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Elisabete Teixeira

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Bélgica. Minuto de silêncio marcado para as 13h30

O Governo federal belga decidiu, juntamente com o Parlamento, convocar para esta quinta-feira um minuto de silêncio em todo o país em memória das vítimas do duplo atentado de terça-feira em Bruxelas, que matou, pelo menos, 31 pessoas.

O minuto de silêncio nacional está marcado para as 13h30, anunciou o Governo no final de um Conselho de Segurança Nacional convocada pelo primeiro-ministro, Charles Michel.

Nessa reunião, o líder belga foi informado da nova avaliação do Órgão de Coordenação para a Análise de Ameaças (OCAM), que mantém o nível de alerta máximo (4) para todo o país.

O Conselho de Segurança Nacional também foi informado pelo Ministério Público Federal dos resultados das investigações, que ainda prosseguem.

Até agora sabe-se que dois dos três terroristas suicidas envolvidos nos atentados em Bruxelas, os irmãos Ibrahim e Khalid El Bakraoui, foram formalmente identificados pelas autoridades belgas.

Três explosões foram registadas na terça-feira em Bruxelas: duas no aeroporto internacional de Zaventem e uma na estação de metro de Maelbeek, junto às instituições europeias, no centro da capital belga.

O grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico reivindicou os ataques na capital belga, de que resultaram pelo menos 31 mortos e 300 feridos, segundo o último balanço oficial provisório.

Malária e febre-amarela agravam falta de sangue nos hospitais de Luanda

Os números foram revelados hoje pela diretora do Instituto Nacional de Sangue de Angola, Luzia Dias, admitindo que a atual “rotura” era “inevitável” porque se “ultrapassou tudo o que se pensava que podia acontecer”, sobretudo na província de Luanda, que conta com mais de 6,5 milhões de habitantes.

“Nunca houve tantas pessoas com malária, tantas crianças nos bancos de urgência, como tem havido agora”, reconheceu Luzia Dias, em declarações à rádio pública angolana, tendo recordado que só no caso da malária o pico da doença acontece por norma em maio, após as chuvas, “mas nunca com esta dimensão”.

“Há muito menos pessoas a doar sangue”, enfatizou a responsável.

A epidemia de febre-amarela, que desde dezembro já matou 178 pessoas em Angola, também está a afetar a recolha benévola de sangue, tendo em conta a campanha extraordinária de vacinação lançada pelas autoridades de saúde e que só em Luanda, nas últimas semanas, já chegou a mais de cinco milhões de pessoas.

“A vacina contra a febre-amarela também e um fator limitante porque só podem dar sangue ao fim de 30 dias”, explicou Luzia Dias, recordando que também os doentes com malária estão impossibilitados de o fazer.

A falta de sangue – e de dadores regulares – tem levado às sucessivas campanhas de alerta por parte das autoridades, que também reconhecem o negócio que começa a surgir à volta da dádiva e à porta dos hospitais.

“Há sempre pessoas que se aproveitam da situação para tirarem proveito. Mas muitas vezes os familiares [de doentes a necessitarem de transfusões] é que contactem pessoas que estão na rua e pagam, por receio de darem sangue”, admitiu a diretora do Instituto Nacional de Sangue angolano.

De acordo com Luzia Dias, bastaria que dois por cento da população angolana, que ronda os 24 milhões de pessoas, fossem dadores benévolos, regulares, para suprir a falta de sangue no país.

Benfica multado em mais de 15.000 euros, Boavista em 14.000

Também pelo mesmo motivo, o Boavista foi punido em 14.000 euros.

A 27.ª jornada não inibiu qualquer futebolista dos três ‘grandes’ de jogar na próxima ronda da I Liga, mas trouxe igualmente multas a Sporting e FC Porto (ambos em pouco mais de cinco mil euros).

São dez os jogadores inibidos de disputarem a próxima jornada, com o Paços de Ferreira a ser a equipa mais penalizada, visto que não poderá contar, na visita ao Estoril-Praia, com Fábio Martins, Fábio Cardoso e Pelé.

No lado estorilista, Yohan Tavares foi também punido com um jogo de suspensão, depois de completar uma série de cinco cartões amarelos.

Lista de castigos:

I LIGA:

– 1 jogo:

Fábio Martins (Paços de Ferreira).

Fábio Cardoso (Paços de Ferreira).

Pelé (Paços de Ferreira).

Marcelo Oliveira (Moreirense).

Otávio (Vitória de Guimarães).

João Teixeira (Vitória de Guimarães).

Bruno Monteiro (Tondela).

Aly Ghazal (Nacional).

Hichem Belkaroui (Nacional).

Yohan Tavares (Estoril-Praia).

II Liga:

– 1 jogo:

Pedró (Desportivo das Aves).

Ericson Duarte (Desportivo das Aves).

Nélson Pedroso (Desportivo das Aves).

Mauro Dalla Costa (Freamunde).

Luís Rocha (Freamunde).

Tiago Barros (Penafiel).

Aldair Baldé (Penafiel).

João Mário (Desportivo de Chaves).

Rafael Assis (Desportivo de Chaves).

Diogo Coelho (Desportivo de Chaves).

Accioly (Santa Clara).

Djamal Mahamat (Gil Vicente).

Pedro Caipiro (Mafra).

Nelsinho (Varzim).

Adilson (Varzim).

Gianmarco Gerevini (Atlético).

Duarte Machado (Atlético).

Serge Brou (Oliveirense).

Raphael Guzzo (Benfica B).

Ruben Dias (Benfica B).

Diogo Coelho (Farense).

Harramiz (Farense).

Bruno Mendes (Vitória Guimarães B).

João Pedro (Vitória Guimarães B).

João Correia (Vitória Guimarães B).

“Apenas 20% dos contratos celebrados nos últimos 3 meses são permanentes” – Vieira da Silva

“Apenas 20% de todos os contratos de trabalho celebrados nos últimos três meses foram contratos permanentes, o mesmo se tinha verificado nos três meses anteriores”, afirmou Vieira da Silva, no parlamento.

O ministro da tutela, que hoje participa num debate na Assembleia da República marcado pelo PCP sobre precariedade laboral, denunciou que Portugal enfrenta o “falso trabalho independente e o risco de utilização de políticas ativas de emprego, como estágios profissionais e contratos de emprego inserção, como verdadeiros substitutos de postos de trabalho”.

Perante esta realidade, e para combater “o drama do trabalho informal”, Vieira da Silva assegurou que “o Governo assume o combate à segmentação e à precariedade como elementos prioritários da sua estratégia”.

“Essa estratégia passa pelo combate à precariedade no setor empresarial privado e no setor público, mas também por um maior e melhor critérios das medidas ativas de emprego”, afirmou Vieira da Silva, acrescentando que é intenção do executivo dialogar com os parceiros sociais no sentido de encontrar “um conjunto de linhas de ação” para combater a precariedade.

A promoção de relações laborais estáveis e duradouras, limitando o recurso excessivo de contratos a prazo “que devem deixar de ser a regra quase universal de contratação”, o reforço das normas laborais passando pelo combate “ao uso ilegal dos contratos a termo”, o reforço do papel da Autoridade para as Condições do Trabalho [ACT] e o combate ao “abuso e ilegalidade de medidas ativas de emprego” são algumas dos aspetos que o Governo quer levar à mesa da Concertação Social.

O Governo tenciona também rever o regime de proteção no desemprego para aos trabalhadores independentes, promovendo “um maior equilíbrio entre deveres e diretos contributivos” destes trabalhadores “e uma proteção social efetiva […] contribuindo para uma maior vinculação destes trabalhadores ao sistema previdencial de Segurança Social”, disse o ministro.

“A dimensão e a natureza da segmentação do mercado de trabalho no nosso país não é apenas um problema de conjuntura, é uma ameaça não apenas à coesão social, mas também à nossa capacidade coletiva de aumentar o potencial de crescimento da nossa economia”, assinalou o governante.

Vieira da Silva concluiu, defendendo a necessidade de “inverter uma tendência de décadas” que se verifica no país.

Escutas a Sarkozy validadas, ex-Presidente vai ser julgado por corrupção

As escutas das conversas telefónicas entre Nicolas Sarkozy e o seu advogado, Thierry Herzog, foram consideradas válidas pelo Tribunal de Cassação, uma das mais altas instâncias judiciais francesas. Isto abre o caminho para o que ex-Presidente da República seja julgado por corrupção e tráfico de influências, porque na conversa telefónica interceptada Sarkozy e Herzog discutiam a prontidão de um determinado juiz para os ajudar a violar o segredo de justiça num outro processo em que o ex-chefe de Estado estava implicado.

Sarkozy tinha contestado a legalidade destas escutas, recorrendo ao Tribunal de Cassação. Este processo será um golpe provavelmente fatal nas suas ambições de voltar a apresentar-se como candidato do centro-direita às eleições presidenciais de 2017 – uma ambição que já não estava nada segura, devido às grandes divisões que continua a haver neste campo. O processo poderá avançar para o tribunal criminal, e o ex-Presidente, se condenado, pode ficar proibido de se candidatar a cargos publicados durante algum tempo.

O Tribunal de Cassação, um dos tribunais de última instância franceses, decidiu anular duas das escutas fora, mas o essencial do processo foi validado.

No processo que agora terá luz verde para avançar, Sarkozy é suspeito de ter tentar obter do juiz Gilbert Azibert – que agora, curiosamente, integra o Tribunal de Cassação – informações sobre o processo do caso Bettencourt, então em segredo de justiça. O ex-Presidente acabou por ser absolvido da acusação de ter obtido financiamentos ilegais para as suas campanhas, mas as suas agendas foram, a certa altura, apreendidas pelos investigadores.

Em troca de uma intervenção do juiz Azibert, o advogado Thierry Herzog deveria oferecer-lhe uma colocação de privilégio no Mónaco, revelam as gravações. Mas isso nunca chegou a acontecer.

Sarkzoy comunicava com o seu advogado através de um telefone que estava sob um nome falso, “Paul Bismuth”. Com base nestas escutas, Sarkozy foi já acusado em Julho de 2014. O processo, no entanto, não avançou, devido à defesa do ex-Presidente, que considerou as escutas ilegais e alegou que a corrupção do juiz Azibert nunca chegou a concretizar-se.

Entretanto, Sarkozy enfrenta a ameaça de outro processo, este relativo ao financiamento ilegal da sua campanha para as presidenciais de 2012.

CP oferece mais 9000 lugares no período da Páscoa

Entre esta quarta e segunda-feira, a CP vai aumentar o comprimento os seus comboios Intercidades, atrelando-lhes mais carruagens por forma a responder ao pico de procura que costuma ocorrer no período da Páscoa. No ano passado, com idêntica operação, a empresa aumentou a sua capacidade em 7000 lugares, mas este ano baterá o recorde de 9000 lugares.

O aumento da oferta vai incidir sobretudo nos eixos Lisboa–Porto, Lisboa–Algarve e Lisboa–Guarda. Habitualmente os Intercidades circulam com quatro a seis carruagens consoante os percursos que efectuam, mas na linha do Norte deverão chegar a ter nove ou dez.

No serviço internacional o reforço traduz-se também num aumento do número de carruagens do comboio Lusitânia Expresso que, entre 23 e 29 de Março, contemplará mais 1800 lugares. A procura para este serviço, que liga diariamente Lisboa a Madrid, deve-se sobretudo aos espanhóis que demandam Portugal na Semana Santa.

Já os Alfa Pendulares, por se tratarem de unidades completas (cada composição tem seis carruagens contendo as das extremidades a cabine de condução), não poderão ser reforçadas, mas a CP vai usá-los como desdobramentos em alguns serviços na linha do Norte.

Tal só será possível porque, ao contrário do anunciado, nenhuma composição entrou ainda em oficina para fazer a anunciada revisão da meia vida a estes comboios.

A CP tinha previsto para “meados de Março” a renovação do primeiro Alfa Pendular, mas o PÚBLICO apurou que só em 26 de Abril é que a primeira composição dará entrada nas oficinas do Entroncamento para ser transformada num comboio completamente novo.

O projecto, que já tinha três anos de atraso, atrasou-se mais um mês porque a CP quis introduzir algumas alterações de última hora relacionadas com os tecidos e os estofos do interior da composição.

Do mal o menos. Desta forma a empresa pode dispor da totalidade da frota de 10 pendulares para responder à procura do período da Páscoa. Mas o mesmo não acontecerá nos próximos períodos de ponta (fins-de-semana, Verão, Natal e Páscoa), devendo a empresa recorrer a material alugado a Espanha, ou ao reforço dos comboios Intercidades (que têm uma qualidade de serviço inferior ao Alfa Pendular).

O reforço dos Intercidades, agora testado a um limite de 9000 lugares durante os próximos seis dias, será uma prática a manter, embora em menor escala, quando a CP iniciar em finais de Março uma nova política de preços (baixos) que visa responder à ponte aérea anunciada pela TAP entre Lisboa e Porto. Comprados com antecedência, poderão adquirir-se bilhetes com 65% de desconto que permitirão viajar entre Santa Apolónia e Campanhã, por 11 euros no Alfa Pendular ou 9,50 euros no Intercidades.

Rui Moreira: “Guerra” com a TAP à espera de novos capítulos

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, não vai escrever mais nenhum livro sobre a “guerra” que travou sozinho contra a TAP, depois de a companhia aérea ter anunciado o fim de vários voos de médio curso, incluindo quatro a partir Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Mas esta “história não acaba aqui”. Foi exactamente isto que Rui Moreira disse nesta terça-feira, na Fundação de Serralves, na apresentação do livro TAP-Caixa Negra, que escreveu com o seu adjunto Nuno Nogueira Santos, e que é prefaciado por Luís Valente de Oliveira, ex-ministro e seu mandatário na candidatura à Câmara do Porto.

“A história – é claro – não acaba aqui, mas o livro acabou, não vamos, com certeza, escrever outro fascículo”, declarou, olhando para o co-autor. “Vamos esperar pelos próximos capítulos da TAP e dos transportes aéreos em Portugal, com ou sem TAP”, afirmou o autarca aos jornalistas durante uma pausa na sessão de autógrafos que se seguiu à apresentação da obra, que revela a perspectiva dos autores sobre os “bastidores” das negociações sobre o Aeroporto do Porto, desde a privatização da ANA, empresa gestora dos aeroportos, ao “desinvestimento da transportadora no Porto”.

Garantindo que o tempo lhe tem vindo a dar razão, o independente Rui Moreira assegura que, “com esta guerra, não foi apenas o Norte que perdeu, foi o país. Perdeu, porque houve um conjunto de erros sucessivos, que começaram com o modelo de privatização dos aeroportos, quando aos aeroportos foram privatizados em bloco”. Embalado, aproveitou para salientar que o “Porto tem vindo a assistir ao cancelamento sucessivo de voos” e reivindicou “mais equilíbrio e coesão nacional”. Isto, depois de sublinhar que “é claro” que quem manda na TAP não é o Governo, mas sim David Neeleman. “Precisamos urgentemente que este país não esteja inclinado apenas para um lado, para Lisboa – isso é absolutamente urgente”, proclamou, deixando claro que a regionalização não vai sair da gaveta tão cedo.

“Seria errado que acreditássemos que daqui a uns anos vai haver regionalização e, entretanto, vamos vivendo assim e isto depois compõe-se. A questão é mais candente, é uma questão mais urgente que tem a ver coma coesão territorial e o Presidente da República falou dela na sua tomada de posse”, apontou

Com casa cheia e muitas figuras conhecidas, o livro foi apresentado pelo amigo António Lobo Xavier. “Este livro poderia ser também como um livro de revolta. Tem a presunção dos predestinados e é um livro absolutamente inovador no domínio das obras escritas por políticos”, declarou, considerando a obra “poderia chamar-se ‘À Procura da Lógica‘, mas essa busca nunca teve qualquer sucesso”. Depois, criticou o “reforço do centralismo” e o “agravamento das assimetrias”, tal como o fizera o presidente da câmara e saiu em defesa do amigo. “O Rui exige lhe mostrem como é que é defendido o interesse público”, disse, elogiando o “brilho” que a escrita de Nuno Nogueira Santos, adjunto de Rui Moreira, acrescentou ao livro TAP-Caixa Negra.

 

Ratinhos com Alzheimer recuperam memórias com estímulo de luz

Os primeiros sinais da doença de Alzheimer passam por esquecimentos de experiências recentes. Não se sabia se estas memórias nem sequer eram guardadas ou se, por outro lado, estavam guardadas, mas os doentes no início da doença deixavam de conseguir aceder a elas. Uma nova investigação científica aponta para a segunda opção. O trabalho, feito em ratinhos que desenvolvem uma versão desta doença, mostrou que nas primeiras fases da Alzheimer as novas memórias são guardadas e, depois de esquecidas, podem ser recuperadas durante algum tempo, segundo o artigo publicado na última edição da revista científica Nature.

“O ponto importante é que este trabalho é uma prova de conceito”, diz Susumu Tonegawa, citado pela agência American Press, que pertence ao Riken-MIT Centro para a Genética dos Circuitos Neuronais, que fica no Instituto Massachusetts de Tecnologia, em Cambridge, nos Estados Unidos, e é o líder da equipa autora do trabalho. “Ou seja, mesmo que pareça que a memória tenha desaparecido, ela ainda está lá. É uma questão de saber como é que a recuperamos.”

A Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que costuma surgir em pessoas com mais de 60 anos. A sua origem continua a ser um dos mistérios das neurociências. Uma das pistas mais importantes é o aparecimento no cérebro das pessoas com Alzheimer de placas de beta-amilóide, uma molécula composta por vários aminoácidos. Mas não se sabe se o aparecimento destas placas são uma causa ou uma consequência da doença de Alzheimer. Há muitas perguntas. O certo é que nas análises ao cérebro das pessoas que morreram com Alzheimer encontram-se as placas de beta-amilóide e outras características recorrentes, como fibrilhas dentro das células nervosas.

A estas alterações fisiológicas está associada uma sequência mais ou menos típica de sintomas que começam pelo esquecimento de memórias recentes, como já se referiu, ou por uma menor capacidade de atenção e de percepção das coisas. Com o tempo, a perda de memória torna-se mais grave, e as outras capacidades cognitivas deterioram-se. Há também alterações no estado de espírito das pessoas, que se podem tornar agressivas e deprimidas. A doença pode durar até 20 anos. Não há uma cura, apenas tratamentos que podem adiar temporariamente os sintomas. Em Portugal, a doença atinge cerca de 100.000 pessoas. No mundo, 35 milhões têm Alzheimer.

A equipa de Susumu Tonegawa foi estudar em ratinhos a perda de memórias no início da doença. Para isso, os cientistas usaram um método de aprendizagem pelo medo. Colocaram ratinhos numa caixa onde são aplicados choques eléctricos fracos nas suas patas. Quando voltaram a entrar nas caixas, os ratinhos saudáveis ficaram paralisados de medo, mostrando que tinham memória do que lhes aconteceu. Mas os ratinhos que apresentavam os primeiros sintomas de Alzheimer movimentaram-se normalmente, não parecendo lembrar-se dos choques eléctricos.

Esta memória associada ao medo está codificada em células nervosas (neurónios) situadas no hipocampo – uma região que fica na base do cérebro. Os cientistas usaram uma técnica com vírus para detectar exactamente qual era o grupo de células responsável pela memória de medo do choque eléctrico durante a experiência. Depois de ter identificado essas células, a equipa usou outro vírus para introduzir um gene que torna aquelas células sensíveis à luz. Esta é uma técnica conhecida por optogenética, onde se aplica luz azul aos neurónios para os estimular.

Depois, os cientistas estimularam com luz os neurónios específicos da memória do medo dos ratinhos com Alzheimer que, aparentemente, tinham esquecido a experiência do choque eléctrico. E quando voltaram a colocar os ratinhos na caixa, eles paralisaram, mostrando que a memória estava lá. Mas em menos de um dia, os cientistas verificaram que os ratinhos voltavam a perder a memória. Por isso, a equipa estimulou repetidamente os neurónios com a luz, e os ratinhos conseguiram manter aquela memória de medo por mais seis dias.

Os investigadores verificaram que esta recuperação prolongada da memória estava associada a uma maior ligação física entre as células nervosas. Os neurónios comunicam entre si por contactos das membranas celulares, chamadas sinapses. Em ratinhos com Alzheimer, há menos contactos entre as células nervosas. “Mostrámos pela primeira vez que uma maior conectividade de sinapses pode ser usada para tratar a perda de memória em modelos de ratinhos no início da doença de Alzheimer”, diz Dheeraj Roy, citado num comunicado do Riken.

Exército sírio está às portas de Palmira, cidade tomada pelo Estado Islâmico

“As forças do regime estão agora a dois quilómetros do lado sul da cidade e a cinco quilómetros do lado oeste”, disse Rami Abdel Rahmane, diretor do observatório.

Também a agência de notícias estatal Sana, que cita uma fonte do exército, revela que os soldados sírios, apoiados pelas milícias pró-governamentais das Forças de Defesa Nacional, recuperaram durante a madrugada o controlo do monte Al Hial, a partir de onde é possível avistar a cidade.

Segundo a fonte citada pela agência, os militares destruíram “fortificações” do Estado Islâmico que permaneciam naquela zona. O ataque contou ainda com o apoio da força aérea da Síria, escreve a Sana.

O OSDH acrescenta que os combates prosseguem e que os soldados contam com o apoio da aviação síria e russa.

O autoproclamado Estado Islâmico tomou Palmira, cidade classificada como Património Mundial pela Unesco, a 20 de maio do ano passado, numa ofensiva que lhe deu o controlo de grandes áreas da província de Homs, na fronteira com o Iraque.

O grupo extremista declarou em junho de 2014 um califado na Síria e no Iraque, controlando território dos dois países.

Avaliação do Banco de Portugal ao caso BES aponta falhas na supervisão desde Constâncio

A avaliação que o Banco de Portugal fez à sua atuação no caso BES (Banco Espírito Santo) aponta para falhas na supervisão desde que Vítor Constâncio era governador.

De acordo com o Jornal de Negócios, o documento que o regulador recusou entregar aos deputados, faz críticas à atuação do supervisor e aponta falhas no acompanhamento realizado ao Banco Espírito Santo que remontam até ao início da década passada, apanhando portanto o mandato de Vítor Constâncio, para além de Carlos Costa que assumiu o cargo pela primeira vez em 2010. Durante este período, a supervisão foi tutelada pelo vice-governador, Pedro Duarte Neves que deixou a pasta em 2014 quando foi substituído por António Varela, que se demitiu do cargo há poucas semanas.

Uma das questões apontadas nesta autoavaliação, segundo o Jornal de Negócios, é a existência de informação sobre o Grupo Espírito Santo e as operações em Angola do BES, que não terão sido utilizadas pelo Banco de Portugal no seu trabalho de supervisão ao banco.

O relatório que tem 600 páginas e foi elaborado pela comissão de avaliação às decisões e à atuação do Banco de Portugal na supervisão do BES e que foi nomeada pelo próprio supervisor. Esta comissão trabalhou com o apoio técnico da consultora Boston Consulting Group.

O relatório desta “auditoria” já foi pedido duas vezes pelo Parlamento. A primeira vez foi na sequência da comissão de inquérito ao BES, tendo o Banco de Portugal recorrido a um parecer jurídico interno para justificar a recusa em dar o documento, em nome do dever de segredo e da proteção de terceiros. O relatório voltou a ser pedido no quadro da comissão de inquérito ao Banif, com nova recusa do BdP.

O Banco de Portugal optou por divulgar as recomendações que saíram desta autoavaliação e onde se lê, nas entrelinhas, algumas autocríticas. O regulador assumiu que deveria no futuro ter uma especial preocupação em tomar “decisões de supervisão de forma mais tempestiva e determinada, mesmo que tal implique um maior risco de litigância”.

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