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OGMA a voar mais alto

A OGMA celebra, no próximo ano, o seu centenário. 100 anos de OGMA, 100 anos de…?

São, sem dúvida, 100 anos dedicados à inovação, à engenharia aeronáutica e à afirmação da qualidade e competência da indústria aeronáutica nacional. Fomos pioneiros, estivemos presentes desde os primeiros momentos de afirmação da aviação militar em Portugal e desde sempre temos tido uma relação de grande proximidade com a Força Aérea Portuguesa. É também com orgulho que acompanhámos e participámos na entrada da inovação tecnológica na indústria, na afirmação de novas competências que fazem com que a OGMA seja um player de referência internacional ao nível da Manutenção de Aeronaves Civis, de Defesa e Executiva, de Motores e Componentes bem como no Fabrico e Montagem de Aeroestruturas. Em suma, são 100 anos de afirmação e de crescimento, sempre com os olhos postos no futuro.

A OGMA detém, hoje em dia, um papel de relevo a nível mundial no negócio da manutenção e fabricação aeronáuticas. Que fatores contribuíram para a posição sólida da OGMA no mercado?

A OGMA trilhou um caminho ao longo dos últimos 100 anos que contribuíram para alcançar uma notoriedade e um reconhecimento positivo por parte do mercado internacional. Importa ter presente que esta presença internacional não é algo que tenha começado apenas nos últimos anos. Na verdade, a internacionalização da OGMA iniciou-se bem antes, ainda no século passado, tendo como pontos altos e mais significativos os trabalhos de manutenção desenvolvidos para forças aéreas internacionais, Europeias, Africanas e do Médio Oriente, fruto da localização geoestratégica da OGMA. A estratégia desenvolvida pela empresa, tem feito com que a OGMA desenvolva uma performance positiva, numa evolução em crescendo, que se tem materializado na conquista de novos clientes, na consolidação da relação de anos com outros clientes, na aposta na capacitação tecnológica e no reforço e rejuvenescimento das equipas. Todos estes fatores contribuem para a capacidade competitiva da empresa no mercado internacional.

Em todos os setores o capital humano assume uma extrema importância no seio da organização. Portugal tem capacidade para formar bons profissionais no setor da aeronáutica?

Sim, Portugal tem excelentes escolas e Universidades com qualidade e capacidade de formar bons técnicos. A qualidade dos nossos estabelecimentos de ensino é reconhecida internacionalmente. O grande desafio que Portugal enfrenta é o de ter capacidade para responder rapidamente aos desafios de crescimento de mercado, que se traduzem na necessidade de formar mais recursos em pouco tempo. O setor da aeronáutica enfrenta bons desafios de crescimento à esfera mundial e a formação e preparação de técnicos especializados é lenta, se pensarmos em toda a exigência imposta pelas entidades reguladoras. Podemos referir que necessitamos de vários anos para formar técnicos de manutenção mecânica no seu nível inicial.

A OGMA aposta em fortalecer a formação em Portugal através de diversas iniciativas que desenvolve com as instituições de ensino: promovendo a realização de teses de mestrado, apoiando cursos técnicos através da participação dos nossos formadores, acolhendo formandos em situação de desemprego em parceria com o IEFP e, nos vários níveis académicos, acolhendo estagiários.

“Juntos voamos mais alto. E continuaremos a voar mais alto”. Que principais desafios enfrentam nesta vossa jornada?

A indústria aeronáutica e a aviação em geral estão em constante evolução. Se olharmos para trás verificámos que nos últimos 20 anos as aeronaves evoluíram do ponto de vista tecnológico e de sustentabilidade a um ritmo avassalador. Face a essa realidade, as empresas que atuam na indústria aeronáutica têm de ser capazes não só de se ajustar à realidade como de se prepararem atempadamente para as evoluções e tendências que se afirmarão nos próximos anos. Isso faz com que seja importante estar atento ao mercado e definir uma estratégia que permita preparar a OGMA para o futuro, tanto ao nível técnico e tecnológico como ao nível de recursos humanos. É esse o caminho que a OGMA tem vindo a fazer.

Desde 2011 que a OGMA abre candidaturas para programa Trainee, o qual conta já com a 6ª edição. Qual é o objetivo deste programa?

Este programa faz parte da estratégia da empresa na captação de futuros líderes e tem como objetivo possibilitar a jovens que se destacam nos seus cursos o desenvolvimento e implementação de um projeto estratégico para a nossa Empresa, melhorando ou criando um processo ou atividade inerente ao nosso negócio. O programa Trainee é acompanhado de perto pelos níveis mais altos da organização, o que dá a estes jovens a oportunidade de trabalhar de forma muito próxima da gestão da Empresa, assim como da operação.

Que balanço é possível fazer do mesmo?

Os resultados são muito positivos. Temos tido uma taxa média de retenção de 80% no programa e o contributo destes jovens para a melhoria dos nossos processos tem sido muito importantes e tem contribuído ativamente para o desenvolvimento da nossa organização.

Por altura do 99º aniversário da OGMA, o secretário de Estado da Indústria, visitou as instalações e afirmou que “a OGMA é sem dúvida o melhor exemplo daquilo que aconteceu na indústria, na mão de obra e na inovação portuguesa no último século. Que patamar a OGMA pretende alcançar?

A OGMA recebe sempre com agrado todas as manifestações públicas de reconhecimento pela qualidade das suas equipas e do trabalho por elas desenvolvido. É uma motivação adicional para que diariamente seja desenvolvido um trabalho com o patamar de qualidade elevado e exigente a que nos propomos atingir. O futuro passa por continuar a apostar na competência e experiência das nossas equipas, seja através da aposta contínua na formação como no recrutamento de jovens que pretendem fazer carreira numa área tão interessante e desafiante como é a indústria aeronáutica.

O que reserva o futuro para a OGMA? Qual é o caminho a seguir?

Encaramos o futuro com otimismo e com uma visão estratégica para o desenvolvimento contínuo da nossa empresa. Queremos afirmar cada vez mais a OGMA como um player de referência internacional, com experiência e know-how consolidados para responder aos mais diferentes desafios colocados no setor. Para isso, não só apostamos na nossa preparação técnica e humana como numa abordagem comercial competitiva junto do mercado. Queremos que os nossos futuros clientes percecionem a OGMA como o parceiro certo para a manutenção e fabrico de componentes aeronáuticos.

Qual é o potencial da indústria aeronáutica portuguesa? E que importância assume a OGMA para Portugal?

A indústria aeronáutica é encarada ao nível governamental como uma área de franca expansão e um veículo para a afirmação da indústria portuguesa além-fronteiras. Têm sido dados passos para a afirmação de um cluster aeronáutico nacional, que agrupe as diferentes empresas ligadas ao setor para a afirmação de Portugal como um especialista em aeronáutica. Parece-nos um passo interessante pois apenas com a união de esforços e com uma estratégia concertada será possível ter uma abordagem no mercado mais consistente e objetiva. A OGMA, do seu lado, continuará a dar o seu contributo para a afirmação deste cluster, participando nos principais programas aeronáuticos a nível mundial e trabalhando com os principais fabricantes numa relação de parceria consolidada. A indústria aeronáutica é, claramente, uma área na qual Portugal está a dar cartas lá fora. Importa continuar e aumentar a capacidade competitiva dos players nacionais no mercado internacional.

Sevenair Academy já formou 2050 pilotos, 300 TMA e continua a somar

A Sevenair Academy

O curso ATPL (Piloto) e o curso de TMA (Técnico de Manutenção) são os dois pilares desta academia que tem elevados requisitos de exigência, na seleção e na formação, que a colocam na linha da frente do setor.

“Os últimos dez anos foram de facto muito significativos para a evolução deste setor em Portugal. Quanto mais aviões forem construídos, mais pilotos e técnicos serão necessários. O futuro é muito promissor e enquanto empresa muito focada no transporte aéreo regional e na formação somos um caminho para a continuação deste crescimento exponencial”, declara o administrador, que adverte que apesar de glamorosa, esta profissão não é para todos: “Isto é algo de paixão e por isso todos os nossos alunos estão aqui por quererem mesmo esta vida. Há dois momentos inesquecíveis na vida de um aviador: o primeiro dia de aulas e o dia em que é “largado”, ou seja, a primeira vez que pilotam sozinhos um avião. Ao fim de poucos meses os alunos são postos a voar sozinhos, isto só é possível dada a responsabilidade que lhes é incutida desde o início. A responsabilidade é um dos maiores valores máximos de um piloto”.

O sucesso também vem com o investimento

“Esta foi claramente a empresa que melhor se estruturou, fez grandes investimentos, tem aviões mais modernos e capazes de oferecer aos alunos um sistema de navegação com princípios de voo muito idênticos àqueles que vão encontrar no mundo do trabalho. Nenhuma escola oferece tantas horas de treino em bimotores com nós”. Outro investimento pensado pela academia passa por construir novos hangares e residências para alunos estrangeiros já no próximo ano.

Carlos Amaro explica ainda que o investimento em estruturas e formação tem sido rápido, para acompanhar o mercado: “A aviação é das atividades mais regulamentadas no mercado onde nada pode acontecer sem uma certificação: Na Europa voamos para todo o mundo, isso significa que para qualquer sítio que um avião europeu voe só poderá ser “tocado” por alguém certificado EASA. Obviamente que há companhias que não sejam europeias que queiram conquistar todas as certificações que são emitidas em território europeu, o que leva a um aumento e procura de formação”.

Mais mulheres na aviação

Até hoje, a aviação é um mundo conhecido como sendo dominado por homens, porém, algo começa a mudar… No imediato são poucas as mulheres que frequentam a academia, no entanto, e a pensar nelas, estão previstas novas fardas, com linhas mais femininas, um pormenor que procura contribuir para mudança de paradigma sobre a não participação das mulheres na aviação enquanto pilotos.

Sevenair – Patrocinador Gold do Lusoavia

De 12 a 14 de outubro decorre o Lusoavia, no Centro Nacional de Congressos de Lisboa. Este será o primeiro evento de aviação de países lusófonos que reunirá grandes players do setor no mesmo espaço. O objetivo é proporcionar um encontro que resulte na criação de sinergias e de questões de cooperação.

Poderá Portugal criar um “Super Cluster” na Aeronáutica?

A OPCO opera em Portugal desde 2006. Nestes 11 anos, que análise é possível fazer do vosso trabalho assim como das mudanças que a empresa foi realizando estrategicamente?

Começámos em 2006, como uma startup ligada à consultoria tendo-nos tornado completamente autónomos em 2015, com a separação do grupo original.

Foram, no todo, 11 anos bastante ativos, desde o afirmar do nome OPCO no mercado, principalmente com ligação à indústria automóvel e, mais tarde, com ligação também à indústria aeronáutica. Como resultado da nossa orientação tivemos a oportunidade de participar na primeira leva de formação de formadores da Embraer seguindo-se mais tarde a possibilidade de qualificação a nível de auditores de acordo com a AS9100 AATT e, dessa forma, possibilitar uma atuação mais orientada da OPCO na área aeronáutica. Em 2015, com a OPCO já autónoma, começámos também a estabelecer com sucesso os primeiros projetos na área aeronáutica, nomeadamente no apoio à certificação AS 9100. Foi basicamente essa a aposta estratégica da empresa, tornar-se referência a nível de indústria automóvel e, em paralelo, cimentar a posição a nível de indústria aeronáutica.

De que forma define o setor aeronáutico em Portugal?

Talvez da mesma forma que definiria o setor automóvel aquando do início de carreira, em meados da década de 90. Como um setor que, fruto da implementação de uma grande empresa do setor, neste caso a Embraer, e fruto de projetos como o KC390, começa a alinhar-se com as referências internacionais da indústria. É fundamental ter um “motor” no país que eleve o padrão, que leve ao desenvolvimento das estruturas, seja a nível académico, industrial ou associativo, de modo a fazer avançar o todo.

Nos últimos anos é possível observar uma especial atenção para este setor. Que fatores aponta como causas para este período “dourado”? 

Como anteriormente referido, creio que o projecto KC390 foi o ponto de viragem neste trajeto. Analisando esse projeto e o envolvimento de entidades como o CEiiA, a OGMA, ou as várias empresas fornecedoras da indústria aeronáutica, nacionais ou multinacionais, a operar em Portugal, creio que esse foi o grande salto dado, seja em termos de envolvimento, de desenvolvimento, de criação de estrutura, através de um projeto que, sendo claramente brasileiro, teve e tem um cunho português muito forte.

A formação e a especialização entram nesta fase como essenciais para um maior desenvolvimento. Qual é a oferta da OPCO neste sentido?

Sem dúvida que a formação, seja a nível académico, seja a nível profissional, tem e terá um papel decisivo na criação de bases para o contínuo desenvolvimento deste setor. A nível da OPCO temos, como principal preocupação, trazer para Portugal o que de melhor existe na área. Temos neste momento formalizadas parcerias com entidades de referência na área da formação aeronáutica, tendo já implementado algumas ações nessa área e estando em preparação outras ações, para a segunda metade de 2017 e para 2018, principalmente na área dos sistemas de gestão de acordo com a AS 9100, bem como nas áreas associadas à implementação dos requisitos da indústria aeronáutica.

Quais são os requisitos primordiais para quem quer enveredar pela indústria aeronáutica?

Tal como na indústria automóvel, onde construímos a nossa imagem, também na indústria aeronáutica, o fator “cultura” faz toda a diferença. A “cultura aeronáutica” e a correspondente atuação são, para mim, os fatores diferenciadores. Neste sentido, o procurar a qualificação adequada na área das ferramentas da indústria aeronáutica, o procurar a obtenção de conhecimento e competências bem como desenvolvimento contínuo serão, na nossa opinião, os fatores diferenciadores, seja a nível pessoal ou empresarial.

Na sua opinião, que características reúne Portugal e que o torne candidato a um “super cluster” da aeronáutica?

Portugal reúne um conjunto de características muito próprias, a começar pelo fator geográfico, situado entre a Airbus Europeia e a Embraer Brasileira, fator estratégico e potenciador de promoção junto dessas empresas. Para isso será também fundamental, sem dúvida, a capacidade dos profissionais portugueses, com provas já dadas a nível nacional e internacional. Atrevo-me até a dizer que características positivas não faltam. Saibamos, como país, como empresas, como associações, criar as sinergias necessárias bem como aproveitar as oportunidades criadas e teremos todas as condições para criar esse “super cluster”.

Sobre a engenharia aeroespacial no Instituto Superior Técnico

O curso de engenharia aeroespacial do IST foi iniciado em 1991 e ao longo de um pouco mais de um quarto de século aumentou a nota mínima de entrada ao mesmo tempo que aumentava o numerus clausus: começou com um numerus clausus de 35 e nota mínima de entrada mais alta das engenharias de então (16,4) e teve nos dois últimos anos a nota mínima de entrada mais alta de todos os cursos (18,5 e 18,8) com um numerus clausus de 85. Ao longo de todo este período o número de candidaturas em primeira escolha foi tipicamente o dobro do numerus clausus e o número total de candidatos cinco a seis vezes maior. A evolução de notas de entrada não alterou a empregabilidade total dos formados em engenharia aeroespacial pelo IST em Portugal e na Europa. Este artigo resume dez fatores de atratividade da EA no IST, que correspondem aos dois objetivos fundamentais referidos como conclusão.

10 Fatores de atratividade

– A engenharia aeroespacial é a tecnologia subjacente aos aviões, satélites, helicópteros, drones, foguetões e outros veículos voadores. Voar como os pássaros fascinou o ser humano ao longo da história e a tecnologia moderna acrescentou ao voo atmosférico o espacial. Todas estas razões acrescidas para o interesse atual dos jovens em engenharia aeroespacial a que o curso procura corresponder em amplitude e profundidade.

– A engenharia aeroespacial usa um espectro extremamente largo de tecnologias avançadas que encontramos, por exemplo, num avião ou satélite: aerodinâmica, propulsão, estruturas, materiais, controlo, eletrónica, telecomunicações, computação, informática, entre outros… O voo atmosférico e espacial a velocidades nunca dantes atingidas é a consequência da integração de todas estas tecnologias avançadas num veículo aeroespacial.

– Sendo talvez a mais interdisciplinar de todas as engenharias o curso no IST começa por dar uma formação de base profunda e ampla nos três primeiros anos da licenciatura. O candidato à universidade que se depara com uma opção entre numerosos cursos, muitos de espectro estreito, encontra na licenciatura em engenharia aeroespacial uma escolha de qualidade e abrangente, que evita opções prematuras e limitativas.

– Os quarto e quinto anos correspondentes ao mestrado em engenharia aeroespacial oferecem uma amplitude de escolha difícil de igualar: Três ramos, seis perfis e 20 especializações. O aluno que termina a licenciatura e que já tem a consciência clara das suas preferências tem quase garantida a possibilidade de se especializar nas suas temáticas preferidas.

– O ensino da engenharia aeroespacial no IST envolve cerca de 170 docentes que lecionam 80 disciplinas diferentes das quais cada aluno frequenta 45, entre obrigatórias, opções por ramo ou perfil e opções livres. O aluno tem assim contacto com mais de uma dezena de grupos de ensino e investigação que garantem um ensino atualizado e de alta qualidade resultando numa formação profunda e vasta.

– O Mestrado Integrado em Engenharia Aeroespacial, consistindo de três anos de licenciatura e dois de mestrado, está sem dúvida entre os melhores cursos da Europa: o IST é membro da associação Pegasus das melhores universidades europeias que ensinam engenharia aeroespacial, com as quais mantém intercâmbio de alunos especialmente ao nível do mestrado.

– Cerca de 40% dos alunos de engenharia aeroespacial do IST frequentam também dezenas de outras universidades (incluindo o grupo mais restrito Pegasus) com um número comparável vindo do estrangeiro para o IST. Há também duplos diplomas com várias universidades prestigiadas (Supaero, Delft, Roma, Turim,…) que permitem aos alunos receber além do diploma de mestrado do IST também o de outra universidade.

– Os alunos de engenharia aeroespacial do IST quando do intercâmbio com outras universidades notas iguais ou superiores. Os empregadores dos formados em engenharia aeroespacial pelo IST em geral dão preferência a este curso em contratações futuras. Resulta a empregabilidade total dos formados: 80% num mês e 100% em três meses. O desemprego nunca existiu desde o início do curso.

– A fração dos alunos que concluem o mestrado e que prosseguem para o doutoramento é tipicamente de 5%, e é o dobro (10%) em engenharia aeroespacial. A qualidade e abrangência da formação em engenharias aeroespacial facilita o ingresso na carreira de investigação em várias áreas, para quem não se deixa seduzir pelas numerosas e variadas opções de emprego imediato após o mestrado.

 

Conclusão

O objetivo dos cursos de engenharia aeroespacial (licenciatura, mestrado e doutoramento) no IST é o de corresponder às expectativas dos jovens que o escolhem, desenvolvendo ao máximo o seu potencial de desenvolvimento intelectual autónomo através de uma cultura científica e técnica e hábitos de trabalho e raciocínio que garantam o sucesso na atividade profissional.

Os melhores embaixadores da engenharia aeroespacial do IST são os nossos alunos, que recompensam o esforço e dedicação dos docentes, pelos bons resultados académicos noutras universidades e pela procura pelas empresas que lhes dão preferência e desejam contratar mais, no setor aeronáutico e noutros, tanto em Portugal como no estrangeiro.

O aluno de engenharia aeroespacial no IST deve tentar tirar o máximo proveito das oportunidades de formação ao seu alcance, sem preocupações de emprego, que não faltará, ou de perspetivas futuras, para as quais terá muitas opções de escolha. A formação multidisciplinar avançada abre portas na indústria aeronáutica e outras, em Portugal e no estrangeiro, em proporções comparáveis.

Atlântica uma oferta única em formação universitária

Em entrevista, Carlos Guillén Gestoso, Professor Catedrático, Presidente da Carbures China, Conselheiro da Carbures e Presidente do Grupo EIA (Entidade Instituidora da Atlântica), explica o modelo de ensino praticado nesta instituição universitária que a tornam um caso único no país. Fique a saber mais.

Que oferta detém a Universidade Atlântica no setor da aeronáutica e quais são as saídas profissionais?

A Atlântica é uma instituição universitária que está agregada a um grupo espanhol, líder na fabricação de materiais compósitos para a aeronáutica, a Carbures – principal fornecedora oficial da Airbus. Enquanto grupo posicionou-se no setor da aeronáutica. Sendo a componente formação muito importante, a Universidade Atlântica delineou uma oferta desde licenciaturas a mestrados orientados para tal.

Uma oferta única. Não porque os professores são melhores, mas pela formação prática inserida nas aulas. Na Atlântica existem estágios que não existem em mais nenhuma instituição universitária. Tais estágios são efetuados na Carbures Madrid e Cádiz, um grupo industrial especializado em aeronáutica e materiais de fibra de carbono, sediado em Jerez de la Frontera, Espanha, mas com fábricas em toda a Europa, na China e em Seattle. Os estágios decorrem também em outros shareholders como a FIDAMC-Airbus em Madrid.

A característica destes estágios é o facto de eles fornecerem aos alunos competências e desafios reais do mercado de trabalho.

Quando o aluno termina o curso ele já adquiriu, durante três anos, competências na Carbures e nas outras empresas ou instituições, que lhe garantem uma experiência acima da média. Os que mais se destacarem são automaticamente contratados pela Carbures.

O nosso objetivo é conseguir que todos os alunos se profissionalizem ao longo das licenciaturas.

Ter um engenheiro que desde a sua formação académica tem contacto direto e real com o mundo do trabalho faz da Atlântica a única instituição universitária em Portugal com estas características.

Um setor com grande avanço no setor leva a mais inscrições?

A Atlântica iniciou a vida académica neste setor há apenas dois anos, porém, ela tem-se tornado o centro das atenções por parte de alunos que pertencem a outras instituições, de cariz mais teórico. Para nós, mais do que quantidade interessa a qualidade, uma vez que, o que nos move é a possibilidade de empregar todos os nossos alunos e, por isso, se crescermos muito em quantidade isto pode tornar-se mais difícil.

Diria que a formação em Portugal é competitiva a nível europeu?

O setor aeronáutico está a crescer exponencialmente mas há um problema: em Portugal, independentemente do cluster que está agora a ser desenvolvido, não há um historial de fabricação aeronáutica, salvo algumas exceções como é o caso da Embraer em Évora. No entanto, acredito que Portugal tem todo o potencial, quer a nível estratégico quer a nível de formação, para se tornar num cluster forte do setor.

Portugal apresenta alto nível de competitividade no desenho, na produção e na estruturação de compósitos. Quando falamos de aeronáutica, não falamos apenas de aviões comerciais, estamos a falar também de aviões militares e de voos não tripulados.

A diferenciação da Atlântica passa por dar uma componente prática muito forte aos seus alunos. Isto não significa que outras instituições em Portugal não formem alunos também capazes de se tornarem competitivos… A Europa é altamente competitiva em aeronáutica, mas não podemos esquecer que países como China, Rússia e Israel estão aí para mostrar o que valem.

Traçar uma carreira nesta área é para todos?

Como dizia um professor meu, “nem todos servem para tudo”, logo a engenharia não é para todos. Há que adquirir competências técnicas específicas, conhecimentos e uma enorme abertura para aprender e sair da nossa zona de conforto. Não nos podemos esquecer que os engenheiros de materiais, por exemplo, não se limitam a construir aviões, podem vir a trabalhar na automação ou na construção civil.

Por que devem escolher a Universidade Atlântica?

Na área das Engenharias, pelos estágios a realizar nas fábricas, pela possibilidade de aplicarem diretamente a teoria desde o primeiro ano, pelas elevadas taxas de empregabilidade e pela oferta única no campo específico da aeronáutica e da indústria dos compósitos.

O caminho que a Atlântica tem vindo a traçar não é um caminho melhor ou pior, mas sim diferente.

“Temos de saber aproveitar as oportunidades existentes no universo da aeronáutica”

De que forma é que o projeto da Escola de Aeronáutica tem evoluído no sentido de se tornar um baluarte ao nível formativo e académico no âmbito da aviação e da aeronáutica?

A Escola de Aeronáutica, formalmente, foi criada neste verão, baseada na experiência acumulada de mais de dez anos no ISEC Lisboa: criamos as primeiras licenciaturas e o primeiro mestrado dedicado à aviação civil em Portugal entre 2005 e 2011. Começámos pela licenciatura em Ciências Aeronáuticas, que aporta duas grandes áreas de saída: piloto de linha aérea e operações de voo, e a área de manutenção de aeronaves.

Dois anos depois, em 2007, lançámos uma licenciatura totalmente orientada para a gestão da aviação civil, para cargos de gestão intermédia em empresas e entidades reguladoras do setor, cobrindo as principais áreas dos aeroportos às companhias aéreas. Em 2011, criámos o mestrado em Operações de Transporte Aéreo, tendo igualmente realizado várias pós-graduações executivas em parceria, designadamente com a ANA Aeroportos e com a Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea. Na sequência desta experiência, nasceu esta nova escola do ISEC, numa altura em que de facto a necessidade à escala global de novos profissionais para este setor, aeronáutica e aviação civil, é gigantesca.

o crescimento do transporte aéreo, que é liderado pela Ásia, vai implicar, daqui a 15/20 anos, que o tráfego aéreo na Europa duplique. Portanto, face às encomendas de novas aeronaves, à ampliação e construção de aeroportos um pouco por todo o mundo, é necessário apostar na contratação de novos profissionais devidamente qualificados. Neste momento, as organizações de formação não têm mãos a medir. Portanto, os cursos do ISEC são uma aposta muito forte e necessária, e isso espelha-se no índice da empregabilidade que vemos transversalmente na área da aeronáutica, tipicamente acima dos 90 a 95%, também em Portugal.

Esses níveis de empregabilidade elevados incluem a Escola de Aeronáutica do ISEC Lisboa?

Sem dúvida, inclui a nossa instituição. As duas licenciaturas que temos no ISEC têm um índice de empregabilidade acima dos 93% e isso é fantástico.

Sente que ao nível de recursos humanos e pessoas formadas e capacitadas para a indústria da aeronáutica Portugal ainda está atrasado comparativamente a outros congéneres europeus e mundiais?

Já não está propriamente assim tão atrasado. Cada vez se vêm mais exemplos e boas práticas de trabalho em redes internacionais e em ambiente de cluster, que em Portugal tem uma tradição muito forte, designadamente na área da engenharia aeronáutica, e isso é importante.

Mas falta dar o passo para o sucesso completo…?

Falta fazer o passo para a aviação civil, em contexto operacional. Não necessariamente ligada à engenharia, mas à aplicação dos conhecimentos e das soluções tecnológicas que são propostas. Temos excelentes exemplos, porventura ainda mal conhecidos no país, de empresas que, por exemplo, trabalham diretamente para fabricantes de aeronaves como a EMBRAER ou a AIRBUS. Isso já se vê no país e esse esforço tem de ser feito em ligação com as instituições de ensino superior, onde é produzido o conhecimento, com os Centros Tecnológicos e os Laboratórios de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, e esse sinal é cada vez mais claro. Portanto, na indústria da aeronáutica, Portugal está no bom caminho.

De que forma é que a Escola de Aeronáutica perpetua nos alunos um nível de conhecimentos elevados e de excelência que levem o mercado a optar pelos vossos alunos aquando do primeiro emprego?

A aviação civil, enquanto área do conhecimento, não tinha tradição em Portugal, como aliás não tinha em toda a Europa e se quiser um pouco por todo o mundo. Por exemplo, o primeiro doutoramento em Gestão da Aviação surgiu nos EUA há sete ou oito anos. É muito recente. E nessa lógica, a aposta que o ISEC fez foi de garantir que os alunos tivessem um contacto directo em sala de aula com profissionais da indústria. Isso significa que, não tendo as instituições essa tradição académica, é necessário trazer as pessoas da indústria para dentro da sala de aula e essa é uma das mais-valias que o ISEC consegue e conseguiu desde o início, e por isso é que todos os cursos do ISEC de aviação são em horário pós-laboral, porque temos um fortíssimo contributo de quem está na indústria, nas companhias aéreas, nos aeroportos, nas engenharias, na manutenção às aeronaves, na gestão do tráfego aéreo, entre outros. Isso permite que os alunos saiam daqui com conhecimento teórico valioso, mas também com a compreensão do que é a realidade das empresas neste setor. E este aspeto é crucial.

Este setor ainda é muito alavancado apenas por players privados, ou seja, sendo um setor de enorme potencial, acredita que faltam apoios estatais neste sentido?

Eu diria que sim até porque, se quiser e do ponto de vista político, considero que ao longo de várias décadas o transporte aéreo tem basicamente sido ignorado. Quando se fala de política de transportes, há tendência para se discutir apenas os sistemas rodoviário e ferroviário. Temos de ser claros: hoje é tempo do transporte aéreo ser um elemento central das políticas do país.

Mas este ano já tivemos uma boa notícia para o setor, o reconhecimento formal pelo Estado português da figura do cluster aeronáutico português… É Importante?

É uma excelente notícia. Obviamente que está assente sobretudo nas engenharias, mas não deixa de ser muitíssimo relevante. Está dado o passo para, progressivamente, colocar o transporte aéreo no centro da política de transportes do país, até porque somos um pequeno país inserido numa economia global que depende fortemente deste tipo de transporte. E, portanto, havendo muito caminho a percorrer, é tempo também das entidades públicas adoptarem o transporte aéreo como uma área prioritária para o país.

Sente-se que a indústria aeronáutica vive neste momento uma espécie de era dourada. Será mesmo uma fase muito positiva ou apenas uma moda, sabendo que as modas inevitavelmente mudam ou terminam?

Essa noção de moda é um pouco verdadeira, especialmente no caso português. Fala-se muito da indústria aeronáutica exatamente por grandes projetos em Portugal, e isso leva a uma certa noção de que está na moda falar de aviões, das escolas de pilotos, etc… Tudo isso é verdade. Sendo certo que, se olharmos para o transporte aéreo ao longo das décadas, este tem sido resistente a todas as crises existentes nos últimos anos, seja do petróleo, seja o 11 de Setembro, seja do colapso económico em 2008. A verdade é que o transporte aéreo, à escala global, tem resistido sistematicamente a todas as dificuldades e, portanto, não faz sentido falar de moda. O transporte aéreo esteve sempre a crescer nas últimas décadas, assegurando a mobilidade de pessoas e bens à escala global.

Tem sido muito comum ouvirmos notícias de problemas que envolvem as companhias aéreas e o respetivo corpo de recursos humanos. O último exemplo é o da Ryanair, onde muitos voos foram cancelados com prejuízos para a companhia e clientes. Os recursos humanos da área da aeronáutica ainda são o «parente pobre» desta indústria?

Depende dos setores e dos modelos de negócio, bem como das posturas das empresas. Neste ponto de vista não é diferente das outras áreas. O transporte aéreo é muito competitivo, exigente e caro, porque é muito regulamentado e ainda bem, porque é fundamental que se garanta a segurança de voo. Mas de vez em quando há excessos e este exemplo da Ryanair é paradigmático, e de facto aquela ideia romântica de outros tempos que temos do piloto e do tripulante de cabine hoje quase não existe. Mas isso também acontece com outras profissões. Em parte, é verdade o que questiona, mas não devemos generalizar, porque há excelentes exemplos de gestão de recursos humanos de forma transversal no transporte aéreo, e que são absolutamente inatacáveis.

Mas este cenário de convulsão preocupa-o? Na relação que têm com os empregadores deste setor, existe essa preocupação em aconselhar ou fazer perceber que os recursos humanos são essenciais no sucesso e competitividade das empresas?

Claramente. Temos essa preocupação, e é uma mensagem que não desisto de comunicar. Uma coisa é empregar profissionais. Outra coisa é garantir que se empregam verdadeiros talentos e que a indústria é capaz de os reter. Porque historicamente há muitos exemplos onde de facto a indústria de transporte aéreo geriu mal as carreiras e os talentos. Não é que o faça intrinsecamente mal, mas não o fez de maneira tão eficaz como o fazem noutras áreas do conhecimento. Se perguntarmos a um jovem em idade escolar quais as profissões aeronáuticas que conhece, vai responder duas: hospedeira e piloto. Provavelmente desconhece outras profissões (as que existem por exemplo num aeroporto). Outras indústrias são muito mais apelativas porque comunicam no registo certo com esses mesmos jovens. A indústria de transporte aéreo começa agora a compreender que tem de mudar o discurso e dar mais atenção à promoção e divulgação das carreiras (atuais e futuras) em aviação, sob pena de falharem por completo a captação e retenção de talentos. Com a evolução tecnológica que se espera, e que é imparável, teremos um quadro de carreiras totalmente diferente das que conhecemos hoje. As empresas têm de perceber que a sua força é a qualidade das suas pessoas. Portanto, temos o cuidado de trabalhar estreitamente com as empresas que assumem esta postura.

Caetano Aeronautic de olhos postos no futuro

A Caetano Aeronautic, S. A., surgiu em resultado de um acordo de cooperação estabelecido, em agosto de 2012, entre o Grupo Salvador Caetano e a Airbus Defence and Space, e com o objetivo de desenvolver a sua atividade no âmbito do setor aeronáutico, mediante a fabricação de componentes para aeroestruturas de diferentes modelos de aeronaves militares e civis.

Neste sentido, a Empresa foi constituída a 18 de setembro de 2012, marcou a aposta do Grupo Salvador Caetano nesta nova área de negócio, a qual se caracteriza pela elevada componente tecnológica e pelo perfil fortemente orientado para os mercados externos, desencadeando um elevado interesse estratégico a nível nacional para o fabrico de produtos geradores de competitividade. Assim, o “core business” da empresa consubstancia-se na fabricação de um conjunto variado de componentes de aeroestruturas para diferentes modelos de aeronaves (de distintos Original Equipment Manufacturer – OEM), do segmento militar e civil, variando o “range” de componentes a fabricar em função dos programas definidos pelos OEM, os quais são produzidos a partir de materiais metálicos (alumínio, titânio e aço) e/ou compósitos (em fibra de carbono). O ano de 2014 ficou marcado pela alteração da estrutura societária da empresa e pelo aumento do seu capital como resultado da “Joint-Venture” estabelecida entre a Salvador Caetano Indústria e a Aciturri Aeronautica, S.L., um dos maiores fornecedores aeronáuticos Tier 1 da Europa.

Este acordo permitiu à Caetano Aeronautic a conjugação entre (i) o conhecimento extenso e as fortes relações comerciais do Grupo Salvador Caetano na indústria portuguesa e (ii) a experiência do Grupo Aciturri ao longo de mais de 35 anos no setor aeronáutico.

Decorridos cinco anos, continua a crescer e a dar cartas num setor que hoje ganhou uma enorme relevância a nível nacional, a Aeronáutica.

PRODUÇÃO COM FORMAÇÃO

De acordo com António Castro, “o grande problema que se coloca, não só nesta indústria como em toda, são quadros intermédios e o «chão de fábrica»”. Essa parte é a mais difícil porque não há formação a este nível. Em colaboração com o Centro de formação de Gaia do Grupo Salvador Caetano, foi ministrado o Curso de Técnico de Produção e Transformação de Compósitos, com conteúdo à medida para responder às necessidades da empresa. Este ano a unidade fabril retoma o curso técnico, que absorve quase todas as pessoas que o frequenta. Adicionalmente, atendendo a elevada exigência tecnológica desta indústria, 25% dos nossos quadros tem formação superior e mais de 50% com o grau de 12º ano de escolaridade.

“AS PESSOAS SÃO O MAIS IMPORTANTE. ISTO NÃO PODE SER SÓ DITO,

TEM DE SER VISTO”

“O capital humano é mesmo o mais importante – não pode ser algo dito mas visível na ação”. O Grupo Salvador Caetano tem isso no seu ADN desde o começo. Fazemos tudo o que nos é possível para que as pessoas se sintam bem. Isso é parte integrante da nossa cultura. Qualquer pessoa que entre na empresa tem perspetivas de progredir na carreira. Muitos dos nossos colaboradores estão connosco toda a sua vida profissional.

No entanto, o diretor refere que reter o talento mais jovem é mais complicado, uma vez que as novas gerações parecem procurar acima de tudo um salário alto a outro tipo de compensações. “Os jovens valorizam mais questões monetárias em vez de outras regalias. Alguns dos que foram embora voltaram pouco depois a ‘casa’. Temos atualmente 110 pessoas a trabalhar e queremos aumentar este número. Seja em que indústria for os passos são sempre os mesmos: semear, esperar e colher”.

Caetano Aeronautic lidera PASSARO – Clear Sky 2

Caetano Aeronautic assume a liderança de um consórcio de entidades portuguesas no âmbito do Projeto Clean Sky 2. Este é um programa de investigação aeronáutica com vista à melhoria do desempenho ambiental do transporte aéreo a decorrer nos próximos sete anos.

“Somos líderes no consórcio português –
PASSARO”, declara Flávio Figueiredo, e explica a importância deste projeto: “Isto permite-nos participar na área de investigação e desenvolvimento num programa Europeu, e dar o nosso contributo num projeto comum e adequado à nossa dimensão e experiência. Capacita a equipa de Engenharia e acelera muitas das tecnologias que podemos implementar no futuro”.

A preocupação da Comissão Europeia é preparar a próxima geração de aeronaves e por isso distribuiu por vários países-membros projetos de desenvolvimento nesse sentido. Este projeto tem três pilares essenciais: a redução de emissões poluentes; a redução do ruído e tornar o ciclo do produto mais «verde» ”.

“A produção de aviões continua a crescer e por isso é natural que cada vez mais empresas fabriquem componentes para esse fim. Estou certo que a aeronáutica é uma indústria muito adequada ao mercado português. É algo que precisa de muita competência e os portugueses têm-na!”, explica o diretor.

A Caetano Aeronautic quer dar passos maiores já a partir do próximo ano. “Em 2018, esperamos entrar em velocidade cruzeiro com a nossa capacidade máxima instalada”, conclui António Castro.

 

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