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Farmacêutica BIAL vai comercializar medicamento para doença de Parkinson na China

“A BIAL e a Wanbang Biopharmaceutical (…) assinaram um acordo de licenciamento exclusivo para a importação, embalagem e comercialização de Ongentys (opicapona) na China, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan”, lê-se em nota enviada à Lusa.

A BIAL, empresa portuguesa sediada na Trofa (distrito do Porto), “está empenhada em dar resposta às necessidades dos doentes e profissionais de saúde em todo o mundo e o acordo de licenciamento é um “marco na estratégia de expansão” da empresa, porque assinala a entrada dos seus produtos num mercado “importante como a China”, explicou António Portela, diretor-executivo da BIAL, dizendo estar “satisfeito” por ir trabalhar com a Wanbang” e por ir disponibilizar o “novo tratamento às pessoas com Parkinson na China”.

O Ongentys é um fármaco de investigação BIAL, de toma única diária, aprovado em junho de 2016 pela Comissão Europeia e indicado como terapêutica adjuvante da levodopa em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas.

Com este acordo, a BIAL que comercializa medicamentos em mais de 50 países e tem cerca de mil colaboradores, vai receber da Wanbang, subsidiária da Fosun Pharma, um pagamento inicial pela licença de “2,5 milhões de euros, acrescidos de 12,5 milhões, de acordo com o cumprimento de determinados objetivos ao longo da parceria”, esclarece a BIAL.

“Estamos bastante satisfeitos por estabelecer este acordo com a BIAL, e lançar a opicapona na China”, disse, por seu turno, Yifang Wu, editor executivo e presidente da Fosun Pharma e Chairman da Wanbang, citado no mesmo comunicado.

Segundo Yifang Wu, a Wanbang está impressionada com a “eficácia”, “segurança” e com o “regime de toma única diária da opicapona”.

“Esta parceria vem trazer uma opção terapêutica alternativa, que dá resposta a uma necessidade médica na China, e enriquece o nosso portefólio de produtos na área do Sistema Nervoso Central, uma das nossas áreas terapêuticas estratégicas. Estamos muito motivados e esperamos começar em breve a importar e comercializar a opicapona na China”, acrescentou.

O Ongentys é o segundo medicamento de patente portuguesa e da BIAL a chegar ao mercado chinês, depois da comercialização de Zebinix, para o tratamento da epilepsia, e é comercializado na Europa, em países como a Alemanha, Reino Unido e Espanha, perspetivando-se o seu lançamento em outros países europeus, incluindo Portugal, ao longo deste ano de 2018.

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo, estimando-se que existam entre 7 a 10 milhões de pacientes. Na China, a taxa de incidência da doença de Parkinson na população com mais de 65 anos é de 1700/100.000, com um total de 100 mil novos casos por ano na população total.

A chinesa Wanbang, uma subsidiária da Fosun Pharma, possui um centro de investigação e produção de soluções terapêuticas desenvolvidas através de engenharia genética e descreve-se como estando focada no “desenvolvimento, produção e distribuição de produtos farmacêuticos em diversas áreas, tais como hipoglicemia, hipertensão, dislipidemia, ácido úrico e cancro”.

LUSA

China é um dos primeiros destinos de exportação das cervejas Sagres e Super Bock

“A atividade comercial do Super Bock Group na China começou em janeiro de 2009, quando enviámos o primeiro contentor para comercialização da marca Super Bock em hotéis e restaurantes através de parcerias que estabelecemos com distribuidores locais”, afirmou à Lusa Rui Lopes Ferreira, presidente executivo da empresa.

Por sua vez, a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, que tem a Sagres, iniciou a comercialização na China, embora de forma “residual, em 2013”, adiantou Nuno Pinto Magalhães, diretor de comunicação e relações institucionais da empresa.

“Em 2016 foi quando começámos a acelerar o nosso crescimento” naquele mercado, acrescentou.

Para o Super Bock Group, “hoje a China é o maior destino internacional da empresa, registando resultados bastante promissores ao representar 40% das exportações, sobretudo da cerveja Super Bock, o que significa já mais de 10% da receita global (451 milhões de euros em 2016)”, referiu Rui Lopes Ferreira.

No caso da cervejeira que detém a marca Sagres, em 2016 foram exportados quatro milhões de litros para a China, prevendo-se para 2017 “um crescimento superior a 50%”, acrescentou Nuno Pinto Magalhães.

“A China, neste momento, é o segundo mercado de exportação da Sagres, a seguir à Suíça, não considerando Angola, que já não é exportação”, salientou o mesmo responsável, apontando que a região onde o grupo mais vende cerveja é na província de Fújiàn, embora também comercializem para Zhèjiang e Guangdong.

Já a Super Bock “está a ser comercializada em cinco mil pontos de venda distribuídos por 50 cidades, localizadas em três províncias com 200 milhões de pessoas. Mantém-se a presença em hotéis e restaurantes selecionados, tendo a empresa já alargado a comercialização desta marca também ao canal alimentar”, concluiu o presidente executivo do grupo.

Relativamente a Angola, a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas adiantou que a Sodiba – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola, fábrica da empresária angolana Isabel dos Santos, “iniciou a produção em meados de março [de 2017], em regime de ‘trademark license agreement”, sendo que só divulgarão dados “passado sensivelmente um ano”.

LUSA

Imprensa chinesa ignora protestos no Irão

Diário do Povo garantiu que o governo iraniano tem uma “capacidade monumental” para controlar a situação e lembrou que as atuais manifestações têm menor dimensão do que outras ocorridas no passado.

“Em 2009, três milhões de pessoas a protestar nas ruas de Teerão não conseguiram sequer abalar o governo. Agora há talvez menos de 3.000 pessoas. O que é que eles podem fazer”, questinou o jornal.

Sobre os mesmos protestos, um outro jornal do grupo do Diário do Povo escreveu que os países não têm que seguir todos o mesmo modelo político.

“Não cabe ao Ocidente decidir quais são os melhores sistemas de governação”, afirmou o Global Times em editorial.

“O padrão estabelecido pelo Ocidente provoca apenas sangue e dor e não é do interesse geral dos povos nos países em desenvolvimento”, acrescentou.

As manifestações iniciaram-se a 28 de dezembro em Machhad, no nordeste do país, em protesto contra as dificuldades económicas e o regime, e propagaram-se rapidamente a outras zonas do país. De acordo com a televisão estatal iraniana, já morreram 21 pessoas e mais de 450 foram detidas.

O Irão é um aliado estratégico das China na expansão dos seus interesses além-fronteiras através do gigantesco projeto de infraestruturas “Nova Rota da Seda”, que visa ligar a China aos restantes países da Ásia, Europa e África, através de portos, estradas, redes ferroviárias e aeroportos.

Apesar de a China ter aderido há duas décadas à economia de mercado, abandonando o sistema de planificação central dos Estados socialistas, o “papel dirigente” do PCC continua a ser “um princípio cardeal”.

O governo chinês garante que nunca copiará um sistema político ocidental e rejeita a noção tradicional de direitos humanos definida na Declaração Universal e Constituições dos países ocidentais.

Pequim pede a Washington para abandonar “mentalidade” da Guerra Fria

“Pedimos aos Estados Unidos que deixe de distorcer os interesses estratégicos da China e abandone o ‘jogo de soma zero’ e a mentalidade da Guerra Fria”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Hua Chunying, numa conferência de imprensa na capital chinesa.

Hua insistiu no ponto de vista de Pequim de que a “cooperação de mútuo benefício é a única cooperação viável” para os dois países tendo pedido a “adoção de uma via construtiva” capaz de resolver as “diferenças”.

Pequim reagia assim à nova estratégia de segurança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentada nas últimas horas em que Washington aponta a China e a Rússia como concorrentes a nível estratégico.

Num discurso em Washington, Trump apontou os dois países como “poderosos rivais” que podem eventualmente constituir potenciais ameaças para os Estados Unidos.

Hua sublinhou que a China mantém um caminho de “desenvolvimento pacífico” através da cooperação cada vez maior com os outros países apoiando, cada vez mais, as Nações Unidas.

“A China contribuiu e protege a ordem internacional” com uma diplomacia que é “bem acolhida em todo o mundo”, disse também o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sendo assim, sublinhou, “é inútil que qualquer país venha distorcer os factos para desacreditar a China” e insistiu que “ninguém deve ter ilusões” sobre a República Popular da China em questões de defesa da soberania e interesses estratégicos.

LUSA

Tribunal chinês impõe “período de reflexão” para casais que peçam o divórcio

Quem tentar terminar o matrimónio num tribunal da província de Shandong terá que “ser razoável” e fazê-lo com “calma”, noticiou na quinta-feira a agência oficial chinesa Xinhua.

O tribunal considerou que maridos e mulheres estão a precipitar-se e deviam antes encontrar uma solução para os conflitos, impondo um “período de reflexão” de três meses. Apenas casos com “justa causa” poderão ser isentos da nova regra.

A taxa de divórcios tem aumentado na China, nos últimos anos, numa tendência que preocupa o Partido Comunista Chinês, partido único de poder no país, que considera a unidade tradicional da família fundamental para uma sociedade estável.

Segundo o Ministério dos Assuntos Civis, o número de casais divorciados aumentou 8,3%, em 2016, relativamente ao ano anterior, para 4,2 milhões.

Citado pela Xinhua, Men Hongke, funcionário do Tribunal Popular do distrito de Shizhong, afirmou que a nova regra foi introduzida porque os “juízes frequentemente concluem que os casais que pedem divórcio não estão numa situação irremediável de rutura”.

Muitos casais pedem impulsivamente o divórcio ou como resultado da interferência dos pais, afirmou Men.

No final dos três meses, marido e mulher podem finalmente divorciar-se ou pedir um prolongamento do “período de reflexão”.

Autoridades chinesas retiram meio milhão de pessoas face à chegada do tufão Talim

Os serviços meteorológicos da província de Fujian anunciaram hoje a chegada de um tufão de intensidade igual ao Irma (categoria 4-5), que atingiu a região das Caraíbas e o sudeste dos Estados Unidos, com ventos superiores a 200 quilómetros por hora.

Segundo a fonte citada pelo SCMP, a maioria das pessoas que serão afetadas pelo tufão vive em áreas propensas a inundações e deslizamentos de terra, ou em casas não resistentes o suficiente para aguentar a força do Talim.

O tufão surgiu na costa das Filipinas este sábado e, antes de atingir a China, passará perto do norte de Taiwan, onde o Governo convocou nesta segunda-feira uma reunião especial para ativar uma resposta de emergência.

Na semana passada, o sul da China e Taiwan mantiveram-se alerta, face à aproximação de outro tufão, o Mawar – o 16.º a atingir o sudeste da Ásia este verão -, que levou à retirada de 22 mil pessoas.

China: Número de vítimas mortais em terramoto sobe para 19

O microblog do jornal Diário do Povo avançou que 40 dos feridos estão em estado grave, na sequência de um dos mais devastadores terramotos dos últimos anos na China, de magnitude 7 na escala de Richter.

O abalo afetou sobretudo a zona turística de Jiuzhaigou.

Segundo o Centro de Redes de Sismos da China, o terramoto teve o seu epicentro a 33,2 graus na latitude norte e 103,82 na longitude este, com uma profundidade de 20 quilómetros.

Em 2008, Sichuan sofreu um dos piores terramotos das últimas décadas, que fez 90.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

O Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Kiqiang, apelaram a todos os esforços para resgatar os feridos e auxiliar as vítimas.

As autoridades chinesas lançaram um dispositivo de emergência de máximo nível, com equipas de resgate destacadas para a área próxima do epicentro.

Jiuzhaigou é um vale famoso pelas suas cataratas e formações cársticas e um dos destinos do centro da China mais visitados por turistas.

Até ao momento, foram evacuados mais de 30.000 turistas da região, enquanto outros 10.000 continuam à espera de serem resgatados, já que os deslizamentos de terra também bloquearam as estradas.

Segundo a imprensa oficial, foram registadas mais de uma centena de replicas.

Estimativas do ministério chinês de Assuntos Civis apontam para 24.000 habitações destruídas ou gravemente danificadas.

McDonald’s reforça presença na China porque no mundo ocidental está a ser “rejeitado”

O McDonald’s continua a ter milhões de adeptos no mundo ocidental, mas o movimento recente de preocupação com a saúde e a moda das bebidas e alimentos saudáveis têm criado algumas dificuldades para a marca de ‘fast food’.

Apesar de uma recuperação ligeira da popularidade nos Estados Unidos no início deste ano, a empresa norte-americana procura soluções para voltar ao crescimento gradual e a solução parece ser a expansão a China.

Como explica a CNN, a McDonald’s colocou a sua subsidiária chinesa nas mãos de duas companhias com grande conhecimento do mercado – a Carlyle e a Citic – e a primeira decisão de ambas é a abertura de dois mil novos restaurantes com a marca McDonald’s no território chinês durante os próximos cinco anos.

Apesar de terem uma das gastronomias mais fortes e conhecidas do mundo, os chineses anseiam por um maior contacto com a cultura ocidental e a McDonald’s é um dos grandes símbolos da entrada numa nova era de multiculturalidade. A McDonald’s espera que a aposta permita obter crescimentos de vendas de dois dígitos até 2022.

China apoia Venezuela e apela a outros países que não interfiram

“A China segue sempre o princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países e defendemos que haja igualdade e respeito entre as nações”, afirma em comunicado o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

“A eleição Constituinte na Venezuela decorreu, no geral, de forma estável, e anotamos as reações de cada parte”, aponta a mesma nota, que não menciona os episódios de violência decorridos durante os comícios e as acusações de manipulação dos resultados.

Em comunicado, o ministério diz desejar que o Governo e oposição venezuelanos tenham um diálogo “pacifico” e “de acordo com a lei”, e resolvam os diferendos, para “poder manter a estabilidade do país e desenvolvimento da economia e da sociedade”.

“A China confia que o Governo da Venezuela e o seu povo sejam capazes de resolver os seus assuntos internos”, lê-se na mesma nota, acrescentando que ter um país “estável e desenvolvido corresponde ao interesse de todas as partes”.

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro no dia a seguir aos comícios, enquanto na quarta-feira a União Europeia anunciou que não reconhecia a Assembleia Constituinte e advertiu de que intensificará a sua resposta, caso se continue a “minar os princípios democráticos” no país.

A China é um dos maiores parceiros comerciais da Venezuela, que chegou a ser o principal destino dos investimentos do país asiático na América Latina.

Lusa

China: criança com 10 anos foge de casa e sobrevive por conta própria 24 dias

A história foi dada a conhecer pelo jornal South China Morning Post que apelida o menino, que fugiu a 29 de junho, de Tarzan.

Miao conta que várias pessoas lhe ofereceram ajuda, tanto a nível de alimentação como de alojamento, mas o facto de ter a roupa suja fez com que recusasse todas as iniciativas solidárias, pois tinha vergonha do seu aspeto.

O seu plano era chegar à cidade de Chongqing, que fica situada a 800 quilómetros do local onde vive, em Xuanwei, trabalhar e começar uma nova vida.

O menino contou à imprensa chinesa que dormiu em palheiros e, por vezes, no chão, nas ruas. Alimentou-se das bagas que encontrava pelo caminho e, a certa altura, a fome era tanta que criou a sua própria cana de pesca com recurso a uma garrafa e a um saco de plástico. Até uma serpente serviu de repasto a este menino. Por morar numa zona rural, Miao está habituado a lidar com estes animais selvagens e, assim que se cruzou com uma serpente, matou-a e assou-a numa fogueira que conseguiu fazer.

Aos jornalistas, Miao garantiu que não roubou nada a ninguém, contando ainda que o que aprendeu em casa ajudou-o a fazer remédios caseiros para as diarreias e as febres que contraiu durante a sua jornada.

E a jornada terminou ao fim de 24 dias quando uma patrulha da polícia o encontrou a vaguear a cerca de 100 quilómetros de casa.

Os agentes levaram-no de volta para a sua habitação onde os pais o receberam de braços abertos, prometendo não voltar a castigar o filho com tanta violência.

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