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“Em Portugal ainda se formam pessoas para cumprir legislação e não pela aquisição de competências”

Porquê uma aposta nestes setores? Sob que premissa a empresa procurou crescer?

A Earth Consulters é uma empresa de consultoria e formação profissional certificada pela DGERT, e com uma vasta área de cursos reconhecidos por outras instâncias como o Instituto de Mobilidade e Transportes, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, entre outras. Quando a Earth Consulters iniciou a sua atividade, há oito anos atrás, existiam ainda várias lacunas no que respeita à legislação no âmbito da formação profissional, que se encontrava já em vigor. Nesse sentido a Earth Consulters, pautou desde sempre a sua atividade, disponibilizando uma série de produtos e serviços que alertasse as Entidades para a obrigatoriedade da formação profissional, cumprindo com a legislação profissional mas também fomentado o crescimento e competitividade sustentáveis das mesmas.

O objetivo da Earth Consulters, centra-se no crescimento, quer da empresa quer dos clientes. A equipa trabalha todos os dias de forma a elevar a missão da formação profissional, capacitando todos os que nos procuram, em especial, no mundo do trabalho.

Sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que fatores têm contribuído para a sua diferenciação dos demais do setor? Que papel procura assumir no mercado?

O que nos diferencia dos demais do setor, é a relação que criamos e procuramos manter com os nossos formandos e formadores. Queremos ser os melhores com a excelência e profissionalismo que qualquer atividade profissional exige, pelo que atuamos para estar em constante contacto com os nossos clientes, acompanhando-os no seu setor de atividade. O rigor aplicado em todas as tarefas da Earth Consulters, desde processos internos às dinâmicas das sessões de formação, é primordial no dia-a-dia da equipa, amplamente vocacionada e qualificada, para que todo o atendimento a fazer seja personalizado, tudo com o claro objetivo de estar à altura das necessidades dos nossos clientes.

O nosso papel é não estagnar, estarmos sempre preparados para acompanhar os novos desafios da sociedade e dinamismo, com o objetivo único, o crescimento.

Têm como principal objetivo qualificar as empresas e os particulares. Desde 2010, que balanço é possível fazer?

O feedback dos nossos clientes fala por si, o balanço é excecional! Estamos em constante evolução e a par de um crescimento notável, que nos coloca na vanguarda da formação profissional do país. Mais do que sentir que todo o nosso trabalho é recompensado, é sentirmos também que contribuímos para aumentar a competitividade e excelência profissional dos nossos clientes.

Para a Earth Consulters todas as batalhas do dia-a-dia, são um ciclo vicioso que se tem traduzido em evolução, crescimento e sucesso.

A empresa tem uma experiência consolidada na promoção de formação, a nível nacional, com elevado grau de empregabilidade ou em formação obrigatória. Que importância assume a formação profissional nos dias de hoje?

Com o aceleramento do mercado de trabalho e das exigências impostas, tornou-se premente a formação de novos quadros técnicos bem como a capacitação dos que já se encontram no mercado mas que precisam de responder a novas necessidades laborais e legais.

Hoje em dia as competências das pessoas, são um fator de extrema relevância na hora do recrutamento assim como na integração do mercado de trabalho. A velocidade da informação é um fator que incute nas Pessoas o reconhecimento da importância que a formação profissional tem. Tal facto, surge na medida em que há um maior acesso e compreensão da legislação em vigor, com ênfase para o cumprimento das normas instituídas e para as contra- ordenações que podem advir do não cumprimento das mesmas.

O paradigma da formação profissional em Portugal está a mudar. A formação profissional já começa a ser vista como um importante veículo de valorização, quer para o trabalhador quer para a empresa. A própria Earth Consulters sente essa mudança?

Sentimos ainda, que uma parte significativa da população não compreende a importância da formação profissional, e uma outra parte ainda aposta na formação apenas com o intuito do cumprimento legislativo e não da aquisição de competências em si. A Earth Consulters pretende que a formação profissional seja também fonte de aquisição de “know-how”, reforçando junto dos nossos clientes os paradigmas do crescimento económico e competitividade através da sua qualificação.

Cada vez mais sente-se a necessidade de preparar as empresas para os novos desafios que advêm de fatores múltiplos como a transformação digital, a internacionalização, a gestão do capital humano ou o posicionamento no mercado. Mais do que nunca a consultoria assume um papel relevante?

As empresas vão compreendendo a premência e necessidade dos serviços de consultoria por forma a fomentar a sua competitividade e reforçar o seu crescimento económico. Este reconhecimento da importância dos serviços de consultoria surgem após os clientes nos conhecerem na vertente da formação profissional onde são sensibilizados para tantas outras áreas de atuação. Nesse sentido a Earth Consulters, tem uma vasta área de serviços de consultoria que complementam as necessidades que os clientes nos fazem chegar, relativamente às empresas que lideram.

A Earth Consulters obteve várias distinções, Gazela2016 e 2017, Aplauso, PME Líder 2016 e PME Líder 2017. Estas distinções acarretam responsabilidades acrescidas?

Acarreta a responsabilidade de “continuidade”. Trilhamos o caminho da evolução, crescimento e sucesso e isso apesar de nos confortar e encher de orgulho, ao mesmo tempo, impõe-nos a obrigação de continuar no mesmo trilho. Continuamos a trabalhar com ambição e máxima dedicação de forma a estarmos preparados para os novos desafios, que se esperam cada vez mais exigentes.

Em 2018, a Earth Consulters conta, mais uma vez, com a sua Equipa, com os seus clientes e parceiros, para sermos cada vez mais e melhores.

Estas distinções trazem, igualmente, novos desafios à empresa?

A Earth Consulters está sempre predisposta a novos desafios. Não podemos dar nada por garantido, da mesma forma que o sonho comanda a vida, o trabalho delineia o caminho do sucesso e nós gostamos de arriscar e ser ousados, mantendo sempre presente os nossos valores e a nossa missão, com a vontade contínua de sermos os melhores.

A globalização traz novas necessidades, obriga-nos a adotar novas estratégias, daí ter surgido o processo de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados, bem como parcerias consolidadas com outras entidades, nomeadamente organismos de ensino superior, como é exemplo o ISCAC – Coimbra Business School.

“Formar para Qualificar” continuará a ser o lema da Earth Consulters para se assumir como um centro de formação líder no mercado?

“Formar para qualificar” é e será um dos lemas que seguimos com rigor na Earth Consulters, pois as exigências atuais a nível de competitividade e crescimento do mercado de trabalho assim o impõem.

A Earth Consulters trabalha sempre de olhos postos no futuro, apostando nas qualidade dos serviços, procurando estar cada vez mais perto do cliente.

O trabalho vai preencher uma grande parte da vida das pessoas e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que se acredita ser um excelente trabalho, e é isso que a Earth Consulters faz todos os dias, para se continuar a assumir como centro de formação líder no mercado.

Alcance os seus objetivos de forma consistente e sustentada

Natural de Coimbra e dona de uma energia contagiante, Paula Rocha fala, na primeira pessoa, sobre o impacto que a força do querer tem nas nossas vidas.

É uma mulher de ação que gosta de fazer acontecer: confecionar doces, compor trechos musicais, desenvolver projetos e negócios, tudo acontece no seu dia a dia de forma natural. “Gosto de criar. Gosto de fazer muitas coisas e coisas diferentes e isso acaba por se refletir no meu percurso profissional e ser uma característica da minha personalidade”, começa por referir Paula Rocha

Desde pequena que se lembra de gostar de fazer várias coisas e recorda a dificuldade em dedicar-se em exclusivo a algo em concreto. Contudo, confraternizar e comunicar com pessoas era algo que a apaixonava.

Lembra-se, perfeitamente, a 25 de abril de 1974, quando regressava da escola, a mãe lhe ter dito que acontecera uma coisa que iria gostar muito. A sua resposta foi imediata: já posso falar à vontade?

Com muitos interesses e sem uma paixão, acabou por seguir as pisadas do pai e formou-se em engenharia. Mas rapidamente percebeu que a área comportamental e a psicologia despertavam em si um fascínio. A curiosidade por estas matérias nasce no seio da engenharia. Lembra-se de ir a uma obra e de ficar atrapalhada com os comentários vindos dos profissionais da construção. Na altura pensou: Porque é que a forma de comunicar influencia o comportamento?

Entretanto, é convidada para dar formações. Em sala tudo corre bem e as avaliações até foram boas, mas na prática, quando foi possivel observar os participantes no seu contexto de trabalho, estes não tinham alterado os seu comportamentos. Lembra-se da frustração que sentiu e, mais uma vez, questiona o comportamento humano e os mistérios dos agentes influenciadores. É nesse momento que vai à procura de respostas. Faz a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho. Esta área era o que realmente a apaixonava. Gostava de perceber as pessoas no contexto de trabalho, o que influenciava o seu desempenho, que aspetos, psicológicos e sociológicos, interferiam no seu desempenho e que impacto exerciam nos seus resultados. Paula Rocha era casada desde os 18 anos, e nesta altura já tinha dois filhos, trabalhava e estudava. Ainda assim, foi a melhor aluna da licenciatura. “Isto leva-nos a pensar sobre o que somos ou não capazes de fazer. Sobre o quanto desconhecemos o potencial que temos. Somos forçados a equacionar a hipótese de que, se calhar, não conseguimos atingir os resultados que pretendemos porque não acreditamos em nós próprios”, afirma a nossa entrevistada.

Mais tarde, passa pela consultoria e a formação em diversas empresas e é nessa altura que integra o doutoramento em Economia e Gestão de Empresas. “Num determinado momento desconfiei que, estando demasiado focada nas pessoas poderia não conseguir ter uma visão global da empresa”, explica Paula Rocha.

Contudo, é importante para Paula Rocha realçar que tudo isto foi possível porque teve uma peça fundamental e um forte background durante todo este processo: o marido e a família. “Os melhores resultados conseguem-se em equipa, seja numa empresa ou na família. Cada um tem de perceber bem o seu papel e qual o seu contributo. É preciso construir laços fortes que suportem a coesão do grupo. Trabalhar para a equipa/familia sem perder a individualidade”, acrescenta a nossa entrevistada.

Nesta fase, a sua vida dá uma reviravolta. É detetado um tumor cerebral no seu filho mais novo, de 13 anos, e é-lhe dado apenas 3% de hipótese de sobreviver. A partir daqui tudo se torna difícil e o seu único foco passa a ser o seu filho. Mas como o seu filho Bernardo dizia, 3% é melhor do que zero. Entre as idas ao IPO, a procura pelos melhores médicos e hospitais, as viagens, a crença nos 3% e a operação nos EUA para dar qualidade de vida ao seu filho, Paula Rocha atravessa um período de dois anos bastante atribulado.

Quando regressa, precisa de acreditar no poder da força interior. Torna-se imprescindível aplicar uma máxima tantas vezes repetida: temos todos os recursos necessários para ser excelentes. Seguem-se anos de muito trabalho. Findo este período controverso e a um ano de completar 50 anos de vida, Paula Rocha sente que chegou a hora de fazer o que realmente gosta, à sua maneira e com as pessoas que gosta. E assim nasce a KEEP Corporate. Uma Paixão.

Da engenharia à psicologia, passando pela economia, Paula Rocha é hoje CEO da KEEP Corporate.

SUPERE OS SEUS DESAFIOS E ATINJA OS SEUS OBJETIVOS

Paula Rocha explica que este projeto foi pensado numa lógica de ver o indivíduo como um todo. Corpo e mente fazem parte do mesmo sistema, por isso a questão que Paula Rocha colocou foi “como vou desenvolver um projeto que aborde as duas matérias?”.

Para isso, a KEEP Corporate concentra na empresa consultoria, formação, coaching, consultas de nutricoaching e treino mental. Ao nível individual apoia as pessoas a atingirem os seus objetivos tendo em consideração todas as suas dimensões. A KEEP Corporate disponibiliza, ainda, ferramentas de assessement que permitem analisar o perfil comportamental do indivíduo, de forma a melhorar o seu autoconhecimento e traçar planos de ação mais adequados.

O cliente tem ainda ao seu dispor um serviço de avaliação física com profissionais do desporto e nutricionistas para que não seja a falta de capacidade física o motivo para o não atingimento dos objetivos. Para aqueles que procuram a alta performance, seja no desporto, no estudo, ou em qualquer outra área, a KEEP Corporate dispõe da mais avançada tecnologia da neurociência que permite a interface cerebro-computador.

Esta técnica usa estratégias testadas em variados ambientes de alta performance para a autoregulação do sistema nervoso autónomo e central, munindo-o de competências criticas à execução de decisões em ambiente de stress para quem precisa de estar no seu melhor.

Os cenários de treino são individualizados, após avaliação de acordo com os objetivos pessoais, e permitem que, progressivamente, o indivíduo consiga ter um domínio elevado de auto-regulação do corpo e mente que lhe permitirá transferir esta competência para o contexto de trabalho.

Paula Rocha foi assessorando a sua equipa de especialistas com várias valências que acrescentam valor às soluções que a empresa oferece aos seus clientes.

Na formação ministrada nas instalações da KEEP Corporate os participantes têm acesso a várias valências, como biblioteca e coffe-breaks saudáveis.

Desenvolve soluções à medida para as empresas, tendo em consideração as suas necessidades.

No que concerne às soluções empresariais a KEEP Corporate oferece soluções customizadas e diferenciadoras. “Não temos formação em catálogo. Todas as nossas propostas resultam de um diagnóstico realizado por nós  ou do diagnóstico realizado pelo cliente.

No decurso das ações alinhamos as estratégias de ensino por aquilo que as pessoas valorizam usando exemplos reais da própria empresa, na medida das necessidades e dos objetivos que a própria quer alcançar”, afirma a nossa entrevistada.

São combinadas diferentes metodologias desenvolvidas pela KEEP Corporate e todos os formandos são constantemente desafiados. por exemplo, a KEEP dispõe de um sistema de gamification para utilizar no período a seguir ao término da formação de forma a garantir períodos de motivação mais extensos e aumentar o impacto da formação. O objetivo é garantir o alcance dos resultados pretendidos.

“Não quero chegar a uma empresa e ser uma simples prestadora de serviços. Quero ser a parceira que está sempre por perto disposta a apoiar os projetos em curso, as mudanças e que ajuda a fazer acontecer” afirma.

Paula Rocha é ainda voluntária em vários projetos e vive num processo de melhoria contínua acreditando que pessoas felizes atingem resultados de excelência.

Associação Mundo’s desafia e apoia setor metalúrgico a ir “além-fronteiras”

Para acompanhar o crescimento e o desenvolvimento tecnológico que a indústria metalúrgica e metalomecânica tem vivido nos últimos anos, com destaque para um crescimento expressivo de 12% no que respeita às exportações do setor em 2017, a Mundo’s – Associação para a Internacionalização de Empresas Portuguesas em Mercados Francófonos, aposta agora em diversos mercados emergentes. Nessa sequência, desenvolveu um conjunto de serviços que permitirão aos empresários destas áreas internacionalizar os seus negócios de forma sustentada e rigorosa, prestando-lhes apoio permanente, através de profissionais altamente especializados neste tipo de processos.

O projeto «1 Meeting 2 Export» irá integrar três seminários de entrada livre para todos os interessados, sendo que o primeiro se realiza já no próximo dia 11 de abril, entre as 9h e as 13h, no Auditório Infante D. Henrique, no Porto de Leixões. Neste dia serão dadas a conhecer algumas estratégias de exportação indicadas para o setor, os mercados emergentes a explorar e, ainda, algumas missões empresariais que podem ser levadas a cabo e que são, segundo a Mundo’s, “essenciais para fomentar o networking empresarial com outras geografias, permitindo que a carteira de clientes de determinada empresa cresça, assim como a lista de países para onde exporta”. Para sustentar essa perspetiva, serão apresentados alguns casos de sucesso que permitirão aos empresários presentes percecionar os possíveis resultados a alcançar caso decidam avançar para esta solução.

O seminário contará com a presença de alguns oradores de peso na área da internacionalização, como o Ex-Secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, e o diretor da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, Bruno Mourão Martins.

Segundo Carla Maia, presidente da associação Mundo’s, “este é um projeto necessário no contexto empresarial português e não tenho dúvidas de que irá representar uma viragem positiva no que respeita à qualidade e à quantidade das exportações feitas de hoje em diante no setor da metalurgia e metalomecânica. Se é verdade que este setor tem vindo a crescer de ano para ano – porque a necessidade do mercado assim o dita –, também é verdade que esse crescimento nem sempre é feito com alicerces firmes e de forma estruturada. É aqui que queremos deixar a nossa marca e mostrar que é possível ajudar os empresários a encaminhar estes processos de forma mais eficaz e a potenciar os resultados, levando-os além-fronteiras de forma coesa e rentável”, conclui a responsável.

A entrada é livre, embora a inscrição seja obrigatória através do website www.mundos-assoc.pt/meeting.

 

GLINTT é sinónimo de melhoria contínua

A Glintt conquistou a Certificação Internacional do seu Sistema de Gestão de Segurança da Informação, o que assegura esta certificação? 

Com esta certificação a Glintt garante os princípios da norma internacional ISO 27001, um modelo holístico de abordagem à Segurança da Informação, independente de marcas e fabricantes tecnológicos. Esta norma estabelece um conjunto de requisitos e práticas que são constantemente trabalhadas e atualizadas, de forma a mitigar e gerir adequadamente o risco das organizações no que diz respeito à gestão de dados e informação. O que está em causa, portanto, é a garantia da segurança da informação, tanto da Glintt, como dos nossos clientes e parceiros, baseada num modelo de gestão do risco. 

Qual diria que é a importância da mesma no exercício da vossa atividade?

A conquista desta certificação é de extrema importância para a Glintt, tendo em conta que a nossa área de atuação é uma das mais sensíveis no que diz respeito à proteção de dados – a área da saúde. Além de garantir o cumprimento dos princípios estabelecidos pela ISO 27001, esta certificação assegura aos nossos clientes que a proteção da sua informação é igualmente importante para nós e é gerida de forma sistemática, respeitando boas práticas reconhecidas e testadas a nível global. É de salientar que falamos de uma certificação de tal forma reconhecida, que muitas organizações exigem a mesma aos seus fornecedores e parceiros como garantia do cumprimento dos seus princípios e, consequentemente, da gestão e segurança dos seus dados. Apresentá-la no nosso portfolio é um reconhecimento do nosso trabalho e um orgulho para a Glintt.

De que forma avalia a segurança da informação e dos sistemas, em termos de confidencialidade, disponibilidade e integridade de modo geral em Portugal?

A segurança da informação e dos sistemas está neste momento a evoluir, no sentido de assegurar aos cidadãos e às empresas a confidencialidade e a correta gestão dos seus dados. Este processo está a acontecer agora, não só em Portugal, mas em todo o mundo. O objetivo final é aumentar o grau de confiança nas instituições e empresas que acedem temporariamente aos dados de outros considerados críticos ou confidenciais.

Quais são os maiores benefícios para as entidades que usufruem desta norma?

São enormes os benefícios que esta norma confere às empresas certificadas. Podemos apontar o aumento significativo da fiabilidade e segurança da informação e dos sistemas, em termos de confidencialidade, integridade e disponibilidade, a realização de investimentos mais eficazes e orientados ao risco bem como a identificação de oportunidades de melhoria constantes, entre outros.

Para nós, o maior benefício é ver crescer a confiança e a satisfação dos nossos clientes e parceiros, ao poder garantir que as suas informações serão tratadas de acordo com elevados padrões de gestão e proteção ao nível da Segurança da Informação. Conquistar maior confiança dos seus clientes é algo que deve orientar a ação de qualquer empresa. E a Glintt não é exceção.

A norma ISO 27001 tem vindo, de forma continuada, a ser melhorada ao longo dos anos e deriva de um conjunto anterior de normas, nomeadamente versões anteriores da ISO 27001 e a BS7799 (British Standards). Atualmente como é que a classifica?

A origem da ISO 27001 remonta a um documento publicado no início dos anos 90 por um departamento do governo Britânico que estabelecia um código de boas práticas relativas à gestão da Segurança da Informação. Todas as normas ISO são referenciais vivos e em permanente melhoria. Baseiam-se no princípio de que todas as partes interessadas nessa mesma norma podem integrar as comissões técnicas a nível nacional (nos países que integram a ISO, como Portugal), o que nos confere a garantia que uma nova versão da norma, quando publicada já recebeu os contributos de centenas de peritos no assunto e futuros utilizadores da mesma. A atual versão da ISO27001 é um referencial já com um grau elevado de maturidade.

Para além do compromisso para com a segurança da informação, que outros pilares sustentam a missão da Glintt para com os seus clientes?

A segurança da informação é, sem dúvida, um dos nossos maiores compromissos para com os nossos clientes. Além deste, identificamos ainda a qualidade sustentada numa cultura de melhoria contínua, inovação e excelência dos recursos humanos. A área da tecnologia e da saúde está em constante evolução e acreditamos que, para continuar a dar resposta aos seus desafios, é essencial um trabalho contínuo na procura de novas soluções, que passam pelo investimento na área de I&D e nos nossos profissionais. Somos uma equipa jovem e dinâmica que todos os dias se empenha em fazer mais e melhor. Não tememos a mudança. Buscamos o desafio e queremos fazer a diferença na vida dos nossos clientes, encontrando as melhores soluções para que o seu dia-a-dia seja simplificado.

AXESOR, consultora especializada em gestão de risco de crédito

Com uma experiência de 20 anos em soluções avançadas para a gestão integral de risco de crédito, que evolução e possível descrever da empresa até aos dias de hoje? 

A AXESOR apresenta-se hoje como consultora especializada com soluções avançadas para a gestão de risco de crédito comercial, acumulando também o estatuto de Agência de Rating registada junto do regulador europeu ESMA (European Securities and Markets Authority). É o resultado de um caminho percorrido desde a sua génese na área de Informação de Crédito tradicional, através de um forte investimento em áreas como a análise financeira, o BPM (Business Process Management) e o Data Science que conjuga diferentes disciplinas como a estatística, Machine Learning, Data Mining, entre outros. A combinação destas competências e as parcerias efetuadas com players de referência nas TI permitiram-nos estar hoje na vanguarda dos modelos preditivos de risco, disponibilizados através de uma solução sofisticada, mas simples de utilizar e fortemente personalizada, para a gestão integral de risco de crédito de qualquer atividade B2B.

E no mercado? Quais foram as mudanças mais significativas relativamente à avaliação e gestão de risco?

Tudo o que se relaciona com o processo de avaliação e gestão de risco também sofreu natural evolução de forma individualizada. A informação em bruto está mais acessível, os processos de armazenagem e recolha tornaram-se mais eficazes, com menos limitações, menor custo. As diversas soluções que existem há já bastante tempo associadas à gestão de risco, servindo diversos objetivos e fases da concessão de crédito comercial, mantiveram-se, no entanto, relativamente inalteradas, salvo uma expectável redução nos preços. À semelhança do que aconteceu no setor financeiro com o surgimento das Fintech e alternativas de financiamento, também nesta área específica a AXESOR investiu para acrescentar valor através de uma mudança de paradigma na forma como se faz a gestão de risco de crédito e fez chegar essa possibilidade a todas as empresas e setores de atividade maioritariamente B2B. 

As palavras risco de crédito são um pouco temidas nos dias que correm, de forma a esclarecer o nosso leitor, o que podemos considerar como risco de crédito?

Julgo que é uma perceção incorreta. O risco é natural e é uma presença constante e inevitável nas nossas vidas. Trata-se apenas de dar nomes às coisas para que não se corra o risco de serem esquecidas ou minimizadas por simplificação de linguagem. Existem aspetos positivos e negativos na gestão de risco.

O Risco de Crédito é o resultado natural de uma necessidade para o bom funcionamento de uma economia de mercado na relação cliente-fornecedor. O que começou por ser uma solução para o desequilíbrio ou assimetria de informação numa transação comercial, é hoje um mecanismo essencial para se fazerem negócios. Por um lado, representa uma importante componente de financiamento para o cliente (o crédito de fornecedores) e por outro representa um custo (e um risco, por via da mora ou incumprimento do cliente) com impactos na tesouraria e conta de resultados do fornecedor.

A globalização, a rápida evolução e necessidade constante de adaptação à mudança, geram naturalmente riscos que devem ser quantificados e geridos de forma natural como parte do processo de criação de valor e crescimento sustentável de uma atividade. Uma correta gestão de risco de crédito é imprescindível para manter a saúde de toda uma cadeia de valor de um produto ou serviço. Uma gestão ineficaz pode conduzir a falhas nessa cadeia de valor, precipitando um efeito dominó com resultados nefastos para a economia.

Quais são as principais normas aplicadas à avaliação e gestão de risco de crédito em Portugal? 

Não existem propriamente normas específicas para o efeito. Existem sim, um conjunto de boas práticas e os tradicionais produtos, serviços ou ferramentas individualizadas para dar resposta a determinados objetivos ou fases específicas do ciclo order-to-cash. Todas estas soluções carecem de uma análise custo-benefício individualizada, nem todas se podem adaptar às necessidades específicas de cada negócio e dificilmente se podem integrar entre elas e com os sistemas internos de gestão das empresas, obrigado muitas vezes a custos acrescidos de administração, manutenção e originando ineficiência de processos.

Porquê que o nível de exigência da AXESOR é semelhante ao de “seguradoras de crédito e das entidades financeiras”?

Estamos a falar da possibilidade de acesso por parte da generalidade de empresas em atividades B2B, a uma solução para a gestão de risco de crédito cujos fundamentos e métricas de avaliação se baseiam no nível de exigência no acompanhamento e controlo de risco de crédito que praticam as entidades que têm a gestão de risco de crédito como parte da sua atividade core, entre as quais se encontram os bancos e as seguradoras de crédito. Ou seja, atividades cuja rentabilidade depende fundamentalmente da avaliação permanente da exposição a esse risco. Trata-se de uma comparação mais para efeitos de Princípio e relacionada com a nossa Missão, porque na realidade a especificidade da modelização de risco da AXESOR incorpora até mecanismos que ainda dificilmente encontramos em prática naquelas atividades.

Refiro-me às técnicas com a raiz na ciência computacional, como é o caso do Machine Learning, que se mostram muito eficazes na capacidade de adaptação às particularidades de cada negócio, ajustando-se e evoluindo constantemente por via da aprendizagem e deteção de padrões de comportamento.

As técnicas de Machine Learning conferem indiscutivelmente uma maior capacidade preditiva aos modelos, que vai aumentando à medida que se acumulam experiências de pagamento. 

De que forma descreveria a importância de uma boa gestão de carteiras de crédito?

O objetivo último é aumentar a criação de valor, vendendo mais de forma inteligente, incorporando na estrutura de formação de preços a componente correspondente ao risco assumido adequado à estratégia da empresa e perfil de risco do segmento de clientes. Uma eficaz gestão de risco de crédito permite o crescimento sustentável do negócio e contribui para uma economia resiliente aos diversos ciclos.

Enumerando alguns aspetos que contribuem para essa boa gestão de risco de crédito, especialmente importantes em carteiras de considerável volume de clientes:

∙ Maximização da capacidade preditiva de um modelo de risco;

∙ Total controlo na avaliação e aprovação de operações de crédito através de uma política de crédito bem definida, suportada em indicadores de risco e variáveis específicas do negócio, de fácil reformulação e implementação;

∙ Total controlo no acompanhamento da evolução da carteira, com recurso a indicadores adequados, incluindo a perda esperada;

∙ Estratégias de cobrança ajustáveis à volatilidade de risco;

∙ Minimização de custos e maximização de eficiência em todas as fases da gestão;

∙ Rastreabilidade das decisões, ações e comunicação com o cliente;

∙ Utilização da capacidade e valor humano, para aspetos subjetivos na análise e avaliação de risco e de atenção na relação com o cliente.

Ocorre-me também recordar uma frase do Mark Zuckerberg: “O maior risco é não correr riscos… num mundo que muda rapidamente a única forma garantida de falhar é não correr riscos”.

O líder português quer ser um influenciador

Muitas vezes uma entrevista parece uma guerra, onde todos perdem – o jornalista, o entrevistado e principalmente a audiência que fica sem um grande momento de informação. Hoje os empresários sabem que uma entrevista eficaz e moderna ‘é como se fosse uma dança – onde um brilha enquanto o outro lidera e vice-versa’. É assim a visão de Sara Batalha, especialista em comunicação com 24 anos de experiência profissional. Foi ela própria jornalista durante 12 anos, passou pela RTP e pelo jornal Expresso, dedicou-se depois à consultoria em agências de comunicação, trabalhou como assessora do famoso futurista Alvin Toffler e há dez anos foi convidada pessoalmente por TJ Walker, referência mundial e fundador da Media Training Worldwide Global (MTW) para abrir o negócio em Portugal.  A MTW Portugal é uma consultora com génese norte-americana que tem como propósito treinar, desenvolver e transformar profissionais em líderes de opinião. 

Sabe o que é o Media Training 4.0? 

“O Media training é só para políticos é pensamento dos anos 80”, começa por explicar a nossa entrevista, que afirma que “o líder moderno sabe que tem a responsabilidade e missão de ser ele próprio um media – um líder de opinião. Através dos media, em diferentes palcos e junto das suas equipas e pares”. Antes, responsabilizava-se o jornalista por descontextualizar a mensagem, mas ao que parece, o empresário de hoje compreende melhor que “todas as audiências querem ser ouvidas, valorizadas e respeitadas”. E para isso tem que se preparar com eficácia e significado, tal como executa a sua gestão, assim assume a sua liderança comunicativa. “Hoje um orador já descobriu que se for aborrecido ou apenas informativo perde a audiência. A comunicação acompanha os ciclos de liderança e de economia, o que significa que também evolui. E sim, em Portugal é possível ver essa evolução analisando o perfil de influenciador – o estilo de comunicação que os gestores portugueses mais necessitam de desenvolver e para o qual nos contratam”.

Nem só o americano é que sabe comunicar    

O perfil do líder português é quase oposto ao líder americano. “Os americanos são High Profile Communicator e os portugueses preferiam o Low Profile Communication”. Mas nestes últimos cinco anos houve uma grande transformação e importância dada à comunicação do líder e hoje o serviço mais procurado junto da MTW Portugal é o treino de ‘Communication to Influence’. Uma necessidade que aponta uma tendência na evolução dos estilos de liderança – “saber comunicar para influenciar é essencial ao gestor português. E isto treina-se!”

Foi este contexto socioeconómico que levou Sara Batalha a transformar totalmente o seu modelo de negócio e metodologias consoante o perfil dos seus clientes nacionais. “Mantemos o melhor da eficácia da escola de consultoria americana e apostamos em três pilares: comunicação científica, relação a longo prazo com o cliente e rigor nos resultados. E foi o que fizemos de melhor.” Com um crescimento de 20% ao ano, a MTW Portugal deu um salto de 60% o ano passado, contando hoje com 13 colaboradores, quase 6 mil clientes, e uma lista de clientes com nomes sonantes das maiores empresas em Portugal, e internacionais.

Qual o segredo da MTW Portugal 

O segredo do trabalho da MTW incide na autenticidade. “Sim, porque a autenticidade treina-se!” Quando subimos a um palco e nos sentimos menos seguros ou menos preparados é natural que os nossos comportamos se alterem. É quando alguém nos diz: ‘Nem parecias tu, a tua voz estava diferente, estavas tão sério ou porque é que não estavas ‘natural’ como és?’ Isso acontece porque nos sentimos ameaçados. Da mesma forma quando alguém escreve um discurso para ser lido pelo gestor, ou o mesmo tem que apresentar algo no qual não acredita, o que acontece? “Muitas vezes, uma branca e depois uma bronca”, brinca Sara Batalha. Um bom momento de comunicação tem que ser congruente, e para tal deve existir um equilíbrio entre a comunicação do corpo, da palavra e do comportamento. Todo este trabalho é assente nos valores pessoais do orador e no seu estilo de comunicador, para garantir e potenciar o melhor da sua autenticidade. Segundo a antiga jornalista, “os portugueses ainda estão a descobrir qual é a diferença entre informar e comunicar” mas tem a certeza que em breve um português será o ‘novo Steve Jobs’ da comunicação internacional. 

“Esta é a minha terceira vida”

Sara Batalha gosta de se desafiar porque garante que “só assim crescemos e aprendemos”.

“Trabalho há 24 anos em comunicação e fui jornalista durante 12 anos em todos os tipos de meios de comunicação. Isto deu-me bagagem e uma perspetiva para perceber o que é necessário para um jornalista poder fazer uma boa entrevista e saber que o entrevistado necessita de um pacote de características para ter um bom desempenho e resultado. Tem de dominar o assunto, ser muito bem preparado e conseguir ajustar a sua mensagem à audiência, ao jornalista e ao media. Tem de ser empático, saber transmitir emoções através da sua postura e da própria voz e saber inspirar, motivar e levar à ação através da sua comunicação. Isto só se consegue com uma equipa e muito trabalho, tal como na gestão. Isso é ser um líder comunicativo eficaz”. 

“Para mim, são a melhor equipa do mundo!” 

E assim surge a MTW Portugal com uma equipa multidisciplinar e com diferentes saberes e com dez anos de formação intensiva em diversas áreas complementares à comunicação core. A MTW Portugal tem uma equipa altamente especializada com formação internacional em – Message Mapping, Body language, Vocal Coaching, Values Messaging, Branding, Image and Credibility, Presentation Training, Public Speaking, Talks Production and CEO communication strategy.

“Porquê que faço isto?” 

A maior parte dos nossos clientes são profissionais com bastante experiência profissional e de comunicação. Uma grande parte já são bons comunicadores, mas como são muito exigentes consigo próprios e querem ser muito bons ou até excelentes influenciadores através da sua comunicação, tal como são na sua gestão. E este perfil represente 80% do nosso negócio. Mas de vez em quando a equipa da MTW Portugal aceita casos que também desafiam a própria equipa. É o caso da Elisabete. “Há uns cinco anos, recebi uma chamada de uma pessoa que tinha lido uma entrevista minha no Expresso. Ligou-me porque queria a nossa ajuda. Tinha ficado viúva e com um império de negócios para gerir. O problema? Nunca tinha feito tal coisa. Nunca lidou com os negócios de forma ativa. Fazia uma gestão silenciosa. Depois da morte do marido viu-se obrigada a desafiar-se… e a ter que falar e comunicar em público, mas sentia pânico.

Na primeira vez em que nos encontramos analisei o seu perfil, traçámos um plano e ela quis fazer um contrato de um ano. Fizemos a primeira sessão. A cliente não conseguia articular três linhas de texto.

Tínhamos cumprido oito horas de treino quando ao discutir com o nosso Managing Partner que não a conseguiria ajudar, adiantei que não era caso para nós e que seria melhor para a cliente indicarmos-lhe um parceiro, rescindir o contrato e devolver-lhe o investimento. Pois bem… De volta à sala e antes de poder comunicar-lhe a nossa decisão, oiço: Dra. Sara, muito obrigada por não desistir de mim! Engoli em seco, e seguimos em frente, fazendo o impossível acontecer. Dois anos depois a cliente cumpriu o seu sonho – é guia intérprete, faz vídeos a falar para a câmara e é uma referência para nós de como a atitude e a resiliência podem ultrapassar os obstáculos mais desafiantes. Este é um caso extremo e desafiante, mas bem representativo do nosso reason why. Porque fazemos o que fazemos e como o queremos fazer diferente e melhor. Acredito profundamente que saber comunicar o nosso valor é um direito que todos os portugueses devem ter”.

KCS iT inaugura espaço na cidade do Porto

A KCS iT abre um escritório na cidade do Porto, no ano em que cumpre o seu 9º aniversário. A expansão da consultora a Norte passa por aproveitar a consolidação do Porto como centro de competências global – potenciada pela chegada de novos players internacionais à cidade e por uma cultura local de apoio e incentivo à inovação e ao empreendedorismo – e reforçar a sua lógica de consultoria de proximidade. O espaço localiza-se no Edifício Domus Trindade.

O escritório do Porto da KCS iT arranca com uma equipa de 17 consultores, sendo esperados, até ao final do ano, 30 novos consultores na equipa local da consultora. O processo de recrutamento encontra-se já em curso.

Para Tiago Farinha, Diretor Geral da KCS iT, o percurso da KCS iT é de crescimento sustentado, que parte de tendências e necessidades identificadas no mercado para, através da competência técnica dos nossos consultores e dos processos que desenvolvemos, disponibilizar respostas inovadoras. Esta é uma estratégia que nos tem possibilitado alcançar resultados crescentes e que nos permite ser mais ambiciosos no que respeita a metas propostas e abrangência de atuação. O marco de faturação esperado para este ano e a proximidade acrescida aos nossos clientes no Norte do País constituem duas dimensões que colocam esta consolidação e crescimento em evidência”.

A perspetiva de crescimento da consultora para este ano, e na qual a abertura deste escritório se encontra integrada, passa por potenciar tendências como a Internet of Things (loT), Sistemas Cognitivos e Realidade Virtual (RV) & Aumentada (RA) e ferramentas em Chatbot, vertentes tecnológicas inovadoras que conquistaram relevância acrescida em 2016 e que vão marcar o mercado atual e futuro.

Para além do investimento em território nacional e da oferta de projetos diferenciadores como estratégia de afirmação no mercado para 2017, a consultora vai ainda entrar em novos mercados, com um posicionamento europeu dirigido à Bélgica, Luxemburgo e a Holanda.

Sobre a KCS iT:

KCS iT é uma empresa de serviços de consultoria, outsourcing e formação, especialista em Project Management alinhada com as melhores práticas do PMI®.

Totalmente inovadora na sua área de atuação, a KCS iT traz criação de valor aos seus clientes, na execução de consultoria estratégica, na gestão de projetos em TI para as organizações, através da implementação de boas práticas internacionais do PMI® e na gestão dos projetos singulares dos seus clientes.

“O céu não e o limite!”

Que história pode ser contada sobre o seu percurso (até chegar à SMO)?

Durante seis anos fui Assessora e Gestora de Marketing, sendo responsável pelos negócios e compras, negociando com os fornecedores e clientes nacionais e internacionais, encontrando novas oportunidades no mercado, gestora dos eventos e feiras. Acumulava, também, a responsabilidade do desenvolvimento das estratégias comerciais e marketing dos produtos. Aconselhando as melhores práticas de gestão geral, implementando e introduzindo processos de melhoria.

Em 2013, trabalhei na Katoen Natie Bélgica e no Brasil, em várias operações logísticas, exercendo funções Team Leader, Supervisora em diferentes áreas e negócios, clientes como Kimberly Clark, Zoetis, Timken, Volvo, Quiksilver e outros clientes. Gerindo equipas nas operações em diferentes departamentos, supervisionar e treinar as equipas. Coordenando, controlando e integrando novos processos, resolvendo e dando soluções a problemas e/ ou desvios nas startups. Especialista em suporte técnico de integração de ERP (SAP, ATLAS); implementação e melhoria contínua.

Entretanto, em 2016 aceitei um novo desafio na XPO Logistics Belgium, desempenhando funções de Gestora de Projetos. Desenvolvimento e criações de projetos de melhorias contínuas em operações de logística, coordenar, implementar, melhorar e controlar, garantindo a coerência com a estratégia da empresa, compromissos e objetivos, com os respetivos clientes.

Passados alguns meses fui aliciada com uma proposta e a concretização de mais um sonho: regressar a Portugal, exercendo as funções de Gerente/Managing Director. Um projeto extremamente desafiador e desgastante, sendo constantemente confrontada com os demais gestores masculinos, na área da agricultura.

Assim, antecipando os meus futuros sonhos, iniciei, muito recentemente, o meu projeto pessoal. Sou consultora de gestão e supply chain independente, direcionando os meus serviços para o delineamento/desenvolvimento da gestão estratégica de novos negócios e/ou novos posicionamentos no mercado; bem como, criação e/ou desenvolvimento de projetos de supply chain; logísticos; lean projects; melhoria continua; change management com o propósito de gerar receitas e, obviamente, o sucesso.

Para além disso, tenho uma parceria com CrossLogistics, colaborando nos vários projetos logísticos.

Trabalha em supply chain há uns anos… O que mais gosta no seu trabalho?

Adoro startups, todo o envolvimento no novo desafio, novos conceitos, definição de novos processos, a resolução de problemas de imediato, coaching. É realmente o que me faz sorrir. Quando a operação inicia (go live) e comeca a fluir, sinto-me realizada.

Este é um setor que sofreu inúmeras mudanças ao longo dos tempos. Qual o momento mais desafiante da sua carreira e porquê?

O momento mais desafiante da minha carreira foi o convite para a resolução de um problema de inventário e estruturação de uma nova operação logística automotivo na Katoen Natie Brasil. Eu e a minha equipa trabalhamos dia e noite, para solucionar os problemas durante um mês, com sucesso. No entanto, fui convidada para permanecer mais um mês, garantindo a continuidade da operação e formando as equipas brasileiras para caucionar a eficiência da operação logística.

Fazem falta mais mulheres em supply chain ou em funções equiparadas?

Sim, fazem falta boas profissionais, ambiciosas e lutadoras. As mulheres tendo como funções, como por exemplo, Supply Chain Manager ou Managing Director, terão sempre que demonstrar/provar que conseguem superar as dificuldades perante os desafios, com eficácia.

Que características naturais têm as mulheres que são mais-valias no mundo da logística?

As características naturais que realmente são mais-valias no mundo da logística, são uma maior capacidade gestão de tempo e multitasking.

Uma mensagem para as mulheres que sentem na pele as dificuldades de conquistar espaço num mercado ainda predominantemente masculino, como é a logística/supply chain.

Todas nós, mulheres, conseguimos alcançar os nossos objetivos, se acreditarmos em nós próprias, nos nossos sonhos. Trabalhando com muita dedicação e profissionalismo, tendo sempre em conta os valores éticos e morais. Não há impossíveis, tudo é possível com um sorriso, muita determinação e esforço. O céu não e o limite!

“Temos de nos reinventar e desafiar todos os dias”

João Faria participou naquela que foi a primeira edição da Feira & Fórum Internacional de Negócios – China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, e que se realizou entre os dias 21 e 23 de junho na Exponor. O nosso interlocutor esteve, durante 11 anos, na linha da frente da Internacionalização do Grupo Proef – um grupo constituído por mais de 25 empresas presente em 11 países e com um total de 1500 colaboradores. O grupo apresenta-se no mercado com soluções globais nas áreas das telecomunicações e eletricidade, TI, energias renováveis e eficiência energética, assim como seguros ou aluguer de equipamentos. No entanto, e com o passar do tempo, decidiu regressar a Portugal e para colocar em prática toda a sua experiência em prol das empresas portuguesas.

“Após ter estado no arranque da atividade em Angola, Moçambique, África do Sul e Reino Unido descobri que estava na altura de agarrar a minha experiência e partilhá-la com empresas portuguesas”.

O tema internacionalização é algo que de que se fala correntemente, mas há questões a perceber, nomeadamente, se os interessados têm o que é necessário ou não para se aventurarem fora do país. A par da internacionalização ouve-se uma outra expressão – Diáspora Lusa – e João Faria afirma que o conceito pode ser uma excelente ferramenta para as organizações que optaram avançar para a internacionalização.

“Na minha opinião a Internacionalização tem três estágios, Awareness, Estratégia e Implementação. É junto de quem, no seio das organizações, tem a capacidade de tomar as decisões que pretendo continuar a intervir. Considero importante e essencial que cada organização faça uma introspecção para saber se a internacionalização é o caminho a seguir. Existem muitos desafios, e é necessário contar com toda a ajuda possível. É um processo de que carece da devida ponderação e estudo”, alerta.

A Internacionalização pode ser uma ilusão, segundo João Faria, a robustez financeira e a resiliência emocional dos shareholders são essenciais. Há que ter presente que tudo tem um ritmo e demora o seu tempo, um processo bem sucedido demora em média quatro anos a dar resultados.

Existe ainda a vertente do expatriado que vem sempre associado à internacionalização: “Não é fácil, pois temos de nos reinventar e desafiar todos os dias. Vale a pena culturalmente, financeiramente… o que temos de avaliar melhor é se vale a pena familiarmente”, a família, segundo o consultor é aquilo que é na maior parte das vezes é esquecido pelas empresas, no entanto, é um fator com um enorme peso no desenvolvimento do trabalho de quem vai para fora do país trabalhar.

“A maior parte dos expatriados que conheci volta para casa no primeiro mês por causa da família. As pessoas têm hábitos que se perdem obrigatoriamente no dia-a-dia de quem trabalha fora do país e longe da família. Os novos hábitos vão deteriorando o entusiasmo inicial”, revela.

“Temos de ter constantemente em mente que, seja em que país for, somos meras visitas” “Há algo que fica esquecido e que está intimamente ligado a uma questão de educação: somos visitas.

“Para que haja sucesso há que ter flexibilidade para mudar. Uma mudança requer conhecimento sobre a própria empresa. E este poderá ser o maior desafio das organizações e dos seus expatriados”, explica o nosso entrevistado.

FIN 2017 – “DIÁSPORA LUSA”

“A ‘Diáspora Lusa’ é talvez o maior recurso que Portugal tem mas em «casa de ferreiro, espeto de pau». Quando se exclui a Casa do Benfica ou a Academia do Bacalhau – que são das associações com mais visibilidade dentro das comunidades portuguesas no estrangeiro – é difícil trabalhar com portugueses. Isto porque todos os processos de emigração, expatriamento ou internacionalização são processos pessoais e sofridos, e como somos excessivamente competitivos ainda não conseguimos “profissionalizar” a Diáspora Lusa que é a nossa melhor arma. Temos qualidades extraordinárias como a flexibilidade ou a amabilidade e que nos tornam únicos, mas caímos regularmente no erro de misturar a parte social e pessoal com a empresarial”. O nosso interlocutor prossegue com as lacunas que o projeto ‘Diáspora Lusa’ ainda apresenta: “Falta-nos talvez uma gestão melhorada. O Estado Português por seu turno não potencia a coesão e cooperação empresarial. Quando olho para a diáspora vejo que nos focamos nos feriados nacionais… Não sabemos transformar a diáspora numa ferramenta de sucesso coletivo. Esta é uma missão que acredito ser possível concretizar, mas para isso há uma coisa que terá que mudar: a mentalidade”.

“Este tipo de eventos, FIN2017, têm sempre mais-valias associadas uma vez que não existe peso político e os empresários tratam apenas de negócios. Eventos como a FIN têm de ser repetidos. Penso que aquilo que mais importa retirar destes dias é que existem oportunidades e pontes iniciadas, mas que têm de ser aproveitadas”, conclui João Faria.

15 ANOS DE LIDERANÇA NO FEMININO

A Paula Tomás Consultores dedica-se à gestão técnica de recursos humanos e engloba serviços ao nível da formação e da consultoria.

15 anos passaram desde que fundou a empresa e garante que “o balanço é francamente positivo. Embora tenhamos passado um período complicado.” A crise instaurou-se no tecido empresarial português o que levou as empresas a desinvestirem nas áreas da formação e consultoria.

“Por teimosia, continuei a manter a empresa, com custos e investimentos muito elevados”. Mas foi este o risco que quis correr. Hoje, olha para trás e diz “que ainda bem que o fiz”.

Em 2015, conta que a empresa começou novamente a crescer e que “2016 foi um ano positivo relativamente ao exemplo dos anos anteriores. Para 2017 estamos com excelentes perspetivas e com um arranque de ano que não tínhamos desde 2007/2008.”  “A Paula Tomás Consultores trabalha maioritariamente para grandes empresas, nacionais e multinacionais, pois são aquelas que mais investem nas pessoas. Hoje sentimos que muitas pequenas e médias empresas começam a investir no capital humano e isso é uma mudança interessante. Por outro lado, curiosamente, as grandes empresas ainda não estão a investir nas pessoas ao nível do que já aconteceu no passado”. Porquê? “Muitas das grandes empresas voltaram a investir, mas estão ainda muito cautelosas e procuram um retorno rápido do investimento. Ora, ao nível da formação e da consultoria o retorno não é imediato, uma vez que estamos a trabalhar na mudança do comportamento”. Curiosamente, as empresas que não tinham grande tradição de apostar na formação do seu capital humano, são hoje, aquelas que começam a olhar para a importância da gestão das competências, logo das pessoas, com mais interesse. Temos vindo a desenvolver, em diversas PME’s, projectos de estruturação organizacional, de gestão e avaliação do desempenho e de formação, o que não era habitual”. Segundo a diretora “as empresas consciencializaram a importância de investir nas pessoas como forma de gerir e reter o talento. Perceberam a importância de implementarem sistemas de desenvolvimento, avaliação e compensação que permitam a retenção das competências distintivas, quer ao nível técnico, quer ao nível da atitude e do comportamento”.

CONFERÊNCIA DOS 15 ANOS “GESTÃO DAS PESSOAS, O OLHAR DOS MEDIA”

De forma a celebrar os 15 anos da empresa, a PTC está a organizar, no dia 15 de Março, uma conferência com o tema “Gestão das pessoas, o olhar dos Media”. A ideia passa por dar voz a quem conhece o setor dos recursos humanos mas que, ao mesmo tempo, está fora dele.  “Há quatro revistas especializadas neste meio, convidamos os responsáveis editoriais destas revistas a partilhar, numa mesa redonda, as suas opiniões sobre a gestão das pessoas. Ter um olhar diferente, «de fora», sobre os RH é inovador e por isso interessante. Para além desta mesa redonda iremos ter como oradores os dois presidentes das associações representativas do sector: Mário Ceitil, presidente da APG representativa dos profissionais de recursos humanos e, por outro lado, Afonso Carvalho, presidente da APESPE-RH representativa das empresas do setor. O evento está aberto a todas as pessoas interessadas. “Os nossos clientes receberam convites personalizados, e publicitamos o evento ao público, com o valor de 25 euros de inscrição, que reverte para a instituição Liga dos amigos da Aldeia de Santa Isabel, com o compromisso de ser utilizado na escola profissional aí existente”.

A EQUIPA PTC

“Somos oito pessoas e o que há a dizer sobre eles é que: sem equipa não há Paula Tomás Consultores. Somos uma equipa que tem sido rejuvenescida ao longo dos anos. No entanto, temos colaboradores que estão connosco há cerca de 13 e dez anos e, alguns dos colaboradores que saíram da empresa, para abraçar outros projetos, são hoje nossos clientes, ou continuam a colaborar connosco como freelancer”. Caracteriza-se como “muito exigente na resposta ao cliente e esta é a marca da PTC: foco no cliente e nos resultados que este pretende obter. Pode haver algumas falhas, mas em tudo o que é necessário para corresponder às expectativas do cliente não podem existir falhas. Sou muito focada e penso que tenho uma equipa que, nesse aspecto, é como eu”.

LIDERANÇA NO FEMININO vs LIDERANÇA NO MASCULINO

Homens e mulheres são diferentes naturalmente, no entanto, quando se fala em liderar existem diferenças que fazem a diferença? “Nunca pensei muito nisso, mas à partida não penso que exista grande diferença. Fui liderada durante 17 anos por um homem que, na minha opinião, não tinha uma liderança no masculino, tal como ela é muitas vezes definida”, afirma convicta.

“Aquilo que pode constituir alguma diferença é que as mulheres, algumas mulheres, têm mais abertura para a comunicação, o que pode originar uma gestão mais participativa. A antropologia explica isso, os homens iam caçar em silêncio e as mulheres ficavam nas aldeias a tomar conta das crianças e trabalhar em conjunto. Quer-me parecer que as mulheres estão mais atentas a algumas das necessidades que os colaboradores possam ter, nomeadamente, questões familiares, uma vez que também passam pelas mesmas dificuldades. No meu caso, sempre gostei do trabalho no terreno, da proximidade com os clientes, isso exige muitas viagens, ausências de casa e ocupa-me grande parte do tempo.

Apesar disso, tenho conseguido, com alguma “ginástica”, gerir um casamento e a educação de dois filhos. Por outro lado, segundo as investigações apontam, as mulheres são mais “multitarefa” do que os homens, o que pode permitir uma maior atenção a alguns pormenores. Um aspeto curioso é que há algum tempo atrás, a maior parte dos consultores eram homens, pela necessidade de deslocações dentro e fora do país, hoje, a realidade mudou. As mulheres estão em maior número, talvez por esta facilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e pela flexibilidade e adaptabilidade que isso nos permite”.

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