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E-commerce assume posição estratégica no Grupo CTT

Em 2009 apenas 13% dos portugueses faziam compras online, dados indicam que até 2025 a percentagem aumentará até aos 59%. A internet está mais confiável?

 A experiência do cliente é essencial em qualquer novo negócio. No mundo digital essa experiência assume ainda maior relevância e a segurança e a confiança são fatores decisivos. Claro que existem outras razões estruturais que, no passado recente, retardaram a maior utilização dos portugueses nas compras online, tais como os baixos níveis de penetração relativa da internet, a existência de poucas marcas portuguesas a vender online e um retalho físico muito dominante e próximo dos consumidores, nomeadamente em termos da grande distribuição.

Experiências bem-sucedidas de compra online geram mais confiança e, consequentemente,  mais compras. O marketing digital, as soluções de pagamento seguras e confiáveis e a maior transparência, visibilidade e previsibilidade das entregas são fatores essenciais que tendem a propiciar uma maior apetência para o consumidor aumentar as suas compras online.

Para o grupo CTT que importância tem o E-Commerce?

O e-commerce, como impulsionador do crescimento das atividades de logística e entregas de encomendas, ocupa uma posição central na estratégia dos CTT, constituindo, a par do desenvolvimento do Banco CTT, uma das principais alavancas do seu crescimento futuro, como contraponto ao declínio estrutural do correio devido à substituição das cartas pelas novas formas de comunicação eletrónica, um fenómeno que está a decorrer de forma global.

De uma forma muito clara e proactiva neste domínio, o Grupo CTT enquanto líder do mercado de Expresso e Encomendas em Portugal, posiciona-se como o parceiro natural dos retalhistas, startups e empreendedores em iniciativas de e-commerce no sentido de lhes fornecer as soluções de logística e entregas que proporcionem aos seus clientes a melhor experiência de compra.

Transformação digital é um foco dos CTT? Em que moldes se processa o mesmo no grupo?

Ao nível do negócio, e considerando as três áreas de atividade em que os CTT atuam, o posicionamento e ação estratégica para o digital compreende fundamentalmente o seguinte: preservar o valor do negócio core (Correio), mediante o desenvolvimento de soluções de convergência entre o físico e o digital, que viabilizem melhores experiências na relação entre as empresas ou organizações do Estado respetivamente com os seus clientes ou cidadãos; capturar e maximizar o crescimento das entregas last mile na ibéria das Encomendas que decorre do desenvolvimento do e-commerce; e continuar a incorporar no Banco CTT o desenvolvimento de soluções de banca eletrónica que propiciem a melhor experiência aos seus clientes.

Ao nível da organização, e tendo como aceleradores os programas em curso de transformação cultural, IT e inovação, a transformação digital foca-se em dois eixos fundamentais: a eficiência operacional, pela melhoria contínua de processos e operações; e a excelência comercial, via implementação de uma abordagem cada vez mais integrada e centrada no cliente.

Quais são os planos em termos de crescimento?

Os planos, em termos de crescimento no e-commerce, compreendem uma atuação a três níveis. Primeiro, expandir a nossa nova oferta modular, flexível e inovadora de entregas (e-Segue) aos nossos parceiros e clientes. Segundo, aprofundar a nossa atuação na cadeia de valor do e-commerce, quer através da disponibilização de uma rede única de distribuição ibérica, quer incorporando de forma cada vez aprofundada as dimensões da logística integrada, para continuarmos a liderar o desenvolvimento da construção do ecossistema nacional de e-commerce. Finalmente, tirar vantagem das nossas parcerias internacionais e da localização geoestratégica de Portugal, para uma maior afirmação dos CTT nos fluxos cross-border, quer de inbound (suporte às compras em sites estrangeiros) quer de outbound (apoio às exportações online).

2018 tem sido um ano de que apostas para os CTT na área E-Commerce?

O ano 2018 pauta-se pela obsessão dos CTT pela inovação permanente ao nível das soluções de entregas, compreendendo o lançamento de pilotos nos domínios dos cacifos automáticos (parcel lockers) e das entregas no mesmo dia e em menos de duas horas, no alargamento do serviço Express2Me ao Reino Unido como facilitador de compras através de morada virtual e na consolidação de soluções globais de entregas.

 

“A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”

Jomro é uma empresa direcionada para o comércio de máquinas para a Indústria Têxtil e Confeção e tem como premissa apostar na escolha de produtos e marcas com qualidade de excelência. Veit, Logopak, Polypack, Human Solutions, Trecolan, Kuris e Schoen + Sandt são as representações da Jomro em Portugal. Tratam-se de marcas alemãs e, como tal, não poderiam corresponder mais à filosofia de Hans-Martin Heidenreich para quem a qualidade, sustentabilidade e confiança justificam o preço dos produtos. “A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”, afirma o nosso interlocutor.

JOMRO 02Questionado sobre qual tem sido a estratégia da Jomro e o seu posicionamento no mercado, o nosso entrevistado segue a mesma linha de pensamento: é alemão, por isso é exigente, rigoroso e trabalha afincadamente. Sobre a solidez da empresa no mercado português, Hans-Martin Heidenreich também não hesitou na resposta: “somos alemães”, disse entre risos. “Conheço só duas maneiras de trabalhar: trabalhar bem ou não trabalhar. Esta é a nossa mentalidade e reflete-se na influência que a Alemanha tem atualmente na Europa e no mundo. Sabemos que o produto alemão é bom e que garante estabilidade e sustentabilidade”, diz-nos o nosso interlocutor.

No entanto, sabe perfeitamente os fatores que o motivaram a mudar-se para Portugal e sabe que a qualidade e evolução da indústria têxtil portuguesa estão a marcar pontos. “Foi uma boa aposta. Portugal está a aproximar-se cada vez da mentalidade alemã. Está a tornar-se bastante rigoroso e disciplinado”, refere.

Enquanto empresa de representações, a Jomro trabalha hoje para empresas alemãs, fabricantes de máquinas de confeção, de renome. “Temos máquinas para a transformação (corte) da matéria-prima têxtil, máquinas para o acabamento, prensagem e de embalar. Este é o nosso forte”, explica-nos o nosso entrevistado.

A verdade é que, ao longo destes 30 anos de presença no mercado português, Hans-Martin Heidenreich assistiu aos altos e baixos da indústria têxtil portuguesa. Quando se mudou para Portugal, na altura, existiam cerca de cinco mil empresas e a indústria têxtil representava 35% do PIB português. O setor definhou, mas hoje, volta a ter uma visibilidade forte no panorama internacional, depois de se assistir à valorização do produto nacional e à aposta na modernização das fábricas. E é aqui que entra a Indústria 4.0.

A Revolução Industrial

A Indústria 4.0 está aí e está a mudar o mercado. É preciso saber o que mudou, que desafios acarreta e qual é o seu impacto na indústria têxtil.

A revolução industrial é uma evolução dos sistemas produtivos industriais que garante benefícios como a redução de custos, de energia, o aumento da segurança e da qualidade, e a melhoria da eficiência dos processos.

Para Hans-Martin Heidenreich, a mudança na indústria têxtil e o ponto de viragem deu-se com a nova máquina de fusão da VEIT, a FX Diamond, onde o “design encontra a tecnologia”. Com esta máquina verificam-se excelentes resultados de fusão graças a um controlo extremamente preciso dos dois importantes parâmetros de fusão – temperatura e pressão. As entrelinhas modernas de alta tecnologia geralmente têm apenas uma faixa de temperatura bastante pequena para uma melhor ligação com a cola. Consequentemente, o controlo exato de temperatura hoje é muito mais importante do que nunca. Para atender a esses requisitos a VEIT desenvolveu um novo e inovador sistema de controlo de aquecimento. “Trata-se de uma máquina-chave com bastante influência e importante para o processo da revolução industrial neste setor”, explica o nosso entrevistado.

Também a BITCOIN, uma moeda totalmente virtual, na opinião de Hans-Martin Heidenreich, faz parte deste processo da revolução industrial e é um elemento importante para a Indústria 4.0, isto porque as máquinas podem faturar e contabilizar, ou seja, a máquina possui uma conta virtual BITCOIN que credita/debita, “ao vivo”, prestações de serviço.

É de senso comum que a revolução industrial terá um grande impacto em todos os setores, no entanto, para Hans-Martin Heidenreich na indústria têxtil, será um processo mais difícil de ser implementado por se tratar de um setor menos automatizável. “Por exemplo, temos representadas nossas com produtos que oferecem todas as possibilidades de serem máquinas integradas na filosofia da Indústria 4.0. São máquinas que trabalham com software e que podem ser controlada remotamente. Mas penso que esta revolução industrial não é transversal a todos os processos intrínsecos à indústria têxtil. Não se trata de um setor que possa ser totalmente automatizado”, realça o sócio-gerente da Jomro.

O E-Commerce

Contudo, no setor têxtil, a digitalização e o comércio eletrónico têm revolucionado modelos de negócio, conferindo muito mais poder de customização e de escolha aos clientes. É o caso do e-commerce, por exemplo. As novas formas de consumo estão a conduzir ao aumento das compras online em Portugal. Mas esta nova forma de comércio tem ainda um grande potencial de crescimento no nosso país, tendo em conta que o comércio eletrónico é responsável neste momento por apenas 8,6% do total de todas as compras efetuadas pelos portugueses, muito abaixo dos 11,3% da média europeia. Mas Hans-Martin Heidenreich considera que o e-commerce não veio para substituir ou fazer concorrência ao comércio tradicional. Trata-se de um processo complementar e que depende do produto. No caso da Jomro o e-commerce é apenas uma alavanca para se vender o produto, é o ponto para iniciar o contacto. “O nosso produto exige formação, exige explicação e exige acompanhamento que não se pode fazer numa loja online. A venda final tem de ser feita pessoalmente”, conclui Hans-Martin Heidenreich.

Banco BNI Europa: soluções especializadas à distância de um clique

Num mundo cada vez mais digital, também a banca está em profunda mudança.  Entre os desafios que o setor da banca enfrenta, a experiência do cliente é um ponto fulcral, dada a relação direta que existe. E a verdade é que um dos pontos visíveis da transformação digital é que as exigências dos clientes, com a evolução dos tempos, estão a levar as instituições a repensarem o negócio e hoje as pessoas têm “múltiplas formas de se dirigir ao banco”. Quer seja pela internet ou através do smartphone, as instituições financeiras “foram, ao longo do tempo, criando novas formas e canais, acompanhando a evolução dos tempos”.

Para o BNI Europa, como qualquer instituição, a sua principal preocupação é o cliente. No entanto, “temos de saber distinguir bem a capacidade do cliente de se ajustar às plataformas digitais, dependo de, entre outros fatores, da idade e da sua relação com as tecnologias e adaptação às novas ferramentas. Para isso é preciso haver alguma aculturação e educação tecnológica”, começa por referir Pedro Pinto Coelho.

O BNI Europa tem apostado nas plataformas digitais e acredita que podem ser utilizadas por qualquer pessoa que esteja habituada a trabalhar com aplicações no seu telemóvel e isso é “realmente trazer o setor para o presente e o futuro, até porque a grande transformação que se está a dar não é tanto a banca eletrónica, mas sim no que diz respeito à possibilidade de o cliente, através do seu telemóvel, a qualquer momento e em qualquer lugar, poder aceder ao seu banco, quer seja para consultas, quer seja para efetuar transações ou até mesmo contrair um crédito”, avança o nosso entrevistado.

Os bancos estão a transformar-se internamente para que os processos sejam desmaterializados e o mais otimizados e automatizados possíveis. Por sua vez, na relação com o cliente, estão a ser desenvolvidas ferramentas para que, de forma intuitiva, as pessoas possam rapidamente encontrar e solucionar o que procuram.

Parcerias e especialização

O Banco BNI Europa e a Edebex celebraram uma nova parceria com vista à disponibilização imediata de uma plataforma online de compra e venda de faturas junto das empresas portuguesas com necessidades de tesouraria. Pedro Pinto Coelho afirma que o BNI Europa está empenhado em investir na economia portuguesa, nomeadamente no segmento das PME e que está, igualmente, focado em encontrar produtos para determinados nichos de mercado que possam estar “mal servidos”, isto é, cujos produtos e soluções não correspondam verdadeiramente às suas necessidades. “O BNI Europa já era parceiro da Edebex noutros países onde operam e decidimos trazer esta solução para Portugal por dois motivos: é uma forma de agregar um produto inovador ao banco e, por outro lado, trata-se de trazer algo inovador e diferenciador para o mercado português. A grande vantagem acaba por se prender com o facto de se tratar de um processo inteiramente digital. Desde o momento em que o cliente se regista na plataforma online até ao momento em que recebe o valor da fatura, todo o processo é digital”, avança Pedro Pinto Coelho.

Para o nosso interlocutor, este é um segmento que tem sido menosprezado pela banca. “Como sabemos, o tecido empresarial português é composto, maioritariamente, por pequenas e médias empresas. Os processos são muito morosos e os bancos não mostram muito interesse neste segmento. Quando mostram, tentam “amarrar” o cliente ao serviço universal do banco. É aqui que o BNI Europa se diferencia. Vai ao encontro destes nichos e oferece soluções para necessidades específicas”, realça o Executive Chairman do Banco BNI Europa.

Este é mais um passo na direção que o banco quer seguir, de implementar uma estratégia digital para impulsionar os investimentos do banco através de plataformas de Fintech.

O BNI Europa pretende ser um player especializado e seguir essa linha de se focar em segmentos específicos, ao mesmo tempo que quer abraçar parcerias com empresas tecnológicas que lhe permite acelerar o leque de oferta. “Rapidamente os bancos vão chegar à conclusão de que é muito difícil desenvolverem todos os seus produtos sozinhos. Está a assistir-se a profundas evoluções tecnológicas e ao surgimento de startups que procuram encontrar formas diferentes de oferecer soluções, o que obriga os bancos a equacionarem a forma de fazerem as suas transações. Mas nem a banca, nem este tecido de empresas, normalmente chamadas de Fintech, sairão vencedoras ou perdedoras. O que vai acontecer, no futuro, é uma solução híbrida de colaboração, onde o BNI Europa será o pioneiro na aposta destas parcerias”, salienta Pedro Pinto Coelho.

Fintech, ou tecnologia financeira, é um setor composto por empresas que operam no setor financeiro e que disponibilizam soluções inovadoras. Soluções que estão a mudar o panorama da banca por todo o mundo.

Trazer o passado para o presente

A banca, como os restantes setores, precisa de estar constantemente a reinventar-se até porque, para Pedro Pinto Coelho a transformação digital chegou tardiamente ao setor financeiro por duas razões: Por um lado, a banca já funciona da mesma forma há bastante tempo e há todo um conjunto de infraestruturas que precisa de ser atualizado. Por outro lado, existe uma regulamentação que, muitas vezes, não está pensada para a era da digitalização. “Noutros setores verificamos que os clientes usam todas as ferramentas digitais disponíveis sem as questionar e estão à espera que o setor financeiro acompanhe essa evolução. Trata-se de uma questão de adaptação e de um reajustamento das normas e regulamentos que permitam aos clientes deste setor tratar de diversos assuntos relacionados com o seu banco de uma forma remota, sem papéis e sem terem, obrigatoriamente, que se dirigir a um espaço físico”, explica-nos o Chairman do BNI Europa.

O sistema financeiro e o futuro

É defendido que o «blockchain” (tecnologia subjacente à bitcoin e que está a ser alvo de estudo para várias outras soluções) e a inteligência artificial são dois dos temas que vão ser importantes para o sistema financeiro nos próximos anos.

Para Pedro Pinto Coelho, esta componente do “blockchain” vai revolucionar uma série de processos, mas não só no setor financeiro. Dando o exemplo do Trade Finance, que apoia atividades de comércio exterior, Pedro Pinto Coelho explica que tudo o que esteja relacionado com financiamento às importações ou exportações, que exige uma grande carga burocrática, com o “blockchain” o processo vai ficar menos penoso. “Será possível desburocratizar o sistema financeiro por se tratar de um conjunto de etapas que irá fazer, eficazmente, o rastreamento de todo o processo. Todos os processos que impliquem uma terceira entidade para validar irão beneficiar deste sistema, sobretudo o sistema financeiro, devido à otimização do tempo e do esforço da área operacional”, reforça o nosso entrevistado.

Quanto à inteligência artificial, com as novas tecnologias de Machine Learning que permite analisar toda a informação, os bancos, particularmente, vão beneficiar desta capacidade de analisar as várias fontes de informação que têm, o registo das transações do cliente de forma a poder, mais tarde, analisar o seu comportamento e melhor direcionar os seus produtos para os diferentes tipos de clientes.

Puzzle: a plataforma eletrónica focada no crédito ao consumo

Esta plataforma foi lançada com o objetivo de agilizar o processo de obter um crédito bancário. Se até aqui havia um sistema burocrático complexo para a concessão de crédito, com o Puzzle os clientes podem, de forma online, solicitar um empréstimo. Basta introduzir os seus dados e, rapidamente, é feita uma análise dos mesmos, do histórico e da identidade da pessoa através de uma assinatura digital, sendo dada uma resposta em menos de 24 horas. “O processo acaba por ser muito mais ágil e flexível. O BNI Europa começou pelo crédito ao consumo, mas acreditamos que podemos levar esta tecnologia a outros produtos”, afirma Pedro Pinto Coelho.

A grande vantagem do Puzzle é que pode ser integrado com outras soluções, ou seja, esta plataforma eletrónica pode ser utilizada num site de e-commerce permitindo que o cliente possa adquirir produtos optando pelo método de pagamento de crédito onde, automaticamente, o Puzzle analisa se é possível ou não a concessão de crédito e disponibiliza a transação.

SPMS: eficiência no processo da centralização das compras

Com a otimização do processo de compra alcança-se maior eficiência, aumenta-se a produtividade e, consequentemente, diminuem-se custos. Artur Mimoso, Vogal Executivo do Conselho de Administração da SPMS, fala-nos mais sobre o processo da centralização das compras e o que muda com o novo Código dos Contratos Públicos.

Desde 2014 que a SPMS, EPE efetua compras centralizadas ao abrigo dos seus próprios acordos-quadro. Planeamento, integração, simplificação administrativa, segurança, eficiência, celeridade e transparência são alguns dos princípios que orientam o trabalho desenvolvido pela SPMS, EPE e as compras públicas na saúde, alicerçados na relação de proximidade e de qualidade com as várias instituições do SNS.

Num passado recente, a SPMS apenas elaborava Acordo-Quadro (AQ) em duas áreas essenciais: medicamentos e dipositivos médicos. Atualmente, os concursos por Acordo-Quadro abrangem, também, a compra de bens transversais.

Os Acordo-Quadro (AQ) permitem selecionar os melhores fornecedores para aquisição de um determinado bem por um determinado período de tempo

“Começámos em 2014 com um único Acordo-Quadro e até ao momento já existem 35 nas mais diversas áreas, nomeadamente em telemedicina, cibersegurança, interpretação e tradução (linguagem gestual e braille). Fomo-nos adaptando às necessidades do Ministério da Saúde e das instituições de saúde”, começa por explicar Artur Mimoso.

Em 2015, por decisão da atual tutela, a SPMS assumiu novas competências na área das compras e iniciou processos de aquisição em nome de outras instituições – “a compra firme”, processo inovador. “É aqui que está a poupança. A SPMS agrega as necessidades de todos os hospitais e os medicamentos mais caros para o SNS passam a ser comprados através do sistema de compras centralizadas. Para se ter noção dos números, só no ano passado atingimos uma poupança de cerca de 117 milhões de euros. Este ano, juntando os medicamentos e dispositivos médicos com os bens transversais, podemos afirmar que a poupança alcançada no 1º trimestre aproximou-se dos 46, 8 milhões de euros em aquisições centralizadas, adianta Artur Mimoso.

Assim, a SPMS atua em duas áreas essenciais: as compras centralizadas, de bens de saúde e bens que não são de saúde, de todas as instituições de saúde e do Ministério da Saúde; e os acordos-quadro, ao abrigo dos quais são feitas as compras centralizadas. “Queremos libertar as entidades de saúde dessa tarefa. Atualmente, somos cerca de 70 pessoas na área das compras públicas e a entidade pública em Portugal com maior capacidade interna instalada. Esse é o grande objetivo”, afirma.

Artur Mimoso relembra que a SPMS tem também sob a sua responsabilidade a compra de todas as vacinas do Plano Nacional de Vacinação (PNV) e as vacinas que não integram o PNV, como a vacina da gripe que, no que diz respeito à eficiência no armazenamento e stock, apresenta resultados bastante positivos.

Relativamente à eficiência do processo da centralização das compras, a poupança no SNS representa 206 milhões, valor acumulado de 2016 e primeiro trimestre deste ano em compras para hospitais e outras instituições do Ministério da Saúde. Poupanças conseguidas através do sistema de compra centralizada, onde se incluem os dez medicamentos com mais custos para o SNS, dispositivos médicos e consumíveis e, ainda, serviços como gás e eletricidade, em que os valores pagos desceram até 50%.

SPMS DISTINGUIDA COM O PRÉMIO PARA “MELHOR PROJETO DIGITAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA” 

A SPMS foi distinguida com o prémio para “Melhor Projeto Digital da Administração Pública”, atribuído pela ACEPI (Associação da Economia Digital), com o projeto “Acordo-Quadro Inovadores SPMS”. Este prémio destaca a SPMS pela inovação e premeia os Acordos-Quadro referentes à Telemedicina, Interpretação e tradução, Cloud e Cibersegurança.

A verdade é que, se no início a SPMS era muito focada na área TIC e nos acordos-quadro, hoje os novos acordos refletem a preocupação da SPMS com a questão da proximidade com o cidadão e integração do próprio SNS.

Outro fator que reflete esta preocupação com a proximidade passa pela Rede Informática da Saúde (RIS), a rede privada multimédia do Ministério da Saúde que interliga as redes locais dos seus organismos e serviços. A partir do Diálogo Concorrencial da RIS, a SPMS quer chegar a casa das pessoas com a prestação de serviços e, através da box da televisão, permitir que o utente possa fazer algo tão simples como marcar uma consulta ou consultar os seus dados de saúde. 

PLATAFORMAS DE COMPRAS DA SPMS 

Como instrumentos facilitadores no processo de compras públicas, as plataformas desenvolvidas pela SPMS permitem desmaterializar procedimentos, tornando mais transparente e eficiente o processo aquisitivo por via eletrónica.

No passado mês de outubro foi apresentado o SIGAS – Sistema Integrado de Gestão de Aquisições da Saúde e o Catálogo de Aprovisionamento Público de Saúde. Artur Mimoso realça as vantagens desta plataforma: “O SIGAS era uma ambição nossa há já algum tempo. Notámos que, no ciclo integral da compra, faltava um aspeto muito importante, ou seja, as plataformas não apresentavam a etapa que vai desde a decisão de contratar, quando se identificava a necessidade, até o início do processo. Para uma central de compras este processo é muito importante. Com o SIGAS, desde que é feito um pedido de compra é possível acompanhar o processo até que chegue à entidade. Há um acompanhamento desde que é identificado o bem e o pedido, até à entrega do mesmo”, explica-nos Artur Mimoso.

O vogal executivo da SPMS refere ainda que nas plataformas anteriores uma parte essencial do processo é a gestão do contrato, e aqui a entrada em vigor do novo Código dos Contratos Públicos vem dar razão à SPMS ao introduzir a figura do gestor de contrato. “O Estado percebeu que existiam duas peças neste ciclo integral da compra que causavam ineficiência: não saber quanto tempo demora cada processo dos pedidos de autorização e a falta da gestão do contrato, com o acompanhamento devido para se fazer cumprir todas as condições do mesmo”, avança Artur Mimoso.

NOVO CÓDIGO DOS CONTRATOS PÚBLICOS: QUE VANTAGENS? 

A 1 de janeiro de 2018 entra em vigor o novo Código dos Contratos Públicos. O novo código pretende “simplificar, desburocratizar e flexibilizar os procedimentos de formação de contratos públicos”, “aumentar a eficiência da despesa pública” e “facilitar o acesso aos contratos públicos”.

Artur Mimoso foi acompanhando as alterações ao Código dos Contratos Públicos e, na sua opinião, esta é a mais profunda: “Vejo algumas vantagens de eficiência com o novo código, começando pela redução dos prazos de apresentação de propostas que se irá traduzir em eficiência para o Estado. A questão da figura do gestor de contrato é bastante relevante, porque irá acompanhar o contrato, não estará apenas preocupado com a formação do contrato, mas sim com a sua própria execução. No que diz respeito à consulta prévia os valores do ajuste direto vão baixar significativamente, passando de 75 mil euros para 20 mil euros. Poderão haver entidades que não estão preparadas para estas alterações e será um início de ano difícil porque se tratam de alterações complexas, mas sou apologista e vejo com muita positividade a transparência que este novo código contempla. O legislador deste código seguiu, certamente, muitas recomendações que o Tribunal de Contas foi dando ao longo destes anos, e os erros dos códigos anteriores serviram para esta alteração mais complexa”, afirma o nosso interlocutor.

Outro aspeto importante que o novo código traz diz respeito às parcerias para a inovação, o que para uma entidade tão tecnológica como a SPMS “é uma boa aposta do legislador e estamos ansiosos para ver como funciona. Tenho uma boa perspetiva do novo código”, adianta Artur Mimoso considerando que relativamente à inovação na saúde, Portugal é um país privilegiado porque tem uma entidade como a SPMS que junta as compras públicas com os sistemas de informação. “Aproveitamos os nossos próprios instrumentos tecnológicos para nos ajudarem nas compras públicas. Temos entidades que desenvolvem Apps e esta ligação da SPMS à transformação digital é um benefício para quem está ligado às compras públicas.

Exemplo da importância da inovação para a SPMS é o evento que decorreu em Lisboa este ano, o “Portugal eHealth Summit”, que se centrou no processo de transformação digital da Saúde. A SPMS focou-se em temáticas diversas relativas à Inovação de Sistemas de Informação, Interoperabilidade, e-Procurement, e-Commerce, Telesaúde, Segurança e Proteção de Dados, Big Data, App’s e Mobilidade, Literacia em Saúde.

E-Commerce: dê o passo para a globalização

Tratamos de tudo por si, da envelopagem à armazenagem, do marketing direto ao e-commerce, da sua base de dados aos sistemas de gestão integrada da sua empresa. Cobrimos toda a Europa, podendo colocar à disposição dos nossos parceiros sistemas que falem a sua língua. Falamos, escrevemos e personalizamos nas mais variadas línguas. Planeamos as suas campanhas por correio, SMS, e-mail”. Este é o mote da Ship4you. E sobre o E-Commerce e o Marketing Direto, Cristina Coelho começa por explicar que quem já está na venda à distância há algum tempo com o Marketing Direto, dificilmente muda.

E quem transita para o E-commerce por não ter um investimento, à partida, tão elevado acaba por se aperceber que se trata de um processo muito mais complexo do que parece à primeira vista. Então o que é o E-Commerce e o que é que uma empresa deve fazer e saber de antemão antes de criar uma loja online?

Comércio eletrónico ou e-Commerce é a compra e venda de bens ou serviços através de canais eletrónicos. E é, atualmente, um dos mais importantes fenómenos da Internet em crescimento e o passo que qualquer empresa deve dar para alcançar o mercado global e internacionalizar-se.

As compras a partir de casa são uma realidade cada vez mais enraizada e cada vez mais frequente entre os portugueses, os quais, se prevê, deverão gastar 2,665 mil milhões de euros em compras online em 2017. Trata-se de uma nova geração e de uma nova forma de estar. Mas a passagem das organizações para o E-commerce deve ser ponderada e bem estruturada.

Vamos por partes. Existem os dois extremos no E-Commerce, casos excecionais de venda online e casos de insucesso. Vamos perceber porquê.

O marketing digital é imediato enquanto que o marketing direto, com os seus mailings, newsletters, base de dados e redes de contacto, é um marketing que pode ser analisado ao longo do tempo. O marketing digital exige, portanto, que tudo seja feito e analisado “para ontem”. Quando uma determinada empresa lança uma campanha ou um banner publicitário tem de perceber de imediato qual está a ser o seu impacto e o que deve ser feito de diferente para não estar a perder dinheiro. Depois há a questão de saber gerir uma loja online. Um processo mais complexo do que parece.

Para as grandes empresas que têm estrutura suficiente para enveredar pela venda online com alguma segurança e solidez, à partida, será um processo fácil. Já existem, têm armazéns, lojas físicas e distribuidores. A internet será só mais uma loja e apenas terá que se aprender a gerir essa loja online. Se a empresa não souber implementar os novos mecanismos da tecnologia assentes numa boa estratégia, pode estragar a imagem que já tem construída.

Quando falamos da gestão da loja online, falamos de coisas tão simples, mas extremamente importante, como o cuidado com as campanhas de promoção que são lançadas, a gestão de stocks, a rapidez na entrega das encomendas e os transportadores. É preciso ter atenção que nas vendas online os comerciantes estão a trabalhar com clientes globais.

Depois, existe o E-Commerce que surge a partir de pessoas singulares que têm um emprego, mas criam um pequeno negócio caseiro para vender à distância a partir de casa. No início as vendas podem correr bem, mas depois sem uma estrutura, conhecimento suficiente ou investimento para evoluir, o negócio caseiro acaba por não “sair de casa”. Pode acontecer o contrário, as vendas resultarem bem e aumentarem substancialmente, mas depois a estrutura acaba por não aguentar o boom das vendas pela simples falta de espaço físico para a gestão de stock ou a falta de um transportador.

Uma coisa é certa, no E-Commerce tudo tem de ser muito rápido. Os clientes que fazem compras online querem sempre receber a sua encomenda no dia seguinte. Não basta, portanto, abrir apenas uma loja online. E é aqui que entra a Ship4you.

SERVIÇOS DE A A Z

A Ship4you oferece um pacote de serviços completo ao cliente no E-Commerce e no Marketing Direto. No que diz respeito ao Marketing Direto, os serviços vão desde receber a correspondência, fazer o registo de encomendas, armazenagem e expedição das mesmas que, com a maioria dos clientes, tem de ser feita no dia seguinte à receção das encomendas. É um serviço de A a Z que incluí, ainda, serviços pós-venda. Colocam à disposição do cliente uma série de ferramentas informáticas através de um sistema próprio extremamente especializado e dedicado para este tipo de negócio, onde os clientes têm acesso às suas estatísticas e aos seus dados para fazer as suas análises e decidir que campanhas irão fazer posteriormente ao longo de todo o processo.

Com parceiros que se revelam de extrema importância, a Ship4you disponibiliza, ainda, Data Solutions para uma gestão da base de dados eficiente e fidedigna, bem como uma plataforma informática com os sistemas ERP/CRM que permite uma gestão coesa e harmoniosa dos processos e dos dados das empresas, nacionais e internacionais.

CRISTINA COELHOJá no E-Commerce, a Ship4you tem diferentes tipos de clientes. “Temos empresas para quem tratamos do serviço de clientes e tudo o que é online, temos outros clientes onde temos acesso ao backoffice dos seus sites e fazemos todo o acompanhamento desde a gestão de stocks até à expedição das encomendas. Noutros casos fazemos serviços de A a Z, desde a criação do site, a manutenção da base de dados até à integração direta com o nosso sistema, sendo nossa a responsabilidade de todo o processo”, explica Cristina Coelho.

Cristina Coelho salienta a importância do marketing digital para qualquer empresa. É caro, mas é de extrema importância. Dá como exemplo, uma loja situada no Rossio onde facilmente há pessoas a entrar. Mas se essa loja se desloca para uma rua mais escondida tem de se fazer notar. Tem de investir num sistema de publicidade muito bom para encaminhar as pessoas para a sua loja. Nas lojas online acontece exatamente o mesmo. Têm de se fazer notar, têm de conseguir ser aliciantes e levar as pessoas a fazer o clique para o seu site. Têm de saber mostrar que o seu produto é bom e que existem porque quem faz compras online tem um leque de possibilidades para analisar e comparar os produtos. São, normalmente, compras ponderadas.

A par disto, as empresas têm de saber aproveitar o aumento das compras feitas a partir de casa e saber chegar a todos os nichos do mercado, a todas as faixas etárias, dos mais entendidos aos menos entendidos das novas tecnologias, a todas as classes sociais e, sobretudo, a clientes globais. Estamos na era digital e os valores crescem de ano para ano. Hoje em dia podemos comprar praticamente tudo através da internet, até as compras do supermercado.

E-COMMERCE VEIO PARA FICAR

Ship4you – Empresa 100% portuguesa, a Ship4you orienta as empresas no sentido de perceberem que uma boa estrutura online implica uma boa estrutura física e vice-versa para que as organizações tenham um bom desempenho e cresçam de forma consolidada.

E-Commerce – O E-Commerce chegou, veio para ficar e ainda tem muito por onde crescer. Se Portugal ainda está um pouco retraído quando se trata de compras online, noutros países a realidade é completamente diferente e já vivem das vendas à distância há anos. As empresas terão que se readaptar constantemente para fazer face às exigências dos clientes que serão cada vez mais globais. Os portugueses, por exemplo, segundo um estudo, são os que têm mais probabilidade de fazer compras fora do país, sendo que os países de eleição são o Reino Unido (42% do total de compras internacionais), China (41%) e Espanha (38%).

Regras – Há regras de ouro para se estar na internet através do E-Commerce e Cristina Coelho aconselha mesmo os comerciantes a manter todo o processo simples. Quanto mais simples, mais sucesso terão. O cliente que faz compras online é um cliente que procura a comodidade, a rapidez e a eficiência. “Se quer fazer uma compra num site e o próprio processo é demorado e envolve muitos passos, o cliente acaba por desistir da compra”, esclarece a nossa entrevistada.

As empresas têm de ter consciência de que “não basta ter um bom produto”. Têm de estudar o negócio e fazer um bom plano de negócios. Têm de saber exatamente do que é que vão necessitar para ter uma loja online a funcionar. Encontrar os parceiros corretos nas várias áreas e perceber que é necessário um investimento caro. Por fim, tem de ser um processo simples. Simples e transparente”, conclui Cristina Coelho.

Um site em .pt gera confiança nos negócios online

Luisa Gueifão

Ao contrário do que aconteceu em alguns países europeus e nos Estados Unidos, o comércio eletrónico em Portugal teve uma expressão e um desenvolvimento diferente, sendo que só muito recentemente é que o país começou a ter uma quota de online significativa. Mas, apesar de alguma resistência inicial, o e-commerce “apoderou-se” dos hábitos dos portugueses, conquistando e fidelizando o consumidor que olha para este segmento com muita expectativa. As vantagens saltam desde logo à vista. Um comércio global, sem horários de funcionamento, com custos mais reduzidos e que permite, com um simples acesso à Internet, comparar produtos, serviços e preços. Com entregas mais céleres, o comércio eletrónico é ainda um aliado da privacidade uma vez que permite efetuar uma compra sem que outra pessoa tenha conhecimento disso. Para Luisa Gueifão, Presidente do Conselho Diretivo da Associação DNS.PT, entidade que gere o domínio de topo português, .pt, apesar das inúmeras vantagens serem as principais potenciadoras do e-commerce, há um constrangimento que pode ter um peso significativo. “A relação de proximidade entre quem vende e quem compra deixa de existir. As gerações menos jovens podem ainda sentir a necessidade de ter do outro lado alguém que os aconselhe mas penso que os mais novos, que serão certamente as gerações do futuro, já cresceram neste mundo e não vão sentir essa necessidade”, defendeu.
Dentro deste cenário, as imensas oportunidades de negócio associadas ao crescimento do comércio eletrónico vão ter também impacto no domínio de topo nacional. Defendendo sempre um registo no domínio .pt, a Associação DNS.PT tem procurado criar condições para que as empresas portuguesas se possam afirmar na Internet, possam ter uma presença online e, caso queiram, possam enveredar pela venda online. Como? “Temos várias iniciativas e temos trabalhado com os nossos registrars nesse sentido. Temos, por exemplo, uma iniciativa emblemática, conhecida por 3 em 1, veja-se em www.3em1.pt. Todas as empresas que são criadas no âmbito da iniciativa ‘Empresa na Hora’ têm gratuitamente ao longo de um ano um domínio registado sob .pt, uma ferramenta para a construção de um site e o respetivo alojamento e caixas de correio eletrónico. Assim, a empresa em causa fica de imediato online, isto ainda que não tenha qualquer interesse em direcionar a sua atividade para o comércio eletrónico”, referiu a responsável.
Se invariavelmente falamos nas imensas vantagens associadas ao e-commerce, por outro lado, existem ainda questões que inevitavelmente são levantadas. Será que irei receber aquilo que comprei? Não há problema em inserir os meus dados pessoais? Apesar de ter conquistado terreno, o e-commerce ainda é encarado com desconfiança por alguns consumidores e empresas. Mas, a par da legislação que tem procurado proteger o consumidor, há muitas entidades que têm trabalhado para reforçar a confiança neste segmento. Por exemplo, ao contrário de um domínio genérico, o .pt, considerado a bandeira de Portugal na Internet, cria logo uma relação de proximidade, segurança e confiança no momento de compra. “O utilizador da Internet é hoje mais conhecedor e é mais educado nesta matéria e, por isso, sabe distinguir e, obviamente, prefere e elege um site que lhe gere confiança. O domínio .pt constitui e assume-se como uma ferramenta geradora dessa mesma confiança. Quem adere ao e-commerce irá comprar mais facilmente num site .pt cuja origem conhece, do que numa plataforma ou site que nem sabe onde está alojado e por quem é gerido”, explicou Luísa Gueifão.
A verdade é que Portugal está entre os 50 países do mundo melhor posicionados nesta matéria e, apesar de ter conhecido um desenvolvimento mais tardio, para a responsável da Associação DNS.PT, esse facto não é negativo uma vez que permite que não se cometam, ou pelo menos se repliquem menos, os erros do passado. No que respeita aos registos de nomes de domínio em .pt, as expectativas não poderiam ser mais animadoras. “No que se refere ao crescimento nos últimos três anos, fazemos parte do top 5 dos países europeus e, inclusivamente, estamos a crescer muito mais do que os nossos congéneres europeus. É verdade que eles começaram a crescer antes de nós mas, enquanto, do nosso lado, a curva contínua em linha ascendente, em muitos países da União Europeia existe já uma tendência de crescimento negativo”, referiu Luisa Gueifão, acreditando ainda que no futuro o e-commerce passará, por exemplo, pelo aperfeiçoamento da assistência no pós-venda. “O desafio passará por termos acesso a sites que gerem confiança a todos os níveis, não só na escolha do produto mas em todas as fases do ciclo de venda”.
Para continuar na linha da frente, a Associação DNS.PT continuará a assumir o posicionamento que a tem caracterizado, apoiando as empresas portuguesas nos seus processos de internacionalização e ajudando-as a ter uma presença sustentada, segura e confiante na Internet. “Mostrar às empresas nacionais que o domínio .pt é uma vantagem para o seu negócio será sempre a nossa estratégia”, concluiu Luisa Gueifão.

Novidades para breve
Nos primeiros meses deste ano será apresentada uma nova iniciativa, em que a Associação DNS.PT se constituirá como parceira, que passará pelo reforço da confiança do consumidor online e que fará com que seja atribuído a muitos dos sites sob .pt um selo de confiança, segurança e qualidade.  Novidades para breve.

Consumidores vão usar dispositivos móveis para compras de Natal

Este ano, 85% dos consumidores vão fazer metade das suas compras de Natal online, optando pelo e-commerce que permite ter um número alargado de ofertas e “à possibilidade de encontrar as melhores promoções”, indica a Tiendo, que estudou o “Comportamento do consumidor durante o Natal”.

O comércio através de dispositivos móveis terá um papel fundamental. Durante o Natal de 2014, as aplicações móveis canalizavam 66% das visitas a portais online, significando um aumento de 54% em relação ao mesmo período de 2013.

Indica o estudo que, este ano, 52% dos consumidores irão usar os smartphones e os tablets como meio de consulta e referência, enquanto fazem as suas compras nas lojas físicas. Os utilizadores vão “usar os seus dispositivos móveis como instrumentos de suporte ao processo de compra, para comparar preços e encontrar ofertas de diversas lojas e marcas”.

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