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Robô ajuda crianças que não andam

Este robô (exosqueleto) está a ser desenvolvido no âmbito do projeto espanhol ATLAS 2020 e foi apresentado numa das sessões da 20.ª edição da conferência internacional de robótica CLAWAR – International Conference on Climbing and Walking Robots and Support Technologies for Mobile Machines -, que se realizou no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O exosqueleto, pioneiro na área pediátrica para doenças neuromusculares, permite a locomoção e o treino de marcha a crianças com lesões na medula espinhal e atrofia muscular espinhal do tipo 2, a segunda doença neuromuscular mais comum na infância, disse à Lusa a investigadora Elena García, da empresa espanhola Marsi Bionics, responsável pelo projeto.

De acordo com a especialista, este robô, leve (pesa cerca de 12 quilogramas) e ajustável em tamanho para crianças dos três aos 14 anos, permite-lhes melhorar o nível motor, reduzir ou atrasar complicações, aumentar a independência funcional, a expectativa e a qualidade de vida e diminuir a incapacidade.

A atrofia muscular espinhal do tipo 2, contou a investigadora, é uma doença degenerativa puramente motora, que causa desperdício e fraqueza muscular progressiva e que se manifesta quando os bebés têm seis meses, podendo estes permanecer sentados “mas nunca andar”.

“Diferentes complicações surgem durante o curso da doença, incluindo deformidades articulares, escoliose, distúrbios respiratórios, deslocação do quadril, osteoporose e fraturas, consideradas pelos clínicos como efeitos colaterais da perda da habilidade para caminhar”, explicou.

A expectativa de vida dessas crianças, continuou Elena García, é relativamente curta, devido principalmente à deterioração da função respiratória, acelerada pela ocorrência de escoliose.

Segundo a investigadora, os clínicos acreditam que a caminhada desempenhe um papel importante no atraso das complicações, hipótese reforçada por estudos recentes que revelam que o exercício regular pode aumentar em 50% a expectativa de vida dessas crianças.

No entanto, até à data, não existia nenhum dispositivo médico no mercado que lhes pudesse proporcionar locomoção e, assim, adiar as complicações consequentes da doença, necessidade que pode agora ser colmatada com recurso a este exosqueleto, referiu.

Os ensaios clínicos com o robô já foram realizados em Espanha, no Hospital Infantil de Sant Joan de Déu, de Barcelona, e no Hospital Universitário Ramon y Cajal, de Madrid, com “resultados bem-sucedidos”, acrescentou.

O exosqueleto foi industrializado pela empresa Marsi Bionics e será comercializado até 2018, estando neste momento disponível para alugar a instituições de pesquisa e hospitais.

O ATLAS 2020, que teve início em 2015, foi fundado da Comissão Europeia, pelo Ministério Espanhol da Economia e Competitividade e pela empresa Marsi Bionics, que desenvolve tecnologias para crianças com doenças neuromusculares e degenerativas.

É um projeto multidisciplinar que inclui cerca de 20 cientistas e conta ainda com a colaboração do Centre for Automation and Robotics (CSIC-UPM), do Centro Ortopédico de Valência e do Centro de Intervencion Global y Aprendizajes Tempranos (CIGAT), de Madrid.

A conferência CLAWAR, onde o projeto será apresentado, foca-se na área dos robôs trepadores, robôs com locomoção por pernas e robôs de inspiração biológica, projetados e construídos de forma a imitarem (em diferentes graus) seres vivos, bem como tecnologias de suporte à robótica móvel, indicou o professor do ISEP Manuel Silva, responsável pela organização do evento.

Na área dos robôs trepadores, bípedes e quadrúpedes, vai ser apresentado, por exemplo, o robô trepador Vortex, que sobe paredes para realizar tarefas de inspeção com recurso à sucção.

A conferência CLAWAR, que nesta edição espera mais de cem participantes, tem sido organizada em diferentes países ao longo das suas edições, como Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha, Polónia, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Turquia, Singapura, Austrália e China, concluiu o organizador.

Estudo avalia impacto do investimento em saúde em 2015 e apresenta, pela primeira vez, um Indicador de Saúde Sustentável

•         Indicador de Saúde Sustentável visa ser uma ferramenta capaz de fazer uma análise aprofundada dos diferentes tipos de investimento em saúde, identificando as áreas onde os recursos são mais prioritários.
•         A prestação de cuidados de saúde por via do SNS permitiu evitar a ausência laboral em mais de 2 dias, o que representa uma poupança de 744 milhões de Euros (em salários).
•         Em 2015 os portugueses recorreram menos a cuidados de saúde por causa do pagamento das taxas moderadoras

Na 5ª Conferência TSF/AbbVie, que decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, o destaque foi para a apresentação e discussão dos resultados referentes a 2015 do estudo desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA IMS), no âmbito do projeto europeu Saúde Sustentável. O estudo demonstra que o investimento em saúde tem impacto no absentismo, produtividade, qualidade de vida e que dá origem a um retorno quer económico, quer social. Foi também apresentado, pela primeira vez, o cálculo de um indicador de sustentabilidade do sistema de saúde, que integra aspetos ligados à qualidade, produção e financiamento e onde se demonstra que o investimento em saúde tem impacto socioeconómico.

No inquérito, feito a uma amostra da população portuguesa – 554 indivíduos com mais de 18 anos e residentes em Portugal – uma das principais novidades foi a inclusão de um novo dado relacionado com a avaliação do contributo do SNS para a redução do absentismo. Por via dos cuidados de saúde que disponibiliza, o SNS contribuiu para diminuir em mais de 2 dias o número de faltas ao trabalho, o que representa uma poupança de 744 milhões de euros (em salários). O número médio de dias de falta ao trabalho apurado são mais de 5 dias (2,3% do tempo trabalhado), o que representa um prejuízo de 2 mil milhões de euros (em salários). Caso não tivessem sido prestados cuidados de saúde o número médio de dias de falta ao trabalho ascenderia aos 7,6 dias, o que representaria um prejuízo de 2,7 mil milhões de euros.

Uma outra conclusão do estudo agora apresentado vem demonstrar que uma das principais razões para ausência dos inquiridos das unidades de saúde durante o ano de 2015 foram as taxas moderadoras. Caso não existisse o pagamento de taxas moderadoras teria havido mais 2,8 milhões de consultas com médico de clínica geral ou médico de família num centro de saúde, mais 1,2 milhões de consultas externas ou de especialidade num hospital público, mais 1 milhão de exames de diagnóstico e mais 1,1 milhão de episódios de urgência.

“O estudo apresentado em 2016 revelou conclusões muito interessantes sobre a perceção dos portugueses relativamente ao SNS e sobre os pontos onde é possível melhorar. Contudo, penso que o dado mais relevante a destacar é que, pela primeira vez, conseguimos alcançar a criação de um indicador de sustentabilidade do SNS, que converge os vetores da qualidade, preço e atividade”, afirma Pedro Simões Coelho, diretor da Nova IMS e principal coordenador do Projeto Sustentabilidade na Saúde 3.0. O professor catedrático sublinha ainda que “este projeto terá continuidade e esperamos que em 2017, para além de dados mais robustos relativamente à evolução do indicador de sustentabilidade, possamos também avaliar a qualidade técnica do SNS”.

Este estudo agora apresentado, que culmina na criação de um indicador que mede a sustentabilidade do SNS, vem no seguimento de um estudo mais abrangente que tem vindo a ser realizado ao longo dos últimos três anos e que teve como ponto de partida a obtenção de um indicador de retorno de investimento em saúde em Portugal (em 2014), que concluía que a despesa em saúde deve ser encarada como um investimento e não como um custo e que existe uma relação direta entre as áreas da Saúde e da Economia, uma vez que a redução do absentismo é um dos efeitos do investimento em saúde. Em 2015 o estudo incidiu na avaliação das perceções dos utilizadores do Sistema Nacional de Saúde (SNS) face à qualidade, preço e eficácia do mesmo. Nesse sentido foi feito um inquérito a uma amostra da população portuguesa que permitia alimentar um novo modelo e produzir os primeiros índices de qualidade e eficácia do sistema. Possibilitou ainda quantificar novas dimensões ao nível dos resultados em saúde e a sua ligação à economia, tornando-se possível compreender melhor os impactos não económicos do investimento em saúde. Entre os principais resultados comprovou-se que a qualidade percecionada pela população e os preços pagos no acesso ao SNS influenciam a confiança e a satisfação dos utilizadores, o que vai influenciar diretamente a eficácia do SNS e, consequentemente, contribuir para um melhor ou pior estado de saúde e qualidade de vida dos cidadãos.

Estiveram presentes na 5.ª Conferência TSF/AbbVie o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, António Correia de Campos, antigo Ministro da Saúde, Pedro Mota Soares, deputado do CDS-PP, Pedro Simões Coelho, professor e investigador da Nova IMS, Isabel Vaz, CEO na Luz Saúde, Augusto Faustino, reumatologista e João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA.

Debate pela sustentabilidade na saúde 3.0

Esta conferência pretende uma ligação direta entre o investimento em saúde e o impacto social do mesmo, discussão subjacente nos dois painéis previstos no programa. Neste âmbito, no painel “Sustentabilidade na Saúde 3.0: Impacto Social” será apresentado um estudo, realizado pela Nova IMS, que calcula o índice de sustentabilidade do sistema de saúde e que demonstra que o investimento em saúde tem impacto no absentismo, produtividade, qualidade de vida e que dá origem a um retorno quer económico, quer social. O painel seguinte, denominado “Investir em saúde – orientação para os resultados”, assumir-se-á como um momento de reflexão e discussão, sob a perspetiva dos profissionais de saúde, administradores hospitalares e indústria farmacêutica, relativamente à aplicação dos resultados deste estudo como promotores da sustentabilidade na saúde.

“Nem todos os tipos de investimento produzem o mesmo retorno e é por isso importante fazer uma análise mais individualizada dos diferentes tipos de investimento em saúde”, refere Pedro Simões Coelho, diretor da Nova IMS e principal coordenador do Projeto Sustentabilidade na Saúde 3.0. E sublinha: “As conclusões que iremos apresentar em 2016 são particularmente importantes como ferramenta de apoio à decisão num sector onde os recursos disponíveis são cada vez mais escassos e onde as ferramentas de gestão de informação têm que acompanhar as necessidades cada vez mais exigentes de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde”.

Além das presenças confirmadas do ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, que irá fazer uma intervenção sobre a sustentabilidade na saúde no início dos trabalhos, muitos serão os nomes de destaque da política e da saúde que estarão presentes. Pedro Simões Coelho, professor e investigador da Nova IMS, António Correia de Campos, antigo Ministro da Saúde, Pedro Mota Soares, Deputado do CDS-PP, Augusto Faustino, Reumatologista, Isabel Vaz, CEO na Luz Saúde e João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA, serão os oradores dos dois painéis moderados por Sofia Morais e Vitor Rodrigues Oliveira, jornalistas da TSF. A intervenção final, em jeito de encerramento, caberá a José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

Sobre a AbbVie
A AbbVie é uma empresa biofarmacêutica global, orientada para a investigação, formada em 2013 na sequência da separação dos Abbott Laboratórios. A missão da empresa é fazer uso da sua experiência, da dedicação dos seus colaboradores e da sua abordagem única à inovação para desenvolver e comercializar terapêuticas avançadas que respondam a algumas das doenças mais complexas e graves a nível mundial. Em conjunto com a sua subsidiária Pharmacyclics, a AbbVie emprega cerca de 28 mil pessoas em todo o mundo, comercializando medicamentos em mais de 170 países. Para mais informações acerca da empresa e dos seus colaboradores, portefólio e compromissos, consulte www.abbvie.com. Siga a empresa em @abbvie no Twitter ou consulte as oportunidades de carreira na nossa página do Facebook ou LinkedIn.

ISCTE lança conferência sobre gestão nos países lusófonos

ISCTE-IUL

“Anualmente juntamo-nos num país diferente para discutir quais as melhores práticas de cooperação entre países”, afirma a coordenadora do gabinete de Career Services e Alumni do ISCTE, Marina Ventura, citada no comunicado que sublinha que o ISCTE-IUL tem mais de 7 mil antigos alunos das várias nacionalidades lusófonas.

“A conferência inaugural da Cátedra de hoje tem exatamente o espírito de promoção do ‘network’ entre Portugal e os países da Lusofonia”, explica Marina Ventura, que aponta que o responsável da brasileira Fundação Getúlio Vargas, Roberto Pimenta, “vem falar sobre as práticas de administração pública no Brasil, um mercado que interessa às empresas de todos os países de língua portuguesa”, ao passo que Eurico Brilhante Dias falará sobre transportes e logística e José Paulo Esperança, diretor da ISCTE Business School, falará sobre parcerias, governo, sociedade e mercado.

A intervenção de José Paulo Esperança incidirá sobre vários pontos em que a cultura de gestão nos países da Lusofonia tem, claramente, margem para evoluir.

“Desde logo o acesso ao mercado de capitais: é necessário pensar como reduzir os níveis de endividamento das empresas através de uma gestão mais eficiente e do acesso a novas fontes de financiamento, alternativas à dívida”, lê-se no comunicado.

A próxima conferência realiza-se no Rio de Janeiro, sendo expectável que as seguintes se realizem noutros países lusófonos.

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