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Sara Soares

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“Uma empresa focada nos seus clientes, no acompanhamento das suas necessidades e no desenvolvimento sustentável das regiões”

Com três parques empresariais, a aicep Global Parques promove o desenvolvimento social e económico de Portugal, contribuindo para a fixação de investimento e para a interação entre empresas atuantes em diferentes mercados. Neste contexto, como definem a vossa missão?
A aicep Global Parques desenvolve a sua atividade de gestão de parques empresariais para garantir no mercado uma oferta eficiente, que satisfaça as necessidades dos agentes económicos. Desenvolvemos a nossa ação promovendo e estabelecendo parcerias com um vasto conjunto de entidades – internacionais, nacionais e regionais -, pois acreditamos que a complementaridade garante uma oferta mais competitiva e, assim, o principal da nossa missão: a fixação de investimentos nas nossas infraestruturas.
O desenvolvimento social e económico do país e das regiões é conseguido através da valorização dos recursos endógenos existentes. Com base no conjunto de ativos, de serviços e de processos, as empresas devem ter o trabalho contínuo de garantir a competitividade deste conjunto. Faz-se através da recuperação e da valorização do todo que constitui a atividade empresarial: as pessoas, os serviços, os processos e as infraestruturas. Na aicep Global Parques trabalhamos para que os nossos recursos sejam fatores de promoção da competitividade e do desenvolvimento económico dos nossos clientes e das regiões onde estamos localizados.

Com a vasta experiência que vos caracteriza, continuam a apostar na dinamização das empresas em parques especializados e cuidadosamente desenvolvidos. Como definem os vossos parques? E porque motivo deve continuar a ser a primeira escolha das empresas?
A aicep Global Parques gere três ativos com características distintas. Em Sines e Setúbal oferecemos plataformas industriais e logísticas para o Atlântico, com uma localização privilegiada junto a portos marítimos estratégicos. São locais adequados, para, entre outra atividades, a adição de valor nos fluxos logísticos internacionais.
Em Sines, a ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines disponibiliza mais de 2.375ha, onde são passíveis de instalar todo o tipo de atividades, sendo de realçar a enorme capacidade de infraestruturas e de utilities disponíveis e o acompanhamento personalizado em todo o processo de instalação pela equipa da aicep Global Parques. Existe uma oferta de lotes já infraestruturados. Este facto é muito benéfico para a atração de projetos onde o cronograma exige rapidez. No caso de nenhum lote responder às exigências específicas de uma determinada atividade, a aicep Global Parques realiza um loteamento à medida.
Para aumentar a eficiência, no processo de decisão de localização e de instalação, a aicep Global Parques disponibiliza online um Dossier do Investidor com toda a informação necessária, de forma organizada.
O BlueBiz – Parque empresarial da Península de Setúbal ocupa uma área de 56 ha totalmente infraestruturada, estando pronto a acolher indústria ligeira de todos os setores, de distribuição e logística e de serviços. Uma das grandes vantagens é o modelo de negócio, assente na utilização do espaço mediante o pagamento de uma renda, usufruindo dos serviços do parque em vez da aquisição de imóveis, que permite a concentração do investimento no desenvolvimento da atividade na fase de arranque do negócio.
O Albiz, em Sintra, tem como target PME de indústria ligeira, de logística e de serviços que beneficiam com a proximidade a Lisboa.

Nos vossos parques empresariais, prezam pela complementaridade, isto é, pela diversidade de marcas e áreas de atividade. De que modo esta é uma mais-valia para as entidades que vos procuram?
Assistimos a diversos casos de complementaridade, nomeadamente na ZILS e no BlueBiz. Presenciamos empresas que se instalam porque são fornecedoras de outras já localizadas e temos o caso de outras, do mesmo setor, que veem na partilha de serviços, como por exemplo o transporte para mercados internacionais, uma mais-valia.
Na ZILS temos procurado promover a partilha de serviços entre empresas, conscientes de que podem obter economias de escala neste processo. Parcerias na área da formação, do transporte de colaboradores, da higiene e segurança no trabalho, da manutenção de áreas verdes e segurança têm sido avaliadas e são claramente fatores de atratividade.

Tendo como objetivo o contínuo desenvolvimento nacional, é imprescindível manter a marca como um organismo evoluído e inovador. Como encaram esta questão internamente? Que soluções inovadoras têm vindo a desenvolver no sentido de manter uma existência adequada à inevitável evolução temporal?
Sem dúvida, temos a preocupação de que a marca aicep Global Parques seja uma marca inovadora. Temos vindo a implementar novas práticas como é o caso da adoção de um sistema integrado de gestão empresarial, com, entre outros, um módulo de CRM e de Qualidade que permite acompanhar os clientes em todas as suas vertentes, valorizando-se a área de customer care.
Inovador, também, é o esforço contínuo no desenvolvimento de inúmeras parcerias na área da eficiência energética, de forma a adotarmos sistemas e práticas economizadoras e ambientalmente responsáveis, englobando os nossos clientes nesta sensibilização.

Global Find e Global Force são dois excelentes exemplos da inovação da aicep Global Parques. O que podem dizer-nos sobre estes dois serviços? Que mais-valias trazem às empresas portuguesas e internacionais?
O Global Find é uma ferramenta de promoção territorial valiosa que coloca todas as localizações nacionais que estejam na plataforma no mercado mundial de localizações de investimento.
O Global Force engloba várias áreas de serviços às empresas, realçando-se o apoio às empresas no seu processo de instalação e serviços de apoio à gestão de parques empresarias que não pertencem à rede Global Parques.

Como será marcado o futuro da marca? Poderemos conhecer brevemente um novo parque empresarial associado à aicep Global Parques?
A equipa da aicep Global Parques trabalha continuamente para o aumento da notoriedade da sua marca e para que seja reconhecida como uma empresa focada nos seus clientes, no acompanhamento das suas necessidades e no desenvolvimento sustentável das regiões onde os seus ativos se localizam. Isto é, na garantia de que oferecemos no mercado uma infraestrutura para a competitividade.
Estamos abertos a gestão de mais parques se existir uma oportunidade viável para tal, de forma a podermos aplicar as nossas práticas de gestão de parques empresarias a um universo mais alargado que valorize e complete ainda mais a nossa oferta e a economia nacional.

CAIXABEM DESTACÁVEL
Inovação como foco da aicep Global Parques
“Ao nível dos serviços de localização empresarial, nomeadamente no auxílio à missão de captação de investimento do nosso maior acionista, a AICEP, EPE, somos inovadores e pioneiros, com o desenvolvimento do Global Find. Trata-se de um motor de busca, disponível na web, com base em SIG – Sistemas de Informação Geográfica, que encontra a solução de localização, em Portugal continental, que melhor se adequa a um determinado projeto, com base numa análise multicritério. O Global Find já foi reconhecido diversas vezes e recentemente foi distinguido pelo European Institute of Public Administration, no âmbito dos prémios EPSA 2015, como «uma das brilhantes realização públicas que encontraram novos métodos para abordar problemas diferentes em relação a uma série de importantes desafios sociais, de desenvolvimento regional e de desenvolvimento de negócios usando diferentes modelos de parceria e cooperação com resultados conclusivos e com impacto numa sociedade melhor»”.

No Radar do Empreendedorismo

Miguel Cruz

Por Miguel Cruz, Presidente do IAPMEI

Uma estratégia empreendedora de sucesso passará, pois, pela adequada síntese entre a oportunidade do mercado e a capacidade efetiva de resposta do empreendedor e da sua equipa, com as características desejadas pelo mercado.
Apesar da importância da palavra “tecnologia”, “Mercado” é a palavra-chave para o sucesso. Um erro de enfoque gera, muito frequentemente, uma sobrestimação da probabilidade do sucesso da iniciativa empreendedora, com consequências na capacidade de sobrevivência financeira. Não há compreensão do mercado sem compreensão da concorrência. Muitas vezes, a sobrestimação da probabilidade de sucesso encontra, com facilidade, a sua contraparte na subestimação da concorrência, atual e futura.
Para uma melhor compreensão do mercado e de um fator crítico como o time to market, é indispensável o funcionamento em rede. O funcionamento do agora comummente designado de ecossistema empreendedor.
Elementos essenciais deste funcionamento em rede são, desde logo, a educação em empreendedorismo (o IAPMEI tem vindo a investir fortemente no referencial para o empreendedorismo, a aplicar desde o ensino básico), a literacia financeira (o IAPMEI e o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, lançaram um referencial de formação financeira), o funcionamento de Universidades e outros Centros de Saber que têm um papel essencial na dinamização do empreendedorismo, nomeadamente tecnológico, e na credibilização técnica de ideias e competências, a disponibilidade de infraestruturas de apoio, como incubadoras, que aportem efetivo valor a pequenas organizações com estrutura inexistente ou reduzida, a mentoria e a assistência técnica, que pode ajudar a desenvolver, enfocar e adequar ideias ao mercado e, parceiros financeiros, como os Business Angels ou Venture Capitalists.
É de referir a experiência que o IAPMEI levou a cabo com o passaporte para o empreendedorismo, em que foram recebidas 2316 ideias, que foram trabalhadas, acompanhadas, escrutinadas e avaliadas, tendo 406 oportunidades de negócio sido criadas, e que se revelou muito positiva. Para tal foi essencial o contributo da Rede Nacional de Mentores, num total de quase 600 mentores voluntários inscritos. Esta primeira experiência piloto teve resultados muito interessantes, pelo que consideramos essencial aprofundar a disponibilidade deste instrumento.
Também o concurso INOVA, com mais de dez mil estudantes, e mais de mil professores envolvidos por edição, constitui uma iniciativa essencial para a dinamização do espírito empreendedor. A dinamização de uma cultura virada para o empreendedorismo é essencial, o que implica a necessidade de atuar em diferentes vertentes, desde a educação, a abordagem cultural ao insucesso (honesto), e o tempo para encerrar uma empresa, entre outros.
Na vertente financeira, há uma aposta decisiva do Portugal 2020 no empreendedorismo, quer através dos sistemas de incentivos, dirigidos a empresas criadas há menos de dois anos, quer através dos instrumentos financeiros, dirigidos a capital, através de cofinanciamento a Business Angels, e através de Venture dirigido às fases de seed e de start-up.
Em 2006, 2012, 2013, 2014, Portugal, através de um exercício coordenado e dinamizado pelo IAPMEI, de forma aberta e colaborativa, veio a receber primeiros prémios de inovação e empreendedorismo da responsabilidade da Comissão Europeia. Recebemos ainda uma menção honrosa em 2014, sempre em concorrência contra projetos de todos os restantes países da União Europeia. Em 2015, Portugal ganhou o grande prémio do júri, num projeto apresentado pelo IAPMEI e dinamizado pela Câmara Municipal de Lisboa, o Lisboa Empreende.
A presidente do júri fez, então, questão de cumprimentar Portugal pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver na dinamização do empreendedorismo. É bom ter esse reconhecimento e visibilidade, sabendo, no entanto, que tal não é suficiente.
A criação de novas iniciativas empreendedoras tem um impacto direto na criatividade, inovação e capacidade competitiva da economia portuguesa, sendo por isso elemento essencial para manter um impulso no crescimento das nossas exportações.
Qualquer nova iniciativa empresarial, quando nasce, nasce no mercado global. Assim, precisamos, cada vez mais, de referências mundiais de sucesso, de acesso a capital e a financiamento global e transfronteiriço. Precisamos não apenas de apoio público, mas também de um crescimento do empreendedorismo corporativo. Precisamos de continuar a apostar na inovação empresarial e na colaboração entre empresas e centros de saber. Precisamos de recursos humanos qualificados e de competências adequados para sustentar um crescimento exponencial da atividade empreendedora. Precisamos de uma rede de empreendedores que se autoalimente.
Precisamos, por isso, de aprofundar todas estas condições de sucesso, em rede, para colocar Portugal no radar do empreendedorismo.

Uma Parceria para o Progresso

A Pfizer Oncology assumiu o compromisso de desempenhar um papel no desenvolvimento de novos medicamentos que possam trazer um valor real e que façam a diferença, quer para os profissionais de saúde quer para os doentes. A Pfizer entrou na Oncologia há mais de uma década, nas áreas do cancro da mama e cancro colorectal. Desde então, a investigação médica progrediu e permitiu-nos um maior conhecimento da doença oncológica. Eu acredito fortemente que apenas com parcerias a vários níveis, os novos medicamentos podem realmente fazer a diferença. O que quero eu dizer com isto? Os nossos esforços em investigação e desenvolvimento estendem-se para além dos nossos laboratórios e incluem instituições governamentais e não-governamentais, médicos e parceiros da indústria farmacêutica.
Sei como é essencial trabalhar em conjunto com os profissionais de saúde., São eles que enfrentam a doença, doente a doente, e que compreendem a realidade médica. A colaboração com associações de doentes é também fundamental para entender o que realmente é importante para os doentes e como podem gerir o equilíbrio entre o tratamento e a vida quotidiana.
Procuramos ainda, em conjunto com os decisores em Saúde, encontrar formas de garantir que os medicamentos são comparticipados e que os doentes tenham acesso ao tratamento mais adequado. No passado, enquanto empresa farmacêutica, pensávamos que o nosso papel era apenas desenvolver e disponibilizar novas terapêuticas e que todos ficariam felizes com isso. Agora vemos que é essencial construir fortes colaborações na oncologia e participar na discussão global.
Em adição ao nosso atual portfolio na oncologia, o nosso pipeline inclui diversas moléculas promissoras.
Acima de tudo, o que importa são os doentes e proporcionar-lhes a melhor resposta possível para enfrentarem a sua doença.

Pfizer Oncology
O nosso percurso na oncologia

O objetivo da Pfizer é desenvolver terapêuticas inovadoras que melhorem e prolonguem a vida dos doentes.
Em 2014, mais de nove mil doentes com cancro do pulmão e oitenta mil doentes com cancro do rim foram tratados com os nossos medicamentos. A aprovação nos E.U.A. de um novo medicamento para o cancro da mama, o primeiro novo tratamento neste tipo de tumor na última década, é um outro exemplo de como o nosso portfolio de medicamentos inovadores tem um impacto positivo na vida das pessoas afetadas por diferentes tipos de cancro.
Atualmente, a Pfizer Oncology está centrada em quatro áreas terapêuticas – o nosso pipeline oferece novas oportunidades

Unidades de Negócio
Lung- Pulmão
Breast- Mama
Kidney- Rim
Hematology- Hematologia

– A Pfizer assume o compromisso de descobrir, investigar e desenvolver soluções de tratamento inovadoras para melhorar o tratamento do cancro a nível mundial.
Em muitos países, o cancro é a segunda causa de morte, a seguir à doença cardiovascular. Contudo, nalguns dos países mais desenvolvidos, o cancro converteu-se já na primeira causa de morte.
A Pfizer está apostada em contribuir para a cura ou controlo do cancro através da descoberta e desenvolvimento de medicamentos inovadores, e trabalhando em conjunto com os médicos e doentes no sentido de proporcionar o tratamento certo no momento certo, a cada doente. Atualmente, a Pfizer destina aproximadamente 20% do seu orçamento de investigação e desenvolvimento ao tratamento do cancro, tendo mais de 200 projetos em curso.
A Pfizer está fortemente determinada em melhorar o nível de tratamento de todos os tipos de cancro, encontrar novas terapêuticas para necessidades não satisfeitas, prosseguir a investigação de terapêuticas adjuvantes inovadoras (em que os tratamentos possam representar a cura dos doentes de cancro) e utilizar a medicina translacional para identificar opções de tratamento personalizado.
Os investigadores da Pfizer estão a investigar tratamentos que incidam em alvos específicos que são determinantes para o crescimento do tumor e que melhorem a sobrevida e a qualidade de vida do doente. A abordagem da Pfizer na luta contra o cancro foca-se em quatro métodos diferentes de tratamento:
• Inibição da angiogénese: bloqueando o crescimento dos vasos sanguíneos que “alimentam” os tecidos cancerosos
• Imunoterapia: estimulação do resposta imunológica do organismo para ajudá-lo a combater o cancro
• Inibição da transdução de sinais: interrompendo os sinais anormais nas células cancerosas
• Potenciadores/citotóxicos: explorando os defeitos das células cancerígenas e evitando a sua reparação e reprodução.
Para além de medicamentos atualmente em comercialização e indicados no tratamento de vários tipos de cancro (carcinoma renal, cancro da mama, tumores gastrointestinais ), a Pfizer tem vários medicamentos em ensaio clínico para o tratamento de diversos tipos de cancro, incluindo o da mama, colo-retal, sarcoma de Ewing, cancro do estômago, da cabeça e pescoço, hepatocelular, glioblastoma multiforme, cancro do pulmão, mieloma múltiplo, melanoma, cancro pancreático, da próstata, das células renais e da tiroide.

Inovação e ponderação no acesso ao Portugal 2020

José Carmo

“Uma ferramenta fundamental”. É assim que, por diversas vezes ao longo da conversa com a Revista Pontos de Vista, José Carmo caracteriza os fundos comunitários do Portugal 2020. O motivo? O seu enfoque na “competitividade e internacionalização”, cruciais para a nossa economia e para o desenvolvimento do tecido empresarial, assume. Porque “uma das formas de ultrapassarmos muitos dos défices que a nossa economia tem, nomeadamente de competitividade, é precisamente através da internacionalização e exportação”. E aqui o sócio da Carmo & Cerqueira aplaude a resiliência e capacidade de adaptação dos empresários portugueses que, através de investimento próprio ou com apoios comunitários, conseguiram ‘remar contra a maré’ e criar ferramentas de sustentabilidade empresarial. A exportação tem sido um aspeto de grande relevância para o mercado português, nomeadamente quando falamos sobre a diversidade de países que os empresários nacionais conseguiram atingir. Atualmente, “30% das nossas exportações são já para mercados diferentes dos tradicionais e além-Europa”. “Se é verdade que a Europa passou por um período complicado de crise, também é verdade que outros mercados estavam a expandir naquele momento”. E neste sentido, a exportação foi um passo inteligente e a prova de que devemos, sim, investir e desenvolver projetos, desde que saibamos o produto e o mercado que pretendemos alcançar. José Carmo assegura que não existe um momento definido no tempo para o investimento e apoia as empresas que pretendem continuar a beneficiar dos apoios que lhes são facultados, nomeadamente do Portugal 2020. Desde que haja projetos com qualidade e exequíveis, há que ser empreendedor. E aqui entra a questão da competitividade saudável, mas inteligente. Este programa europeu valoriza a inovação dos projetos candidatos aos fundos comunitários, procurando selecionar aqueles que se mostrem “diferenciadores e que, efetivamente, acrescentem valor”. E isso não significa que deva ser obrigatoriamente um produto ou serviço totalmente novo. O também Revisor Oficial de Contas da Carmo & Cerqueira explica que a “inovação não vem apenas da investigação e desenvolvimento”, pode surgir de um produto já existente, que, combinado com outro produto, resulte em “algo novo, interessante e útil para as pessoas”.
Neste sentido, José Carmo pede ponderação no momento da candidatura de projetos que devem ser inovadores, mensuráveis e realizáveis.
Mas o Portugal 2020 não se baseia ‘apenas’ nestes pontos. O sócio da Carmo & Cerqueira afirma que existem ainda “três aspetos essenciais”, que se tornam importantes no desenvolvimento económico e empresarial. Em primeiro lugar, refere “o crescimento inteligente”, um requisito do programa comunitário, que reforça aquilo que é “a interação entre os agentes, quer de investigação e desenvolvimento, quer da inovação”. Esta questão permite a aplicação destes mecanismos nas empresas, aumentando o valor acrescentado dos produtos. Deste modo, as empresas e os seus projetos tornam-se distintos pelas suas mais-valias e pela qualidade e não apenas pelo preço, algo fundamental “para a economia portuguesa e para a competitividade das empresas nacionais”. José Carmo refere que, no passado, este era um problema comum, que tornava os nossos produtos facilmente imitáveis; com esta alteração no valor acrescentado dos produtos, as empresas portuguesas estarão ao nível da economia global e poderão competir com empresas internacionais.
O segundo aspeto referido pelo nosso entrevistado baseia-se no crescimento sustentável fomentado pelo Portugal 2020, através da diminuição das assimetrias regionais. “As regiões de convergência – Norte, Centro e Alentejo – abarcam cerca de 90% do valor dos fundos e foram estas regiões que tiveram uma maior dotação com o reforço superior a 25% em cada uma das zonas. Portanto, tal permite um crescimento mais inclusivo”, explica.
A terceira questão deste regime está relacionada com a utilização eficiente dos recursos, do ambiente e da energia, que permitirá ganhos de eficiência e, consequentemente, menores custos para as empresas.
Estes três domínios serão, assim, fundamentais, uma vez que “com novos investimentos, com produtos de melhor qualidade e com melhor formação – uma vez que o Portugal 2020 também aposta na importância dos recursos humanos – vamos ter mais e melhor emprego e mais valor acrescentado nos nossos produtos”. Com estas alterações económicas, sociedade e empresas saem beneficiadas, defende José Carmo.

Mitos e verdades sobre o Portugal 2020

Ser empreendedor é correr riscos, mas também é investir e promover o desenvolvimento empresarial, a criação de novos projetos e de mais-valias para as empresas e para a economia. Neste contexto, este programa europeu é um instrumento de grande importância para aqueles que tomam a decisão de se candidatarem. Quando destinados a projetos bem estruturados, os apoios comunitários podem constituir uma enorme valia no desenvolvimento e crescimento das empresas.
Contudo, há que ter ponderação e, acima de tudo, consciência de que estes fundos estão destinados a projetos que devem trazer resultados claros e visíveis e que requerem investimento dos empresários. José Carmo ressalva que “há uma parte que é financiada, porém, há outra que tem que ser suportada pela própria empresa”. Por esse motivo, Manuel Castro Almeida, anterior Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, afirmou, aquando da apresentação do programa operacional regional Norte 2020, que “quem olhar para os fundos como uma forma de enriquecer vai ter mais dificuldades”. O sócio da Carmo & Cerqueira explica que, no anterior QREN, “o enfoque era na despesa”, o que facilitava a realização dos objectivos de modo a obter o prémio, ou, se preferirmos o acesso à componente não reembolsável do incentivo. No âmbito do Portugal 2020, o foco está nos resultados, tornando-se mais difícil essa realização e a existência de momentos de fraude. “As pessoas devem olhar para os fundos como um mecanismo de financiamento ao investimento e não como uma forma de financiar a atividade corrente”, aconselha José Carmo. Por outro lado, explica que as palavras de Castro Almeida se referiam também, em parte, a empresários que procuram os fundos de programas comunitários como uma forma de financiamento de tesouraria, possibilitando a resolução de problemas momentâneos. Contudo, este acesso ao programa por motivos que não o investimento e financiamento de novos projetos acabará por ter um reflexo visível, no momento da avaliação dos resultados, e trará um único destino às empresas: a devolução dos fundos. Por isso, o objetivo deve ser o do desenvolvimento empresarial, baseado em resultados exequíveis e objectivos realizáveis.
Uma outra questão que assombra o Portugal 2020 está relacionada com o acesso tardio ao financiamento. José Carmo assume compreender essa crítica feita ao programa, mas – e de acordo com o seu conhecimento baseado nas empresas que se candidataram apoiadas pela Carmo & Cerqueira – o entrevistado da Revista Pontos de Vista garante que, para quem pretende investir, existem fundos e os pagamentos são relativamente céleres. O que em sua opinião provocou na realidade algumas críticas foi o período de transição entre o antigo QREN e o atual regime, “demasiado extenso”, e que obrigou alguns empresários a tomarem a decisão de avançarem com projetos através de fundos próprios ou de outras linhas de financiamento.
Atualmente, e após o boom inicial, em que se candidataram todos os projetos que aguardavam a abertura do Portugal 2020, acredita que haverá uma tendência de estabilização. Deste modo, as empresas que proponham, a partir de agora, projetos empreendedores e inovadores terão um período de espera que não ultrapassará os três meses, afiança José Carmo. Após um período de avaliação, as empresas terão acesso aos incentivos, que poderão ser entregues a título de adiantamento, até 50% do valor total, ou financiadas à medida que as despesas forem apresentadas pelos empresários.
Neste contexto, o sócio da Carmo & Cerqueira informa que é possível submeter candidaturas até 2020 e que anualmente existirão dois a três avisos de abertura destinados à submissão de candidaturas. “São quase 3,5 mil milhões de euros por ano, pelo que há espaço para grande parte dos projetos que tenham efetivamente valor”, garante.

Papel da Carmo & Cerqueira

Enquanto empresa dedicada à realização de Auditorias, Consultoria Fiscal e Consultoria de Gestão, a Carmo & Cerqueira pretende eliminar a imagem tradicional que é associada ao Revisor Oficial de Contas, mostrando que este pode ser um órgão social que “para além de acompanhar a atividade da empresa, também lhe acrescenta valor”. José Carmo esclarece que a equipa não se cinge à mera certificação de contas. Pretendem “identificar determinados procedimentos que possam ser melhorados e que acrescentam valor ao cliente”.
Por outro lado, têm como objetivo apoiar as empresas no seu crescimento enquanto entidades empreendedoras. Mais do que empenho em apostar em novos projetos, é necessário que as empresas estejam preparadas para se enquadrar nos requisitos dos quadros comunitários e de qualquer investidor externo à empresa. É necessário que as entidades estejam capacitadas para dar informações específicas sobre a sua estrutura interna aos potenciais investidores. Contudo, o que muitas vezes acontece é que não existe um acesso fácil a esses dados. A Carmo & Cerqueira, neste contexto, fornece instrumentos que beneficiem a gestão diária das empresas e promovam a fácil identificação e apresentação desta informação.
Este apoio é dado não apenas a empresas candidatas ao programa Portugal 2020, mas também no âmbito de outros financiamentos, públicos ou privados. “A nossa colaboração passa pela preparação de todas as formalidades, seja ao nível da elaboração dos textos de candidatura dos projetos, seja ao nível da elaboração das projeções realistas, seja na definição das metas quantificáveis e alcançáveis para a empresa, de modo a que esta na corra o risco de ter de devolver os fundos”, explica José Carmo.
Por outro lado, a Carmo & Cerqueira apoia as empresas na dispersão do capital, nomeadamente através da emissão de ações ou obrigações e na procura de parceiros que possibilitem o crescimento da empresa. Neste aspeto, o Revisor Oficial de Contas afirma que ainda existe alguma resistência, uma vez que os empresários ainda não veem com bons olhos a entrada de novos parceiros nas suas organizações. Contudo acredita que será possível ajudar “neste processo de transição e criar uma economia mais moderna e aberta”.

***De modo a continuar a apoiar as empresas da melhor forma possível, a Carmo & Cerqueira está a concluir o desenvolvimento uma ferramenta de apoio às PME, que permita simplificar os procedimentos que estas têm associados à contabilidade, fornecendo-lhes um report simplificado que possibilite o fácil controlo de margens, despesas e lucros, bem como a fácil apresentação das suas contas. Este último aspeto é crucial no sentido de permitir que novos investidores conheçam a empresa e apostam, de forma segura, no seu desenvolvimento.

COHiTEC: uma solução “do laboratório até ao mercado”

Pedro Vilarinho

Em Portugal, que principais lacunas o Programa COHiTEC tem procurado e conseguido colmatar?
O Programa COHiTEC foca-se na formação em comercialização de projetos de base tecnológica, em particular nas áreas da biotecnologia, ciências da vida, energias limpas e tecnologias industriais. As principais lacunas que o COHiTEC tem conseguido colmatar prendem-se com o apoio a projetos high-tech/high-growth cuja propriedade intelectual pode ser protegida e o envolvimento dos investigadores que desenvolveram a tecnologia no projeto empresarial.

Acredita que o COHiTEC se distingue com clareza de outros aceleradores de empresas que existem atualmente em Portugal. Quais são os principais requisitos para ser escolhido para participar no programa?
Sim. A maior parte dos aceleradores foca-se no apoio a projetos em que a tecnologia somente serve de suporte, estando a novidade no modelo de negócios (este é o caso de praticamente todos os projetos nas áreas de Web & Mobile). O COHiTEC foca-se em projetos nos quais o elemento diferenciador é a tecnologia, que foi gerada a partir de investigação científica, muitas vezes levada a cabo ao longo de vários anos, e na qual assentará a vantagem competitiva da startup.
As candidaturas ao COHiTEC estão abertas até 15 de janeiro em www.cohitec.com. Podem candidatar-se investigadores ou tecnólogos que proponham uma tecnologia com características únicas. Os participantes têm que ter disponibilidade para, durante quatro meses, frequentar a ação de formação, que decorre simultaneamente na tarde de terça-feira na Porto Business School e na de quinta-feira na Nova School of Business and Economics em Lisboa.

Ano após ano são feitas melhorias no programa. Como vê a evolução do COHiTEC nas últimas edições? Que parâmetros ainda são necessários aprimorar?
Anualmente, no final do Programa COHiTEC, a equipa da COTEC reúne com os participantes (investigadores, estudantes de gestão e mentores) para obter feedback, do qual resultam melhorias na edição seguinte. Atualmente, estamos a proceder a uma revisão aprofundada da metodologia com o apoio de um consultor externo, mas podemos adiantar que uma das áreas em que se irá operar maior transformação é a que tem a ver com os contactos com potenciais stakeholders que cada equipa tem que realizar.

Valorizam uma estreita colaboração entre o mundo empresarial e o académico. Os investigadores estão cada vez mais conscientes e têm uma melhor perceção do conceito de comercialização de tecnologias?
Sim. Como se pode constatar nas conferências plenárias de grandes congressos internacionais, a presença de antigos investigadores que se tornaram empresários é cada vez mais comum, o que denota uma valorização deste tipo de atividade. Infelizmente, em Portugal a criação de empresas por investigadores ainda não é suficientemente valorizada em termos de progressão na carreira.

Portugal é já considerado um dos países europeus com maior taxa de empreendedorismo jovem. No entanto o que continua a impedir que excelentes ideias de negócio se repliquem e se tornem negócios de sucesso?
Na área particular em que o COHiTEC se insere, o rollout de um projeto pode levar cinco anos. Assim, como somente agora se começou a valorizar o empreendedorismo de base tecnológica, estimamos que ainda sejam necessários alguns anos para começarmos a adquirir escala e a testemunhar um crescimento do número de casos de sucesso.

Acredita que a ciência realizada em Portugal tem qualidade e potencial comercial. Contudo, continua a defender que ainda existem reticências à criação de empresas de base tecnológica no nosso país?
Em Portugal, as reticências à criação deste tipo de empresas prendem-se sobretudo com três fatores: a falta de alinhamento entre os incentivos das carreiras académica e de investigação e a comercialização de tecnologias, a escassez de financiamento para a fase que medeia a investigação aplicada e o desenvolvimento de um protótipo (ou prova de conceito) e uma mentalidade de penalização do falhanço que desincentiva o aparecimento de mais projetos empreendedores.

Para o futuro, o que se pode continuar a esperar do Programa COHiTEC como instrumento auxiliador numa fase embrionário de uma ideia de negócio?
O COHiTEC irá manter o modelo de formação atualmente existente, reforçando-o no sentido de, no tempo disponível, aprofundar cada vez mais as propostas de negócio apresentadas pelos participantes. O apoio às equipas na fase seguinte, até à entrada de investidores, será fortalecido no sentido de afirmar cada vez mais o COHiTEC como uma solução “do laboratório até ao mercado”.

“O outsourcing revelou ser um instrumento importante de modernização e dinamização das empresas”

Natacha Santos Franco

Enquanto consultora independente, a TeSera promove uma melhor gestão e organização nas empresas da área da saúde pública. Por se dedicar a este setor específico, é altamente qualificada, mostrando-se como um parceiro de excelência. Qual a caraterística que melhor define o serviço TeSera?
Aquilo que distingue a TeSera é, sem dúvida, o seu know-how na contratação pública, especializado no setor da saúde, o que lhe permite assessorar rapidamente as empresas com que trabalha, estabelecendo mais verdadeiras parcerias win to win.

Os vossos serviços oferecem um acompanhamento total no âmbito da gestão da contratação pública, sendo especializados em áreas como auditoria e a assessoria jurídica. O que podemos esperar destes diferentes setores de atuação?
Colocamos a nossa experiência na contratação pública à disposição do cliente, esforçando-nos por simplificar as tarefas do dia-a-dia, através de ferramentas como a avaliação dos processos internos da empresa, externalização total ou pontual da gestão dos concursos públicos ou até mesmo a certificação legal de um documento urgente à apresentação de uma proposta.

Apesar da gama alargada de serviços, a externalização de recursos humanos às empresas farmacêuticas e distribuidoras de dispositivos médicos é o que melhor vos carateriza. O que podemos esperar nesta vertente da vossa marca?
O outsourcing na contratação pública é, sem dúvida, um dos nossos serviços mais procurados, no qual os clientes beneficiam não só dos nossos recursos, mas também da assessoria jurídica especializada. Outro ponto a destacar é o facto de sermos uma empresa com uma estrutura muito flexível e dinâmica, a qual facilmente se ajusta às necessidades concretas do cliente.

Com base neste conjunto de serviços que a TeSera presta aos seus parceiros, de que forma as empresas com que trabalham saem valorizadas com o vosso apoio e gestão?
Numa só palavra: segurança. Ao trabalhar connosco, os nossos parceiros sentem-se apoiados em todos os passos atinentes à celebração de um contrato com o Estado, os quais não poucas vezes impactam nos resultados financeiros da empresa em milhões de euros.

A terceirização de departamentos e funções para outros organismos é um conceito cada vez mais procurado pelo tecido empresarial. Como vê a recetividade do mercado português a esta ferramenta?
O outsourcing revelou ser um instrumento importante de modernização e dinamização das empresas, deixando-as livres para se dedicarem ao seu negócio, confiando ao mesmo tempo na descentralização de certas atividades em especialistas como a TeSera. Em larga medida, o outsourcing tem constituído a chave do sucesso de muitas empresas, sendo que em Portugal cada vez mais são aquelas que aderem e recomendam o modelo.

Atualmente atuam junto de empresas sediadas em Portugal e Espanha. Num futuro próximo, poderemos ver a marca TeSera alargada a outros países? Que outros objetivos têm já definidos para 2016?
O ano de 2016 será o ano da consolidação da marca TeSera no mercado português, através de iniciativas várias como sejam os seminários, participação em grupos de trabalho de regulação do setor e ações de formação. Vários clientes já nos têm incitado a expandir-nos mais além do mercado Ibéria pelo que é, sem dúvida, um dos nossos projetos de futuro.

3D na vanguarda da tecnologia empresarial

Carlos Moreira

A ISICOM surgiu em 1992 e desde então tem vindo a desenvolver a sua atividade no contexto da tecnologia de ponta. Por este motivo, atualmente, conta com três empresas distintas, que permitem à marca continuar na vanguarda deste setor. Como definem, neste contexto, a ISICOM e a sua capacidade de evoluir e acompanhar os desafios tecnológicos?
Os recursos humanos são a principal aposta da ISICOM. A equipa, maioritariamente com formação superior, apesar da juventude apresentada, integra já uma experiência e know-how significativos. Este ano, renovámos a nossa imagem, que já apresentámos em vários eventos, a par da presença na WEB, através dos diversos canais que esta suporta. É também por esta via que pretendemos demonstrar que estamos preparados para os novos desafios que se anteveem.

No âmbito dos vossos produtos, oferecem um conjunto de softwares – dentro dos softwares PHC e Solidworks -, que se adequam a diferentes setores de atividade e dimensões empresariais. O que podemos esperar destes produtos? Que mais-valias trazem ao tecido empresarial português?
Os diferentes produtos que constituem o portfólio da ISICOM integram os mais recentes desenvolvimentos nas áreas respetivas, sendo líderes mundiais. Agregam os mais recentes avanços nas mais variadas áreas, permitindo suporte eficaz e eficiente à internacionalização.

Na área da engenharia e automação, a ISICOM tem maquinação de alta qualidade e eficiência, que promove um desenvolvimento mais célere e eficaz às empresas que vos procuram. Que setores de atividade mais procuram este vosso serviço? Qual tem sido o feedback por parte dos vossos clientes?
A indústria portuguesa tem noção clara da importância de se manter competitiva, só assim conseguindo aumentar cotas de mercado. A indústria de moldes, com quem temos uma ligação de décadas, já há muito se globalizou. Portugal só consegue competir se as suas empresas nas mais diversas áreas integrarem tecnologias que permitam acelerar processos e produzir produtos mais evoluídos e com melhor qualidade. É aqui que entra a ISICOM, fornecendo as soluções que permitem atingir esses objetivos. Exemplo disso é a utilização crescente de tecnologias de maquinagem de alto rendimento e eficiência. A ISICOM dispõe, nesta área da tecnologia líder mundial, o SolidCAM iMachining, que está a revolucionar a forma como se faz a maquinagem por arranque de apara. Este tipo de tecnologias está presente num cada vez maior número de áreas, não sendo exclusivo desta ou daquela indústria. A ligação de empresas portuguesas ao desenvolvimento de soluções em áreas como a aeronáutica, automóvel, medicina, design, etc, entre as quais se incluem clientes nossos, são o feedback de que necessitamos para acreditar nas soluções que oferecemos e continuamente melhoramos.

Não é possível falar de tecnologia e evolução sem abordar o tema do 3D. Neste campo, a ISICOM destaca-se também pela excelência e qualidade. Que importância tem esta área para a vossa empresa? Qual tem sido o vosso papel no sentido de desenvolver e aperfeiçoar esta vertente tecnológica?
Assistimos ao advento da massificação da customização. Cada vez mais se vão individualizar os bens de consumo, concebendo-os à medida de cada um. É a impressão 3D que lhe dá suporte, permitindo executar qualquer ideia, sem restrições. Tal como nas outras áreas, a ISICOM está ligada ao maior player mundial de impressoras 3D, a 3D Systems, preparando-se, assim, para acompanhar esta revolução. A ISICOM realiza anualmente inúmeras ações em Portugal e Espanha, em parceria com entidades relacionadas com o Ensino Superior, Politécnico e Profissional, de forma a divulgar esta tecnologia.

Neste contexto, a ISICOM apresenta um conjunto de equipamentos em 3D, nomeadamente impressoras e scanners 3D e a Touch 3D Stylus. Como definem cada um destes segmentos? Que benefícios trazem às empresas, no sentido de as tornarem inovadoras e mais produtivas?
Podemos partir de uma ideia nova ou desenvolver um conceito já existente. Depois de modelada a ideia, resta imprimi-la e, se necessário, conclui-la com os mais diversos processos, embora a evolução da impressão 3D permita resultados cada vez mais próximos do produto final.
Modelar significa isso mesmo e por diversos meios, ou seja, com recurso a um software de modelação (GEOMAGIC), capturando através de um scanner 3D (SENSE, CAPTURE) ou ainda, o que torna a tecnologia inclusiva, com recurso a um equipamento que permite aos artesãos digitalizar em 3D a sua arte (Touch 3D Stylus). Como se pode verificar, estes três segmentos são etapas de um processo com vista à concretização de uma ideia. A flexibilidade inerente a esta tecnologia dota as empresas da capacidade de responderem com sucesso às mais diversas solicitações, em tempo útil e a custos competitivos.

A economia das empresas e nomeadamente da indústria será valorizada e sentirá um boom significativo com a utilização cada vez mais constante destes meios tecnológicos?
Sem dúvida! Como disse anteriormente, já está em curso a massificação da customização e só quem se dotar desta tecnologia vai poder responder às necessidades do mercado. É gratificante perceber que há muito que o tecido empresarial português, bem como a área da investigação associada ou não ao ensino, estão atentas às cada vez maiores potencialidades da impressão 3D, bem como das áreas afins.

Como veem o futuro no contexto da tecnologia de ponta? Enquanto ISICOM, de que modo acompanharão esta evolução?
A investigação portuguesa é cada vez mais conceituada globalmente. Existem investigadores portugueses premiados espalhados pelo globo, o que é motivo de grande orgulho. Assiste-se em Portugal a uma maior cooperação e proximidade entre o ensino, a investigação e o tecido empresarial. Com a nossa dimensão e a importância que as exportações têm para a nossa economia, só conseguiremos exportar mais se acrescentarmos valor aos nossos produtos. Já temos um longo percurso de cooperação com o ensino e as empresas, que pretendemos manter e fortalecer a par do desenvolvimento de produtos inovadores na ISICOM.

Saúde e Inovação, um paralelismo em debate

A sessão de abertura do certame foi marcada pela presença de Luís Portela, Presidente do HCP, do então Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, de Fernando Medina, Presidente da Câmara de Lisboa e de Carlos Neves Martins, Presidente do Centro Académico de Medicina de Lisboa.

Ao longo do dia, e no decorrer de diversas Mesas Redondas, foi possível refletir sobre diversos aspetos de máxima relevância no âmbito da saúde, cujos temas se dividiram entre “A saúde como resposta aos desafios societais”; “A inovação e a cooperação como fatores críticos de sucesso para o setor de saúde”; e a “Cooperação institucional na investigação clínica”, entre outros debates.

Neste sentido, foi possível ouvir nomes de reconhecido valor no contexto empresarial e de saúde, como António Portela, CEO da Bial, Manuel Villaverde Cabral, Investigador Emérito do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Dirk Vander Mijnsbrugge, Senior Regional Medical Affairs Director Europe da Pfizer Global Innovative Pharma.

À Revista Pontos de Vista, Joaquim Cunha, Diretor Executivo do HCP, referiu a importância da Conferência, visto que “uma vez mais, foi possível reunir um conjunto de destacadas personalidades e entidades para uma reflexão conjunta sobre temas de grande pertinência para o setor da saúde em Portugal”. Neste sentido, o balanço é “muito positivo”, já que “dos debates saiu reforçada a perceção do quanto a saúde contribui para o desenvolvimento económico e social do nosso país”. E continua, afirmando que se abriram “igualmente perspetivas para o reforço deste papel no futuro, por via de uma cada vez maior aposta na inovação, na especialização, na internacionalização e na cooperação entre todos os agentes da cadeia de valor”.

Em paralelo com a Conferência, foi ainda possível visitar o Mercado de Inovação Aberta em Saúde, realizado numa parceria conjunta entre o HCP, a Câmara Municipal de Lisboa, a Agência Nacional de Inovação e a Enterprise Europe Network. Este evento contou com a presença de mais de trinta entidades, entre instituições de I&D, hospitais, empresas e agências públicas.

O mercado permitiu assim mostrar o que de melhor se faz em território nacional na saúde no âmbito da Investigação, Desenvolvimento e Inovação. Por outro lado, este evento foi ainda importante no sentido de permitir a interação entre universitários, hospitais e indústria médica. Deste modo, é importante referir o “Espaço ANI – Rede EEN”, que permitiu a realização de 220 reuniões one-to-one, onde participaram 130 pessoas.

Dividido entre diferentes áreas, o mercado pôde dar a conhecer o tecido empresarial, novas tecnologias e serviços e programas de inovação.

Este lado mais empresarial do dia foi também “um sucesso”, segundo Joaquim Cunha, tendo privilegiado “o estabelecimento de novas parcerias científicas, clínicas, tecnológicas e empresariais”.
Mais de 400 pessoas, entre participantes e visitantes, passaram pela Conferência do HCP e pelo Mercado de Inovação Aberta em Saúde.

Multicare lança seguro de saúde oncológico

É o primeiro Seguro de Saúde Oncológico em Portugal e tem o selo de qualidade Multicare. Este garante a proteção e acesso a cuidados de saúde de referência, mesmo nas situações mais graves. Por cada anuidade, disponibiliza uma cobertura específica com um milhão de euros de capital e, se o contrato vigorar por um período superior a um ano, o respetivo capital máximo para a totalidade do período de vigência do contrato passa a ser de dois milhões. Tudo isto para que o cliente tenha o melhor acompanhamento no tratamento e na recuperação.

Sem Limite de Permanência
Garantir a proteção das pessoas e a sua qualidade de vida é a missão da Multicare. O Seguro de Saúde Oncológico Multicare é a solução para assegurar o melhor tratamento, mesmo em caso de doença oncológica. Pode subscrever o seguro se tiver menos de 60 anos e não há idade limite para a permanência. Para além disso, pode usufruir de descontos no prémio comercial de acordo com o número de pessoas por apólice: 10% para 2 pessoas, 15% para 3 e 20% para 4 ou mais.

Cuidados para mais casos de sucesso
A Multicare sabe que o número de pessoas com doença oncológica aumenta todos os dias. No entanto, graças ao desenvolvimento da medicina e ao diagnóstico atempado, há cada vez mais curas. Igualmente, a melhoria da qualidade de vida das pessoas a quem é diagnosticada uma doença desta natureza verifica-se cada vez mais frequentemente, sobretudo quando os cuidados médicos são de excelência.

A maior rede médica do país
O Seguro de Saúde Oncológico Multicare disponibiliza o acesso a uma rede médica de equipamentos e tecnologia de topo para um adequado diagnóstico e acompanhamento em todo o tratamento oncológico junto de uma rede de prestadores de referência – CUF; Fundação Champalimaud; Hospital da Luz; Lusíadas Saúde.

Medicina Preventiva (Check-up)
O Seguro de Saúde Oncológico prevê a realização de exames de saúde periódicos, que permitem o rastreio e diagnóstico precoce.

Serviço de Apoio Oncológico
A Multicare não o deixa sozinho! Com esta cobertura o cliente passa a ter apoio para as questões que não envolvem a intervenção de foro clínico, como por exemplo:
• Correta utilização do seguro;
• Esclarecimento sobre a Rede Médica disponível;
• Organização e marcação de serviços de apoio doméstico e de acompanhamento durante o período de convalescença pós-internamento hospitalar e no acesso a cuidados de saúde em regime de ambulatório – marcação de consultas, exames auxiliares de diagnóstico, tratamentos…

Segunda opinião médica
Acesso ao serviço de Segunda Opinião através de uma rede médica internacional que analisa a condição clínica da pessoa e elabora um relatório médico com indicação dos cuidados mais adequados.

Internamento hospitalar e ambulatório
Mesmo em situações não relacionadas com a doença oncológica, este seguro garante o pagamento de despesas de internamento hospitalar e em regime ambulatório até ao limite do capital de 500 mil euros para Internamento Hospitalar e dez mil para Consultas/ Exames/ Tratamentos,por anuidade e pessoa segura. É possível aumentar o nível de proteção do seguro, contratando coberturas opcionais, tais como Estomatologia, Próteses e Ortóteses, Medicamentos e Terapêuticas Não Convencionais.

Cuidados que fazem a diferença
No Seguro de Saúde Oncológico da Multicare, a cobertura específica de Oncologia não tem franquias ou copagamentos e garante o pagamento das despesas efetuadas com:
» Tratamentos de quimioterapia, radioterapia e transplante de células estaminais e de medula;
» Internamento;
» Consultas e tratamentos domiciliários;
» Consultas de nutrição;
» Consultas de psiquiatria e/ou psicologia;
» Medicina física e de reabilitação;
» Consultas de naturopatia, osteopatia e acupuntura;
» Internamento em unidades de cuidados continuados;
» Consultas e exames de monitorização.

Exercício ao ar livre: a saúde agradece

Ricardo Sousa

Hoje já não há desculpas para não fazer exercício físico. De uma simples caminhada a uma corrida mais intensiva, o desporto ao ar livre tem conquistado um número crescente de adeptos. Na sua opinião, quais são as principais vantagens do desporto ao ar livre que não se encontram, por exemplo, num ginásio?
A prática regular de atividade física tem benefícios inegáveis. Para além de contribuir para a boa saúde física, favorece também a saúde mental reduzindo de forma significativa os níveis de stress, ansiedade ou depressão. Neste contexto, a prática de exercício ao ar livre é ainda mais benéfica pois é também um facto reconhecido que a exposição a ambientes naturais contribui para uma sensação de bem-estar e satisfação. Este facto pode justificar a maior adesão ao treino ao ar livre.

Segundo alguns especialistas, há vários elementos que não são conseguidos num treino de rua, nomeadamente o reforço muscular e articular e a prevenção de lesões. Concorda?
O treino de rua não é, geralmente, acompanhado ou monitorizado e pode por isso tornar-se mais generalista ou ser mal executado. Contudo, um praticante que conheça os exercícios específicos para determinado objetivo, como o reforço muscular, e saiba como executá-los corretamente não correrá esses riscos, dentro ou fora de portas.

Assim sendo, antes de avançar com determinação para um “treino outdoor”, que conselhos importa deixar? Que cuidados se devem adotar de antemão?
Na literatura anglo-saxónica existe uma expressão curiosa que define um grupo de pessoas em alto risco para vários tipos de lesão, os “weekend warriors”. Esta traduz uma tendência que algumas pessoas têm de se lançar em aventuras desportivas sem estarem devidamente preparadas ou treinadas para tal. É fundamental que qualquer atividade desportiva seja iniciada considerando a condição física prévia de cada um e vá aumentando de forma progressiva com o tempo e de acordo com o nível de condicionamento adquirido.

Para prevenir as tradicionais lesões ao nível dos tornozelos, dos joelhos, pés, pulsos e zona lombar, que medidas devem ser adotadas? Há um tipo de aquecimento específico para cada modalidade?
Naturalmente, cada tipo de atividade desportiva tem as suas especificidades e não é possível explaná-las a todas de forma exaustiva. De todo o modo existem alguns conselhos gerais que devem ser considerados para prevenir lesões. O primeiro é respeitar as regras de segurança de cada desporto. Igualmente importante é usar material desportivo de qualidade e equipamento de proteção individual recomendado (por exemplo capacete de bicicleta).
Um bom aquecimento – adaptado aos grupos musculares e articulações mais solicitados pelo exercício – é fundamental para prevenir lesões, pois aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e melhora a flexibilidade e a capacidade de resposta muscular.

Para que principais sinais se deve estar mais alerta no sentido de não deixar agravar uma lesão que aparentemente seria simples, mas que poderá deixar sequelas graves?
Existem dois tipos principais de lesões associadas ao desporto: trauma e lesão de sobrecarga. O principal sinal de alerta é a dor. Esta não deve ser desvalorizada, principalmente se não melhora e começa até a limitar o desempenho físico. Entre as primeiras são mais comuns as entorses e distensões musculares. As entorses são lesões dos ligamentos que são “esticados” para além do seu limite, podendo rasgar. Embora possam ocorrer em qualquer articulação, são mais frequentes nos tornozelos e nos joelhos. As distensões musculares ocorrem por um mecanismo semelhante nos músculos ou tendões e podem dar-se em qualquer um deles, dependendo do tipo de exercício efetuado.
As lesões de sobrecarga, como o próprio nome indica, ocorrem quando a carga que é aplicada numa determinada articulação é superior àquela que o corpo está preparado para receber e da qual não consegue recuperar completamente antes do treino seguinte. São exemplos típicos as tendinites, a síndrome da banda ileotibial ou a síndrome patelo-femoral no joelho.

Sabendo que cada caso tem as suas particularidades, no encaminhamento para o tratamento mais adequado, que tipo de avaliação é feita?
Embora a avaliação seja individual e dependente da queixa de cada doente, a principal distinção a fazer é entre estes dois grandes grupos de lesões: trauma e lesão de sobrecarga. Se existir um evento traumático, a avaliação consiste em despistar uma eventual lesão estrutural e corrigi-la cirurgicamente, se necessário, ou recuperá-la totalmente antes de retomar o exercício. No caso das lesões de sobrecarga, na maioria das vezes o tratamento consiste na diminuição da intensidade ou interrupção temporária do treino e, sobretudo, na adaptação das condições de treino de modo a prevenir o reaparecimento da dor.

Com o inverno a chegar, também chega a preguiça. Mas hoje é possível seguir um plano completo sem sair de casa, bastando, para isso, ter aplicações no telemóvel que permitem fazer corrida, musculação, ginástica ou outra qualquer modalidade. No entanto, quais são os riscos associados?
As aplicações para telemóveis são excelentes motivadores, mas, mais uma vez, falamos de treinos não monitorizados que podem trazer riscos de lesão, se mal executados. A escolha de aplicações com qualidade reconhecida e o conhecimento da correta execução dos exercícios é da maior importância para quem treina sozinho.

Por insensatez ou por falta de recursos para procurar um especialista, há ainda quem desvalorize lesões provocadas pelo exercício físico?
É essencial não desvalorizar uma lesão desportiva. Se for negligenciada, uma lesão que até poderia ter uma resolução simples e eficaz na sua fase inicial pode tornar-se crónica ou até a impossibilitar o retorno à atividade desportiva. Para além do incómodo no dia a dia, o abandono da prática desportiva regular diminui drasticamente a qualidade de vida de quem está habituado a treinar frequentemente.

Com o frio a chegar, as atenções devem ser redobradas. Um treino sem um aquecimento adequado pode provocar lesões com consequências graves. Para o inverno, que mensagem importa ser deixada?
A principal mensagem a reforçar neste período de Inverno pode ser resumida numa simples frase – “Proteja-se e Aqueça”. Com o frio, os vasos sanguíneos periféricos contraem-se para reduzir a circulação sanguínea periférica e ajudar a conservar a temperatura corporal. Isto reduz significativamente a capacidade muscular aumentando assim o risco de lesões. É muito importante vestir agasalhos adequados e fazer um bom aquecimento. Se estiver pressionado pelo tempo é preferível fazer um bom aquecimento e reduzir ao tempo de exercício do que “saltar” diretamente para a atividade física sem aquecer.

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