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“O que faz a diferença em qualquer projeto são sempre as pessoas”

Enquanto Associação Portuguesa de Gestão de Projetos, quais diria que são os principais itens que um projeto tem de ter para ser bem-sucedido?

O que faz a diferença em qualquer projeto são sempre as pessoas. A sua motivação e envolvimento, bem como o modo como são lideradas são aspectos essenciais, assim como a existência de uma verdadeira equipa e não apenas um mero conjunto de pessoas. Mas, para além de Gestores de Projetos profissionais e com competências certificadas, o modo como a Gestão de Projetos está implementada nas organizações é sempre um factor crítico. Podemos ter excelentes Gestores de Projetos e excelentes equipas a utilizar uma metodologia bem estruturada e suportada nas melhores ferramentas, mas se a organização não estiver preparada para suportar a Gestão de Projetos e os seus Gestores de Projetos, o sucesso estará inevitavelmente comprometido.

Quais as áreas de atividade que a Associação abrange?

A APOGEP faz parte da IPMA – International Project Management Association que é uma confederação de associações de 70 países. Por via desta afiliação, implementámos em Portugal o modelo 4-L-C de certificação profissional de Gestores de Projetos que é um modelo de certificação de competências em 4 níveis. Em Portugal existem já mais de 2.000 profissionais certificados neste modelo.

Desde 2008 que a APOGEP, por protocolo celebrado com o IPQ, é Organismo de Normalização Sectorial (ONS) para a Gestão de Projetos. Nesta qualidade, o ONS-APOGEP participa activamente com uma Delegação Nacional junto do ISO PC 236 que desenvolveu a Norma ISO 21500 – “Project management – A guide for project management”, continuando permanente a acompanhar os trabalhos do ISO PC 236.

A APOGEP integra uma estrutura autónoma, a Young Crew Portugal, destinada a jovens estudantes e profissionais até aos 35 anos, que desenvolve inúmeras actividades como tertúlias e workshops e participa em projetos internacionais da Young Crew com as restantes Young Crews do mundo IPMA.

No âmbito da sua missão de promover a profissão e as boas práticas de Gestão de Projetos, a APOGEP organiza com regularidade uma variedade de eventos, alguns dos quais têm trazido a Portugal oradores conceituados.

De forma geral, quais são as maiores necessidades que identifica nas empresas quando o tema é “projetos”?

Ainda há muitas organizações onde subsiste uma enorme confusão sobre o que é um projeto, em muito devido à vulgarização desta palavra. Para além disso, muitas organizações que começaram a perceber que toda a sua actividade que não seja “operações” deve ser gerida por projetos, cometem o erro de pensar que basta adoptar uma qualquer ferramenta informática para esse fim. Por fim, temos ainda a situação de organizações que decidem adoptar ferramentas e metodologias de tal modo complexas que a Gestão de Projetos torna-se um problema e não uma solução.

Qual é o papel do gestor de projeto?

O Gestor do Projeto é a pessoa responsável por garantir que o projeto é levado a cabo de acordo com os requisitos, entregando valor e assegurando os benefícios esperados. Em rigor, é o responsável último e máximo pelo projeto e pelo seu sucesso, sendo que para poder exercer essa responsabilidade deverá ter o poder e os meios para o fazer, o que nem sempre acontece.

Numa lista de cinco práticas quais enumeraria como aquelas que são imprescindíveis?

As “práticas”, para serem postas em prática, implicam competências. As competências necessárias a um Gestor de Projetos, de Programas ou de Portefólios encontram-se descritas no ICB – Individual Competence Baseline da IPMA, documento sobre o qual assenta o modelo de certificação de competências da IPMA-APOGEP. São 29 elementos de competência distribuídos por 3 domínios – Perspectiva, Pessoas e Prática. Escolher 5 destes 29 elementos de competência não é fácil e diria que depende do contexto. No domínio das Pessoas escolheria a “Liderança” e a “Comunicação” porque, de alguma forma, são imprescindíveis às restantes. Do domínio da Prática destacaria o “Âmbito” e os “Riscos e Oportunidades”. O Âmbito porque é crucial que um Gestor de Projetos seja capaz de definir e controlar o âmbito do seu projeto, sendo este a base de tudo o resto. Riscos e Oportunidades, porque um projeto sem riscos é um projeto em risco. Por fim, no domínio da Perspectiva, “Cultura e Valores” é um elemento de competência cada vez mais determinante num mundo de projetos cada vez mais diversificados e multiculturais.

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