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Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Venha conhecer a «Veneza portuguesa»…Aveiro

Conhecida como a “Veneza portuguesa” a cidade de Aveiro encanta-nos com os seus edifícios exuberantes e a incrível biodiversidade da ria. Visitar e conhecer a cidade de Aveiro é…?

É ter uma experiência única a todos os níveis: a beleza natural e única dos canais urbanos da Ria de Aveiro, as salinas e as marinhas de sal, os nossos barcos moliceiros, a gastronomia, das enguias aos ovos-moles, passando pelo Licor de Alguidar e o principal, as Gentes de Aveiro.

Somos a Cidade dos Canais, uma Terra com Horizonte, feita de gente boa, empreendedora que sabe inovar, cuidar e preservar. É essa a nossa principal missão, cuidar da herança recebida, para a dar valorizada aos nossos filhos, e a Ria de Aveiro é uma muito boa herança que queremos continuar a cuidar bem.

Formada no século XVI, a Ria de Aveiro, com a sua biodiversidade, é hoje o símbolo e o espelho de uma cidade em forte crescimento. Está a Ria de Aveiro preparada para este crescimento? Que desafios acarreta o mesmo para o Município de Aveiro?

Para o mandato atual 2017/2021 existem dois grandes eixos que estamos a trabalhar: a Cultura e o Ambiente.

Queremos valorizar a frente-Ria, melhorando a sua perceção, intensificando a relação entre a terra e a água da Ria de Aveiro, apostando no modo de mobilidade elétrico para as embarcações. Neste âmbito iremos criar uma rede de distribuição de energia elétrica de abastecimento nos cais para os Moliceiros e restantes embarcações. Aveiro Cidade dos Canais é uma aposta a continuar.

Estamos já hoje a qualificar os canais urbanos com a reabilitação de vários canais, inauguramos recentemente a nova Ponte de São João, que faz a travessia do Canal de São Roque e que permite a partir de agora que os barcos moliceiros tenham uma largura de navegação bem superior à que existia com a antiga ponte. Esta é uma obra que vai ficar para a cidade durante várias gerações.

O CMIA – Centro Municipal de Interpretação Ambiental, visa promover a educação ambiental, potenciando a sua proximidade com a Ria de Aveiro. Qual tem sido o impacto do seu propósito nos visitantes e, inclusive, nos habitantes?

O CMIA tem um edifício-sede que integra um conjunto de equipamentos inaugurados há cerca de dois anos, nomeadamente o Cais da Ribeira de Esgueira, o Parque Ribeirinho do Carregal e o Parque Ribeirinho de Requeixo.

Com um investimento ligeiramente superior a um milhão de euros, o CMIA é um espaço notável e diferente, de arquitetura contemporânea, desafiando-nos a conhecer mais sobre a Ria de Aveiro, e com um ponto de observação diferente e excecional sobre o Salgado Norte Aveirense e sobre a Cidade de Aveiro.

Recebemos visitantes de vários pontos da Europa, bastantes Escolas em visitas de estudo e através de um protocolo firmado com a Universidade de Aveiro, damos a oportunidade aos alunos de biologia de fazerem lá o seu estágio para conclusão do seu plano de estudos. O balanço é claramente positivo, ajudando a sensibilizar os cidadãos e a dar a conhecer a fauna e flora da Ria de Aveiro.

Com 107 km de extensão, qual é a complexidade e que importância assumem as vias ecológicas cicláveis da Polis Litoral Ria de Aveiro?

As vias cicláveis que estamos a tratar de desenvolver terão um traçado final de mais de 300km de extensão. O Património Natural assume um papel basilar neste processo, que queremos que tenha uma forte vocação turística, mas também de coesão territorial e de inovação.

Não obstante o valor intrínseco e singularidades dos recursos turísticos (naturais ou culturais), não pode ser descurada a necessidade de criar as condições básicas necessárias para que os visitantes possam experienciar os territórios de uma forma, mais ou menos, autónoma. É necessário conferir uma melhor acessibilidade do Homem à Natureza, para que esta possa ser compreendida e desfrutada por um maior número de pessoas e de uma forma mais intuitiva. Para cumprir este propósito é importante dotar os territórios de sinalética e estruturas de comunicação e construir estruturas de apoio à visitação.

É neste sentido que as vias ecológicas cicláveis são tão importantes para o Município e para a Região de Aveiro, e que estamos a ultimar a Grande Rota da Ria de Aveiro no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano da Cidade de Aveiro (PEDUCA) é uma aposta da Câmara Municipal. No âmbito do PEDUCA que projetos são de destacar?

O PEDUCA integra um vasto conjunto de intervenções, nas áreas da qualificação urbana de edifícios e espaços públicos, da mobilidade e da qualificação de Bairros Sociais, com um valor global de investimento de 25 milhões de euros. No site da CMA, www.cm-aveiro.pt, pode ser consultada informação sobre os vários projetos e o seu estado de desenvolvimento.

Uma nota de destaque para a Qualificação do Rossio, que assuem a opção política de dar à Cidade de Aveiro uma Praça Urbana de elevada qualidade, que conjugue um espaço livre e grande para a realização de eventos e para espaço de encontro das Pessoas, deviamente conjugado com espaços verdes e a presença de árvores, numa organização que valorize devidamente a frente-Ria, do Canal Central e do Canal das Pirâmides.

Dar muito mais espaço à utilização pedonal alargando passeios e criando novas zonas de estar e de circular com qualidade, condicionar a circulação automóvel, organizar o estacionamento numa área de menor valor e sem impacto na paisagem urbana, resolver os problemas de segurança conferindo um bom ambiente de segurança passiva, são objetivos assumidos nesta aposta de qualificação.

Estamos a desenvolver este projeto em fase inicial, de forma aberta e participada, estando disponíveis para receber contributos de quem o entenda por bem fazer, o que desde já agradecemos.

Foi aprovada, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030), reforçando que Portugal é reconhecidamente um país rico em património natural. Esta estratégia vem corresponder, de facto, à transversalidade das problemáticas que se colocam nos domínios da biodiversidade e da conservação da natureza?

Em termos globais sim, sendo que existe muito dessa estratégia que tem de ser concretizada no terreno, materializando os objetivos definidos, podendo dar como exemplo a necessidade urgente de uma intervenção do ICNF na qualificação da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto.

 

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