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Um ‘Pedro e Inês’ em três tempos no novo filme de António Ferreira

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“São três histórias em três tempos diferentes, cada uma com um princípio, um meio e um fim, mas que se vão contando umas às outras”, com cenas no passado, presente e futuro a sucederem-se e a “preencherem os buracos das outras histórias”, disse à agência Lusa António Ferreira, realizador de Coimbra a residir no Brasil.

Apesar de serem três histórias distintas, “fica a sensação de que é tudo uma”, resumiu.

O filme, que adapta o romance de Rosa Lobato Faria ‘A Trança de Inês’, conta com antestreia a 14 de outubro, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, concelho onde a maioria da obra foi rodada.

Entre outros, o elenco do filme é composto pelos atores Diogo Amaral (Pedro), Joana de Verona (Inês), Vera Kolodzig (Constança), Custódia Gallego (Beatriz), Cristóvão Campos (Estevão), João Lagarto (Afonso) e Miguel Borges (Pero Coelho).

A ideia de adaptar o romance de Rosa Lobato Faria já surgiu há vários anos, quando entrou em contacto com o livro, mas só agora foi materializada devido à demora em conseguir financiamento.

“Achei que dava um filme espetacular. É uma abordagem inovadora. Não é um filme histórico, mas uma releitura total do tema, com uma estrutura narrativa contada em vários tempos”, explicou, considerando que o romance é uma “forma fresca de se falar de um tema sobejamente conhecido e até chato”, ainda para mais para uma pessoa de Coimbra, palco histórico do romance: “Já não podia mais com o Pedro e Inês”.

Segundo António Ferreira, “é um filme muito ambicioso, do ponto de vista de produção” – com coprodução de três países (Brasil, França e Portugal) -, dispendioso e que contou com “um milhar de figurantes em Coimbra e com ‘décors’ muito difíceis”.

“Filmar a Idade Média sem muito dinheiro é um desafio. Mesmo com um orçamento modesto, conseguimos fazer um filme exuberante que não fica a dever nada a um grande filme”, vincou.

Em termos estéticos, o realizador optou por usar o mesmo tipo de olhar e movimento de câmara para os diferentes tempos, deixando de parte a ideia de usar uma espécie de coloração diferente para cada época.

O projeto que começou a ser desenhado há dez anos vê agora a luz do dia em outubro.

Depois da antestreia em Coimbra, o filme vai ser exibido em salas de cinema de todo o país, a partir de 18 de outubro.

Para fevereiro de 2019, já está programada a estreia do filme para o Brasil, com a equipa a assumir o objetivo de internacionalizar a história de Pedro e Inês, o ‘Romeu e Julieta português’.

LUSA

Festival leva música ao comércio tradicional da Baixa de Coimbra

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Sob o signo da “música independente”, a Lugar Comum, em parceria com a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), convida a percursos pelo Centro Histórico de Coimbra, onde será possível ouvir showcases de artistas portugueses em lojas e espaços culturais daquela zona da cidade.

Os showcases – pequenos concertos – arrancam no dia 27, pelas 17:00, com MOMO, na Rua Quebra Costas. Meia hora depois, é possível ouvir Madalena Palmeirim no Arco Almedina e, às 18:00, Time for T., na Praça do Comércio.

O alinhamento dos artistas repete-se a partir das 18:30, até às 19:30, com concertos na Visconde da Luz, na Rua da Louça e na Avenida Fernão de Magalhães, em espaços da Baixa.

Segundo Francisca Moreira, da direção da Lugar Comum, o local definido para os concertos procura obedecer a “um percurso mais ou menos lógico”, com o festival a procurar levar “as pessoas à Baixa, a andar por estas ruas e a ir a lojas a que não vão no seu dia-a-dia”.

Na escolha dos locais onde os artistas vão tocar, é dada preferência a sócios da APBC, procurando-se também enquadrar o espaço com os músicos que lá vão tocar.

Ainda no dia 27, há um concerto de Cassete Pirata no Centro de Artes Visuais, às 21:30.

Depois dos showcases de dia 27, no dia 28 repetem-se os nomes de MOMO, Madalena Palmeirim e Time For T. das 11:00 às 12:00, seguindo-se Filipe Sambado, que atua às 12:30 e às 16:30.

A 28, um sábado, haverá também um debate sobre ‘Programação musical (des)centralizada’, no Café Santa Cruz, com a participação do diretor do Cem Soldos, Luís Ferreira, o diretor do Barreiro Rocks, Carlos Ramos, e o diretor do Jazz ao Centro Clube (JACC), José Miguel Pereira, que programa o Festival Internacional Jazz ao Centro.

Às 17:00, no mesmo local, é apresentado o trabalho final da atividade de serviço educativo do JACC inserida no festival, que decorre de dia 24 a 28, no Salão Brazil, em que crianças dos seis aos 12 anos são convidadas a explorar “as músicas dos artistas” que vão estar no festival, procurando criar “um pequeno teatro” a partir dessas explorações, contou à agência Lusa Francisca Moreira.

No festival, haverá ainda projeção de documentários no Edifício Chiado e na loja de música Lucky Lux, assim como DJ set, na Rádio Baixa.

LUSA

Primeiro-ministro lança hoje concursos para reabilitação do IP3

© Tony Dias-Global Imagens

evento realiza-se às 10h20, junto ao nó de Raiva, Penacova, no IP3, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

A cerimónia prevê o lançamento dos concursos de empreitada para a reabilitação do IP3 entre o nó de Penacova e a Ponte do Rio Dão, e para o Projeto de Execução para Duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu.

Em 4 de maio, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que a requalificação do IP3 entre Viseu e Coimbra deveria durar três a quatro anos.

Após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse também na altura Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade”, duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

No total, só “3% do troço poderá ter de permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada, como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens”.

LUSA

A cultura não é um “incómodo”, mas tem de passar a ser

© Global Imagens

debate, que decorreu na noite de terça-feira, no Teatro da Cerca de São Bernardo, tinha como mote a pergunta ‘A cultura é um incómodo?’, numa alusão às declarações da diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, que, em março, elogiou uma companhia de teatro de Leiria por viver “sem pedir dinheiro, não incomoda a administração central”.

“Estou completamente de acordo com a diretora regional da Cultura. A cultura não é suficientemente um incómodo e daí estarmos aqui”, vincou a jornalista Cláudia Galhós, uma das participantes.

A jornalista notou que “não há perturbação suficiente” para a cultura ser “um incómodo”, num momento em que parece não haver tutela, por tudo ser “remetido para uma lógica de finanças”.

Também a diretora da Produções Independentes e presidente da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, Tânia Guerreiro, sublinhou que uma forma de trabalhar “que não choca” é “nula”, defendendo uma reação do setor.

“Se a cultura não incomoda, devíamos estar incomodados e devíamos reagir”, apontou.

Para a presidente da cooperativa Bonifrates, Cristina Janicas, que estava na plateia, chegou o momento de as estruturas deixarem apenas de “espernear um bocadinho” e passarem a incomodar, numa reação conjunta.

“Está-me a incomodar que as estruturas culturais tenham optado por incomodar cada vez menos”, sublinhou.

Durante o debate, criticou-se a falta de financiamento no setor por parte do Estado, a ausência de transparência na avaliação dos projetos que se candidatam, bem como a postura que o Governo teve ao longo dos protestos contra o modelo de apoio às artes.

“O problema não está resolvido”, notou Pedro Rodrigues, da direção da Escola da Noite. Além de ter de aumentar o orçamento para a cultura, o Governo tem de “deixar-se de tiradas demagógicas e populistas que apenas reforçam a ideia da subsidiodependência”, disse.

O produtor criticou ainda a forma como o atual modelo foi imposto pelo Governo, ignorando as propostas do setor. O mesmo volta agora a acontecer, constatou, ao recordar que o Ministério da Cultura anunciou na terça-feira a apresentação, a 05 de junho, de uma proposta de alteração do modelo de apoio às artes, sem ter havido uma discussão pública.

Para o vereador da oposição da Câmara de Coimbra José Manuel Silva, o incómodo tem que ter “uma tradução pública”.

“Se esta discussão não sair daqui é irrelevante”, notou.

Neste sentido, ao longo do debate, sugeriu-se uma paragem do setor, a união – que admitiram ser difícil – e mais luta.

“Estamos muito longe de encontrar alguma coisa que incomode de facto”, referiu Tânia Guerreiro, lançando dúvidas sobre as consequências do debate, como este realizado em Coimbra, em que se está a “convencer os convencidos”.

A resposta que o Governo deu às críticas “estimulou um certo ‘reencapsulamento’ das estruturas”, observou o docente universitário e encenador João Maria André, salientando que, depois de alguns protestos, não se pode parar.

“Eu, enquanto cidadã, tenho direito a saúde, a educação, a casa, a cultura, a emprego. As pessoas têm que perceber que não é mais dinheiro para a cultura, mas para si própria, a sociedade e o país a que têm direito”, vincou a jornalista Cláudia Galhós.

Também Pedro Rodrigues sublinhou a necessidade da afirmação da cultura enquanto direito social, considerando ser preciso acrescentar a cultura à paz, ao pão, à habitação, à saúde e à educação, que Sérgio Godinho canta em ‘Liberdade’.

“A culpa não é do Sérgio Godinho, é nossa”, concluiu.

LUSA

Quatro alunos do secundário criam dispositivo de alerta para incêndios

Depois dos grandes incêndios a que assistiram em 2017, Francisco Relvão, Rafael Amaral, João Carvalho e André Oliveira decidiram usar como tema de projeto para este ano letivo a temática dos fogos e a forma como a tecnologia poderia ajudar a combater este flagelo.

“Sentíamos que a tecnologia podia ajudar”, contou à agência Lusa Francisco Relvão, de 18 anos.

As primeiras ideias eram complexas e de difícil execução, como a criação de satélites “com câmaras de infravermelhos” ou a instalação de câmaras com sensores em postes para detetar o início das chamas, explicou.

A ideia final, desenvolvida nas aulas de Física e em casa pelos quatro alunos de Ciências e Tecnologia, passou a ser mais modesta, mas aplicável no terreno: um dispositivo que acionasse um alerta aquando da passagem das chamas pelo local.

Surgiu então o Mochu, uma pirâmide triangular camuflada, com 15 centímetros de altura, com um pequeno painel solar na hipotenusa do triângulo e que, por dentro, tem um arduino (um micro computador básico), sensores e tecnologia GSM, explicou Francisco Relvão.

A ideia é espalhar o dispositivo “pelas florestas de Portugal, onde é difícil o acesso”, sendo colocado no chão, próximo de uma árvore, direcionado para sul para otimizar a energia solar.

“Basicamente, tem um programa que está a verificar um cabo e, no caso de o incêndio passar estraga o cabo e inicia o processo de comunicação às autoridades”, referiu Francisco Relvão, sublinhando que a ideia é enviar uma mensagem com as coordenadas do dispositivo para a proteção civil ou bombeiros locais.

Neste momento, ainda tem duas possibilidades de atuação – “num dos códigos, o dispositivo verifica de 20 em 20 segundos se o cabo está lá, noutro, o sistema é acionado assim que o cabo fica danificado”.

“Tanto posso pedir ao carteiro para me tocar à campainha quando trouxer uma carta ou posso ver se a carta está na caixa do correio”, simplificou o estudante.

A armadura do Mochu é feita de lã de rocha – um bom isolador térmico – o que deverá permitir o funcionamento do dispositivo em contexto de fogo, sublinhou.

“Nós já fizemos testes e correu às mil maravilhas”, realçou, considerando que, numa situação de aplicação no terreno, poderiam ser colocados vários em diferentes pontos e ser criada uma intra-rede entre os dispositivos para passarem informação entre eles até conseguirem enviar às autoridades.

O trabalho foi feito todo pelos alunos, que no início foram até à Universidade de Aveiro para esclarecer “algumas dúvidas”.

“O objetivo é comercializar o produto”, frisa Francisco Relvão, referindo que a equipa está também a concorrer com o Mochu em vários concursos destinados a ideias produzidas em âmbito escolar.

LUSA

Cientista de Coimbra recebe bolsa Marie Curie para estudo inovador do autismo

A investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC Catarina Seabra “acaba de obter uma bolsa individual Marie Sklodowska-Curie” (da Comissão Europeia), que irá “aplicar no desenvolvimento de ‘mini-cérebros’ tridimensionais (3D) de origem humana que permitam estudar o autismo de forma inovadora”, anunciou hoje a UC.

O estudo vai ser desenvolvido ao longo dos próximos dois anos, no âmbito do projeto ‘ProTeAN’ (Produção e Teste de neurónios e organoides cerebrais humanos: modelos avançados para o estudo de doenças do neurodesenvolvimento), liderado pelo investigador João Peça, do Grupo de Circuitos Neuronais e de Comportamento do CNC, adianta a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

“Estes ‘mini-cérebros’ ou, em linguagem científica, organoides cerebrais, terão uma dimensão de quatro milímetros e vão ser produzidos a partir de células estaminais dentárias (presentes em dentes de leite e do siso) provenientes de pacientes com autismo”, acrescenta.

Com estes ‘mini-cérebros’ (assim designados por mimetizarem o processo de maturação cerebral) “vai ser possível explorar de forma inovadora as características do cérebro de pessoas com autismo, prestando especial atenção às mudanças morfológicas e à comunicação entre neurónios, e compará-las com a organização do cérebro de pessoas saudáveis”, explicam Catarina Seabra e João Peça.

Esta abordagem, sublinham os investigadores, citados pela UC, “tem a vantagem de obtenção de células através de um processo minimamente invasivo (através da recolha de dentes de leite ou do siso) e proporcionará uma plataforma biomédica e biotecnológica com potencial clínico para medicina personalizada”.

Isto é, “vai ser possível testar alvos terapêuticos ajustados às especificidades de cada doente”, salientam.

A utilização destes organoides cerebrais em laboratório permite, por outro lado, substituir os ensaios convencionais, como, por exemplo, testes em ratinhos.

“As perturbações do espetro do autismo são condições crónicas que afetam uma em cada 68 crianças e produzem grandes custos para a sociedade”, afirma a UC, sublinhando que “para entender melhor estes distúrbios, o acesso ao tecido neuronal dos pacientes é crítico”.

O projeto conta com a colaboração dos especialistas Guiomar Oliveira, da Unidade de Neurodesenvolvimento e Autismo do Hospital Pediátrico de Coimbra, João Miguel dos Santos, da Faculdade de Medicina da UC, e Guoping Feng, do McGovern Institute for Brain Research do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Boston.

As bolsas individuais das Ações Marie Sklodowska-Curie, inspiradas no nome da cientista franco-polaca galardoada com dois prémios Nobel e reputada pelo seu trabalho no domínio da radioatividade, são atribuídas pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Horizonte 2020.

LUSA

Autarcas de Coimbra e Viseu convidam ministro a fazer viagem no IP3

Numa carta a que a agência Lusa teve hoje acesso, Almeida Henriques (Viseu) e Manuel Machado (Coimbra) convidam Pedro Marques para a viagem a realizar “em data próxima”, no Itinerário Principal (IP) 3, “fazendo-se acompanhar por quem considerar adequado, nomeadamente pelos responsáveis pela gestão da via”.

“Previsto no Plano Rodoviário Nacional desde 1985, que substituiu o plano de 1945, o IP3, que só ficou totalmente concluído em 2010, desde há muitos anos tem revelado, no seu troço entre Viseu e Coimbra, elevados níveis de sinistralidade e constante e crescente degradação”, lamentam.

Os autarcas lembram que, “fruto da consciência generalizada sobre a inadequação daquele troço às necessidades das regiões”, ao volume de tráfego e à sinistralidade registada, ao longo dos últimos 15 anos foram apresentados “vários planos para a sua substituição por uma autoestrada”.

“Nenhum dos projetos avançou e a situação insustentável mantém-se”, sublinham.

No dia 03 de janeiro, o presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, defendeu a colocação de separadores centrais e a duplicação de alguns troços do IP3, de forma a evitar acidentes como os ocorridos na quadra natalícia.

O autarca social-democrata considerou estas obras urgentes, depois de, em apenas quatro dias, se terem registado três acidentes graves.

Posteriormente, a Câmara de Tondela aprovou, por unanimidade, uma moção a pedir a requalificação do IP3, que tem cerca de 72 quilómetros, entre Viseu e Coimbra, e é “diariamente atravessado por quase duas dezenas de milhar de veículos”.

A moção alertava para os “muitos pontos críticos” do IP3, como “o troço entre Canas de Santa Maria/Valverde e Tondela (construído como variante a Tondela), onde durante a quadra natalícia ocorreram três acidentes graves, que causaram um morto e mais de uma dezena de feridos”.

LUSA

Pela sua qualidade de vida

De que forma nasce o projeto BmQ by Lara Lima? 

Fundado em 2009 em Coimbra, o Bem-me-Quero surgiu como um espaço verdadeiramente dedicado a transformar vida em qualidade de vida e bem-estar aliando a cultura da educação do corpo físico a um trabalho mais aprofundado de saúde emocional mas ainda numa abordagem inicial de Yoga e Ayurveda. Não foram precisos muitos meses para que o centro crescesse e houvesse a necessidade de procurar outras instalações que albergassem não só o centro de Yoga mas que permitissem a real expressão da Clínica de Ayurveda. Apenas uma coisa permaneceu inalterável, a sala de convívio como o coração da casa. Tinha nascido o método BmQ. Um espaço não só de práticas de Yoga e de clínica Ayurveda mas de verdadeiro e sincero convívio consciente e consequente na decisão de mudar (a alimentação, os hábitos, a disposição e principalmente o estilo de vida) em prol de uma auto-responsabilização na qualidade de vida e um interesse acrescido pela própria existência, ajudando a mudar de uma perspetiva de espectador da própria vida no mundo imediato e acelerado da atualidade, para uma nova atitude mais ligada ao ritmo natural do corpo e da natureza construindo a vida que até agora era apenas uma ambição ilusória.

O vosso foco assenta, sobretudo, na saúde e bem-estar para melhorar a qualidade de vida. Como é esta filosofia implementada na clínica? 

No BmQ todos os interessados têm uma conversa inicial com um técnico do método BmQ para que possam ser percebidos o perfil, as vontades, disponibilidades e realidades pessoal, familiar, social e financeira de forma a serem reencaminhados para a aula/consulta/terapia/ especialidade que se enquadra melhor no motivo da vinda e o propósito final da ação, seja ele a vontade de uma mudança efectiva na qualidade de vida, o apoio pontual de uma condição particular (recuperação física, acompanhamento gestacional ou pós parto, acompanhamento oncológico ou pós cirúrgico) ou exclusivamente um contacto mais directo e fidedigno com a filosofia do Yoga e do Ayurveda. A missão do método BmQ é de transformar vidas e encaminhar quem nos procura para o estilo de vida adequado ao seu perfil sem ter de se desintegrar da sociedade familiar, social, cultural e económica em que está inserido. Consciente que a importância de tocar cada um Individualmente não exclui a responsabilização Social o BmQ em parceria com a Yoga Alliance e AMAYur oferece formação profissional certificada nas áreas de Yoga (Curso de Formação em Yoga) e Ayurveda (Curso de técnico e terapeuta com supervisão de Dr Rugue Júnior). E traz, anualmente, a Portugal referências Mundiais em Yoga e Ayurveda como são exemplos: Dr Rugue (desde 2009), Drs Lele (desde 2012), Danny Sá (desde 2016), Lu Andrade (desde 2015) e recentemente Yara Koberle (2017) e Dr Mandar Bedekar (2017).

Têm ainda diversos tratamentos e terapias. Quais são eles?

O método BmQ conta com a clínica Ayurveda que está diariamente aberta para marcação de:

– Consultas Ayurveda de clínica geral (Kayacikitsa), de Acompanhamento Pré e Pós parto (Kaumarabhrtya) e de terapia tónica e de rejuvenescimento (Rasayana); – terapias de nutrição e desintoxicação específicas da clínica Ayurveda como a Abhyanga (oleação geral), Udwartana (exfoliação geral para aumento da circulação), Garshana (limpeza energética), Pinda Swedana (nutrição seguida de sudação), Swedana (sudação terapêutica), Shirodhara (nutrição cerebral), Nasya (limpeza cerebral) entre outras;

– Consultoria e acompanhamento nutricional efetuado de acordo com o diagnóstico de identificação do Dosha predominante do paciente e eventual desequilíbrio interno na origem do desconforto/patologia e sintomas que o paciente apresenta;

– Programas de Panchakarma, programa intensivo de desintoxicação e eliminação de toxinas seguida de imediata nutrição e tonificação do organismo, restaurando a vitalidade dos órgãos, a jovialidade emocional e o rejuvenescimento de dentro para fora num sentido amplo e não meramente estético. 

Na sua opinião, faz sentido distinguir medicina alternativa de medicina tradicional? Porquê? 

Claro que sim. A única forma de trabalharmos de forma integrativa é perceber efectivamente as mais valias de uma e outra medicina e isso é diferente de fundir. São duas abordagens diferentes, dois caminhos diferentes para um mesmo fim, mas ainda assim diferentes. A integração só é real se houver respeito pelas diferenças. E para existir respeito tem de haver conhecimento claro das diferenças e potencialidades de cada uma destas medicinas percebendo as diferentes abordagens de diagnóstico e de clínica. Nem todas as medicinas são efectivas para todas as pessoas. Diferentes perfis requerem diferentes abordagens. É fundamental integrar, informar, dar oportunidade de escolha. Mas é determinante respeitar a escolha. Distinguir não é sinónimo de separar mas sim de respeitar. Urge perceber que juntos somos mais fortes na realização da nossa missão: saúde, felicidade e prosperidade.

Sobre a prática das terapias… Quais diria que são os aspetos mais importantes a ter em conta para que haja evolução e alcance do bem-estar? 

Consciência de que somos responsáveis pela nossa vida a partir do momento que tomamos consciência dela. Tenho uma frase em minha casa que diz “temos apenas duas vidas. E a segunda começa quando percebemos que temos apenas uma”. Essa é a tomada de consciência. É fundamental percebermos que a Vida é um contínuo mas a nossa experiência humana é um traço definido entre nascimento e morte e o que fazemos a cada momento é determinante para a nossa qualidade de vida. Não pedimos para viver, a vida foi-nos oferecida. E como quase tudo que nos é oferecido nem sempre nos damos conta do que isso representa e alguns temos a sorte de ser chocoalhados e alertados antes de morrermos. Esses são os que têm a sorte de tomar consciência. Mas a tomada de consciência só é efectiva se vier com tomada de decisão. A decisão de viver a vida, de valorizar o milagre de cada nascer de sol e a oportunidade incrível que é participar desta existência. Tomar a consciência que somos um conjunto de ações e não apenas uma. Que somos o que fazemos repetidamente e que por isso para sermos melhores e estarmos melhores temos de trabalhar diariamente para isso. A qualidade vida e felicidade não são a meta mas sim um dos possíveis caminhos.

Pampilhosa da Serra precisa de materiais de construção, árvores e sementes

Num comunicado enviado à agência Lusa, aquela autarquia do distrito de Coimbra pede ainda materiais para cerca/vedação de animais e motores de rega, tubagem e sistemas de rega.

Ao mesmo tempo, o Município agradece o apoio de todos aqueles que contribuíram e contribuem e apela à suspensão da doação de roupas.

Na Pampilhosa da Serra 262 casas ficaram totalmente destruídas, entre as 500 que foram atingidas pelas chamas em 57 aldeias.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

Câmara de Tábua regista 54 casas de primeira habitação destruídas pelo fogo

As casas de primeira habitação destruídas são 54, mas o número dispara “para as centenas”, se forem contabilizadas residências de segunda habitação, casas desocupadas, anexos e barracões, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Tábua, Mário Loureiro.

As pessoas que ficaram desalojadas estão neste momento, “essencialmente, em habitações de família”, sendo que também foi assegurada resposta por parte da Câmara, em casas e apartamentos que estavam disponíveis, informou.

O concelho tem a lamentar “três vítimas mortais”: Um casal que fugia de uma casa isolada que acabou por não arder e um homem de Midões que foi apanhado pelas chamas quando tentava proteger os seus bens, tendo falecido no hospital.

No entanto, o autarca alerta que o número poderá aumentar, referindo que se mantêm internados em Coimbra “alguns feridos em estado grave”.

A empresa Resimadeiras, ligada à área da exploração florestal e vocacionada “para as exportações”, terá tido “um prejuízo de dois milhões de euros”, tendo sido destruídos camiões, equipamentos e materiais que estavam armazenados, afirmou o presidente do município.

Há outras empresas de pequena dimensão também afetadas, bem como vários produtores agrícolas, com explorações “com um caráter empresarial”.

Centenas de cabeças de gado bovino, ovino e caprino morreram, registando-se ainda a destruição de muitas máquinas agrícolas, tratores, alfaias agrícolas e arrecadações, realçou Mário Loureiro.

Um jardim-de-infância, uma capela e “três palácios” situados na freguesia de Midões foram destruídos, sendo que algumas zonas de percursos pedestres “com uma paisagem fantástica” também arderam, notou.

“Isto foi uma coisa impensável. Nós temos todos que começar a pensar muito bem nas alterações climáticas, porque é uma realidade e nós não estávamos preparados para isso”, frisou à Lusa o presidente da Câmara de Tábua.

Para o autarca, é necessário agora ter atenção às espécies de árvores que se plantam, ao ordenamento florestal e às “construções em sítios de risco”.

“Pedrógão Grande foi uma maquete do que tivemos aqui”, resumiu.

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