Sexta-feira, 23 Junho, 2017
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Este país não é para mulheres

FILE - In this March 29, 2010 file photo, Saudi women visit the Saudi Travel and Tourism Investment Market (STTIM) fair in Riyadh, Saudi Arabia. Saudi King Abdullah has given the kingdom's women the right to vote for first time in nationwide local elections, due in 2015. The king said in an annual speech on Sunday, Sept. 25, 2011 before his advisory assembly, or Shura Council, that Saudi women will be able to run and cast ballots in the 2015 municipal elections. (AP Photo/Hassan Ammar, File)
Iman é gestora de um hospital privado em Riade, mas quem lhe fica com o ordenado é o seu guardião: o irmão de 17 anos. Ela é divorciada, ele é o membro masculino da família mais próximo – e por isso tem o poder de decidir se ela viaja (já a proibiu de ir estudar para a Europa), trabalha ou vai às compras sozinha.
Pior: o jovem gasta o dinheiro da gestora em drogas e prostitutas quando viaja para o Bahrein. Iman já tentou trocar de guardião em tribunal – para ficar com o outro irmão mais moderado –, mas sem êxito. A juntar a este absurdo, Iman não pode ver os filhos, já que nos divórcios, na Arábia Saudita, os homens ficam com a custódia das crianças (raparigas acima dos 7 anos e rapazes acima dos 9).
A lei wilaya funciona como um sistema de guardiões, com o objetivo de proteger as mulheres do pecado. Mas estas restrições extremas – que tornam a Arábia Saudita no único país no mundo onde as mulheres não podem conduzir – estão a conduzir a um novo fenómeno: a fuga.

Por ano fogem, pelo menos, mil mulheres, revela o sociólogo da Universidade Imam Muhammad ibn Saud, de Riade, Mansour al-Askar, à revista The Economist. Muitas mulheres aproveitam as férias fora do país para não voltarem, outras optam ir para Jeddah, que é um pouco mais liberal. “Algumas famílias proíbem as suas filhas de visitarem os amigos e até de saírem de casa. Isto contribui para que a pressão psicológica aumente sobre as mulheres, o que as leva a considerar a fuga como a melhor forma de se libertarem da vida dura que têm”, explica al-Askar ao site Al-Monitor.

O sociólogo aponta para outro fenómeno: muitas saem à rua vestidas de homem. Só assim conseguem entrar em estádios de futebol ou passear na rua sozinhas.
Iman está à procura de uma saída diferente: um casamento de conveniência através de um site clandestino. A saudita pagaria 3.700 euros para se casar e embarcar numa lua -de-mel na Austrália, para não voltar.

A ativista de direitos humanos, Al -Yousef, defende que até para os homens esta lei é um fardo. “Eles não querem passar o seu dia a ter de dar autorizações por tudo e por nada à mulher, filha ou irmã”, explica à Vice. Além disso, há uma fuga de cérebros. Cerca de 37 mil estudantes, revela a The Economist, saem e muitas não voltam. Apesar de alguns sinais de maior liberdade, os líderes religiosos dizem que facilitar mais conduzirá a uma maior “mistura de sexos” e a influências “ateias e podres”.


Índia: Decidiu usar um vestido numa reunião com o primeiro-ministro e foi atacada

A controvérsia começou depois de Chopra, que protagoniza o novo filme “Baywatch” e entra na série de televisão americana “Quantico”, publicar uma foto com Modi, agradecendo-lhe “ter aproveitado o tempo da sua agenda” para conhecê-la em Berlim.

Não demorou muito até o vestido “desrespeitoso” se tornasse um tema de conversa, com várias pessoas a comentar sobre como o vestido “insultou” o primeiro-ministro indiano e seus “seguidores piedosos”.

“Talvez sejas uma estrela internacional mas por favor mostra algum respeito em frente ao nosso primeiro-ministro… olha a forma como estás sentada à frente dele”, pode ler-se num dos comentários.

A atriz respondeu ao publicar uma foto com a sua mãe, ambas a usar vestidos curtos, com a legenda “pernas para hoje”.

Muitas pessoas, incluindo outras atrizes indianas também saíram em defesa de Priyanka Chopra, segundo a BBC.

“É interessante como todos os homens estão a falar de ‘modéstia’ e do que ela está tem vestido! Uma mulher tem o direito absoluto de vestir aquilo que quer, não vivemos na idade das Trevas! #cresçam”, lê-se noutro comentário no Facebook

Paquistão: Rapariga condenada à morte por ter sido violada

A rapariga contou que o primo entrou em casa da sua família durante a noite, quando todos estavam a dormir, e ameaçou-a com uma pistola.

“Não podia pedir ajuda porque ele estava a apontar uma arma. Mas o panchayat rejeitou o meu testemunho e declarou que eu quis dormir com ele”, contou a rapariga ao jornal Press Trust of India.

O tribunal de aldeia não puniu o alegado violador e condenou a adolescente por adultério.

Entretanto, a família da rapariga apresentou queixa na polícia e a adolescente foi escondida num centro de acolhimento estatal, em Rajanpur.


No Japão o Sumo é só para homens mas esta mulher contraria isso

No Japão, este é um desporto que ainda esgota recintos e traz fama e riqueza aos principais campeões. Mas é também um desporto restritivo, que não deixa mulheres praticar o desporto a nível profissional no Japão.

Natsumi surge recentemente no projeto 60 Second Docs, uma página que nos conta histórias de gente invulgar no espaço de um minuto.

Conta Natsumi que, quando começou a praticar, houve gente que a olhou de lado. “Pensavam que o Sumo era só para homens gordos. Para provar a todos que estavam errados, decidir praticar todas as semanas”. O plano agora, diz ainda, é tornar-se a melhor do mundo.

Em 2016, foi a primeira japonesa a participar no US Open. Ficou em segundo lugar. A categoria tinha poucos participantes mas para esta japonesa era um marco a ser quebrado.

 

Desigualdades salariais entre homens e mulheres na mira do Governo

Wage Inequality --- Image by © Images.com/Corbis

Portugal é o país da UE onde a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou com a crise.

Está em cima da mesa um novo diploma criado com o intuito de incentivar a igualdade salarial entre homens e mulheres, quando em causa estão as mesmas funções.

Fonte governativa confirmou ao Notícias ao Minuto que o plano passa por ter o diploma pronto até ao próximo dia 1 de maio, Dia do Trabalhador, para depois ser apresentado em sede de concertação social.

A medida tem já estado a ser trabalhada pelas equipas de Eduardo Cabrita, Ministro Adjunto, e de Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social. E surgem após as desigualdades terem sido recordadas pelo próprio primeiro-ministro António Costa, no Parlamento, no passado dia 8 de março, Dia da Mulher.

“Neste dia Internacional da Mulher, não posso deixar de recordar duas persistentes marcas dessa desigualdade: o acesso a funções de gestão e as desigualdades entre homens e mulheres”, realçou Costa na altura.

O Executivo admite que poderão haver “penalizações” para quem não consiga justificar discrepâncias. Essas penalizações estão ainda a ser estudadas, foi explicado ao Notícias ao Minuto.

O jornal Público, porém, faz hoje manchete com este assunto, adiantando que entre as penalizações para empresas que não cumpram os critérios poderão estar limitações na assinatura de eventuais contratos com o Estado.

Entre as medidas que podem ser incluídas estará a possibilidade de a igualdade salarial ser incluída em acordos de contratação coletiva.

A Islândia e a Alemanha foram recentemente notícia por terem avançado com legislação para estas questões.

Os dados mais recentes do Eurostat, de 2015, mostram que as desigualdades salariais entre homens e mulheres são menores em Itália e no Luxemburgo, pouco acima dos 5%. Portugal é um dos países onde a diferença supera os 15%. Estava nos 17,8 % em 2015, acima da média europeia. O país onde a discrepância é maior é a Estónia.

Notícias ao Minuto

Islândia: aprovada lei que prevê igualdade salarial entre homens e mulheres

A partir de 2018 (ou de 2022 no caso de empresas maiores), as empresas da Islândia vão ter de provar que promovem, efectivamente, a igualdade salarial entre géneros. A lei que regula esta situação foi aprovada esta terça-feira, 28 de Março.

É a primeira vez que é implementada uma lei nacional que obriga entidades patronais a demonstrar que não fazem discriminação entre trabalhadores com base no género a que pertencem.

A legislação islandesa já prevê a igualdade de salários há cerca de 50 anos, mas o governo considerou que, desta forma, não será possível escapar à sua implementação. “A história provou que se queremos progresso, temos de forçá-lo”, disse o ministro dos Assuntos Sociais e de Igualdade, Thorsteinn Viglundsson, ao The New York Times.

Todas as empresas islandesas, sejam elas privadas ou públicas, ficarão sujeitas a auditorias. Até 2018, no caso das empresas com menos de 25 trabalhadores, ou 2022, nas restantes, o governo espera que a lei seja cumprida e que se atinja a igualdade plena.
Apesar da Islândia estar entre os primeiros países em termos de equidade, actualmente, segundo dados governamentais, as mulheres islandesas ainda ganham, em média, entre 14 e 20% menos do que os homens e não ocupam cargos de topo.

Apesar de mais qualificadas, as portuguesas não conseguem chegar ao topo

Uma mulher para ter o mesmo ordenado do que um homem tem de trabalhar mais 61 dias no ano, ou seja, mais dois meses. Ou vendo de outra forma, é como se a mulher deixasse de receber os vencimentos relativos aos meses de novembro e dezembro e o homem recebesse o ano por inteiro.

Embora as mulheres portuguesas  detenham, na atualidade, mais qualificações (licenciatura, mestrado, doutoramento) e, consequentemente, a qualificação adequada para o exercício de cargos de chefia e de topo, continuam a ser entregues aos homens.

 

Marcha contra Donald Trump vai acontecer, também, em Portugal

A ideia de associar Portugal ao protesto agendado para Washington contra Donald Trump, conhecido como Marcha das Mulheres, começou no Porto, mas depressa chegou a outras cidades e mulheres portuguesas, contou esta quinta-feira uma das organizadoras.

“Foi uma coisa bastante orgânica e muito pouco institucional”, disse Joana Grilo, organizadora da Marcha das Mulheres de Lisboa, referindo que a ideia inicial foi lançada por um colectivo de mulheres do Porto e que, durante a época do Natal, começou a ser falada por mais mulheres, em outras cidades do país.

A Marcha das Mulheres vai acontecer na capital federal norte-americana no sábado, um dia depois do magnata do imobiliário Donald Trump ter prestado juramento como o 45.º Presidente dos Estados Unidos.

É difícil de prever qual será a adesão ao protesto, mas os organizadores da marcha americana afirmaram esta semana que são esperadas em Washington cerca de 200 mil pessoas, entre elas várias celebridades de Hollywood.

Em Portugal, a marcha vai acontecer sábado à tarde (15h00) em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Faro, propondo ser uma iniciativa de protesto contra o novo inquilino da Casa Branca e aos comentários sexistas e misóginos que proferiu durante a campanha presidencial, mas também uma acção para reafirmar a luta contra a questão do assédio sexual, segundo afirmou Joana Grilo.

“A questão do assédio sexual é uma luta feminista dos últimos anos. É a luta de podermos estar na rua, de podermos andar na rua, de podermos usufruir do espaço público (…), de uma forma segura, sem sermos atacadas nem objetificadas por isso”, referiu a organizadora.

No caso português, os “piropos” com teor sexual já podem valer pena de prisão até três anos (caso sejam dirigidos a menores de 14 anos), fruto das alterações ao Código Penal estabelecidas em agosto de 2015. Tratou-se de um aditamento ao artigo 170º do Código Penal, “importunação sexual”, o qual criminalizava já o exibicionismo e os “contactos de natureza sexual”.

“Tendo sido Trump a personagem que foi durante a campanha e tendo sido tão voraz na objetificação e na inferiorização da mulher como ser humano (…), fez todo o sentido juntar estas duas lutas, fez todo o sentido dizer que ‘não’, dizer que aquela personagem não está correta, que não o podemos deixar passar, que não tem o direito de fazer isto às mulheres”, frisou Joana Grilo.

“Voltar a dar voz a esta campanha, que é uma campanha na realidade para podermos andar na rua (…) uma liberdade que tomamos como garantida e que não está”, prosseguiu.

Apesar do nome da marcha, Joana Grilo salientou que o apelo à participação vai muito além das mulheres. “É [um apelo] a todos. É interseccional. É o feminismo visto como uma luta interseccional que junta todas as lutas, sejam LGBTI [Lésbicas, Gay, Bissexuais, Trans e Intersexo], sejam afrodescendentes. Todos. Todo o tipo de lutas de minorias, temos de estar juntos para fazer alguma coisa”, defendeu.

“Tememos aquilo que ai vem. Sabemos perfeitamente que a tolerância que hoje existe em Portugal e a sensação de liberdade que começa a existir, e de respeito mútuo que vai existindo, é muito ténue e muito frágil. E temos de lutar para que ela não se desvaneça e para ficar mais forte”, concluiu Joana Grilo.

Em Lisboa, a Embaixada dos Estados Unidos foi o local escolhido pela organização da marcha. No Porto, a iniciativa vai decorrer na Praça dos Poveiros.

O vídeo do dia e talvez um dos de 2017

Hwages é o nome da música que pode ser ouvida e vista num vídeoclip que já atingiu mais de três milhões de vizualizações no YouTube. O sucesso deve-se a dois factores: é feito por mulheres; e estas cantam sobre a sua condição de inferioridade em relação aos homens.

O cenário é o da Arábia Saudita, elas vestem burqas, mas dançam em público, jogam basquetebol, andam de skate e de bicicleta. Recorde-se que as mulheres naquele país não podem conduzir, aliás, o vídeo começa com três mulheres a sentarem-se no banco detrás de um carro e o lugar do condutor é assumido por um garoto com pouco mais de dez anos.

A palavra hwages significa “preocupações” e a dada altura ouvem-se versos como “se Deus nos livrasse dos homens”, mostrando a dominação masculina de que estas mulheres se queixam.

O vídeo foi publicado dois dias antes do Natal, rapidamente tornou-se viral e tem mais de três milhões de visualizações. Mas nem todos os que o vêem estão de acordo com a mensagem transmitida. Por um lado, há comentadores que defendem as mulheres e a sua emancipação. Por outro, lêem-se comentários de ostracismo e discriminação: “Videoclip inacreditável! A voz é má e o conteúdo é pior. Imaginem as mulheres a conduzir e os homens vestidos assim e a dançar. Que Alá nos proteja!”, escrevia um utilizador, citado pela BBC.

A Índia continua com problemas no que concerne às mulheres

Vários relatos de abusos e assédio sexual contra mulheres marcaram a noite de passagem de ano em Bangalore – uma das maiores cidades indianas. O ministro daquele Estado aponta o dedo às vítimas, por “tentarem copiar” a mentalidade e o vestuário das mulheres ocidentais.

“As jovens estavam quase como as ocidentais. Tentaram copiar as ocidentais, tanto na mentalidade como no vestuário. Por isso, algumas mulheres foram assediadas, este tipo de coisas acontece”, declarou G. Parameshwara, numa entrevista televisiva esta segunda-feira.

Várias testemunhas relataram um episódio em que uma multidão festejava a chegada do ano novo, com as mulheres nas ruas de Bangalore a serem alvo de assédio e abusos sexuais.

Um dos jornais locais relatou que os seus repórteres fotográficos foram “testemunhas em primeira mão” de um “abuso em massa”, revelando imagens do incidente.

Perante a falta de ação policial, as autoridades de Bangalore vieram informar das poucas unidades na zona para resolver os incidentes. Segundo informou a polícia, foram destacados 1600 unidades para as celebrações, quando cerca de 60 mil pessoas se reuniram no local.

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