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Aveiro: Cadáver de homem encontrado em fábrica abandonada

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“A PSP deslocou-se a uma antiga fábrica situada no Cais do Paraíso cerca das 11:45, tendo encontrado o cadáver de um indivíduo do sexo masculino aparentando 50 anos”, disse fonte da PSP.

A Polícia Judiciária foi chamada ao local e está a investigar a ocorrência.

O corpo foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Aveiro.

LUSA

Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Escola de Aveiro lança plataforma dedicada à reabilitação respiratória

ESSUA

Reabilitação Respiratória em Rede (3R) visa ajudar a “encontrar soluções para um conjunto de doenças que tem em Portugal um acompanhamento clínico insuficiente” e vai ser apresentada durante a conferência “Reabilitação Respiratória em Rede”, que se realiza dia 11, na Universidade de Aveiro.

Segundo Alda Marques, coordenadora do Lab3R da ESSUA e responsável pelo 3R, a “doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, apneia do sono, fibrose pulmonar idiopática, e bronquiectasias são algumas das enfermidades que fazem parte do grupo das doenças respiratórias crónicas e que em Portugal estão ainda muito subdiagnosticadas”.

Entre 2011 e 2016 o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crónica aumentou 241 por cento e o da asma 234 por cento. “Estas doenças são crónicas e, portanto, já estavam há muito presentes na população, nunca tinham é sido diagnosticadas”, afirma Alda Marques.

A ausência de uma rede nacional de espirometria que permita avaliar a saúde dos pulmões e a falta de sensibilização da comunidade em geral, para a enorme presença de doenças respiratórias crónicas na população, são algumas das razões que explicam o porquê de no país existir um subdiagnóstico destas doenças, de acordo com a coordenadora do projeto.

“As doenças respiratórias, possíveis de prevenir e tratar, representam um problema de saúde pública substancial com enorme sobrecarga para os doentes e famílias, mas também para a economia e sistemas de saúde e sociais”, aponta Alda Marques.

Principais causadoras de morte e incapacidade prematura em Portugal, “prevê-se que o número de pessoas afetadas por estas doenças continue a aumentar devido à exposição contínua a fatores de risco e ao envelhecimento da população”.

Alda Marques diz ser fundamental que “as pessoas possam ser referenciadas o mais precocemente possível e acompanhadas de forma personalizada, de acordo com as suas necessidades e expectativas, independentemente do local onde vivem ou severidade de doença que têm”.

Em Portugal as doenças respiratórias crónicas afetam 40 por cento da população mas, “apesar de serem líderes de mortalidade e morbilidade”, menos de um por cento dos doentes têm acesso a reabilitação respiratória, uma intervenção considerada “essencial” para estes doentes. Nesse sentido, a plataforma 3R pretende ser uma ajuda. Desenvolvida para Portugal e para os Países da Comunidade de Língua Portuguesa, a 3R visa ajudar as pessoas com doenças respiratórias crónicas e promover a parceria entre doentes, familiares, comunidade e profissionais de saúde.

“Pretendemos facilitar o acesso, de forma gratuita, a toda a informação referente às doenças respiratórias crónicas e à reabilitação respiratória, e assim contribuir para a adoção de estilos de vida saudáveis e para uma melhoria da qualidade de vida destes doentes”, explica Alda Marques.

Os doentes e familiares passam a dispor, em vários vídeos e textos, de informações úteis acerca das doenças respiratórias crónicas e da reabilitação respiratória, testemunhos de experiências vividas, bem como acompanhar as novidades acerca destes temas.

A 3R quer também constituir-se como “um ponto de referência para os profissionais de saúde, permitindo desenhar e implementar programas de reabilitação respiratória baseados na evidência”.

Os profissionais de saúde terão assim acesso a uma listagem de recursos materiais e humanos necessários para implementar programas de reabilitação respiratória, a uma lista compreensiva de instrumentos para avaliar os efeitos da reabilitação respiratória nos doentes, a orientações de como implementar os programas, a material informativo para as sessões psicoeducativas e a folhas de registo das sessões.

LUSA

Venha conhecer a «Veneza portuguesa»…Aveiro

Conhecida como a “Veneza portuguesa” a cidade de Aveiro encanta-nos com os seus edifícios exuberantes e a incrível biodiversidade da ria. Visitar e conhecer a cidade de Aveiro é…?

É ter uma experiência única a todos os níveis: a beleza natural e única dos canais urbanos da Ria de Aveiro, as salinas e as marinhas de sal, os nossos barcos moliceiros, a gastronomia, das enguias aos ovos-moles, passando pelo Licor de Alguidar e o principal, as Gentes de Aveiro.

Somos a Cidade dos Canais, uma Terra com Horizonte, feita de gente boa, empreendedora que sabe inovar, cuidar e preservar. É essa a nossa principal missão, cuidar da herança recebida, para a dar valorizada aos nossos filhos, e a Ria de Aveiro é uma muito boa herança que queremos continuar a cuidar bem.

Formada no século XVI, a Ria de Aveiro, com a sua biodiversidade, é hoje o símbolo e o espelho de uma cidade em forte crescimento. Está a Ria de Aveiro preparada para este crescimento? Que desafios acarreta o mesmo para o Município de Aveiro?

Para o mandato atual 2017/2021 existem dois grandes eixos que estamos a trabalhar: a Cultura e o Ambiente.

Queremos valorizar a frente-Ria, melhorando a sua perceção, intensificando a relação entre a terra e a água da Ria de Aveiro, apostando no modo de mobilidade elétrico para as embarcações. Neste âmbito iremos criar uma rede de distribuição de energia elétrica de abastecimento nos cais para os Moliceiros e restantes embarcações. Aveiro Cidade dos Canais é uma aposta a continuar.

Estamos já hoje a qualificar os canais urbanos com a reabilitação de vários canais, inauguramos recentemente a nova Ponte de São João, que faz a travessia do Canal de São Roque e que permite a partir de agora que os barcos moliceiros tenham uma largura de navegação bem superior à que existia com a antiga ponte. Esta é uma obra que vai ficar para a cidade durante várias gerações.

O CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental, visa promover a educação ambiental, potenciando a sua proximidade com a Ria de Aveiro. Qual tem sido o impacto do seu propósito nos visitantes e, inclusive, nos habitantes?

O CMIA tem um edifício-sede que integra um conjunto de equipamentos inaugurados há cerca de dois anos, nomeadamente o Cais da Ribeira de Esgueira, o Parque Ribeirinho do Carregal e o Parque Ribeirinho de Requeixo.

Com um investimento ligeiramente superior a um milhão de euros, o CMIA é um espaço notável e diferente, de arquitetura contemporânea, desafiando-nos a conhecer mais sobre a Ria de Aveiro, e com um ponto de observação diferente e excecional sobre o Salgado Norte Aveirense e sobre a Cidade de Aveiro.

Recebemos visitantes de vários pontos da Europa, bastantes Escolas em visitas de estudo e através de um protocolo firmado com a Universidade de Aveiro, damos a oportunidade aos alunos de biologia de fazerem lá o seu estágio para conclusão do seu plano de estudos. O balanço é claramente positivo, ajudando a sensibilizar os cidadãos e a dar a conhecer a fauna e flora da Ria de Aveiro.

Com 107 km de extensão, qual é a complexidade e que importância assumem as vias ecológicas cicláveis da Polis Litoral Ria de Aveiro?

As vias cicláveis que estamos a tratar de desenvolver terão um traçado final de mais de 300km de extensão. O Património Natural assume um papel basilar neste processo, que queremos que tenha uma forte vocação turística, mas também de coesão territorial e de inovação.

Não obstante o valor intrínseco e singularidades dos recursos turísticos (naturais ou culturais), não pode ser descurada a necessidade de criar as condições básicas necessárias para que os visitantes possam experienciar os territórios de uma forma, mais ou menos, autónoma. É necessário conferir uma melhor acessibilidade do Homem à Natureza, para que esta possa ser compreendida e desfrutada por um maior número de pessoas e de uma forma mais intuitiva. Para cumprir este propósito é importante dotar os territórios de sinalética e estruturas de comunicação e construir estruturas de apoio à visitação.

É neste sentido que as vias ecológicas cicláveis são tão importantes para o Município e para a Região de Aveiro, e que estamos a ultimar a Grande Rota da Ria de Aveiro no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA) é uma aposta da Câmara Municipal. No âmbito do PEDUCA que projetos são de destacar?

O PEDUCA integra um vasto conjunto de intervenções, nas áreas da qualificação urbana de edifícios e espaços públicos, da mobilidade e da qualificação de Bairros Sociais, com um valor global de investimento de 25 milhões de euros. No site da CMA, www.cm-aveiro.pt, pode ser consultada informação sobre os vários projetos e o seu estado de desenvolvimento.

Uma nota de destaque para a Qualificação do Rossio, que assuem a opção política de dar à Cidade de Aveiro uma Praça Urbana de elevada qualidade, que conjugue um espaço livre e grande para a realização de eventos e para espaço de encontro das Pessoas, deviamente conjugado com espaços verdes e a presença de árvores, numa organização que valorize devidamente a frente-Ria, do Canal Central e do Canal das Pirâmides.

Dar muito mais espaço à utilização pedonal alargando passeios e criando novas zonas de estar e de circular com qualidade, condicionar a circulação automóvel, organizar o estacionamento numa área de menor valor e sem impacto na paisagem urbana, resolver os problemas de segurança conferindo um bom ambiente de segurança passiva, são objetivos assumidos nesta aposta de qualificação.

Estamos a desenvolver este projeto em fase inicial, de forma aberta e participada, estando disponíveis para receber contributos de quem o entenda por bem fazer, o que desde já agradecemos.

Foi aprovada, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030), reforçando que Portugal é reconhecidamente um país rico em património natural. Esta estratégia vem corresponder, de facto, à transversalidade das problemáticas que se colocam nos domínios da biodiversidade e da conservação da natureza?

Em termos globais sim, sendo que existe muito dessa estratégia que tem de ser concretizada no terreno, materializando os objetivos definidos, podendo dar como exemplo a necessidade urgente de uma intervenção do ICNF na qualificação da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto.

 

Homem confessa ter ateado nove fogos em Águeda

Um homem de 39 anos confessou esta quarta-feira, no Tribunal de Aveiro, ter ateado nove incêndios florestais entre Agosto e Novembro de 2016, em Águeda, um dos concelhos mais fustigados pelos fogos no último verão.

“Não sei porque fazia aquilo. Estou arrependido, tenho de pagar pelo quis fiz”, disse o arguido, que está acusado de seis crimes de incêndio florestal, dois dos quais na forma tentada e três crimes de incêndio.

Questionado pelo juiz presidente, o arguido justificou o seu comportamento, alegando que “andava descontrolado” devido à separação da companheira.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os incêndios ocorreram em diferentes locais da freguesia de Macinhata do Vouga, no concelho de Águeda, onde o arguido reside.

O MP refere que no início do mês de Agosto, com o intuito de “causar comoção nos residentes naquela localidade e nas localidades próximas”, o arguido decidiu passar a atear vários fogos em terrenos de vizinhos seus.

O arguido atuava durante a noite, ateando fogo com recurso a pinhas secas e um isqueiro e, em alguns casos, ficou a ver os populares a combater o incêndio, nada fazendo para apagar as chamas, indica o MP.

Na maioria dos casos bastou a intervenção de populares para extinguir o fogo, mas em duas situações tiveram de ser chamados os bombeiros para travar a propagação das chamas para zonas florestais e habitações.

O suspeito foi detido em Novembro de 2016 pela Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro, encontrando-se desde então em prisão domiciliária, com vigilância electrónica.

Na altura da detenção, a PJ referiu que os referidos incêndios colocaram em perigo “uma extensa mancha florestal, bem como, em três das situações, estruturas de apoio à agricultura, pecuária e, ainda, casas de habitação”.

“Apenas a pronta detecção dos fogos e o seu combate no imediato impediu que os mesmos tivessem consequências de maior”, disse a PJ.

Aveiro: jovens de 13 e de 15 anos vivem em matrimónio

Em comunicado, a PJ refere que a investigação foi desencadeada na sequência da realização de várias buscas domiciliárias, efetuadas no âmbito de uma operação policial de combate à criminalidade violenta.

“No decurso de uma delas constatou-se que dois menores, ela com 13 anos de idade e ele com 15, viviam maritalmente, em condições análogas às dos cônjuges”, refere a mesma nota.

Os jovens terão contraído matrimónio no passado mês de janeiro, com o consentimento prévio dos progenitores de ambos, e viviam na habitação dos pais do rapaz.

Segundo a PJ, a rapariga foi retirada da habitação e foi entregue para acolhimento num centro de apoio familiar.

Os dois casais, que estão “fortemente indiciados” pelo crime de abuso sexual de crianças, foram notificados para serem presentes a primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

Homem pede que filha deixe de usar o seu apelido depois de descobrir que não é o pai biológico

“O Tribunal de primeira instância considerou que o meu cliente não é efetivamente o pai biológico da menor, mas é, apesar disso, afetivamente, sociologicamente e juridicamente o seu pai”, explicou o advogado Pedro Teixeira.

O causídico admitiu estar surpreendido com a decisão, tendo recorrido para o Tribunal da Relação do Porto.

Pedro Teixeira admite que os laços sociais e afetivos “são muito importantes”, mas “não prescindem do elemento biológico”.

“O Tribunal não pode obrigar a filha a aceitar aquele pai e não pode obrigar o pai a aceitar aquela filha, quando não existe elemento biológico”, referiu o advogado, sustentando que a menor tem o direito de saber quem é o pai biológico e aquele tem o direito de assumir a paternidade.

O causídico recorda que o seu cliente só decidiu apresentar a ação de impugnação de paternidade quando a menor já tinha 15 anos, porque foi nessa altura que descobriu que era infértil e que não poderia ser o pai biológico.

“O facto de durante tantos anos ter efetivamente acreditado ser pai da menor só entristece mais o autor e a sua família”, diz o causídico.

Segundo o advogado, a progenitora foi condenada pelo tribunal a pagar uma multa e uma indemnização por litigância de má-fé, por ter escondido, mesmo durante os presentes autos, que tinha tido relações sexuais com outro homem, durante o período legal de conceção da criança.

Na ação de impugnação de paternidade que deu entrada no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, o homem pedia que fosse decretado que não é o pai da menor e, consequentemente, esta deixasse de poder usar o seu apelido.

Pretendia ainda que a ex-companheira fosse condenada a pagar uma indemnização de quase 17 mil euros, sendo dez mil euros por danos não patrimoniais e 6.350 euros relativos à pensão de alimentos da menor.

LUSA

Sunenergy possibilita a venda da energia produzida a partir do sol à INETO em Aveiro

Trata-se da instalação de uma Unidade de Pequena Produção Fotovoltaica (UPP), antiga minigeração (produção descentralizada de eletricidade em pequena escala), que conta com 214 painéis fotovoltaicos de 250W para produção de energia elétrica através do sol. A UPP permitirá, ao contrário do autoconsumo, a venda da energia na sua totalidade à rede elétrica. Este novo projeto conta com 53.50 kW de potência instalada, produzindo aproximadamente 78.000 kWh de energia por ano.

Segundo Rui Oliveira da Sunenergy, “o valor anual de venda de energia que estimamos é de 8.000€, o que representa uma rentabilidade superior a 15% ao ano, muito superior a qualquer outro investimento de baixo risco como é este o caso”.

Para o Eng. Idílio Neto, responsável da INeto, “este investimento faz todo o sentido do ponto de vista económico mas também do ponto de vista ambiental, sobretudo para uma empresa como a nossa que tem uma vertente muito forte nessa área”.

Em termos de emissões de CO2, estima-se que este projeto permita uma redução de emissões de CO2 de 40 toneladas por ano.

Cada cliente pode escolher o modelo mais apropriado para si, autoconsumo (UPAC, Unidade de Produção de Autoconsumo) ou venda (UPP, Unidade de Pequena Produção), contando com um serviço de aconselhamento da Sunenergy, que analisa fatores como o perfil de consumo, o consumo anual de energia, entre outros.

Sobre a SunEnergy:

A SunEnergy é uma empresa especializada em soluções de energias renováveis com vários anos de experiência.

A SunEnergy é composta por um conjunto de delegações espalhadas pelo país e suportadas por uma rede de profissionais especializados.

Através da implementação de sistemas energéticos limpos e eficientes para climatização, produção de água quente e geração de eletricidade, contribui para um desenvolvimento sustentável, otimizando o consumo de recursos energéticos e melhorando o bem-estar das pessoas.

Especialistas debatem em Aveiro criação de arquivo sonoro lusófono

Etnomusicólogos, especialistas e responsáveis de arquivos de vários países de expressão portuguesa vão debater a criação de um arquivo sonoro lusófono, num congresso dedicado à música lusófona em discos de 78 rotações, que decorre esta semana em Aveiro.

O encontro, que se inicia quinta-feira na Universidade de Aveiro e decorre até sábado, vai debater as mais importantes coleções discográficas de 78 rpm recenseadas em Portugal, Brasil, Moçambique e Cabo Verde e perspetiva-se que venha a ser o “embrião” de um arquivo sonoro lusófono.

A constituição de um grande portal da discografia 78 rpm no mundo lusófono, a partir de um mecanismo agregador associado ao projeto Memórias de África e do Oriente (memoria-africa.ua.pt/), e a publicação de um livro sobre Música e Lusofonia em Acervos de 78 rpm, são dois dos temas de trabalho dos congressistas.

Entre outros responsáveis e investigadores de países lusófonos, estarão presentes Paulo Costa, diretor do Museu Nacional de Etnologia, e Eduardo Leite, responsável pelo arquivo sonoro da RTP.

Apesar do incremento nos últimos anos da pesquisa e digitalização de coleções sonoras em países lusófonos, em parte devido ao impacto de novas tecnologias de digitalização, é ainda escassa a prática partilhada de investigação sobre esses acervos, que espelham práticas musicais historicamente formadas no triângulo do Atlântico Sul onde se inclui Portugal, Brasil e os países africanos de expressão portuguesa.

A realização do congresso “Música e Lusofonia em Acervos de 78 rpm” resulta de uma parceria entre a Universidade de Aveiro (UA), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e o Instituto Moreira Salles.

Após a mesa inaugural do congresso, presidida pelo vice-reitor da UA, José Fernando Mendes, a sessão de abertura caberá ao embaixador Eugénio Anacoreta Correia, presidente do Observatório da Língua Portuguesa.

A Universidade de Aveiro, anfitriã do congresso, dispõe de uma coleção de 7000 fonogramas registados em discos de goma-laca, vulgarmente designados por 78 rpm, gravados entre 1900 e 1049 (arquivo José Moças).

Desde 1997 tem vindo a desenvolver uma política de acolhimento de arquivos de música, em articulação com a investigação do Instituto de Etnomusicologia — Centro de Estudos em Música e Dança (INET–MD), sendo ainda, uma das entidades gestoras, desde 1997, do site Memórias d’África e d’Oriente que desenvolveu para a Fundação Portugal-África.

“Temos os olhos postos no futuro”

As autarquias são vistas com o poder político mais próximo das famílias. Como tal, são elas que se apercebem mais facilmente das fragilidades e necessidades locais, dando respostas prementes ou fazendo chegar essas questões ao poder central. Quais são as suas prioridades para Oliveira de Azeméis?

Apostamos forte na educação e na ação social e assim continuaremos. Queremos também ver aumentadas ao máximo as taxas no abastecimento de água e no saneamento básico, dois setores vitais que decidimos concessionar. O apoio aos empresários e a questão da reabilitação urbana são, para nós, igualmente importantes. Temos os olhos postos no futuro e todo o trabalho está centrado na preocupação de valorizar o território para que Oliveira de Azeméis seja ainda mais competitiva.

Num período económico conturbado, no qual os detentores de cargos políticos são diariamente colocados à prova, como é estar na linha da frente de uma autarquia?

É um trabalho árduo mas, ao mesmo tempo, aliciante. Com a insuficiência crescente de meios financeiros mais difícil se torna gerir uma autarquia mas temos, nessa matéria, procurado aproveitar ao máximo os quadros comunitários de apoio, incluindo o atual, o “Portugal 2020”. É nas dificuldades que surgem as oportunidades. Não podemos baixar os braços, temos que arregaçar as mangas e lutar.

É sabido que os autarcas contribuíram, ao longo dos últimos 40 anos, para uma nova fase de descentralização de competências. Está provado que a proximidade tem permitido tomar decisões mais acertadas e eficientes?

A forma de estarmos ao serviço da comunidade é caraterizada pelo espírito de proximidade que desde sempre adotámos. Apenas sabemos trabalhar dessa maneira. Só com descentralização de competências e conhecendo bem de perto a realidade e sabendo verdadeiramente quais as preocupações e os anseios é que poderemos responder com políticas eficazes. É assim que trabalhamos com os agentes educativos, os empresários, as instituições de solidariedade social e o associativismo. Fazemos mais com menos recursos.

Com o objetivo de apoiar e assegurar o bem-estar de todas as classes sociais etárias de Oliveira de Azeméis, a autarquia tem dado importância à ação social, criando uma interação direta com problemáticas como o envelhecimento, educação ou saúde? Quais são as vossas preocupações e como tem sido possível materializá-las no terreno?

Investimos em todos os setores mas há alguns em que apostamos fortemente como é o caso da educação e da ação social. O futuro de Oliveira de Azeméis passa pela aposta que fizermos hoje na formação dos jovens mas também por termos uma sociedade inclusiva e coesa económica e socialmente, sem fragilidades. Trabalhamos estas matérias sempre em parceria e em trabalho de rede com as novas instituições particulares de solidariedade.

Oliveira de Azeméis tem-se assumido como uma região que sabe cuidar do seu tecido empresarial, com projeção a nível nacional e internacional. Em concreto, no apoio às empresas locais e ao espírito empreendedor, que papel a autarquia tem procurado desempenhar?

Caminhamos de mãos dadas com o tecido industrial. Somos um dos concelhos mais industrializados e exportadores da região norte e queremos aumentar ainda mais esses níveis. Temos aqui um parceiro fundamental que é a Universidade de Aveiro através da Escola Superior Aveiro Norte, instalada no município. A colaboração entre esta unidade de formação e investigação e o tecido empresarial deixa-nos descansados relativamente ao futuro. A nível de investimento e atração industrial temos a Área de Acolhimento Empresarial Ul-Loureiro, um projeto de 14 milhões de euros com o apoio de um “business center”. Investimos ainda na requalificação das zonas industriais criando melhores condições aos empresários instalados e a novos investidores.

Que mensagem importa deixar a todas as pessoas que acreditam em si e no trabalho que quer desenvolver por Oliveira de Azeméis? O que é que podem continuar a esperar de si enquanto edil desta região?

Assumi um compromisso com todos os oliveirenses, o de trabalhar para o seu bem-estar e colocar o município na frente da modernidade, do conhecimento, da inovação e da coesão social. Tenho trabalhado a pensar na melhoria da qualidade de vida da população e na criação de condições para o desenvolvimento sustentado do concelho. De mim os oliveirenses poderão continuar a contar com o meu espírito de missão pela causa pública. Esse é o meu desafio diário.

Se pudesse levar o nosso leitor numa viagem pela região, que pontos são importantes dar a conhecer?

O parque de La-Salette (PLS) destaca-se, naturalmente, por ser o cartaz turístico da cidade. A autarquia investiu quase cinco milhões de euros na sua requalificação, tornando-o num parque moderno e virado para o século XXI. Ali, o visitante encontra tranquilidade e desfruta da beleza dos seus recantos e da religiosidade que anualmente leva até ao parque milhares de devotos durante as festas em honra de Nossa senhora de La-Salette. No PLS ainda se pode ver o fabrico tradicional de vidro (Berço Vidreiro).
Destaque também para o Parque Temático Molinológico, um conjunto de moinhos de água que foram recuperados e são hoje um museu vivo das técnicas antigas de moagem e fabrico de pão. O turista pode assistir ao vivo ao fabrico da regueifa e do famoso pão de Ul, em forno de lenha. Por último, é obrigatória a visita às margens do rio Caima, na freguesia de Palmaz. Há para desfrutar cerca de três quilómetros de contacto com a água e a Natureza.

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