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Suplementos alimentares: Uma aposta segura

A Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares começou por lidar com produtos de alimentação e de saúde, tendo direcionado a sua ação também para a esfera dos suplementos alimentares. A partir de 2003, altura em que passou a haver um enquadramento legal para estes produtos, os suplementos alimentares acabariam por se tornar a ação fundamental da associação.

O consumo de suplementos alimentares tem aumentado nos últimos anos, uma vez que existem cada vez mais adeptos da procura de soluções naturais para uma vida mais saudável.

Os suplementos alimentares são géneros alimentícios que se destinam a complementar e ou suplementar o regime alimentar normal e que fornecem doses concentradas de nutrientes ou de outras substâncias de forma simples ou combinada com efeito nutricional ou fisiológico, que se apresentam de forma doseada (ex. cápsulas, comprimidos, ampolas) e que se destinam a ser consumidos em pequenas quantidades.

O mercado dos suplementos alimentares encontra-se em franca expansão, não só em Portugal como também a nível mundial. A história dos suplementos remonta às tradições populares da utilização de preparações à base de plantas com o intuito de tratar doenças ou de aumentar a vitalidade do organismo. Hoje em dia, o mercado dos suplementos alimentares divide-se em diferentes categorias entre as quais, a das vitaminas, dos minerais, dos vegetais/chás/plantas, entre outros. Estima-se que em Portugal cerca de 80% da população consuma ou já tenha consumido suplementos alimentares. De modo geral, o consumidor recorre a estas opções como forma de complementar a sua dieta, assim como para melhorar o estado de saúde e prevenir o desenvolvimento de doenças. Porém, existem outros motivos que podem justificar a utilização de suplementos tais como a melhoria da performance física, a promoção do emagrecimento, o reforço da imunidade, o combate aos sintomas de fadiga. Um dos aspetos mais apelativos da utilização de suplementos é que este tipo de produtos apresenta muito menos riscos para a saúde, sendo geralmente bem tolerados pela maioria da população e apresentando menos efeitos secundários em comparação com os medicamentos. Contudo, é sempre necessário ter em consideração se o consumidor não tem uma sensibilidade ou alergia prévia a qualquer um dos ingredientes que existem na formulação do suplemento.

No que diz respeito à escolha deste tipo de produtos, os profissionais da área da saúde são o principal veículo de recomendação. Porém, uma percentagem bastante significativa de pessoas (cerca de 40%) baseia-se meramente na opinião de amigos, familiares ou de colegas para iniciar a toma de um suplemento. Torna-se assim, fundamental trabalhar para melhorar as vias de comunicação com os profissionais de saúde e do setor, verificando-se inclusive que neste momento, já ocorrem formações específicas e regulares em lojas de produtos naturais, de parafarmácias e de farmácias sobre a área. Não se pode contudo esquecer que também é necessário educar os consumidores para uma utilização responsável dos suplementos de modo a se obterem os efeitos pretendidos.

Quanto a controlo da qualidade na Europa este setor é regulado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA). Apesar do mercado dos suplementos alimentares apresentar algumas diferenças regulamentares fora da União Europeia, a harmonização legal dentro dos países do grupo veio facilitar a sua comercialização e cumprimento de todos os requisitos para a venda de suplementos alimentares seguros.

Para além da EFSA, em Portugal existe ainda o controlo pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e a fiscalização pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Estas entidades contribuem para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e para garantir a sua segurança alimentar e comercialização segura. Portanto no nosso país pode considerar-se que existe um elevado nível de controlo em comparação com outros países onde a responsabilidade da segurança e qualidade do suplemento alimentar compete apenas ao fabricante.

Nos próximos anos será de prever que este setor continue a crescer, dada a tendência atual dos consumidores pela procura de alimentos biológicos e pela adoção de estilos de vida mais saudáveis focados na prevenção da doença.

Opinião de Pedro Lôbo do Vale, Presidente da Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares

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