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Agricultura: Preços vão subir devido à crise

“Haverá com certeza subida de preços imediatos em alguns produtos e vai haver falta de rendimento para quem os produz”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

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Falando a propósito do Conselho Consultivo de Entre Douro e Minho da CAP, que hoje se realizou em Marco de Canaveses, no distrito do Porto, o dirigente referiu que a situação de seca em Portugal é a mais grave de sempre e que isso tem sido muito complicado para a agricultura.

Na reunião de hoje, realizada no auditório municipal, participaram dirigentes associativos regionais que debateram temas ligados a um setor da economia que enfrenta em 2017, nas culturas de outono/inverno, perdas médias de 25%, no conjunto do país. Segundo a CAP, nas regiões do Alentejo e interior norte, as perdas podem chegar aos 100%.

“O que existe é a certeza de que os custos de produção são completamente diferentes. A dúvida está instalada, a apreensão está instalada e isso é uma situação que não sabemos como se poderá resolver”, admitiu Eduardo Sousa.

A situação, alertou ainda, poderá agravar-se em 2018, se a falta de chuva persistir até ao final de dezembro.

“Isto cruzado com as medidas da Política Agrícola Comum, já ao nível dos regulamentos comunitários, leva as pessoas a não saberem como lidar com esta situação”, concluiu.

Agricultura é hoje, acima de tudo, precisão e informação

Outrora considerada uma atividade pouco relevante e sem carisma, a agricultura foi durante muitos anos alvo de políticas, agora consideradas, erradas. Hoje, ao que parece, há uma predisposição para a descoberta desta atividade, que já se assume e sustenta como uma ciência, toda ela tecnológica, estratégica e sustentável.

Quando falamos de agricultura não falamos de hortas biológicas, falamos de negócios.

Atualmente, a Conqueiros Invest dedica-se, essencialmente, a produtos tidos como mais tradicionais. Falamos de cerca de 690 hectares de milho, 600 cabeças de gado e de cerca de 20 hectares de arroz. Para o ano, tencionam aumentar os segmentos com olival e amendoal.

Como fator de sucesso do negócio, a agricultura de precisão é o segredo. Segundo Rui Veríssimo, “é através da informação que conseguimos passar à ação, com a recolha da informação conseguimos atuar de forma diferenciada em cada setor de exploração”.

Agricultura de precisão pode ser entendido como um sistema integrado de informações e tecnologias, baseado nos conceitos de que as variabilidades espacial e temporal influenciam nos rendimentos dos cultivos, o que leva a uma gestão mais eficiente.

3 Projetos 3 Revoluções 

Neste momento, a Conqueiros Invest está com três projetos em mãos. Um deles, passa pelas energias renováveis. Segundo os dois gerentes “para o ano esperamos ter a herdade completamente equipada com sistema fotovoltaico de forma a conseguir um balanço energético zero”, revela Rui Veríssimo, que continua a explicar um outro projeto, que consiste numa solução integrada para operação, sistema de rega por pivot. O Sistema permite a operação e monitorização do dos equipamentos de rega de forma a garantir que opere sempre nas melhores condições hidráulicas e desta forma se faça a otimização da utilização dos recursos agua energia. Chama-se ISOMATIS.

Este é um projeto tripartido entre a MBOS, empresa responsável pelo desenvolvimento tecnológico, o Instituto Politécnico de Beja, na parte científica e a Conqueiros Invest como entidade experimental. “O ISOMATIS é um equipamento de sistemas de rega, que permite aceder à informação de tudo o que acontece no sistema de rega, de modo a que não seja necessário estar constantemente no terreno a verificar se tudo funciona corretamente”, explica Pedro Veríssimo, que alerta que apesar de toda a tecnologia disponível o “ir até ao campo” não pode ser descurado: “Há coisas que só no terreno são percetíveis”.

O ISOMATIS ainda não está no mercado e ainda precisa de ajustes. Porém a certeza que existe para já é de que o potencial deste software é incrivelmente bom para o setor. O mesmo pode ser utilizado em qualquer equipamento – o que não é comum em equipamentos agrícolas – ou seja, tem um cariz universal.

No entanto, a empresa tem ainda outro projeto, resultante de uma parceria com uma empresa spin-off da Universidade de Évora, a Agroinsider, e que é revolucionário. Há dois projetos, um com base na avaliação da informação de satélite (fotografia) que permite avaliar o vigor vegetativo das culturas (NDVI), e desta forma a qualidade da rega e nutrição nas culturas. O Outro são Chips que se colocam nas vacas para monitorizar remotamente a sua mobilidade e peso, permitindo uma gestão mais eficiente do gado, ou seja, permite avaliar remotamente quais os locais de melhor pastagem e questões de sanidade e de fertilidade

“Agricultura hoje é informação, tornou-se mais técnica mas cuidado… porque só os técnicos conseguem interpretar a informação”

Já existem jovens formados e que estão a dar prestígio aquilo que se considera como “ser agricultor” em Portugal.

Quando se pensa em agricultura já não existe uma associação direta à figura de chapéu, de macacão e de enxada na mão.

A formação e o mercado global trouxeram à Agricultura um status que podemos considerar como “empresarial”.

Novas técnicas, equipamentos e novos produtos, fazem parte do conceito, porém, “não adianta ter dados se não os sabemos interpretar. Hoje é crucial que exista uma equipa técnica que seja capaz de interpretar a informação disponibilizada”, garante Rui Veríssimo. É caso para dizer que não adianta querer ser agricultor, tem de aprender.

Bayer compra Monsanto por 66 mil milhões de dólares

A alemã Bayer, uma multinacional das áreas da química e farmacêutica, confirmou que a oferta de compra da empresa agro-química Monsanto foi aceite. É o maior negócio do ano, que, a ser aprovado, criará um gigante na área do desenvolvimento de sementes, pesticidas e produtos químicos para a agricultura.

A compra, feita inteiramente em dinheiro, valoriza a Monsanto em 66 mil milhões de dólares (59 mil milhões de euros), o que significa 128 dólares por acção e já inclui a dívida da empresa norte-americana. O valor representa mais seis dólares por acção do que a oferta original da Bayer, apresentada em Março. À hora de publicação deste artigo, as acções da Monsanto na Bolsa de Nova Iorque rondavam os 107 dólares.

A Monsanto, que teve no ano passado receitas de 15 mil milhões de dólares, actua em vários mercados e é conhecida pelas sementes geneticamente modificadas, que têm suscitado críticas por parte de ambientalistas e alguns grupos de defesa do consumidor.

Um comunicado da Bayer explica que a junção das empresas permitirá combinar produtos de cada uma das companhias e significará uma poupança em torno dos 1500 milhões de dólares após o terceiro ano. “Esta operação une duas empresas diferentes, mas altamente complementares”, refere a nota. A multinacional alemã observa ainda que “a indústria da agricultura está no centro de um dos maiores desafios do nosso tempo: como alimentar, de forma ambientalmente sustentável, três mil milhões de pessoas a mais no planeta em 2050”.

O negócio, porém, ainda terá de passar pelo crivo dos reguladores de vários países, numa altura em que o sector está numa fase de consolidação. O contrato inclui uma compensação de dois mil milhões de euros paga pela Monsanto à Bayer, caso o negócio não se concretize devido a objecções levantadas pelas autoridades.

Quem quer ser um consumidor responsável?

O óleo de palma pode parecer exótico para o mundo ocidental, mas está em milhares de produtos nos supermercados e despensas das famílias. Da margarina aos gelados, das bolachas aos detergentes de roupa, nas velas, nos cremes e batons, este produto surge muitas vezes nos rótulos escondido na designação “óleos e gorduras vegetais”. A sua produção intensiva, através da extracção da polpa dos frutos que nascem nas palmeiras, está a substituir florestas tropicais e a destruir habitats de espécies animais, incluindo orangotangos, à medida que a procura mundial se intensifica.

É o óleo mais barato, o que consegue maiores volumes de produção face à colza, óleo de girassol ou soja e a sua produção não tem parado de aumentar. O departamento de agricultura do governo americano estima que este ano se atinjam as 65,5 milhões de toneladas, mais 10,25% do que em 2015. A Indonésia e a Malásia fornecem 85% deste produto e, no caso da Indonésia, o único ano desde 1964 em que não se registou um aumento homólogo anual da produção foi em 1997. As taxas de crescimento são quase sempre expressivas: 14% em 2008, 11% em 2011, 6% em 2016.

Quem faz a sua lista de compras estará muito longe de pensar no impacto que a produção intensiva deste produto tem no ambiente e o efeito directo na sobrevivência de espécies animais. E o mesmo é válido para milhares de outros alimentos que consumimos diariamente. O consumo responsável é um caminho ainda por desbravar para a maioria das pessoas. “Os consumidores portugueses quando vão fazer compras estão longe de pensar se o produto que estão a adquirir teve algum impacto a nível da sustentabilidade, no ambiente, em quem o produziu e em que condições. Ainda estamos muito no início da sensibilização para esta realidade”, diz José António Rousseau, presidente do Fórum do Consumo que vai lançar, em Outubro, a segunda edição do Observatório de Consumo Consciente.

O factor preço ainda domina a escolha, sobretudo, depois dos efeitos da crise económica que trouxeram maior racionalidade ao acto de consumir. Mas Luísa Schmidt, socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, acredita que quanto mais informação o consumidor tiver ao seu alcance, mais consciente será a sua escolha. Um estudo recente feito pelo ICS para a Missão Continente revela que 34,5% dos 1500 inquiridos estariam dispostos a mudar hábitos de consumo tendo em conta questões de justiça sócio-ambiental. E quase 57% defende que um consumo responsável passa por “evitar a produção e importação de produtos e serviços com impactos negativos no ambiente e nos direitos sociais”.

“Se perceberem os processos de produção e os impactos negativos ambientais e sociais, pensam duas vezes. O problema é que a rotulagem raramente indica qual o processo de produção ou se o produto é local”, começa por dizer a investigadora. Os dados revelados pelo estudo mostram que a preocupação com o que se come é cada vez maior, mas Luísa Schmidt admite que “há um afastamento entre a preocupação” e o resultado prático. O “consumidor ético” existe e está em emergência, contudo, ainda é um nicho. “São, sobretudo, os mais jovens e escolarizados e quem tem filhos os que pensam mais no impacto que a sua opção terá”, explica.

José António Rousseau sublinha que há uma “componente de egoísmo” no acto de consumidor, mas acredita que “a tendência é ir encontrando os pontos de equilíbrio necessários”. “Quanto mais empresas, pessoas e cidadãos forem tomando conhecimento destas preocupações, mais tarde ou mais cedo iremos encontrar a maneira certa de fazer as coisas”, sustenta.

Mas será tarde demais? “A urgência é enorme e os processos de mudança cultural e social são lentos. As pessoas foram obrigadas a racionalizar o seu consumo e lazer, olham cada vez mais para a rotulagem, preocupam-se com a saúde. Perante as adversidades, arranjam-se soluções que vêm para ficar”, diz por seu lado Schmidt. A consciência sobre os problemas vem, às vezes, “de um abanão”.

Produtores de leite da Leicarcoop apontam “situação de emergência” na cooperativa

Os produtores de leite da Leicarcoop querem ser recebidos “com urgência” pelo ministro da Agricultura para alertarem para a “situação de emergência” vivida devido à queda do preço do leite e “erros de gestão” na cooperativa.

Em comunicado, a comissão de gestão em funções na cooperativa sediada em S. Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim, diz pretender também “dar a conhecer a verdadeira dimensão do problema” à Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e às câmaras municipais do Entre-Douro-e-Minho, “no sentido de delinear um plano estratégico e encontrar soluções para a Leicarcoop e para o setor na região”.

Segundo explica, dado o agravamento da situação vivida pelos produtores no último ano devido à “queda do preço do leite, erros de gestão [na Leicarcoop] e atraso de três meses do pagamento”, decorreu a 11 de julho uma assembleia-geral extraordinária da cooperativa que culminou na demissão da direção e na constituição de uma comissão de gestão.

“A nova equipa em funções deparou-se com graves dificuldades financeiras, elevadas dívidas, bem como um pedido de Processo Especial de Revitalização [PER], o que traduz a dificuldade da anterior direção em encontrar um novo rumo e estratégia para a Leicarcoop”, lê-se no comunicado emitido pela comissão de gestão.

Salientando ter já retomado “relações comerciais com antigos parceiros” e renegociado preços de leite e prazos de pagamento, a comissão de gestão diz também ter já assegurado “uma antecipação de fluxo financeiro para os produtores, possibilitando que pagamentos semanais resolvam problemas prementes e urgentes”.

Contudo, refere, “nos últimos dias a anterior direção deu entrada de vários procedimentos cautelares em tribunal no sentido de impedir que a comissão em gestão possa tomar decisões”, tendo-se gerado uma situação que “é uma questão de emergência social e colapso do setor na região”.

“Não há dinheiro para pagar a fornecedores de fatores de produção, eletricidade e Segurança Social, encerrando explorações de forma consecutiva, criando desemprego e falências das empresas e das famílias, num quadro de dificuldade económica gritante”, sustenta a comissão de gestão.

“Em causa”, alerta, estão 60 explorações agrícolas das quais depende “a sobrevivência de centenas de pessoas, entre familiares e funcionários dos produtores de leite”.

Governo avança com proibição de glifosato em espaços públicos mas admite exceções

O ministro da Agricultura disse esta quarta-feira que o Governo vai aprovar legislação para proibir o uso do pesticida glifosato em espaços públicos “dentro de um mês ou mês e meio”, mas admitiu exceções para controlar pragas.

“Estamos a preparar legislação para levar a Conselho de Ministros dentro de um mês ou mês e meio”, afirmou Luís Capoulas Santos durante uma audição na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, acrescentando que a prioridade é interditar este herbicida em locais com “grande concentração de pessoas” como escolas ou hospitais.

Em resposta a um deputado do PSD, que considerou que a proibição do glifosato pode pôr em causa a competitividade agrícola e vai contra uma decisão anterior do parlamento, que chumbou três projetos de resolução para interditar o uso do herbicida, o ministro sublinhou que o produto pode continuar a ser usado nas atividades agrícolas.

Segundo Capoulas Santos, o objetivo não é fazer uma “proibição total”, mas precaver os riscos para a saúde humana que estão associados à inalação do produto, pelo que o ministério tem estado a promover também a qualificação de aplicadores de fitofármacos.

O responsável da pasta da Agricultura admitiu também exceções em “situações devidamente comprovadas”, caso apareçam “focos de infeção” que seja necessário controlar, por exemplo, em árvores decorativas.

Capoulas Santos adiantou ainda, em resposta ao deputado do PAN André Silva, que a Direção Geral de Agricultura e Veterinária (DGAV) autorizou a comercialização de um herbicida biológico de uma empresa francesa que pode constituir uma alternativa ao glifosato, faltando apenas aprovar o rótulo.

Capoulas Santos lembrou igualmente que, a nível comunitário o Governo passou de uma posição favorável ao glifosato para a abstenção depois de analisar a informação atualmente disponível, que não permite por enquanto “tomar uma posição clara e inequívoca” quanto ao herbicida.

A Comissão Europeia decidiu prolongar a autorização para o uso do glifosato ate 31 de dezembro de 2017, enquanto analisa o assunto com mais detalhe.

O potencial carcinogénico do glifosato tem sido associado a um co-formulante (taloamina) cuja proibição já foi decidida e entrou em vigor a 01 de julho.

Esta substância está presente em 26 produtos cujo stock terá de ser escoado durante um período transitório de seis meses (até 31 de dezembro).

AGRIKOLAGE – Do It Yourself

A componente Faça você mesmo ou “Do It Yourself” tem ganho, nos últimos anos, uma dimensão superior em Portugal, sendo que as marcas começam, cada vez mais, a estar atentas a produtos que permitam aos consumidores criar, usar e valorizar. A AGRIKOLAGE, da Agrikproducts, representa, na sua plenitude, esse lema do Faça Você Mesmo que combina agricultura com bricolage e torna tudo mais simples.
Que não subsistam dúvidas. Este é um conceito que vem romper com tudo o que já vimos, sendo composto por um portfolio bastante vasto e diferenciador: abrigos agrícolas ou para animais, estruturas de apoio, depósitos para armazenamento e distribuição de água, vedações, soluções energéticas, estruturas de suporte e proteção de árvores e plantas e ainda outros produtos que pode conhecer em agrikolage.com.
Comprovando a valia deste projeto e conceito, a marca AGRIKOLAGE encontra-se presente no mercado Ibérico, sendo que o passo seguinte passa por conquistar o mercado internacional, com um projeto de internacionalização que já está aprovado no âmbito do Portugal 2020, sendo que o foco principal, nesta fase, passará pelo mercado da Europa Central, na Polónia e da Europa de Leste, na Roménia.

“Sim, é um projeto inovador”

O CEO da AGRIKOLAGE, Ricardo Henriques decidiu apostar num novo conceito que promete revolucionar o mercado. Saiba mais.

Chegou recentemente ao mercado nacional uma nova marca de soluções integradas de produtos para a agricultura: a Agrikolage. Que conceito é este e que mais valias aporta o mesmo?
Este novo conceito de soluções modulares que funcionam por componentes, permite ao agricultor aproveitar e definir exatamente o produto final que pretende, tendo por base os módulos existentes, experimentar combinações, testar tamanho e cores até ficar satisfeito com o resultado final. Além destas vantagens, há uma redução notória do preço do produto e da mão de obra na montagem.

Será legítimo afirmar que este novo conceito: Agrikolage, vem, de alguma forma, revolucionar o setor até porque o mesmo tem uma forte componente «Do it yourself», criando uma simbiose entre a agricultura e a bricolage?
Sim, é um projeto inovador. Este potencial de mercado não estava, ainda, explorado: área de equipamentos e infraestruturas auxiliares para a agricultura, num modelo de montagem em «Do It Yourself».
Notamos que o agricultor contacta vários fornecedores para a implementação e/ou reestruturação de uma exploração agrícola, aumentando o tempo de execução, a complexidade de integração das soluções e o respetivo investimento realizado. Com as soluções Agrikolage, poderá adquirir vários produtos numa só compra, e ajustado exatamente às suas necessidades.

Acredita que as pessoas vão estar recetivas a este conceito?
A nossa marca oferece muitas vantagens e creio que o agricultor rapidamente vai entender a mais valia que trazemos para o Mercado.

Que estratégia está delineada para promover o crescimento da marca e desta gama de soluções «low cost»?
Atualização constante. Acompanhamento do cliente e das necessidades do seu negócio de forma a ter o produto certo para cada mercado. Vamos estar constantemente a desenvolver novos produtos, que respondam às solicitações e sugestões dos nossos clientes, aliás, como já tem acontecido até agora.

Escolher Agrikolage é…?
Escolher inovação, design, facilidade e proximidade.

Trás-os-Montes Biológico

David Barbas

Quem já não ouviu dos seus pais ou avós que os alimentos já não têm o sabor de antigamente?
Quem já não ouviu falar que pela boca morre o peixe?

Pois a verdade é que os alimentos consumidos atualmente são diferentes dos alimentos consumidos no passado.
Os modos intensivos de produção agrícola e pecuária levaram os produtores a adotarem métodos ambientalmente insustentáveis e colocando a saúde dos consumidores em risco.
A utilização intensiva de herbicidas, inseticidas e fungicidas, tal como adubos para crescimento rápido, etc., põem seriamente em causa a qualidade dos alimentos, nomeadamente quanto à presença de resíduos de substâncias nocivas para a saúde humana.
Além disso, a velocidade de crescimento e a forma da adubação retiram sabor e genuinidade aos alimentos.
Em termos ambientais, estes processos de produção são negativos, porque existe a contaminação dos solos, das águas e o choque com o ecossistema envolvente, tanto na flora como na fauna. Por estes motivos, a agricultura e pecuária intensivas põem em causa a sustentabilidade ambiental para as gerações vindouras.

Assim sendo, e por estarmos situados num local privilegiado do nosso país, nasceu em julho de 2014 a JOMAVIL – Produtos Biológicos, uma empresa certificada para produzir e transformar produtos biológicos. A certificação exige um conjunto de regras e medidas que os operadores terão de cumprir.

A empresa nasceu inicialmente com a perspetiva de transformar essencialmente frutos secos, nomeadamente amêndoa, alguma de produção própria e outra comprada a agricultores locais devidamente certificados como biológicos pelos organismos competentes, estimulando desta forma a economia local baseada na agricultura biológica e a exploração dos recursos endógenos da região, que por ter um clima singular origina produtos de extrema qualidade.

Logo nos primeiros contactos com o mercado consumidor fomos desafiados e transformar mais produtos, produtos esses da nossa tão rica região transmontana. Por esse motivo logo no ano seguinte introduzimos novos produtos, nomeadamente mel (urze, rosmaninho e castanheiro) e azeite.
Já no final do ano de 2015 introduzimos nozes e cera de abelha.
Fomos também inovando a nível de embalagem e ao nível da transformação dos produtos, nomeadamente na amêndoa, que comercializamos, crua com pele, crua sem pele, torrada, torrada salgada e ralada.
Neste momento, os nossos produtos estão colocados em muitas lojas de produtos biológicos em todo o país, incluindo Açores e Madeira, e temos uma página na internet com uma loja online, em www.jomavil.com, permitindo desta forma que qualquer pessoa possa comprar diretamente os nossos produtos.
No futuro, a JOMAVIL espera poder chegar a mais pessoas, em Portugal e além-fronteiras, e com mais produtos, apostando sempre nos produtos biológicos, na sua qualidade, no sabor, na ausência de substâncias prejudiciais à saúde e garantindo uma sustentabilidade ambiental dos pontos de produção dos seus produtos.

Alimentos biológicos vs. Alimentos Convencionais
A verdade é que a maioria das pessoas pensa que os produtos biológicos são muito mais caros que os convencionais, o que nem sempre é verdade. Do ponto de vista da produção, é mais caro produzir em modo biológico, porque os fertilizantes e métodos utilizados são mais dispendiosos e a produtividade é inferior, por causa dos insetos, infestantes, etc., ou seja, o risco é maior.
No entanto, os preços tendem a descer com cada vez mais produtores a apostar neste tipo de agricultura.
Se em vez de perguntarmos o porquê dos alimentos biológicos serem tão caros, perguntemos o porquê de os alimentos convencionais serem tão baratos.
Os alimentos biológicos em termos nutricionais são mais ricos, têm mais vitaminas, minerais, enzimas e micronutrientes do que os alimentos cultivados de forma convencional.
Se a saúde é a nossa maior riqueza, então todos deveríamos consumir apenas produtos biológicos.
A JOMAVIL espera que no futuro a grande maioria dos consumidores opte pelos produtos biológicos e é nesse sentido que estamos a inovar todos os dias, com produtos novos e novas formas de os apresentar, estando permanentemente em contacto com os nossos clientes, ouvindo as suas críticas e necessidades, para que não falte opções a quem quer mudar para um estilo de vida mais saudável.

Alimentos. Produtores ameaçam cortes para travar queda dos preços

“Veja-se o exemplo do leite e, agora, da carne de porco – os produtores não conseguem vender sem ser abaixo do preço de custo. Todos os dias encerram explorações em Portugal”, refere João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). “Os preços estão de tal maneira baixos que os produtores não aguentam. Preços baixos que nem sempre chegam à mesa do consumidor porque a margem é absorvida pela grande distribuição. Os governos e a própria União Europeia deviam criar regras para controlar essas margens e manter preços justos ao produtor.”

João Machado esteve recentemente em Belfast, numa reunião de produtores europeus, norte–americanos, mexicanos e canadianos para discutir o futuro do setor. “Pedem-nos para aumentar a produção em pelo menos 50% porque vai haver mais dois mil milhões de pessoas à face da Terra em 2050. Mas a produção tem aumentado e os preços baixam sistematicamente. Estamos a ponderar se não será preferível limitar intencionalmente a produção para subir os preços – é melhor do que termos escassez definitiva porque os produtores faliram”, adiantou.

Nos anos da crise, entre 2008 e 2011, muitos especuladores e investidores voltaram-se para as bolsas de mercadorias e ajudaram a inflacionar os preços, desde o arroz ao café, passando pelos metais, como o aço ou o ouro. Mas a melhoria da economia mundial, a queda do preço do petróleo e a valorização do dólar afastaram os especuladores dos mercados e provocaram um trambolhão nos preços. O índice da Thomson Reuters CRB Commody, composto por 19 mercadorias, caiu 24% só em 2015, tendo chegado a atingir, em meados de dezembro, mínimos desde 2002.

Em Portugal, por exemplo, cerca de 8400 explorações de carne de porco portuguesas estarão em risco de encerrar nos próximos dois meses, eliminando 200 mil postos de trabalho, avisam os produtores. O país é deficitário na produção da carne de porco, suprindo apenas cerca de 55% do consumo, mas há dificuldades no escoamento do produto e o preço oferecido pelos hipermercados é de apenas 1 euro quando o custo de produção ascende a 1,5 euros. “Estamos sujeitos ao terrorismo comercial por parte da grande distribuição”, denunciou João Correia, um dos produtores. “A mais pequena cadeia de distribuição portuguesa consegue subjugar o maior agricultor norte-americano”, lamentou João Machado.

E as perspetivas da FAO para este ano não são otimistas para os produtores. “A atual análise não sugere uma inversão da tendência de descida dos preços”, refere. “A valorização do dólar não dá sinais de abrandar. As perspetivas para os preços da energia permanecem em baixo e, com a incerteza económica em grandes países importadores, como a China, há poucos sinais de aumento na procura”, prevê a FAO, ressalvando que “os preços dos alimentos continuam suscetíveis a grandes oscilações dado que fenómenos meteorológicos podem facilmente transformar a abundância em escassez”.

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