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Elisabete Teixeira

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Rui Moreira assume recandidatar-se à Câmara Municipal do Porto

Rui Moreira, atual presidente da Câmara Municipal do Porto, vai recandidatar-se à liderança do município nas eleições legislativas de 2017, conforme disse em entrevista à TSF. O autarca independente promete escolher os melhores apoios para esta candidatura.

O presidente da Câmara do Porto assume que o primeiro mandato foi sobretudo para resolver os problemas herdados e que num segundo mandato espera concretizar os planos que tem para a cidade.

Sobre as críticas à TAP, Rui Moreira afirma que já disse o que tinha a dizer e que até houve, na região, quem lhe dissesse que estava a ir longe de mais. O alvo agora é atribuição dos fundos do Portugal 2020. “Uma situação vergonhosa e calamitosa para os municípios”, como disse à TSF. Dos 160 milhões de euros de financiamento que o autarca espera receber, só tem garantidos 27 milhões.

Siemens apresenta o semáforo mais económico do mundo

Intelligente Software und Cloud-basierte Lösungen revolutionieren unsere Mobilität. Mit neuen Technologien lässt sich der Verkehr nicht nur für Metropolen, sondern speziell für regionale und nationale Hauptstädte effizienter gestalten. Knappe Budgets sind kein Hindernis: Selbstfinanzierende und energiesparende Lösungen sowie fortschrittliches Parkraum- und Beleuchtungsmanagement entlasten nicht nur die öffentlichen Kassen sondern tragen auch zur Refinanzierung der Verkehrsinfrastruktur bei. Im Bild: Stuttgart Intelligent software and cloud-based solutions from are revolutionizing our mobility. New technologies ensure more efficient traffic management not only in metropolitan centers, but also in regional and national capitals. Tight budgets are no obstacle: Self-financing and energy-saving solutions combined with forward-looking parking space and street light management not only lessen the burden on public coffers, but also contribute to the refinancing of traffic infrastructure. In the picture: Stuttgart, Germany

A Siemens apresentou o semáforo mais económico do mundo. Neste equipamento foi utilizada tecnologia que permite melhorar a eficiência energética dos semáforos em mais de 85%, um enorme benefício para os orçamentos das cidades e para o ambiente. A nova tecnologia reduz os custos de energia elétrica e aumenta a segurança; o consumo de energia reduzido para apenas um ou dois Watt; O equipamento beneficia orçamentos das cidades e ambiente. Em todo o mundo, a Siemens é o primeiro fabricante a monitorizar não só a tensão e a corrente, mas também a luminosidade das unidades de sinalização luminosa LED. Com este conceito de monitorização em vários níveis, o semáforo de um Watt alcança o mais elevado nível de segurança no tráfego rodoviário.

Terra de Excelência? Conheça Ronfe

Adotou como missão “contribuir diariamente e de forma positiva para melhorar o quotidiano dos Ronfenses, promovendo uma freguesia mais solidária, mais fraterna e mais coesa”. Que trabalho tem sido possível desenvolver pela sua região?

Na minha opinião, a missão de um Presidente de Junta, é contribuir para desenvolvimento da sua localidade e melhorar a qualidade de vida dos seus conterrâneos. Essa tem sido a minha missão, das pequenas às grandes coisas, da construção do Centro escolar, ao tapar de um buraco, da pavimentação de uma Travessa ou de uma Rua, da abertura de uma caixa de águas pluviais ou a construção de uma conduta, estes são alguns exemplos do que tenho conseguido, juntamente com o executivo.

Sei que os Ronfenses são pessoas solidárias, pessoas que se movem por causas e são fraternas na sua ligação com os outros. Por ser Ronfense, pelos valores que me transmitiram e pela minha formação académica (Licenciada em Serviço Social) considero que todos devemos trabalhar promovendo uma sociedade onde todos tenham lugar e sejam protagonista.

Num trabalho de perfeita colaboração com a Câmara Municipal temos vindo a desenvolver um conjunto de ações e obras no sentido de melhorar as condições de vida em Ronfe. Um trabalho de proximidade e articulação com todas as Instituições e Associações locais promovendo a interajuda e um desenvolvimento integral de Ronfe.

Outra forma de estar ao serviço e prestar um serviço de proximidade é ter uma Sede de Junta aberta de segunda a sexta das 9 às 19 horas e ao sábado das 10 às 12 horas, com o serviço de correios e o Espaço do Cidadão. Nem sempre é fácil resolver e fazer tudo o que preocupa os Ronfenses. Mas, o caminho faz-se caminhando e aos poucos alcançaremos os objetivos e metas que definimos.

Num período económico conturbado, no qual os detentores de cargos políticos são diariamente colocados à prova, como é estar na linha da frente de uma junta de freguesia?

Estar na linha da frente de uma junta de freguesia é um trabalho desafiador, persistente e ao mesmo tempo gratificante. Desafiador exatamente porque estamos num período economicamente conturbado, em que todos vivemos com muito menos. E é-nos exigido uma maior eficiência e eficácia no trabalho realizado.

Um trabalho de persistência pois os desafios são muitos e para resolver os problemas dos cidadãos ronfenses é necessário empenho e insistência. Gratificante, essencialmente quando sentimos que as pessoas nos acolhem com carinho e reconhecem o nosso trabalho. Estes três adjetivos definem a minha ação como Presidente de Junta e me permitem avançar mesmo nas alturas dos maiores desafios sem desanimar.

É sabido que os autarcas contribuíram, ao longo dos últimos 40 anos, para uma nova fase de descentralização de competências. Está provado que a proximidade tem permitido tomar decisões mais acertadas e eficientes?

Sem dúvida. A proximidade permite-nos viver de perto com as dificuldades e problemas que diretamente atingem as pessoas, esta é a política de proximidade. O nosso papel como autarcas é o de levar as preocupações e adversidades com que se deparam as pessoas a instâncias superiores para que as soluções sejam cada vez mais humanizadas e eficientes. Acima de tudo, trabalhamos para o desenvolvimento da nossa comunidade e da formação cívica da nossa população.

Com o objetivo de apoiar e assegurar o bem-estar de todas as classes sociais e etárias de Ronfe, têm dado importância à ação social. Em vertentes como o envelhecimento, a educação ou a saúde, quais são as vossas preocupações?

Temos, em Ronfe, como em Portugal um envelhecimento demográfico que deve merecer por parte de todos nós especial atenção. Acima de tudo, porque a população com mais de 65 anos vive muitas vezes só e necessita de uma maior atenção. Esse é um desafio que se pretende responder com o Protocolo que estabelecemos com a Câmara Municipal de Guimarães. Mais concretamente, uma equipa de técnicos da Área Social e de Terapia Ocupacional no sentido de sinalizar a população mais vulnerável e responder de uma forma mais próxima às suas principais dificuldades, sempre na promoção da sua autonomia e aumento da qualidade de vida.

No entanto, sabemos que temos que considerar todas as outras faixas etárias, por isso temos desenvolvido algumas atividades para as crianças, no sentido de envolver no trabalho para o bem comum. A construção da Escola Básica 1 e Jardim de infância vem no sentido de proporcionar a todos um ensino de qualidade, conscientes que com as melhores condições as aprendizagens são mais facilitadas. Sem dúvida que as nossas crianças têm as melhores condições para aprenderem e se desenvolverem como seres humanos.

Acreditamos na juventude e nas suas capacidades de nos surpreender, por isso desafiamos um grupo de jovens a representar os marcos históricos da população portuguesa e nomeadamente da história dos Ronfenses e de Ronfe. Temos consciência que só quem sabe a sua história pode viver o presente e projetar o seu futuro.

No novo espaço de Arte e Cultura temos desenvolvido algumas atividades de âmbito cultural, nomeadamente na apresentação de dois livros: “O Nariz entupido ou um segundo renascer” de autoria de Amâncio Gonçalves, um Ronfense (que infelizmente já não está entre nós) e “A Melodia de Mara” de autoria de Ana Caridade, Professora da Escola EB2/3 Professor Abel Salazar – Ronfe. Entre outras atividades como Workshops, ateliers, ações de formação e conversas informais sobre diversas temáticas.

Com o Programa “Excentricidades – outros Palcos, mais cultura” da Câmara Municipal temos em Ronfe a oportunidade de trazer cultura para todos. A população tem ao seu dispor uma vez por mês um espetáculo de dança, música, cinema ou teatro, com o objetivo de criação de novas centralidades de consumo/ criação artística e cultural.

Temos realizado algumas atividades desportivas que chamam da população para a importância do desporto e da adoção de formas de vida saudáveis. Assim como, temos como prioridade a construção de um Parque de Lazer que permite aos Ronfenses a prática de desporto, lazer e divertimento familiar. Um espaço que irá devolver o Rio Ave à população e faculte um espaço de encontro e combate ao stress.

A marcar a diferença

Quando em 2010 chegou ao Hospital Garcia de Orta para liderar os Sistemas de Informação, quais foram as principais necessidades detetadas?

Acima de todas as outras necessidades identificadas, relacionadas com um descrédito na capacidade das novas tecnologias em contribuírem para uma melhoria das condições de trabalho dos profissionais, o HGO possuía um parque informático bastante envelhecido, tanto ao nível do centro de dados, como dos postos de trabalho, o que inviabilizava tanto a exploração plena dos sistemas de informação existentes, como a implementação eficaz de novos sistemas de informação.

Para se manterem na vanguarda em termos competitivos e produtivos, cada vez mais as instituições, com especial incidência para o setor da saúde, deparam-se com constantes desafios que as obrigam a adotar estratégias de modernização de serviços e recursos. De que forma o Hospital Garcia de Orta tem procurado assumir uma das linhas da frente nesta mudança de paradigma?

Por um lado, manifestando sempre uma disponibilidade total para garantir aos diferentes parceiros as condições técnicas e logísticas ideais para desenvolverem projetos num ambiente onde a inovação é sempre bem-vinda, por outro, desafiando estes mesmos parceiros a criarem soluções inovadoras e capazes.

Para o Hospital Garcia de Orta, no que concerne aos custos e à clara melhoria de eficácia das equipas clínicas e TI, quais são os ganhos mais evidentes associados à atualização do centro de dados e equipamento de posto de trabalho do hospital?

Ao nível da utilização diária pelos nossos profissionais, os ganhos centram-se essencialmente na estabilidade de funcionamento e na disponibilidade e fiabilidade, quer de toda a infraestrutura de suporte instalada no Data Center, quer dos postos de trabalho.

No que compete às equipas de TI, os ganhos repercutem-se tanto na redução do número de intervenções de 1ª linha, como na capacidade de gerir melhor e de forma mais ágil e eficaz todo o parque de servidores e de postos de trabalho. Quanto à redução de custos, por via da virtualização dos servidores e postos de trabalho, podemos enunciar acima de quaisquer outros os que dizem respeito à utilização mais racional da energia elétrica.

Acredita que este projeto de virtualização do centro de dados e dos postos de trabalho poderá ser um exemplo a seguir por outros hospitais e instituições de saúde? A nível global, que impacto o setor iria sentir?

Acredito que, a muito curto prazo, todas as instituições do SNS vão adotar tecnologias de virtualização, tanto ao nível dos servidores como dos postos de trabalho. Quanto aos impactos, obviamente positivos, estou seguro que serão basicamente os mesmos que obtivemos com a implementação destas tecnologias e temos vindo a sentir, destacando de entre estes e no que diz respeito ao utilizador final, a disponibilidade total de um posto de trabalho estável, de boa performance e facilmente adaptável às reais necessidades de cada um dos utilizadores.

Ativista angolano põe fim a greve de fome

O ativista angolano Nuno Dala terminou a greve de fome em que estava há 34 dias. O professor universitário e investigador, de 31 anos, faz parte do grupo de 17 angolanos acusados de preparar uma rebelião em Angola e estava em greve de fome para reivindicar a devolução dos bens que lhe foram confiscados pela polícia angolana quando foi detido.

Nuno Dala decidiu terminar com o protesto por considerar que grande parte dos bens que lhe foram retirados já foram restituídos, refere a RTP. Luís Nascimento, advogado do ativista disse na passada terça-feira em declarações à TSF que o cliente só terminaria a greve de fome quando o o sistema judiciário lhe devolvesse os livros, cadernos, roupas, calçado, um computador e 38 mil kwanzas (cerca de 200 euros) que lhe haviam sido confiscados. Um dos motivos da recusa em comer tinha a ver com o facto de a família, que inclui uma filha de 9 meses, estar a passar dificuldades financeiras e a precisar do dinheiro, cartões de crédito e documentos retidos pelas autoridades.

O estado de saúde de Nuno Dala, que foi condenado no passado dia 28 de março a uma pena de prisão de quatro anos e seis meses juntamente com outros 16 ativistas angolano, é considerado preocupante. O ativista foi transferido para uma clínica em Luanda, onde deverá ficar internado, com o objetivo de reeducar o organismo a ingerir alimentos sólidos.

Preços do gás natural descem duas vezes até julho. Descida será de 18,5%

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai propor uma descida de 18,5% nos preços do gás natural até julho. Esta variação resulta da combinação de duas descidas. A primeira de 6,1% será aplicada a partir de maio. A partir de 1 de julho, as tarifas para clientes domésticos voltam a baixar 13,3%.

Comparando com as tarifas que estiveram em vigor para o ano de 2015/2016, a descida acumulada dos preços para os clientes domésticos será de 18,5%.

As descidas anunciadas pelo presidente da ERSE, Vítor Santos, são ainda mais expressivas para o segmento das empresas. Os pequenos negócios vão beneficiar de uma baixa acumulada de 21,1%. Os preços médios para as empresas de maior dimensão, clientes de média pressão, vão baixar 28,4%, em termos acumulados.

Estas tarifas transitórias vão estar em vigor entre julho de 2016 e julho de 2017. Este é o segundo ano em que são anunciadas descidas nos preços do gás natural. No ano passado, a variação negativa acumulada foi de 7,3%.

Vítor Santos destaca os fatores que estão por trás desta dupla descida, que será a mais significativa alguma vez verificada nos preços finais de energia em Portugal. A baixa do preço do petróleo, que se reflete nas cotações do gás natural, é uma das explicações, mas não a única. A descida das tarifas de acesso à rede é outra das razões avançadas para esta evolução.

Segundo contas divulgadas pela ERSE, entre final de julho de 2014 e julho de 2016, a tarifa média para os consumidores doméstico acumula uma descida de 24,5%, o que a corresponde a um quarto.

A queda dos preços que vai entrar em vigor já em maio deve-se, no essencial, à desvalorização das cotações do petróleo e do gás natural e é automática. Já a segunda baixa que será aplicada a partir de 1 de julho é explicada por decisões tomadas pelo regulador da energia, explicou o presidente da ERSE e corresponde ainda a uma proposta que terá de ser discutida no conselho tarifário. Mas em regra, as propostas não são alteradas pelo parecer.

Quanto ao efeito da contribuição extraordinária sobre os contratos de aprovisionamento de gás da Galp, Vítor Santos adianta que esta medida continua a ter efeito este ano, tendo contribuído com 16 milhões de euros para a queda das tarifas agora anunciada. A Galp recusou pagar a CESE sobre estes contratos, recorrendo para tribunal, mas teve de prestar caução, o que permitiu assegurar o efeito positivo nos preços. Esta contribuição foi decidida pelo anterior governo e será aplicada durante três anos, tendo ainda efeito em 2017.

Preços portugueses vão-se aproximar da Europa

O presidente da ERSE realça que com estas variações, os preços praticados em Portugal vão aproximar-se dos valores médios praticados na Europa e, em particular em Espanha.

Os consumidores portugueses têm até agora pago o gás natural aos preços mais altos da União Europeia. A proposta de tarifas agora anunciada destina-se diretamente aos 400 mil consumidores que ainda estão nas tarifas reguladas. Mas estes valores acabam também por condicionar os preços oferecidos nos contratos individuais. Já há um milhão de clientes no mercado liberalizado.

Vítor Santos acredita que a descida de 13,3% aplicada em julho terá impacto imediato nos preços do mercado liberalizado,uma vez que esta variação será aplicada à tarifa de acesso que é paga por todos os consumidores. No entanto, o impacto na componente de energia depende do contrato que o cliente tem com o comercializador.

Consumidores de gás vão pagar todos os descontos da tarifa social

O responsável desvalorizou a possibilidade de clientes em mercado terem ainda durante algum tempo preços mais altos do que os consumidores que estão na tarifa regulada, o que seria contrário ao objetivo político de liberalizar na totalidade o mercado do gás natural. Para Vítor Santos, a mudança está a acontecer com grande rapidez, mas ainda é cedo para avaliar se será possível cumprir a data limite do final de 2017.

O presidente da ERSE sublinha ainda o desconto de 31,3% consagrado na tarifa social do gás natural, em relação aos preços médios que vão vigorar para os clientes domésticos. Ao contrário do que acontece na eletricidade, onde são as elétricas a financiar este custo, no caso do gás os descontos para os consumidores economicamente vulneráveis são suportados pelos restantes clientes de gás.

Com o fim do financiamento via Orçamento do Estado, a fatura com esta subsidiação vai subir. Ainda assim, e apesar do crescimento do número de beneficiários, o efeito não é suficiente para travar as fortes descidas de preço anunciadas esta quinta-feira.

Vítor Santos alertou ainda para a necessidade de continuar com a política de contenção nos planos de investimento, o que tem tido também reflexos positivos nos custos e nas tarifas de acesso às redes. E quanto maior o consumo, maior o peso do fornecimento do gás na tarifa final. Uma das razões apontadas para os elevados preços em Portugal era precisamente o baixo consumo.

Implante no cérebro permite que tetraplégico volte a jogar Guitar Hero

Ian Burkhart, do Ohio, tinha apenas 19 anos quando, depois de mergulhar numa praia na Carolina do Norte, ficou paralisado dos ombros para baixo. Arrastado por uma onda, o estudante universitário embateu num banco de areia, provocando uma lesão na C5 (pescoço). Desde então, Burkhart tem sido apenas capaz de mexer os ombros e os braços até certo ponto. Mas, graças a um novo implante, o jovem de 24 anos conseguiu voltar a mexer as mãos e a jogar Guitar Hero.

Depois do acidente na Carolina do Norte, Burkhart fez terapia com uma equipa de médicos da Universidade Estatal de Ohio, sem nunca perder a esperança de um dia recuperar os movimentos. Aos médicos, fez sempre questão de dizer que estava disposto a colaborar em estudos ou ensaios médicos. E foi isso que acabou por acontecer.

Depois de muito ponderar, Burkhart acabou por se submeter a uma cirurgia onde lhe foi implantado um pequeno chip no cérebro. “Essa era a questão: será que queria submeter-me a uma cirurgia ao cérebro ou a qualquer coisa que me podia não beneficiar. Havia muitos riscos”, disse o jovem, citado pelo The Guardian. “Foi algo que tive de ponderar durante muito tempo mas, depois de conhecer a equipa toda e todos os envolvidos, soube que estava em boas mãos.”

O chip, implantado no córtex motor, a zona do cérebro que controla os movimentos das mãos, envia sinais elétricos para um computador (ao qual Burkhart tem de estar ligado), transformando os pensamentos do jovem em possíveis movimentos, explica o jornal britânico. Este, por sua vez, envia impulsos elétricos através da pele para os músculos, a partir de uma espécie de pulseira presa ao braço de Burkhat, facilitando a “reanimação” da sua mão direita, pulso e dedos.

Isto significa, porém, que o aparelho só pode ser utilizado em laboratório. De acordo com a revista Nature, onde foram publicados na quarta-feira os resultados da investigação, o sistema precisa também de ser recalibrado cada vez que é usado.

Para conseguir voltar a mexer a mão, Burkhart teve de aprender a usar o computador. Durante 15 meses, dedicou três dias por semana a aprender a controlar os seus movimentos. “Inicialmente, tivemos de fazer uma sessão curta porque me senti mentalmente cansado e exausto, como se tivesse passado seis ou sete horas num exame”, contou o jovem. “Mas, com a prática, tornou-se cada vez mais fácil. Tornou-se uma segunda natureza.”

Os primeiros movimentos aconteceram em 2014 mas, desde então, o jovem aprendeu a fazer ações mais complexas e controlar com maior precisão a sua mão e dedos. Graças ao chip, Burkhart já foi capaz de voltar a jogar Guitar Hero.

Segundo Chad Bouton, engenheiro biomédico que liderou a equipa de investigadores que desenvolveu o chip que foi implementado em Burkhart, esta foi “a primeira vez que o [movimento estimulado] foi associado aos sinais que são registado dentro do cérebro. “Agora, o paciente é capaz de controlar os movimentos das mãos com os seus próprios pensamentos.”

 

Depois da polémica em Lisboa, os pastéis de bacalhau com queijo da serra chegam ao Porto

É uma casa portuguesa, com certeza. Mas erguida para piscar o olho aos turistas estrangeiros que visitam Lisboa e, a partir de agora, também o Porto. No dia 2 de abril, a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhauabriu as portas junto à Torre dos Clérigos, num edifício com três andares e muitos lugares sentados. Todos prontos a receber pratos com pastéis de bacalhau, com ou sem queijo da Serra da Estrela DOP (Denominação de Origem Protegida).dscf6173_

No interior, ouve-se fado enquanto se faz o pré-pagamento, para depois se pedir o pastel. O fado também se ouve nos dois andares superiores, com Fernando Pessoa a dar as boas-vindas no primeiro andar, assim como uma miniatura da Ponte D. Luís e uma parede em azulejo. Tudovery typical. O segundo andar é uma biblioteca e os clientes podem ler um livro enquanto provam o pastel feito de bacalhau, batata e queijo da Serra da Estrela ou um copo de vinho do Porto Taylor’s dry white.

Os portuenses que entrarem no novo espaço dificilmente vão pedir a especialidade da casa pelo nome. É que, no Porto, o pastel chama-se bolinho de bacalhau. O preço também pode afugentar. Um bolinho — perdão, pastel — com queijo da serra custa 3,50 euros, sendo que o tamanho é superior aos dos que se vendem nas redondezas.

Tal como em Lisboa, os clientes podem, logo à entrada do espaço, ver os pastéis de bacalhau a serem confecionados ao vivo, “contactando assim diretamente com uma receita secular”, explicam os proprietários em comunicado. Foi precisamente a questão da “receita secular” que causou polémica aquando da abertura da primeira Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, na Rua Augusta, na Baixa lisboeta.

O salgado começou a ser vendido pela primeira vez no Museu da Cerveja, no Terreiro do Paço. Em maio de 2015, a Patrimus Indústria abriu casa própria, com o fado a tocar bem alto na Rua Augusta durante todo o dia, decoração a fazer lembrar uma loja antiga, brasões com as iniciais P e B espalhados no interior e no exterior da loja, em material de imitação a bronze antigo, e, para completar, placas também forjadas a antigo com uma data em destaque: “1904”.

Tudo parece feito para levar quem não é da zona a pensar que está ali uma casa centenária, na qual é preciso entrar para provar um pedaço da história gastronómica portuguesa. No Porto, a fachada, bonita e cuidada, é mais discreta. A data 1904 não aparece sozinha em grande destaque, mas sim associada em todas as comunicações promocionais onde surgem as iniciais P e B, adotadas para imagem da casa.

“O 1904 não tem a ver com a data em que iniciou o projeto, mas sim com a primeira receita em que nos baseamos para fazer o pastel de bacalhau”, explica ao Observador Eva Fialho, responsável pela loja do Porto. Recusa que o objetivo seja induzir as pessoas em erro. “Esse assunto já está mais que ultrapassado, todas as pessoas já sabem a razão por que existe essa data, nunca foi com o objetivo de enganar ninguém.”

dscf6162_A chegada ao Porto serve para aproveitar o boom turístico, mas não só. “Pensámos que é uma cidade adequada ao conceito, que é a tradição”, explica a responsável, apesar de se tratar de uma receita nova, criada pela empresa. Quando, no ano passado, tomou conhecimento da receita, a gastrónoma portuguesa Maria de Lurdes Modesto não esteve com meias palavras e considerou que o pastel de bacalhau com queijo da Serra da Estrela era uma “verdadeira obscenidade”. Num texto enviado ao Observador, Maria de Lurdes Modesto apelava à defesa, tanto do pastel de bacalhau, como do queijo da Serra da Estrela.

Levantei os olhos, e deparo com uma verdadeira obscenidade no ecrã do meu televisor: um pastel de bacalhau a esvair-se em queijo Serra da Estrela. Não pode vir mais a propósito a expressão: “com uma cajadada matar dois coelhos”. Duas das mais queridas e conseguidas especificidades da nossa gastronomia, numa pornográfica e ridícula figura! (…) não há ninguém com papilas saudáveis, bom gosto e que saiba que o pastel de bacalhau é uma das jóias mais perfeitas e mais queridas da nossa gastronomia popular? Não foi a nossa gastronomia elevada a Património Cultural? Ninguém com poder toma conta ‘disto’?”
Ainda não é hora de adiantar se a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau vai continuar a expandir-se. A Patrimus Indústria tem outros negócios em mãos, entre eles a histórica (e, essa sim, centenária) Casa Oriental do Porto, mesmo ao lado dos pastéis de bacalhau. A empresa comprou a mercearia portuense criada em 1910, fez-lhe obras de remodelação e reabriu-a a 19 de março.

Lá dentro já não há frutas e legumes. Em redor da data 1910, colocada em destaque, vendem-se agora produtos que apelam à memória das gerações mais antigas, como a pasta medicinal Couto ou os desodorizantes stick de lavanda, assim como licores, vinho do Porto Taylor’s, compotas, bolachas e muitos mais produtos alimentares, já que o espaço conta agora com um andar superior que antes estava fechado ao público.

À porta e lá dentro está o ‘fiel amigo’, inteiro ou às postas, pelo qual a Casa Oriental já era conhecida. Junte-se uma vitrine dedicada ao queijo da Serra da Estrela DOP e temos a ligação perfeita ao novo negócio que abriu ao lado.

Em Lisboa, a Patrimus Indústria abriu recentemente mais um negócio na Baixa Pombalina, a loja Fábrica das Enguias da Murtosa. E com publicidade nas fachadas que não é permitida naquela zona, facto de que é conhecedora, uma vez que a empresa foi obrigada, recentemente, a retirar o mesmo tipo de publicidade da Casa do Pastel de Bacalhau da Rua Augusta. O Observador questionou um responsável que se encontrava na casa do Porto, que desvalorizou a situação. Nunca quis dizer o seu nome, nem o cargo que ocupa na empresa.

Fidelização mantém-se nos 24 meses, mas operadoras são obrigadas a ter ofertas mais curtas

O período de fidelização nas telecomunicações mantém-se nos 24 meses, mas as operadoras são obrigadas a apresentar ofertas de seis e 12 meses e sem fidelização, de acordo com as alterações aprovadas esta quarta-feira à lei das comunicações eletrónicas.

“As propostas do PSD e do PS mantiveram o teto [para o período de fidelização] de 24 meses”, explicou à Lusa o deputado social-democrata Joel Sá.

No entanto, as operadoras de telecomunicações passam a ser obrigadas a apresentar ofertas com duração de seis e 12 meses e sem fidelização, o que não acontece na lei atual, de acordo com as alterações aprovadas na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

O deputado do PSD adiantou que as alterações à lei das comunicações eletrónicas tiveram “em conta as propostas do regulador” do setor, a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom).

No que respeita aos contratos feitos por telefone, passa a ser obrigatório que as gravações sejam mantidas “durante o período de vigência do contrato”, o que até agora não acontecia.

Atualmente, as operadoras têm de manter as gravações durante um ano.

As operadoras passam também a ter de disponibilizar ao consumidor as gravações a seu pedido.

Além disso, os contratos passam a quantificar as despesas feitas pelo operador na oferta do serviço, de forma a que o consumidor saiba quanto terá de pagar se pretender antecipar o fim do contrato.

“Tem de estar tudo definido”, disse Joel Sá, salientando que com esta alteração as operadoras não poderão cobrar valores acima dos que estiverem definidos no contrato.

Por exemplo, se as operadoras de telecomunicações fizerem a oferta de um serviço ou equipamento ao cliente, o valor do mesmo tem de estar quantificado.

No caso dos contratos feitos por telefone, o registo da gravação mantém-se durante a duração do contrato, mas o PSD gostaria que a lei tivesse ido mais longe, obrigando ao envio de um contrato escrito para a casa do cliente.

“Lamentamos que não tenha sido possível”, afirmou.

No que respeita a refidelização, esta tem de estar quantificada pelo operador.

De acordo com as alterações, as informações prestadas pelos operadores de telecomunicações têm de ser “mais percetíveis e mais claras”.

Segundo Joel Sá, com as alterações, os consumidores ficam “mais protegidos”.

Sobre a manutenção da fidelização nos 24 meses, o deputado do PSD disse que foi tido em conta o que se passou em alguns mercados europeus: “Quando o período de fidelização baixou, os preços subiram”.

“Foi nessa lógica que mantivemos” a duração de fidelização de dois anos, concluiu.

Crianças: Portugal foi dos países onde mais aumentou fosso entre ricos e pobres

Não surpreende que a crise económica tenha contribuído para o aumento as desigualdades, mas o novo relatório da Unicef vem mostrar que Portugal foi dos países onde as crianças pobres mais se distanciaram da média em termos de rendimento, entre 2008 e 2013.

“Os maiores aumentos das desigualdades de rendimento — aumentos de pelo menos cinco pontos percentuais — ocorreram em quatro países do sul da Europa, Grécia, Espanha, Itália e Portugal, e em três países da Europa de Leste, Eslovénia, Eslováquia e Hungria”, lê-se no relatório “Equidade para as crianças: uma tabela classificativa das desigualdades no bem-estar das crianças nos países ricos”, divulgado esta quinta-feira pela Unicef.

Esta evolução colocou Portugal em 33.º lugar na tabela referente às desigualdades de rendimentos onde surgem avaliados 41 países. Na prática, isto significa que as crianças mais pobres têm um rendimento 60,17% inferior ao da média das crianças em Portugal.

Nesta tabela, a Noruega surge em primeiro lugar, como país menos desigual. No país nórdico, o rendimento das crianças mais pobres é 37% inferior ao da média. Já o país mais desigual em termos de rendimentos, entre os 41 em análise, é a Roménia, onde o rendimento das crianças mais pobres é 67,08% inferior ao da média.

No estudo agora divulgado são avaliadas outras áreas – desempenho escolar, problemas de saúde percecionados pelos jovens; e satisfação com a vida. No ranking geral, que ordena os Estados dos que registam menores disparidades para os que apresentam mais desigualdade, Portugal está em 19.º lugar. Uma posição abaixo dos EUA e uma acima da Islândia.

São analisadas outras três áreas: desempenho escolar, problemas de saúde e satisfação com a vida reportados pelas próprias crianças. A melhor posição é alcançada no que diz respeito à saúde. Aqui Portugal ocupa o 7.º lugar, sem grandes diferenças entre as crianças mais pobres e a média. Já no que toca às disparidades em educação, analisadas com base no PISA 2012, Portugal é 19.º em 37, e na tabela da satisfação com a vida ocupa o 18.º lugar.

No conjunto dos quatro pontos em análise, Portugal não faz má figura: 19.ª posição em 35 países com dados que permitem fazer comparações.

O relatório da Unicef “mostra de forma clara que o bem-estar das crianças em qualquer país não é uma consequência inevitável de circunstâncias individuais ou do nível de desenvolvimento económico, mas é moldado por escolhas políticas,” afirmou Sarah Cook, Diretora do Centro de Investigação–Innocenti da Unicef, numa nota divulgada esta manhã. “À medida que percebemos melhor o impacto que as disparidades têm a longo prazo, torna-se cada vez mais claro que os governos devem dar prioridade à melhoria do bem-estar de todas as crianças no presente, e proporcionar-lhes oportunidades para que possam desenvolver todo o seu potencial.”

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