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“JUNTOS VAMOS MAIS LONGE”

Em finais de 1997/1998 começa a surgir a necessidade de uma associação com o objetivo de defender os interesses do setor agroalimentar dentro do espaço da Lusofonia. Com o alto patrocínio do Ministério da Agricultura, do Presidente da Assembleia da República de Portugal e da CPLP é criada a CAL. Constituída em 1999, a Câmara Agrícola Lusófona, é resultado de um conjunto de empresários e dirigentes associativos experientes no setor do agronegócio e que utilizaram a sua experiência na busca incessante de oportunidades de negócio em África.

A EVOLUÇÃO

“A CAL evoluiu ao nível daquilo que é o posicionamento do mercado português nos países CPLP mas também no que concerne à descoberta de oportunidades de negócio, acompanhando as tendências, formando e capacitando os empresários através da organização de seminários, colóquios ou missões empresariais. Conseguimos alargar o nosso leque de protocolos entre as mais diversas instituições, desde banca, multilaterais, seguradoras, logística e às universidades, também com os governos de países da CPLP, com os quais promovemos o desenvolvimento e cooperação nesses mesmos países, fundamentalmente fomos dando massa crítica a esta entidade por forma a ir de encontro à espectativa dos nossos associados ”.

Em 2013, a CAL sofre uma revisão estatutária e alarga a sua área de atuação à indústria agroalimentar e à execução de projetos de investimento. Enquanto entidade acreditada no Portugal2020, realizam projetos de investimento, na área da internacionalização, tendo mesmo desenvolvido um programa específico para as empresas intitulado de Programa de Internacionalização Agronegócios CPLP, que visa acompanhar as empresas nos mercados lusófonos.

PORTUGAL NA CPLP

Jorge Santos informa que dentro do espaço da CPLP “Portugal não tem um peso tão grande e influência quanto se pensa”, isto porque aconselha as empresas portuguesas a adotarem uma postura mais resiliente, empreendedora, agressiva e sem medos. “A questão da política nestes países não deve ser posta de lado. É fundamental ouvir o que têm para nos dizer. O trabalho realizado dentro da CPLP tem de ser um trabalho em rede e recíproco”, explica. É preciso informar as empresas sobre a realidade de cada país e trabalhar a inclusão de forma ponderada. Para isso mesmo, existem também as CALtalks, conferências sob o lema inspiração e inovação, apresentação de case studies, destinadas a empresários do sector agro que procuram a motivação e a inspiração para a realização do seu negócio. Questionado sobre a pertinência da criação de um Ministério para a Lusofonia, independente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o nosso entrevistado defende que talvez não faça sentido. Por outro lado, um trabalho que envolva mais a chamada diplomacia económica e a cooperação seria eficaz. “O espaço da Lusofonia merece uma maior atenção uma vez que estamos a falar 280 milhões de habitantes e consumidores, 4% do PIB mundial e 50% das reservas mundiais de hidrocarbonetos, estão nesta comunidade. O trabalho da CPLP tem sido muito bem realizado, com a chamada diplomacia económica perpetuada pelo atual Secretário Executivo, Murade Murargy tem tido um papel muito relevante ao mostrar que as organizações ligadas ao tecido empresarial têm de ter uma maior dinâmica. Este caminho é muito importante. Além da história e da cultura, o que faz realmente estes países mexerem-se e desenvolverem, é a economia. Sem economia nada mais adianta”. Não há desenvolvimento social e inclusão

A CAL PARA A LUSOFONIA

“A CAL desenvolveu um projeto que ainda se está a desenvolver, intitulado Programa de Internacionalização Agronegócio CPLP”, uma iniciativa com o objetivo de despertar a potencialidade das empresas portuguesas para parcerias e presenças em feiras internacionais do setor agroalimentar. Por outro lado é fundamental a disponibilidade das PME portuguesas para a triangulação dos negócios, entre empresários dos países da CPLP.

“Acreditamos e temos um conjunto de empresas que estão nestes mercados a produzir lá, localmente. Mas não é só a exportar, é preciso mais do que isso. As empresas portuguesas têm de lá estar, instaladas localmente, à distância as coisas não resultam. É fundamental criar um banco para o desenvolvimento dentro da CPLP, para que as PME da CPLP possam ter apoio e assim o desenvolvimento ser mais visível. Quanto a novas apostas, “a criação de um portal agro-lusófono que servirá fundamentalmente para divulgar oportunidades de negócio, concursos públicos na CPLP, e de colocar ao dispor uma bolsa de mercadorias para que se possa acompanhar de perto todas as oportunidades”.

Com cerca de 21 missões empresariais realizadas, a CAL compromete-se a continuar a trabalhar no sentido de estreitar as barreiras dentro da CPLP através da troca de experiências e de saberes, atuando localmente e cooperando em prol de uma união que ainda se mostra frágil na CPLP.

 

 

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