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Banco BNI Europa: soluções especializadas à distância de um clique

Num mundo cada vez mais digital, também a banca está em profunda mudança.  Entre os desafios que o setor da banca enfrenta, a experiência do cliente é um ponto fulcral, dada a relação direta que existe. E a verdade é que um dos pontos visíveis da transformação digital é que as exigências dos clientes, com a evolução dos tempos, estão a levar as instituições a repensarem o negócio e hoje as pessoas têm “múltiplas formas de se dirigir ao banco”. Quer seja pela internet ou através do smartphone, as instituições financeiras “foram, ao longo do tempo, criando novas formas e canais, acompanhando a evolução dos tempos”.

Para o BNI Europa, como qualquer instituição, a sua principal preocupação é o cliente. No entanto, “temos de saber distinguir bem a capacidade do cliente de se ajustar às plataformas digitais, dependo de, entre outros fatores, da idade e da sua relação com as tecnologias e adaptação às novas ferramentas. Para isso é preciso haver alguma aculturação e educação tecnológica”, começa por referir Pedro Pinto Coelho.

O BNI Europa tem apostado nas plataformas digitais e acredita que podem ser utilizadas por qualquer pessoa que esteja habituada a trabalhar com aplicações no seu telemóvel e isso é “realmente trazer o setor para o presente e o futuro, até porque a grande transformação que se está a dar não é tanto a banca eletrónica, mas sim no que diz respeito à possibilidade de o cliente, através do seu telemóvel, a qualquer momento e em qualquer lugar, poder aceder ao seu banco, quer seja para consultas, quer seja para efetuar transações ou até mesmo contrair um crédito”, avança o nosso entrevistado.

Os bancos estão a transformar-se internamente para que os processos sejam desmaterializados e o mais otimizados e automatizados possíveis. Por sua vez, na relação com o cliente, estão a ser desenvolvidas ferramentas para que, de forma intuitiva, as pessoas possam rapidamente encontrar e solucionar o que procuram.

Parcerias e especialização

O Banco BNI Europa e a Edebex celebraram uma nova parceria com vista à disponibilização imediata de uma plataforma online de compra e venda de faturas junto das empresas portuguesas com necessidades de tesouraria. Pedro Pinto Coelho afirma que o BNI Europa está empenhado em investir na economia portuguesa, nomeadamente no segmento das PME e que está, igualmente, focado em encontrar produtos para determinados nichos de mercado que possam estar “mal servidos”, isto é, cujos produtos e soluções não correspondam verdadeiramente às suas necessidades. “O BNI Europa já era parceiro da Edebex noutros países onde operam e decidimos trazer esta solução para Portugal por dois motivos: é uma forma de agregar um produto inovador ao banco e, por outro lado, trata-se de trazer algo inovador e diferenciador para o mercado português. A grande vantagem acaba por se prender com o facto de se tratar de um processo inteiramente digital. Desde o momento em que o cliente se regista na plataforma online até ao momento em que recebe o valor da fatura, todo o processo é digital”, avança Pedro Pinto Coelho.

Para o nosso interlocutor, este é um segmento que tem sido menosprezado pela banca. “Como sabemos, o tecido empresarial português é composto, maioritariamente, por pequenas e médias empresas. Os processos são muito morosos e os bancos não mostram muito interesse neste segmento. Quando mostram, tentam “amarrar” o cliente ao serviço universal do banco. É aqui que o BNI Europa se diferencia. Vai ao encontro destes nichos e oferece soluções para necessidades específicas”, realça o Executive Chairman do Banco BNI Europa.

Este é mais um passo na direção que o banco quer seguir, de implementar uma estratégia digital para impulsionar os investimentos do banco através de plataformas de Fintech.

O BNI Europa pretende ser um player especializado e seguir essa linha de se focar em segmentos específicos, ao mesmo tempo que quer abraçar parcerias com empresas tecnológicas que lhe permite acelerar o leque de oferta. “Rapidamente os bancos vão chegar à conclusão de que é muito difícil desenvolverem todos os seus produtos sozinhos. Está a assistir-se a profundas evoluções tecnológicas e ao surgimento de startups que procuram encontrar formas diferentes de oferecer soluções, o que obriga os bancos a equacionarem a forma de fazerem as suas transações. Mas nem a banca, nem este tecido de empresas, normalmente chamadas de Fintech, sairão vencedoras ou perdedoras. O que vai acontecer, no futuro, é uma solução híbrida de colaboração, onde o BNI Europa será o pioneiro na aposta destas parcerias”, salienta Pedro Pinto Coelho.

Fintech, ou tecnologia financeira, é um setor composto por empresas que operam no setor financeiro e que disponibilizam soluções inovadoras. Soluções que estão a mudar o panorama da banca por todo o mundo.

Trazer o passado para o presente

A banca, como os restantes setores, precisa de estar constantemente a reinventar-se até porque, para Pedro Pinto Coelho a transformação digital chegou tardiamente ao setor financeiro por duas razões: Por um lado, a banca já funciona da mesma forma há bastante tempo e há todo um conjunto de infraestruturas que precisa de ser atualizado. Por outro lado, existe uma regulamentação que, muitas vezes, não está pensada para a era da digitalização. “Noutros setores verificamos que os clientes usam todas as ferramentas digitais disponíveis sem as questionar e estão à espera que o setor financeiro acompanhe essa evolução. Trata-se de uma questão de adaptação e de um reajustamento das normas e regulamentos que permitam aos clientes deste setor tratar de diversos assuntos relacionados com o seu banco de uma forma remota, sem papéis e sem terem, obrigatoriamente, que se dirigir a um espaço físico”, explica-nos o Chairman do BNI Europa.

O sistema financeiro e o futuro

É defendido que o «blockchain” (tecnologia subjacente à bitcoin e que está a ser alvo de estudo para várias outras soluções) e a inteligência artificial são dois dos temas que vão ser importantes para o sistema financeiro nos próximos anos.

Para Pedro Pinto Coelho, esta componente do “blockchain” vai revolucionar uma série de processos, mas não só no setor financeiro. Dando o exemplo do Trade Finance, que apoia atividades de comércio exterior, Pedro Pinto Coelho explica que tudo o que esteja relacionado com financiamento às importações ou exportações, que exige uma grande carga burocrática, com o “blockchain” o processo vai ficar menos penoso. “Será possível desburocratizar o sistema financeiro por se tratar de um conjunto de etapas que irá fazer, eficazmente, o rastreamento de todo o processo. Todos os processos que impliquem uma terceira entidade para validar irão beneficiar deste sistema, sobretudo o sistema financeiro, devido à otimização do tempo e do esforço da área operacional”, reforça o nosso entrevistado.

Quanto à inteligência artificial, com as novas tecnologias de Machine Learning que permite analisar toda a informação, os bancos, particularmente, vão beneficiar desta capacidade de analisar as várias fontes de informação que têm, o registo das transações do cliente de forma a poder, mais tarde, analisar o seu comportamento e melhor direcionar os seus produtos para os diferentes tipos de clientes.

Puzzle: a plataforma eletrónica focada no crédito ao consumo

Esta plataforma foi lançada com o objetivo de agilizar o processo de obter um crédito bancário. Se até aqui havia um sistema burocrático complexo para a concessão de crédito, com o Puzzle os clientes podem, de forma online, solicitar um empréstimo. Basta introduzir os seus dados e, rapidamente, é feita uma análise dos mesmos, do histórico e da identidade da pessoa através de uma assinatura digital, sendo dada uma resposta em menos de 24 horas. “O processo acaba por ser muito mais ágil e flexível. O BNI Europa começou pelo crédito ao consumo, mas acreditamos que podemos levar esta tecnologia a outros produtos”, afirma Pedro Pinto Coelho.

A grande vantagem do Puzzle é que pode ser integrado com outras soluções, ou seja, esta plataforma eletrónica pode ser utilizada num site de e-commerce permitindo que o cliente possa adquirir produtos optando pelo método de pagamento de crédito onde, automaticamente, o Puzzle analisa se é possível ou não a concessão de crédito e disponibiliza a transação.

Nova app para simular e contratar crédito em tempo real

A apresentação decorreu no palco principal da mais prestigiada feira mundial de tecnologia orientada para o setor financeiro, a Finovate Fall New York, onde a tecnológica com sede no Porto foi uma das 70 empresas de todo o mundo a enfrentar o desafio de, em apenas 7 minutos, convencer a nata da indústria financeira norte-americana dos méritos da sua solução.

Foi a primeira vez que participamos na edição americana da Finovate, o que representa uma oportunidade única para, perante uma plateia repleta de investidores e representantes das mais reputadas instituições financeiras, demonstrar que temos uma solução tecnológica de vanguarda a nível mundial“, considerou Renato Oliveira, presidente do Grupo ITSector.

O mesmo responsável mostrou-se confiante no sucesso da apresentação levada a cabo pela ITSector, reforçando que “além da solução que apresentamos contemplar todas as fases do ciclo de vida do crédito, o pedido pode ser realizado mesmo por quem não for cliente do banco que oferece a solução de crédito, através do recurso a instant messaging, uma ferramenta de comunicação simples e que as pessoas já se habituaram a utilizar no dia a dia”.

A deslocação aos Estados Unidos da tecnológica portuguesa especialista no desenvolvimento de software orientado para o setor financeiro visa também a exploração do potencial daquele mercado.

Até 2020, queremos que o mercado norte-americano represente 10% no volume de exportações da ITSector. É uma aposta ambiciosa, na linha da estratégia que temos vindo a adotar noutros mercados, mas agora num mercado mais high-tech“, refere Renato Oliveira.

Recorde-se que além de Portugal, onde está presente no Porto (sede), Lisboa, Braga, Aveiro e, desde o início deste mês, também em Bragança, a ITSector dispõe também de escritórios na Polónia, Reino Unido, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia.

No último ano, a empresa implementou mais de 200 projetos em geografias tão diversas como Inglaterra, França, Luxemburgo, Espanha, Itália, Rússia, Islândia, Alemanha, Dinamarca, Timor-Leste, Quénia e África do Sul.

Entre os principais clientes nacionais e internacionais contam-se os nomes de instituições bancárias como o Millenium BCP, Caixa Geral de Depósitos, Santander, Standard Bank, Montepio, BPC e Sberbank.

Em 2016, 35% do volume de faturação da ITSector foi realizado nos mercados externos, sendo que, até 2020, a empresa pretende duplicar a percentagem das exportações.

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