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Ricardo Andrade

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Frente fria vai agravar estado do tempo

O estado do tempo vai sofrer hoje de manhã um agravamento com a passagem de uma superfície frontal fria que vai causar chuva e vento forte, queda de neve e agitação marítima, segundo a meteorologista Cristina Simões.

Esta situação meteorológica levou a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a Direção Geral da Saúde a emitir conselhos à população. “Estamos com um agravamento esta sexta-feira de manhã com a passagem de uma superfície frontal fria que traz alguma atividade. Temos períodos de chuva por vezes forte nas regiões do Norte e Centro, que vai passar gradualmente a regime de aguaceiros que poderão ser localmente fortes e possibilidade de trovoada”, explicou a meteorologista. De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a frequência da chuva vai diminuir ao longo da tarde, prevendo-se apenas a ocorrência de alguns aguaceiros. “De salientar também a queda de neve a começar nos pontos mais altos da Serra da Estrela durante a manhã acima de 1.400 metros, descendo a quota para os 600/800 no Norte e Centro. Vamos ter também vento forte de sudoeste com rajadas de 70 quilómetros por hora, sendo de 90 nas terras altas, mas diminuindo de intensidade para a tarde”, salientou.

No que diz respeito às temperaturas, Cristina Simões disse que vão descer hoje e sábado entre 10 a 15 graus Celsius, devendo registar-se valores abaixo de zero nas terras altas do Norte e Centro na madrugada de sábado. “As temperaturas não estão abaixo do valor normal para época. O que aconteceu é que estiveram elevadas e com esta descida nota-se mais o frio”, sublinhou. Segundo o IPMA, hoje as mínimas no interior Norte vão ser de 02/03 graus, nas Penhas Douradas -2 e na região Sul entre 05 e 07. “A temperatura máxima descerá igualmente, embora não tão acentuadamente e deverá ser inferior a 13 graus na generalidade do território e com valores inferiores a 06 graus no nordeste transmontano e na Beira Alta”, disse. Cristina Simões adiantou também que está prevista agitação marítima forte, tendo sido emitido para hoje aviso amarelo e para sábado e domingo aviso laranja, prevendo-se ondas que podem ultrapassar os 06 metros em toda a costa portuguesa.

“No sábado continua o desagravamento, prevendo-se aguaceiros pouco frequentes e vento menos intenso. No domingo já não se prevê precipitação e vai continuar o tempo frio”, disse. Face à situação prevista, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) recomendou à população que adote comportamentos preventivos em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis. A ANPC aconselha a população a garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, a adotar uma condução defensiva, a não atravessar zonas inundadas, a colocar correntes de neve nas viaturas, fixar estruturas soltas e ter cuidado na circulação em zonas arborizadas e junto à orla costeira e zonas ribeirinhas. Na sequência do agravamento do estado do tempo, também a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou à população que se proteja do frio e da chuva, mantendo o corpo quente com luvas, cachecol, gorro/chapéu, calçado e roupa quente, utilizando várias camadas de roupa. A DGS aconselha também a hidratação através da ingestão de líquidos e sopas quentes e no exterior a ter cuidados com o piso, uso de sapatos confortáveis e a evitar quedas.

O que deveria ser a Raríssimas

Quando a Revista Pontos de Vista realizou a cobertura do Dia Mundial das Doenças Raras na Raríssimas. Uma Instituição que muito tem feito por quem mais precisa mas que por estes dias vive dias negros pela gestão danosa de Paula Brito e Costa, a ex Presidente da instituição.

WEF SPOT web

 

 

BREAK HEAVEN, de Aida Chamiça

No próximo dia 27 de Setembro às 19 horas, na livraria Bertrand Chiado, Lisboa, ocorrerá o lançamento do livro BREAK HEAVEN, de Aida Chamiça. Não falte e esteja na primeira fila para uma leitura estimulante e desafiadora.

Aida Chamiça é Executive  and Team Coach, a primeira portuguesa a alcançar o nível de certificação MCC (Master Certified Coach) pela ICF, contando já com mais de 5000 horas  de experiência em clientes nacionais e internacionais.

Actualmente directora de formação (cursos ACTP – Accredited Coach Training Program) na International Coaching Academy,  foi ainda co-formadora na primeira formação para Executive and Team Coaches, certificada pela ICF Portugal.

Para além da certificação MCC, realizou o Masterful Coaching Program no College of Executive Coaching (Califórnia, Estados Unidos) e, ao longo de 13 anos, tem feito actualização de formação em Coaching em mercados maduros, como os EUA, Inglaterra, França, Bélgica e Espanha.

 

Seminário Executivo – Building High Performance Supply Chains

 No dia 29 de Setembro, em Lisboa , no Museu do Oriente, o Professor Martin Christopher irá explora, num intensivo e interactivo workshop, quais as empresas que podem alcançar uma vantagem competitiva através do investimento na excelência da cadeia de abastecimento.

Inteligência Digital para uma melhor estratégia no sector Leiteiro

Com o fim das quotas do leite, entrou-se na competição do custo da eficiência. Trata-se de uma corrida onde o consumidor final irá beneficiar no preço, mas fica a grande incógnita acerca da qualidade. É que ganhar a corrida pelo preço às custas de toda a cadeia de valor de produção do leite, desde da indústria bioquímica para a alimentação e prevenção de doenças, pela genética e pelos próprios produtores, levanta grandes incógnitas acerca da qualidade. Como já se viu no setor automóvel, os mecanismos de controlo europeus demonstraram que podem falhar no controlo. Neste caso está-se a falar da saúde pública e num dos alimentos mais importantes das nossas crianças e adultos.

É um sector estratégico, onde Portugal não deve permitir a dependência da indústria de outros interesses, muito menos a sua extinção. Afinal somos dos que produzem menos leite por habitante na Europa. Assim, como qualquer estratégia, a informação aprofundada deve assumir um papel fundamental na sua definição. A informação deve circular por todos os stackeholders, nomeadamente no que resta dos cerca dos 6000 mil produtores portugueses de leite. Estes devem aprender a interpretar os sinais que a informação lhes oferece. A informação, permite saber qual o risco dos investimentos, utilizar o benchmarking, determinar como podem ser diferenciadores, anteciparem-se às jogadas contrárias aos seus interesses.

 A fundamental democracia da informação para o sector leiteiro baseada na cloud 

Todas as entidades relacionadas, como as associações, instituições públicas, órgãos da união europeia, de uma forma ou de outra têm desempenhado a sua função de informação. No entanto só poucos é que deverão ter a perspetiva geral do sector do leite, onde os grandes players são Lactogal (Mimosa, Matinal, Gresso, Agros,…), Continente e Jerónimo Martins. Pelo meio existirem situações como, pouco antes do fim das quotas do leite, os incentivos comunitários de apoio ao aumento da produção. Existem muitos sinais emanados da informação e até mesmo do financiamento que parecem contradizer o que se deve fazer.

Não se está a falar de falta de estratégia, mas pior ainda, da falta de conhecimento integrado, através de uma noção qualitativa e quantitativa do sector leiteiro em Portugal, onde todos possam tomar as decisões com maior previsibilidade das consequências. O cenário deve abranger os interesses da economia portuguesa e os interesses dos consumidores portugueses. Sem dúvida que a informação por via digital, nomeadamente cloud business intelligence, que reúna toda a informação e que seja facilmente interpretável, visualmente percetível, onde todos os interessados podem tomar as suas decisões de negócios baseando-se na informação realista, desperdiçando-se menos, e com menos erros.

 Sentir o que os Portugueses querem através das ferramentas digitais 

Através das plataformas digitais é possível saber qual é a sensibilidade dos portugueses. Para além de se saber melhor o que o consumidor prefere. Numa perspetiva otimização de mercado, descobrem-se novos segmentos de mercado. Por exemplo pode-se descobrir um nicho de mercado para recuperação de esforço físico dos atletas. Estes instrumentos digitais que permitem interagir de uma de forma não invasiva e divertida.

Ação de marketing direto versus ação de marketing nas redes sociais

Sem dúvida que o maior impacto das ações que alguns produtores de leite, tomaram a cabo em frente de alguns hipermercados, foi a visibilidade na comunicação social. No entanto as redes sociais, como o facebook que tem um poder de contacto direto com 5 milhões de utilizadores, e que pode ser aproveitado de forma consistente e organizada de modo a elucidar e motivar os consumidores a beberem leite nacional. Basta fazer as contas, se cada um dos 6 mil produtores tiver 200 amigos ou seguidores diferentes de uns dos outros, rapidamente consegue fazer chegar a sua mensagem a mais de 1 milhão de portugueses.

Coaching – ICF Portugal

Por Maggie João, Presidente ICF Portugal

Num mundo auto-regulado como é o do coaching, é natural que encontre gato por lebre e que possa até ter uma experiência menos boa desta ferramenta pessoal e profissional que ajuda a concretização de tantos planos, a tomada de decisões e a construção de equipas mais eficientes e também mais felizes, apenas para nomear alguns dos seus benefícios.

Com o intuito de promover o desenvolvimento profissional, aumentar a credibilidade da profissão e proteger os clientes e o público em geral de vivências menos felizes e ausência de ética e competência, à semelhança do que também acontece em todas as profissões, a comunidade internacional de coaches criou a ICF – a Federação Internacional de Coaches, cujos membros são profissionais claramente focados no desenvolvimento das suas capacidades, melhorando de uma forma continuada as suas competências de coaching e subscrevendo um código de conduta ético, o qual contempla inúmeros valores fulcrais que estão na base de um relacionamento profissional profícuo.ICW 2016_PPT_POR-FINAL2

A ICF é a entidade de regulação desta profissão mais reconhecida no mundo do coaching, com uma expressão que vai para além 28.400 coaches a nível mundial, oriundos de 143 países, e tem mais de 120 delegações. A difusão geográfica é notória, tal como é o facto destes coaches serem profissionais que aplicam as competências chave da boa prática do coaching de uma forma coerente e continuada.

O mais relevante em coaching não é seguir-se este ou aquele modelo, é sim sentir-se e saber-se o melhor instrumento que em parceria com o cliente pode ajudá-lo a avançar e a alcançar o seu objectivo. E para tal temos de estar “on top of our game”, estarmos em constante aprendizagem e renovação, não só através de formações de refresh de conceitos, como através da aquisição de novas ferramentas ou mesmo através da reflexão sobre possíveis melhorias em contexto de supervisão ou intervisão.

Os 4 saberes (saber estar, saber fazer, saber saber e saber ser) são vivências que não se ensinam, mas que se aprendem. Umas certamente que se aprendem nos bancos da escola e nos cursos de formação de coaching, outras vão aperfeiçoando-se à medida que nós próprios maturamos como seres humanos que somos e outras ainda surgem como prendas no nosso caminho de auto-descoberta.

O coach profissional é aquele que está em constante transformação, que está consciente que se aprende com os erros e que as melhores respostas sãos as que vêm de dentro. Por isso, aplica-se na construção do seu conhecimento e vivência, para que ele mesmo se torne numa ferramenta versátil na parceria que estimula e desafia o nosso cliente a querer também ele ser ágil nos 4 saberes e também ele, partindo de uma posição de auto-aceitação, sentir e identificar qual o melhor caminho para atingir os seus objectivos.

É esta preocupação constante do desenvolvimento profissional, da prática ética da profissão e do melhor serviço que é preconizada pela ICF. Em Portugal, a ICF conta com 111 membros, dos quais cerca de 60 são credenciados, ou seja submeteram-se a uma avaliação independente das suas competências de coaching. Se está  ou quando estiver à procura de um coach e quer realmente tirar partido de um serviço de excelência procure o selo ICF, procure um coach ICF e certamente adquirirá um serviço com base na excelência e nos mais elevados standards de qualidade. Claro que com isto não estamos a dar garantias de que o seu objectivo será alcançado, porque isso depende de si e da sua vontade de fazer-acontecer. Estamos apenas a dizer que levará consigo uma mochila mais apetrechada para a aventura que quer e/ou precisa iniciar. E com isto só nos resta desejar uma Boa Viagem!

Mais informações sobre os coaches ICF em Portugal e sobre os eventos promovidos pela ICF em www.icfportugal.com .13102621_10206568898202439_448232976452917275_n

Helena Anjos (Vice-presidente), José de Sousa (Tesoureiro), Sílvia Viola (Secretário), Maggie João (Presidente) e António Graça Martins (Vogal)

 

Start & Go – Iniciativa que marca a Diferença

Desde 2006 que a Associação Alentejo de Excelência (AAE) envolve um conjunto de cidadãos civicamente ativos e comprometidos com a sua região. Como tem sido a adesão por parte da população às iniciativas da Alentejo de Excelência e qual a visão que possuem e pretendem dinamizar para o Alentejo?

A Alentejo de Excelência tem obtido uma recetividade, de uma forma geral, bastante positiva na comunidade Alentejana. Sendo uma organização proveniente da sociedade civil, através da participação livre, individual e comprometida de cada associado, conseguimos reunir um interessante conjunto de pessoas de vários campos profissionais, académicos e de sensibilidades políticas, tendo por isso uma larga capacidade de envolvimento e de relação com a comunidade local.

Esta abrangência social proporciona uma leitura multidisciplinar e complementar da realidade social, à qual acresce o facto de vários dos nossos associados serem de diferentes zonas do Alentejo, chegando, através das suas redes de contactos, a vários públicos.

De facto, e apesar de termos um maior peso de associados em Évora, fazemos questão de ter nos nossos corpos sociais alentejanos de Portalegre, Beja e de outras localidades. As iniciativas que temos organizado um pouco por todo o Alentejo têm tido, por isso, uma positiva adesão e participação.

A visão que a Alentejo de Excelência tem para o território, é uma visão contemporânea, alicerçada num desenvolvimento económico sustentado, na preservação e valorização dos recursos territoriais e ambientais, que assegure desenvolvimento, justiça e coesão social.

Desejamos um Alentejo mais próspero, com mais oportunidades para quem nasce e vive nesta região. Um território que permita aos jovens concretizar as suas ambições profissionais e familiares, que cuide e promova um envelhecimento ativo, com qualidade, dos seus idosos. Um território mais empreendedor, que tenha os olhos postos no futuro, no qual a sociedade civil assume um papel mais relevante, participante e inovador, no qual as organizações públicas, privadas e do terceiro sector conjugam esforços para projetos comuns. Que acrescente valor e cuide dos seus recursos naturais e agrícolas, e que atraia conhecimento e parcerias de referência nas suas áreas temáticas. Que convirja com os patamares médios europeus. Um território que não se esqueça e se orgulhe da sua identidade, mas que não fique refém do passado e dos falsos destinos já traçados.

De que forma é que o concurso “Start & Go” promovido pela AAE visa combater o despovoamento na região do Alentejo? Existem mais directrizes para esta iniciativa?

Esta iniciativa, que lançámos no final de Fevereiro deste ano, tem dois grandes objetivos. Por um lado, colocar o tema do despovoamento e do envelhecimento da população do Alentejo na agenda da sociedade civil, mas também na agenda as instituições públicas regionais e nacionais.

Os dados existentes desta realidade, e as projeções futuras, obrigam a que rapidamente todos os agentes tomem consciência dos mesmos para que se consiga inverter, em tempo útil, esta aparente inevitabilidade.

Segundo uma investigação de 2007, de Filomena Mendes, docente na Universidade de Évora, no cenário mais otimista teríamos um índice de envelhecimento dos 264 idosos por cada 100 jovens em 2021, quando agora esse índice se cifra nos 179 idosos por cada 100 jovens. No cenário mais pessimista, ou seja se nada se invertesse, poderíamos vir a ter um índice de 313 idosos por cada 100 jovens daqui a 5 anos. Um valor tragicamente elevado, como é fácil de adivinhar.

Pela visibilidade que já alcançámos junto dos órgãos de comunicação social, na comunidade e com alguns agentes regionais, consideramos que parte deste objetivo foi já conseguido. Temos sido contactados por alentejanos, mas também entidades e organizações da sociedade civil que se manifestam preocupadas e solidárias com este problema, e se dispõem a colaborar da forma que encontram possível.

O segundo grande objetivo é envolver o cidadão na reflexão e construção do seu futuro comum, através da possibilidade de apresentar, e desenvolver, uma ideia para combater este problema.

Queremos que reforçar o compromisso de cidadania ativa dos Alentejanos com o seu território, apelar ao seu espirito empreendedor e criativo. Para isso iremos apoiar o autor da ideia vencedora com um prémio de 2.500,00 euros e mentoria técnica.

Queremos que o cidadão comum sinta que pode fazer a diferença e que existem organizações e pessoas que poderão apoiar estas suas propostas. E mesmo que não seja o vencedor, as suas ideias, serão organizadas e encaminhadas para instituições regionais, podendo, eventualmente, vir a ser desenvolvidas. A cooperação, partilha de conhecimento e de informação é hoje um ativo que o Alentejo tem de saber aproveitar.

Em junho será realizado um evento público para a seleção, entre as dez melhores ideias, da proposta vencedora, colocando novamente o tema na agenda regional e dando projeção mediática à ideia vencedora.

Que expectativas tem a associação em relação a este projeto?

As expectativas são que exista uma razoável participação por parte dos cidadãos alentejanos, de vários pontos desta vasta região. Queremos ideias inovadoras, originais, mas que possam ser viáveis de implementar.

Esperamos que exista um conjunto de ideias com possibilidade de implementar, ou de desenvolver a curto prazo, e que se consiga demonstrar que, com paixão, trabalho, criatividade, foco e resiliência, conseguimos mudar o nosso mundo, nem que esse mundo seja apenas uma pequena vila ou aldeia do interior alentejano.

Diria que numa região onde a participação cívica é ainda reduzida, aliás como em todo o país, cerca de metade da média europeia, esperar receber uma meia centena de propostas válidas seria muito bom!

Desejamos ainda envolver as instituições regionais, às quais faremos chegar algumas propostas para que as possam apreciar e, quem sabe, apoiar o desenvolvimento de uma ou outra.

De que forma pretendem ativar e envolver a sociedade civil na procura, na proposta, e no desenvolvimento de ideias para fixar ou atrair pessoas para este território?

A Alentejo de Excelência tem hoje uma rede institucional, e relacional, importante. Esta rede é fruto do percurso de 10 anos no terreno, mas também das competências e relações profissionais ou pessoais dos seus associados e dos seus corpos sociais. Queremos ativar essa rede para fazer chegar a mensagem do Start & Go Alentejo às principais cidades da região, colaborando com os Núcleos Empresariais, com as instituições de Ensino Superior e secundário, associações comerciais, entre outros. Estamos certos de que, também através destas parcerias, conseguiremos fazer passar a mensagem e que boas propostas irão surgir.

A resiliência, a criatividade e a paixão pelo seu território que os Alentejanos possuem, farão com que surjam propostas diferenciadas e adequadas aos fins propostos. Os alentejanos conhecem bem o território, as suas debilidades, mas também as suas vastas potencialidades.

Todavia, a mobilização da sociedade civil para este e outros problemas societais é algo que deve ser trabalhado desde cedo e, nesse campo, existe um vasto trabalho a fazer para a promoção de uma cidadania ativa, participativa e consciente. Seria muito bom que o Alentejo pudesse desenvolver algumas experiencias piloto, de âmbito regional, para a promoção da cidadania ativa, e que as mesmas pudessem vir a ser transversais no ensino obrigatório.

No domínio deste concurso de ideias, Start & Go, que agora lançam com o apoio das Águas de Portugal, e que premeia o vencedor com 2.500,00 euros, como se tem revelado o apoio dos responsáveis públicos? 

Temos tido uma boa aceitação por parte de vários parceiros locais, com os quais temos colaboração institucional. No que diz respeito às instituições públicas, verificamos que as mesmas tem-se mostrado atentas à iniciativa. Alguns responsáveis, e colaboradores, destas instituições participaram na sessão de apresentação do Start & Go Alentejo, e tem acompanhado, ainda que a título particular, o seu desenvolvimento.

Relativamente à presença do poder local, constatamos que os municípios de Alvito, Ferreira do Alentejo, Viana do Alentejo, Vendas Novas estiveram presentes ao seu mais alto nível na Conferência que organizámos em Fevereiro sobre este tema, manifestando vontade de colaborar em iniciativas futuras da Alentejo de Excelência neste e noutros domínios. Este será um bom caminho.

Estou certo que, em breve, estas parcerias ser irão aprofundar em prol do futuro comum da região.

Conhecida como a “Associação para a competitividade”, visam promover a região, formar líderes e desenhar estratégias. Que perspetivas têm para a região do Alentejo?

Penso que a região está a trilhar um caminho mais cooperante e mais empreendedor. Em Évora, por exemplo, começa a existir um ecossistema muito interessante do ponto de vista do empreendedorismo.

Com a conclusão, no anterior quadro comunitário, de um conjunto de incubadoras em Évora, mas também em Beja, Portalegre, começam a existir condições para que jovens empreendedores desenvolvam as suas ideias de negócio e partam para o mercado nacional ou global. Também em outras cidades ou vilas foram concluídos pequenos centros de incubação e, contrariamente ao que se pode pensar, quase todas estas estruturas estão com uma ocupação muito interessante. Algumas multinacionais estão já em Évora, o cluster aeronáutico está a fortalecer-se. O turismo cresce a um ritmo impressionante, a agricultura tem consegui atrair novos e qualificados empresários, a economia social está a inovar e empreender, o sector das rochas ornamentais também se tem modernizado… Penso que o futuro pode ser risonho, mas temos de continuar a trabalhar fortemente para uma região mais empreendedora e menos dependente do sector público, sem prejuízo, naturalmente, da boa colaboração.

Neste domínio da promoção do empreendedorismo, para além das iniciativas anteriormente realizadas, por exemplo, com a Universidade de Évora, a Alentejo de Excelência também dará o seu contributo a breve trecho, associando-se ao concurso de empreendedorismo Big Smart Cities 2016, apoiando o desenvolvimento do Citty Challenge em Évora já no próximo dia 21 de Abril, a par com Lisboa, Porto e Coimbra.

Olho por isso com confiança e esperança no futuro, mas o sucesso da região dependerá dos recursos humanos que a região conseguir qualificar, fixar e atrair. A formação de lideres regionais é essencial, e para isso é fundamental o conhecimento, a aquisição de competências, o estabelecimento de redes, o comprometimento com causas. Depende por isso fundamentalmente dos Alentejanos o sucesso desta região.

Afirmam que com a energia, o conhecimento, a resiliência e a participação de todos os Alentejanos, de nascimento ou de coração, conseguirão dar força a projetos e iniciativas, ajudar a concretizar ideias e sonhos, promover o debate e a reflexão, ajudar e apoiar os que mais precisam. Que projetos têm em mãos, num futuro próximo, para a comunidade e a região?

Neste momento a Alentejo de Excelência está, fortemente, focada em conseguir que a iniciativa Start & Go Alentejo seja um sucesso, cumprindo os objetivos a que se propôs.

Todavia, a atividade da Alentejo de Excelência está estruturada em três grandes eixos: o Fórum Alentejo, um eixo que privilegia o debate informado e a reflexão. Neste campo, foi promovido um Jantar Debate subordinado ao tema “Que Ensino Superior precisa o Alentejo?”. Esta iniciativa pretendeu refletir, de fora para dentro, sobre que visão contemporânea e global assumem as novas tendências do ensino superior, e de que forma estas instituições podem incorporar as mesmas.

Ainda neste eixo de reflexão e debate, estamos a preparar um outro evento sobre energias limpas, tema no qual o Alentejo pode assumir um papel muito relevante. Em Portalegre existe uma incubadora focada na investigação das bioenergias, a Universidade de Évora tem feito uma forte aposta na investigação do potencial da energia solar, existem no Alentejo vários parques produtores, dos quais destaco a Central fotovoltaica de Moura, por ser um dos maiores do mundo. O litoral alentejano tem um vasto complexo de energia eólica, existe ainda a investigação sobre energia produzida pelas ondas e algas…Este é um tema central para o futuro, e importa também envolver a sociedade civil para este patamar.

No segundo eixo de atuação, o Empreende Alentejo, estamos muito focados no Start & Go Alentejo, e na ligação de entidades externas ao território com as que aqui trabalham, aumentando a massa crítica regional, fundamental para um desenvolvimento sustentável e equilibrado. Como disse, iremos colaborar com o Big Smart Cities, e gostaríamos ainda de promover uma outra iniciativa junto dos públicos universitários. No eixo Dar Alentejo, desenvolvemos uma vertente social da Alentejo de Excelência, que pretende apoiar as organizações sociais da região, dar a conhecer e valorizar alguns projetos de empreendedorismo social, e contribuir para um território com mais coesão social. Estamos agora a finalizar uma campanha de recolha de livros para Angola, que superou as nossas melhores expectativas e que irá permitir em Cacuaco, província de Luanda, dotar mais do que uma biblioteca de livros, manuais escolares e computadores.

 No Alentejo, já fizemos recolhas de fundos para mais de uma dezena de associações sem fins lucrativos, na área da infância, deficiência ou apoio a pessoas fortemente excluídas, e demos também o nosso pequeno apoio financeiro a duas iniciativas de inovação e empreendedorismo social, contribuindo ainda para o seu reconhecimento público e criação de redes.

Por último, queremos ainda lançar este ano a constituição de uma rede de alentejanos, empreendedores, talentosos, de referência nos seus domínios, quer vivam ou não no Alentejo ou no país, e que possam com as suas competências, conhecimento, contactos e influências, ou de outra forma que encontrem, contribuir para a promoção da região e para o seu desenvolvimento económico, social e ambiental.

Queremos criar e dinamizar essa importante rede de alentejanos de excelência, através das novas tecnologias e da valorização do talento de cada um dos membros da mesma. Acreditamos que esta rede pode contribuir muito positivamente para o desenvolvimento da região, considerando que existe este capital humano fantástico espalhado um pouco por todo o país e pelo mundo, que tem uma ligação efetiva e afetiva à região, e que o Alentejo não se pode dar ao luxo de desperdiçar. O capital relacional é hoje, sem dúvida, um muito importante ativo que uma região pode ter, e dele deve cuidar e valorizar.

“Ter o reconhecimento dos consumidores”

A Arrozeiras Mundiarroz, S.A.  tem como principal actividade a industrialização (descasque, branqueamento e embalamento) e comercialização (compra e venda) de arroz, subprodutos (trinca e farelo) e outros produtos alimentares. Que análise perpetua do percurso da marca em Portugal?

A Mundiarroz tem um historial de 30 anos no mercado português. Fundada em 1986 é uma empresa consolidada e uma referência no sector do Arroz. Aliada a uma ampla experiência e adequados investimentos em maquinaria e tecnologia, procuramos satisfazer as necessidades e expectativas do Cliente e Consumidor Final. Apesar da actual situação económica do país e as constantes quebras de preço, continuamos a enfrentar novos desafios, inovando e desenvolvendo para garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos fornecidos. Como resultado, deste compromisso, a liderança e notoriedade no mercado onde actuamos é a nossa exigência.

A marca CIGALA aposta na qualidade e variedade da gama de produtos e está entre as mais prestigiadas do mercado. Numa era desenvolvida e em constante evolução, a inovação e a tecnologia tornam-se numa importante aliada. Que apostas fazem para se destacarem no mercado nestes segmentos?

Em primeiro, procuramos garantir um crescimento sustentável, numa ótica de melhoria contínua e progressiva do desempenho do Sistema Integrado de Gestão da Segurança Alimentar e da Qualidade (SIGSAQ). E em segundo, variedade é a nossa especialidade! Procuramos responder às exigências do mercado, lançando continuamente novos produtos. Por exemplo, este ano, vamos destacar muito o “Cigala Banzai Noodles”, diversificando para um produto de massas orientais, mais direccionado para um target jovem e aventureiro, entre muitas outras novidades que, por enquanto, não podemos revelar.

A marca CIGALA acaba de receber distinção como Marca de Confiança 2016, eleita pelos portugueses na categoria “Arroz”. Quais são as mais-valias associadas? Que impacto tem também este galardão no seio da empresa?

Ter o reconhecimento dos consumidores! Acreditamos que, a confiança é a base de qualquer relação, seja entre dois amigos, entre pais e filhos ou entre um casal… Por isso, sabermos que os Consumidores Portugueses confiam na marca CIGALA é a melhor mais-valia que uma empresa pode ter. É o incentivo para continuar a trabalhar para nos superarmos e continuarmos merecedores dessa confiança.

De que forma é que este reconhecimento é importante para a marca como «cartão-de-visita» para o mercado?

Este reconhecimento determina a patente notoriedade da marca. CIGALA é, como utilizado pelo marketing empresarial “top of mind” e esse é o melhor cartão-de-visita que algum pode ambicionar.

No vosso sector de atuação, que análise perpetua da posição portuguesa face a outros congéneres internacionais?

Portugal, em termos agrícolas, não produz quantidade suficiente de arroz para satisfazer os valores de consumo do nosso país. Apesar desta situação de importação líquida de arroz, somos auto-suficientes em Arroz Carolino. Contudo, os consumidores têm vindo a preferir as variedades de arroz agulha em detrimento do carolino, por uma questão de versatilidade culinária e comodidade de preparação.

Os preços, por sua vez, são hoje em dia maioritariamente influenciados pelos países asiáticos, que por via dos acordos EBA (everything but arms) se tornaram um factor de desnivelamento de competitividade quer para a indústria quer para a agricultura europeias.

Há quem defenda que deveria existir uma maior cooperação entre os agentes da fileira (produtores, indústria, distribuição). Concorda? Na sua opinião, que medidas de apoio ao setor deveriam ser desencadeadas pelo Governo?

A Arrozeiras Mundiarroz, S.A. assume todos os seus compromissos, cooperando com os agricultores, desde a entrega das sementes para a produção do arroz até ao início do processo produtivo na nossa fábrica.

O grande problema do arroz é que se tornou num dos principais veículos promocionais das cadeias de distribuição e em que a componente preço assume especial relevo. Esta situação criou no consumidor a ilusão de que o arroz é um produto de baixo valor económico.

Acontece porém que os custos da produção agrícola são cada vez maiores e os requisitos de qualidade são cada vez mais apertados, pelo que quer a indústria, quer a orizicultura se debatem com sérios problemas de sustentabilidade das respectivas actividades devido à baixa generalizada dos preços de venda ao consumidor.

Ao contrário do que se possa pensar a fileira do arroz tem sido bastante interventiva junto das entidades públicas, mas não tem obtido por parte dos nossos governantes a atenção que o sector merece e necessita.

Sendo um setor progressivamente dinâmico e competitivo, que desafios acredita que os principais agentes terão de enfrentar no futuro?

Os mercados hoje estão em constante mutação e aqui, o desafio é ser flexível, ultrapassar as barreiras de resistência à mudança e crescer todos os dias com o Consumidor. Isso implica inovar, abandonar determinados conceitos de produção e comercialização.

Contudo é necessário que as inovações no sector do arroz não sejam condenadas logo à nascença, quer pela resistência dos operadores do circuito comercial quer pela tributação em sede de IVA (sempre à taxa máxima que) condiciona desde logo o lançamento de novos produtos ao torna-los excessivamente caros para o consumidor.

Quais são as grandes prioridades da Arrozeiras Mundiarroz, S. A para o decorrer deste ano?

Este ano temos como prioridade a diversificação de gamas de produto e consequentemente a manutenção da liderança de mercado com as nossas marcas: CIGALA, SALUDÃES, SCOTTI e GAROFALO. A Arrozeiras Mundiarroz deixou de produzir e comercializar apenas arroz, operando já no mercado das massas tradicionais italianas com a marca GAROFALO e massas orientais com CIGALA Banzai Noodles. Queremos ir mais longe, alargando a nossa carteira de produtos, com novos lançamentos, obtendo um target mais abrangente e inovação constante.

 

 

14.ºSurvey Global da EY sobre Fraude de 2016

  • Globalmente:
  • 91% dos entrevistados apoiam o reforço da transparência de quem detém/ controla as empresas
  • 39% dos entrevistados consideram que a corrupção é generalizada no seu país
  • A pressão dos mercados revela o lado pior dos executivos: 42% dos entrevistados consideram que o comportamento não ético pode ser justificado
  • Apenas 41% dos CFO’s encara o cibercrime como uma ameaça para as questões de privacidade de dados
  • Em Portugal:
  • O apoio ao reforço da transparência é ainda maior, com 98% dos entrevistados a concordarem
  • 50% dos entrevistados consideram que a corrupção em Portugal está generalizada
  • 28% dos entrevistados consideram que o comportamento não ético dos executivos pode ser justificado
  • Apenas 38% dos entrevistados em Portugal encaram o cibercrime como uma ameaça para as questões de privacidade de dados

No momento em que se regista um aumento da instabilidade geopolítica e da volatilidade nos mercados financeiros, o 14.ºSurvey Global da EY sobre Fraude de 2016: Conduta empresarial indevida – consequências individuais  revela uma necessidade unânime para uma maior transparência. As crescentes ameaças de cibercrime, o financiamento do terrorismo e, mais recentemente, as revelações sobre a utilização abusiva de estruturas financeiras offshore têm levado ao aumento da pressão para que os governos atuem sobre as empresas, de modo a identificar e mitigar casos de corrupção, fraude e suborno.

O estudo, realizado entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, entrevistou cerca de 3.000 gestores de topo em 62 países, destaca a necessidade de reforço dos níveis da transparência corporativa, com 98% dos entrevistados em Portugal a reconhecerem a importância de conhecer quem detém e/ ou controla as empresas com as quais faz negócio.

Pedro Cunha, Líder da linha de serviço da EY – Fraud Investigation & Dispute Services (FIDS) em Portugal e Angola, diz:

“Com o contínuo ênfase da implementação de controlos de anti-corrupção na conduta de terceiros e as recentes revelações sobre uma eventual utilização abusiva de estruturas financeiras offshore, os gestores devem focar-se na garantia de uma compreensão mais profunda dos seus clientes, parceiros e fornecedores. Ou seja, o reforço da transparência é claramente um ponto central de amplo interesse público”.

No entanto, este aumento da transparência é apenas parte da solução de um problema que não mostra sinais de abrandar. Em Portugal, 50% dos entrevistados acredita que suborno e práticas de corrupção são frequentes no seu país – em 2014 esse valor era de 32%. De acordo com uma questão introduzida este ano, 32% dos entrevistados a nível global evidenciaram ter tido preocupações pessoais sobre suborno e corrupção no seu local de trabalho.

Reguladores coordenam esforços para combater a corrupção

Os reguladores reconhecem a ameaça que o suborno e a corrupção representam num sistema financeiro já sob pressão, e estão a cooperar cada vez mais a nível internacional para a responsabilização de indivíduos por atos ilegais. Estes esforços de execução recolhem bastante apoio por parte dos entrevistados em Portugal, que em 90% concordam que estes processos individuais contribuem ativamente para a dissuasão futura da corrupção, do suborno e da fraude.

No entanto, 28% dos inquiridos em Portugal admitem que o comportamento não ético poderá ser justificado se este ajudar a atingir objetivos financeiros. Adicionalmente, 16% dos membros das equipas financeiras a nível global, que não CFOs, considerariam a realização de um pagamento em dinheiro para ganhar ou reter negócios. Assim, os responsáveis pela ética e compliance enfrentam um desafio significativo para manter as suas organizações livres de escrutínio por parte das autoridades.

O estudo revelou ainda que nos mercados emergentes1 os indivíduos responsáveis pela corrupção não estão a ser responsabilizados; 70% dos entrevistados no Brasil e 56% dos entrevistados na África e Europa de Leste referem que, embora os governos estejam dispostos a processar, não se revelam eficazes em termos de obter convicções.

Pedro Cunha refere que “o aumento do nível de cooperação global entre as autoridades está a tornar mais difícil para quem pratica fraudes e paga subornos escapar às ações penais. No entanto, e como os entrevistados sugerem, não há sinais de que tais condutas estejam a diminuir; as empresas continuam a ser expostas a riscos grandes, impulsionadas pelas ações ilegais de uma pequena minoria de colaboradores. Um melhor uso da tecnologia é certamente parte da resposta, bem como recorrer a análises forenses de dados para gerir riscos e melhorar o compliance e resultados de possíveis investigações”.

Os mercados onde governos e reguladores têm tomado medidas para reprimir as condutas indevidas dão mostras positivas. Na Índia, por exemplo, onde foram tomadas medidas pelo governo para aumentar a transparência e a repressão sobre a corrupção, a proporção de entrevistados que considera que o suborno e a corrupção existem passou de 67% em 2014 para 58% este ano. Na China, 74% dos entrevistados locais referem que o esforço é eficaz, e reconhecem uma aparente eficácia do compromisso por parte do governo de combate à corrupção.

Compliance robusto, crescimento robusto?

Para a maioria das empresas é essencial expandir para novos mercados, no entanto essa mesma expansão traz riscos novos. O estudo mostra que as empresas não tomam medidas de resposta suficientes para a redução da sua exposição ao risco:

  • 34% dos entrevistados em Portugal não inclui a identificação de terceiros como na sua anti-corruption due diligence
  • 38% dos entrevistados em Portugal não faz uma avaliação dos riscos específicos de um país antes de realizar um investimento
  • 34% dos entrevistados em Portugal não faz uma avaliação dos riscos específicos de um setor antes de realizar um investimento. Apenas metade dos entrevistados a nível global utilizam tecnologias, como a análise de dados forenses, para identificar e mitigar riscos.

Inovação é fundamental para responder a riscos emergentes

Os whistleblowers são uma fonte importante de informação acerca da suposta má conduta. De acordo com este survey, 55% das empresas possuem um canal de denúncias. Os reguladores olham para esta prática de modo positivo e em algumas jurisdições, tal como os EUA, é oferecida uma recompensa monetária aos whistleblowers. Contudo, estes mecanismos nem sempre são eficazes. Alguns entrevistados revelam obstáculos ao uso deste mecanismo: 24% dos entrevistados consideram que a lealdade aos colegas os poderá impedir de relatar um incidente de fraude, suborno e corrupção; e 19% dos mesmos referem a lealdade para com a empresa.

Pedro Cunha conclui: “Vemos claramente que alguns colaboradores, com motivações bastante diferentes, considerariam a apropriação ilegítima – ou permitiriam o acesso a pessoas externas à empresa – de informação confidencial da sua empresa. O equilíbrio entre segurança e privacidade de dados cria ainda mais complicações. Por isso, lidar com ameaças internas e de cibercrime deverá ser uma prioridade para a gestão e para os Conselhos de Administração. Ainda assim, 59% dos CFOs encara o cibercrime como um “baixo risco” – esta é uma perspetiva que deve ser tida em atenção pelo forte desafio que apresenta”.

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