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iniciativa ambientalista prevê que pessoas possam plantar e dar nomes a árvores

iniciativa, este ano em quinta edição, é hoje apresentada e tem como objetivo florestar com espécies autóctones áreas protegidas e matas nacionais do país, especialmente em zonas mais afetadas pelos incêndios.

Em mais de 400 lojas CTT de todo o país, ou mesmo na internet, vão estar à venda dois “kits” de sobreiro ou azinheira. Por cada venda a organização ambientalista é informada e na próxima primavera planta todas as árvores vendidas, seja em zonas ardidas seja em zonas classificadas.

Segundo a Quercus desde o início do projeto já foram plantadas 80 mil árvores.

“Através da colaboração com várias entidades e voluntários, colhem-se sementes para produzir plantas, plantam-se árvores e arbustos, cuidam-se de bosques, previnem-se os fogos florestais e promove-se a educação ambiental através da preservação da biodiversidade e da floresta”, diz o presidente da Quercus, João Branco, citado num comunicado da Quercus.

Os compradores de árvores podem registá-las em seu nome e irão depois receber informações sobre o seu desenvolvimento e sobre o local onde foi plantada. A árvore é cuidada durante cinco anos.

O projeto ganhou em 2015 o prémio Green Project Awards na categoria ‘Iniciativa de Mobilização’. O prémio tem como objetivo mobilizar a sociedade para o desenvolvimento sustentável. Também ganhou em 2016 o prémio Ambiente da PostEurop, uma organização afiliada das Nações Unidas.

A edição deste ano tem a contribuição dos estudantes do mestrado em Design e Publicidade do IADE-Universidade Europeia.

A Quercus diz na página da internet sobre a iniciativa que em Portugal grande parte da floresta natural desapareceu ou está muito alterada, sendo já raras algumas das árvores autóctones, e salienta que a floresta autóctone portuguesa, por norma, é mais resistente ao fogo do que os “povoamentos artificiais de espécies exóticas, quase sempre instalados com recurso a uma única espécie”.

E-commerce assume posição estratégica no Grupo CTT

Em 2009 apenas 13% dos portugueses faziam compras online, dados indicam que até 2025 a percentagem aumentará até aos 59%. A internet está mais confiável?

 A experiência do cliente é essencial em qualquer novo negócio. No mundo digital essa experiência assume ainda maior relevância e a segurança e a confiança são fatores decisivos. Claro que existem outras razões estruturais que, no passado recente, retardaram a maior utilização dos portugueses nas compras online, tais como os baixos níveis de penetração relativa da internet, a existência de poucas marcas portuguesas a vender online e um retalho físico muito dominante e próximo dos consumidores, nomeadamente em termos da grande distribuição.

Experiências bem-sucedidas de compra online geram mais confiança e, consequentemente,  mais compras. O marketing digital, as soluções de pagamento seguras e confiáveis e a maior transparência, visibilidade e previsibilidade das entregas são fatores essenciais que tendem a propiciar uma maior apetência para o consumidor aumentar as suas compras online.

Para o grupo CTT que importância tem o E-Commerce?

O e-commerce, como impulsionador do crescimento das atividades de logística e entregas de encomendas, ocupa uma posição central na estratégia dos CTT, constituindo, a par do desenvolvimento do Banco CTT, uma das principais alavancas do seu crescimento futuro, como contraponto ao declínio estrutural do correio devido à substituição das cartas pelas novas formas de comunicação eletrónica, um fenómeno que está a decorrer de forma global.

De uma forma muito clara e proactiva neste domínio, o Grupo CTT enquanto líder do mercado de Expresso e Encomendas em Portugal, posiciona-se como o parceiro natural dos retalhistas, startups e empreendedores em iniciativas de e-commerce no sentido de lhes fornecer as soluções de logística e entregas que proporcionem aos seus clientes a melhor experiência de compra.

Transformação digital é um foco dos CTT? Em que moldes se processa o mesmo no grupo?

Ao nível do negócio, e considerando as três áreas de atividade em que os CTT atuam, o posicionamento e ação estratégica para o digital compreende fundamentalmente o seguinte: preservar o valor do negócio core (Correio), mediante o desenvolvimento de soluções de convergência entre o físico e o digital, que viabilizem melhores experiências na relação entre as empresas ou organizações do Estado respetivamente com os seus clientes ou cidadãos; capturar e maximizar o crescimento das entregas last mile na ibéria das Encomendas que decorre do desenvolvimento do e-commerce; e continuar a incorporar no Banco CTT o desenvolvimento de soluções de banca eletrónica que propiciem a melhor experiência aos seus clientes.

Ao nível da organização, e tendo como aceleradores os programas em curso de transformação cultural, IT e inovação, a transformação digital foca-se em dois eixos fundamentais: a eficiência operacional, pela melhoria contínua de processos e operações; e a excelência comercial, via implementação de uma abordagem cada vez mais integrada e centrada no cliente.

Quais são os planos em termos de crescimento?

Os planos, em termos de crescimento no e-commerce, compreendem uma atuação a três níveis. Primeiro, expandir a nossa nova oferta modular, flexível e inovadora de entregas (e-Segue) aos nossos parceiros e clientes. Segundo, aprofundar a nossa atuação na cadeia de valor do e-commerce, quer através da disponibilização de uma rede única de distribuição ibérica, quer incorporando de forma cada vez aprofundada as dimensões da logística integrada, para continuarmos a liderar o desenvolvimento da construção do ecossistema nacional de e-commerce. Finalmente, tirar vantagem das nossas parcerias internacionais e da localização geoestratégica de Portugal, para uma maior afirmação dos CTT nos fluxos cross-border, quer de inbound (suporte às compras em sites estrangeiros) quer de outbound (apoio às exportações online).

2018 tem sido um ano de que apostas para os CTT na área E-Commerce?

O ano 2018 pauta-se pela obsessão dos CTT pela inovação permanente ao nível das soluções de entregas, compreendendo o lançamento de pilotos nos domínios dos cacifos automáticos (parcel lockers) e das entregas no mesmo dia e em menos de duas horas, no alargamento do serviço Express2Me ao Reino Unido como facilitador de compras através de morada virtual e na consolidação de soluções globais de entregas.

 

CTT: “todas as estações fechadas vão ser substituídas por outras”, no Porto

O vereador da maioria liderada pelo independente Rui Moreira falava na sessão pública camarária, referindo-se a uma “reunião que os CTT tiveram na Câmara do Porto”, para responder a questões da CDU sobre o encerramento da estação de correios do Amial, confirmada à Lusa na quinta-feira pela empresa, e que vai juntar-se ao fecho, anunciado em janeiro, de balcões na Praça da Galiza, Boavista, e na Asprela, em Paranhos.

A Câmara do Porto aprovou em janeiro, por unanimidade, uma moção de protesto contra o encerramento de balcões dos CTT, mas Ricardo Valente disse hoje ser necessário “aguardar” pela implementação do plano da empresa, notando que “o modelo dos CTT tem de mudar e passa muito por agências de proximidade que não são necessariamente estações de correios”.

“Os CTT vieram à Câmara do Porto informar sobre o plano para a cidade. Ainda não é público, mas garantiram que, do ponto de vista do serviço, todas as estações fechadas vão ser substituídas por outras, algumas até de maior dimensão”, revelou Ricardo Valente.

Manuel Pizarro, do PS, vincou que “a realidade que existe são os encerramentos” e que, se a empresa “tem boas notícias, devia ser do seu interesse divulgá-las”.

Pizarro considerou estar em curso “uma operação de desmantelamento do serviço postal universal”, com “a cumplicidade do Governo e da Anacom”.

“A partir de 2020, quando acabar a atual concessão, vamos ter de pagar pelo serviço postal universal. Isto até pode acontecer, mas não vai ser com o meu silêncio”, frisou o socialista.

Ricardo Valente recusou “entrar em julgamentos prévios”.

“Não podemos omitir que o modelo dos CTT tem de mudar e passa muito por agências de proximidade”, afirmou o vereador.

Álvaro Almeida, eleito pelo PSD, observou que, “ao fechar num sítio para abrir um quilómetro depois, [os CTT] estão a deslocar-se para onde está a procura”.

“Isto, no pressuposto de que por cada posto encerrado será aberto um novo”, disse.

A vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, observou que a loja que os CTT dizem estar a instalar junto ao hospital de São João, para substituir a do Amial, fica distante desta zona, não servindo, por isso, os interesses da população.

A administração dos CTT revelou na quinta-feira à Lusa que a estação de correios do Amial vai encerrar e que “será substituída pela nova loja CTT São João (nas proximidades do Hospital), atualmente em fase de instalação”.

Na reunião camarária de 09 de janeiro, a Câmara do Porto aprovou por unanimidade protestar contra o encerramento de balcões dos CTT, pedindo ao Governo medidas para garantir o serviço público de proximidade, mesmo que a empresa esteja a honrar os compromissos da privatização.

A recomendação foi apresentada pela vereadora da CDU, mas a redação final do texto foi sugerida pelo presidente da Câmara, o independente Rui Moreira, tendo levado toda a Câmara a manifestar “o seu protesto face à anunciada intenção de encerramento de mais balcões dos CTT no Porto, atendendo ao serviço público que assim fica prejudicado”.

De acordo com este documento aprovado pela Câmara do Porto no início de janeiro, “desde 2011 e até ao fim de 2017, foram encerradas no concelho “11 estações dos CTT”,

O presidente da autarquia, Rui Moreira, classificou na ocasião os dois novos encerramentos anunciados como “absolutamente preocupantes”, manifestando-se “absolutamente de acordo” com as preocupações da CDU quanto à cidade do Porto, “onde se têm transferido custos para as Juntas de Freguesia”.

“Temos um Estado cada vez mais exíguo que parece que está capitulando”, observou Moreira naquela sessão de janeiro, notando que o serviço postal “continua a ser essencial para muitas pessoas”.

LUSA

Câmara do Porto protesta contra encerramento dos CTT

recomendação foi apresentada pela vereadora da CDU na reunião pública camarária, mas a redação final do texto foi sugerida pelo presidente da Câmara, o independente Rui Moreira, tendo levado toda a autarquia a manifestar “o seu protesto face à anunciada intenção de encerramento de mais balcões dos CTT no Porto, atendendo ao serviço público que assim fica prejudicado”.

A autarquia aprovou ainda “solicitar ao Governo que verifique se empresa [CTT] está a cumprir caderno de encargos da privatização e, em qualquer caso, tome as medidas necessárias para que o serviço público, com a sua componente de proximidade, seja garantido às populações”.

Os CTT — Correios de Portugal confirmaram a 02 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, abrangendo, no concelho do Porto, dois balcões, um na Praça da Galiza, na zona da Boavista, e outro na Asprela, em Paranhos.

De acordo com o documento hoje aprovado pela Câmara do Porto, “desde 2011 e até ao fim de 2017, foram encerradas, no Porto, 11 estações dos CTT”.

O presidente da autarquia, Rui Moreira, classificou estes novos encerramentos como “absolutamente preocupantes”.

“Temos um Estado cada vez mais exíguo que parece que está capitulando”, observou.

Moreira disse estar “absolutamente de acordo” com as preocupações manifestadas na moção da CDU, nomeadamente quanto à cidade do Porto, “onde se têm transferido custos para as juntas de freguesia”.

No seu entender, o serviço postal “continua a ser essencial para muitas pessoas”, pelo que a Câmara deveria perguntar ao Governo “se há incumprimento do caderno de encargos da privatização” da empresa.

De acordo com o autarca, “mesmo que não haja incumprimento, é preciso chamar a atenção de que é necessário encontrar formas de mitigar estes efeitos”.

Relativamente à moção inicial da CDU, Rui Moreira pediu para que a mesma fosse dirigida ao Governo, em vez de interpelar diretamente a empresa, algo que Ilda Figueiredo aceitou.

Segundo a vereadora, “algumas das responsabilidades [dos CTT] foram assumidas pelas juntas de freguesia, mas estão a custar-lhes caro porque recebem muito mais do que gastam”.

A comunista indicou ainda ter informações de que os CTT “têm novas propostas para novas passagens para freguesias do Porto”.

“É escandaloso que seja o erário público a cumprir um serviço público que a empresa se comprometeu a cumprir. As juntas de freguesia estão a suportar custos sem a cobertura total da despesa”, vincou.

Para o vereador do PS, Manuel Pizarro, o encerramento dos CTT é “muito grave para a cidade e o país”.

“Acho que não vão passar muitas semanas sem que eu venha defender em público a renacionalização dos CTT”, avisou.

Para Pizarro, os CTT têm “uma componente social que não é despicienda e que não pode ser esquecida”, parecendo que o “caderno de encargos da privatização não assegura o serviço público”.

Para Álvaro Almeida, do PSD, o encerramento de balcões dos CTT não está relacionado com a privatização da empresa, ocorrendo porque “o mundo mudou”.

“Eu já não recebo cartas nenhumas a não ser a das Águas do Porto. Trata-se de ajustar os modelos de negócio à nova realidade”, observou.

O vereador eleito pelo PSD destacou que, apesar disso, “há obrigações que a empresa tem de cumprir”, caso contrário “o Governo deve recorrer a mecanismos legais para que cumpra”.

Quanto aos encerramentos previstos para o Porto, Álvaro Almeida considerou que, na cidade, “o problema parece ser mais de mobilidade do que outra coisa”, pelo que se deve “atuar na mobilidade e não na multiplicação dos serviços”.

LUSA

Porto: Cerca de 40 pessoas contra encerramento de loja dos CTT

Promovida pelo PCP/Porto, a manifestação juntou sobretudo pessoas idosas, que se fizeram ouvir no local com palavras de ordem como “Correios sim, encerramento não” e que mostravam cartazes em que se lia “Os Correios são do povo”, “Público é de todos, privado é de alguns”.

Presente no local, a vereadora da CDU na Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, afirmou à Lusa que levará à reunião camarária de terça-feira “uma proposta de protesto contra o encerramento” de mais dois postos dos CTT na cidade.

“É inadmissível que continue esta situação de encerrar postos, estações dos CTT, que são imprescindíveis para as populações”, disse Ilda Figueiredo.

A vereadora salientou que, no Porto, “nos últimos anos já encerraram mais de 10 postos dos CTT” e que com esta proposta pretende que o executivo “tome uma posição contra mais encerramentos”, “proteste junto da administração [da empresa] e refira ao Governo que esta situação não pode continuar”.

Ilda Figueiredo destacou que aquele posto da Galiza é sobretudo utilizado por “populações idosas, que utilizam o correio até para levantar a sua reforma” e “tudo isto piora a vida das populações”.

“O que se está a passar prova que nunca deveria ter sido privatizado o serviço dos CTT, sobretudo um serviço público ao serviço das populações”, disse, defendendo que “se reveja esta situação da privatização dos CTT e que naturalmente se garanta um serviço público essencial”.

Também presente na iniciativa, a deputada comunista do PCP Diana Ferreira salientou que o partido já apresentou um requerimento para ouvir no parlamento o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, sobre o encerramento de 22 lojas dos CTT no país e nas ilhas, adiantando que só o “regresso do controlo público dos CTT” pode garantir “que um serviço público esteja ao serviço das populações e da economia nacional”.

“Desde 2014 foram distribuídos aos acionistas dos CTT 240 milhões de euros em dividendos. Quando falamos dos acionistas falamos da distribuição de dividendos e quando falamos da população falamos de encerramentos, e quando falamos de trabalhadores falamos de despedimentos. Não pode ser, isto tem de dar uma volta”, disse.

Henrique Pereira, que trabalha no edifício onde se situa a loja dos CTT — Galiza, juntou-se ao protesto por considerar incompreensível a decisão de o encerrar.

“Um dos pilares do serviço público é a proximidade à população e, nesse sentido, não compreendo o encerramento deste posto quando o mais próximo é na rotunda [da Boavista] e o outro é na [rua] Pedro Hispano. Vivem aqui imensas pessoas, idosos, neste prédio trabalham cerca de 700 pessoas e não temos nas proximidades outro posto”, sustentou.

Maria de Lurdes Fernandes, moradora naquela zona da cidade, marcou presença na manifestação para tentar evitar o encerramento daquele posto, que “faz falta a toda a gente”.

“Acho mal o encerramento. As reformas são pequenas e a gente tem que pagar transportes para ir para onde isto mudar. Dá muito jeito ter este posto aqui ao lado”, concluiu.

Um dirigente sindical que ali estava disse à Lusa que aquela loja dos CTT foi, de entre as 22 que encerrarão, “uma das que mais lucro deu”. Deu um lucro de 464 mil euros em 2017, referiu.

Os CTT confirmaram a 02 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.

LUSA

CTT encerra 22 lojas

José Rosário, coordenador da Comissão de Trabalhadores, diz que argumento da falta de rentabilidade das lojas “não pega”.
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Apesar da reestruturação dos CTT prever o encerramento de lojas não rentáveis, a Comissão de Trabalhadores foi apanhada de surpresa pela decisão da empresa de encerrar um número tão elevado de balcões.

Adesão à greve dos trabalhadores dos CTT nos turnos da noite foi de 80%

Em declarações à agência Lusa às 08:15, Vítor Narciso adiantou que a adesão à greve de dois dias, por melhores condições de trabalho e pela salvaguarda dos postos de trabalho, atingiu já de forma significativa os turnos que tiveram início às 21:00 e às 22:00 de quarta-feira e às 00:00 de hoje.

“Quando se iniciou o turno da noite a adesão estava em 80% nas três centrais de correio: Lisboa, Porto e Coimbra. As perspetivas para os turnos da manhã são boas. Só vamos ter dados mais tarde, porque temos de verificar cerca de 900 locais de trabalho”, disse.

Contactada pela Lusa, a empresa remeteu dados para mais tarde.

Na terça-feira os CTT, que empregam 12 mil trabalhadores, dos quais cerca de sete mil são da área operacional (rede de transportes, distribuição e carteiros), divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

De acordo com o SNTCT, a Comissão Executiva dos CTT informou os representantes dos trabalhadores de que pretende reduzir o número de trabalhadores, entre 600 e 700, durante os próximos três anos, com especial incidência em 2019 e 2020.

O SNTCT lembrou que o pessoal foi sendo reduzido de tal forma que a qualidade do serviço está posta em causa.

No arranque da greve, na quarta-feira à noite, estiveram junto à central de distribuição em Cabo Ruivo, em Lisboa, a prestar solidariedade aos trabalhadores, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, bem como o deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro.

A paralisação foi também convocada pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços (SINDETELCO), filiado na UGT.

LUSA

Greve dos CTT teve 75 por cento de adesão nas primeiras horas

De acordo com o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, nas primeiras oito horas de greve, a adesão rondou os 75 por cento, afetando as principais centrais de correios, em Lisboa, Porto e Coimbra.

“Significa que não houve tratamento do correio, não houve grande parte do transporte a partir daquelas centrais. Vamos ver agora como será com a abertura de estações e centros de distribuição”, disse.

Contactada pela agência Lusa, fonte dos CTT remeteu mais informações para meio da manhã, contando já com dados sobre a hora de abertura das estações dos correios.

A greve de um dia foi convocada pelo SNTCT, um dos 11 sindicatos do setor, e em causa estão os valores sobre aumentos salariais.

Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT chegaram na quarta-feira passada a acordo com a administração dos Correios precisamente, à exceção do SNTCT, que considera o aumento salarial proposto pela administração dos CTT “ofensivo”, mantendo por isso a greve de hoje.

 

CTT preveem “normalidade no serviço postal” durante greve de 28 de março

Em comunicado, os CTT “informam a população da existência de um pré-aviso de greve geral para esta segunda-feira”, 28 de março, mas acrescentam que “preveem normalidade no serviço postal”.

“De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na atividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência”, referem os CTT, liderados por Francisco Lacerda.

Entre estes, destacam, está “a priorização de todo o correio prioritário e EMS [serviço expresso], bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve” e a organização do circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência.

Os CTT chegaram na quarta-feira a acordo com 10 dos 11 sindicatos para a atualização da remuneração fixa dos seus trabalhadores em 2016.

As atualizações preveem aumentos de 1,3% nas remunerações até 1250,90 euros, com a garantia de um aumento mínimo de 10 euros neste escalão de rendimentos, mas atingindo um aumento máximo de 1,9% no escalão mínimo da tabela salarial.

As remunerações entre 1250,91 euros e 1872,70 euros contarão com um aumento salarial de 0,9% e as que se situam entre 1872,71 euros e 2753 euros aumentarão 0,7%, estando previsto o pagamento de retroativos a 01 de janeiro.

O acordo alcançado entre a administração e os restantes sindicatos define que o aumento de 1,3% abrange 8.000 trabalhadores, a subida de 0,9% abrange 1.600 trabalhadores e a de 0,7% aplica-se a 350 trabalhadores.

Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT chegaram a acordo com a administração dos Correios quanto aos aumentos salariais, à exceção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que considera o aumento salarial proposto pela administração dos CTT “ofensivo”, mantendo por isso a greve de 28 de março.

“A proposta de aumentos salariais é ofensiva, tendo em atenção que o presidente do Conselho de Administração dos CTT ganha um milhão de euros por ano”, apontou na quarta-feira o secretário-geral do SNTCT, Vítor Narciso, explicando que o que seria “razoável” para o sindicato seria um aumento “nunca menor a 2%”.

“Os trabalhadores não tiveram aumentos salariais em seis anos, perderam o poder de compra devido à inflação e aumento de impostos e agora é proposto este aumento de 10 euros, que representa 33 cêntimos por dia”, afirmou então o secretário-geral do SNTCT, sindicato que afirma representar “5.200 trabalhadores, ou seja, quase 50%” dos funcionários do grupo CTT.

Além da greve, o sindicato vai “fazer um pedido de conciliação ao Ministério do Trabalho”, estando a ser ponderada uma semana de luta entre 25 e 29 de abril.

A assembleia-geral anual dos acionistas dos CTT está agendada para 28 de abril.

O SNTCT, adiantou Vítor Narciso, representa carteiros, trabalhadores do atendimento e quadros médios e superiores da empresa.

No final do ano passado, o SNTCT tinha proposto um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

Lucros dos CTT caem para 72,1 milhões de euros em 2015

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT adiantam que os rendimentos operacionais totais cresceram 1,3% para 727,2 milhões de euros, “uma variação positiva que reflete sobretudo o crescimento dos rendimentos da área de negócio de correio”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recorrentes (antes de rendimentos e gastos recorrentes) subiram 6,6% para 144 milhões de euros.

Os CTT adiantam que os rendimentos de correio subiram 1,5%, resultante da desaceleração na queda no tráfego de correio e do aumento do preço médio do Serviço Postal Universal de 4,1%.

Além disso, “os serviços financeiros consolidam a oferta e posição de mercado e conseguem um forte crescimento dos rendimentos recorrentes de 1,9%, mantendo esta alavanca como fundamental no crescimento global dos CTT e abrindo caminho para o Banco CTT”, acrescentam.

No caso dos rendimentos do expresso e encomendas, estas subiram 1,7% “com crescimento de tráfego de 3,2%, impactado pelo foco na integração das redes em Portugal e a reestruturação em curso em Espanha”.

 

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