntos através de um sistema que pode ser adaptado a diferentes modelos de negócios e que permite às empresas responder rapidamente às «tendências».

O objetivo da Lectra é fornecer aos seus clientes a tecnologia e o suporte de que precisam para prosperar e ter sucesso neste novo mercado digital.

LECTRA CUTTING ROOM: UMA VANTAGEM COMPETITIVA

No ambiente de moda acelerado de hoje, a produção deve ser rápida e flexível o suficiente para obter um maior volume de pedidos em prazos apertados, mantendo os custos baixos e mantendo os padrões de qualidade. O que acontece na sala de corte pode inclinar o equilíbrio entre lucros e perdas.

A Lectra entende esses desafios, por isso mesmo procura combinar a sua experiência na indústria têxtil com metodologia lean e a tecnologia mais recente para ajudar as empresas a transformar a sala de corte numa vantagem competitiva.

Vinhos do Dão: o ressurgimento de uma região centenária

A Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão é a entidade que representa os interesses dos agentes económicos envolvidos na produção e comercialização dos vinhos que possuem a Denominação de Origem Controlada (DOC) Dão. No sentido de contextualizar o nosso leitor, de que forma tem vindo a CVR do Dão a preconizar este desiderato?

Em termos internos procuramos ter serviços com resposta adequada às questões relacionadas com a nossa missão. A CVRD detém laboratório próprio, devidamente certificado, para as análises físico-químicas, assim como uma qualificada Câmara de Provadores para fazer a análise sensorial.

Em termos externos temos um plano de atividades orientado para a promoção dos vinhos do Dão, no plano nacional e internacional, com várias linhas de apoio aos agentes económicos, tanto em eventos promocionais, como em concursos de reconhecido prestígio internacional.

Fazemos também eventos próprios, salientando as mostras de vinho do Dão, nomeadamente o Dão Invicto, no Porto, e o Dão Capital, em Lisboa.

Que análise perpetua do setor do universo Vitivinícola em Portugal?

Considero que Portugal está no bom caminho, produzindo vinhos de enorme qualidade. Têm uma relação qualidade-preço imbatível e começam a ser cada vez mais conhecidos, fruto do trabalho de promoção feito pela Viniportugal, pelas Comissões Vitivinícolas e pelas próprias empresas.

No que respeita aos vinhos do Dão, em 2017 certificámos 18 milhões de litros, o que representa um crescimento de 32% face a 2016 e de 42% face a 2015. Traduz também a nossa presença em 53 países fora da UE e 23 países no espaço comunitário.

Quais as principais características dos vinhos do Dão e que os torna especiais e diferentes?

O Dão é um vinho fortemente distintivo, destacando-se pela sua inquestionável capacidade de envelhecimento e a sua evolução na garrafa, resultando em vinhos nobres, elegantes, com elevado potencial de guarda, uma excelente combinação com a comida.

Nos tintos temos a Touriga Nacional, casta autóctone do Dão, que nos dá vinhos concentrados, frescos e elegantes, como só uma região granítica e envolvida por maciços montanhosos pode proporcionar. Temos também o Jaen, o Alfrocheiro ou a Tinta Roriz. Nos brancos temos o Encruzado, outra casta-emblema, que proporciona grandes vinhos pela sua invulgar mineralidade e capacidade de envelhecimento e evolução na garrafa e que, em lote com a Malvasia Fina, o Bical, ou o Cerceal, proporciona vinhos de marcada elegância.

Porque são hoje os Vinhos do Dão uma referência a nível nacional?

O Dão, como região demarcada, existe desde 1908. Temos, portanto, um longo historial de famílias há várias gerações no cultivo da vinha e na produção de vinho. O Dão tem vindo a ser redescoberto, porque manteve o caráter que o distingue, sendo muitas vezes comparado aos vinhos da Borgonha pela sua elegância e frescura.

Por outro lado, os Vinhos do Dão estão a conquistar prémios de forma consistente e consolidada em vários concursos de prestígio internacional e também em termos nacionais. No Concurso Nacional de vinhos de 2017, um vinho do Dão foi considerado o “Melhor Vinho do Ano” e, simultaneamente, “Melhor Varietal Tinto”, e um outro “Melhor Vinho Branco”, o que atesta a qualidade dos vinhos que estão a ser produzidos na região.

Foi percorrido um longo caminho na promoção dos Vinhos do Dão, mas na sua opinião, o que ainda falta fazer para concretizar ainda mais esse fito?

Existe, como é normal, muito trabalho a desenvolver em termos de promoção, mas o Dão, cada vez mais, não é um desconhecido em termos internacionais, até pela sua história.

Os portugueses, tendencialmente, estão a redescobrir os nossos vinhos, não só pelo seu caráter e elegância, mas por serem também um ativo pelo seu potencial de guarda, tanto nos tintos como nos brancos.

Temos inscrito em orçamento para promoção cerca de meio milhão de euros e candidaturas a decorrer em projetos da U.E. visando ações de promoção em países terceiros e da própria União, tanto para 2018 como para 2019, num valor que ultrapassa um pouco os 600 mil euros, o que demonstra o empenho da CVRD em reforçar a comunicação dos Vinhos do Dão.

Aliar o tradicional à modernidade é fundamental para que o setor do vinho em Portugal tenha sucesso? Os players deste setor têm perpetuado esta dinâmica?

Sem dúvida. Os nossos produtores foram capazes de preservar as castas tradicionais da região e, a partir delas, integrar tecnologia, quer nas vinhas, quer nos vinhos.

As novas práticas vitícolas e as novas tecnologias de vinificação aliaram-se a um espírito empreendedor de querer fazer melhor, com resultados que têm provado que as novas opções têm sido as mais corretas.

A CVRD procura estimular logo na base, através do apoio no estudo e desenvolvimento das castas, que está a ser desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Viseu, no quadro do Projeto Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro.

Em que moldes tem a CVR do Dão apoiado e fomentado esta dicotomia modernidade/tradicional?

A preocupação fundamental da CVRD é transversal, vai da vinha ao produto final, o vinho, procurando manter a identidade e o perfil da região nessa dicotomia que refere, preservando o caráter distintivo dos Vinhos do Dão.

Reforçamos também o apelo à produção com excelência através do nosso Concurso das Vinhas que visa envolver desde logo o Viticultor, e em seguida o Concurso na Produção que apelidamos de Dão Primores, onde os melhores lotes são premiados. Finalmente, todo este processo finaliza no nosso Concurso de Vinhos engarrafados, que conta com um júri diversificado, composto por membros da nossa Câmara de Provadores e das de outras Regiões Demarcadas, Enólogos, Universidades, Imprensa Especializada, Garrafeiras e Sommeliers.

As medalhas são atribuídas na nossa Gala do Dão, que este ano acontece no dia 13 de julho, também no Solar do Vinho do Dão, que é a sede da nossa Comissão Vitivinícola.

Qual tem sido o papel da instituição a nível internacional? Qual a visão/opinião sobre os vinhos do Dão além-fronteiras? Quais são atualmente os mercados target da CVR do Dão e dos diversos agentes deste setor? 

Além da promoção dos Vinhos do Dão e do apoio aos agentes económicos, que atrás referi, também temos uma atividade de permanente vigilância e defesa da marca “Dão” que, nalguns países, é objeto de tentativas de registo ou utilização ilícitos, pois, infelizmente, ainda não existem regras internacionais capazes de assegurar tal defesa.

Relativamente ao segundo ponto, iniciámos um trabalho com uma consultora internacional visando, entre outras variáveis, essa resposta atualizada sobre a perceção dos vinhos do Dão além-fronteiras. Em termos de exportação, os mercados mais representativos fora da UE são o Canadá, EUA, Brasil, China, Angola, Hong-Kong, Macau, Moçambique e Japão.

Quanto à UE, Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica, Polónia, Países Baixos, Dinamarca e Luxemburgo, são os mais importantes.

A terminar, que desafios se colocam à instituição num futuro próximo e o que podemos esperar da dinâmica da mesma em 2018?

Este ano a Região Demarcada celebra, a 18 de Setembro, 110 anos de atividade, o que encerra muita história para recordar e divulgar.

Neste âmbito, estamos a classificar o espólio da CVRD, que será alvo de uma exposição permanente no Welcome Center da Rota do Vinho do Dão, a par de outros eventos, onde destaco a publicação de um livro alusivo ao percurso histórico da Região Demarcada até aos nossos dias.

Quanto ao presente e futuro, a CVRD está a desenvolver um Plano Estratégico para o Dão a dez anos, precisamente com o objetivo de criarmos um guião para o crescimento orientado e projetado na internacionalização dos nossos vinhos.

Tal não invalida, entretanto, a continuação das ações já previstas no plano de atividades para o ano em curso com vista à promoção internacional dos Vinhos do Dão, como o protocolo existente com a ViniPortugal desde 2014, a presença em diversas feiras internacionais, visitas inversas de jornalistas e importadores estrangeiros à região, apoio da CVRD para a inscrição em reconhecidos concursos internacionais dos nossos agentes económicos, entre outros.

Por outro lado, relembro, estamos com candidaturas a projetos da U.E. visando ações de promoção em países terceiros e da própria União, tanto para 2018 como para 2019.

Crioestaminal distinguida com os prémios Escolha do Consumidor e Cinco Estrelas

AINDA HÁ MUITO POR DESCUBRIR, MAS HOJE JÁ SABEMOS QUE AS CÉLULAS ESTAMINAIS SALVAM VIDAS

O sangue do cordão umbilical é atualmente considerado uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea e pode ser usado para o tratamento de mais de 80 doenças, que incluem doenças do sangue (como leucemias e alguns tipos de anemias) e do sistema imunitário, e ainda doenças metabólicas, tendo já sido realizados mais de 40 mil transplantes com sangue do cordão umbilical em todo o mundo. Para além disso, a sua utilização encontra-se em estudo em ensaios clínicos (utilização experimental em humanos), em doenças como paralisia cerebral, autismo, perda auditiva, diabetes tipo 1 e lesões da espinal medula, entre outras, o que poderá aumentar o leque de aplicações clínicas do sangue do cordão umbilical.

O tecido do cordão umbilical é muito rico num outro tipo de células, as células estaminais mesenquimais, que poderão vir a ser úteis para o tratamento de um conjunto alargado de doenças. As células estaminais mesenquimais podem diferenciar-se em cartilagem, osso, músculo e gordura. Para além disso, estas células têm a capacidade de regular a resposta do sistema imunitário e assim aumentar a probabilidade de sucesso dos transplantes, quando utilizadas em conjunto com células estaminais hematopoiéticas. O potencial destas células encontra-se também em estudo em ensaios clínicos em doenças como diabetes, colite ulcerosa, cirrose hepática, cardiomiopatias, esclerose múltipla, lúpus e doença do enxerto contra hospedeiro, entre outras.

Dadas as aplicações atuais e o crescente número de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, a decisão de guardar estas células, cuja colheita pode apenas ser feita no momento do parto, assume grande importância.

CRIOESTAMINAL: 15 ANOS E 15 UTILIZAÇÕES TERAPÊUTICAS COM AMOSTRAS DE CÉLULAS ESTAMINAIS GUARDADAS

Com a confiança conquistada de mais de 100 mil famílias, a Crioestaminal já libertou dez amostras para 15 utilizações terapêuticas realizadas em Portugal, Espanha e EUA, nomeadamente:

Um caso de imunodeficiência combinada severa (IPO do Porto);

Um caso de leucemia mieloide aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha);

Oito no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha).

Com uma capacidade para armazenar 300 mil amostras, a Crioestaminal constitui assim um dos maiores bancos europeus de células estaminais e distingue-se pela constante aposta num serviço de excelência reconhecido internacionalmente com a acreditação pela prestigiada American Association of Blood Banks (AABB) que garante os mais elevados standards de qualidade deste setor.

APOSTA EM INVESTIGAÇÃO & DESENVOLVIMENTO DE MODO A ALARGAR As POSSIBILIDADES TERAPêUTICAS COM TERAPIAS CELULARES

A Crioestaminal aplica 10% do seu volume de negócios em I&D, sendo o único banco em Portugal que promove a investigação da aplicação terapêutica de células do sangue e do tecido do cordão umbilical. O estabelecimento de parcerias com entidades como o Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra, o Instituto Superior Técnico, o Biocant, os Hospitais Universitários de Coimbra, o Hospital Rovisco Pais, o IPO de Lisboa, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, o Programa MIT Portugal e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa / Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) tem sido fulcral para o avanço do conhecimento nesta área.

Com quatro patentes internacionais já registadas, a Crioestaminal tem desenvolvidos estudos nas áreas de oncologia, do enfarte do miocárdio, AVC e diabetes.

Na área da diabetes, está projetado um ensaio clínico que visa aplicar a metodologia patenteada em ulcerações do pé em doentes diabéticos. Esta patente partiu da utilização combinada de células do sangue do cordão umbilical e células progenitoras endoteliais para melhorar a cicatrização de feridas crónicas em diabéticos, através da redução da inflamação e da revascularização da área afetada.

Na área cardiovascular, a patente internacional relaciona-se com a regeneração de tecido cardíaco após acidentes isquémicos. O conhecimento gerado está a ser incorporado no planeamento de novos projetos e em aplicações concretas na área da medicina regenerativa, em doenças como o Acidente Vascular Cerebral.

CRIOESTAMINAL VENCE PRÉMIOS ESCOLHA DO CONSUMIDOR E CINCO ESTRELAS

Distinguida pelo quinto ano consecutivo como “Escolha do Consumidor”, na categoria “Criopreservação de Células Estaminais”, vê novamente a sua performance reconhecida, o que constitui um reflexo da qualidade do serviço e acompanhamento prestados pela Crioestaminal, que alcançou taxas de satisfação dos clientes muito elevadas desde que este prémio foi instituído.

“Estes reconhecimentos enchem-nos de orgulho e são para nós uma enorme responsabilidade. Retribuímos com o compromisso de continuarmos a responder às necessidades dos nossos clientes e de contribuir para a evolução da biomedicina e da saúde de forma global”, refere André Gomes, Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal.

O prémio “Escolha do Consumidor” foi atribuído com base num estudo de opinião de 222.644 consumidores a uma amostra alargada com afinidade ao serviço e, também, clientes. No caso da criopreservação de células estaminais, foram analisados três players do setor, num inquérito a 1.429 consumidores, sendo que a Crioestaminal se sagrou vencedora em todos os parâmetros: profissionalismo, garantia de qualidade, rapidez, credibilidade, confiança e disponibilização de informação clara e detalhada.

A Crioestaminal venceu também, pela 2.ª vez consecutiva, o Prémio Cinco Estrelas, na categoria “Criopreservação de células estaminais”, um prémio que avalia e distingue produtos e serviços, com base no grau de satisfação global dos consumidores alvo.

A avaliação tem por base os cinco principais critérios que influenciam a decisão de compra ou adesão:

satisfação pela experimentação, relação preço-qualidade, intenção de compra ou recomendação, confiança na marca e inovação.

“O Prémio Cinco Estrelas tem, para nós, uma importância acrescida porque reflete a opinião dos consumidores e a sua satisfação face ao nosso serviço. Significa que, ano após ano, a Crioestaminal mantém o elevado compromisso de qualidade e dedicação às famílias e que, por isso, continuam a confiar nos serviços prestados”, lembra André Gomes, Diretor Geral da Crioestaminal.

O FUTURO JÁ ESTÁ A ACCONTECER

Tendo em conta o desenvolvimento da medicina preventiva e personalizada, baseada em terapias celulares e a expectativa de que esta será a medicina do futuro é de prever que a área das células estaminais virá a ser cada vez mais relevante.

A Crioestaminal com os seus 15 anos de experiência tem demonstrado como uma empresa portuguesa consegue destacar-se internacionalmente na área da biotecnologia e da saúde, distinguindo-se pela sua aposta na qualidade e inovação, sendo hoje uma referência na medicina do futuro.

15 ANOS: MARCOS IMPORTANTES

André Gomes – Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal

2003: Fundação da Crioestaminal, o primeiro banco de criopreservação de células estaminais a operar em Portugal e um dos primeiros a nível europeu.

2006: Abertura do laboratório Crioestaminal no Biocant Park. Certificação ISO 9001.
Início da atividade em Itália.

2007: Primeira amostra resgatada em Portugal, num banco de células estaminais da Crioestaminal.

2008-2009: Lançamento da operação em Espanha.

Libertação de duas amostras para crianças com paralisia cerebral que integraram estudo piloto nos EUA.

2010: Acreditação pela American Association of Blood Banks, entidade acreditadora com standards específicos para bancos de células estaminais.

Primeiro banco português autorizado pelo Ministério da Saúde, de acordo com diretivas da União Europeia.
Libertação de mais três amostras.

2011-2012: Início da criopreservação de células estaminais mesenquimais (tecido do cordão umbilical).

Patente internacional em terapias com sangue do cordão umbilical (pé diabético).

Libertação de mais uma amostra.

2013-2014: Segunda patente internacional na área da regeneração de tecidos e novos projetos de I&D.

Aplicações clínicas em feridas de pé diabético.

Ampliação do Laboratório.

Libertação de mais uma amostra de sangue do cordão umbilical para tratar uma criança de 5 anos com paralisia cerebral. A infusão realizada pelo Dr. Luís Madero, no Hospital San Rafael, Madrid.

2015: Lançamento do Banco de Doação para Investigação e do programa de colheitas dirigidas.

Início de projeto de investigação na área da oncologia.

2016: Início da operação na Suíça.

Registo de dois novos pedidos de patente.

2017: Crioestaminal eleita pelo 4.º ano consecutivo Escolha do Consumidor.

Crioestaminal vence prémio “Cinco Estrelas”.

Crioestaminal eleita uma das 50 empresas mais atrativas para trabalhar pelos estudantes de Ciência e Engenharia, no âmbito do estudo Universum.

2018: Crioestaminal eleita pelo 5.º ano consecutivo Escolha do Consumidor.

Crioestaminal vence pelo 2º ano consecutivo o Prémio Cinco Estrelas.

OPINIÃO DE ANDRÉ GOMES, Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal

Associação Mundo’s desafia e apoia setor metalúrgico a ir “além-fronteiras”

Para acompanhar o crescimento e o desenvolvimento tecnológico que a indústria metalúrgica e metalomecânica tem vivido nos últimos anos, com destaque para um crescimento expressivo de 12% no que respeita às exportações do setor em 2017, a Mundo’s – Associação para a Internacionalização de Empresas Portuguesas em Mercados Francófonos, aposta agora em diversos mercados emergentes. Nessa sequência, desenvolveu um conjunto de serviços que permitirão aos empresários destas áreas internacionalizar os seus negócios de forma sustentada e rigorosa, prestando-lhes apoio permanente, através de profissionais altamente especializados neste tipo de processos.

O projeto «1 Meeting 2 Export» irá integrar três seminários de entrada livre para todos os interessados, sendo que o primeiro se realiza já no próximo dia 11 de abril, entre as 9h e as 13h, no Auditório Infante D. Henrique, no Porto de Leixões. Neste dia serão dadas a conhecer algumas estratégias de exportação indicadas para o setor, os mercados emergentes a explorar e, ainda, algumas missões empresariais que podem ser levadas a cabo e que são, segundo a Mundo’s, “essenciais para fomentar o networking empresarial com outras geografias, permitindo que a carteira de clientes de determinada empresa cresça, assim como a lista de países para onde exporta”. Para sustentar essa perspetiva, serão apresentados alguns casos de sucesso que permitirão aos empresários presentes percecionar os possíveis resultados a alcançar caso decidam avançar para esta solução.

O seminário contará com a presença de alguns oradores de peso na área da internacionalização, como o Ex-Secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, e o diretor da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, Bruno Mourão Martins.

Segundo Carla Maia, presidente da associação Mundo’s, “este é um projeto necessário no contexto empresarial português e não tenho dúvidas de que irá representar uma viragem positiva no que respeita à qualidade e à quantidade das exportações feitas de hoje em diante no setor da metalurgia e metalomecânica. Se é verdade que este setor tem vindo a crescer de ano para ano – porque a necessidade do mercado assim o dita –, também é verdade que esse crescimento nem sempre é feito com alicerces firmes e de forma estruturada. É aqui que queremos deixar a nossa marca e mostrar que é possível ajudar os empresários a encaminhar estes processos de forma mais eficaz e a potenciar os resultados, levando-os além-fronteiras de forma coesa e rentável”, conclui a responsável.

A entrada é livre, embora a inscrição seja obrigatória através do website www.mundos-assoc.pt/meeting.

 

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