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DDC Samsys: Mais de 2 mil participantes descobriram “os segredos do sucesso”

Foi no Multiusos de Gondomar que se realizou a 7.ª edição do maior evento nacional gratuito de desenvolvimento pessoal e profissional.

Este ano, o DDC reuniu mais de 2 mil pessoas, entre visitantes, staff, oradores e artistas. O tema “Mente Sã em Corpo São”, focado no mediático tema de coaching, foi o que mobilizou mais visitantes até agora. O objetivo do evento passou por transmitir ideias que possam ajudar a melhorar projetos profissionais e pessoais.

Segundo Samuel Soares, CEO da Samsys, consultora do setor tecnológico responsável pela organização do evento, “esta edição bateu todos os recordes e acredito que se deve também ao tema em que tocámos, pois cada vez mais as pessoas procuram otimizar o seu rendimento profissional e sabem que a introdução de certos hábitos nas suas rotinas é fundamental para alcançarem a alta performance que tanto desejam”.

Também Ruben Soares, diretor executivo da Samsys, manifesta total satisfação com esta que foi a edição mais marcante feita até hoje: “Estamos a transbordar de felicidade por ver as proporções que o DDC atinge de ano para ano. Isso reflete-se no feedback que recebemos”.

Para além da história de vida de Samuel Soares, partilhada pelo próprio em palco, a edição de 2018 do DDC contou com nomes como o de Susana Torres, que no Euro2016 ficou conhecida por ter contribuído para o sucesso do jogador Éder; Ricardo Peixe, responsável pelo desenvolvimento de mais de 40 mil pessoas e de 120 empresas; Pedro Vieira, um profissional que aposta no PNL como forma de gerar resultados de excelência e, ainda, Ricardo Mendoza, especialista em resultados máximos, sendo o único europeu que acompanha o melhor coach do mundo, Anthony Robbins.

Susana Torres confessou estar “surpreendida” por ver a enorme adesão do público ao evento “a uma quartafeira”. Segundo a coach de alta performance, “estas pessoas vêm à procura de uma motivação, de uma injeção de energia e aqui podem beber disso. Mais ainda, podem conhecer histórias de sucesso que as inspiram”, afirmou.

Ao longo do dia, para além das dinâmicas que decorreram em palco, como uma aula de postura ou um concerto dos PRANA, o programa foi preenchido com momentos de networking durante os coffee breaks.

Do programa fez parte também um debate sobre a adoção de hábitos saudáveis, cujos protagonistas foram os desportistas Gonçalo Uva (B2Run) e Carlos Sá (Ultra Runner), a nutricionista Carla Sousa (Prozis) e ainda alguns empresários, como Marta Castro (Medicalmedia), André Vieira de Castro (Argacol) e Miguel Soares (PARTTEAM).

A 7.ª edição contou, ainda, com a introdução de uma vertente solidária, já que os participantes puderam ajudar associações como a “Apela”, a “Pirilampo Mágico”, a “Por + Sorrisos” e a “AIJA”. O DDC é um evento anual gratuito, que começou por ser dedicado aos clientes e atualmente é aberto à sociedade. Surgiu em 2012, tendo inspirado à criação da Academia Samsys, que organiza iniciativas que se enquadram no âmbito de responsabilidade social da empresa.

ProPeople: aprenda fazendo

Criada em 2000, inicialmente por cinco sócios, a ProPeople surge no mercado no âmbito de intervenção alargada da formação e consultoria de processos. Hoje, com Mafalda Carvalho e Alexandre Ribeiro como partners, o foco da empresa é a formação e desenvolvimento de pessoas, privilegiando a metodologia de aprendizagem experiencial.

Como o próprio nome indica, aprendizagem experiencial é aprender com a experiência. “Está provado que as pessoas aprendem melhor praticando. Assim, todos os nossos programas formativos são sempre orientados para terem momentos de prática simulada”, começa por explicar Mafalda Carvalho.

Com programas exclusivamente baseados em simuladores, a ProPeople oferece aos seus clientes uma formação eficaz e focada nas suas necessidades. Os participantes têm a possibilidade de desenvolver as suas skills através de simuladores de negócios, simulador da mudança ou simulador de liderança. “Para consolidar a formação disponibilizamos programas com uma componente experiencial forte, que colocam as pessoas em contacto com diversas situações, permitindo-lhes, ao longo do processo formativo, testar o que estão a aprender ou a reforçar. Colocam em prática o que aprendem de uma forma protegida”, acrescenta Mafalda Carvalho. “Não fazemos formação de outra maneira que não seja esta porque, de facto, tem uma eficácia e adesão elevada”, diz-nos, ainda.

Com uma experiência e know-how adquiridos ao longo destes anos, este é o fator de diferenciação da empresa que tem, igualmente, um modelo de Coaching que garante a obtenção de resultados relevantes ao final de um mínimo de dez sessões focadas no desenvolvimento de uma competência, quer se trate de Life ou Executive Coaching.

O Team Coaching é implementado como follow-up dos programas de formação da ProPeople. “Notávamos que as pessoas saiam da formação cheias de vontade de fazer diferente e motivadas para aplicar o que tinham aprendido. No entanto, muitas vezes, quando se deparavam com dificuldades, desistiam, voltando tudo à estaca zero. As pessoas viam muita validade nos nossos programas, por perceberem que tudo o que era trabalhado nas formações era aplicável e, sobretudo, eficaz, mas, ainda assim, nem sempre aplicavam”, refere Mafalda Carvalho.

A realidade e a vontade das pessoas condiciona os resultados previstos dos programas formativos, por isso mesmo a ProPeople desenhou estas sessões de Team Coaching de curta duração (de 3 a 4 horas), para grupos pequenos, onde, através de casos práticos, reforçam as competências trabalhadas na formação, acrescentando competências correlacionadas ou introduzindo variantes mais sofisticadas de uma determinada competência. “Isto permite que os participantes, no período pós-formação, tenham um acompanhamento continuado do trabalho que vão desenvolvendo. Este suporte é fundamental para a consolidação das competências e para que se dê a mudança de comportamentos”, explica a nossa entrevistada.

O Executive & Life Coaching são programas feitos à medida do coachee. É um processo individual em que a ProPeople se dedica totalmente ao às competências que a pessoa precisa de desenvolver. “É um programa tailor-made, com uma estrutura que obedece a um conjunto de parâmetros para ser eficaz, focando as competências que o coachee necessita de trabalhar”, adianta Mafalda Carvalho.

Na vertente do Life Coaching são trabalhadas áreas pessoais do colaborador que, direta ou indiretamente, se refletem na sua atuação na empresa. O equilíbrio global do colaborador afeta positivamente o seu desempenho na empresa e, como o próprio nome sugere, Life Coaching está orientado para ajudar o coachee a organizar a sua vida pessoal, para que ela fique alinhada com os seus principais valores e para maximizar o potencial do indivíduo no atingimento dos seus objetivos.

OS DESAFIOS DOS LÍDERES NA ERA DIGITAL

Focam-se no desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento de líderes e trabalham desde as competências de comunicação até às competências de gestão e financeiras, específicas ou transversais a todos os colaboradores de uma organização. “Qualquer pessoa pode, e deveria, participar nos programas de simulação de gestão. É bom que todos os colaboradores tenham uma perceção alargada e integrada do negócio”, afirma Mafalda Carvalho.

A ProPeople procura ativamente organizações para aplicar as suas metodologias, e as empresas mais recetivas são aquelas que têm maior apetência para desenvolver os seus colaboradores e que já perceberam que o seu ativo mais importante é o capital humano.

A questão que se coloca agora é: o estilo de liderança mudou? Que desafios se colocam aos líderes nesta era digital? Para Mafalda Carvalho, existem muitos dos desafios fruto das novas circunstâncias. “O facto de os salários terem sofrido uma depreciação nos últimos tempos cria logo um enorme obstáculo aos líderes que não sabem como motivar os colaboradores, tendo recursos financeiros limitados. É preciso saber criar contextos motivadores para além da questão financeira”, realça a nossa entrevistada, para quem outro dos desafios que os líderes de hoje enfrentam resulta da maior informalidade que as empresas têm atualmente devido à geração Y, também conhecida por Millennials.

Os Millennials estão a transformar a economia e a obrigar alguns setores tradicionais a reinventar-se. Os jovens nascidos entre 1980 e 1996 estão sempre ligados mas são menos consumistas do que os seus pais, fogem do endividamento e preferem a experiência à posse. Estes jovens pretendem trabalhar em organizações que ofereçam oportunidades de desenvolvimento e que invistam na melhoria dos níveis de satisfação dos seus profissionais.

Para Mafalda Carvalho os líderes de hoje têm, portanto, de ser capazes de compreender as pessoas que têm na sua equipa e conhecer as suas expectativas ou aspirações, ter uma capacidade de envolvência e de empatia, gerir a diversidade e a multiculturalidade que hoje as organizações têm.

“A retenção de talentos é o maior desafio que as empresas enfrentam. Os líderes têm que conseguir captar e reter talentos, para que a empresa não se torne numa escola por onde as pessoas passam e não ficam. Isto numa geração ávida de novas experiências, de novos desafios, e que não vai para uma organização para ficar se não tiver perspetivas de crescer pessoal e profissionalmente”, conclui a nossa entrevistada.

Semana Internacional do Coaching 2018

Decorrida a Semana Internacional do Coaching 2018, sob temas enriquecedores e afetos ao Coaching, Maria Helena Anjos deixa uma nota especial de agradecimento a todos os participantes e envolvidos.

“Inteiramente dedicada ao Coaching, a ICW 2018 contou com um programa organizado por grandes temáticas diárias, onde os participantes puderam assistir e participar ativamente em workshops e dinâmicas, facilitados por diversos oradores – cada dia um tema.

Esta foi a ICW mais forte desde que o Chapter existe. Na qualidade dos temas e oradores, no número de participantes, no espaço onde decorreu o evento, no conteúdo das questões dos participantes, no compromisso com o coaching profissional.

Enquanto Presidente do Chapter, é com um orgulho sentido e muito consciente que partilho que fizemos acontecer uma obra gigante e com um forte reconhecimento internacional.

Criámos a nossa identidade neste mundo do Coaching Profissional. E esta marca é o princípio de uma história que também vai ser única.

Obrigada a todos os oradores, aos participantes, ao Palácio Baldaya e aos media que nos apoiaram nesta jornada. E agora viaje pela semana de coaching connosco”.

O que eles dizem…

Ana Castanho, uma coach ICF, que se voluntariou para ajudar o Chapter  a fazer acontecer esta ICW

“Uma enorme gratidão e amizade por todos aqueles que diariamente encheram a sala do Palácio Baldaya para assistir aos workshops que preenchiam esta semana dedicada ao coaching e ao desenvolvimento pessoal. Foram muitos e bons! Um agradecimento a todos os oradores e colegas coaches que generosamente deram o seu tempo e a sua partilha, criando momentos absolutamente inesquecíveis. Obrigada ao Palácio Baldaya por nos ter recebido a todos tão bem. E a ti, Helena, obrigada por tudo e por tanto o que deste ao Chapter e dás ao coaching profissional em Portugal.”

João Catalão, coach sénior

“Os meus sinceros parabéns e aplausos! Adorei o espaço. Organização impecável. Foi a ICW com maior número e diversidade de participantes! Senti muito entusiasmo e muita partilha. Viva o Coaching!”.

Paulo Carmo

“Agradeço o convite para participar e dar o meu testemunho a uma plateia que transmitia muito entusiasmo e partilha de emoções, foi uma experiência gratificante e motivadora para continuar o meu percurso no Coaching. Obrigada à minha coach pela pessoa fantástica que é e pelo profissional que me ajudou a ser. Parabéns ao ICF Portugal pela excelente organização”.

Nídia Brito da Costa

“Muitos parabéns! Foi uma semana cheia… cheia de qualidade, de saber, de experiências, de perspetivas, aprofundamento, partilha, reencontros e encontros com pessoas inspiradoras. Muito obrigada a toda a equipa”.

João Leborinho Lúcio

“Foi um prazer imenso ter estado presente na ICW, um momento de grande comunhão e crescimento. E uma grande honra ter podido partilhar um pouco do meu conhecimento. Estou muito grato”.

Carla Santos, Coach

“A ICW é sempre um espaço maravilhoso para quem se dedica ao coaching e quer sempre aprender mais e fazer melhor, mas este ano está a superar todas as minhas expectativas. Coaches e coachees a darem e exporem tudo o que têm e são ao serviço da partilha e da aprendizagem. Obrigada a todos os corajosos que o fizeram e que com isso contribuíram para o crescimento de todos”.

Gondomar recebe a 7.ª edição do maior evento nacional de desenvolvimento pessoal e profissional

A 6 de junho, entre as 9h e as 18h30, o Pavilhão Multiusos de Gondomar recebe a 7.ª edição do maior evento gratuito de desenvolvimento pessoal e profissional do país: o DDC.

O encontro reúne oradores de topo da área de coaching, nutrição, desporto e ainda empresários de várias zonas do país, com negócios em diferentes áreas.

O objetivo passa por fomentar as redes de contactos dos participantes e por contribuir para a evolução pessoal e profissional dos mesmos, quer seja pela interação com outras empresas ou por se inspirarem em histórias de sucesso que os motivam a encontrar outros caminhos, promovendo o bem-estar e melhorando os negócios. O DDC 2018 prima pelo painel de oradores que apresenta, estando os intervenientes ligados a projetos de reconhecido valor na área da formação, da escrita e do acompanhamento personalizado em desenvolvimento pessoal.

Desde logo o anfitrião Samuel Soares, CEO da consultora Samsys e autor do livro “O Caminho do Sonhador”, que defende veementemente que “o sonho comanda a vida”. Na linha da frente do coach de alta performance surge Susana Torres – a primeira coach de alta performance em Portugal que, desde o Euro2016, ficou conhecida por ter feito parte do sucesso do jogador Éder Lopes – e Ricardo Peixe – que com 15 anos de experiência é responsável pelo desenvolvimento de mais de 40 mil pessoas e de 120 empresas. A estes nomes juntam-se Pedro Vieira – um profissional que aposta na Programação Neurolinguística (PNL) como forma de promover o autoconhecimento e de gerar resultados de excelência – e Ricardo Mendonza – especialista em resultados máximos, sendo o único europeu que acompanha o atual melhor coach do mundo, Anthony Robbins.

 

A 7.ª edição do DDC terá, ainda, uma estreia. Durante a manhã decorrerá um debate sobre a importância da implementação de prática desportiva e de uma boa alimentação e serão apresentadas algumas ferramentas para contornar a falta de tempo para esses hábitos.

Como protagonistas deste momento estão nomes sonantes do panorama desportivo como Gonçalo Uva (B2Run) e Carlos Sá (Ultra Runner), a nutricionista Carla Sousa (Prozis) e ainda alguns empresários de sucesso com exemplares estilos de vida, como Marta Castro (Medicalmedia), André Vieira de Castro (Argacol) e Miguel Soares (PARTTEAM & OEMKIOSKS).

São esperados 1500 empresários no DDC, um evento que assume uma forte aposta em palestras, num debate, diversas animações, surpresas e vários momentos de networking durante os coffee breaks, que visam, acima de tudo, promover a troca de conhecimento e de experiências entre os presentes.

De realçar a vertente solidária do evento, já que os participantes poderão dar o seu contributo com roupa, comida e outras ajudas, no recinto, doando-os a associações como a “Apela”, a “Pirilampo Mágico” e a “Por + Sorrisos”. O DDC surgiu em 2012 e a entidade responsável pela criação e organização do evento é a Samsys – Consultora especializada em tecnologias de informação, que criou posteriormente uma academia, a Academia Samsys. As iniciativas criadas pela Academia Samsys enquadram-se no âmbito de responsabilidade social da empresa-mãe e visam incutir conceitos como coaching, neurolinguística, felicidade nas organizações e liderança a empresários.

A inscrição é gratuita e pode ser feita em academia.samsys.pt

Alcance os seus objetivos de forma consistente e sustentada

Natural de Coimbra e dona de uma energia contagiante, Paula Rocha fala, na primeira pessoa, sobre o impacto que a força do querer tem nas nossas vidas.

É uma mulher de ação que gosta de fazer acontecer: confecionar doces, compor trechos musicais, desenvolver projetos e negócios, tudo acontece no seu dia a dia de forma natural. “Gosto de criar. Gosto de fazer muitas coisas e coisas diferentes e isso acaba por se refletir no meu percurso profissional e ser uma característica da minha personalidade”, começa por referir Paula Rocha

Desde pequena que se lembra de gostar de fazer várias coisas e recorda a dificuldade em dedicar-se em exclusivo a algo em concreto. Contudo, confraternizar e comunicar com pessoas era algo que a apaixonava.

Lembra-se, perfeitamente, a 25 de abril de 1974, quando regressava da escola, a mãe lhe ter dito que acontecera uma coisa que iria gostar muito. A sua resposta foi imediata: já posso falar à vontade?

Com muitos interesses e sem uma paixão, acabou por seguir as pisadas do pai e formou-se em engenharia. Mas rapidamente percebeu que a área comportamental e a psicologia despertavam em si um fascínio. A curiosidade por estas matérias nasce no seio da engenharia. Lembra-se de ir a uma obra e de ficar atrapalhada com os comentários vindos dos profissionais da construção. Na altura pensou: Porque é que a forma de comunicar influencia o comportamento?

Entretanto, é convidada para dar formações. Em sala tudo corre bem e as avaliações até foram boas, mas na prática, quando foi possivel observar os participantes no seu contexto de trabalho, estes não tinham alterado os seu comportamentos. Lembra-se da frustração que sentiu e, mais uma vez, questiona o comportamento humano e os mistérios dos agentes influenciadores. É nesse momento que vai à procura de respostas. Faz a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho. Esta área era o que realmente a apaixonava. Gostava de perceber as pessoas no contexto de trabalho, o que influenciava o seu desempenho, que aspetos, psicológicos e sociológicos, interferiam no seu desempenho e que impacto exerciam nos seus resultados. Paula Rocha era casada desde os 18 anos, e nesta altura já tinha dois filhos, trabalhava e estudava. Ainda assim, foi a melhor aluna da licenciatura. “Isto leva-nos a pensar sobre o que somos ou não capazes de fazer. Sobre o quanto desconhecemos o potencial que temos. Somos forçados a equacionar a hipótese de que, se calhar, não conseguimos atingir os resultados que pretendemos porque não acreditamos em nós próprios”, afirma a nossa entrevistada.

Mais tarde, passa pela consultoria e a formação em diversas empresas e é nessa altura que integra o doutoramento em Economia e Gestão de Empresas. “Num determinado momento desconfiei que, estando demasiado focada nas pessoas poderia não conseguir ter uma visão global da empresa”, explica Paula Rocha.

Contudo, é importante para Paula Rocha realçar que tudo isto foi possível porque teve uma peça fundamental e um forte background durante todo este processo: o marido e a família. “Os melhores resultados conseguem-se em equipa, seja numa empresa ou na família. Cada um tem de perceber bem o seu papel e qual o seu contributo. É preciso construir laços fortes que suportem a coesão do grupo. Trabalhar para a equipa/familia sem perder a individualidade”, acrescenta a nossa entrevistada.

Nesta fase, a sua vida dá uma reviravolta. É detetado um tumor cerebral no seu filho mais novo, de 13 anos, e é-lhe dado apenas 3% de hipótese de sobreviver. A partir daqui tudo se torna difícil e o seu único foco passa a ser o seu filho. Mas como o seu filho Bernardo dizia, 3% é melhor do que zero. Entre as idas ao IPO, a procura pelos melhores médicos e hospitais, as viagens, a crença nos 3% e a operação nos EUA para dar qualidade de vida ao seu filho, Paula Rocha atravessa um período de dois anos bastante atribulado.

Quando regressa, precisa de acreditar no poder da força interior. Torna-se imprescindível aplicar uma máxima tantas vezes repetida: temos todos os recursos necessários para ser excelentes. Seguem-se anos de muito trabalho. Findo este período controverso e a um ano de completar 50 anos de vida, Paula Rocha sente que chegou a hora de fazer o que realmente gosta, à sua maneira e com as pessoas que gosta. E assim nasce a KEEP Corporate. Uma Paixão.

Da engenharia à psicologia, passando pela economia, Paula Rocha é hoje CEO da KEEP Corporate.

SUPERE OS SEUS DESAFIOS E ATINJA OS SEUS OBJETIVOS

Paula Rocha explica que este projeto foi pensado numa lógica de ver o indivíduo como um todo. Corpo e mente fazem parte do mesmo sistema, por isso a questão que Paula Rocha colocou foi “como vou desenvolver um projeto que aborde as duas matérias?”.

Para isso, a KEEP Corporate concentra na empresa consultoria, formação, coaching, consultas de nutricoaching e treino mental. Ao nível individual apoia as pessoas a atingirem os seus objetivos tendo em consideração todas as suas dimensões. A KEEP Corporate disponibiliza, ainda, ferramentas de assessement que permitem analisar o perfil comportamental do indivíduo, de forma a melhorar o seu autoconhecimento e traçar planos de ação mais adequados.

O cliente tem ainda ao seu dispor um serviço de avaliação física com profissionais do desporto e nutricionistas para que não seja a falta de capacidade física o motivo para o não atingimento dos objetivos. Para aqueles que procuram a alta performance, seja no desporto, no estudo, ou em qualquer outra área, a KEEP Corporate dispõe da mais avançada tecnologia da neurociência que permite a interface cerebro-computador.

Esta técnica usa estratégias testadas em variados ambientes de alta performance para a autoregulação do sistema nervoso autónomo e central, munindo-o de competências criticas à execução de decisões em ambiente de stress para quem precisa de estar no seu melhor.

Os cenários de treino são individualizados, após avaliação de acordo com os objetivos pessoais, e permitem que, progressivamente, o indivíduo consiga ter um domínio elevado de auto-regulação do corpo e mente que lhe permitirá transferir esta competência para o contexto de trabalho.

Paula Rocha foi assessorando a sua equipa de especialistas com várias valências que acrescentam valor às soluções que a empresa oferece aos seus clientes.

Na formação ministrada nas instalações da KEEP Corporate os participantes têm acesso a várias valências, como biblioteca e coffe-breaks saudáveis.

Desenvolve soluções à medida para as empresas, tendo em consideração as suas necessidades.

No que concerne às soluções empresariais a KEEP Corporate oferece soluções customizadas e diferenciadoras. “Não temos formação em catálogo. Todas as nossas propostas resultam de um diagnóstico realizado por nós  ou do diagnóstico realizado pelo cliente.

No decurso das ações alinhamos as estratégias de ensino por aquilo que as pessoas valorizam usando exemplos reais da própria empresa, na medida das necessidades e dos objetivos que a própria quer alcançar”, afirma a nossa entrevistada.

São combinadas diferentes metodologias desenvolvidas pela KEEP Corporate e todos os formandos são constantemente desafiados. por exemplo, a KEEP dispõe de um sistema de gamification para utilizar no período a seguir ao término da formação de forma a garantir períodos de motivação mais extensos e aumentar o impacto da formação. O objetivo é garantir o alcance dos resultados pretendidos.

“Não quero chegar a uma empresa e ser uma simples prestadora de serviços. Quero ser a parceira que está sempre por perto disposta a apoiar os projetos em curso, as mudanças e que ajuda a fazer acontecer” afirma.

Paula Rocha é ainda voluntária em vários projetos e vive num processo de melhoria contínua acreditando que pessoas felizes atingem resultados de excelência.

Foque-se no seu sonho e transforme-o num objetivo

Como chegou aqui? Porquê o coaching?

O coaching entrou na minha vida há mais de um ano, quando fiz a minha certificação internacional pela International Coaching Community. Desde logo comecei a atuar nos mercados português e brasileiro, e a fazer o acompanhamento de pessoas que imigram para Portugal do Brasil, através do visto empreendedor, do D2 e do visto D7. Quando chego ao coaching eu próprio era um empresário que desempenhava funções na Orange Bird como gestor de projetos e de comunidades. A Orange Bird é uma empresa de tecnologia que promove o crowdfunding (financiamento colaborativo) em Portugal através das suas diversas iniciativas e que desenvolveu a plataforma PPL Crowdfunding Portugal. Isto significa que já estava envolvido no ecossistema empreendedor. Fazia o acompanhamento de promotores que queriam angariar financiamento e divulgar projetos e, simultaneamente, era um Business Angel, na Busy Angels, onde, há mais de dois anos, invisto em startups. Assim, com este nicho de promotores e empreendedores, por via da PPL, e de startups, por via da Busy Angel, comecei a ter a perceção de que havia dificuldade nas pessoas em focarem-se num objetivo. Fosse esse objetivo pessoal, de desenvolvimento de equipa ou de desenvolvimento do negócio. Ter dinheiro para investir não é suficiente para fazer crescer um negócio. Sobretudo as startups que estão sempre numa corrida contra- relógioporque estão a criar modelos de negócio disruptivos, mercados de raiz, onde muitas vezes os consumidores ou clientes ainda não estão educados para as soluções que estão a desenvolver, e é fácil dispersarem-se no dia-a-dia das operações. Comecei, portanto, à procura de algumas metodologias que pudessem ajudar estes empresários a potencializarem o seu foco. Foi assim que cheguei ao coaching. O coaching permite responder a duas questões que são fundamentais: o que é que eu quero? Como é que vou conseguir concretizar isso. No mundo existem dois tipos de pessoas divididas em dois grupos: 90% das pessoas faz parte do primeiro grupo, ou seja, não conseguem responder a estas duas questões. Além disso, também não conseguem responder a uma terceira questão que é “quando é que eu vou concretizar isso que quero?”. O segundo grupo de pessoas são as pessoas privilegiadas que eu tenho a oportunidade de trabalhar para encontrarem as respostas a estas perguntas. São pessoas que sabem o que querem e pedem ajuda para o conseguir. Nestes casos, os resultados aparecem.

O 4People2Business pretende ser um programa que cria valor. Explique-nos a sua metodologia.

A metodologia coaching 4People2Business trabalha pessoas nos segmentos Startups, PME´s e Imigração (através dos vistos D2, D7 e Gold). Este modelo agrupa várias metodologias do coaching e tem como propósito potenciar o foco, o planeamento, a ação, a melhoria contínua, os resultados de pessoas, equipas, negócios e organizações. Trata-se de um modelo que integra os pressupostos, as ferramentas do Coaching, da Programação Neuro-Linguística (PNL), potenciando a tomada de consciência, a ação e a aprendizagem.

É o alinhamento entre o consciente e inconsciente, mente e corpo. E este aspeto é bastante importante. Isto porque, as crenças e valores de cada um de nós podem limitar as nossas ações. O 4People2Business tem a duração de dez sessões presenciais ou online (via Skype, facebook, WhatsApp), cada uma delas individual ou em equipa com a duração de 1 hora.

A quem se destinam as suas sessões de coaching?

Trabalho com empresas e empreendedores distintos. Alguns empreendedores ainda estão a desenvolver e a validar a ideia de negócio, outras empresas que já têm faturação ou uma equipa, mas todas elas precisam de ter foco para continuar a crescer. E precisam de ser trabalhadas para que sejam quem querem ser, maximizando o desempenho, a produtividade e os resultados.

As perguntas são a principal ferramenta do coaching e são o desbloqueador dos recursos que as pessoas têm dentro de si. Recursos como a experiência de vida, habilidades, as suas capacidades, formações, aptidões e talentos que cada um de nós tem. O coaching parte, precisamente, desse pressuposto: todas as pessoas têm recursos, o que acontece muitas vezes, seja em termos pessoais ou nos negócios, as pessoas estão associadas àquilo que designam por problemas. Por isso podemos ajudar qualquer pessoa, equipa ou empresa a maximizar os seus resultados.

Hoje em dia, o maior desafio das organizações é criar um sentimento de pertença. Mais do que vestir a camisola da empresa, as pessoas têm que se sentir parte integrante dela. Têm de perceber a missão, os valores, a visão da empresa e sentirem-se envolvidas para que caminhem juntos na mesma direção, com foco num objectivo e sonho comum. O coaching é isto, é foco, ação e aprendizagem. Transformar um sonho num objetivo e agir porque escolho uma ação para alcançar esse objetivo. Por isso sonhe. Mas sonhe grande porque sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. E nunca deixe de colocar questões. Porque enquanto colocarmos perguntas tomamos consciência e isso leva-nos a agir, fazendo a diferença.

 

 

“Perdem alguma coisa se tentarem?”

Em que momento soube e decidiu que queria trabalhar com mulheres, ajudando-as na sua vida profissional e pessoal? 

Desde sempre que a causa feminina me diz muito, por várias razões.

Tive a sorte de começar a trabalhar logo depois de terminar a minha licenciatura e não parei desde então. Foi-me sempre exigido um aprofundado conhecimento do mercado e dos interlocutores-chave das empresas, muito devido à vertente comercial que as minhas funções integravam.

Sempre me deparei com uma questão, que me deixava confusa: porque é que a grande maioria dos cargos de gestão nas empresas (sejam eles superiores ou médios) são ocupados por homens? Não era nem é de todo uma posição feminista, apenas um facto. E eu não entendia a razão.

Paralelamente a esta questão, outra rapidamente surgiu também: porque é que as mulheres (em contexto empresarial ou não) optam por descredibilizar as suas potencialidades e sublinhar constantemente os seus defeitos? O diálogo interno é destrutivo, negativo. Isso prejudica-nos muito! Temos noção disso mas dificilmente conseguimos mudar. Lutámos pela igualdade, conseguimos alargar as nossas opções e conquistámos os nossos direitos. Mas isso também nos trouxe dúvidas, ansiedades, pressões.

Conseguiríamos melhorar bastante as nossas condições de vida (tanto pessoais como profissionais) ao mudar o teor do nosso diálogo interno, ao ganharmos confiança nas nossas estruturas.

As minhas clientes de Life ou de Executive Coaching são pessoas lindas, interessantes, cheia de qualidades que muitas vezes desconhecem, ou teimam em não reconhecer e celebrar. São pessoas que ambicionam melhor mas não sabem o quê ou como, porque não possuem recursos e linhas orientadoras nesse sentido. Assim, muitas vezes desistem. E é aqui que o coaching atua. 

Que desafios enfrenta como Coach? 

O coaching ainda está a ser descoberto em Portugal e muitas pessoas ainda não reconhecem o potencial de recorrer a um coach. Embora estejamos a evoluir bastante, ainda estamos longe do que podemos reconhecer.

Nos EUA e Brasil, por exemplo, o coaching já é assumido como uma ferramenta indispensável em contexto empresarial e pessoal.

Qual é o seu verdadeiro objetivo com o coaching? 

Depois de vários anos a trabalhar num contexto empresarial, onde (e sem mal nenhum!) simplesmente a faturação e os números imperam, percebi que precisava de mais na minha vida.

O que me move são as pessoas, e consegui construir uma oferta que reúne o melhor dos dois mundos: consigo ganhar a vida com o coaching, e consigo potenciar e ajudar pessoas a atingirem resultados, a serem mais felizes.

Essas pessoas são mulheres, esse é o meu target, e sempre foi o meu sonho. Quero mostrar às mulheres que somos capazes de chegar longe, quero ajudá-las a “afinar” as vozes interiores, e a serem capazes de lidar com os desafios das suas vidas pessoais e profissionais de uma forma mais benéfica. Quero que as mulheres pensem nelas próprias em primeiro lugar, e que acreditem que conseguem chegar longe. Não há nada melhor do que ver uma cliente a dar pequenos passos, a ter pequenas conquistas, a celebrar esse caminho e a constatar que consegue criar um contexto mais feliz na sua vida. Basta para isso ter foco, dedicação. E um coach ajuda!

O que me motiva é ver resultados, e o melhor disto tudo é conseguir fazer disto profissão e sustento. 

O que é que as mulheres procuram mais quando recorrem aos seus serviços?

Ultrapassar medos, incertezas, saber lidar com as vozes interiores, e ganhar confiança nas suas capacidades. Muitas das minhas clientes não reconhecem as suas capacidades até as ouvirem das vozes de terceiras pessoas. Precisam do reconhecimento e do aval das outras pessoas para se potenciarem.

Especializou-se, igualmente, em Life e Executive Coaching, para potenciar os resultados tanto de pessoas como das empresas e dos seus colaboradores. As empresas começam a perceber a verdadeira importância do potencial humano? 

Sim, começam, mas como indiquei anteriormente, ainda existem muitas pessoas e empresas que não reconhecem no coaching o seu devido valor. Vamos lá chegar, já estamos no bom caminho.

É uma líder e quer ser uma inspiração para outras mulheres. Poderia finalizar esta entrevista com uma nota de motivação para as nossas leitoras? 

Sei que parece uma frase feita, mas é realmente uma verdade: potenciem os vossos pontos fortes! Acreditem que são capazes. Mudem o vosso mindset para algo que vos seja benéfico. Digam para vocês vezes sem conta “eu quero, eu posso, eu consigo”. Substituam o diálogo interno destrutivo por esta frase, e verifiquem se funciona! Perdem alguma coisa se tentarem?

“Preparo mulheres para a liderança”

Priscilla de Sá tem 41 anos e é jornalista, psicóloga, coach, palestrante e mãe. Qual é a característica comum a cada uma destas mulheres?

Todas as mulheres que há em mim se questionam: “por que não pode ser melhor?” E recusam-se a aceitar o “sempre foi assim” em resposta.

Priscilla de Sá “prepara” mulheres para a liderança. De que forma intervém na vida das mulheres?

Como coach, atuo em dois níveis indissociáveis: o emocional e o técnico. Não basta ter um currículo poderoso e não entender de gente. E possuir soft skills sem competência é igualmente catastrófico.

Como mentora, auxilio empreendedoras a posicionarem-se mercadologicamente, estabelecerem sinergia com os sócios e, sobretudo, a substituírem a atitude de “donas de um negociozinho” pela de grandes empresárias.

Como palestrante, ajudo profissionais a identificarem obstáculos e apresento ferramentas para liderarem melhor. As organizações globais procuram-me para implementar comitês femininos, que nas matrizes americanas e europeias já funcionam há algum tempo. Se não forem bem geridos, correm o risco de se tornarem “chá de mulherzinhas”, o que pode ser divertido, mas foge ao propósito.

Como consultora, ajudo marcas a comunicarem com as detentoras de cerca de 85% das decisões de compra, que já não adquirem um produto só porque ele é cor-de-rosa.

“Empoderar uma mulher não é subtrair o poder de um homem. É revelar o poder que há dentro dela, para o bem de todos.” As mulheres podem ser tão boas ou melhor líderes do que os homens? Ou a liderança não depende do género?

Não há limitação biológica para que as mulheres tomem decisões racionais e negociem com os chineses. Nem para que homens sejam empáticos e penteiem os cabelos das filhas. Se possuímos diferentes habilidades é apenas porque temos treinado mais umas do que outras há milénios.

Segundo um estudo da Informa D&B, as mulheres lideravam apenas 28,5 por cento das empresas portuguesas no final do ano passado, sendo elas 42,2 por cento da força geral das empresas. E, em média, as mulheres europeias ganham menos 16 por cento do que os homens. Por onde deve começar a mudança deste paradigma?

Quanto maiores as empresas, mais lentas se movem porque são viciadas nas fórmulas que garantiram vitórias passadas. Entretanto, é a diversidade que vai garantir vitórias futuras.

A mudança é irreversível e tem de ocorrer em três níveis, não importando por onde comece.

Organizações: não apenas empregando mais mulheres e criando um clima suportivo, mas capacitando-as a subirem para além da média gerência.

Indivíduos: Pesquisar a média salarial para a função e negociar no ato da contratação fazem a diferença no acumulado da carreira. As mulheres entre 18 e 24 anos vão às entrevistas de emprego desejosas por saber se naquela empresa os talentos femininos são valorizados. A nova geração de mulheres não vai ficar onde não puder se expressar.

Sociedade: Cabe às famílias e aos educadores ampliarem as possibilidades para meninas e meninos. Segundo um estudo da Universidade de Washington, os homens só são maioria nas carreiras STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) porque acreditam desde cedo que são bons nisso.

É pioneira em Coaching Online tendo, em 2008, criado o primeiro programa brasileiro de coaching de carreira online para mulheres. Como define o conceito de coaching de carreira e de que forma muda a vida profissional das mulheres?

É o processo de retomada do controlo sobre a vida que começa por substituir o “o que você vai ser quando crescer?” que ouvimos na infância, pelo “que tipo de mulher você quer se tornar?”.

Inconformada com o facto de as mulheres representarem menos de 10% de CEOs em todo o mundo (e 5% nas organizações brasileiras), criou, igualmente em 2008, um método para desenvolver a Liderança Feminina, sendo requisitada para palestrar sobre o tema. Que mensagem gostaria de deixar a todas as nossas mulheres leitoras?

“Dar uma forcinha” não é o nome do que você faz todos os dias. O nome disso é liderança. O que falta é ampliá-la aos espaços de poder.

Priscilla de Sá é uma referência em comportamento feminino. Quando é que ganhou consciência da influência que podia exercer na vida de outras mulheres?

Comecei como coach de carreira para jovens, em 2008. As mães viam a paixão, o foco e a disciplina que os filhos adquiriam e pediam “quero que você faça comigo o que fez com meu filho”. Então eu percebi que o meu impacto social seria maior por meio delas porque mulheres são multiplicadoras.

Podemos afirmar que as “as mulheres são o futuro”?

As mulheres são o presente. Em 2016, elas gastaram em e-commerce tanto quanto os homens, usando os cartões de crédito delas.

É uma mulher incansável e multifacetada. Tem alguma surpresa guardada para o futuro ou novos projetos pensados?

Expandir o empoderamento a mais e mais mulheres. Projetos digitais a caminho.

Como se descreveria a si própria? Quem é Priscilla de Sá?

Uma mulher que prefere o caminho bem pavimentado aos atalhos.

O que a motiva a si enquanto mulher?

Saber que mudo o estado mental das pessoas.

As suas palestras são para “mulheres que sabem aonde querem chegar e que só precisam de uma injeção de ânimo para manter o foco, a disciplina e a paixão em alta”. Onde se inspira para falar às mulheres?

Nas mulheres que abriram as portas para que pudéssemos estudar, votar e escolher nossos maridos. Nas nossas mães e avós, que nos trouxeram até aqui. Nas nossas filhas e noras que vão continuar a história.

Às mulheres são atribuídos múltiplos papéis. Esposa, mãe, dona de casa e profissional, sendo, por vezes, difícil a gestão desta tarefas. Precisam de ser supermulheres para conseguir conciliar tudo e alcançar o sucesso nas várias vertentes?

As campanhas publicitárias enaltecem a mulher que dá conta de tudo e termina o dia linda. Acreditamos que é esse o nosso dever e compramos um batom de longa duração. Assim, caímos na armadilha do multitasking: manter-nos superocupadas e subprodutivas.

O mundo não precisa de supermulheres nem de super-homens, precisa de pessoas inteiras nas suas escolhas. Essa é a essência do sucesso.

Estudos recentes revelam que a diversidade de género na administração de uma empresa impulsiona a performance e aumenta as receitas. Para si mulheres e negócios significa…?

Multiplicar a capacidade de resolver problemas. Parece inteligente desprezar esse potencial?

 

O QUE ELAS DIZEM…

“Em 2016 estabelecemos o WIN (Women Inclusion Network) com forte apoio do nosso chairman Isaac Deutsch. A nossa missão é prover um ambiente de trabalho estimulante às mulheres, favorável ao seu desenvolvimento, viabilizando ferramentas, recursos e oportunidades para a otimização das suas habilidades e competências para o sucesso da carreira profissional.

Encerramos o ano de 2016, com a palestra da Priscilla de Sá, que foi crucial  para solidificar o nosso projeto, pois reforçou a importância da promoção da diversidade e inclusão no ambiente de trabalho. Foi nítida a conscientização dos colaboradores do banco quanto à situação das mulheres e os seus desafios no desenvolvimento da sua carreira. Há ainda muito a fazer, mas temos convicção do sucesso dessa iniciativa em virtude do compromisso global do Sumitomo Mitsui Financial Group na criação de uma cultura de diversidade e inclusão.”

Cristina Shiota – Diretora de Risco, Compliance e Segurança da Informação Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro

 

“Conheci a Priscilla de Sá em 2015, num evento para mulheres, organizado pela empresa em que trabalho. Ela fez uma palestra sobre liderança feminina e cada palavra que ela dizia fazia muito sentido para mim. Saí de lá com a certeza de que queria fazer coaching com ela.

O nosso processo e, a cada encontro, eu me descobria como mulher e como profissional. A Priscilla entende os cenários muito rápido e tem uma perceção muito assertiva sobre pessoas e empresas, isso facilitou muito quando eu comentava alguma situação que estava a viver no trabalho – parecia até que ela conhecia as pessoas!

A cada situação difícil que eu enfrentava – e não foram poucas – ela estava disponível para me ouvir, me fazer pensar e me apoiar na ação. Essa presença que ela consegue ter, mesmo quando está no Japão, faz-nos sentir amparadas e apoiadas.

Em pouco tempo, comecei a receber feedbacks positivos do meu gestor e de colegas de trabalho sobre as mudanças de atitude que eu estava a ter por causa do coaching, e eu consegui fazer a mudança de chave de analista para coordenadora.

Fazer coaching com uma mulher poderosa faz a gente se empoderar também!”

Clara Salarinitalent – Management Coordinator Alstom Transportes Brasil

“Em tempos de crise, aqui no Brasil, é muito bom poder contar com o suporte da Priscilla para ampliar novas frentes de trabalho e não ficarmos focados num único produto.

Este ano, estamos a procurar atrair e entender melhor o cliente por meio das novas ferramentas – mais lógicas e rápidas – do Marketing Digital, a fim de gerar novos negócios.

Eu adoro fazer esse trabalho com a Priscilla. Com a assessoria dela, a equipa melhorou muito e sabemos que podemos contar com ela para desenvolver novos negócios.”

Rita Perrela Ceo – Lumitenzi Importação e Exportação

“Priscilla quebra paradigmas desconstruindo crenças. Traz luz ao velho modo de pensar e insere, de forma clara, direta e motivante o conceito de que somos uma versão inacabada de nós mesmos: a versão beta, alinhada ao pensamento exponencial desta nova era. As suas palestras são um convite a ingressarmos neste pensamento transformador e promovermos, com segurança, a nossa metamorfose.”

Simone Caggiano – Head of Human Resources – Audi do Brasil

Passo a passo para a conquista do sucesso

Quem é Luísa Vasconcelos enquanto mulher e como profissional? O que a move?

Procuro estar alinhada com o meu próprio plano de vida, isso significa criar momentos memoráveis em todas as dimensões que considero importantes, como a carreira, as ligações pessoais autênticas ou as viagens, e a forma apaixonada como vivo o que faço. É um work in progress…
Dei um salto de fé quando abri a minha empresa, com todas as alegrias e fracassos que isso implicou. A minha profissão é uma extensão de mim, não gosto de injustiças, aprecio a competência e adoro todas as expressões de felicidade. Hemingway disse algo como que são as melhores pessoas com as maiores virtudes que geralmente são as mais vulneráveis.
Eu trabalho com “as melhores pessoas” garantindo que conseguem estar no melhor de si, no trabalho e na vida pessoal, sem que as suas vulnerabilidades, conscientes ou não, as atrapalhem no dia-a-dia.

Afirma que tanto como ferramenta pessoal como para trabalhar em coaching ou em gestão de talentos, conhecer-se e saber desbloquear o potencial interno pode ser a diferença entre ter uma vida de sucesso ou de total descontentamento. Em que consiste o coaching transformacional e a que se aplica?

A frase: todas as respostas estão dentro de nós, deve ser das mais repetidas nos últimos anos, mas como chegar a elas e mais ainda acreditar que essas respostas que estão dentro de nós são verdade? O coaching transformacional é uma metodologia que assenta no autoconhecimento e traduz-se em processos (como a metodologia da P2B) que transformam fraquezas em forças, quer sejam questões de autoconfiança, de merecimento, de comunicação, de liderança… o caminho é tão diverso quanto cada pessoa, a imagem do processo costumo dizer que é como se se aprendesse a ‘levitar sobre a vida’, em vez de estarmos tão absorvidos por tudo o que nos incomoda, aprendemos a identificar prioridades e estratégias que permitam ganhar clareza sobre o que realmente nos preenche e depois passar da teoria à prática dia a dia.

A Power2Blossom é uma consultora especializada em soluções de gestão de vida e de negócios. Transformam ideias em sucesso. Percebem de pessoas e dos seus talentos. Para contextualizar o nosso leitor, o que é a Power2Blossom e que soluções disponibiliza?

Somos uma consultora boutique de coaching, desenhamos planos de expansão empresarial, profissional e pessoal e acompanhamos os nossos clientes na execução desses planos, da ideia à celebração do sucesso. Os nossos serviços são personalizados cliente a cliente e os nossos formatos de treino ajustam-se aos objetivos pretendidos, podendo ocorrer em 1to1 ou grupo; em sala ou em contexto de imersão experiencial como os Retiros Corporativos que lançamos no final de 2016 nos Açores.

Luísa Vasconcelos é uma líder. O espírito de liderança é algo inato que nasce com a pessoa ou pode ser adquirida com o tempo?

Algumas pessoas têm determinados traços de personalidade, onde a liderança é um recurso orgânico; outras são líderes por reação, quando os desafios da vida obrigam a ativar e fortalecer esse recurso; há depois outras ainda que preferem ser conduzidas na e pela vida. Diria que há uma parte orgânica na liderança (natural) que pode depois ser amadurecida (com o treino, com a experiência e com o tempo), os líderes naturais passarão por esse processo de amadurecimento, os ‘não naturais’ apenas se e quando necessário.

É notável o aumento de lugares de chefia ocupados por mulheres. Estamos num bom caminho no que diz respeito à mudança de paradigma?

Quando esta passar a ser uma ‘não pergunta’, teremos chegado a um bom equilíbrio. Há maior comunicação e uma maior consciencialização para este tema, o que não significa que internamente e nos bastidores das organizações o caminho seja mais simples. Pela minha experiência, esta é e será sempre maioritariamente uma questão de pessoas e não tanto de género. Há uma tendência global de empowerment feminino, logo o assunto ganha dimensão e a mudança ocorre com mais eficácia. Há que continuar a trabalhar a visão do papel masculino e feminino na nossa sociedade e a forma como cada pessoa (mulher ou homem) pode contribuir para levar uma organização ao sucesso.

COMO O GOLFE REVELA A SUA LIDERANÇA PESSOAL E PROFISSIONAL

 

Não vendo sonhos, vendo realidades”. É assim que Orlando Henrique, Executive & Sports Coach, descreve o projeto Enneagolf criado dentro da marca Oihgolfe. E o que é o Enneagolf?

É referido que o golfe é um jogo 90% mental e 10 % é físico ou técnico. Cada vez mais atletas e treinadores procuram potenciar os resultados desportivos, usando o coaching. O projeto ENNEAGOLF traz uma perspetiva inovadora para o treino da mente enquanto líder executivo e praticante de golfe.

Os profissionais ou o cidadão comum têm mais competências do que aquelas que muitas vezes veem em si próprios. “O coach é um meio para a pessoa se superar”. Não é o coach que vai dar à pessoa competências físicas ou técnicas, antes “o coach ajuda a pessoa a tomar consciência das suas capacidades.”

“O ENNEAGOLF é uma poderosa ferramenta de ajuda que ao potenciar a personalidade permite vencer desafios, competir/cooperar, liderar e trabalhar melhor em equipa”.

Então, em que consiste o Enneagolf e o que o distingue de um programa de Coaching?

Através do Enneagrama (ciência milenar associada ao estudo da personalidade), um jogo de cartas e de um algoritmo “ajudamos os coachees a identificarem a sua personalidade. A partir daí definimos alguns caminhos valorizando as mais-valias de cada personalidade”, explica Orlando Henrique. O golfe “é o espelho da alma” que “nos desperta sobre o nosso inconsciente ajudando-nos a tomar noção das nossas capacidades e a descobrir soluções para respostas que procuramos”.

Mais do que ajudar desportistas a descobrirem as suas competências, o Enneagolf pretende ajudar as pessoas a conhecerem-se melhor de modo a conseguirem superar-se e reconhecer caminhos diferentes para as situações do dia-a-dia.

Eneagrama: Como a sua personalidade o influencia

Acredita-se que o Eneagrama tenha surgido há mais de 2500 anos. Esta ancestral técnica de autoconhecimento tem vindo a influenciar algumas correntes religiosas bem como filósofos e pensadores importantes.

O Eneagrama começou a ter um grande impacto nos finais do Séc. XIX pelas mãos de George Gurdjieff, tendo sido posteriormente desenvolvido e divulgado por Oscar Ichazo e Claudio Naranjo.

Hoje, o Eneagrama é ensinado em universidades de todo o mundo e em Portugal  estão a decorrer  MBA’s onde o mesmo é trabalhado e ensinado. A sua utilização nas organizações  ganha cada vez mais espaço, desde  grandes empresas nacionais a multinacionais a entidades governamentais.

Para as mais de 200 pessoas que já fizeram ações Enneagolf todas elas ficaram com valorizações sustentáveis para as dificuldades e mudanças que queriam ultrapassar e consolidar. Todas as ações de Coach efetuadas até ao momento têm uma avaliação superior a 96% de satisfação.

Conheça-se melhor ou auto-conhecimento são as palavras que melhor definem o projeto Enneagolf que pretende ser uma “moda” que veio para ficar.

A empresa CTB7 – Oihgolfe

A par do Coaching, a empresa dedica-se à organização de torneios e viagens de golfe, bem como consultoria comercial e marketing.

Num mercado cada vez mais competitivo e exigente e com a atual situação económica do país, as empresas começam a ganhar consciência das mais-valias das ações de marketing. A CTB7 – Oihgolfe propõe soluções para empresas, ligadas ou não ao desporto, em regime de outsourcing, apresentando um conjunto de atividades que visa garantir a quem a contrata um natural crescimento da sua atividade comercial e o consequente sucesso do seu negócio.

Apesar de se dedicar a outras atividades, o foco da empresa é o golfe, com diversas modalidades.

O Circuito OpenOeste (circuito de golfe) que comemora uma década de existência visa premiar, este ano, cinco jogadores com o prémio de participação no Torneio World AM 2017, sendo que só o vencedor geral do Circuito acumula o prémio com a viagem e estadia.

 

Como a sua personalidade afeta o seu jogo de golfe ou o seu dia-a-dia

  1. O Perfecionista

Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 1 mantêm constantemente um diálogo interno muito duro que prejudica drasticamente a forma como encaram a vida/jogo.

  1. O Orgulhoso

O orgulho e a importância que se dá à imagem que os outros têm de nós afeta de uma forma determinante a performance do nosso jogo da vida/golfe. A personalidade tipo 2 mantêm com teimosia, e muitas vezes com inconsequência, estratégias que não lhe permitirão progredir, tanto do ponto de vista técnico como mental, para novos estágios de performance.

  1. O Realizador

Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 3 são excessivamente competitivos e focados no resultado, procurando permanentemente ter o reconhecimento de sucesso por parte dos outros com quem “competem”.

  1. O Emotivo

A emotividade afeta de uma forma determinante o jogo da vida/golfe. Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 4 são excessivamente emotivos e conectados com estados e momentos do passado.

Interna e inconscientemente este tipo de personalidade escolhe percecionar o que está em falta na sua performance ou no seu jogo em detrimento do que atualmente tem.

  1. O Analítico

Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 5 são excessivamente racionais e focados em demasia na análise de planos futuros. Alheados do estado presente, a mente pode ser a sua maior armadilha. A necessidade de análise constante desenvolve uma hiperatividade mental que afasta o jogador com este tipo de personalidade predominante do aqui e agora

  1. O Duvidoso

A dúvida afecta de uma forma determinante o jogo da vida/golfe. Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 6 são excessivamente ansiosos e tentam antecipar ao máximo os piores cenários possíveis.

  1. O Entusiasta

Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 7 são excessivamente entusiastas e preferem focar-se nos vários cenários positivos, lidando extremamente mal com as pequenas falhas, muitas vezes derivadas da sua dificuldade de concentração e deficit de focus no momento presente.

  1. O Controlador

A necessidade extrema de controlo e o excesso de vigor afetam de uma forma determinante o jogo da vida/golfe. Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 8 procuram com os excessos do seu jogo exterior restituir a necessidade, pouco consciente, de sensação do seu controlo interior.

  1. O Harmonioso

Pessoas/Jogadores com personalidade predominante tipo 9 procuram aceitar, com um esquecimento do seu próprio valor, todas as opções que lhe vão sendo “oferecidas”.

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