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Parte da muralha da China fechada temporariamente por chuvas torrenciais

© Getty Images

Segundo uma informação do departamento municipal de turismo de Pequim, e divulgada pela agência de notícias chinesa Xinhua, ainda não está definida uma data para a reabertura, que depende de um novo aviso.

O observatório nacional renovou o alerta azul (o menos grave) para chuvas fortes no sábado e no domingo nalgumas áreas de Pequim e em províncias vizinhas.

Ao mesmo tempo, os especialistas dos serviços geológicos emitiram um alerta amarelo (o terceiro mais grave) devido à possibilidade de tempestades nos próximos três dias.

Todos os anos, no verão, as tempestades e as chuvas torrenciais causam vítimas e danos graves na China, especialmente no centro do país, devido essencialmente a inundações, desnivelamentos ou desabamentos de terra.

LUSA

O BNU apoia o estabelecimento de empresas em Macau

O BNU é um dos dois Bancos emissores da Pataca e agente do Tesouro para o Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), sendo um dos principais Bancos comerciais do Território, com mais de 230 mil clientes, cerca de um terço da população de Macau. Presente também em Xangai desde 2006 e Zhuhai – Hengqin (província de Guangdong, adjacente a Macau e Hong Kong), esta última agência inaugurada no início de 2017, reforçando assim o seu posicionamento e adoptando uma postura ainda mais ativa na promoção dos negócios entre a China e os PLP.

O BNU faz parte do Grupo CGD, presente em 23 países e em todos os Países de Língua Oficial Portuguesa, à excepção de um. O Grupo CGD, está diretamente presente em sete países de expressão portuguesa, detendo uma posição de liderança em cinco deles. Uma instituição como a CGD com a sua vasta presença em mercados tão dispersos e com diferentes níveis de estágio de desenvolvimento, é uma fonte de conhecimento e experiência que se pode partilhar com os nossos clientes.

É conhecida a importância que o Governo Central da República Popular da China (RPC) e o Governo da RAEM atribuem ao papel de Macau na promoção da cooperação entre a RPC com os PLP.

Esta missão tem de ser aproveitada por Macau, não só explorando as históricas relações de amizade com os Países Lusófonos e a língua em comum, mas igualmente utilizando a sua posição geográfica privilegiada no Delta do Rio das Pérolas e a sua proximidade com Guangdong, uma das Províncias com maior contributo para o PIB da China. Para o Governo Central Chinês e para o Governo de Macau está clara essa posição do Território, mas caberá aos agentes económicos de Macau, em especial aos seus empresários, e obviamente ao setor financeiro, ajudar a implementá-la.

Esta ação exige a compreensão das especificidades socioeconómicas e culturais de cada um dos Países Lusófonos. A língua e o sistema jurídico são um ponto de partida, mas não são o suficiente para os compreender. Esta falta de compreensão, e até de certa forma de informação, é um verdadeiro obstáculo quando de trata da realização de negócios. Quem detiver este conhecimento e experiência está em posição de vantagem para o desenvolvimento da cooperação económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa e aqui o BNU poderá fazer toda a diferença.

Macau tem sido utilizado por muitas empresas oriundas dos PLP como uma plataforma de preparação para a entrada no mercado chinês. Esta abordagem é frequentemente complementada através de parcerias, alianças estratégicas e contactos privilegiados com empresas locais.

A banca tem um papel crucial no apoio à implementação de empresas dos Países de Expressão Portuguesa em Macau, quer facilitando os contactos, quer prestando serviços financeiros, nomeadamente na área do trade finance e o BNU tem estado extremamente ativo e atento a este negócio.

Para tal, conta com equipas dedicadas ao negócio Cross Border com os Países de Língua Portuguesa. O BNU apoia o estabelecimento de empresas em Macau, tendo nos últimos anos facultado informação referente às condições necessárias para a abertura e constituição de empresas no Território. Em particular e através da CGD em Portugal, procura estabelecer um contacto logo que haja intenção da empresa se estabelecer em Macau, facultando naturalmente a informação sobre as condições fiscais favoráveis ao investimento no território e facilitando a abertura de conta no Banco.

O conhecimento que detém do mercado local é também utilizado para identificar potenciais parceiros, fornecedores e/ou potenciais clientes para estas empresas, ajudando, desta forma, no arranque/início dos negócios.

A experiência e a capilaridade do Grupo CGD são um fator determinante para este estabelecimento, que tem levado a um aumento do número de aberturas de conta de empresas Portuguesas em Macau. O mesmo também tem acontecido com a abertura de contas em Portugal, por parte de empresas Chinesas de Macau. No entanto, neste sentido o negócio continua a ser dominado pelos clientes particulares, muito relacionados com o programa ARI – Autorização de Residência para Actividade de Investimento (vulgo vistos Gold).

O elo de ligação destas plataformas é, certamente, o Renminbi (RMB), até porque com a sua inclusão no cesto de direitos especiais de saque do Fundo Monetário Internacional e sendo uma das moedas com maior crescimento nas transações comerciais mundiais, é expectável que esta moeda seja uma das principais divisas a ser utilizada nas trocas comerciais entre estes países e a China, sendo ainda esperado que o ritmo de liberalização nas transacções em RMB possa acelerar progressivamente.

Contratando em RMB, uma empresa pode reduzir custos e obter maior controlo sobre os custos cambiais. Nos vários PLP onde está representado, o Grupo CGD já disponibiliza aos seus clientes, particularmente às empresas importadoras/exportadoras para a China, um pacote de serviços em RMB, tais como pagamentos a fornecedores na China para operações de importação pelos PLP, Depósitos, Financiamento, Faturação e Pagamentos a empresas estabelecidas simultaneamente nos PLP e em Macau/China.

A CGD e o BNU têm, ainda, promovido diversas iniciativas, nomeadamente, recebendo os responsáveis do setor financeiro de Macau na Sede da CGD, organizando encontros entre responsáveis governamentais e empresários, match making de delegações de empresários dos PLP e empresários chineses e participando em colóquios na China.

Por outro lado, procura-se enfatizar as excelentes condições de negócio que Macau aporta aos particulares e às empresas que estejam a operar nestes mercados, através de um regime fiscal simples e competitivo e ainda os acordos de dupla tributação com alguns dos PLP. O BNU tem, igualmente, participado ativamente nas iniciativas do IPIM – Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau e do AICEP de Portugal, tendo estado presente em muitos dos eventos promovidos por estas entidades em Macau e em outras cidades na China e nos Países de Expressão Portuguesa.

A título de exemplo, em associação com ambas as entidades, a CGD e o BNU estiveram presentes no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Lisboa 2018, realizado a 21 de Junho, onde assinaram um protocolo de cooperação, com o objetivo de estreitar e aprofundar ainda mais as relações entre ambas as instituições, criando mecanismos financeiros de apoio aos projetos de internacionalização das empresas Portuguesas para a China, assim como investimentos chineses no nosso país.

Celebração do protocolo entre a CGD e o BNU

Este protocolo foi assinado pelo Presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, e pelos Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração do BNU, José João Guilherme e Carlos Cid Álvares, este último que passou a acumular funções de Presidente da Comissão Executiva do BNU a partir do dia 26 de Junho de 2018.

Esta postura dinâmica, alicerçada à estreita ligação aos Países Lusófonos, através do Grupo CGD, a par de um balanço robusto e de uma ampla liquidez disponível, assegura a continuidade do apoio do BNU a esta plataforma.

Opinião de Carlos Cid Álvares, Presidente da Comissão Executiva do Banco Nacional Ultramarino – BNU

China afirma estar preparada para combater EUA “a qualquer preço”

“Se os Estados Unidos persistirem neste comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China continuará a qualquer preço contra-atacar com força”, ameaçou o Ministério do Comércio chinês em comunicado.

A China apresentou já uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC) devido às taxas impostas por Washington sobre importações de um conjunto de produtos chineses.

“A China pediu a abertura de consultas com os Estados Unidos, no quadro do mecanismo de regulamento de diferendos da OMC relativamente às taxas alfandegárias dos Estados Unidos que visam um conjunto de produtos chineses”, referiu, em comunicado, a organização que regula o comércio mundial.

As ameaças feitas hoje por Pequim surgem como consequência do anúncio por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estar a considerar impor novas taxas, no valor de 81,6 mil milhões de euros, sobre produtos chineses, como retaliação às tarifas anunciadas por Pequim.

A Casa Branca anunciou, depois do fecho dos mercados na quinta-feira, que Trump perguntou à representação dos EUA para o comércio internacional se a imposição de mais 100 mil milhões de dólares (81,6 mil milhões de euros) em tarifas seria apropriada e, se assim for, que se identifiquem os produtos a serem taxados.

Este anúncio, mais um episódio da guerra comercial entre os dois países, surge como um contra-ataque à China, que declarou a imposição de taxas alfandegárias a produtos norte-americanos, num valor aproximado de 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros).

Por sua vez, a medida das autoridades de Pequim foi também uma retaliação aos Estados Unidos por terem, no início da semana, imposto taxas aduaneiras, em igual valor. Assim, cerca de 250 produtos norte-americanos, como soja, milho, carne, sumo de laranja, tabaco, automóveis ou certos tipos de aeronaves, entre outros, foram taxados pela China.

A China e os Estados Unidos envolveram-se numa disputa comercial depois de a USTR (representante de comércio norte-americano) divulgar uma lista de importações chinesas às quais era proposto aplicar taxas alfandegárias, como retaliação pela “transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual norte-americana”.

A lista inclui 1.300 produtos de vários setores, incluindo aeronáutica, tecnologias de informação e comunicação ou ainda robótica e máquinas, com um valor aproximado de 50 mil milhões de dólares.

O confronto entre as duas grandes potências reflete a tensão entre as promessas de Trump em reduzir o défice comercial norte-americano com a China (cerca de 375 mil milhões de euros) e as ambições comerciais de Pequim.

Lusa

China: Cuca Roseta em exibição rara de fado esgota bilhetes numa hora

Acompanhada de três guitarristas, Cuca Roseta interpretou durante cerca de hora e meia um alinhamento que alternou entre temas tradicionais, como “Estranha Forma de Vida”, e outros mais dinâmicos, como “Marcha da Esperança”.

“O meu fado não é propriamente ligado à tristeza”, comentou a fadista antes do espetáculo. “O fado é um reflexo do que nós somos: eu sou uma pessoa positiva, que agarra a tristeza e vê o lado bom da vida”, explicou.

O concerto decorreu na sala de espetáculos da Qinghua, considerada a mais prestigiada universidade chinesa, localizada no norte de Pequim, e onde se formou o atual Presidente chinês, Xi Jinping, e o seu antecessor, Hu Jintao.

Estabelecido em 1911, o campus da Qinghua foi construído a partir de um antigo jardim imperial do século XVIII, preservando os lagos, espaços verdes e edifícios centenários. A universidade tem mais de 25.000 estudantes, segundo o seu ‘site’ oficial.

Lá fora, a temperatura ultrapassava os vinte graus, anunciando o início da primavera em Pequim.

“Fantástico”, afirmou no final do concerto uma professora chinesa, que ouviu fado pela primeira vez numa visita recente a Portugal. “A sua música transmite tristeza e força”, disse.

Mas havia também quem fosse pesquisando pelo termo ‘Faduo’ (fado, em chinês) no Baidu – o principal motor de busca na China -, revelando o exotismo daquele género musical entre a plateia.

“Comparado ao flamenco, por exemplo, o fado é ainda desconhecido do público chinês”, comentou uma jornalista chinesa.

Tratou-se do segundo espetáculo de fado organizado numa universidade chinesa, depois de em 2014 a fadista Liana ter atuado na Beijing Language and Culture University (BLCU), também em Pequim.

Colocados à venda há duas semanas, os bilhetes para o concerto de Cuca Roseta, com um custo de 100 yuan (quase 13 euros), esgotaram numa hora.

Cuca Roseta já tocou em África, Américas e Europa, mas o concerto de domingo foi a sua estreia na Ásia.

“Os estrangeiros não percebem a nossa língua, mas sentem a nossa música”, disse. “Porque somos muito calorosos e muito intensos e afetivos, passamos isso através da música: o fado transmite essas emoções sem fronteira e sem língua”.

LUSA

China promete “resposta adequada e necessária” a taxas alfandegárias dos EUA

“Num mundo globalizado, quem recorre a uma guerra comercial está a seguir a receita errada”, afirmou Wang Yi, em conferência de imprensa.

“A História ensinou-nos que as guerras comerciais nunca são o caminho correto para a resolução de problemas”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, suscitou o protesto de vários países, na semana passada, após anunciar a imposição de taxas aduaneiras de 25%, para as importações de aço, e 10%, para as de alumínio.

Face às reações do Canada, União Europeia e China, Trump ameaçou os parceiros comerciais com “impostos recíprocos”, e garantiu que as guerras comerciais são “boas e fáceis de ganhar”.

A China é o maior produtor mundial de aço e alumínio, mas fornece menos de 2% do aço importado pelos EUA, pelo que aquelas taxas teriam um impacto reduzido na indústria chinesa.

No entanto, Washington tem lançado investigações ‘antidumping’ – preço de comercialização abaixo do custo de produção – sobre vários produtos da China, desde máquinas de lavar roupa a painéis solares e contraplacado.

Em agosto passado, o governo de Trump lançou ainda uma investigação para averiguar se Pequim exige indevidamente que as empresas estrangeiras transfiram tecnologia, em troca de acesso ao mercado.

As duas maiores economias do mundo “têm responsabilidades para com os seus povos, mas também para com o resto do planeta”, afirmou Wang Yi.

O ministro chinês disse desejar que os dois países “se sentem na mesa de negociações para encontrar soluções mutuamente benéficas”.

Em janeiro, o superavit comercial da China com os Estados Unidos fixou-se em 22 mil milhões de dólares, mantendo-se praticamente inalterado face ao mesmo mês do ano anterior.

LUSA

Farmacêutica BIAL vai comercializar medicamento para doença de Parkinson na China

“A BIAL e a Wanbang Biopharmaceutical (…) assinaram um acordo de licenciamento exclusivo para a importação, embalagem e comercialização de Ongentys (opicapona) na China, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan”, lê-se em nota enviada à Lusa.

A BIAL, empresa portuguesa sediada na Trofa (distrito do Porto), “está empenhada em dar resposta às necessidades dos doentes e profissionais de saúde em todo o mundo e o acordo de licenciamento é um “marco na estratégia de expansão” da empresa, porque assinala a entrada dos seus produtos num mercado “importante como a China”, explicou António Portela, diretor-executivo da BIAL, dizendo estar “satisfeito” por ir trabalhar com a Wanbang” e por ir disponibilizar o “novo tratamento às pessoas com Parkinson na China”.

O Ongentys é um fármaco de investigação BIAL, de toma única diária, aprovado em junho de 2016 pela Comissão Europeia e indicado como terapêutica adjuvante da levodopa em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas.

Com este acordo, a BIAL que comercializa medicamentos em mais de 50 países e tem cerca de mil colaboradores, vai receber da Wanbang, subsidiária da Fosun Pharma, um pagamento inicial pela licença de “2,5 milhões de euros, acrescidos de 12,5 milhões, de acordo com o cumprimento de determinados objetivos ao longo da parceria”, esclarece a BIAL.

“Estamos bastante satisfeitos por estabelecer este acordo com a BIAL, e lançar a opicapona na China”, disse, por seu turno, Yifang Wu, editor executivo e presidente da Fosun Pharma e Chairman da Wanbang, citado no mesmo comunicado.

Segundo Yifang Wu, a Wanbang está impressionada com a “eficácia”, “segurança” e com o “regime de toma única diária da opicapona”.

“Esta parceria vem trazer uma opção terapêutica alternativa, que dá resposta a uma necessidade médica na China, e enriquece o nosso portefólio de produtos na área do Sistema Nervoso Central, uma das nossas áreas terapêuticas estratégicas. Estamos muito motivados e esperamos começar em breve a importar e comercializar a opicapona na China”, acrescentou.

O Ongentys é o segundo medicamento de patente portuguesa e da BIAL a chegar ao mercado chinês, depois da comercialização de Zebinix, para o tratamento da epilepsia, e é comercializado na Europa, em países como a Alemanha, Reino Unido e Espanha, perspetivando-se o seu lançamento em outros países europeus, incluindo Portugal, ao longo deste ano de 2018.

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo, estimando-se que existam entre 7 a 10 milhões de pacientes. Na China, a taxa de incidência da doença de Parkinson na população com mais de 65 anos é de 1700/100.000, com um total de 100 mil novos casos por ano na população total.

A chinesa Wanbang, uma subsidiária da Fosun Pharma, possui um centro de investigação e produção de soluções terapêuticas desenvolvidas através de engenharia genética e descreve-se como estando focada no “desenvolvimento, produção e distribuição de produtos farmacêuticos em diversas áreas, tais como hipoglicemia, hipertensão, dislipidemia, ácido úrico e cancro”.

LUSA

China é um dos primeiros destinos de exportação das cervejas Sagres e Super Bock

“A atividade comercial do Super Bock Group na China começou em janeiro de 2009, quando enviámos o primeiro contentor para comercialização da marca Super Bock em hotéis e restaurantes através de parcerias que estabelecemos com distribuidores locais”, afirmou à Lusa Rui Lopes Ferreira, presidente executivo da empresa.

Por sua vez, a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, que tem a Sagres, iniciou a comercialização na China, embora de forma “residual, em 2013”, adiantou Nuno Pinto Magalhães, diretor de comunicação e relações institucionais da empresa.

“Em 2016 foi quando começámos a acelerar o nosso crescimento” naquele mercado, acrescentou.

Para o Super Bock Group, “hoje a China é o maior destino internacional da empresa, registando resultados bastante promissores ao representar 40% das exportações, sobretudo da cerveja Super Bock, o que significa já mais de 10% da receita global (451 milhões de euros em 2016)”, referiu Rui Lopes Ferreira.

No caso da cervejeira que detém a marca Sagres, em 2016 foram exportados quatro milhões de litros para a China, prevendo-se para 2017 “um crescimento superior a 50%”, acrescentou Nuno Pinto Magalhães.

“A China, neste momento, é o segundo mercado de exportação da Sagres, a seguir à Suíça, não considerando Angola, que já não é exportação”, salientou o mesmo responsável, apontando que a região onde o grupo mais vende cerveja é na província de Fújiàn, embora também comercializem para Zhèjiang e Guangdong.

Já a Super Bock “está a ser comercializada em cinco mil pontos de venda distribuídos por 50 cidades, localizadas em três províncias com 200 milhões de pessoas. Mantém-se a presença em hotéis e restaurantes selecionados, tendo a empresa já alargado a comercialização desta marca também ao canal alimentar”, concluiu o presidente executivo do grupo.

Relativamente a Angola, a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas adiantou que a Sodiba – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola, fábrica da empresária angolana Isabel dos Santos, “iniciou a produção em meados de março [de 2017], em regime de ‘trademark license agreement”, sendo que só divulgarão dados “passado sensivelmente um ano”.

LUSA

Imprensa chinesa ignora protestos no Irão

Diário do Povo garantiu que o governo iraniano tem uma “capacidade monumental” para controlar a situação e lembrou que as atuais manifestações têm menor dimensão do que outras ocorridas no passado.

“Em 2009, três milhões de pessoas a protestar nas ruas de Teerão não conseguiram sequer abalar o governo. Agora há talvez menos de 3.000 pessoas. O que é que eles podem fazer”, questinou o jornal.

Sobre os mesmos protestos, um outro jornal do grupo do Diário do Povo escreveu que os países não têm que seguir todos o mesmo modelo político.

“Não cabe ao Ocidente decidir quais são os melhores sistemas de governação”, afirmou o Global Times em editorial.

“O padrão estabelecido pelo Ocidente provoca apenas sangue e dor e não é do interesse geral dos povos nos países em desenvolvimento”, acrescentou.

As manifestações iniciaram-se a 28 de dezembro em Machhad, no nordeste do país, em protesto contra as dificuldades económicas e o regime, e propagaram-se rapidamente a outras zonas do país. De acordo com a televisão estatal iraniana, já morreram 21 pessoas e mais de 450 foram detidas.

O Irão é um aliado estratégico das China na expansão dos seus interesses além-fronteiras através do gigantesco projeto de infraestruturas “Nova Rota da Seda”, que visa ligar a China aos restantes países da Ásia, Europa e África, através de portos, estradas, redes ferroviárias e aeroportos.

Apesar de a China ter aderido há duas décadas à economia de mercado, abandonando o sistema de planificação central dos Estados socialistas, o “papel dirigente” do PCC continua a ser “um princípio cardeal”.

O governo chinês garante que nunca copiará um sistema político ocidental e rejeita a noção tradicional de direitos humanos definida na Declaração Universal e Constituições dos países ocidentais.

Pequim pede a Washington para abandonar “mentalidade” da Guerra Fria

“Pedimos aos Estados Unidos que deixe de distorcer os interesses estratégicos da China e abandone o ‘jogo de soma zero’ e a mentalidade da Guerra Fria”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Hua Chunying, numa conferência de imprensa na capital chinesa.

Hua insistiu no ponto de vista de Pequim de que a “cooperação de mútuo benefício é a única cooperação viável” para os dois países tendo pedido a “adoção de uma via construtiva” capaz de resolver as “diferenças”.

Pequim reagia assim à nova estratégia de segurança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentada nas últimas horas em que Washington aponta a China e a Rússia como concorrentes a nível estratégico.

Num discurso em Washington, Trump apontou os dois países como “poderosos rivais” que podem eventualmente constituir potenciais ameaças para os Estados Unidos.

Hua sublinhou que a China mantém um caminho de “desenvolvimento pacífico” através da cooperação cada vez maior com os outros países apoiando, cada vez mais, as Nações Unidas.

“A China contribuiu e protege a ordem internacional” com uma diplomacia que é “bem acolhida em todo o mundo”, disse também o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sendo assim, sublinhou, “é inútil que qualquer país venha distorcer os factos para desacreditar a China” e insistiu que “ninguém deve ter ilusões” sobre a República Popular da China em questões de defesa da soberania e interesses estratégicos.

LUSA

Tribunal chinês impõe “período de reflexão” para casais que peçam o divórcio

Quem tentar terminar o matrimónio num tribunal da província de Shandong terá que “ser razoável” e fazê-lo com “calma”, noticiou na quinta-feira a agência oficial chinesa Xinhua.

O tribunal considerou que maridos e mulheres estão a precipitar-se e deviam antes encontrar uma solução para os conflitos, impondo um “período de reflexão” de três meses. Apenas casos com “justa causa” poderão ser isentos da nova regra.

A taxa de divórcios tem aumentado na China, nos últimos anos, numa tendência que preocupa o Partido Comunista Chinês, partido único de poder no país, que considera a unidade tradicional da família fundamental para uma sociedade estável.

Segundo o Ministério dos Assuntos Civis, o número de casais divorciados aumentou 8,3%, em 2016, relativamente ao ano anterior, para 4,2 milhões.

Citado pela Xinhua, Men Hongke, funcionário do Tribunal Popular do distrito de Shizhong, afirmou que a nova regra foi introduzida porque os “juízes frequentemente concluem que os casais que pedem divórcio não estão numa situação irremediável de rutura”.

Muitos casais pedem impulsivamente o divórcio ou como resultado da interferência dos pais, afirmou Men.

No final dos três meses, marido e mulher podem finalmente divorciar-se ou pedir um prolongamento do “período de reflexão”.

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