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Qualidade como estratégia de competitividade

O resultado de Portugal reflete a melhoria da avaliação da economia nacional nas quatro dimensões avaliadas: performance económica, eficiência governamental, eficiência nos negócios e infraestruturas.

O ranking do IMD destaca a competitividade dos custos, a mão-de-obra qualificada, a qualidade das infraestruturas, a mentalidade aberta e atitude positiva, assim como o elevado nível de educação.

Por conseguinte, debruçamo-nos sobre qual o verdadeiro impacto de um sistema de gestão da qualidade na competitividade das organizações e, consequentemente, do mercado?

Anteriormente, quando falávamos em qualidade e de forma algo elementar, estávamos a caracterizar atributos de um produto, de um serviço ou de algo passível de qualificar. Nos dias de hoje o conceito de qualidade é muito mais abrangente, pode estar relacionado com a estratégia de uma organização, com os objetivos definidos, com os resultados alcançados, com o nível de competência, bem como, com a sustentabilidade organizacional. Se, em tempos passados, era visto como um atributo desejável, nos tempos atuais é uma condição fundamental.

O principal fator para esta mudança de paradigma foi, essencialmente, o maior grau de exigência por parte dos consumidores. A qualidade passou a ser o fator estratégico de competitividade e sustentabilidade das organizações, presente não só nos produtos e/ou serviços, mas também nas infraestruturas, nos processos, na relação com o cliente, na capacidade de inovar, na procura de novas soluções tecnológicas, no conhecimento organizacional, entre outros, e nos resultados.

A qualidade sustenta três pilares que compõem uma estrutura organizacional: estrutura de recursos humanos (quem é quem, quem faz o quê?), a estrutura dos processos (quais são os processos chave? Como se relacionam entre si? Quais os seus indicadores de desempenho?) e a estrutura de produto/serviço (recursos necessários para fabricação do produto e/ou entrega do serviço).

O referencial ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, possui um conjunto de requisitos que, devidamente implementados, contribuem significativamente para o sucesso de uma organização, como a necessidade de compreender a mesma e o contexto em que se enquadra, compreender as necessidades e as expectativas das partes interessadas, o pensamento baseado no risco, a necessidade de um forte envolvimento da gestão de topo e a definição das competências necessárias para todos os colaboradores que afetam o desempenho e eficácia do sistema de gestão.

De acordo com o ISO SURVEY de 2017, dados a 31 de dezembro de 2017, foram emitidos 1.058.504 certificados ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade, em todo o mundo. O que procuram estas organizações com a implementação e posterior certificação de um sistema de gestão da qualidade? Que benefícios esta ferramenta de gestão proporciona às organizações? Estes superam o esforço financeiro da organização em implementar e manter o sistema de gestão?

Estas são alguma das questões que nos são colocadas diariamente. A decisão de implementar um sistema de gestão da qualidade pode ter origem em motivações internas e/ou externas.

A  necessidade de definir de uma forma clara, as funções e responsabilidades dos colaboradores, os critérios de recrutamento adequados aos perfis de competência desejados, os processos chave e de suporte à atividade, os indicadores e objetivos de desempenho, os métodos de monitorização e medição do desempenho dos processos, o método de avaliação da satisfação dos clientes e as metodologias para melhorar continuamente os resultados da organização, são os principais fatores motivacionais (internos) para uma organização decidir pela implementação de um sistema de gestão da qualidade.

Por outro lado, e como principais fatores motivacionais externos, surgem a exigência por parte dos clientes, a pressão da concorrência, o acesso a novos mercados e a melhoria de imagem da organização no mercado.

Concluindo, a norma ISO 9001 é uma ferramenta de gestão por excelência, assim o comprova o número de certificados emitidos em todo o mundo, que as organizações devem integrar no seu modelo estratégico de negócio, permitindo assim uma eficaz monitorização e medição dos resultados provenientes da sua implementação. Olhar a qualidade como estratégia para a competitividade não é apenas mais um fator de diferenciação, é uma premissa essencial.

André Ramos, Diretor de Marketingna APCER e Auditor Coordenador ISO 9001

“Sustentabilidade é Competitividade”

A sessão decorre no âmbito do projeto PME Sustentável, promovido pela APEE, que visa capacitar as PME portuguesas para responder aos novos desafios do mercado, designadamente os decorrentes da Diretiva 2014/95/EU, que obrigará as empresas de interesse público a reportar informação sobre direitos humanos, mecanismos anticorrupção, ambiente, entre outros. As PME, ao pertencerem à cadeia de abastecimento destas grandes organizações, estarão, cada vez mais, pressionadas a, também elas, reportar este tipo de informação. Urge prepará-las para responder aos novos desafios, aumentando o seu potencial competitivo num mercado global.

A sessão “Sustentabilidade é Competitividade” irá, assim, levar ao tecido empresarial do Porto cinco grandes temáticas, complementadas pela partilha de boas práticas por parte das empresas J.A.M. Fernandes & Filhos, Lda e Catari Indústria S.A

PROGRAMA

Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Sustentabilidade – Motor de Competitividade para as PME

Oportunidades emergentes na Economia Verde para as Empresas

Diretiva 2014/95/UE  – Relato da Informação não-financeira – Como cumprir

Ferramentas e instrumentos de implementação

Práticas de Sucesso

Casos Práticos e Debate

A sessão de sensibilização, conduzida por Mário Parra da Silva, Network Representative da iniciativa da ONU United Nations Global Compact – Network Portugal e reconhecido especialista em Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade, contará também com a intervenção de (nome – a preencher), (cargo – a preencher) do IAPMEI, para uma mensagem de boas-vindas aos empresários locais.

Sobre a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial

Fundada em 2002, a Associação Portuguesa de Ética Empresarial tem assumido a liderança nos processos de normalização nas áreas da Ética e da Responsabilidade Social em Portugal, sendo reconhecida pelo IPQ como Organismo de Normalização Setorial. Paralelamente, é a entidade host da United Nations Global Compact, membro da Post Publication Organization da ISO 26000 e promove, anualmente, o Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social junto das organizações portuguesas. Do reconhecimento das autoridades nacionais (IPQ) e internacionais (ISO e ONU) advém o empenho na organização de eventos de referência, como a Semana da Responsabilidade Social®. (http://www.apee.pt/ | http://srs.apee.pt/)

Sobre o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P. 

Instituto público de regime especial, integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e

financeira e património próprio.

Tem como missão promover a competitividade e o crescimento empresarial, assegurar o apoio à conceção, execução e avaliação de políticas dirigidas à atividade industrial, visando o reforço da inovação, do empreendedorismo e do investimento empresarial nas empresas que exerçam a sua atividade nas áreas sob tutela do Ministério da Economia, designadamente das empresas de pequena e média dimensão, com exceção do setor do turismo e das competências de acompanhamento neste âmbito atribuídas à Direção-Geral das Atividades Económicas.

Mais informação em: https://www.iapmei.pt/

Sobre o Projeto PME Sustentável

PME Sustentável é um projeto promovido pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial, destinada ao desenvolvimento dos fatores críticos de competitividade das PME exportadoras e com potencial exportador das regiões Centro e Norte.

A finalidade do PME Sustentável é apoiar as PME portuguesas através da comunicação internacional das suas boas práticas de como estas ajudam as grandes empresas a cumprir com os requisitos da Diretiva 2014/95/EU sobre o relato de informação não financeira. Da mesma forma, o projeto visa a capacitação das PME para a economia verde e a utilização mais eficiente dos recursos naturais.

O Projeto PME Sustentável, da Medida Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Qualificação, é cofinanciado pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020), Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Sobre Mário Parra da Silva

Consultor em Processos de Mudança, Estratégia Comercial, Bem-Estar Organizacional e Desenvolvimento Sustentável.

Fundador da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, da qual foi Presidente da Direção entre 2002 e 2016.

Chefe da Delegação Portuguesa no Grupo de Trabalho ISO 26000 Responsabilidade Social.

Chairman da rede europeia Prepare (Desenvolvimento Sustentável) em 2006/2009.

Fundador e Presidente da Direção do Corporate Wellness International Institute – Associação para o Bem-Estar Organizacional, Saúde Ocupacional e Responsabilidade Social Interna.

Membro do Conselho de Ética e dos Corpos Gerentes da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Membro do Conselho de Ética da CERTIF.

Membro da Comissão de Responsabilidade Corporativa & Anticorrupção da ICC Portugal.

Network Representative do United Nations Global Compact em Portugal.

Presidente da Aliança ODS Portugal

Sobre a J.A.M. Fernandes & Filhos:

PME criada em 1991 e sediada em Guimarães, dedica-se à fabricação de calçado e emprega cerca de 100 trabalhadores(as).

Com um volume de negócio de perto de 4.000.000 €, exporta para: Alemanha, Holanda, Escandinávia, Dinamarca, Grécia, Reino Unido, França, Bélgica, Nova Zelândia, Japão.

Distinguida consecutivamente, desde 2012, com o galardão PME Líder e em 2015 com o prémio PME Excelência.

Certificada pela ISO 9001 e 14001

Mais informação em: www.jamfernandes.com

Sobre a CATARI INDÚSTRIA S.A

PME criada em 1987 e sediada em Arouca, dedica-se à fabricação de máquinas para a construção e emprega cerca de 82 trabalhadores(as).

Com um volume de negócio, consolidado, em cerca de 13.700.000€, exporta cerca de 78% da produção e está presença na Europa  (Be; Es; Fr; Fi + “Balcãs) América do Sul (Br; Pe; Ci) e Africa (Ma; Mz).

Distinguida em diversos anos com o galardão PME Líder: 2010, 2013, 2016, 2017.

Certificada pela ISO 9001

Mais informação em: www.catari.pt

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