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Jovem talento da Póvoa de Varzim no mundo da sétima arte

Iniciou o contacto no mundo das artes, aos quatro anos, quando começou a dançar e a tocar piano. Foi um gosto que cresceu com ela.

Photo Credit_ Chung AnimationAos 14 anos, depois de ter iniciado o secundário, em Portugal, surgiu a oportunidade para uma audição num colégio interno britânico de artes, Tring Park School for the Performing Arts. Agarrou a oportunidade e decidiu fazer a audição para a escola: um mundo novo, uma cultura nova, uma língua diferente, tudo fora da sua zona de conforto.

Sempre determinada, mas consciente das dificuldades e obstáculos com que se deparou neste percurso, em junho de 2010, com os pais, irmão e melhor amiga viajou para Londres ao encontro da audição tão esperada. A escola não hesitou em admiti-la e em setembro, do mesmo ano, embarcou assim numa nova aventura.

Maria revela-nos que este sonho não seria possível se não tivesse o constante apoio dos pais, moral e financeiro e uma bolsa de mérito oferecida pela escola.

Depois de provar o gosto pela representação em Londres, as ambições desta jovem cresciam cada dia.

Acredita acima de tudo que independentemente da vocação ou área de cada um, a oportunidade de uma educação a nível superior é uma mais-valia e uma prioridade. Com isto em mente fez várias audições para faculdades de teatro e cinema. A viver em Londres as escolhas eram inúmeras, no entanto, os seus sonhos falavam mais alto.

Algumas universidades americanas ofereciam audições em Londres para dar oportunidades a alunos estrangeiros de se candidatarem sem terem que se descolar aos Estados Unidos.

Depois, de mais uma dezena de audições, propostas e rejeições, Maria escolheu uma das várias universidades em Los Angeles que lhe ofereceram um lugar. Admite que enquanto indecisa entre duas escolas americanas, American Academy of Dramatic Arts e New York Film Academy, escolheu a que maior bolsa financeira lhe ofereceu.

Assim, em setembro de 2013, com duas malas e uma viagem de ida para Los Angeles, Maria embarcou numa nova etapa.

Foi com coragem, independência e determinação que entrou nos Estados Unidos, sozinha, pela primeira vez, e terminou a licenciatura, com distinção em maio de 2016.

Ensaio para Anuncio ´Purple One Studios´

Considera a Califórnia a sua segunda casa, mas Portugal é incomparável a qualquer outro lugar do mundo, é onde recarrega energias, reencontra as pessoas mais importantes e o apoio incondicional. Onde, ainda, se sente a menina de 14 anos que sonhava conseguir chegar à capital do cinema.

Atualmente, encontra-se a dar os primeiros passos na indústria de cinema americana, diz que o mais importante é estar sempre a trabalhar e a realizar novos projetos. Em menos de seis meses, na indústria, já contracenou em dois anúncios, e várias curtas. Confessa ter consciência da enorme competição, mas isso não a assusta, apenas alimenta a sua  motivação e relembra-a da maratona tão esperada que finalmente começou a percorrer.

Visite o seu site www.mariadesa.com

Em Espanha os cães vão poder ir ao cinema com os donos

A cadeia espanhola de salas de cinema Cinesa vai permitir a entrada a cães. No dia 5 de agosto (na próxima sexta-feira), em que estreia o filme “A Vida Secreta dos Nossos Bichos” (The Secret Life of Pets, no original), os bichos poderão acompanhar os donos.

A iniciativa tem o apoio da Fundación Affinity e pretende oferecer aos espetadores sessões de cinema “amigas dos animais”, conta o El País. A primeira sessão terá lugar às 17h30 na Sala Cinesa Proyecciones de Madrid, na capital espanhola.

O objetivo do projeto é normalizar o acesso dos cães aos espaços de diversão e ócio, mas trata-se de uma iniciativa esporádica, realizada a propósito da promoção do filme e que também teve lugar noutros países em que a fita estreou.

Sara Sampaio num cinema perto de si… em 2017

Se Sara Sampaio já tinha luzes, só lhe faltava mesmo a câmara (e ação) para concretizar um dos seus grandes sonhos de carreira: ser atriz. Depois de conquistar Nick Jonas com o seu talento no videoclipe “Chainsaw”, a modelo portuguesa vai estrear-se em Hollywood no filme norte-americano “The Clapper“, com estreia prevista para o próximo ano.

O anjo da Victoria’s Secret vai fazer dela própria no filme de comédia assinado pelo realizador Dito Montiel ao lado do cantor Adam Levine, Mark Cuban (investidor do Shark Tank) e do jogador de futebol Rob Gronkowski. Amanda Seyfried, Ed Helms e Tracy Morgan foram três dos atores convidados para os papéis principais da longa-metragem.

O enredo baseia-se na história de um elemento cuja profissão é bater palmas na produção de anúncios de televendas. Este é convidado para participar num talk show e fica famoso. Uns verdadeiros 15 minutos de fama que vão pôr à prova o seu trabalho e namorada.

A notícia, adiantada pela publicação Deadline, foi partilhada no Facebook pelo anjo da Victoria’s Secret sem qualquer descrição mas confirma a vontade de Sara Sampaio começar uma carreira no mundo da representação. “É uma coisa que quero muito fazer. Quero experimentar, quero ser atriz”, contou a manequim em entrevista à revista Hola.

Já o cantor Nick Jonas, em entrevista à revista Out, confirma o potencial da portuguesa na altura em que gravaram juntos um videoclipe. “Ela não só é linda como as suas habilidades enquanto atriz estiveram definitivamente em destaque na atuação.”

Três filmes para ver esta semana

“A Febre do Mississippi”

Há toda uma cinematografia americana composta por filmes de jogo, jogadores profissionais e batota, e “A Febre do Mississippi”, da dupla “indie” Anna Boden e Ryan Fleck (“Half Nelson”) é um belo acrescento à mesma. Curtis (Ryan Reynolds) e Gerry (Ben Mendelsohn) apostam em tudo, desde dados onde haja uma mesa a cães onde quer que haja corridas, passando pelo primeiro tipo que sair de uma casa de banho pública usar ou não óculos. Curtis é jovial, charmoso e com muita lábia, diz que não joga para ganhar e gosta de pensar que sabe quando parar e não deitar tudo a perder, embora depois faça uma aposta disparatada que lhe pode valer um murro na cara. Gerry é caladão, mal ajambrado, deve dinheiro a muita gente e está confiante que o seu grande dia de sorte virá, mas entretanto vai perdendo, e perdendo, e perdendo, até chegar ao ponto de tentar roubar dinheiro do pé-de-meia da ex-mulher, que foi visitar com o pretexto de ver a filha. Curtis e Gerry rumam ao Sul, ao sabor dos jogos de póquer, dos casinos e dos galgos, ao som de “blues” e “country & western”, acabando inevitavelmente em Las Vegas, e Boden e Fleck seguem-nos sem pressa e descontraidamente, deixando que as suas personalidades se revelem à medida que vão vagabundeando, jogando, tendo alguns incidentes e desesperando que a fortuna alguma vez lhes sorria. “A Febre do Mississippi” é parte “buddy movie” peripatético, parte “gambling movie” em baixa voltagem dramática, tocado por uma poesia tristonha, entre canções dolentes, “riffs” de guitarra, quartos de hotel sempre iguais, “whisky” barato, conversa fiada, noites em branco e más cartas ao póquer. Reynolds e Mendelsohn, quais dois estarolas da jogatana inveterada, são pouco menos que magníficos.

“E Agora Invadimos o Quê?”

Desde 2009, quando realizou “Capitalismo: Uma História de Amor”, que Michael Moore não dava sinais de vida, como se o seu cinema incendiariamente militante só prosperasse quando está um presidente Republicano na Casa Branca. O novo documentário de Moore, “E Agora Invadimos o Quê?”, foi o seu maior fracasso comercial nos EUA, e percebe-se bem porquê. Primeiro, não passa de uma repetição da ideia por trás de “Sicko” (2007), onde o realizador ia buscar a outros países ideias modelares para aplicar ao sistema de saúde norte-americano e melhorá-lo. Aqui, Moore expande esse conceito, “invadindo” pacificamente uma série de nações estrangeiras (incluindo Portugal) para ir lá buscar aquilo que Moore considera serem boas práticas e políticas de todo o género, de sociais a laborais, escolares, carcerárias ou sobre a droga, e importá-las para aplicação nos EUA. E depois, a coisa é obvia e primariamente demagógica, forçada e fácil, uma espécie de pim-pam-pum de soluções político-sociais de eficácia instantânea, e de “pensamento mágico” progressista. O estilo “guerrilheiro”, habilmente tendencioso e formalmente espertalhufo de documentarismo praticado por Moore também já cansou e deu o que tinha a dar, assim como a sua “persona” cinematográfica de representante do cidadão comum, que à indignação “justa” acrescenta as receitas certas ditadas pelo “bom senso” para “consertar” o seu país. A melhor coisa que pode mesmo acontecer a Michael Moore é Donald Trump ganhar as eleições para presidente dos EUA.

“Sing Street”

Dublin, meados dos anos 80, em plena crise económica. Afligida por problemas de dinheiro, a até há pouco desafogada família de Conor muda-o de uma escola privada para um colégio católico onde o jovem se sente desambientado e infeliz, e é perseguido quer pelo padre director, quer pelo “skinhead” residente. Para impressionar a miúda altiva do lar de raparigas em frente ao colégio, que não fala a rapazes e quer ir para Londres ser modelo, Conor, que escreve canções, forma uma banda com uma série de colegas também “outsiders” como ele, e convida-a para protagonizar os seus telediscos. “Sing Street” é realizado por John Carney, um músico que também faz cinema, e que já rodou dois filmes muito bons, ambos sobre gente da música e sobre a maneira como a música é fundamental nas suas vidas, “No Mesmo Tom” (2007), que ganhou o Óscar de Melhor Canção, e “Num Outro Tom” (2013). E vê-se com a satisfação com se ouve uma boa canção pop “feliz-triste”. “Sing Street” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.

Três filmes para ver esta semana

“Que Famílias!”

Jerôme (Mathieu Amalric) vive e trabalha há mais de dez anos em Xangai, e namora uma colega chinesa. Um negócio trá-lo de novo à Europa, e ao passar por Paris para ver a mãe e o irmão, descobre que a casa da família na província está no centro de uma desagradável controvérsia. Este é apenas o oitavo filme de Jean-Paul Rappeneau numa brilhante carreira de 50 anos em que começou por ser argumentista para Louis Malle, Alain Cavalier ou Philippe de Broca, passou à realização nos anos 60 e dirigiu a nata dos atores e atrizes franceses (Deneuve, Montand, Adjani, Depardieu, Belmondo, Noiret, Binoche, etc.) em grandes filmes como “Os Noivos da Revolução”, “Escândalo no Castelo”, “Cyrano de Bergerac” ou “O Hussardo no Telhado”. O cineasta dá-nos agora uma inatacável, trepidante e melancólica comédia em família, modelo acabado do cinema dito “popular e de qualidade”, que muitos reivindicam mas poucos são capazes de fazer. E ninguém hoje no cinema francês o faz melhor que Rappeneau, orquestrando com mão de mestre um elenco que inclui ainda Nicole Garcia, Gilles Lellouche, Karin Viard, André Dussolier ou Marine Vacth.

“Pais e Filhas”

Desde que Will Smith o trouxe para os EUA em 2006 para o dirigir, e ao filho Jaden, em “Em Busca da Felicidade”, que o italiano Gabriele Muccino se tem dividido entre a Itália e os EUA. Neste seu novo filme por terras americanas, o autor de “O Último Beijo” junta Russell Crowe e Amanda Seyfried na história de Jake Davis, um pai viúvo e romancista, vencedor de um Pulitzer, e da sua filha Katie. Jake procura criá-la o melhor possível após ter estado internado um ano na sequência de um colapso nervoso, e tirá-la da guarda do irmão e da cunhada, que a querem adotar invocando o seu instável estado mental. Crowe, Seyfried e outros atores tão respeitáveis como Diane Kruger e Bruce Greenwood enfrentam com bravura profissional um argumento que esguicha lamechice da mais descarada e pegajosa em jato contínuo, e são obviamente derrotados. E Muccino nunca chega a explicar por que cargas de água é que uma rapariga que perde a mãe num desastre de automóvel e fica sozinha com o pai se torna sexualmente promíscua quando cresce.

“Angry Birds – O Filme”

Os finlandeses da Rovio, a empresa criadora, em 2009, do jogo de telemóvel “Angry Birds”, que entre outros produtos já deu origem a um jogo de vídeo e a duas séries de animação televisiva, querem agora, aliados à Sony, competir com a Disney/Pixar, a DreamWorks ou a Fox, e o seu trunfo é “Angry Birds – O Filme”, uma longa-metragem de animação digital e em 3D. A fita encaixa e formata o jogo numa narrativa de animação acelerada, multicolorida e barulhenta, com personagens um bocadinho mais desenvolvidas (os pássaros agora têm pernas, falam e dominam a arte da ironia – pelo menos Red, a personagem principal -, embora continuem a não conseguir voar), “gags” e diálogos cómicos, e semeia a história com suficientes referências, trocadilhos e piscadelas de olho à cultura pop para atrair também os adultos e não só os mais novos. “Angry Birds – O Filme” é o filme da semana do Observador.

Benjen Stark vai voltar? Fãs acreditam que sim

Entre os muitos mistérios da Guerra dos Tronos, encontra-se o desaparecimento súbito de Benjen Stark. O irmão mais novo de Ned Stark, senhor de Winterfell, desapareceu ainda durante a primeira temporada, depois de ter saído em patrulha. Patrulheiro experiente (era, aliás, o Primeiro Patrulheiro da Patrulha da Noite), a sua morte nunca ficou provada, uma vez que o seu corpo nunca chegou a aparecer.

A falta de provas levou a que muitos fãs teorizassem sobre a possível sobrevivência de Benjen. Apesar de alguns acreditarem que o tio de Jon Snow está realmente morto, outros acreditam que vive para lá da Muralha, talvez transformado numa espécie de white walker. Uma das teorias envolve uma personagem chamada Mãos Frias que, apesar de ainda não ter aparecido na série, desempenhou um papel importante nos livros de George R.R. Martin.

Algumas das teorias antigas ganharam um novo fôlego com a estreia da sexta temporada da Guerra dos Tronos, onde as revelações têm sido o prato do dia. Depois de a série da HBO, que já ultrapassou a cronologia dos livros originais de George R.R. Martin, ter desvendado a origem do nome “Hodor”, alguns fãs parecem acreditar que o regresso de Benjen está para perto. Para muito perto.

De acordo com um utilizador do Reddit, que elaborou uma teoria complexa baseada em trailers, a cena inicial do vídeo de promoção do próximo episódio, “Blood of My Blood”, poderá estar relacionada com um trailer da sexta temporada. No primeiro, vê-se Meera e Bran a protegerem-se de um grupo de white walkers e, no segundo, vê-se um homem montado num cavalo a matar um Outro num cenário idêntico.

“Meera está sozinha com Bran, sem proteção, a olhar para alguma coisa que está a acontecer à frente dela”, escreveu o utilizador Starfishsamurai,citado pela Time. “No trailer da sexta temporada vemos um homem a cavalo com uma espada flamejante a matar um Outro. Quem quer que ele seja, sabe matar Outros de forma eficiente e parece que está por ali há algum tempo. Os Selvagens não têm cavalos, por isso ele tem de ter vindo de sul da Muralha.” Ou seja, poderá tratar-se do há muito desaparecido Benjen Stark.

A sustentar a teoria, apoiada por muitos outros fãs, está o facto de, durante algum tempo, o nome do ator que interpreta Benjen, Joseph Mawle, ter aparecido nos créditos do próximo episódio, que estreia este domingo nos Estados Unidos da América (na segunda-feira em Portugal), como “Irmão para além da Muralha” no site IMDB.

Spielberg diz que a realidade virtual é uma ameaça para o cinema

“Eu penso que estamos a direcionar-nos no sentido de um media perigoso com a realidade virtual (RV)”, afirmou Steven Spielberg, considerando que a apresentação de filmes neste formato terá um “profundo impacto” na experiência cinematográfica dos espectadores.

A advertência do realizador norte-americano foi feita no Festival de Cinema de Cannes, que este ano dá grande destaque à RV, tendo um pavilhão inteiro dedicado a este formato, com debates e visionamentos.

A animação “Madagascar” foi um dos filmes apresentados em RV, com os espectadores a usarem os óculos que permitem a cada um ter uma experiência personalizada, na medida em que podem virar-se livremente e escolherem o local para onde decidem olhar. Falando sobre o novo formato, o correalizador Eric Darnell disse: “Não é apenas uma extensão do cinema, é toda uma coisa nova e nós temos de descobrir tanto sobre quais são as ferramentas de que dispomos (…) É toda uma nova linguagem”.

Spielberg apresentou-se contudo em contracorrente com a onda de entusiasmo em relação RV. “O único motivo pelo qual digo que é perigoso é porque dá ao espectador muita latitude para não seguir a direção dada pelos contadores das histórias e para fazer as suas próprias opções sobre para onde prefere olhar”, afirmou.

Festa do Cinema começa hoje com bilhetes a 2,5 euros

A festa, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas, com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e dos distribuidores de conteúdos, prossegue até quarta-feira, com a organização a esperar mais de 250 mil espectadores, um ano depois dos 200 mil que marcaram a primeira edição.

O objetivo dos promotores da iniciativa é “celebrar o ato cultural e social de ir ao cinema”, numa altura em que a exibição em sala enfrenta forte concorrência de outros modelos de exibição, nomeadamente através da Internet.

Em comunicado, a presidente do ICA, Filomena Serras Pereira, lembrou que “a primeira edição da Festa do Cinema constituiu um êxito assinalável” e disse acreditar que a iniciativa “contribuiu para a ‘reconciliação’ do público”, com as salas, uma vez que, no ano passado, se inverteu “a tendência dos últimos anos de diminuição de espetadores em sala”.

Em 2015, segundo o ICA, as salas portuguesas de cinema apresentaram o maior crescimento de público, no espaço da União Europeia, ao atingirem mais 20,4% de espectadores do que em 2014.

Filomena Serras Pereira insiste na iniciativa: “A Festa do Cinema deste ano pretende, uma vez mais, não só incentivar o público a ver cinema, como convidá-lo a frequentar as salas, o único local onde podem desfrutar da verdadeira essência e ‘glamour’ das obras cinematográficas”.

Para o exibidor Nuno Sousa, da organização da Festa, prevalece o entusiasmo por estar “a trabalhar na segunda edição de um evento que, não só promove, como reforça o privilégio de assistir a filmes em salas de cinema, que tão bem se equiparam nos últimos anos para garantirem toda a qualidade, grandiosidade e emoção em grande ecrã”.

Os dados estatísticos do ICA indicam que, em 2015, as salas portuguesas de cinema atingiram 14,5 milhões de espectadores e 74,9 milhões de euros de receita bruta de bilheteira, por oposição aos 12,09 milhões de espectadores e 62,7 milhões de receita bruta, em 2014.

Durante a festa do Cinema, os bilhetes custam 2,5 euros para qualquer sessão (com exceção dos filmes em 3D), em qualquer das 500 salas de cinema em atividade, num total de 94.000 lugares, universo que abrange todas as capitais de distrito.

Entre os títulos em exibição vão estar “Amor Impossível”, de António-Pedro Vasconcelos, vencedor do Prémio Sophia de Melhor Filme da Academia Portuguesa de Cinema, e a trilogia de Miguel Gomes “As Mil e Uma Noites” (“O Inquieto”, “O Desolado”, “O Encantado”), que venceu, na mesma categoria, os Globos de Ouro da SIC.

Além da Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas e do ICA, a organização conta com o apoio Associação de Defesa das Obras Audiovisuais (FEVIP), da Associação para a Gestão de Direitos de Autor (GEDIPE), de Produtores e Editores e da Inspeção-geral das Atividades Culturais (IGAC).

A programação da Festa do Cinema está disponível em www.festadocinema.pt.

 

“Capitão Falcão” vence seis prémios Sophia

A lista completa dos vencedores da quinta edição dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema:

Melhor Filme:

“Amor Impossível” – António-Pedro Vasconcelos

Melhor Realização:

Margarida Cardoso – “Yvone Kane”

Melhor Atriz Principal:

Vitória Guerra – “Amor Impossível”

Melhor Ator Principal:

José Mata – “Amor Impossível”

Melhor Atriz Secundária:

Carla Chambel – “Se eu fosse ladrão, roubava”

Melhor Ator Secundário:

José Pinto – “Capitão Falcão”

Melhor Argumento Original:

João Leitão e Nuria Leon Bernardo – “Capitão Falcão”

Melhor Fotografia:

Acácio de Almeida – “Se eu fosse ladrão, roubava”

Melhor Montagem:

Edgar Feldman e João Salaviza – “Montanha”

Melhor Direção Artística:

Nuno Tomaz, Mário Melo Costa e João Leitão – “Capitão Falcão”

Melhor Som:

Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira – “Amor Impossível”

Melhor Música:

Pedro Marques – “Capitão Falcão”

Melhor Documentário em Longa-Metragem:

“Pára-me de repente o pensamento” – Jorge Pelicano

Melhor Curta-Metragem de Ficção:

“Rampa” – Margarida Lucas

Melhor Documentário em Curta-Metragem:

“Fora da vida” – Filipa Reis e João Miller Guerra

Melhor Curta-Metragem de Animação:

“Amélia & Duarte” – Alice Guimarães e Mónica Santos

Melhor Caracterização:

Helena Gonçalves – “Capitão Falcão”

Melhor Guarda Roupa:

Isabel Quadros – “Capitão Falcão”

Prémio Sophia Estudante:

“Terra Mãe” – Ricardo Couto, da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculos (ESMAE)

Prémio Sophia de Carreira:

Carmen Dolores e Fernando Costa

IndieLisboa: um filme por dia (10)

Prémio do Público no Festival de Sundance, Prémio Revelação no Festival de Deauville, Prémio Don Quixote no Festival de Locarno. Estes são alguns dos galardões recolhidos por “James White”, filme de estreia nas longas-metragens de Josh Mond, um nome até há pouivco tempo associado à produção de destacados filmes “indie” norte-americanos como “Depois da Escola”, de Antonio Campos, ou “Martha Macy May Marlene”, de Sean Durkin, através da companhia Borderline Films, que também dirige, juntamente com Campos e Durkin. E que senhora estreia é “James White”, rodado em Nova Iorque em apenas 22 dias, com um orçamento apertadinho.

Christopher Abbott, que já vimos no referido “Martha Macy May Marlene” e em “Um Ano Muito Violento”, de J.C. Chandor, interpreta a personagem do título, um “slacker” que quer ser jornalista mas tem um feitio muito volátil e uma propensão muito grande para os copos, as festas e as rixas. James acabou de perder o pai, e pode estar à beira de ficar também sem a mãe (Cynthia Nixon, de “Sexo e a Cidade”), que sofre de cancro. O rapaz escapa-se para o México com uns amigos e lá arranja uma namorada, mas tem que voltar a casa à pressa, porque a mãe ficou pior.

James pode ter todos os defeitos possíveis e imagináveis, mas o amor que sente pela mãe redime-os num fósforo. A segunda parte do filme é a ilustração escancarada, dilacerante, aflitiva, desse amor filial, que Josh Mond filma como uma sequência de murros no coração, e como nenhuma fita “mainstream” de Hollywood se atreveria a mostrar, até à sequência tão breve como rasgada de dor em que o filho se despede da mãe morta na cama do quarto. Abbott e Nixon entregam-se aos seus papéis de corpo, alma e tripas, com duas interpretações “cassavetianas”, e “James White” deixa-nos de rastos e com um nó cego na garganta. É um dos grandes filmes deste Indie 2016.

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