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EasyJet faz última viagem para Açores

Pedras Rubras, 15/07/2013- A easyJet a maior rede europeia de transportadora aérea privada inaugurou esta tarde, com a presença da Ministra das Finanças Maria Luis Albuquerque a base operacional, no Aeroporto Internacional do Porto. Aviâo A 320 ( Fernando Pereira / Global Imagens )

último voo será o regresso do voo Lisboa-Ponta Delgada no sábado”, informou hoje fonte da companhia à agência Lusa, adiantando que desde 29 de março de 2015, quando a easyJet começou a operar a rota Lisboa-Ponta Delgada, transportou cerca de 182 mil passageiros.

Em março último, dois anos depois de a companhia ter “aterrado” nos Açores na sequência da liberalização das ligações aéreas entre duas ilhas do arquipélago e o continente português, o diretor da easyJet em Portugal, José Lopes, anunciou que a empresa iria deixar de operar esta rota.

“Vamos deixar cair a rota de Lisboa-Ponta Delgada”, disse José Lopes em conferência de imprensa para anunciar o horário de inverno da easyJet para 2017/2018.

Na ocasião, o responsável da companhia britânica em Portugal explicou que a easyJet não conseguiu entrar naquele mercado “com a oferta mínima de qualidade”.

“Nós não saímos por o tráfego de Ponta Delgada estar a baixar – estava a crescer – mas, na nossa conjuntura, não conseguimos ter a oferta que queríamos, que era, no mínimo, ter dois voos diários. Não tendo essa capacidade preferi retirar e transformar essas rotas em rotas diárias [em outros destinos]”, declarou José Lopes, lembrando que a easyJet lutou três anos pela liberalização daquele mercado.

No entanto, a easyJet decidiu “voltar atrás” e “abandonar a operação para os Açores”, onde tem atualmente quatro voos de ida e volta por semana.

“Isto num momento em que acreditamos que com o aumento da oferta da concorrência não vai haver impacto negativo, nem no mercado, nem nos açorianos”, declarou na conferência de imprensa.

A liberalização das ligações aéreas entre duas ilhas dos Açores — São Miguel e Terceira – e o continente entrou em vigor a 29 de março de 2015, dia em que um voo de uma ‘low cost’, da easyJet, chegou pela primeira vez aos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

A única companhia de baixo custo que continua a voar para São Miguel é a Ryanair, transportadora que, desde dezembro de 2016, passou a operar também para a ilha Terceira.

Açores: Professores manifestam-se à chegada de Marcelo

Os manifestantes, que se apresentaram vestidos de preto, empunhavam uma faixa negra na qual estava inscrito “Somos mais de 3.700 professores prejudicados na RAA [Região Autónoma dos Açores]”.

O chefe de Estado ouviu da parte de um dos manifestantes, António Anacleto, as razões do protesto, prometendo ver o que se trata, mas salientando que esta é uma matéria da competência dos órgãos próprios da Região Autónoma dos Açores.

“Contamos com a vossa ajuda para resolver isto”, disse António Anacleto a Marcelo Rebelo de Sousa, que cumprimentou depois cada uma das pessoas que participava no protesto.

Antes, ao ser convidado a assinar uma petição na sexta-feira na ilha de São Miguel, o chefe de Estado declarou que “recebe petições, não assina petições”.

Na sexta-feira, deu entrada na Assembleia Legislativa Regional uma petição, subscrita por quase quatro mil pessoas, a exigir a regularização da carreira dos professores nos Açores, que terá sido penalizada pelas últimas alterações ao estatuto da carreira docente.

O documento foi entregue à presidente do parlamento açoriano, Ana Luís, por António Anacleto, primeiro subscritor da petição, que pretende “recuperar” três anos da carreira docente, que foram alegadamente esquecidos na última alteração legislativa, prejudicando mais de 3.700 professores da região.

“O objetivo da petição é a introdução da norma transitória que existia no estatuto da carreira docente de 2009, que nos permitia a recuperação de três anos de serviço, num índice que deixou de existir nessa carreira”, porque foi, entretanto, abolida na alteração ao estatuto em 2015, explicou na ocasião António Anacleto.

Hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciou em Santa Maria a visita ao grupo oriental do arquipélago dos Açores, que termina no sábado em São Miguel.

Ophelia desloca-se em direção aos Açores

Segundo um comunicado do Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores, disponibilizado na página do Facebook da delegação regional do IPMA, o ciclone, designação meteorológica que engloba tempestades tropicais e furacões de categorias 1 a 5, “está a deslocar-se para este/nordeste a 13 quilómetros/hora em direção ao arquipélago”.

“De acordo com a previsão, existe uma probabilidade de o ciclone condicionar o estado do tempo no grupo oriental (com vento médio igual ou superior a 65 quilómetros/hora) a partir das 12:00 de sábado que em Santa Maria varia entre 50 a 70% e em São Miguel entre 20 a 30%”, adianta o IPMA.

Assim, prevê-se que a partir daquela hora “ocorra um agravamento do estado do tempo, com precipitação forte e acompanhada de trovoada, vento com rajadas que em São Miguel podem chegar aos 100 quilómetros/hora e em Santa Maria poderão ultrapassar os 100 quilómetros/hora, e ondas que podem atingir os seis metros de altura significativa”, refere o comunicado.

Nos grupos ocidental (ilhas das Flores e do Corvo) e central (Faial, Pico, Terceira, São Jorge e Graciosa), devido a uma superfície frontal fria com atividade moderada a forte, prevê-se precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada, explica o IPMA.

O IPMA emitiu avisos amarelo e laranja para o arquipélago devido à previsão de chuva, vento, trovoada e agitação marítima.

As ilhas de Santa Maria e de São Miguel estão sob aviso laranja para vento e aviso amarelo para agitação marítima a partir das 12:00 de sábado e até às 06:00 de domingo.

O IPMA emitiu ainda um aviso laranja devido à chuva forte prevista entre as 12:00 e as 24:00 de sábado nestas duas ilhas.

Sob aviso laranja para chuva forte estão as cinco ilhas do grupo central entre as 00:00 e as 18:00 de sábado. Neste período vai vigorar ainda um aviso amarelo para trovoada.

Para as Flores e Corvo, até às 18:00 de hoje está prevista trovoada e precipitação forte, pelo que estas duas ilhas estão sob aviso amarelo.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Açores: Tempestade tropical Ophelia subiu à categoria de furacão

Segundo um comunicado na página do Facebook da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), às 21:00 locais de quarta-feira (mais uma em Lisboa), o ciclone tropical Ophelia tinha subido de categoria, “sendo agora classificado como furacão de categoria 1”.

Àquela hora, o centro do furacão Ophelia localizava-se a 1.220 quilómetros a sudoeste dos Açores, tendo-se verificado “um aumento da intensidade do vento nas últimas horas”, com vento médio estimado de 120 quilómetros/hora e rajadas da ordem dos 150 quilómetros/hora.

De acordo com o IPMA, o ciclone tropical (designação meteorológica que engloba tempestades tropicais e furacões de categorias 1 a 5), está a deslocar-se para este a seis quilómetros/hora, “podendo ainda intensificar-se um pouco mais nas próximas horas”.

Prevê-se que a partir de hoje se desloque para nordeste e que às 18:00 “se encontre a aproximadamente 1.100 quilómetros a sudoeste do arquipélago”.

“Para sábado, pela avaliação dos resultados dos diferentes modelos meteorológicos, não se prevê que as ilhas do grupo ocidental (Flores e Corvo) sofram influência deste ciclone tropical”, adianta.

Já para o grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira), “existe uma baixa probabilidade, entre 5 e 10%, de as ilhas sofrerem influência deste ciclone”, situação diferente para o grupo oriental, onde a probabilidade de o ciclone influenciar o estado do tempo a partir de sábado em São Miguel varia entre 20 a 30% e em Santa Maria varia de 40 a 50%.

Ophelia converte-se no décimo furacão desta temporada no Atlântico.

A tempestade tropical Ophelia transformou-se hoje no décimo furacão da atual temporada no Atlântico, após os ventos atingirem um máximo sustentável de 120 quilómetros por hora, informou o Centro Nacional de Furacões (HNC) dos Estados Unidos.

O furacão de categoria 1 está a mover-se a uma velocidade de seis quilómetros por hora e de acordo com a trajetória prevista deverá cruzar os arquipélagos dos Açores e da Madeira, para depois seguir em direção ao Reino Unido.

No mais recente boletim, emitido às 22:00 (hora de Lisboa), o HNC, com sede em Miami, prevê que na segunda-feira o fenómeno meteorológico atinja a Irlanda, mas já transformado em tempestade tropical.

Desta forma, a costa da Galiza não será afetada pela tempestade, ao contrário do que prognosticavam os anteriores boletins.

Os ventos mais fortes do furacão Ophelia, que podem intensificar-se nos próximos dias, estendem-se até 35 quilómetros do seu centro, indicou o HNC.

A passagem desta inicial tempestade tropical ao grau de furacão implica um registo histórico que não se repete há mais de um século, ao tornar-se no furacão número dez nesta ativa temporada de furacões.

A atual temporada de furacões regista dez fenómenos, cinco de categoria máxima na escala Saffir-Simpson (3, 4 e 5), o número mais elevado desde 2005, com a formação do Harvey, Maria, Irma, Lee e José.

Cerca de 350 pessoas morreram de forma direta ou indireta devido a estes fenómenos meteorológicos, que assolaram a região do Caribe, Estados Unidos e diversos países da América Central.

Ponta Delgada recebe encontro internacional de poesia

“O encontro tem como tema genérico a condição de ilhéu, aliás muito apropriado à proveniência dos respetivos participantes e assume Ponta Delgada como sendo a cidade dos poetas e na perspetiva de uma certa periodicidade no futuro”, afirmou o coordenador regional da iniciativa organizada pelo município de Ponta Delgada, José Andrade.

Na conferência de imprensa de apresentação do encontro, cujo coordenador internacional é João Carlos Abreu, antigo secretário regional do Turismo da Madeira, José Andrade adiantou que está confirmada a participação de 15 poetas de Itália, Cabo Verde, Canárias, Madeira e outros naturais de São Miguel, mas residentes em Lisboa.

José Andrade acrescentou que estão ainda confirmadas inscrições de 30 poetas residentes na ilha de São Miguel, um número de participantes que prevê que se alargue nos próximos dias.

O programa arranca na quinta-feira, 12 de outubro, com a inauguração de uma exposição de pintura representativa da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), a que se seguirá a sessão de abertura e o lançamento de um livro com nove poemas insulares de nove poetas contemporâneos das nove ilhas.

Neste dia decorre também o primeiro de três painéis temáticos.

Na sexta-feira, realiza-se a sessão “Os poetas ao encontro dos estudantes”, na biblioteca da escola secundária Antero de Quental, a que se segue o lançamento de livros de Nuno Costa Santos e Daniel Gonçalves, e um segundo painel temático, no Centro Cultural Natália Correia.

No terceiro e último dia deste encontro internacional, a 14 de outubro, a biblioteca da escola Antero de Quental recebe uma homenagem a Eduíno de Jesus, enquanto o Centro Cultural Natália Correia acolhe o lançamento do livro de poemas de Paula de Sousa Lima e Leonardo Sousa, e ainda o terceiro painel temático.

O encontro termina com uma gala de poesia, no Forte de São Brás.

José Andrade explicou que todas as sessões são de entrada livre, para fomentar nas diferentes gerações o gosto pela poesia e a celebração da condição de ilhéu por via da expressão poética.

O presidente da câmara, José Manuel Bolieiro, salientou que a iniciativa pretende fazer de Ponta Delgada uma cidade de poetas e de poesia.

O autarca frisou ainda que este é um evento que se pretende consolidar no futuro, criando uma iniciativa cultural de referência neste género literário.

Ilha do Corvo: aulas começam com turmas com um aluno

“Somos uma família. Todos nos conhecemos não só na escola como na ilha toda. É só uma vila com 435 habitantes, segundo o último censo, mas penso que estamos a crescer e a rondar os 460 habitantes”, afirmou a presidente do conselho executivo da escola do Corvo, Deolinda Estêvão, em declarações à agência Lusa.

Na mais pequena ilha do arquipélago açoriano, o ano letivo arranca na Escola Mouzinho da Silveira com 42 alunos, que vão frequentar desde o primeiro ciclo ao ensino secundário.

“Temos vindo a ter um decréscimo acentuado de alunos e este ano letivo ainda mais”, apontou a responsável do estabelecimento de ensino.

Segundo Deolinda Estêvão, este ano letivo “há uma redução de 12 alunos relativamente ao ano transato”, o que, disse, tem a ver com o facto de “nascerem poucas crianças” no Corvo. “Já não nascem bebés de famílias do Corvo há dois anos”, sustentou, acrescentando haver uma redução no número de alunos que entram no primeiro ciclo.

Este ano, por exemplo, e de acordo com a responsável, só haverá uma criança a frequentar o primeiro ano. “As turmas são de reduzida dimensão. No primeiro ciclo temos duas turmas com sete alunos e no segundo e terceiro também com sete alunos. São as turmas maiores. Depois existem turmas com dois alunos e outras com um aluno, nomeadamente no 9º e 12º de ciências e tecnologias”, explicou.

Além da baixa taxa de natalidade, a responsável referiu ainda que outros alunos vão saindo quando terminam os seus ciclos de estudo, nomeadamente o nono ano, optando por “outros percursos que a escola não oferece, nomeadamente o ensino profissional”.

“Há alunos que vão para a Terceira e para o Faial, que vão frequentar o ensino profissional e há ainda aqueles estudantes que terminam o 12.º ano, o seu ciclo de estudos, e vão frequentar a universidade ou ficam-se pelo 12º ano”, explicou.

A presidente do conselho executivo da escola adiantou ainda que se verificou um decréscimo de professores na escola, que vai arrancar as aulas com 20 docentes no estabelecimento de ensino.

“Este ano não temos duas turmas de 11º ano. Os alunos que iam frequentar este nível de ensino têm situações familiares de pessoas que saíram da ilha”, disse ainda, frisando que existem também dificuldades de fixação de professores, por falta de casas para alugar no Corvo, e adiantando que “existem dois professores por colocar: uma de português e outro de música”.

Para a presidente do conselho executivo da escola, o ensino no estabelecimento de ensino da mais pequena ilha do arquipélago, “é individualizado”. “É quase como que uma explicação, o professor e o aluno. As nossas metodologias e maneiras de ensinar têm que ser completamente alteradas quando se tem um aluno numa turma. De certa forma, pode beneficiar, mas também não torna as turmas tão competitivas”, salientou.

Açores: 15 milhões de euros para construção de lares para idosos

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, fala num valor superior a 15 milhões de euros destinado ao investimento em infraestruturas de requalificação ou de construção de equipamentos, exclusivamente para idosos, e mais de uma dezena de investimentos em curso, por todas as ilhas da região.

Vasco Cordeiro falava hoje na inauguração das obras de requalificação e ampliação das instalações do Lar do Recolhimento de Jesus Maria José, em Angra do Heroísmo, também conhecido como “As Mónicas”.

O presidente da instituição, José Bendito, destacou as “condições ímpares” do novo edifício, mas alertou para a necessidade de reforço dos meios humanos.

“As grandes lacunas aqui são de pessoal. Precisávamos de mais auxiliares de apoio a idosos, precisávamos de ter enfermagem 24 horas por dia e não temos, precisávamos de mais pessoal na cozinha. Temos essa carência enorme”, salientou, em declarações aos jornalistas, alegando que será “muito difícil” conseguir aumentar o número de funcionários.

Apesar de ter uma “lista de espera enorme”, o lar mantém a lotação para 54 utentes femininas, mas melhorou as infraestruturas, passando a ter menos utentes por quarto, num investimento superior a 2,2 milhões de euros.

O presidente do Governo Regional destacou a importância das parcerias com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), alegando que são “a grande força” das políticas de solidariedade nos Açores.

“São mais de duas centenas e meia na nossa região, que nesta parceria asseguram mais de 700 valências não apenas aos idosos, mas a todas as áreas de intervenção social”, frisou.

Vasco Cordeiro realçou, por outro lado, as medidas implementadas para atrasar a institucionalização dos idosos nos Açores, como a remodelação da rede de cuidados domiciliários e a definição de um estatuto de apoio ao cuidador informal.

“Se é certo que este tipo de infraestruturas é e continuará a ser necessário na nossa região, é importante também referir aquele que é o trabalho que tem sido feito no sentido de explorar novas abordagens em termos de apoio aos nossos idosos, nomeadamente garantindo que até ao limite do possível eles continuam a estar no conforto, no meio que conhecem, na sua residência”, salientou.

“É urgente intervir nestes contextos de prática clínica”

Qual é o futuro do enfermeiro em Portugal?

A profissão debate-se ainda com algumas questões – velhas questões – que importa resolver para que se possam dar passos seguros rumo ao futuro. Em primeiro lugar, e à parte do reconhecimento que cada cidadão tem pelos enfermeiros, fruto das suas experiências pessoais ou do seu entendimento do papel dos enfermeiros nos serviços de saúde, este profissional continua a não ser considerado no processo de tomada de decisão, seja ele ao nível local (instituições de saúde), ou ao nível estrutural (definição da política de saúde), da forma, ou com o peso que deveria ser, fruto da posição de charneira – e alicerçante – que detém no Serviço Nacional/Regional de Saúde. Outra questão fundamental reside em definir, com clareza, e de forma indiscutível – por parte do Regulador – um modelo para aquilo que se deseja ser o desenvolvimento profissional dos enfermeiros; um modelo que consiga um equilíbrio entre a visão do Regulador, as aspirações pessoais e individuais dos enfermeiros e as necessidades em cuidados de saúde por parte dos cidadãos portugueses. Naturalmente que esta tríade terá de encontrar equivalência numa carreira estruturada, capaz de refletir a elevada diferenciação dos enfermeiros, seja ao nível da especialização, como das competências específicas; isto é um imperativo, mais não seja pelo reconhecimento formal que o corpo de conhecimento, atualmente detido pelos enfermeiros portugueses, necessita ter por parte do Estado e de todas as instituições que atualmente empregam enfermeiros. À parte do que referi, é necessário envidar todos os esforços para que se extermine, em definitivo, as desigualdades entre enfermeiros. Não é aceitável que se continue a empalear esta situação de discriminação entre enfermeiros, detentores de um mesmo corpo de competências, preparados para o mesmo tipo de respostas, e empregados por um mesmo patrão, mas que detêm um vínculo profissional distinto. 

A Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros estima que o Serviço Regional de Saúde necessite de mais 291 profissionais. Que principais carências foram identificadas nos centros de saúde? 

Como já tive oportunidade de referir, a acentuada carência de enfermeiros ao nível dos cuidados de saúde primários radica, fundamentalmente, na lógica imediatista, centrada nos cuidados hospitalares, e na ausência completa de estratégia para os cuidados de saúde primários, setor onde se somaram reformas atrás de reformas, que outra coisa não fizeram a não ser empalear os cuidados de saúde primários; a Região Autónoma dos Açores não foi exceção.

Dito isto, as maiores carências estão ao nível das ilhas de Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Flores. É urgente intervir nestes contextos de prática clínica, acudindo às situações mais críticas, sendo certo que a entrada imediata de alguns efetivos, ainda que não na proporção da real necessidade, já traria um alívio imediato que muito necessário é. O trabalho que foi levado a cabo foi sério e rigoroso e constitui uma ferramenta fundamental para a Secção Regional e o Governos Regional dos Açores monitorizarem o défice estrutural de enfermeiros na Região.

O que seria necessário ou urgente para melhorar o Serviço Regional de Saúde? 

Antes mesmo de falar daquilo que é necessário no Serviço Regional de Saúde dos Açores, é importante não perder de vista o feito que é a sua existência. Tomemos nota, por um instante, de que estamos a falar numa realidade com nove ilhas, todas habitadas, com idiossincrasias muito próprias, não esqueçamos que a opção por medidas anti-desertificação, como seja a disponibilização, em todas as ilhas, de uma infraestrutura de saúde capaz de dar resposta às necessidades imediatas das populações e, uma vez esgotada esta capacidade, transferir os cidadãos açorianos para um dos três centros com maior diferenciação, tem um custo, um custo que é também o custo da autonomia, e que é, simultaneamente, um valor intrínseco ao ser-se ilhéu. Neste momento o maior desafio do Serviço Regional de Saúde reside na determinação ou aproximação à razão ótima de titulação entre a sua sustentabilidade e a definição clara de que serviços, ou valências, serão de disponibilizar em todas as ilhas e quais, necessariamente, terão de ser centralizadas, mais do que por uma lógica economicista, por uma lógica de segurança e qualidade assistencial. Contudo, e para que este trabalho possa ser empreendido, há que trabalhar a população, e trabalhar a população implica prepara-la e esclarecê-la.

Este processo não é compatível com o jogo do toca e foge da governação e das oposições, não é compatível com o discurso demagógico que se profere nas cadeiras dos hemiciclos, em que toda e qualquer tentativa de reforma é cilindrada e destruída antes mesmo de ter tido uma oportunidade de ver a luz do dia, mas não é, sobretudo, compatível, na ausência de um compromisso sério, forte e equilibrado, entre todas as forças políticas, que procure um horizonte mais alargado do que o horizonte ditado pelos calendários eleitorais, compromisso este que deve tangenciar o sentido de serviço público a que todos aqueles que foram eleitos ou nomeados para os cargos que ocupam estão obrigados. 

A SRRAAOE e a Universidade dos Açores (UAç) assinaram um Acordo de Cooperação que levará à criação de uma nova Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho, a iniciar no próximo ano letivo 2017/2018. Que importância assume esta parceria? 

Quando se está inserido num contexto geopolítico e social como é aquele que subjaz à Região Autónoma dos Açores é natural procurar-se parceiros que, de certa forma, e numa lógica de complementaridade podem contribuir, permitam que trilhemos o caminho que escolhemos trilhar materializando os nossos objetivos e suportando os compromissos que assumimos com aqueles que nos elegeram.

Dito isto, e em primeiro lugar, esta pós-graduação, ou melhor, a criação de condições para que esta pós-graduação pudesse ocorrer, havia sido uma promessa eleitoral, vertida no plano de ação sufragado pelos enfermeiros açorianos em dezembro de 2015, pelo que tinha de ser cumprida. Paralelamente, a inexistência desta oferta formativa nos Açores representava uma lacuna muito considerável para todos aqueles que exercem Enfermagem do Trabalho na Região e que, pela penosidade (pessoal, profissional e financeira) estavam impossibilitados de a frequentar no continente português. Esta condição de inacessibilidade poderia condicionar, em última instância, a própria autorização para o exercício da Enfermagem do Trabalho por parte destes enfermeiros, pelo que era fundamental intervir. O processo foi trabalhoso, obrigou a diversas reuniões preparatórias, a negociações, mas culminou com a assinatura do acordo projeto, ele próprio sob a vigência de um acordo mais amplo, um convénio estratégico, que, de forma indiscutível, aproxima estas duas entidades, parceiras naturais. 

ENSINO SUPERIOR 

Olhando para o panorama geral do ensino superior em Portugal, estamos a formar bons profissionais da saúde? 

Num tempo em que tanto falamos em mercados e em que tanto olhamos para o comportamento do mercado para aferir sobre a nossa condição, olhemos, pois, para o mercado de trabalho internacional para aferir se estamos a formar bons profissionais de saúde. A resposta é clara, de uma forma geral, e muito particularmente no que aos enfermeiros diz respeito, estamos a formar muito bons profissionais, não fossemos nós tão requisitados por tantos países. Os profissionais são tão bem formados que continuam a sair sem que consigamos estancar esta sangria de capital humano; investimos milhões euros todos os anos – o contributo de cada um de nós em sede do esforço fiscal a que estamos sujeitos e obrigados – para que outros logrem com o que de melhor nós temos. Nada disto estaria errado se tivéssemos excesso de profissionais de saúde, se os quadros dos serviços públicos evidenciassem excesso de pessoal, mas não é o caso, e todos os dias nos chegam notícias do custo efetivo, para profissionais e utentes, que este flagelo acarreta: sobrecarga, fadiga, exaustão, maior potencial para erro humano, dificuldade no atendimento, comorbilidades acrescidas, morte… Até quando iremos alimentar este estado de coisas? Até quando vai o cidadão aceitar isto?

“A LIDERANÇA É UMA QUESTÃO DE COMPORTAMENTO E INICIATIVA”

O Grupo Ciprotur proporciona oferta de alojamento turístico diferenciado em duas das ilhas do Arquipélago dos Açores: A Ilha São Miguel e a Ilha de Santa Maria. O que vai encontrar quem escolhe um dos hotéis do grupo para conhecer e descobrir o melhor dos Açores?

Localização privilegiada, foco no cliente e no seu bem-estar, informalidade, conforto e look minimalista, são as nossas principais caraterísticas.

O Hotel Ponta Delgada e o Antillia Hotel Apartamento localizam-se no centro de Ponta Delgada e oferecem uma vasta gama de serviços no âmbito do turismo de negócios e do turismo de lazer. O Hotel do Mar, na Vila da Povoação, em frente ao mar e a 12 km das Furnas, e o Hotel Colombo, na ilha de Santa Maria situado entre o campo e o mar, proporcionam descanso e conforto revigorantes, bem como uma agradável proximidade a praias e atividades náuticas.

Cláudia Soares Faias é Diretora Executiva do Ciprotur Hotel Group e Docente Convidada na Universidade dos Açores. É uma líder e uma mulher que assume uma posição de destaque na vida profissional. Que barreiras superou durante o seu percurso profissional? Ser mulher no “mundo dos negócios” acarreta obstáculos ou desafios?

Nasci e cresci numa família de empresários empreendedores. Aprendi a comunicar e a gerir desde muito cedo o que me forneceu ferramentas essenciais ao meu percurso académico e profissional. Ser mulher no mundo dos negócios é um constante desafio. Ser mulher e ter um papel ativo no âmbito da gestão turística e hoteleira, que é ainda um cenário dominado pelos homens, representa um repto de maior dimensão.

É percetível que, hoje em dia, as mulheres líderes estão mais preocupadas em obter respeito do que de reconhecimento. Ainda assim é devido à desigualdade de género que se faz sentir no mercado de trabalho. Por onde devia começar a mudança?

O respeito conquista-se através de uma liderança eficaz, mas não é indissociável do reconhecimento, que é ganho pelos resultados obtidos na gestão eficiente dos recursos. A desigualdade de género existe e está presente no mercado de trabalho, mas parte de todos nós mudar o contexto. As mulheres estão a conquistar mercado e a ganhar terreno na liderança de setores de atividade onde há 30 anos atrás apenas os homens se evidenciavam. A formação, a atitude e a sensibilidade são alicerces fundamentais.

A mulher tende a possuir, tradicionalmente, um vínculo familiar mais estreito do que o homem. Assume a responsabilidade pela casa, por cuidar dos filhos, ser boa mãe, companheira e empresária. Quem é Cláudia Soares Faias enquanto profissional e enquanto mulher?

Uma plataforma de gestão de prioridades…Somos ambos pais e gestores e tentamos dar o nosso melhor no seio da família e das diferentes empresas em que exercemos funções, partilhamos tarefas e preocupações. Enquanto mulher, mãe e profissional, dedico-me a cada atividade com determinação e definição de objetivos. só assim consigo avaliar os prós e os contras das decisões tomadas nas diversas circunstâncias.

As mulheres geralmente são reconhecidas por competências de liderança mais subtis. Afinal, mulheres e homens são diferentes e é natural que possuam competências distintas.  O que é preciso para se ser um bom líder? São as mulheres líderes mais eficazes?

As mulheres são por natureza atentas, observadoras e multitarefas. A gestão familiar poderá servir de base para a gestão empresarial. Obviamente que as competências são diferentes, o que se revela positivo. A diversidade de conhecimentos e de competências transmite cor, dinâmica e potencial em qualquer conjuntura.

Um bom líder otimiza os recursos, enfrenta adversidades, assume insucessos e partilha vitórias. As mulheres poderão ser líderes mais eficazes, mas não me parece que a eficácia seja uma questão de género, diria antes que a liderança é uma questão de comportamento e iniciativa.

BENSAUDE HOTELS – MOMENTOS INESQUECÍVEIS NA SUA BAGAGEM E UM DESEJO DE VOLTAR

As unidades hoteleiras «made in» Bensaude Hotels assumem-se como espaços de luxo, preparados para receber qualquer um de nós com todo o requinte e excelência. Neste sentido, o que marca a diferença das vossas unidades hoteleiras e que perpetuam nas mesmas um cariz de excelência?

As nossas unidades hoteleiras têm a vantagem de ser bastante diversas entre si, quer em termos geográficos, quer em termos de infraestruturas, o que permite uma diversificação da oferta em cada destino. Temos sete unidades hoteleiras em funcionamento, sendo que quatro se situam na Ilha de São Miguel, uma na ilha do Faial, outra na Ilha Terceira e finalmente temos a unidade em Lisboa que é, também, uma espécie de embaixador do “bem servir” e “bem receber” açoriano.

Uma das nossas principais mais-valias são os mais de oitenta anos de experiência no setor, tendo sido pioneiros do turismo nos Açores, o que nos permitiu até aos dias de hoje aperfeiçoar o nosso serviço, sempre numa perspetiva de melhoria e acompanhando as tendências do mercado.

Apoiamo-nos também num conceito muito próprio “inspired by azores”, capitalizando o património de uma região que é cada vez mais um exemplo de sustentabilidade, hospitalidade e qualidade.

 

Como define a Bensaude Hotels com unidades tão diferentes? É a chamada «coleção de hotéis»?

É mesmo isso, uma coleção de hotéis que pretende responder às diversas necessidades de mercado e respetivos segmentos. Desde hotéis citadinos e cosmopolitas até ao melhor Boutique Hotel em Portugal: o Terra Nostra Garden Hotel com a envolvência do Parque Terra Nostra como um lugar ímpar e único no nosso país.

A Bensaude Hotels é fruto das mais variadas influências, um pouco como o arquipélago onde nasceu, que se marca pelas diferenças acentuadas de ilha para ilha, quer em termos dos seus habitantes como dos seus usos e costumes.

 

De que forma são fundamentais a sustentabilidade a médio e longo prazo, em termos ambientais, sociais e económicos para a marca?

A Bensaude Hotels está inserida no Grupo Bensaude que se pugna por valores como a sustentabilidade, logo não poderia viver alheada de uma temática que é cada vez mais fundamental na exploração de negócios. Para quem já teve o prazer de visitar os Açores certamente reparou no equilíbrio que tem de existir entre a exploração do destino e a natureza que é o maior ex-líbris da ilha. O não preservar a natureza, um dos principais argumentos de venda do destino, não faz sentido. Nas questões sociais e económicas o caminho é exatamente o mesmo. Estamos a falar de uma população que está dividida entre várias ilhas e nós, enquadrados no Grupo Bensaude, como maior empregador privado dos Açores temos uma responsabilidade acrescida.

 

São conhecidos como os Óscares do turismo e pretendem premiar o melhor do turismo em cada país. A edição europeia dos World Travel Awards decorreu no passado mês de setembro, na ilha de Sardenha, em Itália, e já é conhecida a lista completa dos vencedores. Que importância tem para a Bensaude Hotels este certame?

Já imaginou o que é num país de dez milhões de habitantes, com dois arquipélagos, ser considerado o melhor Boutique Hotel? É com certeza muito importante para nós enquanto marca e para o destino Açores na senda de se afirmar como uma referência de qualidade! Queremos que olhem para nós e para os Açores e pensem em qualidade, exclusividade, diferenciação. Não temos a ambição de ser iguais a ninguém, temos uma identidade muito própria e na qual temos orgulho. Os WTA só vêm reforçar a visibilidade do nosso trabalho e dos nossos colaboradores. É um certame que tem uma importância fundamental, não trabalhamos em função do mesmo, mas o que desenvolvemos em função dos hóspedes é reconhecido através dos WTA e isso deixa-nos muito felizes.

 

Vencedor em 2014 na categoria Portugal’s Leading Boutique Hotel dos World Travel Awards, o Terra Nostra Garden Hotel foi nomeado, pelo terceiro ano consecutivo, em duas categorias: Portugal’s Leading Boutique Hotel 2016 e Europe’s Leading Boutique Hotel 2016, concorrendo com alguns dos melhores hotéis europeus, tendo ficado no top 3 destas categorias o ano passado. Que significado tem este reconhecimento para a marca?

É de fulcral importância num destino ultraperiférico que cada vez se aproxima mais das metrópoles e que cada vez mais desperta o interesse no estrangeiro. É uma sensação incrível aqui no meio do Atlântico conseguirmos ter um reconhecimento destes. Ficar no top 3 europeu, por exemplo, é um prémio. A concorrência é de grande qualidade e conseguirmos estar nesse patamar dá-nos muita esperança para o futuro e obriga-nos por outro lado a fazer cada vez mais e melhor, a inovar na oferta e no serviço.

 

Este reconhecimento pode também ser considerado o espelho da evolução e do crescimento do turismo nos Açores? O que falta para ir mais longe?

Sem dúvida. Há alguns anos atrás os Açores não tinham qualquer representante neste tipo de certames, hoje em dia não faltam, desde a Bensaude Hotels à nossa concorrência, já temos hotéis colocados nas principais referências da hotelaria internacional, contando sempre que há muito por fazer e para fazer, ainda agora estamos no início de um novo “momentum”. Só o Terra Nostra da Bensaude Hotels até à data arrecadou cinco grandes prémios a nível de turismo, e sempre que somos premiados o nome dos Açores vai connosco, para a Europa, para a Ásia, para a América do Norte, somos “inspired by Azores”.

 

Estamos a viver um momento de crescimento do turismo nacional, mais concretamente da região dos Açores?

Certo. Esperamos que a tendência se mantenha. O nível de exigência é maior, o que torna o nosso dia a dia mais desafiante. Já não estamos a concorrer regionalmente, estamos a concorrer globalmente.

 

O aumento das dormidas nos Açores verificadas em 2015, o incremento de pessoas a procurar informações sobre o arquipélago, a crescente mobilidade proporcionada pelas companhias aéreas são algumas particularidades evidentes. Mas o que ainda falta, na sua opinião, para consolidar ainda mais o turismo dos Açores?

Falta mais tempo com crescimento da procura. Este tempo vai refletir-se nas aprendizagens, na melhoria da qualidade das ideias e dos processos, e vai permitir a todos os operadores e intervenientes focarem-se na consolidação do turismo nos Açores. A formação é sem dúvida um dos fatores fundamentais a nível local, a promoção online e offline assume um fator preponderante. Não podemos relaxar e pensar “agora já está”. Há muita evolução a ser feita e os Açores e os Açorianos estão prontos e abertos para responder aos clientes mais exigentes que chegarem agora e no futuro.

 

Portugal estava nomeado, na 23.ª edição do evento dos World Travel Awards, em 91 categorias e saiu vencedor em 24, mais oito comparativamente a 2015, ano em que venceu em 14. Isto significa que o turismo e a hotelaria em Portugal estão no bom caminho?

Portugal está no caminho certo, e em diversos setores já é a referência a nível Mundial. Deixámos de ser o país do sol e praia, somos muito mais que isso. Tem sido feito um esforço muito grande para que o turismo de qualidade se afirme e o nosso país é maravilhoso para quem o visita, as pessoas, a gastronomia, as diferenças culturais e geográficas. Somos riquíssimos na terra, no mar e até no ar.

 

Qual tem sido o contributo da Bensaude Hotels e para onde pode ir a marca de futuro?

A Bensaude Hotels como pioneira no Turismo dos Açores, desde os tempos da Sociedade Terra Nostra, continua a assumir um papel de liderança e de procura contínua pela diferenciação e pela qualidade de serviço.

Estamos focados nos Açores e no seu desenvolvimento enquanto destino, tendo uma certeza, temos de preservar o mesmo. Enquanto marca temos de consolidar a nossa imagem e projetar a mesma para geografias cada vez mais longínquas. Levar os Açores ao Mundo.

 

Quais as principais lacunas que deteta na atividade hoteleira nacional? Que desafios tem a mesma?

A hotelaria nacional é considerada ao nível internacional de muito boa qualidade e muito competitiva ao oferecer uma relação de qualidade/ preço superior a outros destinos europeus. Neste momento, de aumento da procura, mas também da oferta, a hotelaria nacional tem o desafio de manter e consolidar um serviço de qualidade, quando as pessoas qualificadas neste setor começam a não ser suficientes, tornando-se necessária mais formação. Por outro lado, a oferta está também a aumentar por um alojamento local que não é considerado alojamento turístico, e sobre o qual existe uma fraca fiscalização, o que não permite a obtenção de estatísticas fiáveis no setor. Outro dos desafios da hotelaria nacional é o seu crescimento no marketing e nas vendas online diretas, e portanto no acompanhamento das tendências de marketing digital. A procura online está a crescer e a hotelaria nacional tem o grande desafio de se saber posicionar ao nível internacional nos meios digitais. Nesta área é também fundamental mais formação e mais recursos humanos qualificados.

 

Quais são os principais desafios da marca Bensaude Hotels e das respetivas unidades hoteleiras? A constante melhoria é um ponto de ordem da vossa orgânica em prol de receber bem os vossos clientes?

Sem dúvida. Melhorar infraestruturas, melhorar a experiência do hóspede, melhorar o serviço. São tudo processos contínuos, nunca paramos em cima do que já alcançámos. Estamos num período em que a necessidade de diversificação da oferta tem de ser cada vez maior para responder aos nichos por exemplo, os clientes estão cada vez mais exigentes e “viver” o destino é muito mais importante que o contemplar. Se há dez anos o turista ficava feliz em tirar uma fotografia à Lagoa do Fogo, hoje em dia não descansa enquanto não percorre um qualquer trilho que o leve lá abaixo. Os desafios da marca são mesmo estes, ouvir, per­ceber e implementar, para que os nossos hóspedes saiam sempre com momentos inesquecíveis na sua bagagem e um desejo de voltar.

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