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Diabetes mata mais de 10 portugueses por dia

Diabetes sweet on plate

O documento, um relatório nacional, da Direção-geral da Saúde (DGS), divulgado no dia em que se assinala o Dia Mundial da Diabetes, mostra que a mortalidade causada por esta doença tem vindo, ainda assim, a diminuir e que 2015 foi o ano que registou a taxa de mortalidade padronizada mais baixa, com 19,4 mortos por 100 mil habitantes.

Morrem por ano por diabetes entre 2.200 a 2.500 mulheres e cerca de 1.600 a 1.900 homens, o que significa mais de 4% das mortes das mulheres e de 3% nos homens.

A doença afeta mais de 13% da população portuguesa e estima-se que 44% das pessoas com diabetes esteja por diagnosticar.

Os centros de saúde realizam avaliações do risco de desenvolver diabetes, mas o Programa Nacional para a doença propõe um aumento do número de novos diagnósticos precoces.

De 2015 para 2016 o número de avaliações de risco de desenvolver diabetes teve um decréscimo, de 621 mil avaliações para menos de 619 mil.

Até 2020, a DGS pretende aumentar em 30 mil o número de novos diagnósticos através de diagnóstico precoce, diminuir a mortalidade prematura por diabetes em 5% e diminuir o desenvolvimento de diabetes em 30 mil utentes de risco.

Em termos regionais, a diabetes apresenta maior prevalência no Alentejo e na região autónoma dos Açores, sendo o Algarve a região com menor prevalência.

10,9% das mulheres portuguesas têm diabetes

Números que motivam o enfoque dado, este ano, à relação entre a diabetes e o sexo feminino, a propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala a 14 de novembro. Sob o lema ‘Mulheres e a Diabetes: Direito a um Futuro Saudável’, o que se pretende é chamar a atenção para um problema de saúde que, embora afete tanto homens como mulheres, tem algumas especificidades no feminino que importa realçar, como alerta a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

“Mais de 15% das grávidas portuguesas têm diabetes gestacional”, confirma Estevão Pape, Coordenador do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da SPMI. “E embora este seja um problema que normalmente termina quando o bebé nasce, aumenta o risco da mae  vir a ser diabética no futuro,, acrescenta.  “Há uma memória que fica. E se a mulher tiver história familiar da doença ou se aumentar de peso, o risco de vir a ter  diabetes .é maior.”Ou seja uma em cada duas mulheres com diabetes gestacional terá diabetes mellitus.

A diabetes é uma doença a que os internistas estão altamente  envolvidos e empenhados no seu tratamento atraves da sua actividade hospitalar e em consultas diferenciadas  em especial porque a sua prevalência não tem parado de aumentar no nosso país, existindo mesmo consultas de Diabetes e Gravidez em muitas unidades hospitalares, da responsabilidade destes especialistas. Os Internistas estao no topo da preocupação. com a diabetes e a Medicina Interna é uma Especialidade chave no acompanhamento de pessoas com diabetes , sem esquecer nunca que em ligação com a Medicina Geral e Familiar estão no contacto direto com a pessoa com diabetes . Nos Serviços de Medicina Interna mais de 30% dos doentes internados são diabéticos o que nos traz enorme responsabilidade .

“A diabetes é uma doença com uma prevalência enorme em Portugal. Estima-se um milhão de pessoas diagnosticadas, às quais se juntam outras 500 mil que não sabem que têm com a doença. É, por isso, essencial estar atento, consultar regularmente um médico, procurar ter estilos de vida saudáveis. As pessoas têm que ter cuidado para não se deixarem aumentar de peso, controlar a sua pressão arterial, ter atenção ao colesterol…” Neste Dia Mundial da Diabetes, o especialista deixa o alerta: “é preciso que a população em geral esteja atenta, assim como os organismos que tutelam a saúde e a classe médica, porque a diabetes afeta  grande parte da população e é muito fruto da desatenção”.

De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, responsável pela escolha do tema que norteia o Dia Mundial da Diabetes, esta é a nona causa de morte entre mulheres a nível global, estando na origem de 2,1 milhões de óbitos todos os anos. Resultado das condições socioeconómicas, são muitas as mulheres e meninas com diabetes obrigadas a enfrentar barreiras ao acesso à prevenção, deteção precoce, diagnóstico, tratamento e cuidados de saúde, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento.

Diabetes tipo II entra em remissão após cirurgia à obesidade

De acordo com Rui Ribeiro, da Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas, “o tratamento cirúrgico da obesidade, nomeadamente o bypass gástrico, com efeito direto na remissão da diabetes tipo II, é uma das primeiras e a maior novidade da medicina do Século XXI. Após a cirurgia, verifica-se que os doentes diabéticos, além de emagrecerem, deixam de precisar de tomar medicamentos, muitas vezes no dia seguinte à operação, o que indicia tratar-se de um efeito direto e não consequente ao emagrecimento”.

“A diabetes tipo II entra em remissão, os doentes deixam de tomar a medicação e normalizam os níveis de açúcar no sangue. Outros parâmetros de avaliação dos efeitos da diabetes, como a Hemoglobina A1C, revelam uma melhoria que contrasta com os resultados mais limitados do tratamento médico”, complementa.

O cirurgião explica ainda o que acontece aos efeitos colaterais causados pela diabetes: “O diabético tipo II de hoje pode deixar de o ser amanhã e, sobretudo, pode aumentar a sua qualidade de vida e libertar-se do espectro de complicações desta terrível doença, como a aterosclerose, as doenças cérebro-cardiovasculares, cegueira e insuficiência renal crónica, entre outras”.

A diabetes é a terceira causa de morte em todo o mundo e 80% dos diabéticos portugueses têm excesso de peso ou obesidade. Para o êxito deste novo tipo de tratamentos muito contribuem os novos desenvolvimentos tecnológicos da indústria da engenharia cirúrgica. Neste caso particular, a Medtronic, empresa líder em tecnologia médica, tem contribuído decisivamente com soluções que permitem cirurgias mais seguras e eficientes, prolongando a vida de pessoas que sofrem de doenças crónicas.

Crianças portuguesas entre as que pior comem e menos exercício fazem na União Europeia

Legumes e exercício físico quase não fazem parte da rotina das crianças portuguesas. Mas Portugal não é o único país que não se aproxima das recomendações da Organização Mundial da Sa

O 10º lugar é de Portugal no que concerne aquelas que comem mais fruta nos 28 Estados-membros da União Europeia.

Os vegetais são aqueles que menos são consumidos e atiram, assim,as crianças portuguesesas para o 26.º lugar.

Tais dados fazem parte de um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), publicado nesta quarta-feira, e são utilizados para perceber os hábitos de alimentação saudável nos vários países.

Obesidade poderá deixar de ser um problema em dez anos

A obesidade é um das doenças do estilo de vida que mais coloca a saúde em risco. Diabetes tipo 2, problemas nas articulações e nos ossos, sedentarismo, depressão e cancro são algumas das consequências mais diretas daquela que é uma das ‘epidemias’ mais penosas da atualidade.

Embora a ciência faça os possíveis e impossíveis para travar o crescimento do número de casos de pessoas obesas, a solução parece ser mais complexa do que o pensado. Mas não é por isso que deixa de ser possível.

Como já lhe contámos aqui, uma equipa de investigadores do Imperial College London começou a desconfiar que travar a obesidade não depende, apenas, das bandas gástricas nem tão pouco das cirurgias de remoção de gordura. O final do excesso de peso pode estar numa simples injeção hormonal que atue não só na pessoa em si como também nas bactérias que se encontram no seu intestino.

Segundo os investigadores, que viram finalmente o seu estudo publicado há dias na Nature, é possível travar a obesidade em menos dez anos e, para tal, basta usar uma injeção para afetar as hormonas relacionadas com o apetite, uma vez que é a solução mais eficaz para aumentar os níveis de saciedade e a consciência mental disso (seja da pessoa ou das bactérias que habitam no seu intestino).

As conclusões exatas foram agora conseguidas e divulgadas e provam que a injeção com as hormonas intestinais OXM, PYY e GLP1 é capaz de reduzir a ingestão de comida em 30% pelo simples facto de deixar a pessoa sem apetite.

“Vários componentes e metabolitos bacterianos foram mostrados para estimular as vias de saciedade intestinal; ao mesmo tempo, a sua produção depende de ciclos de crescimento bacteriano. Esta modulação ligada ao crescimento bacteriano de curto prazo da saciedade intestinal pode ser acoplado com a regulação a longo prazo do apetite, controlado pelo circuito de neuropeptidérgicas no hipotálamo. De facto, vários produtos bacterianos são detetados na circulação sistémica, a qual pode atuar diretamente sobre os neurónios do hipotálamo”, lê-se na revista Nature, que salienta que esta revisão “analisa os dados relevantes para o possível envolvimento das bactérias do intestino na regulação do apetite e propõe um modelo homeostático integrador de controlo do apetite, que inclui as necessidades energéticas de ambos, a da pessoa e das suas bactérias intestinais”.

Google quer ajudar diabéticos “a viver plenamente com saúde”

Os doentes com diabetes vão poder usufruir de um conjunto dedicado de produtos e serviços, criado pelo grupo farmacêutico francês Sanofi e a Verily Life Sciences, filial do gigante norte-americano Google. O anúncio foi feito esta segunda-feira.

A “joint-venture” chama-se Onduo e pretende ajudar “as pessoas com diabetes a viver plenamente com saúde, desenvolvendo soluções globais que combinam instrumentos, programas informáticos, cuidados médicos e profissionais para permitir uma gestão simples e inteligente da doença”, diz o comunicado.

Numa primeira fase, o empreendimento destina-se apenas aos doentes com diabetes tipo II, em que o organismo não produz insulina em quantidade suficiente, mas o objectivo é alargar a actividade aos pacientes de diabetes tipo I (quando o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina) e, porventura, trabalhar na prevenção junto de pessoas com risco para desenvolver a doença.

Segundo dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde, a prevalência da diabetes tipo II tem vindo a aumentar por todo o mundo e Portugal não foge à regra, com um milhão de portugueses a sofrer da doença. Em Portugal, a diabetes já mata mais de 12 pessoas por dia.

Diabéticos já têm alternativa à tradicional picada nos dedos

A partir da próxima semana, os diabéticos vão passar a ter disponível no mercado português um novo aparelho que permitirá medir os níveis de glicose no sangue sem terem de estar sujeitos à habitual picada no dedo.

O novo sistema é simples e permite “medir, armazenar e registar os dados relativos aos níveis de glicose”, disse nesta quinta-feira José Luís Medina, presidente da Sociedade Portuguesa da Diabetologia (SPD), na apresentação do novo produto comercializado pela farmacêutica Abott.

O presidente da SPD destaca o facto de o novo sistema permitir aos portugueses uma autovigilância mais efectiva da doença, além de “que pode ser utilizado por crianças a partir dos quatro anos” de idade.

O sistema é composto por um sensor redondo que mede 35 por cinco milímetros, que é instalado na parte posterior do braço, e por um aparelho que permite a sua leitura. O sensor mede os níveis de glicose a cada minuto e, ao ser feita a leitura, é possível ao doente perceber como este valor se alterou nas últimas oito horas, o valor no momento da leitura e ainda a tendência para as próximas horas tendo em conta os números registados anteriormente.

Através da verificação dessa tendência torna-se possível ao doente tomar as medidas necessárias para que os níveis de açúcar no sangue estabilizem, evitando que estes entrem em hipoglicemia e diminuindo os episódios de urgência e internamentos. Os dados poderão ser também lidos numa aplicação gratuita para telemóvel que deverá lançada dentro de dois meses.

Também presente na cerimónia de lançamento do novo produto em Portugal, Francisco Carrilho, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, lembrou por seu lado que “o Estado gasta 450 milhões de euros só nos internamentos por diabetes” e defendeu que uma eventual comparticipação do novo sistema — com a designação comercial de FreeStyle Libre —“permitirá uma redução de custos a cinco ou dez anos”, aliviando o peso do tratamento dos doentes diabéticos do tipo 1 e 2 que têm de administrar diariamente várias doses de insulina.

É que o novo sistema não sai barato aos doentes: cada sensor custa quase 60 euros e tem a duração de 14 dias, o que representa um total de 120 euros de despesas mensais. Acresce a este valor o preço do próprio aparelho para ler o sensor, que ascende a 170 euros embora inclua os dois primeiros sensores. No sistema actual da tecnologia de tiras que obriga a picadas nos dedos, o utente não paga além de sete euros por mês porque o Estado comparticipa em 85% estes produtos para os diabéticos, além de comparticipar a 100% os tradicionais leitores das tiras que medem a glicémia.

A Abbot já iniciou contactos com o Infarmed com vista a uma eventual comparticipação, mas não há ainda qualquer decisão tomada nesse sentido.

Inês Rodrigues não é portadora de diabetes mas Rafael, o seu filho de 11 anos, tem a doença diagnosticada há oito. Até Abril deste ano, quando adquiriram o aparelho, o menino tinha de picar o dedo cerca de dez vezes por dia e “mesmo assim andava sempre descontrolado”, conta a mãe, que com este aparelho faz ao filho “cerca de 100 a 150 medições diárias sem sequer ter de picar o dedo”, o que permite “um muito melhor controlo e uma melhor qualidade de vida”.

Jenifer Duarte também é diabética e tem em casa mais uma pessoa com a doença. Ambos adquiriram o aparelho no estrangeiro mas os custos são elevados, o que os faz continuar a utilizar o método antigo. No entanto, prevêem “fazer isto de vez em quando, durante 15 dias ou um mês”, para verificarem quais os ajustes necessários que têm de fazer nas doses de insulina a tomar.

Em Portugal, cerca de um milhão de pessoas vive com diabetes e mais dois milhões têm risco elevado de vir a desenvolver a doença.

Texto editado por Tiago Luz Pedro

Universidade de Coimbra desenvolve pâncreas bioartificial para tratar diabetes

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra está a desenvolver um pâncreas bioartificial com células produtoras de insulina, que estão destruídas ou disfuncionais nos doentes com diabetes, anunciou esta segunda-feira aquela instituição.

A equipa liderada pela investigadora Raquel Seiça “focou-se em melhorar as propriedades biológicas” do dispositivo artificial, desenvolvendo uma “microcápsula” em que as células produtoras de insulina são envolvidas numa matriz de hidrogéis de um polímero natural que mimetiza o “microambiente celular ‘in vivo’”, explica a Universidade de Coimbra (UC), numa nota de imprensa.

Esta técnica “permitiu aumentar a viabilidade e funcionalidade das células encapsuladas e transplantadas”, refere a mesma nota, sublinhando que os sistemas de encapsulamento apresentavam grandes limites no transplante, nomeadamente “a instabilidade dos materiais usados e a sua biocompatibilidade”.

Os resultados das experiências ‘in vitro’ e ‘in vivo’ (em ratos diabéticos) revelaram-se “bastante promissores”, constatando-se uma “melhoria dos níveis da glicose sanguínea e da resistência à ação da insulina” nos animais diabéticos, realçou Raquel Seiça.

Provada a primeira técnica, “os investigadores avançaram para a criação de um novo modelo, o co-encapsulamento de nanopartículas” de uma hormona intestinal que estimula a produção de insulina e de células insulino-produtoras, “de forma a aumentar a produção e a libertação da hormona”.

Com o encapsulamento das nanopartículas e das células produtoras de insulina, “observou-se um aumento muito significativo da secreção de insulina”, explanou Raquel Seiça, citada na nota de imprensa, sublinhando que está em curso “a realização de novos ensaios em modelos animais”.

No entanto, sublinha a catedrática da UC, “há ainda um longo caminho a percorrer”, nomeadamente “reduzir o tamanho da microcápsula, torná-la ainda mais estável, mais viável e mais funcionante para ser transplantada em humanos”.

Para Raquel Seiça, este tipo de sistemas, caso se tornem viáveis, permitiriam “libertar os doentes com diabetes tipo I das injeções de insulina e alcançar um melhor controlo dos níveis de glicose com a consequente diminuição das complicações agudas e crónicas da doença”.

Em Portugal, a diabetes afeta mais de um milhão de pessoas.

O presente estudo da Faculdade de Medicina teve o seu início há quatro anos, com o projeto de tese de Joana Crisóstomo, em colaboração com o Departamento de Engenharia Química da UC (Jorge Coelho) e Instituto Nacional de Engenharia Biomédica – INEB da Universidade do Porto (Pedro Granja, Cristina Barrias e Bruno Sarmento).

Partidos de esquerda querem reforço do combate à diabetes e mais bombas de insulina para crianças

A disponibilização de bombas de insulina a todas as crianças com diabetes e o reforço das medidas de prevenção e combate à doença são duas das medidas defendidas em quatro projetos de resolução que estarão esta quarta-feira em debate no parlamento.

A esquerda uniu-se e PS, PCP, BE e PAN recomendam ao Governo algumas medias relacionadas com a diabetes, depois de a Organização Mundial de Saúde ter decidido que o dia mundial da saúde de 2016 seria dedicado à diabetes e de a prevalência da doença estar a aumentar de ano para ano.

Assim, o PCP e o BE querem ver alargado a mais crianças o sistema de perfusão contínua de insulina (SPCI), vulgarmente designado como bomba de insulina, considerando que este sistema melhora a terapêutica, a qualidade de vida e o controlo da diabetes. Recordando que o SPCI se dirige preferencialmente a crianças com diabetes tipo 1 e que ainda não chegam a metade os que têm acesso a este tratamento, o BE recomenda ao Governo que tome as medidas necessárias para garantir o acesso de todas estas crianças até aos 14 anos às bombas de insulina.

O PCP, além de querer igualmente ver reforçada a cobertura de SPCI, recomenda uma maior aposta na prevenção, nomeadamente o combate aos fatores de risco, no diagnóstico precoce e no tratamento adequado.

No âmbito dos fatores de risco, o PCP sugere a articulação do Ministério da Saúde com as autarquias locais para promover hábitos de vida saudáveis, com especial enfoque na alimentação e na atividade física.

Os comunistas preconizam a correção das insuficiências existentes no rastreio da retinopatia diabética e o tratamento atempado daquelas a quem for diagnosticada.

O PS quer que o Governo assuma as recomendações da Resolução do Parlamento Europeu, no que respeita a aplicar programas nacionais para a diabetes, a prevenir a diabetes tipo 2 e a obesidade (fator de risco para a doença), a garantir acesso permanente dos doentes a equipas interdisciplinares de alta qualidade, bem como um apoio contínuo ao financiamento de ações relativas à doença.

Tal como o PCP, os socialistas querem uma maior aposta em iniciativas públicas de sensibilização da população, como campanhas sobre a importância de estilos de vida saudáveis.

O PS sugere que se promova a identificação sistemática de pessoas potencialmente diabéticas ou pré-diabéticas e que sejam desencadeadas formações específicas na área aos profissionais de saúde nos cuidados de saúde primários.

A prevenção deve ser a prioridade e deve alicerçar-se em programas transversais com outros ministérios, defendem os socialistas, que gostariam de ver as autarquias envolvidas a desenvolver planos municipais de combate à diabetes.

O PS defende que sejam quantificados os custos da diabetes e os ganhos e poupanças associados à sua prevenção e tratamento.

Para o PAN, são também fundamentais as campanhas de sensibilização da população, sendo que este partido defende campanhas em escolas e universidades, e o acompanhamento de crianças e jovens com diabetes de modo a prevenir a evolução da doença.

Diabetes duplica risco de doença cardiovascular

“As pessoas com diabetes têm um risco acrescido de sofrer de doença cardiovascular, continuando este risco a aumentar exponencialmente depois de o diabético ter um evento cardiovascular, como por exemplo um enfarte do miocárdio ou um AVC. Nestes casos, o risco passa a ser quatro vezes maior e não apenas duas”, explica Pedro Matos, cardiologista e membro da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

O especialista alerta para a diferença dos sintomas da doença cardiovascular no doente diabético: “Nas pessoas com diabetes, os sintomas da doença cardíaca podem ser diferentes e mais insidiosos. Nem sempre ocorrem os habituais sinais de alarme, como a angina ou a dispneia, devido à presença frequente de neuropatia autonómica, uma complicação da diabetes nem sempre identificada”.

“Para tentar prevenir episódios cardiovasculares, os doentes diabéticos devem ser rigorosos no controlo da pressão arterial e do colesterol, nunca descurando a importância do controlo da glicémia e a modificação do estilo de vida através de uma alimentação saudável e prática de atividade física regular”, conclui.

A relação entre a diabetes e a doença cardiovascular é um dos temas que estará em destaque no 12º Congresso da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, um evento que vai juntar mais de 1000 especialistas, de renome nacional e internacional na área da diabetes, entre os dias 17 e 20 de março, no Tivoli Marina Hotel, em Vilamoura.

Para mais informações consultar a página oficial do evento através do http://www.diabetologia2016.com/.

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