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Energia em Conserva quer ser a número um em Portugal na área da instalação e manutenção de centrais fotovoltaicas

 

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Metade de 2017 já passou… que ano tem sido este para a Energia em Conserva?

Tem sido extremamente positivo e desafiante, com elevadas expectativas de futuro. Nos primeiros meses do ano na Energia em Conserva ganhámos vários projetos e estabelecemos novos contratos com empresas parceiras e assinamos contratos de elevado potencial com investidores na área do fotovoltaico e eficiência energética. Alcançámos já o volume de faturação de 2016 e contamos duplicar o mesmo até final do presente ano.

Questões ambientais assim como redução de custos são algumas das vantagens que poderão ser enunciadas quando se fala em eficiência energética e produção de energia renovável. De todas as vantagens, quais são aquelas que raramente são referidas e que devem fazer parte do conhecimento geral?

As vantagens das energias renováveis, talvez menos faladas são:

Podem ser consideradas inesgotáveis à escala humana comparando aos combustíveis fósseis;

O seu impacto ambiental é menor do que o provocado pelas fontes de energia com origem nos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), uma vez que não produzem dióxido de carbono ou outros gases com “efeito de estufa”;

Oferecem menos riscos do que a energia nuclear, centrais térmicas, e outras;

Permitem a criação de novos postos de emprego (investimentos em zonas desfavorecidas);

Permitem reduzir as emissões de CO2, melhorando a qualidade de Vida (Ar mais puro);

Conferem autonomia energética a um país, uma vez que a sua utilização não depende da importação de combustíveis fósseis;

Conduzem à investigação em novas tecnologias que permitam melhor eficiência energética;

É possível pagar investimentos elevados através da poupança gerada pela eficiência energética ou produção de energia renovável, existindo investidores ativos e focados nesta área de negócio;

Neste momento o fotovoltaico é considerado a energia com menor custo Instalação/produção.

Por outro lado, que desvantagens deverão ser igualmente conhecidas?

A desvantagem poderá passar pelo desmantelamento de centrais de energia renovável no fim do seu tempo de vida. No entanto esta desvantagem é aplicável a qualquer outra central de produção de energia elétrica.

De que forma podem as empresas perceber se dispõem das características ideais para adotar um sistema de autoconsumo?

Todas as empresas ou instituições podem usufruir de elevadas poupanças com a instalação de uma central fotovoltaica em regime de autoconsumo (UPAC). A engenharia da Energia em Conserva efetua uma análise pormenorizada dos consumos do edifício em questão apresentando soluções com poupanças reais e garantias de produção.  O cliente pode ainda usufruir de uma UPAC com todos os seus benefícios de redução de emissões e redução de custos na fatura elétrica a custo zero, sendo o investimento efetuado por investidores focados neste género de negócio permitindo que o cliente reduza custos de operação mantendo o foco no seu negócio.

O que diria que distingue a Energia em Conserva dos demais players do setor?

Oferecemos soluções que se propõem reduzir os custos associados ao consumo energético, tornando as empresas mais competitivas no mercado onde atuam, isto aliado aos vários anos de experiência na área das energias renováveis.

Além disto, realizamos projetos personalizados caso a caso que vão de encontro às necessidades reais e individuais de cada cliente, garantindo assim a máxima eficiência das soluções apresentadas. Fomos a empresa de Engenharia, dentre muitas, selecionada pela Ciel & Terre para a execução de Engenharia, Procurement, Construção e Comissionamento da primeira instalação fotovoltaica flutuante em Portugal, um projeto inovador da EDP Produção que alia a energia hídrica com a energia solar.

De acordo com um relatório do Eurostat, Portugal foi terceiro país da EU a apresentar as maiores reduções em emissões de CO2. Que está Portugal a fazer de diferente?

Portugal, através das suas políticas assertivas, está a obter reduções reais nas emissões, no passado através da bonificação da venda de energia renovável. Neste momento Portugal é pioneiro na produção de energia renovável a preço de mercado! O custo das centrais de energia renovável, principalmente as de tecnologia fotovoltaica têm reduzindo consideravelmente levando a que este género de central seja rentável por si só, não necessitando de comparticipações ou incentivos!

Falando especificamente em inovação na indústria da energia solar, qual diria que tem sido o contributo que a Energia em Conserva tem tido?

A Energia em Conserva vai desde o mais ínfimo detalhe no que respeita à apresentação de soluções que sirvam não só o propósito de cada cliente, mas que sejam sempre as mais vantajosas, desenvolvemos muitas vezes soluções inexistentes no mercado de forma a que a solução final seja a mais vantajosa para o cliente. A Energia em Conserva tem um departamento de IDT de onde já surgiu uma spin-off de estruturas de suporte para instalações fotovoltaicas e está neste momento a trabalhar no armazenamento de energia de baixo custo para industrias.

Quais os objetivos da EEC em 5 anos?

Temos como pretensão ser a número um em Portugal na área da instalação e manutenção de centrais fotovoltaicas e adoção de medidas de eficiência energética na indústria de elevada qualidade e fiabilidade. Estamos neste momento a trabalhar na possível integração de um projeto fotovoltaico de 17MW em França pais onde pretendemos abrir escritórios em 2 anos. Já em Espanha iremos acompanhar um grupo de investidores, onde pretendemos abrir escritórios no inicio do próximo ano. O nosso departamento de internacionalização está a trabalhar em outras operações assertivas com parceiros já existentes em outras regiões do globo onde pretendemos atuar sempre com a base em Portugal.

Império Amorim estende-se do imobiliário à energia

Américo Amorim morreu na quinta-feira, aos 82 anos, estando o funeral agendado para sábado de manhã, no Mosteiro de Grijó, no concelho de Vila Nova de Gaia.

“Américo Amorim liderou o grupo Corticeira Amorim durante décadas, sendo o percursor da profissionalização, da modernização, da inovação e da sustentabilidade, tanto do grupo, como de todo o setor da cortiça”, diz a corticeira em nota hoje divulgada, prestando sentida homenagem.

empresário de Mozelos, Santa Maria da Feira – que em tempos afirmou que não se considerava “rico”, mas “trabalhador”, numa referência ao percurso que o levou desde a pequena empresa fundada pelo avô em 1870 a líder mundial no setor da cortiça – tem hoje uma atividade empresarial que vai desde a banca à bolsa, casinos, luxo, unidades turísticas e empresas petrolíferas.

Nascido em 21 de julho 1934, Américo Ferreira de Amorim terminou o Curso Geral do Comércio e ingressou na empresa de cortiça da família, cuja origem remonta a 1870, tendo participado com os seus irmãos na fundação da Corticeira Amorim, da Ipocork e da Champcork, empresas do setor dos derivados da cortiça.

Posteriormente tornou-se responsável executivo da ‘holding’ Corticeira Amorim, que controla as empresas corticeiras, e, através de outra ‘holding’ – a Amorim Investimentos e Participações – estendeu os seus investimentos aos setores da energia, do turismo e da banca, tornando-se num dos principais acionistas do Banco BIC Português e concentrando em nome individual participações sociais de relevo na Galp Energia (detém a maioria do capital da Amorim Energia, que, por sua vez, controla 38,34% da Galp Energia, SGPS) e no Banco Popular Español (que entretanto vendeu).

Atualmente, o Grupo Amorim detém posições em dezenas de empresas nos cinco continentes e em diversas áreas económicas, desde a cortiça (através da Corticeira Amorim) ao têxtil (através da centenária Gierlings Velpor, especializada em veludos e têxteis técnicos), à vitivinicultura e ao enoturismo.

Na área da cortiça, o Grupo Amorim é o líder mundial através de 78 empresas, das quais 28 são unidades industriais de transformação, estando os seus produtos presentes em mais de 100 países. A família Amorim gere áreas de floresta e montado de sobro superiores a 12.000 hectares.

Já no setor imobiliário a presença do grupo remonta aos anos 50, sendo atualmente detentor de ativos imobiliários em Portugal e Brasil, sobretudo concentrados no segmento imobiliário e turístico.

Américo Amorim detém ainda uma experiência de 30 anos no lançamento de operações no setor financeiro, num percurso que começou em 1981 como acionista fundador da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI) – a primeira sociedade financeira privada em Portugal após a revolução de 1974 e que esteve na base da criação de diversas instituições financeiras em Portugal, Angola e Moçambique – e que se prolonga até hoje com participações relevantes em instituições bancárias na Península Ibérica e em África.

Em Moçambique, o Grupo Américo Amorim (GAA) lançou em agosto de 2011 um banco universal de retalho designado Banco Único e, em 2012, tornou-se acionista do Banco Luso Brasileiro, que opera no Brasil há mais de duas décadas.

O setor de bens de luxo é considerado “uma área de negócio de forte potencial futuro” onde o grupo apostou através da marca Tom Ford, criada em 2005 pelos antigos diretor criativo e o presidente executivo da Gucci (respetivamente Tom Ford e Domenico de Sole) e a cujo projeto Américo Amorim se associou adquirindo uma participação de 25% em finais de 2007.

É precisamente na área da moda que se especializou a filha mais velha de Américo Amorim, Paula, que é vice-presidente do GAA e dona das lojas de moda Fashion Clinic e Gucci, que em outubro de 2016 substituiu o pai na presidência do Conselho de Administração da Galp Energia.

A filha Marta tem também cargos no GAA e desempenha funções noutras empresas detidas pela família, enquanto Luísa, apesar de já ter passado “por todas as áreas da corticeira” — atualmente liderada pelo primo, António Rios Amorim — ficou à frente do negócio de vinhos do grupo na Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e na Quinta de S. Cibrão, em Sabrosa, no Douro, num total de 250 hectares.

Cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal, a 24 de novembro de 1983 Américo Amorim foi feito Comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial, a 16 de janeiro de 1997 foi feito 121.º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense e a 30 de janeiro de 2006 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi no ‘ranking’ de 2010 dos 500 mais ricos da revista Forbes que Américo Amorim passou a surgir como o homem mais rico de Portugal, ultrapassando Belmiro de Azevedo e ocupando a 212.ª posição entre as maiores fortunas do mundo. Na lista de 2016, o empresário surge na posição 385, uma descida de 16 lugares, apesar de a sua fortuna ter aumentado de 4,1 mil milhões de dólares para 4,4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros).

Biocombustíveis agravam preço do gasóleo até dois cêntimos em Janeiro

Ainda sem certezas absolutas sobre se o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) está no grupo dos impostos indirectos que o ministro das Finanças admitiu aumentar no próximo ano, já é possível, no entanto, antecipar um agravamento nos preços que os portugueses vão pagar nas bombas em 2017. O Governo aprovou no mês passado um diploma que introduz uma fiscalização trimestral à incorporação de biocombustíveis no gasóleo e na gasolina, mas o PÚBLICO sabe que o diploma enviado para promulgação do Presidente da República também mantém o calendário de metas intercalares para as quantidades de biocombustíveis que devem ser adicionados aos combustíveis rodoviários.

Actualmente, as empresas têm de incorporar nos produtos que colocam em mercado 7,5% de biocombustíveis (medidos em conteúdo energético e não quantidade). A partir de Janeiro, esta percentagem irá subir para 9%, voltando a subir em 2019 para 10%, em antecipação da meta europeia de 10% em 2020. O PÚBLICO contactou o Ministério da Economia, mas não foi possível obter comentários.

Apesar de o diploma ainda não estar publicado, é já num cenário de aumento das metas de incorporação (e de subida dos custos de produção) que a indústria está a trabalhar há meses, reconheceu o presidente da Apetro – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, António Comprido. Pelas contas das empresas, a subida dos objectivos de incorporação de biocombustíveis deverá traduzir-se num “agravamento de entre 1,5 a 2 cêntimos no preço do litro de gasóleo”, adiantou o responsável.

“São opções de natureza política, fiscal e ambiental, mas consideramos que teria havido oportunidade para [o Governo] repensar as metas dentro do quadro económico e de custos para o consumidor que atravessamos”, disse o representante da indústria petrolífera. Notando que o sector “já teria ficado satisfeito se as metas se mantivessem nos 7,5%”, António Comprido sublinhou que, mais uma vez, Portugal está a aumentar o fosso face aos preços espanhóis, que além da menor carga fiscal reflectem menores custos de incorporação (as metas espanholas estão nos 4,5% e deverão subir para 5% em 2017).

Actualmente, os biocombustíveis pesam cerca de 5 cêntimos (com IVA) no litro de gasóleo, enquanto em Espanha o peso ronda os três cêntimos. O impacto desta medida no preço final será sempre “mais relevante no gasóleo”, explicou o presidente da Apetro. No preço da gasolina, o peso da incorporação, é menor, de um cêntimo por litro, porque, ou por questões técnicas ou por opções de estratégia comercial, as empresas imputam a maioria do custo da adição de biocombustíveis ao gasóleo (a meta de 7,5% é para o conjunto dos produtos e só a gasolina tem um limite mínimo fixado, que é de 2,5%).

Sustentando que “há actualmente um debate sobre a verdadeira eficácia dos biocombustíveis” actuais, António Comprido também desvalorizou o impacto da subida de metas no desenvolvimento da indústria nacional de biocombustíveis e nas contas externas nacionais: “Não temos a matéria-prima e vamos ter de importar sempre, tal como importamos crude”.

Mas também há na indústria petrolífera quem reconheça “a coragem” da medida: “Era mais fácil anunciar uma descida de um ou dois cêntimos por litro, mas preferimos a estabilidade nas metas, sejam agressivas ou não, porque é disso que as empresas precisam para investir”, adiantou ao PÚBLICO o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira. Recordando que a empresa investiu em estruturas de incorporação de etanol (para a gasolina), o gestor lembrou que pior seria que a BP Portugal tivesse “assumido esse risco e agora as metas deixassem de estar lá”.

Mas o gestor nem por isso deixou de lamentar o que considera “a falta de transparência” do sector dos biocombustíveis em Portugal, “ainda mais quando o Estado exige, e bem, a transparência total da cadeia de valor e os biocombustíveis são, cada vez mais, uma parte importante dessa cadeia”.

A legislação portuguesa “obriga as empresas a comprarem a produção nacional de biocombustíveis que é mais cara” e não chega para as necessidades do mercado nacional, tornando a importação uma inevitabilidade, explicou António Comprido. Mas, para cumprir a lei, as empresas também são obrigadas a encontrar caminhos alternativos. No caso específico do gasóleo, uma vez que os motores apenas comportam uma incorporação de Fame (um biocombustível para gasóleo) na ordem dos 7% em volume, e uma vez que esta quantidade corresponde a cerca de 5% em teor energético, as petrolíferas compõem o restante com a adição de outro biocombustível mais avançado, que tem menores restrições técnicas, mas também é mais caro e tem de ser importado, o HVO. A solução foi obter “uma situação de excepção” junto da Entidade Nacional do Mercado dos Combustíveis (ENMC) para poder importar, explicou Pedro Oliveira.

Sunenergy possibilita a venda da energia produzida a partir do sol à INETO em Aveiro

Trata-se da instalação de uma Unidade de Pequena Produção Fotovoltaica (UPP), antiga minigeração (produção descentralizada de eletricidade em pequena escala), que conta com 214 painéis fotovoltaicos de 250W para produção de energia elétrica através do sol. A UPP permitirá, ao contrário do autoconsumo, a venda da energia na sua totalidade à rede elétrica. Este novo projeto conta com 53.50 kW de potência instalada, produzindo aproximadamente 78.000 kWh de energia por ano.

Segundo Rui Oliveira da Sunenergy, “o valor anual de venda de energia que estimamos é de 8.000€, o que representa uma rentabilidade superior a 15% ao ano, muito superior a qualquer outro investimento de baixo risco como é este o caso”.

Para o Eng. Idílio Neto, responsável da INeto, “este investimento faz todo o sentido do ponto de vista económico mas também do ponto de vista ambiental, sobretudo para uma empresa como a nossa que tem uma vertente muito forte nessa área”.

Em termos de emissões de CO2, estima-se que este projeto permita uma redução de emissões de CO2 de 40 toneladas por ano.

Cada cliente pode escolher o modelo mais apropriado para si, autoconsumo (UPAC, Unidade de Produção de Autoconsumo) ou venda (UPP, Unidade de Pequena Produção), contando com um serviço de aconselhamento da Sunenergy, que analisa fatores como o perfil de consumo, o consumo anual de energia, entre outros.

Sobre a SunEnergy:

A SunEnergy é uma empresa especializada em soluções de energias renováveis com vários anos de experiência.

A SunEnergy é composta por um conjunto de delegações espalhadas pelo país e suportadas por uma rede de profissionais especializados.

Através da implementação de sistemas energéticos limpos e eficientes para climatização, produção de água quente e geração de eletricidade, contribui para um desenvolvimento sustentável, otimizando o consumo de recursos energéticos e melhorando o bem-estar das pessoas.

Vai ser possível ir de Lisboa ao Algarve de carro elétrico

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, inaugura, na segunda-feira, o primeiro corredor de carregamento rápido para veículo elétrico da rede MOBI.E, com os primeiros quatro postos a entrar em funcionamento.

“A partir de segunda-feira, vai ser possível viajar de Lisboa até ao Algarve de veículo elétrico sem correr o risco de ficar apeado”, refere uma informação do Ministério, hoje divulgada.

João Matos Fernandes e o secretário de Estado adjunto e do Ambiente vão utilizar veículos elétricos para se deslocarem entre as áreas de serviço de Palmela e de Aljustrel, onde apresentam o plano do Governo para a mobilidade elétrica até final de 2018.

Além de permitir a deslocação sem interrupções entre Lisboa e o Algarve, o corredor “irá contribuir para a redução de emissões de gases com efeito estufa e simultaneamente para a melhoria da qualidade ambiental a sul do Tejo”, salienta o Ministério.

Em fevereiro, o Governo garantiu que iria concluir a Rede MOBI.E com a instalação ou atualização de 174 pontos de carregamento, resultado de um investimento de 1,9 milhões de euros.

Estava previsto o início da instalação dos pontos de carregamento para setembro, para que os veículos elétricos passassem a conseguir fazer viagens por toda a extensão do território português, já que os carregadores rápidos permitem carregar a bateria do veículo em cerca de 30 minutos, explicava o Ministério.

A conclusão da Rede MOBI.E consta de um protocolo entre a INTELI — Inteligência em Inovação, Centro de Inovação, representante do consórcio IDT MOBI.E e a Agência Portuguesa do Ambiente, entidade gestora do Fundo Português de Carbono.

Este protocolo permite a conclusão da Rede MOBI.E, já prevista desde 2001, através da instalação de 124 pontos de carregamento normal e da atualização tecnológica e instalação de 50 pontos de carregamento rápido.

107 horas para os cidadãos

Uma das áreas em que Portugal se destaca com frequência a nível mundial é nas energias renováveis. Fomos pioneiros na eólica, temos muita hídrica e ainda um enorme potencial para explorar.

Mas há pouco tempo houve uma notícia que superou todas as outras, Portugal esteve quatro dias a viver apenas à custa de energia renovável.

Este acontecimento notável, que surge num contexto em que há cada vez maior consenso sobre as alterações climáticas e a necessidade de transição para um modelo energético diferente, atingiu publicações nos 4 cantos do mundo, dos EUA à Nova Zelândia e publicações tão relevantes quanto o The Guardian ou o The Independent. Poucos serão, ou nenhum mesmo, os países que se podem orgulhar de tal feito. É frequente, acontece 2 ou 3 vezes por ano, vermos notícias sobre Portugal, Dinamarca ou Alemanha, num determinado dia ou momento produzirem mais eletricidade renovável do que o consumo total do país, mas quatro dias é de facto obra.

Os mais atentos saberão que não foi de facto assim (há sempre pelo meio algum carvão, gás natural ou importação de eletricidade), mas o que importa reter é que produzimos ao longo desses dias tanto (ou mais) que aquilo que consumimos em todo o país e, portanto, o que não foi até podia ter sido.

Por tudo isto devemos estar orgulhosos, mas há uma pergunta que assalta a mente de muita gente: “e eu, que é que ganhei com isso?”. Prefiro desde logo pensar em “nós”, os cidadãos, e o que é que ganhamos com isso.

Deixando de lado, para variar, o mais importante, os benefícios ambientais e sociais como o ar mais puro, menos recurso de combustíveis finitos ou menos emissões de carbono, podemos focar nos económicos como a redução da dependência energética nacional ou a criação de emprego no cluster das renováveis. E os lucros?

De acordo com as estatísticas da REN, naqueles quatro dias foram produzidos cerca de 560 gigawatts-hora de eletricidade renovável, que devem ter gerado aos produtores entre 25 e 35 milhões de euros. Portugal é um país com pouca tradição de democracia energética, ou energia comunitária (a Coopérnico é pioneira nesse campo) e portanto os lucros foram para os grandes grupos económicos ou energéticos que detêm a potência instalada renovável em Portugal, a quem não retiro o mérito do investimento pioneiro em projetos que foram altamente inovadores, ainda que de risco bastante controlado.

Mas não tem que ser assim. Apesar de contarmos já com um percurso notável nas renováveis, temos ainda um muito longo caminho a percorrer na inevitável descarbonização da economia. O futuro limpo que todos queremos, do ponto de vista energético, assenta em abundância de eletricidade (renovável, claro!) e, desta vez, os cidadãos tem uma palavra a dizer.

Começando pelas fontes de energia, de todas as renováveis, o sol é aquela que tem maior propensão para a democratização, e não é apenas pelo famoso slogan que diz que “o sol é de todos”. É uma tecnologia completamente escalável, aplicável nas mais diversas geografias nacionais, altamente previsível e com uma rentabilidade muito interessante, seja qual for o tamanho do projeto – desde apenas um painel em autoconsumo no Porto a grandes parques solares no interior do Alentejo.

Mas há outras tendências a marcar este caminho para um futuro mais limpo com participação cidadã. Por um lado somos cada vez mais informados e mais exigentes, com aquilo que consumimos e com o que acontece com os nossos impostos ou com o dinheiro que temos no banco, por outro, a internet veio dar, também nisto, um grande empurrão. Há diversos modelos de negócio a surgirem por meio de inovadoras plataformas que nos permitem ser agentes ativos no sistema energético.

Num mundo em que a tecnologia, desde o armazenamento à eficiência energética ou da redução dos custos dos equipamentos de produção à gestão inteligente dos consumos, evolui continuamente e torna o “futuro” cada vez mais próximo, tudo se alinha para cada vez mais sermos parte ativa do futuro que queremos viver.

Aqueles quatro dias foram espetaculares mas ainda melhor era se fossem 365 e para todos nós, em paridade.

Petróleo dispara. Goldman diz que o mercado já está em défice

O mercado petrolífero convive há longos meses com um excesso de oferta, que levou os preços para mínimos de 13 anos, mas esse desequilíbrio teve uma “inversão súbita” e já existe mais procura do que oferta, calcula o influente banco de investimento norte-americano Goldman Sachs. Os preços do petróleo já estão a subir de forma acentuada esta manhã de segunda-feira, em reação ao relatório publicado pelo Goldman Sachs, e estão a negociar nos níveis mais elevados desde novembro.

O barril de petróleo do Mar do Norte, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, aproximou-se dos 49 dólares esta segunda-feira. Segundo a Bloomberg, a cotação está a subir 1,7% para 48,65 dólares — depois de ter chegado, esta manhã, a ser negociado a 48,90 dólares por barril (um máximo de seis meses).

O Goldman Sachs já previa que, eventualmente, os preços baixos contribuíssem para reduzir a produção e, por outro lado, que a procura crescesse. Mas o banco de investimento estima que o mercado tenha passado para défice já neste mês de maio. A confirmar-se, isso aconteceu um trimestre antes do que o Goldman Sachs antecipava, afirmam os analistas Damien Courvalin e Jeffrey Currie.

O reequilíbrio físico no mercado petrolífero começou, finalmente”, afirmam os especialistas do Goldman Sachs.
Os analistas decidiram, assim, rever em alta a estimativa de preço do petróleo nos EUA para 50 dólares por barril, na segunda metade de 2016, quando em março apontava para um valor de 45 dólares por barril. Os incêndios no Canadá e as perturbações na produção causadas por milícias na Nigéria deverão fazer com que o mercado continue em défice até ao final do ano, diz o Goldman, o que será um fator impulsionador dos preços.

Municípios querem uniformizar concessões elétricas e reprogramar fundos comunitários

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defendeu este sábado a uniformização dos contratos de distribuição de energia elétrica em baixa tensão em todos os concelhos do continente português. Manuel Machado, presidente do Conselho Diretivo da ANMP, disse no final de uma reunião realizada na cidade da Horta, nos Açores, que a maioria dos contratos de concessão celebrados entre a EDP e os municípios portugueses está a terminar e que é necessário definir “medidas legais” de transição para as novas concessões.

“O valor das rendas das concessões para os municípios portugueses é de 250 milhões de euros por ano. Numa concessão a 20 anos, estamos a falar de cinco mil milhões de euros, que as concessionárias têm de entregar aos municípios a preços de hoje”, realçou Manuel Machado.

No entender do autarca de Coimbra, este é um valor muito elevado, que exige também “muitos cuidados”, “muito rigor” e o devido “suporte técnico” na negociação das novas concessões, para evitar que se verifiquem “erros”.

Por essa razão, o Conselho Diretivo da ANMP defende a criação de um grupo de trabalho, que inclua o secretário de Estado da Energia, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a Direção Geral de Geologia e Energia, para preparar este período de transição.

O grupo de trabalho terá por missão “propor medidas legais, regulamentares, administrativas e contratuais necessárias à transição das concessões de distribuição em baixa tensão para novas concessões baseadas em contratos alicerçados em concursos públicos”, pode ler-se na deliberação aprovada pelo Conselho Diretivo.

A intenção dos autarcas é que sejam lançados os procedimentos dos concursos, em conjunto, em 2019 e que até lá, se proceda à extensão dos contratos que terminem mais cedo e à antecipação da caducidade dos que terminem após essa data. O Conselho Diretivo da ANMP entende que as novas concessões têm de garantir, entre outras exigências, a “neutralidade financeira para os consumidores” e para o Estado, “eficiência económica” e “uniformidade tarifária no país”.

A par desta matéria, os municípios portugueses manifestaram também a sua preocupação com os fundos comunitários destinados às autarquias e em especial, com as denominadas “prioridades negativas” definidas pela Comissão Europeia, como é o caso, por exemplo, de intervenções na rede viária.

“Foi aprovada uma proposta no sentido da ANMP e o Governo da República pressionarem a Comunidade Europeia para que sejam reafectados, novamente, fundos a esta área, que é fundamental para melhorarmos as nossas acessibilidades”, explicou José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal da Horta, anfitriã do encontro. O Conselho Diretivo da ANMP decidiu ainda realizar um seminário nacional sobre o ‘Portugal 2020’, para discutir a execução e reprogramação do atual quadro comunitário.

“A Energia que aproxima Portugal”

Com ADN 100% nacional, a OZ Energia tem conseguido implementar-se nos lares portugueses muito graças à sua total dedicação e a uma estratégica implementação regional. O que tem permitido que esta entidade se assuma cada vez mais como “a energia que aproxima Portugal”?
“A Energia que Aproxima Portugal” foi a assinatura escolhida pela marca enquanto desejo aspiracional que configura duas valências: por um lado a vontade de levarmos a nossa energia a todos os portugueses, aproximando-os; por outro, marcar a nossa portugalidade enquanto operador na área da energia com capitais 100% portugueses. Temos uma rede de parceiros nacional, com forte implantação regional e queremos crescer com uma oferta diversificada de energia, queremos chegar e aproximar literalmente todos os portugueses.

Constituída em 2009, a OZ Energia posiciona-se entre os quatro maiores operadores de gás em garrafa, sendo que o seu posicionamento está focado em diferentes áreas de negócio, nomeadamente o gás canalizado, combustíveis para aviação, postos de abastecimento, pellets, equipamentos e angariação de consumos de gás natural e eletricidade. É esta oferta tão diversificada que vos diferencia da concorrência?
Não, embora seja de facto importante a diversificação de produtos. É essencial, para a nossa sustentabilidade, a garantia de uma diversificação do nosso portefólio de serviços e produtos. Aliás, a OZ Energia surge da compra de uma pequena parte dos ativos da antiga ESSO Portugal, designadamente da compra do negócio de gás em garrafa e da aviação. Tem sido feito um esforço titânico para implementar de raiz outras áreas de negócio que permitam o equilíbrio e a diversidade da companhia num mercado tão maduro como o da energia.
A diversificação de produtos e serviços complementares promove e reforça as possibilidades de sinergia e cross selling aumentando o nível de serviço ao cliente. Mas, de facto, aquilo que efetivamente nos distingue por excelência e nos torna verdadeiramente únicos no mercado são as pessoas, os nossos parceiros, a nossa equipa e, acima de tudo, os nossos clientes. Temos ambição e capacidade de concretização.

De forma a responder às crescentes preocupações de sustentabilidade ambiental, estão atentos a novas áreas de negócio. De que segmentos estamos a falar?
Temos a consciência de que atuamos no setor dos combustíveis fósseis sendo que alguns dos produtos que comercializamos são poluentes. Mas também sabemos que, apesar do impacto ambiental, são essenciais à economia e à realidade da vida atual.
Percebemos que a propensão para o aumento da utilização de energias que promovam a sustentabilidade ambiental está diretamente relacionado com o preço e com o conforto de utilização que conseguimos incorporar nos equipamentos que lhe estão associados. Por isso, para atenuar os efeitos decorrentes da nossa atividade, sentimos uma obrigação acrescida de impulsionar e de fazer incorporar avanços tecnológicos que promovam a utilização progressiva de produtos ambientalmente sustentáveis, quer em contextos domésticos quer industriais, a preços competitivos. As energias limpas incorporam atualmente o nosso portefólio e pretendemos que tenham um lugar de destaque.
Como exemplo, podemos referir dois dos produtos que lançámos em 2015, destinados à produção de calor no segmento doméstico – pellets e estufas Nature. Este equipamento utiliza uma fonte de energia ambientalmente sustentável (pellets) e, através da incorporação tecnológica, proporciona maiores comodidades, comparativamente a outro tipo de equipamentos que recorrem a fontes de energia poluentes e, não menos importante, a preços mais competitivos.

Ainda neste sentido, como surgiu a aposta na biomassa?
A aposta na biomassa é um caminho que queremos percorrer e estamos fortemente empenhados no seu sucesso. Pretendemos, tal como decorre da nossa Missão, atuar de forma socialmente responsável, com ambição e inovação, trazendo os benefícios da nossa atuação à comunidade em geral e a um crescente número de stakeholders. Neste sentido, pretendemos implementar projetos com uma forte componente de inovação. A gama pellets representa o início de um trabalho que se quer cada vez mais relevante.
Não optámos pelo caminho fácil, mas entendemos que a incerteza deste mercado aporta diversidade e incógnitas, que podem ser potenciadas e desenvolvidas desde que, internamente, estejamos preparados para as incorporar. A noção de custo de oportunidade esteve muito presente quando tomámos a decisão.
A aposta na biomassa, concretamente na distribuição e comercialização de pellets certificados, com diferenciação através do serviço, é um fator de conveniência e comodidade reconhecido pelos clientes. É uma fonte de energia limpa, sem pegada ecológica e estamos a contribuir positivamente para a eficiente exploração da fileira nacional. Mais uma vez reforço que estamos também a proporcionar aos nossos clientes uma vantagem económica.

Acreditam que pelo facto de terem uma estrutura mais pequena do que outras marcas concorrentes é uma característica a vossa favor. Porquê?
Mais importante do que o tamanho é a flexibilidade, a capacidade de inovação e antecipação ao mercado. Temos que ter um papel ativo no processo de criação de soluções futuras, seja no modelo de distribuição, seja nas fontes, seja no serviço prestado, em suma, re(inventar) o modelo de oferta da energia.
Não se trata de uma luta David contra Golias mas sim sermos parte influenciadora do processo evolutivo. Da cimeira de Paris saíram orientações claras para a necessidade do abandono do consumo os combustíveis fósseis até ao final do século. À luz das bases da economia atual ainda não sabemos como o iremos fazer. Mas há uma certeza, temos que caminhar neste sentido. O futuro prepara-se hoje. Na OZ Energia, temos uma estrutura bem dimensionada para a nossa realidade com as aptidões indicadas para abraçar estes desafios. A nossa dimensão tem a vantagem adicional de proporcionar análises e decisões rápidas. Olhamos para a frente, para mais e diferentes mercados. Sabemos o que queremos, o que nos une e lutamos por isso.

Com a portugalidade no sangue, criaram uma linguagem iconográfica que vos distinguiu da concorrência. Por parte do consumidor final, qual tem sido o feedback em relação a esta forte aposta de imprimir nas garradas o orgulho de serem portugueses?
No início foi uma surpresa. Nenhum operador usava as garrafas para comunicar com o Cliente. Os símbolos nacionais são um património de Portugal e dos Portugueses. Na OZ Energia optámos, e bem, por evidenciá-los. Temos clientes que pedem especificamente as garrafas dos galos, dos corações de Viana, dos bacalhaus e dos manjericos. Tendo em conta os momentos do ano já conseguimos antecipar as suas preferências.

Quer na criação como na manutenção de novas infraestruturas, estamos num negócio que obriga a elevadíssimos investimentos. Com que dificuldades diárias têm de lidar?
Estando no negócio da energia, sabemos que qualquer tipo de investimentos em infraestruturas tem, por norma, até pela circunstância das instalações necessitarem de ser de alta segurança, investimentos muito elevados. Temos um plano de desenvolvimento e todas as condições para o cumprir, designadamente financeiras, humanas e legais. Nestes processos, por vezes, o que se torna mais difícil e limitador é a carga burocrática e a morosidade dos processos de licenciamento a que somos sujeitos pelas entidades que os apreciam e licenciam. Este é de facto o grande constrangimento e entrave ao crescimento, lamentavelmente transversal a vários setores da economia. Idealmente deveríamos ter menos Estado no nosso setor.

A OZ Energia é percecionada como uma marca de referência junto do público-alvo, consumidor de gás em garrafa. Com este reconhecimento em carteira, pretendem avançar para mercados externos? Quais?
Os investimentos em novas geografias implicam grande precaução. Para além do potencial de mercado, temos de nos certificar de eventuais constrangimentos legais e diferenças culturais. Riscos como alterações políticas, interesses instalados, evolução cambial, risco fiscal, atuação de outros players locais com redes de influência muito oleadas, tudo são fatores que devem ser objeto de estudo muito aprofundado previamente a qualquer decisão de internacionalização. Veja-se o caso do Brasil, um país aparentemente muito atrativo para os investidores até há uns anos atrás e que se depara hoje com uma crise profunda que faz perigar os investimentos efetuados. Podemos referir igualmente Angola, onde atualmente o principal constrangimento é a impossibilidade de repatriação de capitais. Aos constrangimentos legais soma-se o facto de não existirem divisas no país.
A visão de curto prazo e a pressa em realizar alguns investimentos pode ser perigosa. Os investimentos no setor da energia são avultados e necessariamente de longo prazo. Não nos podemos mover por modas, emoções ou a expectativa do lucro rápido. A economia real não tem ganhos e perdas repentinas; o crescimento sustentado das empresas é habitualmente gradual e provém da sua capacidade em responder efetivamente ao mercado em que opera.

Em qualquer organização, os recursos humanos desempenham um papel fulcral. Na sua opinião, as empresas portuguesas têm adotado uma política séria de desenvolvimento do seu capital humano? Qual tem sido o papel da OZ Energia?
Não me compete falar em nome de outras organizações ou de distintas políticas de recursos humanos. Na OZ Energia a coesão da equipa é o resultado de um trabalho sistemático de motivação e de adequação das competências. Comportamento gera comportamento e a constância deste trabalho tem sido gratificante. Não se conquistam metas nem se atingem resultados sem as pessoas, sem uma equipa forte, motivada, competente, empenhada, que partilha os mesmos valores e objetivos. Podemos ter a acústica, os instrumentos, a sala e a audiência, mas se não temos os músicos coordenados e afinados nunca será uma grande orquestra. Enquanto líder, cabe-me assegurar que a organização proporciona as condições e os meios para o desenvolvimento de diferentes competências que possam motivar e ajudar ao bom desempenho. Acredito que o trabalho é um garante de felicidade e tento promovê-la no ambiente laboral. Pessoas felizes e realizadas são mais produtivas.

Mais do que um chavão, a inovação deve fazer parte da estratégia das marcas. Na prática, na criação de soluções de negócio mais eficazes e personalizadas, de que modo o desenvolvimento tecnológico tem sido imprescindível? Ser uma marca inovadora gera mais confiança no cliente?
A inovação quer em produto quer em serviço deve ter como objeto a satisfação do cliente. Quando a obtemos estamos a diferenciar-nos.
A componente tecnológica permite de forma sistemática analisar as preferências dos nossos clientes e antecipar as tendências de consumo. Paralelamente, escolhemos muito bem os nossos fornecedores e os parceiros de negócio, como gostamos de lhes chamar. Se nos rodearmos dos melhores, incorporamos mais conhecimento e ficamos mais fortes.
A confiança será uma consequência de todo o rigor do processo que obrigatoriamente resultará em relações duradouras quer com os clientes quer com os parceiros.

Recentemente a OZ Energia foi obrigada a abandonar o objetivo de comercializar gás natural, como consequência de uma medida imposta pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Foi uma decisão justa?
Não se trata de uma questão de justiça. É uma impossibilidade legal e estamos a cumprir com os desígnios da entidade reguladora. Gostaríamos de ter a possibilidade de comercializar diretamente gás natural, mas acatámos a decisão, e procurámos formas alternativas dos nossos clientes terem acesso a este produto.

Mesmo sendo um bem de primeira necessidade e utilizado de forma crescente pelas sociedades modernas, a energia tem sofrido alguns constrangimentos, nomeadamente no que se refere aos sucessivos aumentos dos impostos no setor. Pelo incentivo às boas práticas ambientais e pela diminuição da poluição, tem valido tudo?
Parece que sim. É necessário arrecadar impostos e o Estado tem sempre uma boa fonte de financiamento nos produtos derivados do petróleo.
A carga fiscal em Portugal é tão pesada que, na sua generalidade, nem as famílias nem as empresas conseguiriam suportar mais aumentos de impostos nos seus rendimentos. Mas o Estado continua deficitário e a única maneira que tem de se financiar é por via de impostos sobre determinados produtos e, por sinal, os combustíveis são sempre afetados. A competitividade proporcionada pela diminuição do preço do petróleo é transferida diretamente para os cofres do Estado e o consumidor pouco beneficia e, quando acontece é, por norma, durante um curto espaço de tempo, no máximo num intervalo entre Orçamentos de Estado. Sobre os combustíveis temos IVA, imposto sob produtos petrolíferos (ISP) que engloba a contribuição da segurança rodoviária e a taxa de carbono. Sobre o setor petrolífero ainda recaiu há um par de anos uma contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) que se previa temporária mas parece que está para ficar. Trata-se de um setor completamente asfixiado por impostos e o único onde se penaliza fiscalmente investimentos em ativos, contrariamente a outros setores em que estes são alvo de fomento ao investimento.

Acredita que as sucessivas medidas impostas ao setor do gás em garrafa retiram competitividade ao setor?
Os consumidores são muitas vezes impactados por medidas populistas por parte dos governos que, em nome da defesa dos supremos interesses dos mesmos consumidores, criam entropia e entraves aos processos, de tal maneira que, na prática, produzem um efeito contrário. É o caso da nova lei 15/2015 que obriga à introdução de medidas que interferem verticalmente em toda a linha de distribuição de Gás em garrafa, desde os operadores, passando pelos revendedores de primeira e segundas linhas, até ao cliente final.
Estas medidas vão introduzir estrangulamentos operacionais e denotam um afastamento da realidade de quem as produz. Naturalmente a qualidade do serviço será afetada, sobretudo na distribuição domiciliária. Antecipa-se a perda de pequenos pontos de distribuição de gás. A dificuldade de implementação dos procedimentos e falta de recursos desmotivará muitos pequenos agentes e o acesso fácil a este bem essencial para milhares de famílias.

Emanuel Freitas
Emanuel Freitas

Qual a real dimensão e impacto das medidas em causa?
Esse é um número que duvido que alguém conheça! Nem o próprio Estado se deve ter apercebido das implicações da sua implementação.
Um dos eventuais processos previstos poderá implicar alterações de natureza metrológica (instalação de balanças aferidas regularmente, em todos os pontos de venda, incluindo entregas ao domicílio); cadastral (identificação de todas as garrafas para aferição de pesos e consequentes créditos); fiscal (o crédito sobre o produto remanescente nas garrafas inclui IVA e ISP que terão que ser reembolsados aos operadores); informática (necessidade de um sistema robusto que permita cadastrar e consultar os dados referentes a um parque estimado de 10 milhões de garrafas); comunicacional (transmissão de dados fiscais e cadastrais); bancária (fluxos financeiros entre operadores, pontos de venda e Estado); e administrativa (cada uma das partes tem que controlar e responsabilizar-se pela sua quota parte no processo).
Acresce que todo o sistema teria de gerir dados referentes a um parque de garrafas superior a 10 milhões de unidades, com vendas e retornos de mais de 200 mil garrafas por dia.
Posto isto, é fácil concluir que os custos com a implementação destas medidas serão de tal ordem que não podem ser suportados pela cadeia de distribuição. Em última análise, o consumidor é sempre o mais prejudicado porque este aumento de custos na distribuição conduz fatalmente a um aumento do preço do produto.
Para além disto, historicamente, os consumidores de gás em garrafa têm sido claramente penalizados e preteridos quando comparados com os utilizadores de gás natural. Tratando-se em ambos os casos de bens de primeira necessidade com a mesma finalidade, não se compreende por que razão o gás natural era taxado com o IVA a 6% enquanto o gás em garrafa permanecia nos 23%. Logo aqui assistíamos a uma enorme descriminação tributária sobre um segmento da população portuguesa; agora deparamo-nos com um aumento de custos de que não sabemos sequer a sua escala, e que vai impactar exatamente a mesma população. Gostava de obter uma explicação ou perceber se há portugueses de primeira e de segunda!

Quer seja no desporto, na responsabilidade social ou em temas ambientais, a OZ Energia não diz “não” a uma boa causa. Enquanto marca, é importante marcar presença e apoiar eventos desta natureza?
As empresas têm responsabilidades e obrigações perante a sociedade civil e, na OZ Energia, levamos esta responsabilidade de uma forma muito séria não dizendo não ao apoio de uma boa causa. Apoiamos desde as comunidades que nos estão mais próximas, como bombeiros, juntas de freguesia, festas locais ou instituições de solidariedade social, até eventos desportivos, designadamente modalidades adaptadas que permitem a prática desportiva a crianças, jovens, ou mesmo atletas de alta competição portadores de deficiência. Este apoio é muitíssimo importante para centenas de pessoas. Desde há mais de um ano que apoiámos a vela adaptada no Clube Naval de Cascais, o que permite com que dezenas de crianças e adultos possam beneficiar dos resultados terapêuticos resultantes da prática desportiva, para além da própria experiência de mar.
Tornámos também pública a iniciativa Adaptar para Integrar que se traduz num apoio financeiro e em combustível ao Sporting Clube de Portugal com o objetivo de proporcionar a alguns jovens atletas portadores de deficiência a concretização do seu sonho: marcar presença e competir (alguns estão já qualificados) nos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A iniciativa impacta cerca de 180 pessoas entre staff e atletas e esperamos que, para além deste contributo, possamos estar a inspirar outras entidades e a sociedade civil sobre a importância de uma cultura baseada na solidariedade, tolerância, fraternidade e integração.

Continuando a proporcionar momentos de união e conforto aos portugueses que vos escolhem, quer seja em casa como ao ar livre, qual continuará a ser a vossa linha de atuação para continuarem a merecer a confiança dos vossos clientes? Que objetivos pretendem concretizar a médio e longo prazo?
Estamos perante um mundo cheio de oportunidades e queremos continuar a ir ao encontro da satisfação das expectativas dos nossos clientes e a fazer aquilo que esperam de nós. Temos uma visão globalizante que, apesar de fortemente focada nos processos de inovação, nos permite e nos obriga a estarmos presentes em várias frentes, com a abertura necessária para aceitarmos como válidos projetos periféricos ou a entrar em mercados que ainda não existem.
Acreditamos que aposta na diferenciação, por vezes em direções não convencionais, nos trarão o reconhecimento futuro do mercado.
Estamos em contínuo desenvolvimento de novas gamas de produtos e novas formas de comercialização associadas a uma oferta integrada de energia. Atualmente representamos o portefólio de produtos num círculo que se alargará com o decorrer do tempo.

Enquanto marca sempre atenta às tendências, que desafios acredita que o setor terá de enfrentar ao longo de 2016?
Estamos perante um mundo em constante estado de mudança, sendo que o fator diferenciador é a rapidez da circulação de informação. Se não formos rápidos e atentos, os projetos de hoje estarão desatualizados antes de serem implementados. É como nadar contra a maré – se não formos mais rápidos corremos o risco de ficar para trás. A flexibilidade da equipa é o fator diferenciador.
No momento presente o maior constrangimento identificado que afetará a nossa principal área de negócio será a evolução legislativa do setor. Estamos sempre disponíveis para apoiar e ajudar a construir modelos diferentes dos atuais. Se aliarmos a experiência acumulada ao longo de décadas pelos players do mercado às necessidades identificadas pelo regulador certamente que construiremos algo consensual.

A todos aqueles que ainda não escolheram a OZ Energia, que mensagem importa deixar?
Acreditar é o primeiro passo para fazer acontecer, e acreditamos que a EQUIPA que queremos construir, só estará completa quando integrado o fator Cliente. É pelos Clientes que arriscamos e nos desafiamos diariamente, que nos superamos, é a eles que dedicamos todo o nosso trabalho, o nosso carinho, temperado com a nossa própria Alma. As propostas que oferecemos têm sempre como subjacente o contínuo acompanhamento do cliente e das suas necessidades, que são evolutivas no tempo. Por vezes, e por constrangimentos vários, podemos não apresentar de forma isolada a melhor proposta económica, mas damos a nossa garantia que diariamente dedicamos toda a energia para aportar as melhores soluções que resultem em diferenciação económica e que dessa forma o valor percebido do portefólio da oferta seja vantajoso para todos.
A contínua conquista de novos clientes é a maior homenagem àqueles que já fazem parte da EQUIPA OZ Energia! A todos quantos ainda não optaram pela marca OZ Energia deixo um conselho: testem-nos e ponham-nos à prova.

Atividade industrial nos EUA com maior queda em mais de seis anos

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Institute for Supply Management (ISM), o índice associado a este setor caiu de 48.6 em novembro para 48.2 no mês seguinte.

O valor fica aquém do estimado pelos analistas, que apontavam para 49, e reflete o impacto da apreciação do dólar e a limitação de investimento no setor energético arrastado pela queda dos preços das matérias primas. Valores abaixo da marca dos 50 representam contração da atividade.

“As dificuldades do setor manufatureiro vão continuar em 2016. (…) Ainda temos um dólar forte e os preços da energia em queda”, disse à Bloomberg o analista da Moody’s, Ryan Sweet.

De acordo com a Bloomberg, a procura interna (estimulada pela melhoria dos índices de emprego e de salários) impede que a queda na procura tenha um efeito ainda pior na atividade das fábricas.

No espaço de poucas horas esta é a segunda má notícia para o setor industrial das duas maiores economias do mundo, depois de na China a atividade ter recuado pelo quinto mês consecutivo em dezembro.

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